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Archive for the ‘Reflexões’ Category

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“Cala a boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu!”, costumávamos dizer no auge de nossa maturidade infantil rsrsrs…. Mas hoje, de repente, a lembrança desta frase me fez parar e pensar: quem realmente manda em mim? Quem decide como vou agir ou reagir?

Quantas vezes nos flagramos sendo dominados pela depressão, preguiça, gula, egoísmo, medo, ansiedade, volúpia, limitações físicas… Como está escrito em Eclesiastes 10.7: “Tenho visto servos montados a cavalo, e príncipes andando a pé como servos.” Quando nos subjugamos aos apelos do nosso corpo ou da nossa alma, nos deixamos vencer por aquilo que estamos sentindo no físico ou no “coração”, nos tornamos seus escravos. Damos ao servo o lugar de príncipe.  

É preciso perceber esta discrepância o quanto antes e “partir pra briga” mesmo! Como costuma dizer Augusto Cury: sair da plateia do teatro e assumir a liderança do “eu”.  

O salmista sabia bem a importância disso, quando cantou: “Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim?” (Sl 42:5).  Nossas emoções são voláteis, frágeis, inconstantes, contraditórias e precisam ser colocadas em seu devido lugar: aos pés da cruz.

Nosso físico, envenenado pelo pecado e pelas porcarias que comemos todos os dias, é igualmente frágil. Somos lascivos, insaciáveis, desmedidos, sempre carentes de algum tipo de prazer carnal para suprir nossas necessidades. Assim sendo, também não podemos permitir que sejamos governados por nosso corpo.

Então, eu oro: Senhor, que meu viver seja comandado não pelas carências do meu corpo, nem pelas emoções da minha alma. Mas que ambos permaneçam sob o jugo suave do Espírito Santo de Deus. Seja meu Senhor e o único responsável por organizar a minha agenda. Em nome de Jesus, amém!

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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A Bíblia fala várias vezes sobre a importância da submissão.

Segundo o dicionário, submissão pode ser entendida como uma disposição para obedecer, para aceitar uma situação de subordinação; docilidade, obediência, subalternidade.

Assim, os filhos devem ser submissos aos pais (Ef 6:1), a esposa deve ser submissa ao marido (Cl 3:18) e os cidadãos devem ser submissos às autoridades constituídas (Rm 13:1).

Mas é importante que entendamos que esta submissão não é cega ou incondicional.

Nos primeiros capítulos de Atos, encontramos alguns exemplos muito interessantes de quando a submissão foi condenada e a insubmissão aprovada.

Safira foi submissa ao seu marido Ananias, mantendo-se fiel ao que haviam combinado entre si (mentir para os apóstolos com relação ao valor da venda de uma propriedade deles). Foi punida com a morte. Atos 5:1-10.

Os apóstolos foram insubmissos às autoridades, desobedeceram reincidentemente e afrontaram publicamente os sacerdotes e seus oficiais, ao insistir em ensinar sobre Jesus no Templo. Foram incentivados inclusive por um anjo a continuarem pregando, mesmo após açoites e prisões. Atos 5:17-41

Perseguidos pelas autoridades de Jerusalém pelo fato de serem cristãos, os discípulos se vêem obrigados a fugirem da cidade. Mas, onde chegavam, continuavam anunciando o Evangelho. Atos 8:1-4

Pedro (logo Pedro!) foi insubmisso a uma Lei Judaica. A Lei proibia um judeu de entrar num lar gentio ou de associar-se de alguma forma com os gentios. Porém, orientado por Deus numa visão, Pedro hospeda homens gentios em sua própria casa, e depois permanece hospedado alguns dias na casa de Cornélio, um oficial romano, onde fala sobre as Boas Novas do Evangelho e o batiza, juntamente com familiares e amigos. Atos 10:1-48.

 

O Blog Púlpito Cristão, reproduziu um artigo de Renata Veras, onde afirma que “não podemos usar a submissão como desculpa para uma personalidade passiva o u um estilo de vida igualmente pecaminoso, que confunde submissão com omissão, comodismo, conformismo, preguiça, indiferença, inércia.”

 

A submissão bíblica é sempre “no Senhor”, com discernimento e sabedoria para identificar quando um determinado direcionamento nos levará no sentido contrário da vontade de Deus.

A submissão bíblica é sempre submissa à soberania de Deus, com coragem para agir de maneira contrária à liderança (pais, avós, patrões, governos, pastores, maridos…) sempre que esta liderança estiver contrária à liderança de Deus.

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP

 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

 

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A principal busca do verdadeiro cristão…

Não é ter um bom casamento, mas sim ser um cônjuge melhor;

Não é ter um bom emprego, mas sim ser um empregado melhor;

Não é ter muito dinheiro, mas sim usar melhor o dinheiro que tem;

Não é ser promovido, mas sim ser um profissional melhor;

Não é ser reconhecido na mídia, mas sim usá-la para falar da cruz;

Não é ter boa saúde, mas sim crucificar a sua carne para o pecado;

Não é ter filhos obedientes, mas sim ser um filho obediente;

Não é ter um ministério bem sucedido, mas sim ser um ministro fiel;

Não é se dar bem, mas sim ser agradecido em qualquer circunstância;

Não é ficar famoso, mas sim refletir o caráter de Cristo;

Não é se livrar do sofrimento, mas sim enfrentar com dignidade as aflições;

Não é ter um corpo bonito, mas sim fazer sua parte no Corpo de Cristo;

Não é escrever um livro, mas sim ter seu nome escrito no Livro da Vida;

Não é buscar a felicidade pessoal, mas se tornar cada vez mais parecido com Cristo…

 

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Quem encontra tais tesouros, encontra a verdadeira prosperidade. Ainda que viva pobre; seja impopular, traído ou injustiçado; tenha uma enfermidade crônica ou morra precocemente (como inúmeros grandes homens e mulheres da Bíblia), a medida do seu “sucesso” é a que Deus atribui a seu respeito.

Numa sociedade onde tantos falsos profetas pregam que cristão de verdade é aquele que tem prosperidade material, precisamos nos voltar para a Palavra de Deus e resgatarmos a verdadeira identidade do cristão, com suas verdadeiras aspirações e o real significado da palavra prosperidade.

 

“Se esperamos em Cristo só nesta vida,

somos os mais miseráveis de todos os homens.”

1 Coríntios 15:19

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Ser Igreja

 

Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP

 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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O termo “clean” na decoração é usado para definir um ambiente simples, básico e sem muitos detalhes. Adotando da moda o slogan “menos é mais”, o estilo clean é uma tendência, já que une conforto, beleza e praticidade.

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Enquanto orava hoje, me veio à mente a visão de um “coração clean” – um coração com grandes espaços vazios para que o Espírito Santo de Deus “caminhe” livremente por ele, sem impedimentos, sem precisar se “desviar” de entulhos e excesso de móveis em cada canto. Um coração sem coleções de bibelôs e enfeites minúsculos decorativos que juntam poeira e são difíceis de limpar. Um coração que se satisfaz com o básico – o necessário – e não gasta tempo ou dinheiro adquirindo toda novidade que aparece no mercado, só porque tem condições ou o preço esteja bom.

O “coração clean” não se distrai com o supérfluo – ele é focado na essência. Não dá ouvido a fofocas, não participa de conversas infrutíferas e desperdiça o mínimo possível de tempo em entretenimento fútil, redes sociais, TV, internet e todos aqueles vídeos bonitinhos e engraçadinhos que de nada servem.

O “coração clean” pratica o desapego – diariamente se coloca diante de Deus para a limpeza. Sua preocupação está além da pergunta: “É pecado?”. Sua preocupação está em saber se é importante, se faz parte do projeto de Deus para sua vida, se está ou não atrapalhando o fluir do Espírito em sua vida.  E não hesita em “descartar” qualquer prática ou bem que não se enquadre na vontade do Arquiteto naquele momento.

O “coração clean” se deleita com o essencial – ele não precisa de elogios, palavras de afirmação, aplausos, motivação exterior, pregações motivacionais, experiências sensoriais. O “coração clean” tem fome e sede de Deus e se satisfaz Nele e em sua Palavra. Ele sabe que frufrus e rococós só atrapalham. Então, a sua prioridade é diminuir ao máximo possível todo o barulho para poder ouvir o único som que realmente importa: a voz do Espírito Santo.

O “coração clean” mantém cada coisa em seu devido lugar – mantém um relacionamento saudável com a família, amigos, irmãos em Cristo, mas não tem esses relacionamentos como fontes de sua segurança e felicidade. Não é dependente emocional de filhos, cônjuge, amigos, dinheiro ou sucesso.

Deus precisa de um coração leve, solto, livre de amarras e expectativas falsas. Um “coração clean”, com espaço para tudo o que Ele quiser fazer em nós e através de nós.

Carreira, trabalho, prosperidade financeira, um corpo bonito, a casa própria, o carro do ano, popularidade, um ministério bem sucedido, realização pessoal… são sonhos válidos, mas nosso coração não pode estar nessas coisas.

Ah Deus, ajuda-nos a nos livrar emocionalmente de tudo o que não precisamos e a aprendermos que a nossa verdadeira felicidade depende tão somente do Senhor.

Caminhando Jesus e os seus discípulos, chegaram a um povoado, onde certa mulher chamada Marta o recebeu em sua casa. Maria, sua irmã, ficou sentada aos pés do Senhor, ouvindo-lhe a palavra. Marta, porém, estava ocupada com muito serviço. E, aproximando-se dele, perguntou: “Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado sozinha com o serviço? Dize-lhe que me ajude! ” Respondeu o Senhor: “Marta! Marta! Você está preocupada e distraída com muitas coisas; todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.
Lucas 10:38-42

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Ser Igreja

Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP
 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

 

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Muitas vezes, enfrentamos momentos tão difíceis em nossas vidas, que a sensação é de estarmos num “deserto”. Relacionamentos, emoções, saúde, finanças, parece que nada dá certo. Onde está Deus? Por que Ele não faz alguma coisa? Até quando vamos suportar tanta dor?

Esta mensagem fala um pouco sobre estes “desertos” e nos ajuda a enfrentá-los e vencê-los sobre uma perspectiva correta.

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Cadernos

Quando eu era adolescente, tinha vários cadernos, cadernetas e fichários de coleções: enquete, músicas para serenata, receitas, poesia, corinhos, trabalhos manuais, desenhos, etc, etc, etc… – É, a vida sem computadores não era fácil, mas divertida, rs.

No meio de toda a papelada, eu tinha também uma caderneta onde anotava as frases “famosas” e interessantes que lia ou ouvia por aí… Uma dessas frases dizia que a vida do cristão é como uma vela, que ilumina à medida que se consome. Me lembro que na época achei a frase exagerada e depressiva, mas anotei. Hoje eu sei que isso é real. Se deixar gastar e desgastar por amor a Cristo é o sentido da vida do cristão.

Hoje, rumo aos 50 anos de idade (uhulll), sigo com a alma cheia de cicatrizes que vieram ao longo da caminhada. Algumas por imprudência minha mesma (talvez a maioria, rs), outras como fruto das lutas e guerras travadas no dia a dia, e outras surgiram pelo simples fato de eu estar cercada por seres humanos…

Aprendi que, enquanto eu viver, outras feridas virão e precisarão ser igualmente tratadas e curadas.

Confesso que todos os dias eu penso em desistir, aposentar, “mudar de ramo” rs, mas imediatamente me lembro que não tenho esse direito. O “Dono da vela” fez muito mais por mim, e me separou para este trabalho. Por isso, enquanto o meu pavio durar, quero melhorar, quero amadurecer, e quero continuar sendo consumida por esta chama que ao mesmo tempo me sustenta. Até chegar o dia em que Deus limpará de meus olhos toda a lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas terão passado (Apoc. 21:4).

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Post by Márcia Rezende no dia do seu aniversário de 49 anos. Márcia tem dois filhos (também já casados) e exerce o ministério pastoral juntamente com seu esposo na 3ª Igreja Batista de Marília. Ela trabalha integralmente na obra de Deus desde os 12 anos de idade e ama ver o pôr do sol.

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cinzas

Por David Riker 

De fato, nossas “cinzas” têm muitos tons. Esse pó que se levanta e nubla o mundo. Símbolo de uma angústia gemidora que se dispersa por toda a realidade. Desafortunadamente, tão típica desse território do infeliz homem que se basta.

Mesmo lá no sexo – território tão divino, vivaz, rico, íntimo e gentil em seu poder. Até aí, as cinzas são violência desumanizadora. Tal película de cinzas cobre ruínas daquilo que já foi Éden. Caem como nuvem de corrupção no humano que se desfaz em solidão faminta.

Quando foi que nos tornamos predadores de vida alheia para alimentar nossos gostos bizarros?

Não há esperança para o homem, no homem. Somos, sem o Criador, cacos. Somos “Des-criação”. No fundo, não somos. O que nos sobra são cinzas. Em seus diversos tons. Formas diferentes de experimentar-se como cadáver.

Talvez foi por isso que doeu-se o poeta inglês T. S. Eliot:

“Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada. Ai de nós!”

Concordo com ele, contudo desejo concluir este inquietante texto, em outro tom. Para tal, uso-me do profeta — porque não também chamá-lo de poeta? — que descreve o anseio divino:

“… ordenar a cerca dos que choram em Sião que se lhes dê uma grinalda em vez de cinzas…” (Is 61.3).

Assim exultamos. Nosso Criador, em seus múltiplos tons de cor, nossa vida é.

 

• David Riker é formado em Arte-Educação (UFPA), em Teologia (STEBNA) e graduando em Filosofia (UNIASSELVI). Pastor auxiliar da Igreja Batista da Amazônia, em Belém (PA) e diretor do Ministério “Sexualidade e Restauração”.

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