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Posts Tagged ‘Igreja’

cegueira_espiritual

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“Guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida” Pv 4:23

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Situação A: Sílvia e Bete são membros de uma Igreja Evangélica há muito tempo e frequentam a mesma Célula (grupo pequeno de oração nos lares). Mas a Sílvia soube, por uma fonte confiável, que a Bete está com um comportamento inadequado aos princípios bíblicos. Uma pessoa a flagrou dançando numa boate, com um copo de Vodca na mão, trajando um micro vestido e “ficando” com um homem sem ter um compromisso com ele. Sílvia ficou horrorizada com o que soube, afinal, sempre admirou muito a Bete. Tal atitude da amiga a decepcionou profundamente. Orou por ela pedindo misericórdia. E decidiu alertar algumas pessoas para que não confiassem nela, contando o que soube. Também desabafou com uma amiga sobre o assunto, pois a situação a estava incomodando muito. Por estar muito indignada, achou melhor não falar com a Bete, fingiu não saber de nada, e afastou-se dela. Também optou por não falar nada para seu líder de Célula, pois soaria como fofoca, e isso é algo que ela quer evitar, afinal, não quer “cair em pecado” como aconteceu com a amiga. Algumas semanas depois, Bete saiu da igreja e assumiu publicamente sua vida longe de Jesus.

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Situação B: Jorge é líder de um ministério na Igreja, mas discorda completamente da forma com que o seu pastor vem dirigindo a igreja. Jorge se sente profundamente incomodado com algumas posturas do pastor que, a seu ver, estão erradas e lhe parecem anti-éticas. Como ele é submisso ao pastor, achou que seria desrespeito falar pra ele o que pensa. Então preferiu se calar e seguir as orientações do seu líder, mesmo sem concordar com elas. Comentou apenas com algumas pessoas para sondar se ele era o único que estava detectando tais desvios, ou se outras pessoas compactuavam com sua maneira de pensar. Não conseguiu chegar a um consenso, pois, alguns concordaram com ele, outros não. Então, sentiu que deveria procurar outra igreja.

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Estes são fatos e nomes fictícios, mas que tem se repetido todos os dias no meio cristão, quer no âmbito de igreja local, ministérios, células, grupos pequenos ou famílias.

O que essas duas histórias tem em comum? Jorge e Sílvia expressam o desejo de servir a Deus e se manter em santidade. Não querem fazer fofoca ou parecerem insubmissos, mas o que acontece por detrás da atitude dos dois é justamente o inverso.

Jorge foi submisso ao pastor em sua conduta, mas o seu coração estava em rebeldia. O fato dele não procurar o pastor para abrir o seu coração, e ser sincero com ele sobre seus sentimentos e impressões, fez com que aquela semente de discórdia germinasse, criasse raízes e frutificasse. Sua omissão e covardia em fazer o que era certo o levou a escolher a atitude errada: maldizer o pastor para outras pessoas, criar facções na igreja, gerar contenda, o afastar de seu líder e, por fim, o afastar da igreja. Também perdeu a oportunidade de ser bênção na vida do seu pastor e ajudá-lo a realinhar algumas questões.

Sílvia foi imparcial em sua conduta, mas o seu coração estava em desamor. Ela não comentou nada da amiga com seu líder, nem com a própria pessoa em questão. Preferiu não “julgar” ou se envolver diretamente para se poupar e preservar sua imagem. Mas sua omissão e covardia em fazer o que era certo a levou a escolher a atitude errada: compartilhar o que soube da Bete para outras pessoas, criar facções na Célula, gerar contenda, se afastar da amiga e, por fim, não fazer nada para impedir que Bete se desviasse. Deus ODEIA essas coisas!

Jesus abraçou ladrões, prostitutas, adúlteros, pecadores confessos… e condenou veementemente a atitude aparentemente piedosa de religiosos cujo coração estava sujo.

Temos nos distanciado de Deus, mas permanecemos na igreja. E este distanciamento tem nos tornado cegos espirituais. Fazemos fofoca, maldizemos, murmuramos, nos rebelamos, tudo sob o manto da justiça, com pretextos de santidade. Pecado duplicado.

É tempo de arrependimento! Que caiam as escamas de nossos olhos!

Precisamos REAPRENDER  a olhar o outro nos olhos e dialogar, esclarecer, confrontar em amor. O amor não se acovarda, o verdadeiro amor enfrenta, dá a cara a tapa, não folga com a injustiça, e faz o que for preciso para resolver conflitos e situações.

Ficar calado quando deveria falar e falar quando deveria se calar é consequência de emoções doentes e carnais.

Que o Senhor nos ajude a não cair nesta armadilha, e vivermos nossos relacionamentos sem hipocrisia, em liberdade e transparência. Sem religiosidade, legalismo ou farisaísmo, mas em amor.

Quando você, de alguma forma, não concordar com alguma coisa ou ficar sabendo de algo errado no seu irmão, esposo, líder, amigo, não se omita, não finja que está tudo bem, nem saia por aí denegrindo a imagem do outro. Deus espera de nós que sejamos sinceros e amáveis. Só assim, conseguiremos cultivar relacionamentos saudáveis e cumprir o que nos diz o Evangelho:

“Deixando, pois, toda a malícia, e todo o engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações (…), exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros (…) com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.”

1 Pe 2:1, 1 Ts 5:11, Ef 4:2-3

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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O que é igreja? Uma cidade realmente precisa de igreja? Qual o diferencial de uma igreja na vida de uma família ou na sociedade? Qual o papel da religião em nosso relacionamento com Deus? Há, de fato, motivos reais para se comemorar, quando uma Igreja alcança mais um ano de existência? Essas e outras são perguntas relevantes que borbulham na mente de muitos e merecem ser respondidas.

A palavra “religião” (existente em português desde o século 13) é um termo derivado do latim religio ou religionis – culto, prática religiosa, cerimônia, lei divina, santidade”. A raiz deste termo pode vir de duas vertentes: “relegere” ou “religare” (a alternativa tradicionalmente mais aceita).

Relegere significa “reler, revisitar, retomar o que estava largado”; e religare é “religar, atar, apertar, ligar bem”. Ambos os verbos expressam muito bem a essência da religião, já que o ser humano foi criado em plena comunhão com o Criador, mas teve essa comunhão rompida por causa do pecado. Como o homem perdeu o seu estado de inocência, não pode mais permanecer ligado a Deus, que é santíssimo. A “religião” seria, então, uma nova ligação entre Deus e o homem, ou, segundo Cícero, a “retomada de uma dimensão (espiritual) da qual a vida terrena tende a afastar os homens”.

Conforme o próprio Deus deixou escrito em sua Palavra, o único caminho capaz de conduzir esta religação do humano com o divino é JESUS CRISTO. Ele é o Deus que encarnou a forma humana a fim de cumprir, em si mesmo, o sacrifício pelo pecado: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem; o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos” (está escrito em 1 Timóteo 2:5-6).  Sabemos que muitos outros caminhos, além de Jesus, foram (e estão sendo) desenhados na tentativa de reaproximar o homem de Deus. Mas o único com atributos suficientes para pagar o preço do pecado em nosso lugar, e o único que morreu e ressuscitou, é também o único que pode nos garantir a absolvição e a vida eterna. E foi esse Cristo que, enquanto homem, criou a “Igreja”: um grupo de pessoas que aceitou ser seus discípulos.

Não é errado referir-se a prédios e templos genericamente como “IGREJAS”, mas não há que se esquecer seu verdadeiro significado: gente!

Em Cristo, os filhos de Deus não precisam se dirigir a um lugar para se encontrar com o Pai Celestial, pois cada um possui em si mesmo, seu Espírito. Não obstante, toda IGREJA (pessoas) necessita de um lugar para se reunir e servir a Deus em comunhão uns com os outros. No início do Cristianismo, as reuniões aconteciam nas casas dos cristãos. Alguns séculos depois, começaram a construir templos para as igrejas se congregarem e cultuarem a Deus. Tal prática tornou-se comum no Brasil até o século 20, quando algumas comunidades cristãs começaram a se reunir também em salões e outros espaços tais como: auditórios de hotéis, cinemas desativados, tendas, etc…

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ser igreja

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Diferentemente do pensamento de muitos, Igreja não é invenção de homens. Ela nasceu no coração de Deus e faz parte do seu projeto desde o princípio. A própria Bíblia compara o cristianismo a um corpo humano, onde Cristo é a cabeça e a igreja são seus membros. É na igreja que o poder divino se manifesta em amor, compreensão, gratidão, perdão, generosidade. É na igreja que o Espírito Santo opera gerando transformação, arrependimento, cura interior, crescimento espiritual. É na igreja que cada membro é moldado, forjado, lapidado e aperfeiçoado. E é através da igreja que o amor de Deus alcança a sociedade, levando alegria, esperança e consolo em meio à sofreguidão da alma, do físico e dos relacionamentos interpessoais.

Alguém já disse uma vez: “Há duas coisas que um homem não pode fazer sozinho: casar e ser cristão”. Cristianismo é relacionamento, não só com Deus, mas também com outros que possuam a mesma visão, a mesma fé, os mesmos propósitos. E a igreja, enquanto comunidade, é o local onde tais relacionamentos nascem, fluem e se desenvolvem.

A existência de igrejas numa cidade impede que a sociedade se apodreça de vez. São luzeiros em meio às trevas da imoralidade, da pobreza, da marginalidade. Cada pessoa que é alcançada pelo poder que flui através da igreja, torna-se um agente de milagres a mais na comunidade, e um possível delinquente a menos a ameaçar a paz e a segurança dos nossos lares.

Em suma, a Igreja é, na Terra, um pedaço do Céu. Mas, como ninguém ainda é perfeito, a Igreja, claro, torna-se uma comunidade imperfeita, apenas uma “sombra” da perfeição do Reino de Deus. O milagre está no ajuste de uma cabeça perfeita (Cristo) a um corpo extremamente problemático.

E é por causa dos problemas inerentes a qualquer comunidade cristã, que não é difícil encontrarmos pessoas que, decepcionadas, entristecidas e/ou feridas com o sistema eclesiástico, se revoltam com a igreja e seus crentes.  “Parem o trem, eu quero descer!” gritam na alma em momentos de desespero. E alguns realmente pulam do trem, optam por abandonar o sistema, abrir mão dos rótulos, romper com tudo… e hoje fazem parte dos chamados “sem-igreja”.

É certo que multiplicam-se a cada dia os charlatões que se dizem pastores/bispos/apóstolos/querubins… Certa também é a farta presença da hipocrisia e do legalismo no meio cristão. Mas, significaria isso a falência da igreja institucional? NÃO! Mil vezes não!

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É impossível amar a Deus e não amar a Igreja, que é sua extensão.

Problemas já existiam nos tempos de Jesus, marcaram presença na igreja primitiva e continuarão existindo até a volta de Cristo.

Ovelhas rebeldes, cristãos imaturos e crentes carnais sempre fizeram parte do lado espinhoso do ministério de quem trabalha com pessoas dentro da igreja.

Pastores charlatões e lobos em pele de ovelhas sempre brotarão nos solos evangélicos, seja nos grandes templos, nas estações, ou nas reuniões de oração dos “crentes-sem-igreja”.

Onde houver ovelha, haverá bode. Onde houver árvore, haverá erva daninha. Onde houver trigo, haverá joio. Por quê? Porque onde houver gente, haverá problema! Mas mesmo com todas as dificuldades, sujeiras e limitações, a igreja ainda é o lugar que, em toda a Terra, mais se assemelha ao Céu.

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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Um dos legados da Visão do G12 para a Igreja Brasileira, foi a ideia de que a esposa do pastor deve ser reconhecida como pastora, pois não é possível que o pastor desenvolva seu ministério sem o seu auxílio.

Como esposa de pastor e pastora, mas, acima de tudo, como educadora, desejo aqui expressar o que eu penso, ou melhor, qual o meu entendimento sobre o que a Bíblia fala a respeito disso.

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“ESPOSA DE PASTOR É PASTORA PORQUE AMBOS SÃO UMA SÓ CARNE…”

O chamado pastoral, bem como todos os demais chamados vocacionais, são individuais e pessoais.

Ser pastor, ou seja, liderar um grupo de ovelhas espirituais, pastorear o rebanho de Cristo, estar à frente de uma igreja local, é um chamado específico da parte de Deus. Não é uma profissão, não é uma escolha pessoal, não é uma determinação do corpo eclesiástico, não é um mero título. Ser pastor é uma vocação dada por Deus.

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo. Efésios 4:11-12

Estar casado, implica em compartilhar sonhos e apoiar a vocação do cônjuge. Mas não necessariamente em se ter a mesma vocação. Isso, quem decide é Deus.

Impor sobre a esposa do pastor, ou qualquer outra pessoa, uma posição para a qual ela não foi chamada é desastroso. Esposa de diácono não tem que ser diaconisa. Esposa de evangelista não tem que ser uma evangelista. Esposa de professor não tem que ser professora. Esposa de um ministro de louvor não tem que ser ministra de louvor. Esposa de tesoureiro não tem que ser tesoureira. Esposa de pregador não tem que ser pregadora… e assim sucessivamente.

Não existe nenhuma, absolutamente nenhuma referência ou exemplos bíblicos de que a esposa tem que ter a mesma vocação ministerial do marido.

Portanto, não. A esposa do pastor não é pastora por ser uma só carne com ele.

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“A ESPOSA DO PASTOR TEM QUE SER CHAMADA DE PASTORA POR RESPEITO…”

Na minha opinião, tal argumento é ainda pior! Respeito?! Chamar alguém de algo que ela não é, agora é sinal de respeito?! Penso que ao fazer isso, maculamos a identidade do outro.

Ser pastor não é ser melhor do que ninguém, não é ser mais capacitado ou mais espiritual. É uma posição de liderança e autoridade, outorgada por Deus, mas não significa que esta pessoa tenha algum mérito por isso.

Se a esposa do pastor tiver o dom da misericórdia e for chamada por Deus para ser uma diaconisa na igreja, chamá-la de pastora é adulterar este chamado, e impor sobre ela atributos e funções para os quais ela não foi vocacionada.

Quer que a esposa do pastor se sinta respeitada e honrada? Não lhe dê títulos, mas respeite sua identidade, sua personalidade, seu chamado. Conheço esposas de pastores que não tem um chamado para ministério em tempo integral e são donas de casa, dentistas, psicólogas, comerciantes. Conheço esposas de pastores que tem um chamado ministerial e são pastoras, professoras, líderes de louvor, ministras de ação social. Conhecer QUEM É a esposa do seu pastor e respeitar suas escolhas e limitações é o que realmente importa.

Cada um permaneça na vocação em que foi chamado. (1Coríntios 7:20)

A vocação da esposa do pastor não pode ser categoricamente limitada a exercer o ministério do marido. Ela tem que ter o direito de ser quem ela é, e de servir a Deus na área em que Ele mesmo a chamou para servir, seja qual for. 

É importante que cada comunidade eclesiástica tenha isso em mente e não exija que a esposa do pastor tenha um determinado perfil pré-estabelecido ou cumpra com um roteiro de ministério já pré-escolhido para ela.  Por outro lado, é essencial que o próprio pastor entenda essa questão e passe isso para a igreja. E que sua esposa ame profundamente o Senhor, saiba quem ela é em Cristo, e siga feliz o caminho que Deus escolheu para sua vida.

Há que se lembrar também que ser pastor ou pastora é algo muito, muito sério, e deve ser encarado como tal. Conceder esta nomenclatura a alguém só porque é “bonitinho” ou carinhoso, acaba desvirtuando o real significado desta palavra.

Portanto, não. Não convém que se chame alguém de pastor(a) só por uma questão de respeito ou carinho.

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A ESPOSA DO PASTOR TAMBÉM É FILHA DE DEUS!

Certamente que a esposa e os filhos de um pastor compõem, de certa forma, o seu ministério. O pastor que não encontra, em casa, o apoio necessário para exercer sua vocação, está propenso a ter um ministério fraco, estressante e tão complicado que, muitas vezes, o faz desistir no meio do caminho.  Mas isso não significa, de modo algum, que a esposa e os filhos possuem a mesma vocação pastoral. Cada um é único diante de Deus e os dons são distribuídos pelo Seu Espírito sobre a Igreja, conforme Ele (o Senhor) deseja e julga útil (1 Coríntios 12).

Também acho estranha essa história de que, num ministério, 50% se deve ao pastor e 50% à sua esposa. Já ouvi inclusive que apenas 10% é mérito do pastor, e os outros 90% são da esposa… Não há dúvidas de que o pastor que tem um casamento saudável e estruturado poderá exercer seu ministério de forma muito mais tranquila. Mas daí a transferir dele para a esposa a capacidade dada por Deus, de cuidar do seu rebanho, já é um pouco demais. Ser ajudadora, ou coadjutora, não significa ser autora.

Portanto, nem “esposa do pastor” ou “pastora”, a mulher que se casa com um ministro é sim, mais uma ovelha,  e não deixa de ser também uma pessoa. Uma pessoa com identidade própria, valores próprios, dons espirituais próprios, talentos próprios, personalidade própria, vocação própria e… nome próprio.  Que seja ela respeitada como tal.

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

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Não poderia deixar de registrar aqui algo sobre os acontecimentos que marcaram o país nestes últimos dias. O que começou como protesto contra o aumento das tarifas de ônibus em São Paulo, evoluiu para uma marcha nacional contra a corrupção no Brasil.

Excessos e vandalismos à parte, todo esse movimento tem sido algo LINDO de se ver. Em plena Copa das Confederações, o povo cantando o hino nacional e fazendo tremular o verde amarelo da nossa bandeira não por causa do futebol, mas declarando seu amor pelo país, e pedindo mais educação, saúde, segurança, honestidade política… Sinceramente, embora este fosse meu desejo há décadas, não pensei que viveria para ver esta cena.

“Da copa eu abro mão, eu quero mais dinheiro pra saúde e educação!” Nada poderia ser mais emblemático que este grito. Orgulho de ser brasileiro!!

Mas, este é um Blog sobre Igreja. O que a Igreja de Jesus tem a ver com Copa do Mundo e aumento da tarifa de ônibus?

Como filhos de Deus e cidadãos do Céu, sabemos que não somos deste mundo (João 14:2-3), que nossa mente deve estar nas coisas que são “de cima” e não nas que são da terra (Colossenses 3:1-3) e que Igreja e Estado são instituições que não se misturam (Mateus 22:21, João 18:36).

Como filhos de Deus e cidadãos do Céu, vivemos em coerência aos ensinos de Cristo, e por isso somos contrários à violência (Mateus 5:44), contendas (1 Timóteo 2:8) e confusões (Efésios 4:31).

Como filhos de Deus e cidadãos do Céu, devemos respeitar e honrar nossos governantes (Tito 3:3), nos sujeitar às leis estabelecidas (Romanos 13:1-7) e interceder constantemente por todos aqueles que exercem algum tipo de autoridade sobre nós (1 Timóteo 2:1-3).

Como filhos de Deus e cidadãos do Céu, nossa prioridade são as coisas espirituais, somos adeptos da paz e respeitamos nossos governantes, MAS concomitantemente a isso, não podemos nos omitir diante da injustiça (1 Coríntios 13:6). Como João Batista, precisamos denunciar o pecado, mesmo que isso nos custe a própria vida (Lucas 3:19-20, Marcos 6:21-27).

A Bíblia usa uma linda analogia comparando a Igreja como a Noiva de Cristo, e nos exorta a manter nossas “vestes limpas” ou seja, sem pecado. Entretanto,  o medo de sujar as nossas vestes têm nos mantido longe, muitas vezes, não do pecado, mas do pecador.

Com o argumento de não nos contaminar, temos nos omitido e preferido comodamente permanecer dentro dos nossos “saleiros”, e assim, nos perdido da razão pela qual estamos neste mundo. O Mestre se “sujou” ao tocar em leprosos, abraçar prostitutas, carregar criancinhas no colo, conversar com mendigos. Nosso lugar é NO MUNDO, onde os pecadores estão. Fazendo diferença, como sal e luz, testemunhas do que Cristo pode fazer.

É verdade que o sistema político no nosso país está contaminado e corrompido, e que muitos cristãos que tem adentrado por este caminho para fazer diferença, acabam engolidos por ele. É verdade também que muitos de nossos irmãos têm entrado para a carreira política com motivações erradas, dentre elas, a de representar os interesses da igreja.

Precisamos entender de uma vez por todas que a Igreja não precisa da política, é a política que precisa da Igreja. A nação se perderá na podridão do pecado se os cristãos se calarem e se limitarem a seus templos-saleiros. Cristo nos chama para guerrearmos contra o pecado, para mostrarmos ao mundo as características do Reino de Deus e sermos agentes de transformação desse mundo com o poder do Evangelho. Esta é a vida de adoração que Deus procura ver em seus filhos: eu o busco, sou cheio do  Espírito, e suas águas vivas fluem através de mim levando vida à terra seca.

Se eu não creio que o mundo pode ser transformado por Cristo através de mim, então é vã a minha fé, é vã a minha pregação (Tiago 2:26).

Como filhos de Deus e cidadãos do Céu, somos também (mesmo temporariamente) cidadãos brasileiros, e princípios como retidão, justiça, igualdade social, honestidade… são marcas do Reino pelas quais precisamos buscar nesta vida. Eu creio que é possível sim construirmos juntos um país melhor, com um governo mais justo, cujo propósito não seja enriquecer os próprios bolsos, mas gerenciar os bens públicos com equidade e solidariedade.

Nosso conformismo e comodismo nunca mudarão nada.  Mas nossas orações aliadas à atitudes e envolvimento político são um flash de esperança para que, finalmente, as velhas promessas de campanha se concretizem. Investimentos em saúde, educação, segurança, infraestrutura, distribuição de renda, e amplas reformas em nossos sistemas tributário, politico-partidário, previdenciário, carcerário, poderes legislativo e judiciário… A lista é interminável. Há muito o que ser feito e estamos muito, muito longe de onde queremos chegar, mas nos levantar do lugar onde estamos é o primeiro passo para chegarmos lá.

Que o nosso futebol continue em segundo plano, e esforcemo-nos para que valores bíblicos como igualdade, solidariedade, bondade, justiça, ética, moralidade, pureza e honestidade sejam a marca, não só do nosso governo, mas também de cada cidadão desta nação. E que a Igreja de Cristo volte a ser um referencial de tudo isso. A começar em mim… A começar em cada um de nós!

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

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Hoje, mais do que em qualquer época, nossas atitudes estão limitadas pelos direitos do outro, e qualquer um pode ser processados por infringir esses direitos.

Já foram redigidas uma infinidade de Declarações de Direitos. A lista é grande:

  • Direitos humanos;
  • Direitos dos animais;
  • Direitos da criança;
  • Direitos do adolescente;
  • Direitos do consumidor;
  • Direitos do idoso;
  • Direitos das pessoas deficientes;
  • Direitos das pessoas deficientes mentais;
  • Direitos da água;
  • Direitos sexuais;
  • Direitos da mulher;
  • Direitos civis;
  • Direitos do povo trabalhador e explorado;
  • Direitos dos encarcerados;
  • Direitos dos familiares de encarcerados;
  • Direitos dos homossexuais;
  • Direitos das pessoas portadoras do virus HIV;
  • Direitos dos povos indígenas;
  • Direitos do investidor;
  • Direitos das pessoas pertencentes a minorias nacionais ou étnicas, religiosas e linguísticas;
  • Direitos humanos de indivíduos que não são nacionais do país onde vivem;
  • Direitos dos gêmeos e múltiplos;

O que muitas vezes nos esquecemos, como Igreja de Cristo, é que Deus também tem seus direitos. Condicionados pelo humanismo da cultura atual, formamos nossas crenças e dogmas colocando-nos no centro das atenções, como se Deus fosse “obrigado” a agir como entendemos ser o certo.

Mas Deus é Deus! Ele é o grande “EU SOU”!

Pensando nisso, reproduzo aqui uma Declaração dos Direitos de Deus, escrita pelo Pr. Marcos Granconato, da Igreja Batista da Redenção, na capital paulista.

Muitos hoje tomam posse de supostas “promessas” de Deus, e vivem uma vida cristã invertida, querendo essencialmente serem servidos pelo Soberano. Por isso, é sempre bom lembrarmos quem Deus é, e quem nós realmente somos.

Não é um texto agradável ao nosso ego, mas é essencialmente bíblico e verdadeiro, e apropriadíssimo aos nossos dias.  Boa leitura!

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Declaração de Direitos

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Declaração dos Direitos de Deus

Artigo 1°: Deus tem o direito de permanecer calado (Jó 30.20, Dt 29.29, At 1.8).

Artigo 2°: Deus tem o direito de dar ao homem o que quiser, bem como de tirar das pessoas o que bem lhe aprouver (Jó 1.21).

Artigo 3°: Deus tem o direito de criar indivíduos com defeitos físicos sem revelar as razões disso (Ex 4.11).

Artigo 4°: Deus tem o direito de fazer adoecer e de tirar a vida de pessoas inocentes, inclusive crianças (2Sm 12.15-18).

Artigo 5°: Deus tem o direito de trazer desgraças e calamidades sobre grandes populações, sempre que, à luz de seus desígnios insondáveis e soberanos, julgar isso necessário (Ex 12.29-30; Is 45.7).

Artigo 6°: Deus tem o direito de elevar homens ímpios à posição de líderes governamentais a fim de usá-los para a realização de seus planos perfeitos e sábios (Dn 4.17; Jo 19.10-11).

Artigo 7°: Deus tem o direito de disciplinar seus filhos como e quando quiser (Hb 12.10-11; Ap 3.19).

Artigo 8°: Deus tem o direito de dizer “não” como resposta às orações dos homens (Dt 3.23-26; 2Co 12.7-9).

Artigo 9°: Deus tem o direito de exigir dos seus servos tudo que quiser, sem ter de dar nada em troca e sem prejuízo do disposto no artigo anterior (Gn 22.1-2).

Artigo 10°: Deus tem o direito de rejeitar cultos manchados por irreverência, por desordem e por práticas que ele nunca exigiu de seus adoradores (Is 1.11-15; 1Co 14.40).

Artigo 11°: Deus tem o direito de endurecer o coração de quem quiser (Rm 9.18).

Artigo 12°: Deus tem o direito de criar pessoas destinadas para o castigo (Rm 9. 21-22).

Artigo 13°: Deus tem o direito de fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo do homem perdido (Mt 10.28; Ap 1.18).

Artigo 14°: Deus tem o direito de escolher pessoas para com elas usar de misericórdia (Rm 9.15,18).

Artigo 15°: Deus tem o direito de impor-se acima da vontade humana, desconsiderando-a e desprezando-a sempre que se chocar com seus desígnios imutáveis (Jó 11.10; Is 43.13; 46.10).

Artigo 16°: Deus tem o direito de ser louvado, amado e adorado, inclusive quando exerce todos os direitos elencados nos artigos anteriores (Jó 1.21; Ap 14.6-7).

Artigo 17°: Os direitos supracitados são irrevogáveis e irretratáveis, independentemente do inconformismo dos homens ou mesmo quando ameaçam sua liberdade, devendo ser proclamados e defendidos pela Igreja no exercício de suas atribuições, sob pena de rompimento com o cristianismo histórico.

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Pr. Marcos Granconato

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Muitos ficam em dúvida quando vão comprar uma Bíblia. Qual tradução é melhor? Existem versões mal intencionadas e traduzidas erroneamente? Qual editora é mais confiável? Estas são perguntas feitas por aqueles que analisam além da cor da capa ou do tamanho da letra, e merecem uma atenção adequada. Hoje há tantos modelos, traduções e versões que muitas vezes fica difícil saber escolher.

Originalmente, cada um dos 66 livros da Bíblia foi escrito em Hebraico, Grego e Aramaico. Fazendo-se necessário traduzi-los para os mais diferentes idiomas, de modo que o maior número possível de pessoas em todo o mundo tenha acesso à Palavra de Deus.

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Por que existem tantas versões diferentes?

A resposta é simples: porque o texto sagrado (felizmente) não é patenteado, o que significa que editoras diferentes tem liberdade para produzir versões diferentes, de acordo com um ou outro método linguístico de tradução.

Além do entendimento da importância de se publicar a Bíblia e tornar a Palavra de Deus cada vez mais acessível ao maior número de pessoas, não podemos fechar os olhos aos interesses comerciais que há por detrás de tantas inovações. Apesar do crescimento do mundo virtual, a verdade é que vender Bíblias hoje ainda dá muito lucro. Daí também o interesse de tantas editoras e publicadoras tirarem o seu “quinhão” neste mercado. Temos hoje a Bíblia do adolescente, Bíblia da família, Bíblia à prova d’água, Bíblia do “Pr. Tal”, Bíblia da descoberta, Bíblia do surfista, Bíblia cronológica, comentada, ampliada, revisada… enfim, a lista é interminável.

Diante disso tudo, o importante é saber que as diferenças são puramente de estilo. Trata-se de maneiras diferentes de se dizer uma mesma coisa, e NENHUMA dessas diferenças envolve doutrinas ou interpretações teológicas.

NÃO existe esta história sensacionalista de que algumas Bíblias são “diabólicas”, hereges, omitem informações, etc, etc, etc… Já li e ouvi muita besteira a este respeito e posso afirmar, sem medo de errar, que isso não é verdade. São afirmações infundadas, demagógicas e, muitas vezes, comerciais. As diferenças entre uma versão e outra se limitam ao campo das “palavras” e não das ideias. Por exemplo: o fato de uma versão citar “Filho do Homem” como uma referência a Jesus, por exemplo, não está de modo algum diminuindo sua divindade, mas apenas apresentando-o em sua forma humana.

Quantas versões existem?

 

No Brasil, as mais comuns hoje talvez sejam:*

– Almeida, Corrigida, Revisada e Fiel

– Almeida Revista Contemporânea

– ARC (Almeida, Revista e Corrigida)

– ARA (Almeida, Revista e Atualizada)

– Almeida Revisada e Atualizada (Almeida Século 21)

– King James Atualizada em Português

– NVI (Nova Versão Internacional)

– NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

– Bíblia Viva

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Note que se trata do conteúdo do TEXTO BÍBLICO e não dos comentários e recursos adicionais, presentes em Bíblias de Estudo e Devocionais. É importante que se entenda que tais comentários são OPINIÕES HUMANAS e que, embora tenham sido supostamente escritas por pessoas capacitadas, não fazem parte das Escrituras Inspiradas, e devem sempre ser lidas com cuidado e senso crítico.

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Entendendo as diferenças

A origem das diferenças consiste principalmente no método de tradução escolhido e no tipo de manuscritos originais usados como fonte. Mas, de maneira bem simplista, e de fácil entendimento para os leitores em geral, podemos classificar todas as versões existentes hoje no Brasil, em três categorias gerais, de acordo com a linguagem utilizada.

*04-1

1. Linguagem erudita e formal, que utiliza os termos com tradução quase literal. Estas fazem uso de palavras pouco utilizadas hoje em nosso vocabulário, tais como: esboroar, encanecido, concupiscência, libação, messe, ilharga, esquadrinhar, beneplácito, etc. Usam formas verbais de linguagem culta, como dar-se-vos-á e buscar-me-eis. E utilizam pesos e medidas da época: côvado, siclo, efa, gômer, etc. Neste grupo temos as versões:

  • Almeida Revista e Corrigida (ARC) 
  • Almeida Revista e Atualizada (ARA),
  • Almeida Revista Contemporânea 
  • Almeida Corrigida Fiel (da Trinitariana)

Indicada para pessoas que preferem uma linguagem mais culta, formal e rebuscada. Exige uma certa prática de leitura ou um bom dicionário da língua portuguesa para ajudar na compreensão. A Versão Revista e Corrigida, dentre estas é, na minha opinião, a que contém termos mais usuais e menos difíceis de serem compreendidos.

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022. Linguagem atualizada e informal, que utiliza termos que expressam a ideia do texto. Estas versões traduzem o sentido do texto, sem se preocupar com uma tradução literal, palavra por palavra. Utilizam termos conhecidos no vocabulário popular e fazem a equivalência de pesos e medidas para os utilizados atualmente. São de fácil compreensão, embora algumas palavras por serem muito simplificadas não conseguem expressar o sentido do termo original. Nesta linha de tradução, podemos citar:

  • Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)
  • Bíblia Viva

Indicada para novos convertidos, adolescentes, e pessoas que preferem uma linguagem de mais fácil entendimento, sem se preocupar com análises teológicas para estudos mais aprofundados.

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03-33. Linguagem atualizada e formal, que se equilibra entre os dois extremos. Trata-se de versões que procuram fazer uma tradução modernizada, sem perder a estrutura formal de escrita. Procura traduzir literalmente cada palavra, com exceção daquelas que hoje tem um sentido diferente. Por exemplo: “rim”, no original hebraico, muitas vezes aparece no sentido de órgão das emoções, que hoje, expressamos como sendo o “coração”. Neste caso a ARC traduz como “rim” mesmo (sentido literal), enquanto a NVI, traduz como “coração” (sentido contextualizado). Classifico neste nível as Bíblias:

  • King James (recém traduzida para o português),
  • Nova Versão Internacional (NVI)
  • Almeida Revisada e Atualizada 
  • Nova Versão Transformadora (NVT)

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Veja alguns exemplos de trechos bíblicos em diferentes versões comparados:

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1. Gênesis 6:16

“Farás na arca uma janela, e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares, baixo, segundo e terceiro.”  Almeida Corrigida e Fiel

“Pouco abaixo do teto, faça uma abertura de meio metro de altura, em toda a volta do navio, para ventilação e iluminação. Num dos lados faça uma porta. E construa três andares no navio – um embaixo, outro no meio e um terceiro em cima.”  Biblia Viva

“Faça-lhe um teto com um vão de quarenta e cinco centímetros entre o teto e corpo da arca. Coloque uma porta lateral na arca e faça um andar superior, um médio e um inferior.”  NVI

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2. Levítico 15:25

“Também a mulher, quando tiver o fluxo do seu sangue, por muitos dias fora do tempo da sua separação, ou quando tiver fluxo de sangue por mais tempo do que a sua separação, todos os dias do fluxo da sua imundícia será imunda, como nos dias da sua separação.” Almeida Corrigida Fiel

“A mulher que tiver hemorragia ou que continuar menstruada além do tempo normal ficará impura como durante a menstruação.”  NTLH

“Quando uma mulher tiver um fluxo de sangue por muitos dias fora da sua menstruação normal, ou um fluxo que continue além desse período, ela ficará impura enquanto durar o corrimento, como nos dias da sua menstruação”  NVI

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3. Deuteronômio 10:16

“Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração e não mais endureçais a vossa cerviz.” ARC

“Portanto, sejam obedientes a Deus e deixem de ser teimosos.” NTLH

“Circuncidai o vosso coração e não sejais mais obstinados.” Almeida Século 21

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4. Salmo 40:1

 “Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.” Almeida Revista e Atualizada

“Esperei com confiança pela ajuda do Senhor. Ele se voltou para mim e ouviu meus pedidos de socorro.”  Biblia Viva

“Coloquei toda minha esperança no Senhor; ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro.” NVI

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 5. 1 João 2:16

“Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.” ARC

“Nada que é deste mundo vem do Pai. Os maus desejos da natureza humana, a vontade de ter o que agrada aos olhos e o orgulho pelas coisas da vida, tudo isso não vem do Pai, mas do mundo.”  NTLH

“Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo.”  NVI

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6. 1 João 5:7

“Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.”  Almeida Corrigida Fiel

“E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade.” ARA

“Há três que dão testemunho:”   NVI (Obs: nesta versão, bem como na NTLH, o sentido do texto se completa apenas no verso seguinte)

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Bíblias de Estudo

A diferença entre as inúmeras Bíblias de estudo disponíveis nas livrarias, está nos recursos extras. Cada uma contém não só o texto sagrado numa determinada versão, mas também mapas, estudos, comentários, devocionais, gráficos, dicionários, etc…

Tais recursos costumam ser bastante didáticos e podem auxiliar muito na compreensão dos textos.

É importante lembrar que tais recursos NÃO FAZEM PARTE DO TEXTO INSPIRADO e são de autoria puramente humana, seguindo, normalmente, uma linha teológica interpretativa específica. Podendo, inclusive, conter erros e equívocos doutrinários. Os recursos podem auxiliar, mas não devem ser aceitos como verdades absolutas.

Por exemplo: A Bíblia de Estudo Pentecostal, como o próprio nome já diz, traz estudos e notas de acordo com as doutrinas de linha pentecostal, da Igreja Assembléia de Deus (Editora CPAD), enquanto a Bíblia de Estudo de Genebra (ARA) traz estudos e comentários segundo interpretação calvinista, da Igreja Presbiteriana, e assim por diante. Veja as versões utilizadas em algumas Bíblias de Estudo: 

  • Bíblia de Estudo Pentecostal – ARC
  • Bíblia da Mulher – ARC
  • Bíblia de Estudo e Aplicação Pessoal – ARC
  • Bíblia de Estudo Plenitude – ARC
  • Bíblia Dake – ARC
  • Bíblia de Estudo de Genebra – ARA
  • Bíblia de Estudo Anotada e Expandida – ARA
  • Bíblia de Estudo MacArthur – ARA
  • Bíblia Sheed – ARA
  • Bíblia Brasileira de EstudoAlmeida Século 21
  • Bíblia Thompson – Almeida Revista Contemporânea  

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CONCLUSÃO

NÃO existe a “melhor versão” da Bíblia, existe apenas versões diferentes.

A NVI, NTLH e Bíblia Viva são mais contextualizadas e de mais fácil entendimento. Por outro lado, deixam a desejar na poesia e, em alguns casos, empobrecem o texto utilizando palavras um tanto “grosseiras” (na minha opinião). Já as traduções de Almeida Revista e Corrigida, Revista e Atualizada, Corrigida e Fiel, etc… costumam ser mais fiéis ao sentido original das Escrituras, mas a terminologia é erudita, com tempos verbais arcaicos, e palavras de difícil entendimento. Portanto, a escolha da “melhor versão” vai depender do gosto pessoal de cada um. O ideal é comparar várias versões de um mesmo texto para melhor compreensão. Alguns sites dispõem deste serviço, como o bibliaonline.net  e o bibliaonline.com.br.

MAS, DE TUDO, O IMPORTANTE É SEGUINTE: devemos ler a Bíblia não se prendendo às letras ou significado isolado das palavras, mas sim procurando o sentido geral do texto, interpretando-o conforme a direção do Espírito Santo, de preferência coletivamente. Independentemente da versão que se usa, o importante é se habituar a ler capítulos inteiros, livros inteiros. Isso sim é fundamental para se compreender o sentido da Palavra. Se prender a versículos soltos, agarrando-se a eles como promessas para sua vida é um perigo. Texto fora do contexto vira pretexto.

Em suma: versão formal, literal, dinâmica ou parafraseada, capa dura, capa mole, letra grande, letra pequena… o importante é LER. Escolha uma linguagem e um modelo que mais o agrade, leia a Bíblia e permita que suas palavras gerem vida em seu coração. E não substitua as Escrituras por comentários teológicos ou mensagens de grandes pregadores. Permita que o próprio Espírito fale com você diretamente através da Palavra. Afinal, o Evangelho é simples! Nós é que complicamos.

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia
Marília/SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.
 
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Ser Igreja

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Dez razões porque nunca tomo banho

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Cresce, a cada dia, o número de pessoas que, decepcionadas com igrejas e seus líderes, decidem buscar a Deus de maneira “independente”, sem vínculo com pastores, bispos, apóstolos, ou quaisquer instituições religiosas. São os chamados “SEM-IGREJAS”.

Todos têm uma “justificativa plausível” para quebrarem o vínculo com uma igreja local. Entendo que alguns líderes tem ferido suas ovelhas e se perdido em meio a tantos ventos de doutrinas. Entretanto, não dá pra viver o cristianismo sozinho. A salvação é individual, mas sua prática é coletiva. Igreja é invenção de Jesus e não dos homens.

As coisas saíram do controle? Ao invés de pular do trem, ajude-o a encontrar os trilhos.

Não são poucos os argumentos curiosos dos “sem-igreja”. O adjetivo “curiosos” se aplica mais pelo seu teor simplório. Para mostrar a inconsistência de alguns desses argumentos, alguém elaborou uma lista bem-humorada chamada “Dez razões por que nunca tomo banho”.

Veja as razões e compare-as com as desculpas dadas para não frequentar uma igreja:

1. Meus pais me forçaram a tomar banho quando eu era criança. Tomei aversão.

2. As pessoas que tomam banho são hipócritas. Elas se julgam mais limpas que as outras.

3. Há muitos tipos de sabonete. Eu nunca saberia, exatamente, qual deles usar.

4. Eu costumava tomar banho, mas tornou-se algo rotineiro e perdeu o encanto.

5. Nenhum dos meus bons amigos toma banho e eu preciso ser igual a eles. Se souberem que tomo banho vão zombar de mim. Preocupo-me mais com a opinião deles do que com minha higiene pessoal.

6. Tomo banho no Natal e na Páscoa. Isso não é suficiente?

7. Começarei a tomar banho quando ficar mais velho. A juventude não é uma época boa para se tomar banho, pois há coisas mais importantes por fazer. O banho atrapalha minhas aspirações de jovem.

8. Não tenho tempo. Ando muito ocupado, trabalhando, estudando, cuidando do meu futuro. Banho pode esperar. Um pouco de sujeira não faz tão mal assim. Na realidade, banho é para desocupados.

9. O banheiro é muito frio. Ou: “O banheiro é muito quente”. Ou, ainda: “É difícil o estacionamento para se chegar ao banheiro”.

10. Os fabricantes de sabonete estão somente atrás do meu dinheiro.

O paralelo é óbvio. As desculpas para não se ir à igreja, em sua maioria, senão totalidade, são totalmente inconsistentes. Da mesma maneira são fracas as desculpas que as pessoas utilizam como justificativa para não dar atenção à sua situação espiritual.

Se um simples banho não comporta desculpas assim tão ocas, imagine a questão da vida eterna e do relacionamento com Deus.

O Pr. Aníbal Pereira Reis, ex-padre, pregando numa ocasião em igreja que pastoreei (PIB de Bauru) perguntou a uma pessoa, ex-colega seu, se ela não queria aceitar Jesus como Salvador. A pessoa respondeu: “Eu tenho minhas convicções! O Dr. Aníbal, que a conhecia bem, olhou-a firmemente e disse: “Convicções ou conveniências? Não entrei em detalhes da discussão, mas guardei a frase: “Convicção ou conveniência?

Muita gente não tem convicção alguma sobre coisa alguma. Apenas nutre conveniências, tendo um credo tipo “picadinho”, pegando coisas daqui e dali, mas sem sequer costurar as idéias, sem ter qualquer visão completa da vida, sem uma cosmovisão. São pessoas que se recusam a pensar e a analisar, indo ao sabor de momentos e conveniências.

De argumentos fracos, suas desculpas parecem as dadas pelo sujeito com vocação para ser Cascão (o personagem de Maurício de Souza que não gosta de banho).

Pois é, você tem algum motivo sério para não cuidar do seu relacionamento com Deus? Ou eles são da mesma espécie das desculpas do avesso ao banho? Não há nenhuma desculpa válida para ignorar-se Deus.

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“Não deixemos de nos reunir como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia.”   Hebreus 10:25

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Autor Desconhecido
Fonte: Isaltino Gomes

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