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Archive for the ‘Natal e Ano Novo’ Category

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Não se sabe, ao certo, quando o Senhor Jesus nasceu. Mas sabemos que não foi em 25 de dezembro. Na Palestina, nessa época do ano, o forte frio seria um obstáculo à iniciativa imperial de realizar um alistamento (Lc 2.1-3). Isso é reforçado pelo fato de os pastores estarem no campo na noite de Natal (v.8).

A data de 25 de dezembro tem origem pagã e é rejeitada por muitos especialistas em história e cronologia bíblicas. Até o século III, o nascimento de Jesus era comemorado no fim de maio, no Egito e na Palestina. Em outros lugares, era celebrado no começo de janeiro ou no fim de março. O imperador Aureliano estabeleceu, em 275, a comemoração obrigatória do Natalis Invicti Solis (Nascimento do Sol Vitorioso) em 25 de dezembro. E, a partir de 336, o romanismo, fazendo uma unificação sincrética de várias festas religiosas, adotou essa data oficialmente para a comemoração do nascimento de Jesus.

Como seguidores de Cristo, não somos deste mundo (Jo 17.16), mas vivemos nele. E, por isso, temos de conviver, a cada ano, com dois Natais: o verdadeiro, pelo qual celebramos o nascimento do Senhor Jesus Cristo (não apenas nessa época do ano, evidentemente); e o secular, capitalista, sincrético, comemorado em uma data pagã, no qual o Aniversariante torna-se um mero coadjuvante. Como devemos nos comportar diante da realidade desses dois Natais?

Penso que devemos aproveitar esse período do ano para apresentar Jesus Cristo ao mundo. E podemos fazer isso por meio de cantatas ao ar livre e nos centros comerciais, cultos e mensagens especiais, evangelísticas, nos templos, publicação de textos alusivos ao nascimento de Cristo, etc. Além disso, devemos aproveitar o lado bom do Natal secular (cf. 1 Ts 5.21). Afinal, que mal existe em as famílias cristãs — que conhecem o verdadeiro sentido do Natal — aproveitarem as coisas boas da festa secular do Natal, como a confraternização, a troca de presentes e a beleza das cidades enfeitadas?

Deve o cristão residente em (ou em viagem a) São Paulo, Rio de Janeiro, Penedo, Natal, Fortaleza, Curitiba, Gramado e Canela, Buenos Aires, Paris, Nova York, por exemplo, ficar em casa ou no hotel, em sinal de protesto ao Natal secular? Não pode ele aproveitar esse período do ano para passear com a família e tirar fotos nos lugares enfeitados? E mais: há algum problema em colocar presentes debaixo de uma árvore colorida e enfeitada, a fim de abri-los à meia-noite do dia 25 de dezembro?

É claro que há celebrações e celebrações. Algumas delas nós devemos ignorar sumariamente, como o Carnaval, as festas juninas e o Halloween. Mas de outras podemos participar, com prudência e vigilância.

Quanto ao Natal, convém ser extremista e perder uma grande oportunidade de se alegrar com todos os membros da família? Afinal, os dias que antecedem essa celebração, especialmente a véspera, são um período de alegria, expectativa, em que a família se reúne para se confraternizar. Não ignoramos o paganismo, impregnado na sociedade brasileira. Mas as questões relacionadas com os festejos do Natal passam, obrigatoriamente, por uma análise dos princípios bíblicos.

O cristianismo é equilibrado. Está implícito em Eclesiastes 7.16,17 que não nos é vedado o entretenimento. Ademais, a participação eventual, com prudência e vigilância, em festas seculas é mencionada em 1 Coríntios 10.23-32. Jesus participou de festas em que havia pessoas pecadoras e comia na casa de publicanos. Que males o Natal secular traz, efetivamente, para a vida e a família cristãs?

Alguém responderá: “O Papai Noel usurpa o lugar de Cristo. E a árvore de Natal é idolátrica”. Bem, penso que nenhum crente em Jesus Cristo põe uma árvore de Natal em sua sala em louvor a ídolos. Se priorizarmos a origem pagã de todas as coisas, em detrimento do uso hodierno, teremos de proibir vestido de noiva, bolo de aniversário, ovos de chocolate…

Não somos do mundo, conquanto estejamos no mundo! Conhecemos bem a origem dos elementos da festa secular do Natal. Contudo, lembremos do que a Palavra do Senhor assevera em 1 Coríntios 6.12: “todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”. Ademais, devemos ter em mente que não existe idolatria subjetiva. Ninguém adora a deuses pagãos por ter uma árvore enfeitada em sua casa. Idolatria é objetiva, implica amar um ídolo mais do que a Deus. Por exemplo, pessoas que rezam à Aparecida ou são avarentas demonstram ser, objetivamente, idólatras.

Quanto às crianças, sabemos que elas vivem no mundo da fantasia. E muitas, por influência dos colegas de escola, da mídia, etc., acreditam em Papai Noel. Cabe aos pais cristãos mostrar a elas, com muita sabedoria, o verdadeiro sentido do Natal. Não é preciso se opor ferrenhamente ao Natal secular. A transição do mundo da fantasia para a realidade ocorre de modo natural. Com o tempo, a criança percebe que o Papai Noel é uma figura ficcional, mítica, e que o Senhor Jesus é real.

Tudo nessa época do ano gira em torno de enfeites coloridos, com desenhos de Papai Noel, árvores de Natal, etc. Caso os pais sejam extremistas, terão de proibir as crianças também de frequentar aulas a partir de novembro, de ir ao shopping e de assistir a desenhos animados pela televisão ou pela Internet, etc. Seria mesmo saudável não permitir aos infantes esse contato com o mundo da fantasia, própria desse período da vida?

Sabemos que as únicas pessoas que, de fato, acreditam em Papai Noel são as inocentes e ingênuas crianças. De que adianta os pais proibi-las desse encantamento natural e passageiro? Privá-las dessa alegria é uma maldade sem tamanho, atrelada à hipocrisia farisaica. Lembremo-nos do que disse o Senhor Jesus em Mateus 23.24: “Condutores cegos! Coais um mosquito e engolis um camelo”.

Geralmente, os extremistas que se preocupam com superfluidades são os mesmos que, inconscientemente, louvam ao “deus Papai Noel”. Ao contrário dos magos do Oriente, que tinham uma oferta para o Menino, os tais só querem receber, receber, receber… Coam mosquitos, mas engolem camelos.

Os pais excessivamente preocupados com questiúnculas têm ensinado seus filhos em casa (Dt 6.7) e os conduzido à Escola Bíblica Dominical para aprenderem a Palavra do Senhor? Privar nossa família da alegria desse período de festas é uma atitude cristã exemplar? Proibir uma criança de posar para uma foto ao lado do chamado bom velhinho ou de uma árvore enfeitada, em um shopping, é louvável?

Sinceramente, um pai que, tendo condições, não presenteia o seu filho, nessa época, está agindo de modo extremado, provocando a ira dele (Ef 6.4). Imagine como reage a criança que ouve de um pai: “Não vou lhe dar presente de Natal porque esta festa é pagã e consumista, e eu não quero agradar a Leviatã”. Isso denota zelo e santidade, ou falta de equilíbrio e hipocrisia? Pensemos nisso.

Autor: Ciro Sanches Zibordi

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ESTE ANO TUDO VAI DAR CERTO… 

…SE VOCÊ ESTIVER NO LUGAR CERTO

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Cada novo ano que chega traz consigo o milagre da esperança. Nos atrevemos a sonhar com dias melhores, conquistas, vitórias… Alguns apelam para rituais bizarros, rezam, fazem mandinga, tudo para alimentar a tal esperança de que “este ano, tudo vai ser diferente”.

Mas e se existisse, de fato, alguma coisa que podéssemos fazer para garantir que tudo desse certo? Seria mesmo possível determinar como será o ano que está só começando?

Por incrível que pareça, a resposta é sim, e pode ser encontrada na antiga história do Dilúvio. Não amigos, não se trata de mais um delírio de fé. O Dilúvio nos ensina sim que TUDO pode dar certo, se estivermos no lugar certo. Como uma catástrofe ocorrida há milhares de anos pode nos ajudar de alguma maneira ainda hoje? Leia a mensagem até o final e descubra.

A história do Dilúvio é bem conhecida e está registrada em Gênesis, capítulos 6 e 7. A Bíblia nos diz que a geração de Noé estava repleta de corrupção e violência, trazendo a justiça de Deus por meio do dilúvio, e apenas aqueles que estavam no lugar certo (arca) foram poupados.

Não há dúvidas de que hoje também estamos vivendo “dias de Noé”, cercados por corrupção e a violência, e todas as demais mazelas conseqüentes do pecado. Mas há uma maneira nos manter a salvo de tudo isso, que é permanecermos no lugar certo.

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1. O LUGAR CERTO É JESUS (A ARCA)

 Deus executou o juízo sobre o pecado, mas antes providenciou um meio para a salvação, através da arca. A arca hoje simboliza proteção, segurança, livramento e salvação (Rm 8:1). Noé e a arca representam a salvação em Cristo, conforme 1 Pe 3:20-21.

Noé era justo (Gn 6:9). Seus filhos foram salvos do dilúvio graças à justiça do pai.  A justificação em Cristo, nos faz parte da família de Deus, e é isso que nos torna aptos para a salvação. É uma questão de identidade e não mérito.

Mas cuidado, talvez você pense que já está dentro desta Arca, quando, na verdade, ainda não está. Certamente alguns conterrâneos de Noé ouviram falar da vinda do dilúvio, e pensaram: “eu tenho a minha casa e, caso venha a chuva, eu estarei seguro dentro dela”. Mas note que, na época do dilúvio, havia uma só arca e na arca havia uma só porta (Gn 6:16), e todos que estavam fora dela pereceram (Mt 24:37-39).

Hoje muitos estão dentro da igreja, já foram batizados, mas vivem uma vida espiritual medíocre, como se sempre faltasse alguma coisa. Entra ano e sai ano, mas nada muda, tudo permanece sempre no mesmo nível espiritual. Mateus 7:21 diz que o Reino não é daqueles que professam sua fé apenas com os lábios, mas dos que praticam a vontade de Deus. A Arca não é religião, não é a prática de boas obras, não é assistir cultos, não é trabalhar num ministério, mas estar EM Jesus. Apenas aqueles que recebem a Palavra de Deus e permitem que ela crie raízes e dê frutos serão salvos (Mt 24:13).

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2. ESTAR NO LUGAR CERTO EXIGE ALGUNS “SACRIFÍCIOS” 

É verdade que não existe esperança para quem está fora da arca, mas os que estavam dentro da arca não foram isentos de dificuldades. Vamos pensar em algumas.

Inimizade do mundo. Imagine o que Noé e sua família ouviram dos vizinhos e parentes enquanto a arca estava sendo construída. E, pra piorar, eles entraram na arca, mas durante 7 dias ainda não choveu (v.10). O que Sem teve que ouvir de sua sogra sobre a decisão de entrar com a filha dela naquela arca? Qual teria sido a atitude de Matusalém diante do aviso do Dilúvio? Matusalém (avô de Noé), o homem que mais viveu em todos os tempos, morreu no ano do dilúvio. Seria coincidência ou conseqüência da catástrofe? Certamente eles foram obrigados a suportar atitudes de ridicularização, humilhação e zombaria. Estar em Jesus também implica muitas vezes em ter que suportar incompreensão e ataques por parte daqueles que estão do lado de fora da Arca – João 15:19.

Separação do mundo. Entrar na arca exigiu que eles abandonassem por completo suas atividades, trabalho, lazer. Noé e sua família precisaram renunciar à vida que tinham para que pudessem continuar vivos. Jesus nos convida também a abandonar tudo para segui-lo (Lc 9:23). Esse abandonar significa colocar tudo em segundo plano. Significa também abandonar a vida de pecado em busca de uma vida de santificação. Algumas vezes, isso pode exigir uma atitude radical, como terminar um namoro ou mudar de emprego (Mt 5:29-30), mas as coisas só darão certo se aprendermos a fazer as prioridades corretas.

Perda do controle. A arca não possuía leme, vela nem bússola. Noé e sua família entraram na arca sem saber quando sairiam dela, nem para onde ela os levaria. Estar em Cristo significa confiar Nele – Salmos 37:5. Muitas vezes nós tomamos a iniciativa, fazemos nossos planos e projetos e só depois pedimos para Deus abençoar. Mas é preciso nos lembrar que é Deus quem está na direção. É Ele quem vai fazer os planos e projetos. Estamos dentro da arca, Ele é o chefe. Estamos aqui para cumprir a vontade Dele.

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3. ESTAR NO LUGAR CERTO É GARANTIA DE VITÓRIA

Pare e pense: quem estava na arca estava preso ou estava livre? E quem estava fora dela? Estar solto no mundo pode criar a ilusão de que está em liberdade enquanto quem está em Cristo (na Arca) está preso. Entretanto, um olhar mais apurado vai concluir sem dificuldades de que a verdadeira liberdade, aquela que nos livra da morte, pode ser encontrada só em Jesus.

A vida dentro da arca é uma vida diferente. Viver com Jesus é estar no mundo, mas ao mesmo tempo, estar fora dele.

Se todas as nossas atitudes estiverem sob o senhorio de Cristo (dentro da cobertura da Arca), tudo estará sob sua bênção e proteção.

Para quem está dentro da arca, tudo está sob a direção divina. Não dava pra Noé orar dentro da arca e ir almoçar fora dela, por exemplo. Da mesma forma, para quem está em Cristo, ir à igreja é um ato espiritual, da mesma forma que comer uma pizza depois do culto também o é. Falar de Jesus é um ato espiritual, assim como conversar com os colegas durante um jogo de futebol também o é. O namoro, o trabalho, o relacionamento conjugal, a vida em família, os negócios, as compras, a dieta, tudo o que somos e fazemos é para o Senhor.

Noé e sua família creram (obedeceram) e foram salvos – Hb 11:7.

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CONCLUSÃO 

Não sabemos o que vai acontecer em 2011. Com certeza nossa arca será atacada pelas ondas, pelas opiniões de pessoas, enfrentaremos tempestades, teremos que renunciar a algumas coisas das quais gostamos e perderemos o controle sobre a nossa própria vida… Mas, no fim, se estivermos EM CRISTO, tudo vai dar certo. Deus está no comando e Ele sabe o que faz. 

Deus quer fazer uma aliança com você nesta hora, assim como Ele fez com Noé.

Acima de qualquer projeto que você já fez ou vai fazer para este novo ano, decida em primeiro lugar permanecer no lugar certo. Afinal, tudo vai dar certo se você estiver no lugar certo. E este lugar é JESUS.

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Márcia Cristina C. Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
3ª Igreja Batista de Marília
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Permitida reprodução, sem fins lucrativos,
desde que citada a autoria e fonte.

 

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Happy New Year

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Não é raro os evangélicos olharem com desdém aos supersticiosos que confiam em objetos e comidas para trazer sorte no Ano Novo. Entretanto, muitas vezes fazemos exatamente a mesma coisa, e sem perceber, nos deixamos iludir por outros poderes, e buscarmos a solução dos nossos problemas em outras fontes.

Daí, substituímos o tempo de oração e leitura da Palavra por coisas mais “práticas” e objetivas. Ao invés de buscarmos uma direção diretamente com o Espírito de Deus, achamos mais fácil se aconselhar com o pastor, buscar uma palavra profética com algum “vidente” poderoso, assistir ao DVD de um bispo conhecido, ler livros de auto-ajuda dos grandes gurus do mundo gospel, e assim por diante.

Não sou contra buscar orientação com nossos líderes espirituais, que conhecemos e em quem confiamos. Isso inclusive é uma prática bíblica e bastante aconselhável. A própria Bíblia diz que “Quando não há conselhos os planos se dispersam, mas havendo muitos conselheiros eles se firmam” (Pv 15:22). O problema é quando depositamos toda a nossa confiança em conselheiros humanos, e nos esquecemos do nosso principal Conselheiro, que é Cristo.

Deus está nos chamando para nos voltarmos para Ele. Cantamos alegremente: “Reina em mim com o teu poder, sobre os sonhos meus, sobre o meu pensar, tudo o que eu falar, vem reinar em mim, Senhor”, e é tempo de colocarmos isso em prática no nosso dia-a-dia. Buscar o Senhor e seu Reino em primeiro lugar, e não apenas quando todos os demais recursos tiverem se esgotado.

Tenho pensado muito sobre isso, e procurado não me perder em meio a tantos discursos, pensamentos, doutrinas e estratégias no meio evangélico. Simplicidade e essência têm sido o alvo da minha vida cristã. E, nessa questão, Deus sempre me leva a meditar em três atitudes fundamentais que precisamos exercitar na nossa vida.  Talvez as três atitudes em que se resume a vida cristã. São elas: a fé, a esperança e o amor.

A Palavra de Deus, quando se refere à diversidade dos dons e ministérios na Igreja, enfatiza: “Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.” (1 Co 13:13). Entendo neste texto que, mediante tudo que somos e fazemos como cristãos, o importante é guardar a fé, a esperança e o amor.

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– Tudo começa na fé! Quando uma pessoa aceita Jesus na sua vida, ele nasce de novo, graças à fé. Sem fé, é impossível agradar a Deus. A verdadeira fé se confessa com a boca, com o coração (Rm 10:9-10), e é acompanhada de obras (Tg 2:14-26). Que obras são essas? Atitudes que refletem a sua fé. Por exemplo: se você diz que crê que Deus ouve orações, mas não ora, então você não tem fé. Se você diz que crê que a Bíblia é a Palavra de Deus mas não lê a Bíblia, então você não tem fé. Se você diz que crê que confia em Deus mas não obedece seus mandamentos, então você não tem fé. Jesus é o autor na nossa fé, que vem pelo ouvir a Palavra de Deus.

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ESPERANÇA – A esperança provém da fé (Gl 5:5) mas, ao contrário da fé, na esperança não há certeza. Não temos apenas “esperança de irmos para o Céu”, temos certeza, pois confiamos nas promessas de Jesus. Então, qual a importância da esperança? Porque é ela quem nos dá força para não desistirmos, alimenta a nossa alegria e nos ajuda a enfrentar as dificuldades. Aliás, Deus nos diz que são as tribulações que produzem em nós a esperança. Veja o que está escrito em Romanos 5:3 e 4 “…sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança”. Todos nós desejamos um ano abençoado, próspero, feliz, com muita harmonia, dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender, etc… Mas Deus, em sua misericórdia, permitirá que tenhamos tribulações, mas para cada problema Ele dará também o escape, a força, a solução.

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AMOR – O amor é a essência de tudo. Nele se resume todos os mandamentos: “amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”. A fé e a esperança operam pelo amor (Gl 5:6 e Rm 5:5). Deus nos desafia a amarmos não a bens, a nossa casa, a nossa profissão ou qualquer outra coisa do gênero. Deus nos convida a amá-lo e também a amar todas as pessoas. O amor é a marca do discípulo. Não é conhecimento, não é roupa, não é vocabulário, mas o amor.

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Meu desejo para todos nós no ano que está por vir e também para todos os demais até a volta de Jesus Cristo, é que não percamos o foco. Que não nos deixemos confundir pelo avanço da ciência, da tecnologia e do humanismo. Mas, como os cristãos da igreja de Tessalônica no primeiro século, nos concentremos em manter a fé, a esperança e o amor. Simples assim 🙂 !

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“Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses… Sempre damos graças a Deus por todos vocês, mencionando-os em nossas orações. Lembramos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, o que vocês têm demonstrado: o trabalho que resulta da fé, o esforço motivado pelo amor e a perseverança proveniente da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo.”   1 Ts 1:1-3

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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carlos-drummond-de-andrade-a-rosa-do-povo-2Que delícia!!! Estamos prestes a comemorar a chegada de mais um ano…

Compartilho com vocês este texto do grande escritor e poeta Carlos Drummond de Andrade, que acho maravilhoso e que expressa lindamente o sentimento que nos invade nesta época! Sabendo, perfeitamente, quem foi o tal “indivíduo genial” que criou o mundo e o tempo, não é mesmo?

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Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a chegar ao limite da exaustão. Doze meses dá para qualquer ser humano cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante será diferente.

 

 

 

 

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Todo ano é a mesma coisa. Na contramão dos sentimentos de fraternidade e solidariedade, típicos do Natal, não é preciso procurar muito para encontrarmos pessoas em situações de tristeza e dor.

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papainoel

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Não me refiro às carências dos pobres que em tempos de festa se evidenciam.

Mas às safadezas e à crueldade daqueles que, indiferentes ao “espírito de Natal”, concentram-se em praticar as maquinações de suas mentes doentias.

Alguns se deixam vitimar pelo álcool, pelas drogas, pelos sentimentos de depressão e melancolia, e abusam. Abusam no volante, nas palavras, nas atitudes, e acabam por gerar desafetos, discussões, agressões e, por vezes, até a morte.

Outros vêem no Natal uma oportunidade para furtar, assaltar, destruir, seqüestrar. Aproveitam-se da distração e simplicidade dos homens de boa vontade para usurpar o que não lhes pertence.

Além de mostrar reportagens sobre as mais belas Árvores de Natal, compras dos presentes e exemplos de solidariedade, os jornais não conseguem se eximir das más notícias. Massacre no Suriname, assaltos, seqüestros, brigas em família, overdoses, naufrágios, acidentes nas estradas…

A solução? A presença do Evangelho em cada coração.

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O fim da violência virá em decorrência da prática do cristianismo: o amor a Deus e ao próximo. Simples assim 🙂 !

Enquanto a igreja concentra seus recursos (humanos e materiais) na organização de eventos e programas internos, as pessoas continuam perdidas, causando mal a si mesmas e à sociedade.

É tempo de nós cristãos, acordarmos para nossa verdadeira missão, e contribuirmos de forma mais efetiva para natais menos violentos.

Talvez no próximo final de ano tenhamos menos Cantatas mas, com certeza, mais canções natalinas estarão nos lábios e nos corações daqueles por quem Jesus nasceu.

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
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Natal, Natal das crianças
Natal, uma noite de luz
Natal na estrebaria
Natal do MENINO JESUS… 

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Cheiro de Natal… aquela correria para os presentes de última hora, ajustes finais nos enfeites, preparativos para a Ceia, bagagens, abraços, família reunida, crianças barulhentas, ah… o Natal!

A figura que nos vem à mente neste dia é a do Menino Jesus, deitado numa manjedoura e cercado por Maria, José, alguns animais, magos e pastores. Esta cena bucólica e pueril entretanto carrega consigo em oculto bastidores horrendos.

O que o presépio não mostra é satanás furioso, inconformado com a “surpresa” desse nascimento inesperado, buscando de todas as formas destruir a criança.

Mas por que este lindo e indefeso bebê gerou tanto ódio desde o seu nascimento? Porque teve que atravessar tantas lutas logo cedo? Precisou enfrentar um final de gestação turbulento com a viagem de Nazaré até Belém. Chegando em Belém não encontraram uma estalagem para passar a noite. O rei da Judéia assim que soube da notícia planejou matá-lo. Foi preciso chegar ao extremo de sair do país em busca de segurança, enfim, não foram poucos os problemas que o menino Jesus e seus pais enfrentaram. E por quê? Justamente porque, diferentemente de muitos de nós, seus inimigos sabiam que Jesus era muito mais do que um menino. Simples assim 🙂 !

Aquela criança gerada, não com semente humana, mas com DNA divino, era a encarnação do próprio Deus! O Deus invisível, soberano, supremo, todo-poderoso, ali, manifesto em carne e osso. Nascido com o propósito específico de não se deixar contaminar com o pecado, oferecer-se para morrer no lugar dos pecadores e, por fim, subjugar a própria morte.

Muito mais  que um menino, Jesus andou sobre as águas, ressuscitou mortos, alimentou multidões, curou leprosos, libertou espíritos encarcerados, proferiu mensagens poderosas cheio de autoridade, ensinou, exortou, corrigiu…

Sendo assim, o presépio e o crucifixo nos dão uma imagem distorcida do Filho de Deus, pois representam cenas isoladas da sua vida. Jesus não está deitado numa manjedoura ou preso numa cruz. O Messias, o Cristo de Deus, está assentado no Trono à direita do Pai, Soberano em toda a sua Glória, Vencedor Invencível, Todo-Poderoso, Magnífico em Poder, Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.

Neste Natal, dê a Cristo seu melhor louvor, seu melhor culto, sua melhor oração. Lembrando que Ele já existia antes de vir ao mundo como um menino, e continuou existindo após sua morte na cruz.

Muito mais que um Jesus Menino, todas as coisas foram criadas por intermédio DELE e, sem ELE, nada do que existe teria sido feito (João 1:3); embora sendo DEUS, não considerou que o ser igual a DEUS era algo a que devia apegar-se, mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso DEUS o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de JESUS se dobre todo joelho nos céus, na terra e debaixo da terra… (Filipenses 2:6-10).

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
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Quando pensei em escrever este post, o primeiro título que me veio à mente foi: “Celebrando o Natal Cristão”. Surgiu daí a pergunta: porventura existe algum Natal que não seja cristão?

Se pensarmos naqueles que restringem esta data a festas de confraternização, rabanadas e panetones, bebidas, presentes, papai-noel, neve e pinheiro, certamente não estamos falando do Natal Cristão. Entretanto, creio que, nestes casos, se não é cristão, então não é Natal.

Natal só é Natal se a motivação dos enfeites, das confraternizações e dos presentes for a celebração do nascimento de Cristo. Caso contrário, não é Natal, mas apenas uma festinha de fim de ano.

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A palavra “Natal” significa dia do nascimento. O Natal que comemoramos no dia 25 de Dezembro é o nascimento de Jesus Cristo. Provavelmente Jesus não nasceu nesta data, mas convencionou-se assim há muitos séculos atrás.

Se o Natal é de Jesus, então toda e qualquer comemoração não pode ignorar seu personagem principal. Enfeitar a casa, trocar presentes e preparar uma refeição especial é apenas parte da festa. O essencial mesmo é não se esquecer do “aniversariante”.

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Neste Natal, coloque Cristo em seu devido lugar – o lugar de honra em todas as festividades relacionadas ao Natal:

  • Coloque enfeites natalinos em sua casa para demonstrar que é graças ao nascimento de Jesus que temos alegria. E que Jesus é a luz do mundo!
  • presentes por que Jesus foi e é o maior presente para nós.
  • Participe de festas de confraternização lembrando que a comunhão com nossos irmãos é fruto do amor de Jesus em nossas vidas.
  • Seja generoso com as pessoas carentes e os menos favorecidos porque Jesus nasceu também por causa deles e nos deixou o exemplo da compaixão.
  • Inclua em suas festas: músicas de louvor e adoração a Jesus, leitura de trechos da Bíblia (veja abaixo algumas sugestões) e orações de agradecimento e consagração.
  • Com ou sem Papai Noel, lembre-se de ensinar às crianças que Jesus é o sentido do Natal, conte-lhes a história do nascimento de Cristo, e explique que elas estão ganhando presentes em comemoração ao nascimento de Jesus.

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Cada família tem suas tradições e costumes nesta época do ano, que variam de acordo com seus valores e depende também das condições financeiras. Mas, independente destas tradições e costumes, faça de Jesus Cristo o centro de todas as coisas. Simples assim 🙂

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Quando o Salvador se fez homem e nasceu em Belém, não encontrou lugar para ficar. Jesus nasceu para pagar uma dívida que não era dele, mas nossa. Assim, enfrentou a morte e morte de cruz. Mas ao terceiro dia RESSUSCITOU, venceu a morte, e hoje reina à destra do Pai. Mas, se você acha que Jesus está distante de você, longe lá no Céu, saiba que é possível cultivar um relacionamento de comunhão e intimidade com Ele, convidando-o a morar em seu coração. Aceite o amor do Salvador e dê a Ele a direção da sua vida. E então, seu Natal nunca mais será o mesmo.

Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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