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Posts Tagged ‘Santificação’

O termo “clean” na decoração é usado para definir um ambiente simples, básico e sem muitos detalhes. Adotando da moda o slogan “menos é mais”, o estilo clean é uma tendência, já que une conforto, beleza e praticidade.

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Enquanto orava hoje, me veio à mente a visão de um “coração clean” – um coração com grandes espaços vazios para que o Espírito Santo de Deus “caminhe” livremente por ele, sem impedimentos, sem precisar se “desviar” de entulhos e excesso de móveis em cada canto. Um coração sem coleções de bibelôs e enfeites minúsculos decorativos que juntam poeira e são difíceis de limpar. Um coração que se satisfaz com o básico – o necessário – e não gasta tempo ou dinheiro adquirindo toda novidade que aparece no mercado, só porque tem condições ou o preço esteja bom.

O “coração clean” não se distrai com o supérfluo – ele é focado na essência. Não dá ouvido a fofocas, não participa de conversas infrutíferas e desperdiça o mínimo possível de tempo em entretenimento fútil, redes sociais, TV, internet e todos aqueles vídeos bonitinhos e engraçadinhos que de nada servem.

O “coração clean” pratica o desapego – diariamente se coloca diante de Deus para a limpeza. Sua preocupação está além da pergunta: “É pecado?”. Sua preocupação está em saber se é importante, se faz parte do projeto de Deus para sua vida, se está ou não atrapalhando o fluir do Espírito em sua vida.  E não hesita em “descartar” qualquer prática ou bem que não se enquadre na vontade do Arquiteto naquele momento.

O “coração clean” se deleita com o essencial – ele não precisa de elogios, palavras de afirmação, aplausos, motivação exterior, pregações motivacionais, experiências sensoriais. O “coração clean” tem fome e sede de Deus e se satisfaz Nele e em sua Palavra. Ele sabe que frufrus e rococós só atrapalham. Então, a sua prioridade é diminuir ao máximo possível todo o barulho para poder ouvir o único som que realmente importa: a voz do Espírito Santo.

O “coração clean” mantém cada coisa em seu devido lugar – mantém um relacionamento saudável com a família, amigos, irmãos em Cristo, mas não tem esses relacionamentos como fontes de sua segurança e felicidade. Não é dependente emocional de filhos, cônjuge, amigos, dinheiro ou sucesso.

Deus precisa de um coração leve, solto, livre de amarras e expectativas falsas. Um “coração clean”, com espaço para tudo o que Ele quiser fazer em nós e através de nós.

Carreira, trabalho, prosperidade financeira, um corpo bonito, a casa própria, o carro do ano, popularidade, um ministério bem sucedido, realização pessoal… são sonhos válidos, mas nosso coração não pode estar nessas coisas.

Ah Deus, ajuda-nos a nos livrar emocionalmente de tudo o que não precisamos e a aprendermos que a nossa verdadeira felicidade depende tão somente do Senhor.

Caminhando Jesus e os seus discípulos, chegaram a um povoado, onde certa mulher chamada Marta o recebeu em sua casa. Maria, sua irmã, ficou sentada aos pés do Senhor, ouvindo-lhe a palavra. Marta, porém, estava ocupada com muito serviço. E, aproximando-se dele, perguntou: “Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado sozinha com o serviço? Dize-lhe que me ajude! ” Respondeu o Senhor: “Marta! Marta! Você está preocupada e distraída com muitas coisas; todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.
Lucas 10:38-42

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Ser Igreja

Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP
 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

 

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Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne
Gálatas 5:13

CRAVOS CRUZ

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Impressionante como o ser humano é o mesmo, desde o início dos tempos. A carta do apóstolo Paulo aos gálatas, mostra seu espanto e admiração por ver a igreja tão rapidamente abandonando a essência do Evangelho para ceder às vontades da carne. Hoje também é assim.

Imagine a cena: centenas e milhares de pessoas se amontoando sedentas à beira de um lago, forçando o cordão de isolamento feito pelos seguranças. E,   entre acotoveladas e empurrões, na primeira oportunidade furam esse isolamento para saciar sua sede no lago. Detalhe: as águas do lago são venenosas, fétidas, insalubres…

É assim que tenho visto várias pessoas agindo hoje em dia. Estão na igreja, mas ao invés de saciarem sua sede na Fonte de Água Viva, ficam à espreita, buscando uma oportunidade de satisfazer os desejos da carne, sem se darem conta do perigo que isso significa.

A grande maioria das igrejas hoje são “liberais”, no sentido de não mais imporem sobre seus membros um fardo de exigências, usos e costumes: a famosa lista dos “não pode”.

Diante disso, cada vez mais, vemos as pessoas literalmente ansiosas por uma brecha, por menor que seja, para justificar suas atitudes:

– Ah, não é pecado assistir televisão?! Que bênção, então agora eu sou livre para acompanhar A Fazenda, BBB, novelas, filmes pornôs e tudo mais…

– Ah, não é pecado beber, só se embriagar?! Que bênção, então agora eu sou livre para tomar vodca e beber minha cervejinha tranquilamente…

– Ah, não é pecado usar saia acima do tornozelo?! Que bênção, então agora eu sou livre para usar a mini-saia do jeito que eu quiser…

– Ah, não é pecado ouvir música secular?! Que bênção, então agora eu sou livre para ir a todos os bailes funk junto com a galera…

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E assim caminhamos por um vida cristã cada vez mais regalada e fria. Sem compromisso, sem comprometimento, sem sacrifícios, sem cruz. E, de maneira bastante cômoda, nos esquecemos das palavras de Cristo: “Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Mas estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida! E poucos são os que a encontram.” (Mt 7:13-14).

No sermão da montanha (capítulos 5, 6 e 7 do Evangelho de Mateus), Jesus expôe o perfil que Ele espera encontrar em cada servo seu, contrapondo seus ensinos aos ensinos da Lei.  Aquele que está EM CRISTO, é constrangido por seu amor, escolhe amar o que Deus ama e aborrecer o que Deus aborrece. Seu deleite está no Amado, seu prazer está em adorá-lo, e seu maior propósito na vida é alegrar o Seu coração.

Esta busca incessante por satisfazer a vontade de carne e continuar vivendo uma vida de intimidade com Deus é insana. Não se pode servir a dois senhores. “Por isso vos digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne” (Gl 5:16). Entendeu, ou quer que eu desenhe?

Aquele que bebe a cada dia das águas do Rio da Vida, não perde tempo buscando “brechas” para poder tomar um gole de água insalubre. Pense nisso!

“DISSE JESUS AOS SEUS DISCÍPULOS: Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a cada dia a sua cruz, e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por amor de mim, a encontrará.” Mateus 16:25

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Ser Igreja

Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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A cada momento da vida do cristão existe a luta entre a carne e o espírito.

Ininterruptamente, nossa carne tenta nos afastar de Deus e o nosso espírito tenta nos aproximar de Deus.

Nem sempre esta luta é clara e temos discernimento suficiente para perceber que determinados desejos ou escolhas foram, na verdade, frutos da nossa carne. E lamentavelmente entristecemos o coração de Deus dando, de lambuja, munição para o diabo atirar contra o Evangelho.

Não se trata de legalismo religioso ou fanatismo ou caxiagem… trata-se de SANTIFICAÇÃO. Crucificar a carne e seus desejos, nos despirmos do velho homem e mortificar nossa velha natureza é exaustivo, mas deve ser uma disciplina constante se quisermos realmente sermos verdadeiros adoradores.

Nesta luta entre carne e espírito, vence o que estiver mais forte, e estará mais forte o que estiver mais bem alimentado.

Exemplos de atitudes e acontecimentos que fortalecem a nossa carne:

  • Palavreado chulo
  • Rir de coisas ruins ou tristes
  • Pensamentos impuros
  • Desejos e/ou práticas sexuais ilícitas
  • Mentira
  • Pornografia
  • Vaidade
  • Futilidade
  • Bebedeiras
  • Vícios
  • Namoro indecente
  • Músicas depravadas
  • Filmes, novelas e programas que propagam a imoralidade
  • Idolatria
  • Misticismo, esoterismo, feitiçaria
  • Dar lugar à ira
  • Provocar dissenções e facções
  • Maledicência e fofoca
  • Inveja
  • Relacionamentos doentios

A lista é grande.  Gálatas 5 e Romanos 6 a 8 têm muito a nos dizer sobre isso.

Dizer não aos desejos da carne é muuuito duro e difícil. Na esmagadora maioria das vezes, o mais fácil é dar lugar ao diabo e concluir “Ah, o que é que tem?” Mas o caminho da cruz é estreito. Não há atalhos.

Algo entristece o coração de Deus? Então simplesmente escolha não fazer. Não há outra solução a não ser resolver de vez o problema, afastando de nós as coisas que nos afastam de Deus.

Que possamos dia a dia permanecermos vigilantes, nutrindo nosso espírito com atitudes corretas de amor, temor e santificação. Cercando-nos de boas intenções, pensamentos saudáveis, pureza sexual, palavras que promovem a graça de Cristo, entretenimento e lazer que alegram o coração de Deus, corpo santo, Bíblia, oração, jejum, cânticos espirituais…

Andar na luz significa viver em comunhão com Deus. E isto nos proporciona tamanho prazer que absolutamente a nada pode ser comparado.

Que sejamos todos verdadeiros adoradores. Não de aparência, mas em espírito e em verdade.

Como um dia disse o apóstolo Paulo:

“O que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar Cristo e ser encontrado nele.”

Filipenses 3:7-8

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
 Marília/SP
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Permitida reprodução sem fins lucrativos
desde que citada fonte e autoria.

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Através de toda a Bíblia, a santificação tem sido um elemento essencial na relação entre Deus e seu povo. Esta qualidade de ser separado do pecado, é uma característica fundamental de Deus, que precisa ser desenvolvida como parte do caráter de seus filhos.

O que vêm à sua mente, quando pensa em santificação? Trabalho árduo na obra de Deus? Experiências sobrenaturais com o Espírito Santo? Compreender com profundidade a Bíblia? Deixar de praticar algumas coisas? Na verdade, santificação nada mais é do que O RESULTADO DA COMUNHÃO ENTRE NÓS E DEUS.

A santificação se inicia quando vamos a Cristo, e se desenvolve à medida que passamos mais e mais tempo com Ele. Quando tentamos alcançar a santidade por nossos próprios esforços, nos tornamos como os “fariseus”, que limitavam seu relacionamento com Deus a rituais de culto e purificação (legalismo). Mas quando dedicamos tempo conhecendo a Deus em oração e meditando em sua Palavra, então seu Espírito age em nós, gera quebrantamento e produz santificação.

É inútil e sempre será muito frustrante qualquer tentativa de mudarmos nosso caráter ou controlarmos nosso temperamento sem o auxílio do Espírito Santo. De nada adianta seguir aquelas famosas receitas de autoajuda do tipo ”10 passos para vencer a ira” ou “7 chaves para derrotar o medo”. Enquanto insistirmos em fazer as coisas do nosso jeito, o máximo que conseguiremos é uma mudança superficial, artificial e temporária. Santificação genuína é um processo que ocorre de dentro para fora.

Isso me fez lembrar um antigo cântico de Josué Rodrigues e Jefferson França Júnior:

Não tenhas sobre ti um só cuidado, qualquer que seja
Pois um, somente um, seria muito para ti
É meu, somente meu todo o trabalho
E o teu trabalho é descansar em mim…

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A santidade se refletirá em nós à medida que aprendemos a usufruir da liberdade em Cristo: alcançando o verdadeiro equilíbrio em amor: sem legalismo nem licenciosidade: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.” (Gl 5:13).

Por que é tão importante vencer o pecado, resistir às tentações e buscar a pureza? Porque Deus é santo, e a única maneira de aprofundar o nosso relacionamento de amor com Ele é vivendo uma vida de santidade. Deus não suporta o pecado, toda espécie de iniquidade agride sua natureza. Então para eu me relacionar com Deus preciso ser santo, e para ser santo preciso me relacionar com Deus. Simples assim!  🙂

Quando amamos a Deus, vivemos em função deste amor, motivados por ele, e não precisamos nos esforçar para alcançarmos a santificação, porque esta é produzida em nós pelo próprio Espírito.

Você quer ser santificado? Então invista tempo em seu relacionamento com Deus, entregue-se a Ele por inteiro, e o mais, Ele fará.

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 Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Educação Religiosa
Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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