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Posts Tagged ‘Natal e Ano Novo’

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Todo ano é a mesma coisa. Na contramão dos sentimentos de fraternidade e solidariedade, típicos do Natal, não é preciso procurar muito para encontrarmos pessoas em situações de tristeza e dor.

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papainoel

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Não me refiro às carências dos pobres que em tempos de festa se evidenciam.

Mas às safadezas e à crueldade daqueles que, indiferentes ao “espírito de Natal”, concentram-se em praticar as maquinações de suas mentes doentias.

Alguns se deixam vitimar pelo álcool, pelas drogas, pelos sentimentos de depressão e melancolia, e abusam. Abusam no volante, nas palavras, nas atitudes, e acabam por gerar desafetos, discussões, agressões e, por vezes, até a morte.

Outros vêem no Natal uma oportunidade para furtar, assaltar, destruir, seqüestrar. Aproveitam-se da distração e simplicidade dos homens de boa vontade para usurpar o que não lhes pertence.

Além de mostrar reportagens sobre as mais belas Árvores de Natal, compras dos presentes e exemplos de solidariedade, os jornais não conseguem se eximir das más notícias. Massacre no Suriname, assaltos, seqüestros, brigas em família, overdoses, naufrágios, acidentes nas estradas…

A solução? A presença do Evangelho em cada coração.

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O fim da violência virá em decorrência da prática do cristianismo: o amor a Deus e ao próximo. Simples assim 🙂 !

Enquanto a igreja concentra seus recursos (humanos e materiais) na organização de eventos e programas internos, as pessoas continuam perdidas, causando mal a si mesmas e à sociedade.

É tempo de nós cristãos, acordarmos para nossa verdadeira missão, e contribuirmos de forma mais efetiva para natais menos violentos.

Talvez no próximo final de ano tenhamos menos Cantatas mas, com certeza, mais canções natalinas estarão nos lábios e nos corações daqueles por quem Jesus nasceu.

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Natal, Natal das crianças
Natal, uma noite de luz
Natal na estrebaria
Natal do MENINO JESUS… 

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Cheiro de Natal… aquela correria para os presentes de última hora, ajustes finais nos enfeites, preparativos para a Ceia, bagagens, abraços, família reunida, crianças barulhentas, ah… o Natal!

A figura que nos vem à mente neste dia é a do Menino Jesus, deitado numa manjedoura e cercado por Maria, José, alguns animais, magos e pastores. Esta cena bucólica e pueril entretanto carrega consigo em oculto bastidores horrendos.

O que o presépio não mostra é satanás furioso, inconformado com a “surpresa” desse nascimento inesperado, buscando de todas as formas destruir a criança.

Mas por que este lindo e indefeso bebê gerou tanto ódio desde o seu nascimento? Porque teve que atravessar tantas lutas logo cedo? Precisou enfrentar um final de gestação turbulento com a viagem de Nazaré até Belém. Chegando em Belém não encontraram uma estalagem para passar a noite. O rei da Judéia assim que soube da notícia planejou matá-lo. Foi preciso chegar ao extremo de sair do país em busca de segurança, enfim, não foram poucos os problemas que o menino Jesus e seus pais enfrentaram. E por quê? Justamente porque, diferentemente de muitos de nós, seus inimigos sabiam que Jesus era muito mais do que um menino. Simples assim 🙂 !

Aquela criança gerada, não com semente humana, mas com DNA divino, era a encarnação do próprio Deus! O Deus invisível, soberano, supremo, todo-poderoso, ali, manifesto em carne e osso. Nascido com o propósito específico de não se deixar contaminar com o pecado, oferecer-se para morrer no lugar dos pecadores e, por fim, subjugar a própria morte.

Muito mais  que um menino, Jesus andou sobre as águas, ressuscitou mortos, alimentou multidões, curou leprosos, libertou espíritos encarcerados, proferiu mensagens poderosas cheio de autoridade, ensinou, exortou, corrigiu…

Sendo assim, o presépio e o crucifixo nos dão uma imagem distorcida do Filho de Deus, pois representam cenas isoladas da sua vida. Jesus não está deitado numa manjedoura ou preso numa cruz. O Messias, o Cristo de Deus, está assentado no Trono à direita do Pai, Soberano em toda a sua Glória, Vencedor Invencível, Todo-Poderoso, Magnífico em Poder, Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.

Neste Natal, dê a Cristo seu melhor louvor, seu melhor culto, sua melhor oração. Lembrando que Ele já existia antes de vir ao mundo como um menino, e continuou existindo após sua morte na cruz.

Muito mais que um Jesus Menino, todas as coisas foram criadas por intermédio DELE e, sem ELE, nada do que existe teria sido feito (João 1:3); embora sendo DEUS, não considerou que o ser igual a DEUS era algo a que devia apegar-se, mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso DEUS o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de JESUS se dobre todo joelho nos céus, na terra e debaixo da terra… (Filipenses 2:6-10).

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Quando pensei em escrever este post, o primeiro título que me veio à mente foi: “Celebrando o Natal Cristão”. Surgiu daí a pergunta: porventura existe algum Natal que não seja cristão?

Se pensarmos naqueles que restringem esta data a festas de confraternização, rabanadas e panetones, bebidas, presentes, papai-noel, neve e pinheiro, certamente não estamos falando do Natal Cristão. Entretanto, creio que, nestes casos, se não é cristão, então não é Natal.

Natal só é Natal se a motivação dos enfeites, das confraternizações e dos presentes for a celebração do nascimento de Cristo. Caso contrário, não é Natal, mas apenas uma festinha de fim de ano.

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A palavra “Natal” significa dia do nascimento. O Natal que comemoramos no dia 25 de Dezembro é o nascimento de Jesus Cristo. Provavelmente Jesus não nasceu nesta data, mas convencionou-se assim há muitos séculos atrás.

Se o Natal é de Jesus, então toda e qualquer comemoração não pode ignorar seu personagem principal. Enfeitar a casa, trocar presentes e preparar uma refeição especial é apenas parte da festa. O essencial mesmo é não se esquecer do “aniversariante”.

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Neste Natal, coloque Cristo em seu devido lugar – o lugar de honra em todas as festividades relacionadas ao Natal:

  • Coloque enfeites natalinos em sua casa para demonstrar que é graças ao nascimento de Jesus que temos alegria. E que Jesus é a luz do mundo!
  • presentes por que Jesus foi e é o maior presente para nós.
  • Participe de festas de confraternização lembrando que a comunhão com nossos irmãos é fruto do amor de Jesus em nossas vidas.
  • Seja generoso com as pessoas carentes e os menos favorecidos porque Jesus nasceu também por causa deles e nos deixou o exemplo da compaixão.
  • Inclua em suas festas: músicas de louvor e adoração a Jesus, leitura de trechos da Bíblia (veja abaixo algumas sugestões) e orações de agradecimento e consagração.
  • Com ou sem Papai Noel, lembre-se de ensinar às crianças que Jesus é o sentido do Natal, conte-lhes a história do nascimento de Cristo, e explique que elas estão ganhando presentes em comemoração ao nascimento de Jesus.

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Cada família tem suas tradições e costumes nesta época do ano, que variam de acordo com seus valores e depende também das condições financeiras. Mas, independente destas tradições e costumes, faça de Jesus Cristo o centro de todas as coisas. Simples assim 🙂

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Quando o Salvador se fez homem e nasceu em Belém, não encontrou lugar para ficar. Jesus nasceu para pagar uma dívida que não era dele, mas nossa. Assim, enfrentou a morte e morte de cruz. Mas ao terceiro dia RESSUSCITOU, venceu a morte, e hoje reina à destra do Pai. Mas, se você acha que Jesus está distante de você, longe lá no Céu, saiba que é possível cultivar um relacionamento de comunhão e intimidade com Ele, convidando-o a morar em seu coração. Aceite o amor do Salvador e dê a Ele a direção da sua vida. E então, seu Natal nunca mais será o mesmo.

Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Qual a origem do Natal? Há algum problema em comemorarmos esta data com troca de presentes, árvore enfeitada e Papai Noel?

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natal feliz

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A data exata do nascimento de Jesus é inteiramente desconhecida. A Bíblia relata que quando Jesus nasceu, alguns pastores estavam no campo com seus rebanhos (Lucas 2:8). Dezembro é tempo de inverno na Judéia, e os pastores costumavam recolher seus rebanhos nos currais a fim de protegê-los do frio e das chuvas, por isso é bem pouco provável que tenha sido em dezembro. Há os que acreditam ter sido em Abril, outros em Outubro… mas não há nenhum dado concreto que comprove uma ou outra possibilidade.

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Por que se comemora o Natal de Jesus no dia 25 de Dezembro?

O Natal não é uma festa bíblica, nem foi comemorado pelos cristãos primitivos. Isso porque o costume não era celebrar o nascimento de Jesus Cristo, mas apenas sua morte. A comemoração do nascimento de Jesus foi introduzida no século IV, durante o governo do imperador romano Constantino. No Império Romano, o dia 25 de Dezembro era conhecido e festejado entre os pagãos como o dia do nascimento do deus sol. Com a cristianização do império, passou-se a adotar essa mesma data para comemorar o nascimento do Filho de Deus, como Sol da Justiça, a Estrela da Manhã, a verdadeira Luz do mundo. Alguns outros costumes pagãos foram incorporados à festa, como o uso de árvores, guirlandas, estrelas e troca de presentes.

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É lícito ao cristão comemorar o Natal?

Como não havia esta comemoração nos tempos bíblicos, não há nada de objetivo que a Bíblia diga a este respeito, nem ordenando sua celebração, nem proibindo. Alguns segmentos evangélicos (principalmente judaizantes) têm alertado para o fato de que, por se tratar de uma festa de origem pagã, todo aquele que comemora o Natal em Dezembro estará firmando uma aliança com as trevas e dando legalidade para que o diabo atue em sua vida.

Entretanto, se não há nas Escrituras nenhuma doutrina elaborada a este respeito, cada cristão é livre para ponderar acerca destas questões. O apóstolo Paulo, em sua carta aos Romanos, ensina que não existem alimentos impuros em si, mas se alguém tiver dúvida a este respeito, é melhor abster-se destes alimentos (Romanos 14:14-23). Da mesma forma, algumas práticas podem ou não se tornar em pecado, dependendo da forma como são feitas.

Pessoalmente, não entendo que haja algum problema em o cristão celebrar o Natal, desde que sua consciência não o condene, e que a celebração seja, acima de tudo, em adoração ao único e verdadeiro Deus. Além disso, num mundo cada vez mais individualista, as reuniões em família, confraternização entre amigos, votos de felicidades e troca de presentes são sempre bem vindos, e se constituem em práticas extremamente construtivas e saudáveis.

Se a intenção do nosso coração é celebrar o nascimento do nosso Salvador, e se fazemos isso em espírito, verdade, santidade e amor, não vejo porque Deus rejeitaria nosso culto (“… a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” – Salmo 51:17).

Vários outros costumes criados pelos pagãos foram absorvidos e adaptados pela nossa cultura sem, no entanto, servir de obstáculo à nossa fé ou à adoração do Senhor. Por exemplo: as velas do bolo de aniversário, o vestido branco da noiva, as olimpíadas, o chocolate na Páscoa, e até mesmo o dia dos nossos cultos semanais… (na mesma época da introdução da comemoração do Natal de Jesus no dia 25 de Dezembro, mudou-se também o dia oficial do culto cristão de sábado para o domingo).

Quando a Bíblia fala sobre o cristão comer ou não carne sacrificada aos ídolos, explica que não faz diferença, desde que isso não venha causar escândalo no nosso irmão:

“Quem ama a Deus, este é conhecido por Deus. Portanto, em relação ao alimento sacrificado aos ídolos, sabemos que o ídolo não significa nada no mundo e que só existe um Deus. Contudo, nem todos têm este conhecimento. Alguns, ainda habituados com os ídolos, comem este alimento como se fosse um sacrifício idólatra; e como a consciência deles é fraca, esta fica contaminada. A comida, porém, não nos torna aceitáveis diante de Deus; não seremos piores se não comermos, nem melhores se comermos.” (I Coríntios 8:1, 3-4, 7-8).

Este texto deixa bem claro que o fato de comer carne sacrificada aos ídolos nada interfere em nossa vida espiritual. Creio que o mesmo princípio se aplica em comemorar o Natal ou participar de uma olimpíada que, em sua origem, tratava-se de uma festa em honra aos deuses gregos. Entretanto, se alguém pensa de maneira diferente, e prefere não participar das comemorações tradicionais natalinas, tudo bem, que não participe… Mas também que não proíba ou condene o que comemora, pois não há base bíblica para se afirmar que é pecado ou errado festejar esta data com familiares e amigos.

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Como o Natal deve ser comemorado?

“Quer vocês comam, bebam, ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”, é o que diz a Palavra em I Coríntios 10:31. Assim sendo, é óbvio que na festa do Natal (bem como em nenhuma outra ocasião) não pode haver espaço para a glutonaria, a embriaguez, o consumismo, o materialismo, nem quaisquer outras atitudes que agridem a santidade do Criador.

Precisamos tomar cuidado para que o Natal seja uma festa em honra a Deus, uma celebração Àquele que desceu do Céu e se fez carne para que, através de sua morte, fôssemos justificados. Dentro disso, cada família é livre para determinar como irá comemorar tão importante data.

As crianças precisam aprender que a figura central do Natal não é o Papai Noel, mas o “totalmente amável e totalmente digno” Jesus Cristo, Filho de Deus. Além disso, embora tradicionalmente algumas famílias se reúnam em volta de uma mesa farta para cear e trocar bonitos presentes, também precisamos cuidar para que o foco do Natal não esteja na comida, nos enfeites, ou nos presentes… Como escreveu o Pr. Jaime Kemp: “O Natal não pode ser plenamente entendido se não for à luz de uma cruz erguida num calvário de sofrimento trinta e três anos depois…”

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Conclusão

A Bíblia não apresenta nenhuma doutrina contrária ao ato de comemorar o Nascimento de Jesus em Dezembro, com luzes, enfeites, presentes ou ceia. Assim sendo, não é lícito condenar tal prática em si mesma. O importante é estarmos em paz com aquilo que entendemos como orientação do Espírito Santo para as nossas vidas, sem tentar impor nossas opiniões a outras pessoas.

Gente, Jesus nasceu!!! Tornou-se homem por mim e por você. Não me importa se isso aconteceu em Dezembro ou em Fevereiro… eu quero é comemorar tão grande prova de amor! Simples assim! 🙂

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Que o dia de Natal seja por nós santificado! E que usemos esta data não para polêmicas mas para estreitar nossa comunhão com o próximo e para mostrar ao mundo as implicações eternas do nascimento de Cristo em nossas vidas.

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“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz”.

ALELUIA!!!!

 

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Educação Religiosa
Marília/SP
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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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