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Posts Tagged ‘Polêmico’

  1. A Salvação recebida através do arrependimento e fé em Cristo Jesus é condicional a uma vida de santidade? 
  2. Quem se afasta do caminho de Deus e não se arrepende, perde a Salvação?
  3. Um nome que foi escrito no Livro da vida pode ser apagado por Deus?

Estas e outras perguntas inquietam o coração de muitos cristãos. Afinal, Salvação se perde ou não?

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Esse é um dos temas mais polêmicos da Bíblia, e há muita discussão e dúvidas a este respeito. Há os que defendem veementemente que uma vez salvo, salvo para sempre, independente de sua conduta após a conversão. Há também os que pensam que a salvação está sim condicionada à permanência no caminho e que aqueles que se desviam e não se arrependem, terão seus nomes apagados do Livro da Vida.

A verdade é que, na Palavra de Deus, é possível encontrar textos que sirvam de argumento para ambas as possibilidades, se analisados isoladamente. Entretanto, quando estudamos as Escrituras num todo, é mais coerente concluirmos que a salvação não se perde.

O tema é bastante complexo, e poderia-se escrever vários livros sobre o assunto, por isso, seria muita presunção tentar esgotar a discussão num único artigo.  O propósito aqui é, de uma maneira simples, leve e didática, expor algumas conclusões a respeito.

Então, vamos lá:

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DEZ FATOS SOBRE A SALVAÇÃO:

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1. A salvação nos é dada pela graça de Deus, mediante arrependimento e fé em Cristo Jesus, e não pode ser conquistada por nossos próprios méritos. Boas obras e uma vida de piedade e santidade não nos fazem merecedores da salvação.  “Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isso não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9). Leia também: Marcos 16:16, João 14:6, Atos 4:12 e Romanos 6:23.

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2. Os salvos estão SELADOS com o Espírito Santo, este selo é permanente, não pode ser tirado. A Salvação em Cristo Jesus é completa, perfeita, eficaz e permanente. Seu sangue nos purifica de todo o pecado e nos livra da maldição da iniquidade. Deus não faz nada pela metade. Os salvos são selados até o dia da sua Redenção: “E não entristeçais o Espírito Santo, no qual estais selados para o dia da redenção”  (Efésios 4:30). Leia também: Romanos 8:1 e Filipenses 1:6.

3. Os salvos têm o discernimento espiritual, e não podem ser enganados pelo maligno, não voltam a ser escravos do pecado. Aqueles que verdadeiramente tem o Espírito de Deus, não conseguem cohabitar com o Maligno. Podem cometer erros e falhas, mas o Espírito os convence do pecado, da justiça e do juízo, e os conduz ao arrependimento. O inimigo não pode tocá-los. “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios que, se possível fosse, enganariam até os escolhidos” (Mateus 24:24). Leia também 1 João 5:18 e 2 Tessalonicenses 3:3.

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4. A Vida Eterna é para sempre, uma vez conquistada por meio de Cristo, não pode ser revogada. Absolutamente NADA pode arrancar os salvos das “garras” da Graça. Em nenhum lugar encontramos referência de pessoas que eram salvas, se perderam, depois foram salvas novamente. “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém pode arrebatá-las da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai.”  (Mateus 10:28-29). Leia também Romanos 11:29 e Hebreus 7:24-25.

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5. Jesus não rejeita os seus sob nenhuma condição.  “Todo o que o Pai me dá virá a mim, e todo o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”  (João 6:37); e nada, nem mesmo nossas próprias atitudes, podem nos separar do amor de Deus. “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus” (Romanos 8:38-39).

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6. Os pecados cometidos pelos salvos são-lhe revelados pelo Espírito Santo, e após confessados são completamente perdoados. Nossos pecados impedem nossas orações, prejudicam nossa comunhão com Deus, entristecem o Espírito, causam escândalo, são castigados, mas não tem o poder de nos tirar a salvação. “Filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados”  (I João 2:1-2).

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7. Quando um salvo se desvia dos caminhos do Senhor, abandona a igreja e se entrega ao pecado, Deus, na sua infinita misericórdia, continua cuidando dele, de modo que no tempo certo, antes de sua morte física, essa pessoa se reconcilie com o Pai. Quem é verdadeiramente salvo, SEMPRE SE ARREPENDE, sempre retorna para os braços de Deus. “Geralmente se ouve que há entre vós fornicação (…) Estais inchados (…) Eu, na verdade (…) já determinei (…) que o que tal ato praticou, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo (…) seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus” (I Coríntios 5:1-5). Leia também: 1 Coríntios 11:32.

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8. Quando alguém abandona definitivamente a fé, não mostrando nenhum sinal de temor ou arrependimento, este mostra que, na verdade, nunca foi salvo. Aí está o cerne da questão! Ser membro de igreja, falar em línguas, pregar, fazer milagres, nada disso prova que a pessoa é realmente salva. Só Deus conhece o coração (Mateus 7:19-23). Muitos estão envolvidos com a obra de Deus,  tiveram experiências com o Espírito Santo, mas não se entregaram por inteiro ao Senhor e não pertencem à família dos que foram salvos.  “… também agora muitos se têm feito anti-cristos; (…) saíram de nós, mas não eram de nós; porque se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós. E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo”  (I João 2:18-20).

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9. As inúmeras advertências na Bíblia sobre a importância do salvo perseverar no caminho de Deus são uma demonstração do cuidado do Pai com os que são seus.A distância de Deus gerada pelo esfriamento da fé ou pela permanência no pecado, traz uma série de problemas, provoca dor, tristeza, frustração, e outras tristes consequências. A desobediência dá legalidade para que o inimigo nos oprima, por isso, Deus não quer que nos afastemos Dele, e insiste que permaneçamos em comunhão.

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10. Os textos que falam sobre a importância da perseverança apenas confirmam a ideia de que, se alguém não perseverar, não se reconciliar após um período afastado, não for fiel a ponto de enfrentar a própria morte por amor a Cristo, este tal nunca pertenceu a Jesus, e por isso, não herdará a vida eterna: “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mateus 24:13), “sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).

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CONCLUSÃO

Talvez possamos dizer que existem três tipos de pessoas no mundo:

  1. Os salvos que buscam a Deus e procuram viver uma vida de intimidade e santificação, em comunhão com a Igreja de Cristo;
  2. Os crentes carnais, que são salvos mas se acomodam à uma vida medíocre de superficialidade espiritual;
  3. Os que estão perdidos por não depositarem sua fé na Redenção que há em Jesus.

Aquele que tem o Espírito de Deus, é atraído pelas coisas de Deus. Seu prazer está em adorar o Pai e estar em sua presença. “O Espírito e a Noiva dizem: vem” (Ap 22:17). Quanto mais o filho de Deus busca a santificação e o crescimento espiritual, mais intimidade com o Pai, e mais frutos desta intimidade. Quando ele cai em tentação, sente-se mal, é incomodado pelo Espírito, sabe que precisa voltar ao caminho de onde saiu e só sente paz quando se arrepende e volta.  Quem é realmente salvo não pensa jamais: “Ah, já estou salvo mesmo, então posso me entregar ao pecado que nada vai me acontecer”.  Mesmo porque, luz e trevas não se combinam e, se alguém está na luz, consequentemente não se sentirá bem em compactuar com as coisas das trevas.

Por outro lado, há sim aqueles que são salvos, mas se acomodam a uma vida cristã medíocre e descomprometida; não abandonam a fé, mas vivem na carnalidade. Estes já estão colhendo as consequências de suas escolhas: falta de poder, falta de intimidade com Deus, falta de frutificação. Não perdem a salvação, mas além de perderem a oportunidade de experimentar o melhor de Deus nesta terra, receberão poucos ou nenhum galardão quando suas obras forem julgadas. “A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.” (I Coríntios 3:13-15).

aqueles que nunca tiveram uma experiência real de entrega ao senhorio de Cristo, permanecem escravos do pecado, são insensíveis à voz de Deus, irresistivelmente atraídos pelos “prazeres” do mundo, não possuem discernimento espiritual nem se preocupam em agradar a Deus, mesmo sendo “membros ativos em uma igreja cristã”  não estão ligados à Videira Verdadeira, que é Cristo, e serão arrancados no devido tempo. São o “joio” semeado pelo maligno no meio do trigo, lobos em pele de cordeiro, e nunca pertenceram a Deus.

Salvação não se perde. Aquele que verdadeiramente possui o Espírito Santo, precisa buscar a cada dia viver em santidade, não para garantir a salvação uma vez recebida, mas para usufruir de uma vida cada vez mais íntima com o Criador.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” João 3:16

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 Obs:

Descrevi acima minha opinião e meu entendimento das Escrituras a este repeito. Mas penso que esta é uma das coisas pelas quais não vale a pena gastar tempo debatendo ou discutindo (Tt 3:9). Tal doutrina não é essencial à fé cristã, e cada um é livre para ter seu ponto de vista. Alguns acreditam que, se um salvo “descobrir” que não vai perder a salvação, então deixará de buscar uma vida santificada. No entanto, como já foi dito acima, o verdadeiro salvo possui o Espírito Santo, e NUNCA sentirá prazer em pecar, pelo contrário, irá se sentir incomodado com certeza. Caso contrário, ele realmente nunca foi salvo… De qualquer forma, o que importa é saber que SÓ JESUS CRISTO SALVA, e os que nele crêem são reconciliados com Deus e herdarão a Vida Eterna. 

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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A polêmica da religião nos estádios de futebol.

Desde meados de 2009, quando o Brasil venceu a Copa das Confederações na África do Sul, a FIFA está de olho na nossa seleção. O motivo? O que ela chama de “manifestações religiosas exageradas”, como orar antes ou depois das partidas e exibir camisetas com mensagens por baixo dos uniformes. Tais manifestações já foram proibidas e são passíveis de punição.

O argumento: as autoridades esportivas não querem transformar os jogos em eventos políticos ou religiosos. O jornalista Juca Kfouri corrobora com esta iniciativa, afirmando que o “merchandising religioso” que alguns jogadores costumam fazer é uma tentativa de “nos enfiar suas crenças goela abaixo” (1)

Incrivelmente ridícula essa preocupação da FIFA e do nosso amigo Juca! Desde quando orar/rezar ou fazer o sinal da cruz em público é praticar propaganda religiosa? Mais ridícula ainda é a idéia de se manter um Estado laico proibindo manifestações religiosas em público. Absurdo isso!!! Não nos parece um tremendo paradoxo coibir manifestações religiosas em defesa da tolerância?! A liberdade religiosa não consiste em trancar cada crença em seu templo, mas em permitir que cada cidadão expresse sua fé livremente, desde que isso não interfira nos direitos alheios.

Mais do que uma religião, o cristianismo é um estilo de vida. E a idéia de confiná-lo dentro dos templos contradiz totalmente sua essência. Seria como pedir a um homem casado que não usasse aliança em público. Ou proibir uma freira de usar o terço. Quem afirma que não se pode misturar religião e futebol, prova sua total ignorância no assunto, ou está apenas tentando disfarçar seus verdadeiros interesses.

Vinícius Duarte, no Blog “Com fel e limão” escreve: “Tenho aqui comigo que isso tem muito mais a ver com marketing do que com discussões religiosas. Cada vez que um atleta despe o manto sagrado da Nike, Adidas, Reebok ou Puma para exibir ao mundo uma mensagem religiosa estampada numa camiseta branca, segundos preciosos de exposição das multinacionais são surrupiados dos “sponsors”, que pagam milhões para exibi-las aos espectadores. Um jogador leva cartão amarelo quando tira a camisa na comemoração do gol (mesmo que não tenha nada por baixo dela) exatamente por isso! (…) Conversa fiada. Se o Vaticano, a Igreja Renascer, a Congregação Islâmica ou o Templo Budista comprarem uma cota de patrocínio da FIFA, os caras liberam tudo. Vale sinal da cruz, rezar ajoelhado na direção de Meca… Business Plan, mister!”

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(1) Blog do Juca 

(2) Blog “Com fel e limão” 

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.
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O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE MORAR JUNTO SEM SE CASAR

“Portanto, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne”  Gênesis 2:24

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É cada vez mais comum casais que optam por um relacionamento mais livre, e simplesmente passam a morar juntos, sem o compromisso do casamento. É o que o código civil chama de “uniões estáveis”.

Os argumentos para que um casal não queira assumir o casamento, são variados e muito criativos, mas não conseguem anular os preceitos de Deus, que são eternos.

Precisamos entender dois princípios básicos sobre este assunto:

1. O relacionamento íntimo conjugal é um privilégio exclusivo para o casamento. Este é o plano de Deus desde o princípio para o ser humano: “Por causa da imoralidade, cada um deve ter sua esposa, e cada mulher o seu próprio marido” (1 Coríntios 7:2). Todo aquele que opta por um plano diferente, estará entrando por um caminho obscuro e sem a aprovação do nosso Criador. Ter relações sexuais com alguém que não é seu esposo/esposa é fornicação. Deus assim determinou para que pudéssemos manter nosso corpo limpo, puro e santo. Veja o que a Bíblia fala sobre prostituição na área sexual:

“As obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia…  e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.” Gálatas 5:19

“Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o SENHOR, e o SENHOR para o corpo.”  1 Coríntios 6:13

 “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.”  Colossenses 3:5-6.

2. Morar junto ou manter relações sexuais não substituem o casamento. Casamento é uma cerimônia pública perante Deus e a sociedade, onde o casal faz uma aliança indissolúvel.

O CASAMENTO É UMA CERIMÔNIA QUE OFICIALIZA A UNIÃO DE UM CASAL. NÃO É INVENÇÃO DE HOMENS, MAS DE DEUS. NÃO É DOGMA RELIGIOSO, É BÍBLICO.

Li há pouco tempo um artigo, cujo autor afirmava que casamento não é bíblico porque Adão e Eva não se casaram, e Isaque deitou-se com Rebeca assim que a conheceu… Ora, ora… Quanta ignorância!!

Adão e Eva não tiveram testemunhas humanas, mas receberam a bênção de Deus (2)! Quanto a Isaque, não sabemos ao certo o que aconteceu (3). Quem estuda (com seriedade) um pouquinho de teologia, sabe que, muitas vezes, a narrativa bíblica não dá detalhes da situação, fazendo com que o leitor desapercebido pense que os fatos foram consecutivos, o que nem sempre é verdade. Um exemplo clássico disso é o capítulo 4 de Gênesis, que conta que Adão e Eva tiveram dois filhos: Caim e Abel. Caim matou Abel, saiu de casa e se casou com uma mulher. O que aconteceu antes e depois do nascimento de cada um, o nascimento de outros filhos, a formação de outras tribos, e outros detalhes, é omitido nas Escrituras com uma única razão: não era importante. Logo, o fato da Bíblia não detalhar o casamento de Isaque não significa que ele não se casou!!! Por outro lado, mesmo que ele não tenha se casado oficialmente, isso não significa que Deus tenha aprovado sua atitude. No início dos tempos, práticas como o incesto, poligamia, escravidão, apedrejamento e tantas outras, faziam parte do contexto cultural do povo de Israel, nem por isso, refletiam os propósitos de Deus.

Jesus Cristo, em seu ministério, por várias vezes denunciou práticas e cerimônias desnecessárias e puramente legalistas, como se lavar antes das refeições, guardar o sábado, não comer na companhia de “pecadores” e a circuncisão, mas nunca disse nada, direta ou indiretamente, contra a cerimônia de casamento. Pelo contrário, confirmou-a várias vezes (Mt 19:1-8, 22:2; Lc 20:34; Jo 2:1-2). Se o casamento fosse algo irrelevante ou desnecessário, com certeza o Mestre nos teria deixado tal ensino. Ao abordar a mulher samaritana, Jesus confrontou seu pecado dizendo que ela morava com um homem que não era seu marido (Jo 4:17-19). A mulher confirmou a fala de Jesus. MORAR JUNTO e ESTAR CASADO são duas coisas diferentes.

As Escrituras falam de casamento e de prostituição. E não há absolutamente nenhum respaldo bíblico para deduzir que sexo e casamento são a mesma coisa. Antes, alerta: sexo sem casamento é prostituição.

“Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. Mas, se te casares, com isto não pecas; e também, se a virgem se casar, por isso não peca” 1Cor 7.2, 28 

“Quero, pois, que as que são moças se casem, gerem filhos, governem a casa, e não dêem ocasião ao adversário de maldizer; porque já algumas se desviaram, indo após satanás” 1 Tm 5:14-15 

“Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula, pois aos devassos e adúlteros Deus os julgará.” Hb 13:4

“Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido.” Romanos 7:2-3

“Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se. Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.” 1 Coríntios 7:8-11

Certamente a cerimônia que oficializa o casamento varia conforme a cultura de cada época e lugar. Nos nossos dias, envolve um contrato civil feito em cartório. Com a assinatura deste contrato, o casal recebe uma certidão de casamento, ou seja, um documento que comprova que ambos estão casados. Hoje, sem esta certidão, não há casamento. Quando Jesus estava conversando com a mulher samaritana, ele foi bem claro quando disse: “…o homem com quem você mora agora não é seu marido” (João 4:16-18). Confirmando o conceito de que não basta morar junto para se considerar casado. Assim sendo, concluímos que um casal só pode viver junto, como marido e mulher, apenas se forem legitimamente casados um com o outro. Caso contrário, ambos estão em fornicação.

Se este for o seu caso, procure acertar a sua situação. Sabemos que os mandamentos de Deus para nós são todos para o nosso bem. Não podemos amar a Deus e discordarmos de Sua maneira de dirigir todas as coisas.

Sei que muitos hoje pensam de maneira diferente e consideram que o casamento civil é uma prática obsoleta e sem valor algum diante de Deus. É certo que só o contrato não basta se o casal vive em discórdia e desrespeito mútuo. Por outro lado, importa fazer uma coisa sem omitir a outra, casar judicialmente sem se esquecer de honrar esse compromisso em amor.

“Importa antes obedecer a Deus que aos homens. Se porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem vocês irão servir”.

(Atos 5:29 e Josué 24:15).

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e em Educação Religiosa

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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PERGUNTA: Sexo antes do casamento é mesmo pecado ou trata-se apenas de mais um dogma imposto pela religião?

RESPOSTA: A natureza humana nunca muda e, por isso, as mesmas inquietações persistem de geração a geração. O corpo grita e “torce” para que alguém venha com uma resposta que traga alívio. Há mais de trinta anos faço palestras para jovens e a necessidade de voltar e continuar voltando aos mesmos temas continua. Então vamos lá:

 

1. A SEXUALIDADE E O PRAZER SEXUAL FORAM CRIADOS POR DEUS E NÃO PODEM SER CONSIDERADOS COMO ALGO SUJO OU PECAMINOSO. A sexualidade foi concedida ao ser humano como um instinto natural para procriar, proporcionar prazer e consumar a aliança entre um casal. É algo íntimo, mas não promíscuo. Velado, mas não vergonhoso.

“Deus Criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. Deus os abençoou, e lhes disse: ‘Frutificai e multiplicai-vos! Enchei a terra e sujeitai-a!… Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão os dois uma só carne. E viu Deus tudo o que havia feito, e eis que era muito bom” (Gênesis 1:27-28, 2:24, 1:31).

“Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente. E porque, filho meu, te deixarias atrair por outra mulher, e te abraçarias ao peito de uma estranha? Eis que os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele pesa todas as suas veredas.” (Pv 5:18-21)

 

2.  A UNIÃO SEXUAL É UMA DÁDIVA DE DEUS PARA SER DESFRUTADA EM AMOR, DENTRO DE UM RELACIONAMENTO DE PROFUNDA INTIMIDADE E SEGURANÇA: O CASAMENTO. O sexo só é saudável e abençoado por Deus quando concilia amor, santidade, satisfação mútua, integridade, compromisso, responsabilidade, entrega e dignidade. E este nível de compromisso só é possível dentro do casamento.

Casamento é uma cerimônia pública perante Deus e a sociedade, onde o casal faz uma aliança indissolúvel (1). Obviamente esta cerimônia sofre variações conforme a época e o local. Um casamento entre judeus há quatro mil anos antes de Cristo, com certeza era diferente de um casamento na China durante a Idade Média, por exemplo. Mas não mudou de nome e nem deixou de existir. Nos nossos dias, envolve um contrato civil feito em cartório. Com a assinatura deste contrato, o casal recebe uma certidão de casamento, ou seja, um documento que comprova que ambos estão casados. Sem esta certidão, não há casamento.

“O marido pague à mulher o que lhe é devido, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido. Do mesmo modo o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher.” 1 Co 7:3-4

“Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor. Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela. Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá a sua mulher, e serão os dois uma só carne. Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher respeite a seu marido.” Ef 5: 22, 25, 31 e 33.  

“Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado” (1Cor 7.9). O texto é claro e não dá margem para que aliviemos nossos desejos sexuais fora do matrimônio.

 

3. SEXO FORA DO CASAMENTO NÃO CUMPRE OS PROPÓSITOS DE DEUS, POR ISSO É PECADO. Coabitar “maritalmente” com alguém ou manter relações sexuais com um parceiro NÃO É CASAMENTO, com ou sem amor. Quando Jesus estava conversando com a mulher samaritana, ele foi bem claro quando disse: “…o homem com quem você mora agora não é seu marido” (Jo 4:16-18). Confirmando o conceito de que não basta morar junto ou ter relações sexuais para se considerar casado. Jesus nunca considerou legítimo o relacionamento de um casal amasiado.

As relações sexuais fora do casamento nunca foram aceitas, nem em Israel, nem na Igreja Primitiva. Basta atentar para a enorme quantidade de leis contra a fornicação e a impureza sexual e os inúmeros mandamentos que fortalecem o casamento como instituição para o povo de Deus em todas as épocas.

Qualquer tipo de intimidade sexual fora do casamento é chamado na Bíblia de “porneia” – termo original grego que significa prostituição. Traduzido também em algumas versões como fornicação, adultério ou imoralidade sexual. Segundo J.H.Thayer, um dos maiores especialistas em grego bíblico, este termo era usado para descrever todo gênero de relação sexual ilícita, ou seja, fora do que Deus estabeleceu para a espécie humana: o casamento monogâmico entre um homem e uma mulher.

“Mas a prostituição, e toda a sorte de impureza ou cobiça, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos.” Rm 5:3  

“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concuspiscência, e a avareza, que é idolatria. Por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.” Cl 3:5-6  

“Os alimentos são para o estômago, e o estômago para os alimentos; Deus, porém, destruirá tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o seu corpo. Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o que se prostitui, peca contra o seu próprio corpo.” 1 Co 6:13,18  

“Receio que quando for outra vez, o meu Deus me humilhe no meio de vós, e chore por muitos daqueles que dantes pecaram, e não se arrependeram da impureza, prostituição e lascívia que cometeram.” 2 Co 12:21

 

4. O CASAMENTO É UMA CERIMÔNIA QUE OFICIALIZA A UNIÃO DE UM CASAL. NÃO É INVENÇÃO DE HOMENS, MAS DE DEUS. NÃO É DOGMA RELIGIOSO, É BÍBLICO. Li há pouco tempo um artigo, cujo autor afirmava que casamento não é bíblico porque Adão e Eva não se casaram, e Isaque deitou-se com Rebeca assim que a conheceu… Ora, ora… Quanta ignorância!!

Adão e Eva não tiveram testemunhas humanas, mas receberam a bênção de Deus (2)! Quanto a Isaque, não sabemos ao certo o que aconteceu (3). Quem estuda um pouquinho de teologia, sabe que, muitas vezes, a narrativa bíblica não dá detalhes da situação, fazendo com que o leitor desapercebido pense que os fatos foram consecutivos, o que nem sempre é verdade. Um exemplo clássico disso é o capítulo 4 de Gênesis, que conta que Adão e Eva tiveram dois filhos: Caim e Abel. Caim matou Abel, saiu de casa e se casou com uma mulher. O que aconteceu antes e depois do nascimento de cada um, o nascimento de outros filhos, a formação de outras tribos, e outros detalhes é omitido nas Escrituras com uma única razão: não era importante. Logo, o fato da Bíblia não detalhar o casamento de Isaque não significa que ele não se casou!!! Por outro lado, mesmo que ele não tenha se casado oficialmente, isso não significa que Deus tenha aprovado sua atitude. No início dos tempos, práticas como o incesto, poligamia, escravidão, apedrejamento e tantas outras, faziam parte do contexto cultural do povo de Israel, nem por isso, refletiam os propósitos de Deus.

Jesus Cristo, em seu ministério, por várias vezes denunciou práticas e cerimônias desnecessárias e puramente legalistas, como se lavar antes das refeições, guardar o sábado, não comer na companhia de “pecadores” e a circuncisão, mas nunca disse nada, direta ou indiretamente, contra a cerimônia de casamento. Pelo contrário, confirmou-a várias vezes (Mt 19:1-8, 22:2; Lc 20:34; Jo 2:1-2). Se o casamento fosse algo irrelevante ou desnecessário, com certeza o Mestre nos teria deixado tal ensino.

As Escrituras falam de casamento e de prostituição. E não há absolutamente nenhum respaldo bíblico para deduzir que sexo e casamento são a mesma coisa. Antes, alerta: sexo sem casamento é prostituição.

“Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. Mas, se te casares, com isto não pecas; e também, se a virgem se casar, por isso não peca” 1Cor 7.2, 28  

“Quero, pois, que as que são moças se casem, gerem filhos, governem a casa, e não dêem ocasião ao adversário de maldizer; porque já algumas se desviaram, indo após satanás” 1 Tm 5:14-15  

“Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula, pois aos devassos e adúlteros Deus os julgará.” Hb 13:4

 

5. CARÍCIAS ÍNTIMAS E SENSUAIS FORA DO CASAMENTO TAMBÉM É PROSTITUIÇÃO. O ato sexual não se resume à penetração do órgão genital masculino no órgão genital feminino, mas envolve todas as emoções, sensações e carinhos que fazem parte da intimidade sexual. Assim sendo, o casal que não “chega nos finalmentes” mas acaricia, beija, abraça e alisa (chegando ou não no clímax) além dos limites de um relacionamento fraternal, está sim transgredindo os planos de Deus. Jesus afirmou que só em olhar para uma mulher com intenções de cobiça já é adultério, quanto mais dar vazão a esses desejos sexuais.

Certamente não é fácil manter a pureza no relacionamento de namoro e noivado. Mas atração física pode e precisa ser contida até que chegue o momento certo. Através do Espírito Santo de Deus, somos livres para não pecar. Aquele que está em Cristo não é mais escravo dos desejos da carne, nem de suas paixões e concupiscências. Auto-domíno é fruto do Espírito em nossa vida. Pelo amor de Deus, não somos bestas reféns do próprio cio! É possível esperar! É possível controlar-se! Para isso, é importante que adotemos corretos padrões de pensamentos e vigiemos nossos olhos. Aquele que só pensa em sexo e enche seus olhos de pornografia, com certeza não conseguirá se conter. É preciso, acima de tudo, decidir ser puro.

“Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.” Mt 5:27-30  

“Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.” 1 Ts 4:3-5

“Fiz aliança com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem? Que porção teria eu do Deus lá de cima, ou que herança do Todo-Poderoso desde as alturas? Porventura não é a perdição para o perverso, o desastre para os que praticam iniqüidade?” Jó 31:1-3 

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Fl 4:8

 

6. OS MANDAMENTOS DE DEUS NOS FORAM DADOS PARA NOSSA PRÓPRIA EDIFICAÇÃO E NÃO TORTURA. Deus não é um ser sádico que fica lá no Céu inventando maneiras de fazer seus filhos sofrerem. Ele nos ama, e todas as suas ordenanças tem o propósito de nos abençoar e estão dentro da nossa capacidade de cumpri-las.

Se Ele nos fez seres sexuados por que não podemos expressar nossa sexualidade da maneira como bem entendemos? Por que precisamos esperar até o casamento? Por que precisa ser feito com amor? Por que tantos limites? Por que a família é a organização mais importante para nossa saúde emocional e social. Se nos deixarmos dominar por nossos impulsos sexuais, a família desmorona, trazendo consigo conseqüências inimagináveis para a nossa sociedade.

Infelizmente, o mundo caminha dentro de sua própria cosmovisão egoísta e imediatista. O que era imoral há tempos atrás hoje já não o é. Entretanto, como filhos da Luz, precisamos tomar a decisão de não permitirmos que o mundo molde nossos valores, a ponto de negarmos os princípios divinos. Somente através de uma íntima e ininterrupta comunhão com o Criador poderemos vencer.

E se alguém errar? Nunca é tarde para recomeçar. Deus perdoa todos os pecados, desde que os confessemos e abandonemos. O Criador é paciente e nunca desiste de nós. Ele é todo amor! E o Deus das novas oportunidades estará sempre de braços abertos para todo aquele que, com o coração sincero, reconhecer suas limitações, falhas e iniqüidades, e buscar a santificação.

“Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” 1 Jo 6-9 

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rm 12:1-2 

“Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera.” Is 64:4

“Mas, como está escrito: as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.” 1 Co 2:9

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Uma facção emerge no meio do cristianismo, afirmando que princípios como os que descrevi acima é coisa de “crente descontextualizado”, “atrasado”, “religioso” e “de consciência pequena”. Vangloriam-se em seguir uma verdade que “liberta” e não que “escraviza”. A estes digo: sim, a verdade liberta. Mas…. liberta de quê? Para quê? A vida com Cristo não consiste em sermos livres para fazermos “tudo o que der na telha”, desde que a consciência não nos condene – isso seria relativizar o pecado. Não senhores, a Verdade nos liberta DO PECADO, DOS VÍCIOS, DO DOMÍNIO DOS IMPULSOS DA CARNE, ao mesmo tempo que gentilmente nos aprisiona… não a leis, costumes, tradições, regras e fardos humanos, mas a Cristo e sua vontade. Quem define o que é pecado não é o homem ou a mulher, mas sim Deus.

Nunca imaginei que parte da igreja evangélica chegaria a esse nível de cegueira espiritual! Pasmo diante de posicionamentos de pastores, famosos e anônimos, que afirmam que casamento é uma invenção dos homens e que, se o sexo for com amor e responsabilidade, é legítimo diante de Deus…

Pessoas que extraem da Bíblia apenas o que está de acordo com seu preconceito sobre o assunto, ignorando todo o resto… Mentes doentes e cegas que preferem seguir seu coração enganoso (4) a guiar-se pela Palavra… Muito bem, façam o que quiserem! Cada um dará contas de si mesmo a Deus. Mas, como o apóstolo Paulo, não consigo deixar de sofrer dores como de parto (5) por esta igreja permissiva e licenciosa.

Ai, meu Deus, como dói! Paulo nunca pariu, mas eu já. Duas vezes. E posso dizer que a dor do parto é bem mais suave, pois perdura algumas horas e depois passa. Atinge o corpo no extremo do suportável, mas traz à luz o milagre da vida. Quanto à dor pela apostasia dos membros do corpo de Cristo, essa não passa, apenas cresce, e não gera nada a não ser mais dor: frustração, decepção, descrença, solidão…

E eu, que não são famosa nem nada, apenas sigo seguindo… na esperança de poder declarar, como Paulo: “Combati o bom combate, cumpri a carreira e guardei a fé” (2 Tm 4:7).

(1) Rm 7:2-3

(2) Gênesis 1:27-28

(3) Gênesis 24:63-67

(4) Jeremias 17:9

(5) Gálatas 4:19-20

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
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A igreja evangélica produziu em seus celeiros uma leva de pastores/pensadores que, decepcionados com as teologias vigentes, resolveram inventar novas.

A teologia, por ser humana, nunca conseguiu nem conseguirá responder a todas as inquietações e anseios do nosso espírito. É preciso, pela fé, aceitar as dúvidas. Mas há os que não se conformam com a finitude humana e tentam, dentro da nossa burra “sabedoria”, encontrar respostas para as indagações da fé.

Nessa onda, a idéia de “desconstruir” vem acompanhada de novas filosofias, novas formas de interpretar a Bíblia, novos retratos de Deus. Tempos atrás, tentaram convencer o mundo de que o diabo era uma invenção da era medieval; agora tentam convencer a igreja de que o pecado é uma invenção da religião. Isso me dá náuseas. Unem-se a tais pseudo-pensadores uma leva de gente descontente com a Igreja, com Cristo e consigo mesmo.

Nesse mundo gospel marginal não estão aqueles que foram injustiçados pelos fariseus modernos, mas sim aqueles que não tiveram coragem para negarem-se a si mesmos ou forças para carregarem suas próprias cruzes.

Sim, pois seguir a Cristo é coisa pra “macho”! Não há espaço para covardes ou almáticos. Há que se ter coragem para lançar a mão no arado e não olhar prá trás, para não se amoldar aos padrões do mundo, para ser crucificado com Cristo dia após dia.

Corruptos, imorais, intelectualistas, alcoólatras, mentirosos, pessoas presas aos próprios vícios, ao invés de enfrentar a dor oriunda da renúncia à concupiscência dos olhos, à concupiscência da carne e à soberba da vida, optam pelo caminho mais fácil: “se não pode vencer o inimigo, junte-se a ele”. Vai daí que surge então esse bando de descontentes, achando-se os “donos da cocada preta”, os mente-abertas iluminados, o grupo privilegiado o bastante para receberem do Céu as novas revelações, o novo evangelho.

Não senhores, não vou pelo caminho largo! Essa ladainha de cristianismo light é “conversa pra boi dormir”, discurso de enganar trouxa. Eu quero é Deus!!! Simples assim :)!

 

Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos. Não ofereçam os membros do corpo de vocês ao pecado, como instrumentos de injustiça; antes ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam os membros do corpo de vocês a ele, como instrumentos de justiça.” Rm 6:12-13

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e em Educação Religiosa

Marília/SP

 

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A simplicidade do Evangelho consiste em seguir o que a Bíblia diz. E na Bíblia está escrito: “Tudo me é lícito” (1 Coríntios 10.23). Muitos se atém a apenas esta parte do texto bíblico e logo concluem: “se tudo me é lícito, posso fazer absolutamente tudo o que quiser… posso fumar crack, possuir várias mulheres, assistir a filmes pornôs… nada é proibido. A graça de Cristo me libertou de todo pecado, e nada mais que eu fizer estará sujeito a alguma condenação”. Estaria correto este raciocínio?

De fato, se isolarmos convenientemente esta parte do texto, esta parece ser a conclusão mais óbvia. Entretanto, este é um dos mais grotescos erros no método de interpretação das Escrituras. Texto fora do contexto é pretexto, já diziam os antigos.

Vejamos o que acontece se fizermos o mesmo com outros textos:

Filipenses 4:13 – “Posso todas as coisas…” Se eu posso todas as coisas, então posso manter uma relação extraconjugal semcomprometer o equilíbrio familiar; posso me embriagar e não envergonhar o Evangelho; posso empurrar um trem por quilômetros ladeira acima; posso ser cruel ou vulgar ao conversar com alguém; posso TODAS as coisas!

João 6:27 – “Não trabalhem pela comida…” Então, trabalhar secularmente é pecado. Deus é contra a idéia de eu ter uma profissão. Devo abandonar totalmente a idéia de ter um emprego, e simplesmente “viver pela fé”. Todos os meus dias irei me dedicar apenas a “atividades espirituais” e não me preocupar com as necessidades básicas da minha família.

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Assim nascem as heresias e assim surgem os mais terríveis absurdos supostamente bíblicos.

Quando se retira um texto do seu contexto e lhe dá um significado isolado, é muito fácil tropeçar feio na interpretação. Por exemplo: na própria Bíblia está escrito: “Não há Deus”, mas bem longe de ser uma defesa ao ateísmo, esta afirmação está dentro de um significado mais amplo: “Diz o tolo em seu coração: ‘Não há Deus’. Corromperam-se e cometeram atos detestáveis; não há ninguém que faça o bem.”  (Salmo 14:1).

O que temos visto é que, na verdade, muitos extraem partes fragmentadas das Escrituras tentando justificar suas próprias escolhas. Elton John  disse que Jesus era gay para tentar justificar seu próprio homossexualimo… Fulano afirma que a Bíblia não condena a bebida para tentar justificar seu problema com o alcoolismo… Beltrano diz que na Bíblia sexo e casamento são a mesma coisa para tentar justificar sua própria conduta extraconjugal… E assim por diante. Não é preciso ser um expert em psicologia comportamental para perceber esta estratégia quase infantil diante da culpa.

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Voltando ao nosso texto inicial, sim, todas as coisas me são lícitas (permitidas). Mas qual a abrangência desse “todas as coisas”? Inclui de fato TODAS AS COISAS, inclusive matar, cobiçar e mentir? Com certeza não, pois tais práticas (e muitas outras) a própria Palavra condena (Marcos 10:19, Mateus 5:28, Colossenses 3:9). Então do que se trata?

Este texto (1 Co 10:14-33), na verdade, está falando de comida: explica que podemos comer tranquilamente algo que foi consagrado de antemão a ídolos e demônios, porque os ídolos não são nada e, maior é o que está em nós do que aquele que está no mundo. Entretanto, caso eu seja advertido dessa consagração e o fato de eu comer este alimento for prejudicar a consciência do outro, é melhor me abster de comer. Simples assim :)!  Confira em 1 Coríntios 10:25-33.

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É uma alternativa bem cômoda distorcermos o sentido de um texto bíblico na tentativa de justificar uma ou outra prática. Mas tal estratégia, sem dúvida, é também ilusória. Deus não se deixa escarnecer e a sua Palavra não voltará vazia, mas atingirá o propósito para o qual foi enviada.

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Sim, eu “posso todas as coisas naquele que me fortalece…” Aqui o apóstolo  Paulo declara: “aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, sejam bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” (Filipenses 4:11-13).

Sim, não devo trabalhar APENAS pela comida que perece e se estraga, pois minha vida vai além da morte. Pouco depois do milagre da multiplicação dos pães, Jesus orienta: “A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais miraculosos, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos. Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem lhes dará. Deus, o Pai, nele colocou o seu selo de aprovação.” (João 6:26-27)

Sim, todas as coisas me são lícitas, desde que estejam dentro da liberdade que há em Cristo Jesus. E esta liberdade não é sem limites, mas nos chama para obedecermos a uma série de mandamentos restritivos:

    • Não nos prostituamos” 1 Co 10:8
    • “Não saia da boca de vocês nenhuma palavra torpe” Efésios 4:29
    • “Não julguem” Mateus 7:1
    • “Não pratiquem imoralidade” 1 Coríntios 10:8
    • “Não sejam sábios aos seus próprios olhos” Romanos 12:16
    • “Não sirvam a Deus e ao dinheiro” Mateus 6:24

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Cristo nos liberta para nos fazer seus servos. Contraditório? Parece; mas não é. Trata-se apenas de mais um dos aparentes paradoxos da vida cristã: posso todas as coisas, mas não posso todas as coisas; tudo me é lícito, mas nem tudo me é lícito; a salvação é pela graça, mas nos custa nada menos que tudo.

O cristianismo não é uma religião repleta de normas e regras, é uma vida de relacionamento com o Criador. No entanto, este relacionamento de amor traz consigo também responsabilidade. Não se trata de viver a vida dissolutamente, sem compromisso, apenas “desfrutando” da maravilhosa Graça.

A liberdade que há em Cristo nos permite dizer não ao pecado, pois não somos mais escravos do mal. Mas, como servos de Cristo, já totalmente libertos, ainda precisamos a cada dia crucificar a própria carne e negarmos a nós mesmos, mantendo-nos longe do que nos dá prazer à carne mas nos corrompe o espírito.

Sim, tudo nos é lícito… dentro da maravilhosa liberdade que o próprio Cristo conquistou para nós na cruz.

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Márcia Cristina Rezende
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Cada dia cresce o número de informações que chegam até nós. Os veículos se multiplicam e são aperfeiçoados a cada momento: Correio, Rádio, Revista, Jornal, TV, Telefone, SMS, Email, Twitter, Mensenger… a lista é interminável!

Com um só click na frente de um computador é possível se ter acesso a centenas e mais centenas de notícias e informações. Mas, como já é sabido: informação não é conhecimento.

No mundo gospel as possibilidades também são vastas: Sites, Blogs, DVDs, Programas Televisivos… púlpitos de todos os gêneros para todos os gostos. Caio’s, André’s, Feliciano’s, Silas’s, Estevam’s, Waldomiro’s… pregadores de todas as linhas teológicas para todos os tipos de “fiéis”.

No meio dessa micelânia “evangélica”, como podemos saber quem está com a razão? Existem verdades absolutas? Qual o referencial desta Verdade?

A resposta é uma só: um livro chamado Bíblia. Ela é a luz do nosso caminho.

Enquanto seguirmos homens, estaremos andando no escuro. Quem já teve a experiência de andar num lugar desconhecido e sem iluminação sabe o quanto é difícil. Nestas condições ficamos suscetíveis o tempo todo a cair num buraco, pisar em sujeira, dar de cara com uma árvore, ou ser mordido por algum animal. Uma fonte de luz no caminho é garantia de que podemos enxergar onde estamos colocando os pés, e assim evitarmos os perigos.

Em nossa jornada espiritual, mais do que templos e púlpitos precisamos de Bíblia. Ela é a revelação do Criador para toda a humanidade. “Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra, e luz para o meu caminho” Salmo 119:105.

Pastores, bispos e apóstolos são feitos de carne e osso. E todos igualmente estão sujeitos a cometer erros, falar bobagens, fazer interpretações equivocadas, e até usar seu poder para manipular, controlar, distorcer e tirar proveito da situação. Nestes e em outros casos, o excesso de informação só traz mais desinformação!

Gosto de saber quais as “novas teologias” do momento, as frases de efeito da moda e os discursos dos apologetas midiáticos, mas o meu referencial precisa continuar sendo a Bíblia. Homens, idéias e teologias passam, precisam ser constantemente atualizados. Mas a mensagem bíblica é sempre apropriada para qualquer tempo, pois Deus não muda, e a natureza humana não se altera.

Sejamos sábios. Ao invés de informação, busque conhecimento. Ao invés de opiniões, busque a Palavra da Verdade. Ao invés de seres humanos, busque a revelação divina. Simples assim 🙂 !

Porque a simplicidade do Evangelho nos conduz à essência do Cristianismo: amar a Deus e ao próximo.

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Igreja e Carnaval – eis a questão: falar de Deus na Avenida ou falar com Deus no Retiro?

Aqui no Brasil, além de uma manifestação cultural, o Carnaval é uma grande festa que envolve interesses políticos, dinheiro, poder e muita, muita liberdade de expressão. Raríssimas exceções, essa “liberdade de expressão” envolve álcool, drogas, azaração, nudez e sexo livre. A alegria cantada nos clubes e avenidas é produzida artificialmente e o samba na ponta dos pés dos foliões é passageira ilusão.

Diante de um quadro tão patético, as igrejas evangélicas têm diferentes pontos de vista sobre o quê fazer.

A maioria vê o carnaval como um evento diabólico, totalmente contrário aos princípios bíblicos, do qual convém manter distância para não se contaminar. Dessa forma, aproveitam o feriado prolongado e organizam retiros espirituais em locais afastados para aperfeiçoar seu relacionamento com Deus.

Na contramão deste pensamento, para algumas igrejas o carnaval é uma oportunidade para evangelizar e conquistar terreno para Cristo no mundo espiritual. Dessa forma, organizam sua bateria, preparam o samba enredo, uniforme, passos coreografados, e desfilam com as demais Escolas de Samba sob a bandeira do Evangelho.

Longe dos retiros, mas fora dos desfiles, a cada ano cresce o número de igrejas que se organizam para falar do amor de Jesus aos foliões das mais diversas maneiras: barracas em locais estratégicos, aconselhamento, distribuição de literatura, evangelismo pessoal, “baile” gospel, e muito mais.

Em meio a posturas tão diferentes em relação a um só evento, quem está com a razão?

A variedade de opiniões e atitudes neste caso acontece porque não há nenhuma orientação específica na Bíblia sobre o carnaval, mesmo porque nos tempos bíblicos esta comemoração nem existia. Entretanto, é fato que a Palavra de Deus é atemporal e tem resposta para todas as questões da humanidade de todos os tempos e culturas.

No que diz respeito a carnaval e outras festas populares, a Bíblia diz:

  • “Tenham cuidado, para não sobrecarregar o coração de vocês de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida…” Lc 21:34
  • “Entre vocês não deve haver sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos. Não haja obscenidades, nem conversas tolas, nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disto, ação de graças. Porque vocês podem estar certos disto: nenhum imoral, ou impuro, ou ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus.” Ef 5:3-5
  • “Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro! Ai de ti, que adiciona à bebida o teu furor, e o embebedas para ver a sua nudez!” Hc 2:15
  • “..que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” 2 Co 6:14-15
  •  “Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz.” Ef 5:11
  • “Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo.” 1 Co 6:20
  • “…vocês não devem associar-se com pessoas imorais. Com isso não me refiro aos imorais deste mundo, nem aos avarentos, aos ladrões ou aos idólatras. Se assim fosse, vocês precisariam sair deste mundo. Mas agora estou lhes escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão.” 1 Co 5:9-11
  • “…Jesus lhes disse: ‘Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores.” Mc 2:17
  • “Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda paciência e doutrina.” 2 Tm 4:2
  • “Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.” 1 Tm 2:3-4

 

CONCLUSÃO

Deus deseja que o busquemos, que não nos contaminemos com o mundo e que nos posicionemos no mundo a fim de salvar os perdidos. Portanto, NOS TEMPLOS, NAS AVENIDAS OU NOS MONTES… mais importante que o “onde” é que o coração e a conduta dos filhos de Deus estejam em sintonia com a vontade do Pai. Simples assim 🙂 !

A graça divina se manifesta de várias formas, por isso, a tentativa de padronização da igreja de Cristo na terra, além de burra, sempre será vã. Sejamos simples. Vamos nos afastar do mundo para um tempo de crescimento espiritual? Amém! Vamos para a avenida, não pular com e como os perdidos, mas para ser sal e luz? Amém!

Que cada comunidade cristã busque discernimento espiritual e receba de Deus a direção para agir em cada situação. Porque a simplicidade do Evangelho nos conduz à essência do Cristianismo: amar a Deus e ao próximo.

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Márcia Rezende

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No início de 2004, após ouvirmos uma palestra sobre as maldições espirituais a que as pessoas que usavam piercings ou tatuagens estavam sujeitas, começamos a ensinar na igreja que tais práticas eram contrárias à vontade de Deus. Nem todos concordaram. Alguns inclusive se tatuaram e colocaram piercing mesmo à revelia da orientação pastoral. Os que assim procederam foram aconselhados e advertidos verbalmente quanto aos perigos de tais práticas sem, entretanto, serem desligados da igreja ou disciplinados por conta disso.

Escrevi um artigo sobre o assunto, falando dos perigos deste modismo, baseado na palestra que tínhamos ouvido e num livro escrito pelo mesmo preletor. O artigo foi postado no site da igreja e teve grande repercussão, sendo reproduzido em dezenas de outros sites e blogs.

O tempo passou. Continuamos sendo questionados por vários jovens. Recebi vários emails contrários ao meu artigo, alguns até ofensivos, me acusando de preconceituosa. Mas mantive minha posição até o início de 2009, quando um desses emails me fez começar a questionar se as coisas eram realmente daquela maneira.

Guardei para mim estes questionamentos e comecei a pesquisar e me aprofundar no assunto. Descobri que meu artigo continha vários erros de referência e também de hermenêutica e exegese. Confesso que fiquei chocada! Principalmente porque cresci num ambiente tradicional e sou conservadora em muitos aspectos. Descobri que não há nada explícito nas Escrituras que condene o piercing ou a tatuagem em si. Trata-se de mais uma questão de “usos e costumes”. Enfim a sentença: a galera que havia nos questionado durante todos estes anos estava certa! E nós estávamos errados!

Retirei o artigo do site e comecei a escrever outro. Ah, como é difícil confrontar nossos “achismos” com a Palavra de Deus! Tive muita dificuldade para escrever o texto. Mas em meio a toda essa celeuma de sentimentos e raciocínios, em todo o tempo ouvia a doce voz de Jesus me dizendo: “filha minha, o mais importante é o amor”. Deus foi semeando em meu coração um amor incondicional inexplicável pelas pessoas. Um sentimento de compaixão tão grande que não deixava espaço para bobagens como piercings ou tatuagens. Passei então a entender um pouco mais a esse Deus e pedi perdão pelo meu legalismo e religiosidade que, embora bem intencionados, servem apenas para separar as pessoas da graça salvadora de Jesus. Não compartilhei essa experiência com ninguém. Até então, como Maria de Nazaré, entendi que era tempo de apenas guardar todas essas coisas em meu coração.

Em meados de setembro deste mesmo ano (2009) alguns jovens da igreja, indignados com o legalismo e as amarras da religiosidade, começaram a orar juntos, jejuar, estudar a Bíblia, debater, ler, escrever e conversar com os pastores e outros líderes espirituais sobre vários assuntos. Na verdade, tudo começou quando alguns irmãos mais tradicionalistas se incomodaram com o fato de alguns irem de boné para os cultos. Um grande alvoroço foi criado em torno do boné, até o ponto de uma família de visitantes ser impedida de entrar no templo porque um dos filhos recusou-se a tirar o boné. Não dava mais para adiar a questão. Como igreja, precisávamos nos posicionar: ou mantínhamos os velhos costumes em nome da “ordem e decência” ou abriríamos mão de alguns posicionamentos também em nome da “ordem e da decência”. Algo precisava ser feito.

Este passou a ser então o principal assunto das conversas em casa, isso porque meus dois filhos faziam parte do tal grupo de jovens “revolucionários” e meu esposo era o pastor presidente da igreja. Palavras como paradigma, dogma, legalismo, escândalo, preconceito, estereótipo, moralismo e religiosidade estavam sempre presentes conosco em nossas refeições.

Na busca por respostas, estes jovens desenvolveram um impressionante nível de intimidade com Deus. Em meio a tantas turbulências, isso foi um oásis lindo de se ver… Depois de muita oração, conversa e um estudo profundo das Escrituras, acabamos concluindo que realmente essa é uma questão pessoal. Assim como a proibição da calça comprida e do corte de cabelo para as mulheres em décadas passadas, assim era a nossa proibição de bonés, chapéus, piercings e tatuagens. Uma questão sócio-cultural, não espiritual (veja mais detalhes no artigo ‘Tatuagens, piercings e afins’).

A notícia se espalhou e cada um fez sua própria leitura dos fatos. A grande maioria reagiu com naturalidade, dizendo que sempre pensaram deste jeito. Alguns pais preocupados (e desesperados) se indignaram com o tal “agora pode”. Adolescentes empolgados comemoraram. Membros de outras igrejas protestaram com frases sarcásticas. Alguns pediram um tempo para se acostumar à idéia. E assim sucessivamente. Os pastores da igreja passaram dias atendendo em seus gabinetes, tirando dúvidas e acalmando os ânimos. Graças a Deus, não perdemos ninguém.

Não foi fácil administrar esta situação. Principalmente porque meu filho decidiu, ele mesmo, depois de vários meses de jejum e oração, fazer uma tatuagem para mostrar a todos que isso não mudaria sua vida com Deus, uma espécie de ícone contra o legalismo e o preconceito. Tivemos que dar muitas explicações e enfrentar acusações por vezes cruéis. Mas o amor de Deus guardou os nossos corações e inundou a nossa igreja de tal maneira que, de repente, não tínhamos mais tempo para perder com esses pormenores. A Gloriosa Shekinah do Todo Poderoso se manifestou entre nós durante os cultos e nos embriagou com as águas restauradores do Seu Espírito. Fomos direcionados assim a combater os verdadeiros pecados, lutar contra os verdadeiros demônios, e pregar o verdadeiro Evangelho. Simples assim 🙂 !

Como líderes espirituais, nunca tivemos vergonha de admitir que erramos ou que mudamos de opinião. Foi assim no início do nosso ministério quando confrontamos vários ensinos tradicionais da nossa denominação. Foi assim agora. E assim continuará sendo. Como barro, queremos estar continuamente na Casa do Oleiro, permitindo que Ele nos quebre sempre que necessário for.

Da mesma maneira que, há vinte anos atrás, foi difícil admitir que não era pecado dançar, bater palmas ou bradar ‘aleluias’ nos cultos, também foi difícil agora admitir que um determinado adereço não tem poder em si mesmo para trazer maldição sobre a vida de alguém. Certamente permanecem o bom senso e o discernimento espiritual: exageros, body modifications extravagantes e tatuagens ofensivas e obscenas sempre serão, no mínimo, inadequados para o cristão. E os pais continuam tendo o direito de simplesmente não permitir que seus filhos façam uma ou outra coisa.

Pessoalmente, continuo não gostando de nada que fuja do convencional. Prefiro sinceramente o terno e gravata e roupas mais clássicas. Mas aprendi a respeitar aqueles que “curtem um visual mais descolado” e também a não julgar alguém por sua aparência. Entendi que Deus não precisa ter, necessariamente, os mesmos gostos que eu, e que os cristãos, embora sejam todos irmãos, não devem ser obrigados a pensarem ou a se vestirem da mesma maneira.

É isso aí! Unidade não é conformidade e diversidade não é divisão! E viva la rivoluzione!

Porque SER IGREJA é vivenciar a simplicidade do Evangelho e a essência do Cristianismo: amar a Deus e ao próximo.

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências. Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste.”  (I Pe 3:3,5)

O tempo profético chamado de “últimos dias” foi inaugurado na descida do Espírito Santo, cinqüenta dias depois da crucificação de Cristo (At 2:14-17), ou seja, há cerca de 2000 anos atrás. Desde o início dos “últimos dias”, têm surgido falsos profetas que fundamentam suas doutrinas em histórias e fantasias ligadas à figura de Jesus Cristo. Isso não é algo novo. O gnosticismo, por exemplo, foi um movimento muito forte e popular dos séculos 2 e 3. Basicamente, eles negavam a divindade de Jesus, reduzindo-o à condição de um “ser humano iluminado” e exaltavam a figura de lúcifer, definindo-o como a força do mal responsável por trazer equilíbrio ao mundo. Os gnósticos, bastante influenciados pela filosofia grega, mantinham crenças extremamente místicas e esotéricas e escreveram suas próprias “bíblias”, conhecidas atualmente como os “evangelhos gnósticos”.  O conteúdo de tais “evangelhos”, embora tenham sido produzidos na mesma época do Novo Testamento, é totalmente contrário aos ensinamentos das Escrituras Sagradas, além de possuírem várias contradições e graves erros históricos e geográficos.

Desde os tempos gnósticos até a presente era, têm surgido inúmeras fábulas envolvendo Jesus, com o objetivo diabólico de tentar desmoralizá-lo. Seus “evangelhos” mostram um Jesus homem, que foi tirado da cruz ainda vivo, e fugiu para a Índia onde se casou e teve filhos. Esta mirabolante e criativa estória têm muitas variantes, mas a essência geralmente permanece a mesma. Até hoje, muitas pessoas ainda acreditam nessas heresias, duvidando do verdadeiro Evangelho e rejeitando a vinda do Messias Jesus. Os filmes “Jesus Cristo Superstar” e “A última tentação de Cristo”, e o livro “O Santo Graal e a Linhagem Sagrada” são alguns exemplos de como essas estórias estapafúrdias e desprovidas de nexo despertam a curiosidade, geram discussão e sempre ganham novos adeptos.

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O CÓDIGO DA VINCI

O alarmismo da mídia e o desejo ávido de alguns por lucro e fama somados à ignorância do povo são os ingredientes ideais para que alguns assuntos ganhem desmerecidamente repercussão nacional. Assim foi com o livro “O Código Da Vinci”, cujo autor Dan Brown o classifica como uma mistura entre ficção e realidade. A obra se transformou num verdadeiro best seller, vendeu milhões de cópias e seu filme foi um grande sucesso de bilheteria. O referido “romance” faz menção a códigos ocultos nas obras de Leonardo da Vinci, que pintou “Mona Lisa” e “A Última Ceia”.

Segundo o livro, os supostos códigos e alguns documentos (que nunca existiram de verdade) revelam os grandes segredos do cristianismo: que Deus seria uma mulher, Jesus teria descendentes e que Maria Madalena seria divina. Como se não bastasse tanta bobagem, o livro descreve os Evangelhos do Novo Testamento como produtos machistas que teriam procurado reinventar o Cristianismo para oprimir as mulheres, exaltar o homem e reprimir a adoração à deusa.

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O EVANGELHO DE JUDAS

Outra tentativa de perverter o Evangelho de Cristo, foi a distorcida ênfase dada para a descoberta do “Evangelho de Judas”, perdido há mais de 1.600 anos. A inescrupulosa mídia apresentou o tal “evangelho” ao mundo como uma grande “novidade”, e uma “séria ameaça” ao cristianismo. Na verdade, todo cientista sério sabe que os evangelhos gnósticos não são novidade.

O pseudoevangelho, descoberto num do Egito em 1978 e publicado pela National Geografic em 2006, foi escrito em copta (um antigo idioma egípcio) no séc. 3 ou 4, e seria a cópia de um texto composto por uma comunidade gnóstica, em grego, provavelmente no séc. 2. Este manuscrito de 66 páginas narra uma visão totalmente distorcida da Palavra de Deus, mostrando um universo governado por anjos, luminares e seres espirituais, onde Deus não tem um papel significativo e Judas fez um favor para Jesus livrando-o do corpo que prendia seu espírito…  São tantas e tamanhas as aberrações que ninguém em sã consciência ousaria dar crédito a seu conteúdo, tampouco considerá-lo como provável texto canônico. Segundo James Robinson (grande cientista, especialista em manuscritos antigos), “como típico evangelho gnóstica do século 2, o texto não nos diz nada sobre o Judas ou o Jesus históricos.” Stephen Emmel, outro grande estudioso do assunto, completa afirmando que o único valor do Evangelho de Judas “está nas informações que traz sobre o gnosticismo”.

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“EU QUERO É DEUS!!!”

Reinvenções distorcidas do cristianismo surgem e pouco tempo depois se vão, mas Jesus Cristo não muda! Sabemos que terra e céu passarão, mas as Palavras de Deus permanecerão eternamente. Como filhos desse Deus soberano e imutável, quero convidar você a tomar algumas posições:

– Procure se manter informado. Saber o que está acontecendo no mundo é uma importante estratégia para levar a mensagem do verdadeiro evangelho a uma sociedade que clama por respostas (I Pe 3:15).

– Não negocie seus valores (Gl 1:8). “A verdadeira história do Evangelho ainda é a maior história que já foi contada! Os ensinamentos de Jesus Cristo sempre foram e sempre serão superiores a qualquer coisa que o mundo venha a oferecer” (Dr. Ed Hindson, assessor do reitor da Liberty University nos EUA).

– Não se alarme com anúncios de “novas descobertas” sobre Jesus. Tudo o que contradiz o ensino bíblico é mentira, portanto, por si mesmo não se sustentará (At 5:38-39). Simples assim 🙂

– Leia a Bíblia, estude a Bíblia, memorize a Bíblia, medite na Bíblia. Conhecer bem a Palavra de Deus é fundamental para argumentar contra as heresias (Os 4:6).

Porque SER IGREJA é vivenciar a simplicidade do Evangelho e a essência do Cristianismo: amar a Deus e ao próximo.

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E não se esqueça: SÓ O SENHOR É DEUS! O RESTO… É BAAL (I Re 18:19-39)

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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