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Archive for the ‘Igreja’ Category

O que diferencia culto de show não são as luzes, o tipo de música ou a roupa de quem está à frente. O que diferencia uma coisa da outra é o coração.

Um coração adorador cultua ao Senhor, com ou sem luzes, com ou sem música, com ou sem um ministro talentoso ou “bem vestido”. Já um coração endurecido é sempre crítico e, em vez de adorar, preocupa-se com a aparência e a forma das celebrações. Então, pra estes, é sempre um show, cujo expectador é ele mesmo e não Deus.

Criou-se um estigma de que um culto não pode ter iluminação especial, dança, teatro ou qualquer outra coisa que fuja de um caráter sóbrio. E toda vez que alguém tenta impor suas regras e seu ponto de vista de como o outro tem que se relacionar com Deus, iguala-se aos fariseus do tempo de Jesus.

Se uma igreja tem condições e quer celebrar a Deus com luzes, gelo seco, painel de led, banda, orquestra, grupo de dança ou fogos de artifício, quem pode dizer que isso não é lícito? O culto é pra quem mesmo?

Que aprendamos a respeitar as diferenças. Reverência está na forma como eu enxergo Deus e me posiciono diante Dele, e isso nada tem a ver com luzes, togas ou guitarras.

“Está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.” João 4:23

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP

 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

 

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igreja-templo

Se você já é membro de uma igreja e for convidado para outra, fique esperto… Vou lhe contar uma história. Seja paciente e leia até o fim.

Tive o privilégio de trabalhar diretamente na abertura de cinco igrejas (comunidades locais). No Rio de Janeiro: Igreja Batista do Recreio, Igreja Batista do Horto e Congregação Batista Santa Marta e, em Marília: da Igreja Batista Manancial (que começou com um trabalho com crianças todo domingo à tarde no Jóquei) e em minha querida Tib, onde congrego até hoje.

Também participei indiretamente (com suporte e apoio) na abertura de dezenas de outras: Nova Iguaçu, Coelho da Rocha, Figueirinha, V. Real, Júlio Mesquita, Oriente, Lupércio, Rio Preto, etc…

Em cada uma delas, a mesma base estratégica: oração, evangelismo de casa em casa e nas praças, estudos bíblicos, trabalho com as crianças… Começávamos do “zero’ mesmo. Cultos com apenas um violão e, quando muito, um microfone. Numa garagem, debaixo de uma árvore, numa sala cedida por alguém, e sempre sob a bênção de uma “igreja-mãe”. Daí apareciam 2, 3 pessoas. Depois 10, 30, 50… E, tempos depois, uma igreja independente e totalmente estruturada era organizada.

O propósito também era o mesmo em todas elas: levar o Evangelho àqueles que não conheciam Jesus. Plantar uma igreja onde não havia nenhuma outra, para que aqueles que antes não tinham oportunidade de frequentar um lugar de culto, pudessem fazê-lo. ISSO é abrir uma igreja, ok!

Infelizmente hoje temos visto muitos exemplos diferentes. Pessoas que decidem abrir uma nova igreja por “n” outros motivos:

  • discordância com a liderança da igreja anterior
  • ambição pessoal
  • ganho financeiro
  • egolatria…

E usando as estratégias mais espúrias possíveis:

  • técnicas de marketing empresarial
  • divisão da igreja onde era membro
  • convite a famílias e líderes de outras igrejas
  • promessas estapafúrdias…

Um ministério assim, raramente prospera. E por isso temos visto tantas “portinhas” se abrirem e fecharem tempos depois, deixando um rastro de pessoas feridas, que voltam arrebentadas para suas igrejas (quando voltam). A não ser que o líder da nova igreja seja muito carismático e um excelente estrategista. Como é o caso de algumas igrejas neopentecostais que enfatizam a prosperidade e rituais místicos, e hoje são ícones midiáticos de um evangelho distorcido: nasceram tortas, cresceram tortas, e continuam crescendo (tortas). Mas um dia estarão diante do juízo divino prestando contas de cada ação, cada palavra, cada reunião, cada centavo recebido em nome de Deus.

Meu objetivo com este texto é deixar um alerta: SE VOCÊ JÁ É MEMBRO DE UMA IGREJA E FOR CONVIDADO PARA OUTRA, FIQUE ESPERTO. A missão da igreja local é “pescar” pecadores perdidos e não ovelhas descontentes. Então cuidado com o barco onde você está entrando. Use o cérebro maravilhoso que Deus te deu para analisar “friamente” a base deste barco. Observe as seguintes questões:

1. A Palavra pregada é solidamente firmada nas Escrituras ou não passa de discursos triunfalistas, com ênfase no bem estar e sucesso pessoal?

2. Quem o convidou foi um membro da igreja ou faz parte da liderança? Se for um membro da igreja, qual o real propósito: Colocar “lenha na fogueira” diante de um conflito? Provar que a igreja dele é melhor que a sua? “Bater meta” para a multiplicação? Ou, ao perceber que você está deslocado, ajudá-lo a encontrar a vontade de Deus para a sua vida?

3. Se quem o convidou for o líder / pastor / bispo / apóstolo / reverendo / etc. da igreja, aí é fácil perceber se o indivíduo pode ou não ser levado a sério, se o líder é maduro, ético e está com boas intenções, visando o Reino de Deus e não apenas o sucesso egoísta de sua comunidade: Antes de falar com você, ele já falou com seu pastor? É um líder bem quisto e integrado com a liderança de outras igrejas da região? Foi abençoado por sua igreja anterior? Mais do que simpático e envolvente, tem formação teológica, é uma pessoa respeitada e íntegra na sociedade?

A igreja local é parte do plano de Deus para a edificação de seus filhos e como instrumento de propagação do Evangelho e dos valores do Reino na sociedade. Então engaje-se numa comunidade local e dê o seu melhor. Mas cuidado para não entrar num “barco furado”, num ministério que não nasceu no coração de Deus, numa comunidade que não prioriza o Evangelho. HOJE HÁ MUITAS PORTAS COM O NOME DE IGREJA, MAS QUE, DE IGREJA MESMO, SÓ TEM O NOME.

Se sentir que é TEMPO DE DEUS para servir em outra comunidade, não saia maldizendo (popularmente falando: cuspindo no prato que comeu), não fuja, não se esconda, não minta, não faça grupinhos facciosos. Mesmo que você sinta que sofreu alguma perseguição ou injustiça, não saia com pendências. Converse com seu pastor de maneira transparente, explique suas razões, orem juntos e saia pela porta da frente. É o mínimo que se espera de um cristão. E o mínimo necessário para prosperar de verdade na nova igreja. Assim, ninguém se sente traído, e a comunhão permanecerá, mesmo estando em outro ministério.

Simples assim!

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
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TIBMM

O que é igreja? Uma cidade realmente precisa de igreja? Qual o diferencial de uma igreja na vida de uma família ou na sociedade? Qual o papel da religião em nosso relacionamento com Deus? Há, de fato, motivos reais para se comemorar, quando uma Igreja alcança mais um ano de existência? Essas e outras são perguntas relevantes que borbulham na mente de muitos e merecem ser respondidas.

A palavra “religião” (existente em português desde o século 13) é um termo derivado do latim religio ou religionis – culto, prática religiosa, cerimônia, lei divina, santidade”. A raiz deste termo pode vir de duas vertentes: “relegere” ou “religare” (a alternativa tradicionalmente mais aceita).

Relegere significa “reler, revisitar, retomar o que estava largado”; e religare é “religar, atar, apertar, ligar bem”. Ambos os verbos expressam muito bem a essência da religião, já que o ser humano foi criado em plena comunhão com o Criador, mas teve essa comunhão rompida por causa do pecado. Como o homem perdeu o seu estado de inocência, não pode mais permanecer ligado a Deus, que é santíssimo. A “religião” seria, então, uma nova ligação entre Deus e o homem, ou, segundo Cícero, a “retomada de uma dimensão (espiritual) da qual a vida terrena tende a afastar os homens”.

Conforme o próprio Deus deixou escrito em sua Palavra, o único caminho capaz de conduzir esta religação do humano com o divino é JESUS CRISTO. Ele é o Deus que encarnou a forma humana a fim de cumprir, em si mesmo, o sacrifício pelo pecado: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem; o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos” (está escrito em 1 Timóteo 2:5-6).  Sabemos que muitos outros caminhos, além de Jesus, foram (e estão sendo) desenhados na tentativa de reaproximar o homem de Deus. Mas o único com atributos suficientes para pagar o preço do pecado em nosso lugar, e o único que morreu e ressuscitou, é também o único que pode nos garantir a absolvição e a vida eterna. E foi esse Cristo que, enquanto homem, criou a “Igreja”: um grupo de pessoas que aceitou ser seus discípulos.

Não é errado referir-se a prédios e templos genericamente como “IGREJAS”, mas não há que se esquecer seu verdadeiro significado: gente!

Em Cristo, os filhos de Deus não precisam se dirigir a um lugar para se encontrar com o Pai Celestial, pois cada um possui em si mesmo, seu Espírito. Não obstante, toda IGREJA (pessoas) necessita de um lugar para se reunir e servir a Deus em comunhão uns com os outros. No início do Cristianismo, as reuniões aconteciam nas casas dos cristãos. Alguns séculos depois, começaram a construir templos para as igrejas se congregarem e cultuarem a Deus. Tal prática tornou-se comum no Brasil até o século 20, quando algumas comunidades cristãs começaram a se reunir também em salões e outros espaços tais como: auditórios de hotéis, cinemas desativados, tendas, etc…

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ser igreja

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Diferentemente do pensamento de muitos, Igreja não é invenção de homens. Ela nasceu no coração de Deus e faz parte do seu projeto desde o princípio. A própria Bíblia compara o cristianismo a um corpo humano, onde Cristo é a cabeça e a igreja são seus membros. É na igreja que o poder divino se manifesta em amor, compreensão, gratidão, perdão, generosidade. É na igreja que o Espírito Santo opera gerando transformação, arrependimento, cura interior, crescimento espiritual. É na igreja que cada membro é moldado, forjado, lapidado e aperfeiçoado. E é através da igreja que o amor de Deus alcança a sociedade, levando alegria, esperança e consolo em meio à sofreguidão da alma, do físico e dos relacionamentos interpessoais.

Alguém já disse uma vez: “Há duas coisas que um homem não pode fazer sozinho: casar e ser cristão”. Cristianismo é relacionamento, não só com Deus, mas também com outros que possuam a mesma visão, a mesma fé, os mesmos propósitos. E a igreja, enquanto comunidade, é o local onde tais relacionamentos nascem, fluem e se desenvolvem.

A existência de igrejas numa cidade impede que a sociedade se apodreça de vez. São luzeiros em meio às trevas da imoralidade, da pobreza, da marginalidade. Cada pessoa que é alcançada pelo poder que flui através da igreja, torna-se um agente de milagres a mais na comunidade, e um possível delinquente a menos a ameaçar a paz e a segurança dos nossos lares.

Em suma, a Igreja é, na Terra, um pedaço do Céu. Mas, como ninguém ainda é perfeito, a Igreja, claro, torna-se uma comunidade imperfeita, apenas uma “sombra” da perfeição do Reino de Deus. O milagre está no ajuste de uma cabeça perfeita (Cristo) a um corpo extremamente problemático.

E é por causa dos problemas inerentes a qualquer comunidade cristã, que não é difícil encontrarmos pessoas que, decepcionadas, entristecidas e/ou feridas com o sistema eclesiástico, se revoltam com a igreja e seus crentes.  “Parem o trem, eu quero descer!” gritam na alma em momentos de desespero. E alguns realmente pulam do trem, optam por abandonar o sistema, abrir mão dos rótulos, romper com tudo… e hoje fazem parte dos chamados “sem-igreja”.

É certo que multiplicam-se a cada dia os charlatões que se dizem pastores/bispos/apóstolos/querubins… Certa também é a farta presença da hipocrisia e do legalismo no meio cristão. Mas, significaria isso a falência da igreja institucional? NÃO! Mil vezes não!

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É impossível amar a Deus e não amar a Igreja, que é sua extensão.

Problemas já existiam nos tempos de Jesus, marcaram presença na igreja primitiva e continuarão existindo até a volta de Cristo.

Ovelhas rebeldes, cristãos imaturos e crentes carnais sempre fizeram parte do lado espinhoso do ministério de quem trabalha com pessoas dentro da igreja.

Pastores charlatões e lobos em pele de ovelhas sempre brotarão nos solos evangélicos, seja nos grandes templos, nas estações, ou nas reuniões de oração dos “crentes-sem-igreja”.

Onde houver ovelha, haverá bode. Onde houver árvore, haverá erva daninha. Onde houver trigo, haverá joio. Por quê? Porque onde houver gente, haverá problema! Mas mesmo com todas as dificuldades, sujeiras e limitações, a igreja ainda é o lugar que, em toda a Terra, mais se assemelha ao Céu.

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

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pastora-de-ovelhas

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Um dos legados da Visão do G12 para a Igreja Brasileira, foi a ideia de que a esposa do pastor deve ser reconhecida como pastora, pois não é possível que o pastor desenvolva seu ministério sem o seu auxílio.

Como esposa de pastor e pastora, mas, acima de tudo, como educadora, desejo aqui expressar o que eu penso, ou melhor, qual o meu entendimento sobre o que a Bíblia fala a respeito disso.

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“ESPOSA DE PASTOR É PASTORA PORQUE AMBOS SÃO UMA SÓ CARNE…”

O chamado pastoral, bem como todos os demais chamados vocacionais, são individuais e pessoais.

Ser pastor, ou seja, liderar um grupo de ovelhas espirituais, pastorear o rebanho de Cristo, estar à frente de uma igreja local, é um chamado específico da parte de Deus. Não é uma profissão, não é uma escolha pessoal, não é uma determinação do corpo eclesiástico, não é um mero título. Ser pastor é uma vocação dada por Deus.

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo. Efésios 4:11-12

Estar casado, implica em compartilhar sonhos e apoiar a vocação do cônjuge. Mas não necessariamente em se ter a mesma vocação. Isso, quem decide é Deus.

Impor sobre a esposa do pastor, ou qualquer outra pessoa, uma posição para a qual ela não foi chamada é desastroso. Esposa de diácono não tem que ser diaconisa. Esposa de evangelista não tem que ser uma evangelista. Esposa de professor não tem que ser professora. Esposa de um ministro de louvor não tem que ser ministra de louvor. Esposa de tesoureiro não tem que ser tesoureira. Esposa de pregador não tem que ser pregadora… e assim sucessivamente.

Não existe nenhuma, absolutamente nenhuma referência ou exemplos bíblicos de que a esposa tem que ter a mesma vocação ministerial do marido.

Portanto, não. A esposa do pastor não é pastora por ser uma só carne com ele.

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“A ESPOSA DO PASTOR TEM QUE SER CHAMADA DE PASTORA POR RESPEITO…”

Na minha opinião, tal argumento é ainda pior! Respeito?! Chamar alguém de algo que ela não é, agora é sinal de respeito?! Penso que ao fazer isso, maculamos a identidade do outro.

Ser pastor não é ser melhor do que ninguém, não é ser mais capacitado ou mais espiritual. É uma posição de liderança e autoridade, outorgada por Deus, mas não significa que esta pessoa tenha algum mérito por isso.

Se a esposa do pastor tiver o dom da misericórdia e for chamada por Deus para ser uma diaconisa na igreja, chamá-la de pastora é adulterar este chamado, e impor sobre ela atributos e funções para os quais ela não foi vocacionada.

Quer que a esposa do pastor se sinta respeitada e honrada? Não lhe dê títulos, mas respeite sua identidade, sua personalidade, seu chamado. Conheço esposas de pastores que não tem um chamado para ministério em tempo integral e são donas de casa, dentistas, psicólogas, comerciantes. Conheço esposas de pastores que tem um chamado ministerial e são pastoras, professoras, líderes de louvor, ministras de ação social. Conhecer QUEM É a esposa do seu pastor e respeitar suas escolhas e limitações é o que realmente importa.

Cada um permaneça na vocação em que foi chamado. (1Coríntios 7:20)

A vocação da esposa do pastor não pode ser categoricamente limitada a exercer o ministério do marido. Ela tem que ter o direito de ser quem ela é, e de servir a Deus na área em que Ele mesmo a chamou para servir, seja qual for. 

É importante que cada comunidade eclesiástica tenha isso em mente e não exija que a esposa do pastor tenha um determinado perfil pré-estabelecido ou cumpra com um roteiro de ministério já pré-escolhido para ela.  Por outro lado, é essencial que o próprio pastor entenda essa questão e passe isso para a igreja. E que sua esposa ame profundamente o Senhor, saiba quem ela é em Cristo, e siga feliz o caminho que Deus escolheu para sua vida.

Há que se lembrar também que ser pastor ou pastora é algo muito, muito sério, e deve ser encarado como tal. Conceder esta nomenclatura a alguém só porque é “bonitinho” ou carinhoso, acaba desvirtuando o real significado desta palavra.

Portanto, não. Não convém que se chame alguém de pastor(a) só por uma questão de respeito ou carinho.

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A ESPOSA DO PASTOR TAMBÉM É FILHA DE DEUS!

Certamente que a esposa e os filhos de um pastor compõem, de certa forma, o seu ministério. O pastor que não encontra, em casa, o apoio necessário para exercer sua vocação, está propenso a ter um ministério fraco, estressante e tão complicado que, muitas vezes, o faz desistir no meio do caminho.  Mas isso não significa, de modo algum, que a esposa e os filhos possuem a mesma vocação pastoral. Cada um é único diante de Deus e os dons são distribuídos pelo Seu Espírito sobre a Igreja, conforme Ele (o Senhor) deseja e julga útil (1 Coríntios 12).

Também acho estranha essa história de que, num ministério, 50% se deve ao pastor e 50% à sua esposa. Já ouvi inclusive que apenas 10% é mérito do pastor, e os outros 90% são da esposa… Não há dúvidas de que o pastor que tem um casamento saudável e estruturado poderá exercer seu ministério de forma muito mais tranquila. Mas daí a transferir dele para a esposa a capacidade dada por Deus, de cuidar do seu rebanho, já é um pouco demais. Ser ajudadora, ou coadjutora, não significa ser autora.

Portanto, nem “esposa do pastor” ou “pastora”, a mulher que se casa com um ministro é sim, mais uma ovelha,  e não deixa de ser também uma pessoa. Uma pessoa com identidade própria, valores próprios, dons espirituais próprios, talentos próprios, personalidade própria, vocação própria e… nome próprio.  Que seja ela respeitada como tal.

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

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Manifestação das ovelhas

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Estima-se que haja outra igreja fora da Igreja. São os chamados “desviados” ou os “sem-igreja”. Essa multidão se desviou da igreja alegando que:

a)   Não recebeu “nenhuma” visita nem dos irmãos nem do pastor,

b)   Foi muito magoado por algum irmão ou pelo pastor,

c)   Na congregação não há amor,

d)   Há muita hipocrisia no seio da Igreja,

e)   Os cultos não agradam mais, são chatos e cansativos,

f)    A sua bênção está demorando,

g)   A doutrina da denominação é tradicional etc, etc, etc.

Agora, você quer saber mesmo por que as pessoas se afastam da Igreja de Jesus Cristo? Então, prepare-se. Elas realmente se desviaram porque:

1)   Não querem ou não sabem perdoar ou pedir perdão.

2)   Querem ser servidas pela Igreja. Não querem servir à Igreja. Desejam ser tratados como famosos e estrelas dentre os comuns mortais.

3)   Cederam às tentações e pecaram. Pecaram feio e, agora, por causa da vergonha e da culpa, não encontram ocasião para retornar para o aprisco do Senhor.

4)   Encheram-se de soberba. Crentes inchados, cheios de si mesmos, querem ser paparicados e bajulados. Quando recebem o tratamento que a sua conduta orgulhosa pede, ficam amuados e ressentidos. Por que não são “o centro”, saem da Igreja.

5)   Foram seduzidas pelos “lobos”. Os falsos pastores seduzem as ovelhas tolinhas com promessas de “mais poder”, “mais milagres”, “mais amor”, “mais dinheiro”, mais tudo que elas precisarem no momento, para logo, em seguida, usarem e abusarem delas.

6)   Deixaram a fé  esfriar. Igrejas morrem, crentes também. Seduzidos pelos apelos do “mundo”, pela soberba da vida, pelos desejos da carne, muitos irmãozinhos se afastaram dos grupos de Estudo da Palavra, dos cultos de oração, das reuniões especiais – isso tudo, depois de pararem de ler a Palavra, de orar, de se humilhar e de buscar a face do Senhor.

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É claro que há gente que abandona uma determinada igreja local também por alguns motivos justos. Mas, o que acontece em muitos casos é brincadeira…

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Autor: Pr. Geraldo Magela

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Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne
Gálatas 5:13

CRAVOS CRUZ

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Impressionante como o ser humano é o mesmo, desde o início dos tempos. A carta do apóstolo Paulo aos gálatas, mostra seu espanto e admiração por ver a igreja tão rapidamente abandonando a essência do Evangelho para ceder às vontades da carne. Hoje também é assim.

Imagine a cena: centenas e milhares de pessoas se amontoando sedentas à beira de um lago, forçando o cordão de isolamento feito pelos seguranças. E,   entre acotoveladas e empurrões, na primeira oportunidade furam esse isolamento para saciar sua sede no lago. Detalhe: as águas do lago são venenosas, fétidas, insalubres…

É assim que tenho visto várias pessoas agindo hoje em dia. Estão na igreja, mas ao invés de saciarem sua sede na Fonte de Água Viva, ficam à espreita, buscando uma oportunidade de satisfazer os desejos da carne, sem se darem conta do perigo que isso significa.

A grande maioria das igrejas hoje são “liberais”, no sentido de não mais imporem sobre seus membros um fardo de exigências, usos e costumes: a famosa lista dos “não pode”.

Diante disso, cada vez mais, vemos as pessoas literalmente ansiosas por uma brecha, por menor que seja, para justificar suas atitudes:

– Ah, não é pecado assistir televisão?! Que bênção, então agora eu sou livre para acompanhar A Fazenda, BBB, novelas, filmes pornôs e tudo mais…

– Ah, não é pecado beber, só se embriagar?! Que bênção, então agora eu sou livre para tomar vodca e beber minha cervejinha tranquilamente…

– Ah, não é pecado usar saia acima do tornozelo?! Que bênção, então agora eu sou livre para usar a mini-saia do jeito que eu quiser…

– Ah, não é pecado ouvir música secular?! Que bênção, então agora eu sou livre para ir a todos os bailes funk junto com a galera…

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E assim caminhamos por um vida cristã cada vez mais regalada e fria. Sem compromisso, sem comprometimento, sem sacrifícios, sem cruz. E, de maneira bastante cômoda, nos esquecemos das palavras de Cristo: “Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Mas estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida! E poucos são os que a encontram.” (Mt 7:13-14).

No sermão da montanha (capítulos 5, 6 e 7 do Evangelho de Mateus), Jesus expôe o perfil que Ele espera encontrar em cada servo seu, contrapondo seus ensinos aos ensinos da Lei.  Aquele que está EM CRISTO, é constrangido por seu amor, escolhe amar o que Deus ama e aborrecer o que Deus aborrece. Seu deleite está no Amado, seu prazer está em adorá-lo, e seu maior propósito na vida é alegrar o Seu coração.

Esta busca incessante por satisfazer a vontade de carne e continuar vivendo uma vida de intimidade com Deus é insana. Não se pode servir a dois senhores. “Por isso vos digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne” (Gl 5:16). Entendeu, ou quer que eu desenhe?

Aquele que bebe a cada dia das águas do Rio da Vida, não perde tempo buscando “brechas” para poder tomar um gole de água insalubre. Pense nisso!

“DISSE JESUS AOS SEUS DISCÍPULOS: Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a cada dia a sua cruz, e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por amor de mim, a encontrará.” Mateus 16:25

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Ser Igreja

Márcia Rezende

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Vale a pena ouvir…

Pr. Ariovaldo Ramos responde:

Quanto o Evangelho depende da Política nos dias de hoje?

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I]

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