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Posts Tagged ‘Evangelho’

Escravos

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Deus nos criou livres no Jardim do Éden. Mas nos vendemos a nós mesmos a Satanás. Trocamos a nossa liberdade por um mero pedaço do fruto proibido. E, a partir deste momento, nos tornamos escravos do pecado e, consequentemente, separados da glória do Criador.

Deus então enviou seu Filho Jesus Cristo para nos reconciliar com Ele. Jesus, assumindo a forma de escravo (servo), nos livrou da escravidão; pagou o preço por nós, e nos comprou para o Pai. Assim, fomos libertos da escravidão do pecado, e nos tornamos escravos da justiça. Sim, meu amigo, o homem jamais é totalmente livre. Somos escravos!

Sei que hoje escravidão faz parte dos “politicamente incorretos”, por isso é tão complicado assimilar o fato de que somos escravos, mas veja o que diz a eterna e imutável Palavra de Deus:

Mas, graças a Deus, porque, embora vocês tenham sido escravos do pecado, passaram a obedecer de coração à forma de ensino que lhes foi transmitida. Vocês foram libertados do pecado e tornaram-se escravos da justiça. E agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna. (Romanos 6:16-17, 20)

Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão. (Atos 2:18)

Mas não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor, e a nós como escravos de vocês, por causa de Jesus. (2 Coríntios 4:5)

Acaso busco eu agora a aprovação dos homens ou a de Deus? Ou estou tentando agradar a homens? Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo. (Gálatas 1:10)

 

Aí você me diz: “Mas na minha Bíblia está escrito servo, não escravo!!!!”. Acontece que a palavra grega traduzida como “servo” é “doulos” que significada “atar um laço, prender com cadeias, lançar em cadeias; homem de condição servil, alguém que se rende à vontade de outro; alguém que está permanentemente em servidão, em sujeição a um mestre; escravo.” Entendeu agora? Somos escravos!

Nós nos vendemos barato, mas fomos comprados por bom preço. Perdemos a nossa liberdade, mas fomos comprados por Cristo. Não para a total liberdade novamente, mas comprados para Ele mesmo.

Em seu grande amor, graça e misericórdia, Deus nos adotou como filhos, e nos fez herdeiros do seu Reino. Nosso dono e Senhor é um Deus de graça e misericórdia, e nos convida a “comer da sua mesa”, a beber da sua água, nos trata com amor, nos insere em sua família, nos chama de amigos. MASSSSS… pertencemos a Ele! Somos escravos!

O escravo não tem vontade própria, não tem vida própria, não tem dignidade própria, não tem direitos próprios.

Nossa sociedade abomina este conceito, não só pela cultura hedonista que predomina neste século, mas também pelas terríveis imagens históricas de negros sendo cruelmente torturados nos troncos e senzalas.

Talvez, justamente por essas questões, sempre me intrigou o fato de Deus nunca ter condenado a escravidão na sua Palavra. Ele nunca aprovou os maus tratos nem os abusos a que os senhores submetiam seus escravos, mas também nunca ordenou o fim da escravidão. Hoje entendo que, talvez, a figura do escravo tenha sido tolerada por Deus tendo em vista seu valor didático, prefigurando Cristo, o servo sofredor, e também a cada um de seus seguidores.

Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus: o qual, tendo plenamente a natureza de Deus, não reivindicou o ser igual a Deus, mas, pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo plenamente a forma de servo e tornando-se semelhante aos seres humanos. Assim, na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, entregando-se à obediência até a morte, e morte de cruz. (Filipenses 2:3-8)

Nosso Mestre Jesus agiu como servo/escravo toda a sua vida, todo o seu ministério. Ele não reivindicou direitos, não deu lugar às fraquezas humanas (cansaço, preguiça, sono, fome…), não fez suas próprias vontades. Ele viveu para servir.

Como cristãos, esta deve ser a nossa conduta: ter um coração de servo. Sim, viver como servos e tudo o que isso implica: nos nossos relacionamentos, nos nossos ministérios, na nossa vida diária.

Foi maltratado por alguém? “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus…”

Foi injustiçado? “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus…”

Está cansado de servir? “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus…”

Ninguém reconhece seu valor? “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus…”

Ficou magoado? “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus…”

Viu um irmão cair? “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus…”

Alguém lhe pediu ajuda? “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus…”

É verdade que às vezes nos cansamos e pensamos em desistir. O caminho é apertado e a porta é estreita, não é fácil dar a outra face, amar os inimigos, crucificar a carne. Mas cada vez que fazemos nossa própria vontade e não a de Deus, cada vez que nos negamos a ser servos, cada vez que agimos movidos por pensamentos do tipo “eu sou crente mas não sou bobo, eu falo mesmo!”, não estamos exercendo nossa liberdade, mas sim fazendo exatamente o que nosso “antigo senhor” gostaria que fizéssemos. Cada vez que nos negamos a ser escravos da justiça, estamos agindo como escravos do pecado. Simples assim!

Então, vivamos com alegria a nossa redenção, escravos, sim, de Cristo, mesmo que isto seja politicamente incorreto.

Para encerrar, compartilho com vocês a história de dois thecos/moravianos, que entenderam o real significado de perder a vida por amor a Cristo:

John Leonard Dober e David Nitschman são nomes que você talvez não reconheça imediatamente. John era artesão e David um carpinteiro. Ambos eram pastores da igreja reformista da Morávia (hoje República Tcheca), a Igreja Moraviana. John e David ouviram sobre uma ilha no Caribe, onde um dono de terras britânico ateu tinha entre 2.000 e 3.000 escravos. Esse dono certa vez disse, “Nenhum pregador ou clérigo pode se estabelecer nesta ilha, se for uma vitima de naufrágio deverá ficar isolado em um quarto separado até que possa partir, porém ele nunca compartilhará nada sobre Deus pra nenhum de nós. Não suporto essa situação”. Imagine 3.000 escravos das selvas africanas levados a uma ilha do Atlântico para viver lá e morrer sem ouvir de Cristo! Dois jovens Morávios ouviram sobre esse fato. Então eles se venderam como escravos para o dono de terras britânico (o dono de terras não pagou nada mais do que pagava para qualquer escravo) e usaram o dinheiro recebido para adquirir as passagens até sua ilha, o proprietário de terras não iria ao menos transportá-los.

Enquanto o navio se afastava do porto na cidade de Hamburgo e se dirigia para o mar do Norte, os Morávios de Hernhoot vieram para ver esses dois rapazes partirem. Eram dois rapazes em seus vinte e poucos anos que partiam para nunca mais voltar, pois não seria um período de apenas quatro anos, eles tinham se vendido como escravos para o resto de suas vidas, para que assim, como escravos, pudessem testemunhar de Cristo para os outros escravos. As famílias choraram, porque sabiam que eles nunca iriam vê-los novamente. Eles se perguntavam sobre a ida deles e questionaram se isso seria algo sábio para se fazer. Enquanto o vácuo entre o navio e o porto aumentava, um dos rapazes, com seu braço unido ao de seu companheiro, gritou as últimas palavras ouvidas pelos familiares e amigos que lá se encontravam:  “Que o cordeiro que foi imolado receba a recompensa de Seu sofrimento!”

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Educação Religiosa e Teologia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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TIBMM

O que é igreja? Uma cidade realmente precisa de igreja? Qual o diferencial de uma igreja na vida de uma família ou na sociedade? Qual o papel da religião em nosso relacionamento com Deus? Há, de fato, motivos reais para se comemorar, quando uma Igreja alcança mais um ano de existência? Essas e outras são perguntas relevantes que borbulham na mente de muitos e merecem ser respondidas.

A palavra “religião” (existente em português desde o século 13) é um termo derivado do latim religio ou religionis – culto, prática religiosa, cerimônia, lei divina, santidade”. A raiz deste termo pode vir de duas vertentes: “relegere” ou “religare” (a alternativa tradicionalmente mais aceita).

Relegere significa “reler, revisitar, retomar o que estava largado”; e religare é “religar, atar, apertar, ligar bem”. Ambos os verbos expressam muito bem a essência da religião, já que o ser humano foi criado em plena comunhão com o Criador, mas teve essa comunhão rompida por causa do pecado. Como o homem perdeu o seu estado de inocência, não pode mais permanecer ligado a Deus, que é santíssimo. A “religião” seria, então, uma nova ligação entre Deus e o homem, ou, segundo Cícero, a “retomada de uma dimensão (espiritual) da qual a vida terrena tende a afastar os homens”.

Conforme o próprio Deus deixou escrito em sua Palavra, o único caminho capaz de conduzir esta religação do humano com o divino é JESUS CRISTO. Ele é o Deus que encarnou a forma humana a fim de cumprir, em si mesmo, o sacrifício pelo pecado: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem; o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos” (está escrito em 1 Timóteo 2:5-6).  Sabemos que muitos outros caminhos, além de Jesus, foram (e estão sendo) desenhados na tentativa de reaproximar o homem de Deus. Mas o único com atributos suficientes para pagar o preço do pecado em nosso lugar, e o único que morreu e ressuscitou, é também o único que pode nos garantir a absolvição e a vida eterna. E foi esse Cristo que, enquanto homem, criou a “Igreja”: um grupo de pessoas que aceitou ser seus discípulos.

Não é errado referir-se a prédios e templos genericamente como “IGREJAS”, mas não há que se esquecer seu verdadeiro significado: gente!

Em Cristo, os filhos de Deus não precisam se dirigir a um lugar para se encontrar com o Pai Celestial, pois cada um possui em si mesmo, seu Espírito. Não obstante, toda IGREJA (pessoas) necessita de um lugar para se reunir e servir a Deus em comunhão uns com os outros. No início do Cristianismo, as reuniões aconteciam nas casas dos cristãos. Alguns séculos depois, começaram a construir templos para as igrejas se congregarem e cultuarem a Deus. Tal prática tornou-se comum no Brasil até o século 20, quando algumas comunidades cristãs começaram a se reunir também em salões e outros espaços tais como: auditórios de hotéis, cinemas desativados, tendas, etc…

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ser igreja

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Diferentemente do pensamento de muitos, Igreja não é invenção de homens. Ela nasceu no coração de Deus e faz parte do seu projeto desde o princípio. A própria Bíblia compara o cristianismo a um corpo humano, onde Cristo é a cabeça e a igreja são seus membros. É na igreja que o poder divino se manifesta em amor, compreensão, gratidão, perdão, generosidade. É na igreja que o Espírito Santo opera gerando transformação, arrependimento, cura interior, crescimento espiritual. É na igreja que cada membro é moldado, forjado, lapidado e aperfeiçoado. E é através da igreja que o amor de Deus alcança a sociedade, levando alegria, esperança e consolo em meio à sofreguidão da alma, do físico e dos relacionamentos interpessoais.

Alguém já disse uma vez: “Há duas coisas que um homem não pode fazer sozinho: casar e ser cristão”. Cristianismo é relacionamento, não só com Deus, mas também com outros que possuam a mesma visão, a mesma fé, os mesmos propósitos. E a igreja, enquanto comunidade, é o local onde tais relacionamentos nascem, fluem e se desenvolvem.

A existência de igrejas numa cidade impede que a sociedade se apodreça de vez. São luzeiros em meio às trevas da imoralidade, da pobreza, da marginalidade. Cada pessoa que é alcançada pelo poder que flui através da igreja, torna-se um agente de milagres a mais na comunidade, e um possível delinquente a menos a ameaçar a paz e a segurança dos nossos lares.

Em suma, a Igreja é, na Terra, um pedaço do Céu. Mas, como ninguém ainda é perfeito, a Igreja, claro, torna-se uma comunidade imperfeita, apenas uma “sombra” da perfeição do Reino de Deus. O milagre está no ajuste de uma cabeça perfeita (Cristo) a um corpo extremamente problemático.

E é por causa dos problemas inerentes a qualquer comunidade cristã, que não é difícil encontrarmos pessoas que, decepcionadas, entristecidas e/ou feridas com o sistema eclesiástico, se revoltam com a igreja e seus crentes.  “Parem o trem, eu quero descer!” gritam na alma em momentos de desespero. E alguns realmente pulam do trem, optam por abandonar o sistema, abrir mão dos rótulos, romper com tudo… e hoje fazem parte dos chamados “sem-igreja”.

É certo que multiplicam-se a cada dia os charlatões que se dizem pastores/bispos/apóstolos/querubins… Certa também é a farta presença da hipocrisia e do legalismo no meio cristão. Mas, significaria isso a falência da igreja institucional? NÃO! Mil vezes não!

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É impossível amar a Deus e não amar a Igreja, que é sua extensão.

Problemas já existiam nos tempos de Jesus, marcaram presença na igreja primitiva e continuarão existindo até a volta de Cristo.

Ovelhas rebeldes, cristãos imaturos e crentes carnais sempre fizeram parte do lado espinhoso do ministério de quem trabalha com pessoas dentro da igreja.

Pastores charlatões e lobos em pele de ovelhas sempre brotarão nos solos evangélicos, seja nos grandes templos, nas estações, ou nas reuniões de oração dos “crentes-sem-igreja”.

Onde houver ovelha, haverá bode. Onde houver árvore, haverá erva daninha. Onde houver trigo, haverá joio. Por quê? Porque onde houver gente, haverá problema! Mas mesmo com todas as dificuldades, sujeiras e limitações, a igreja ainda é o lugar que, em toda a Terra, mais se assemelha ao Céu.

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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papaDesde sua nomeação em março de 2013, o Papa Francisco, líder supremo da Igreja Católica, tem colecionado elogios, do clero, dos fiéis, da mídia e da população em geral.

Não há dúvidas de que se trata de uma pessoa carismática, que tem conquistado a todos com sua simplicidade, humildade e preocupação com o próximo. Sua visita ao Brasil foi considerada um sucesso! Por onde passou distribuiu afago, carinho e atenção.

O CRISTIANISMO, mais do que uma religião ou um conjunto de dogmas e doutrinas, é um estilo de vida. Uma vida que tem como alicerce os ensinos de Jesus Cristo no Novo Testamento.

O Catolicismo tem passado por um forte avivamento através do movimento carismático. Mas sem me ater a detalhes de formas e cultos ou diferentes interpretações de alguns ensinos bíblicos, o que me preocupa é a sutil DETURPAÇÃO DA ESSÊNCIA DO CRISTIANISMO por parte de muitos cristãos.

Não nego que sou admiradora do Papa Francisco, e da maneira como, até agora, ele tem conduzido sua liderança. Mas diante de tudo que conheço, com imenso respeito aos que pensam ou crêem de forma diferente, considero dois os equívocos fatais do Catolicismo em geral: colocar Deus em segundo plano (atrás de Maria, dos santos e dos sacramentos) e ensinar que a prática ou não de obras de caridade influenciam diretamente na nossa salvação. 

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O que a Bíblia diz:

A Salvação só pode ser alcançada mediante a graça de Deus, através da nosso arrependimento e fé em Cristo Jesus:

“Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8-9

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14:6

“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos.” 1 Timóteo 2:5-6

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A Bíblia ensina que oremos apenas a Deus.  Na igreja cristã primitiva, nunca houve orações dirigidas a Maria, nem aos santos mortos. Todas as bênçãos e milagres que recebemos vem de Deus, e não de homens.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Disse Jesus, em Mateus 11:28

“E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem.” Atos 10:25-26

“Porque então te deleitarás no Todo-Poderoso, e levantarás o teu rosto para Deus. Orarás a ele, e ele te ouvirá.” Jó 22:26-27

“Não erreis, meus amados irmãos. Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” Tiago 1:16-17

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O Evangelho diz que todos os homens, com a única exceção de Cristo, são pecadores. Maria foi uma mulher temente a Deus, escolhida para gerar o Salvador em seu ventre, mas também era pecadora; e assim como José, João, Pedro, Paulo, Jorge, Francisco, Antônio, e todos os demais “santos” da igreja, precisaram de Jesus para serem salvos, tanto quanto cada um de nós. Nenhum ser humano é digno de receber nossas orações ou veneração. 

“Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, e são justificados gratuitamente por sua graça; tal é a obra da redenção, realizada em Jesus Cristo.” Romanos 3:23-24

“Pois já demonstramos que judeus e gregos estão todos sob o domínio do pecado, como está escrito: Não há nenhum justo, não há sequer um.” Romanos 3:9-10

“Como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram…” Romanos 5:12

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Jesus se fez acessível a todos, e deseja que nós o busquemos diretamente, de todo o coração, sem nenhum tipo de mediador.

Disse Jesus: “Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de minha mão.” João 10:14, 27-28

Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” Hebreus 4:15-16

“Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé” Hebreus 10:19-22

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A veneração à imagens, anjos, cruz e relíquias sempre foi considerada idolatria na Bíblia e na igreja cristã primitiva. Tal prática foi autorizada na Igreja Católica por volta do ano 800 d.C. pela imperatriz Irene.

Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. 1 Coríntios 10:14, 19-20

“Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” Êxodo 20:4-5

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Certa vez, conversando com um seminarista que se preparava para o sacerdócio, perguntei o que ele achava dos ídolos e santos venerados na igreja. Ao que ele me respondeu: “Márcia, a gente sabe que isso tudo não é verdade (referindo-se ao poder de Maria e de todos os santos), mas eu não posso de repente chegar e dizer ao povo que tudo o que eles sempre acreditaram é mentira! Criaria um caos! Eles perderiam seu referencial de vida! Então, o menos complicado é continuar lhes alimentando a fé, e lhes dando uma esperança, uma razão de viver.”

Creio que, infelizmente, esta é a filosofia de muitos líderes católicos. Conhecem a verdade, porque estudam as Escrituras, mas se vêem mais fracos que uma tradição que dura séculos.

Perguntei a este mesmo seminarista se ele não temia o juízo de Deus sobre a vida dele por contribuir com a cegueira espiritual de tantas pessoas. Ele disse que sim, embora não tivesse escolha.

Mas existe sim uma escolha! Não é preciso que “mudem de religião”, mas tão somente que se voltem à essência do Evangelho descrito nas Escrituras, como muitos já tem feito. Como o próprio Papa afirmou em entrevista a um jornalista da Rede Globo: “A igreja sempre precisa ser reformada”. Que esta reforma seja não só moral, política e administrativa, mas também em sua forma de exercício da fé.

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SÓ JESUS CRISTO SALVA!

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Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.  João 14:21

Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.  João 8:12

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

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A vida cristã é repleta de aparentes paradoxos. Digo aparentes pois em Deus não há contradições. A nossa lógica é que está fora do eixo e, por isso, a sabedoria perfeita de Deus nos parece, muitas vezes, loucura.

Dentro da lista dos paradoxos do cristianismo, está o perder para ganhar, morrer para viver, negar-se para se encontrar. C.S.Lewis expõe de maneira brilhante este conceito em seu livro “Cristianismo puro e simples” quando afirma: Entregue-se, pois assim você encontrará a si mesmo. Perca a sua vida para salvá-la. Submeta-se à morte, à morte cotidiana de suas ambições e dos seus maiores desejos e, no fim, à morte do seu cor­po inteiro: submeta-se a ela com todas as fibras do seu ser, e você encontrará a vida eterna. Não guarde nada para si. Nada que você não deu chegará a ser verdadei­ramente seu. Nada que não tiver morrido chegará a ser ressuscitado dos mortos. Se você buscar a si mesmo, no fim só encontrará o ódio, a solidão, o desespero, a fúria, a ruína e a podridão. Se buscar a Cristo, o encontrará; e, junto com ele, encontrará todas as coisas.

Se no tempo de Lewis a humanidade já buscava o cristianismo na tentativa de satisfazer seus interesses e necessidades pessoais, muito mais hoje, com o advento do “neo-pentecostalismo”.

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Multiplicam-se indiscriminada e assustadoramente comunidades cristãs com seus nomes criativos e promessas que vêm ao encontro aos anseios do ser humano pós-moderno: prosperidade a curto prazo, saúde, casa própria, relacionamentos perfeitos sem muito esforço, solução para todos os dilemas da vida. Sem absolutamente nenhuma compreensão do seu estado de perdição espiritual, o fiel é levado a acreditar que o seu relacionamento com Deus pode ser resumido na seguinte premissa: você dá uma oferta em dinheiro para a igreja, e Deus lhe dará tudo o que você quiser.

Tais comunidades cristãs vendem um evangelho barato e distorcido, embrulhado num pacote de presente bastante atraente. Não economizam em divulgar em todas as mídias possíveis sua teologia prostituída. E assim, suas doutrinas vão se popularizando a cada dia mais, fazendo com que estes conceitos façam parte do senso comum acerca do cristianismo.

O Cristianismo tem se fragmentado despudoradamente, e hoje é cada vez mais comum encontrarmos “igrejas” totalmente descaracterizadas do Evangelho, doutrinas contraditórias, líderes espirituais perdidos e cristãos confusos e frustrados…

Um dos motivos de toda essa celeuma no “mundo gospel” é a distância cada vez maior entre a igreja institucional e a essência do Evangelho. Programas, planos, projetos e estratégias cada vez mais sofisticadas têm tomado o lugar da simplicidade pregada por Cristo.

Neste contexto, as pessoas normalmente têm se posicionado de duas formas: parte se convence de que o plano de Deus para a humanidade é abençoar materialmente àqueles que dispõem seus bens para a igreja. E outra acredita que a igreja cristã não passa de uma agência mercenária de estelionato, sem nada a oferecer para sua vida.

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No meio deste fogo cruzado está a igreja remanescente, que luta para não se deixar contaminar por tantos ventos de doutrinas ao mesmo tempo em que, como uma voz solitária no meio do deserto, persevera em apregoar o evangelho da cruz.

É fato que, quando se ouve algo muitas e repetidas vezes, corre-se o risco daquilo acabar se infiltrando em nossas mentes, tornando-se verdade. Daí a necessidade de vigilância constante e constante comprometimento com as Escrituras.

Não é difícil hoje subtrair Jesus Cristo dos púlpitos. Mas, sem Cristo, não há evangelho, não há salvação, não há igreja. Sem Cristo, não há espiritualidade, pois só Nele o espírito, morto pelo pecado, pode ser vivificado.

Precisamos hoje de homens e mulheres intrépidos, que não se incomodem em nadar contra a correnteza, e estejam dispostos a pregar o evangelho puro e simples, sem sensacionalismos, obras mirabolantes ou promessas vazias. Homens e mulheres que insistam na loucura da cruz, na importância de se buscar primeiro o Reino de Deus, no ensino da santificação e de valores como retidão, temor e amor.

É preciso ensinar que a fé não pode ser reduzida a um mero atalho de se conquistar bênçãos. Fé é o caminho através do qual é possível vislumbrar o Criador e nos reconciliar com Ele através de Cristo.

Há mais de um século, Henry Law escreveu: “Sem Cristo, a saúde não serve de cura para a enfermidade da alma; e a enfermidade é o prelúdio de uma dor sem mitigação. Sem Cristo, a prosperidade é uma maré adversa, e a adversidade é a prefiguração de uma miséria mais profunda. O nascimento não é festivo se Cristo não nascer no íntimo. A vida não é ganho, exceto se for vivida para Cristo. À parte Dele, Deus é adversário; as Escrituras ribombam condenação; Satanás espera pela sua vítima; seu cárcere espera de prontidão. Poderia eu saber disso tudo, e não implorar aos homens que façam de Cristo o seu tudo?”.  Isso é religião! Isso é cristianismo! Isso é espiritualidade!

Além de resistir aos ataques maciços dos ventos de doutrinas, podemos também facilmente nos distrair com os acessórios da igreja moderna: edifícios estruturados, templos confortáveis, sonorização acústica eficiente, música de qualidade, sistema informatizado, uma boa gestão administrativa, departamentos, ministérios, eventos, encontros de treinamento, shows, programas, festas… a lista é interminável. Não é difícil se perder diante de tantos recursos e desafios e, mesmo cercados de boas intenções, desviarmos o foco daquilo que é essencial.

Muitos temem que, num mundo dinâmico e repleto de novas descobertas a cada momento, só Cristo não seja suficiente para atrair os pecadores à mensagem da Salvação. Ledo engano.  Eis aí a verdadeira contradição: querem oferecer um cristianismo desprovido de Cristo.

Aqueles que são trazidos para a igreja movidos por promessas de prosperidade ou por um marketing atraente, logo perceberão que suas necessidades espirituais não foram supridas e continuarão numa busca sem fim até que Cristo finalmente lhes seja revelado.

Manter Jesus Cristo como o centro da mensagem do Evangelho é o único modo de manter o Evangelho vivo e eficaz. E crer nesta verdade é a base para se construir um ministério próspero e saudável. Simples assim!

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Márcia Cristina C. Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília – SP
 
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 Penetrado pela Palavra - John Piper

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Você já se perguntou por que o perdão de Deus é valioso? Ou, se a vida eterna é valiosa? Já se perguntou por que alguém quer ter a vida eterna? Por que desejamos viver para sempre? Estas questões são importantes por ser possível desejarmos perdão e vida eterna por motivos que comprovam que não os temos.

Por exemplo, considere o assunto do perdão. Talvez você queira o perdão de Deus por que está muito infeliz com sentimentos de culpa. Você quer alívio. Se puder crer que Deus o perdoa, você terá algum alívio, mas não necessariamente a salvação. Se quer o perdão somente por causa de alívio emocional, você não receberá o perdão de Deus. Ele não dá o seu perdão àqueles que o usam apenas para ter os dons dEle e não a Ele mesmo.

Ou, talvez, você queira ser curado de uma enfermidade ou conseguir um emprego e encontrar uma esposa. Então, você ouve que Deus pode ajudá-lo a obter estas coisas, mas que, primeiramente, seus pecados teriam de ser perdoados. Alguém o exorta a crer que Cristo morreu por seus pecados e lhe diz que, se você crer nisto, seus pecados serão perdoados. Conseqüentemente, você crê, a fim de que seja removido o obstáculo à sua saúde e consiga um emprego ou uma esposa. Isto é salvação pelo evangelho? Não creio que seja.

Em outras palavras, o que você espera receber por meio do perdão é importante. O motivo por que você deseja o perdão é importante. Se quer o perdão tão-somente por que deseja gozar da criação, então, o Criador não é honrado e você não é salvo. O perdão é precioso por uma única razão: ele o capacita a desfrutar da comunhão com Deus. Se esta não é razão por que você quer o perdão, você não o terá de maneira alguma. Deus não será usado como moeda para a compra de ídolos.

Também perguntamos: por que desejamos ter a vida eterna? Alguém pode responder: “Porque o inferno é a alternativa dolorosa”. Outro pode dizer: “Porque não haverá nenhuma tristeza no céu”. Outro pode replicar: “Meus queridos foram para o céu, e quero estar com eles”. Outros poderiam sonhar com sexo e alimentos intermináveis, ou com algo mais nobre. Em tudo isso, Alguém está ausente: Deus.

O motivo salvífico para querermos a vida eterna é apresentado em João 17.3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. Se queremos a vida eterna por ela significar outra coisa, e não o regozijo em Deus, não teremos essa vida. Enganamos a nós mesmos dizendo que somos cristãos, se usamos o glorioso evangelho de Cristo para buscar o que amamos mais do que buscamos o próprio Cristo. As “boas-novas” não se comprovarão como boas para qualquer pessoa que não tenha a Deus como seu principal bem.

Jonathan Edwards apresentou esta verdade em um sermão1 à sua igreja, em 1731. Leia estas palavras lentamente e permita que elas o despertem para a verdadeira vida e o verdadeiro bem do perdão.

Os redimidos têm todo o seu verdadeiro bem em Deus. Ele mesmo é o grande bem que possuem e desfrutam por meio da redenção. Deus é o bem mais sublime, a suma de todo o bem que Cristo adquiriu. Deus é a herança dos santos; é o quinhão da alma deles. Ele é a riqueza e o tesouro, o alimento, a vida, a habitação, o ornamento e a coroa, a glória eterna e duradoura dos santos. Eles não têm nada no céu, exceto a Deus. Ele é o grande bem no qual os crentes são recebidos na morte e para o qual eles devem ressurgir no fim do mundo. O Senhor Deus, Ele é a luz da Jerusalém celestial; é o “rio da água da vida” que corre e a “árvore da vida” que cresce “no paraíso de Deus”. As gloriosas excelências e belezas de Deus fascinarão para sempre a mente dos santos, e o amor de Deus será o deleite eterno deles. Com certeza, os redimidos desfrutarão outras alegrias. Eles se alegrarão com os anjos e uns com os outros. Mas aquilo que lhes encantará nos anjos e uns nos outros, ou em qualquer outra coisa; aquilo que lhes proporcionará deleite e felicidade será o que de Deus poderá ser visto neles.

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Extraído do livro: Penetrado pela Palavra, de John Piper.
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