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Posts Tagged ‘Fé’

O ipê

 

Moro em uma das cidades mais quentes do Brasil (Teresina) e todos os anos presencio a vegetação de meu jardim – e de outras áreas – definhar com as altas temperaturas e revigorar com a chegada da chuva. Ao olhar para essa mudança de tempo instituída por Deus, aprendo que na vida, também vivemos esses cursos: árvores ressequidas e despidas pela queda de folhas, em apenas alguns dias de inverno ressurgindo com a beleza de quem sorri pela felicidade de amar. 

É graças ao amor que contemplamos o entrelaçar de céu e terra, um largo riso visível em encontro com invisível universo da fé. Assim é o esplendor da natureza, ou melhor: do Senhor da natureza! Parece sonho! Lá estava um esqueleto de Ipê. Tristonho e sem vida, mas quando chega a sua estação, quantas flores!! Quem passa ao longe, vê a graça da cor.

Enquanto a terra durar; sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite não cessarão” Gn 8:22.

Não há tristeza que dure para sempre, nem alegrias que não se renovem. Espalhamos sementes que brotarão a seu tempo, tal qual o flor do Ipê. Esse dom que se assemelha ao movimento dos astros; influenciando noites e dias, secas e enchentes – e outras vertentes – carregando consigo a esperança: De que sempre haverá um futuro onde possamos nos resguardar das tempestades e comemorar a superação das adversidades. Misericórdia sem fim brota no universo para você e para mim! É Deus no controle dos dias, derramando Sua graça, conservando o belo, enquanto a maldade persiste no caos.

Essa força de recomeços, está em nós. A anatomia humana conspira a favor da vitória. Não há nada sob a face da terra que se iguale a coroa da criação: o homem. Não há outro ser com capacidade de compreender “os porquês” e adentrar no secreto dos céus com orações. O bem e o mau ganharam forma, desde que Adão corrompeu o coração sob as folhas da árvore da vida e promessas malditas. Foi em um jardim. Natureza por todos os lados: vida e morte conjugados. E ele escolheu a morte, como fruto que lhe comoveu as entranhas em agonia e perdição.

Eis o mundo: um jardim. Já não é tão belo desde que Adão e Eva se entregaram a escolhas erradas. Contudo: “sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite” continuam a existir anunciando novos tempos. Não desperdicemos essa rotina que se encrava em nós a cada manhã, quando no horizonte o maravilhoso espetáculo do nascimento do sol, deixa para trás a escuridão da noite. Mas a noite está lá e em sua escuridão, estrelas voltarão a brilhar, isso te diz algo? Sim, nenhum sofrimento é eterno e na dor, seremos salvos pelo amor!

As estações nos ensinam, porque trazem consigo a linguagem de Deus. Esse curso natural do planeta, sofre consequências da ação humana porque ao homem foi dado o domínio da terra, assim também é a nossa vida. As estações existem, fazendo parte do percurso da vida, contudo, está em nós a escolha de nos tornarmos mais fortes e belos ou mais fracos e infelizes a cada novo tempo. O profeta Habacuque viveu em cerca de 600 a. C. Seu nome significa “abraço” e pela fé em Deus ele abraçou escolhas corretas, afagou o Criador que conservou em firmeza seus passos, quando tudo ao seu redor tinha cheiro de morte. Habacuque, presenciou uma seca terrível e ao contemplar as dores do seu tempo declarou:

“Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas e nos currais não haja vacas. Todavia, eu me alegrarei, no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. Jeová, o senhor, é a minha força, e fará os meus pés como os da cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas”. Hc 3:17,19.

A força e alegria de Habacuque em tempos de grande seca vinham de sua fé. O profeta dançou e rodopiou em meio aos campos devastados. A palavra “me alegrarei” no verso e no original hebraico é “Gil”: bailar de alegria, saltar em canto. Eis a lição de superação retirada dos piores dias, que deixam de ser piores quando há fé na justiça e direção de Deus. Habacuque, não era um super-homem (eles não existem), era um de nós.

Quem vive pela fé no Deus vivo e no Cristo ressuscitado é firme e constante, mesmo que o mundo desabe ao seu redor. O profeta Jeremias, como bom observador que era da natureza, deixou registrado para a eternidade os frutos de sua fé, de seu relacionamentocom Deus, ao que comparou:

“Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. Porque ele será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas sua folha fica verde; e no ano da sequidão, não se afadiga, nem deixa de dar fruto” Jr 17:7,8.

Qual a árvore que fica verdinha e cheia de vida em tempo de intenso inverno? Somente as que estão plantadas junto a ribeiros de água. A vegetação próxima as cataratas do Niágara são vistosas permanentemente porque suas raízes são bem alimentadas e a terra regada diariamente pela abundância de água cristalina. Assim é o homem que se refugia no Senhor. Ainda que o Ipê não floresça…

Deus o abençoe.

| Autor: Wilma Rejane 
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papaDesde sua nomeação em março de 2013, o Papa Francisco, líder supremo da Igreja Católica, tem colecionado elogios, do clero, dos fiéis, da mídia e da população em geral.

Não há dúvidas de que se trata de uma pessoa carismática, que tem conquistado a todos com sua simplicidade, humildade e preocupação com o próximo. Sua visita ao Brasil foi considerada um sucesso! Por onde passou distribuiu afago, carinho e atenção.

O CRISTIANISMO, mais do que uma religião ou um conjunto de dogmas e doutrinas, é um estilo de vida. Uma vida que tem como alicerce os ensinos de Jesus Cristo no Novo Testamento.

O Catolicismo tem passado por um forte avivamento através do movimento carismático. Mas sem me ater a detalhes de formas e cultos ou diferentes interpretações de alguns ensinos bíblicos, o que me preocupa é a sutil DETURPAÇÃO DA ESSÊNCIA DO CRISTIANISMO por parte de muitos cristãos.

Não nego que sou admiradora do Papa Francisco, e da maneira como, até agora, ele tem conduzido sua liderança. Mas diante de tudo que conheço, com imenso respeito aos que pensam ou crêem de forma diferente, considero dois os equívocos fatais do Catolicismo em geral: colocar Deus em segundo plano (atrás de Maria, dos santos e dos sacramentos) e ensinar que a prática ou não de obras de caridade influenciam diretamente na nossa salvação. 

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O que a Bíblia diz:

A Salvação só pode ser alcançada mediante a graça de Deus, através da nosso arrependimento e fé em Cristo Jesus:

“Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8-9

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14:6

“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos.” 1 Timóteo 2:5-6

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A Bíblia ensina que oremos apenas a Deus.  Na igreja cristã primitiva, nunca houve orações dirigidas a Maria, nem aos santos mortos. Todas as bênçãos e milagres que recebemos vem de Deus, e não de homens.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Disse Jesus, em Mateus 11:28

“E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem.” Atos 10:25-26

“Porque então te deleitarás no Todo-Poderoso, e levantarás o teu rosto para Deus. Orarás a ele, e ele te ouvirá.” Jó 22:26-27

“Não erreis, meus amados irmãos. Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” Tiago 1:16-17

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O Evangelho diz que todos os homens, com a única exceção de Cristo, são pecadores. Maria foi uma mulher temente a Deus, escolhida para gerar o Salvador em seu ventre, mas também era pecadora; e assim como José, João, Pedro, Paulo, Jorge, Francisco, Antônio, e todos os demais “santos” da igreja, precisaram de Jesus para serem salvos, tanto quanto cada um de nós. Nenhum ser humano é digno de receber nossas orações ou veneração. 

“Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, e são justificados gratuitamente por sua graça; tal é a obra da redenção, realizada em Jesus Cristo.” Romanos 3:23-24

“Pois já demonstramos que judeus e gregos estão todos sob o domínio do pecado, como está escrito: Não há nenhum justo, não há sequer um.” Romanos 3:9-10

“Como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram…” Romanos 5:12

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Jesus se fez acessível a todos, e deseja que nós o busquemos diretamente, de todo o coração, sem nenhum tipo de mediador.

Disse Jesus: “Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de minha mão.” João 10:14, 27-28

Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” Hebreus 4:15-16

“Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé” Hebreus 10:19-22

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A veneração à imagens, anjos, cruz e relíquias sempre foi considerada idolatria na Bíblia e na igreja cristã primitiva. Tal prática foi autorizada na Igreja Católica por volta do ano 800 d.C. pela imperatriz Irene.

Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. 1 Coríntios 10:14, 19-20

“Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” Êxodo 20:4-5

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Certa vez, conversando com um seminarista que se preparava para o sacerdócio, perguntei o que ele achava dos ídolos e santos venerados na igreja. Ao que ele me respondeu: “Márcia, a gente sabe que isso tudo não é verdade (referindo-se ao poder de Maria e de todos os santos), mas eu não posso de repente chegar e dizer ao povo que tudo o que eles sempre acreditaram é mentira! Criaria um caos! Eles perderiam seu referencial de vida! Então, o menos complicado é continuar lhes alimentando a fé, e lhes dando uma esperança, uma razão de viver.”

Creio que, infelizmente, esta é a filosofia de muitos líderes católicos. Conhecem a verdade, porque estudam as Escrituras, mas se vêem mais fracos que uma tradição que dura séculos.

Perguntei a este mesmo seminarista se ele não temia o juízo de Deus sobre a vida dele por contribuir com a cegueira espiritual de tantas pessoas. Ele disse que sim, embora não tivesse escolha.

Mas existe sim uma escolha! Não é preciso que “mudem de religião”, mas tão somente que se voltem à essência do Evangelho descrito nas Escrituras, como muitos já tem feito. Como o próprio Papa afirmou em entrevista a um jornalista da Rede Globo: “A igreja sempre precisa ser reformada”. Que esta reforma seja não só moral, política e administrativa, mas também em sua forma de exercício da fé.

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SÓ JESUS CRISTO SALVA!

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Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.  João 14:21

Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.  João 8:12

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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Nem tudo o que parece é, isso todo mundo já sabe. E a Bíblia está repleta de histórias maravilhosas onde somos surpreendidos pelo inusitado (como Deus é criativo!). A história de Balaão é uma delas. Confira em Números 22:21-31.

Durante a pereguinação do povo de Israel pelo deserto, o rei de Moabe, temendo ser destruído pelos israelitas, manou chamar o vidente Balaão a fim de que este amaldiçoasse o povo de Deus. Montado em sua mula (animal bastante usado para transporte na época), Balaão segue viagem decidido a atender o pedido do rei. No meio do caminho um anjo do Senhor aparece na estrada, com uma espada na mão, para impedir que ele prosseguisse. Balaão, o famoso “vidente”, não conseguiu enxergar o anjo e foi salvo por sua jumenta que, identificando o mensageiro celestial, simplesmente empacou.

Quantas vezes, obstinados por um propósito humano e confiantes em nossa própria capacidade, fazemos nossas escolhas independentemente da vontade de Deus e dominados por uma terrível cegueira espiritual não conseguimos enxergar os sinais que o Senhor coloca em nosso caminho para nos livrar do mal.

Nossa limitação nos impede de saber ao certo o que é melhor para nós, mas Deus sempre sabe. Ele, que conhece todas as coisas, é quem tem os planos de paz para nossas vidas e deseja cumprir em nós sua boa, agradável e perfeita vontade.

Ao insistir em fazer as coisas “do nosso jeito”, dentro da nossa lógica e segundo a nossa sabedoria, entramos por um caminho obscuro e perigoso, cujo fim pode ser bastante amargoso.

Não endureçamos o nosso coração. Sejamos sábios e atentos como a mula de Balaão, sensíveis aos anjos que Deus sempre envia ao nosso caminho para nos dar a direção certa.

Quando nossas escolhas e decisões são firmadas em submissão ao senhorio de Cristo em nossas vidas, não há o que temer. Deus sempre sabe o que faz, e tem sempre o melhor para cada um de nós. Vale a pena nele confiar, sempre!

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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 Penetrado pela Palavra - John Piper

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Você já se perguntou por que o perdão de Deus é valioso? Ou, se a vida eterna é valiosa? Já se perguntou por que alguém quer ter a vida eterna? Por que desejamos viver para sempre? Estas questões são importantes por ser possível desejarmos perdão e vida eterna por motivos que comprovam que não os temos.

Por exemplo, considere o assunto do perdão. Talvez você queira o perdão de Deus por que está muito infeliz com sentimentos de culpa. Você quer alívio. Se puder crer que Deus o perdoa, você terá algum alívio, mas não necessariamente a salvação. Se quer o perdão somente por causa de alívio emocional, você não receberá o perdão de Deus. Ele não dá o seu perdão àqueles que o usam apenas para ter os dons dEle e não a Ele mesmo.

Ou, talvez, você queira ser curado de uma enfermidade ou conseguir um emprego e encontrar uma esposa. Então, você ouve que Deus pode ajudá-lo a obter estas coisas, mas que, primeiramente, seus pecados teriam de ser perdoados. Alguém o exorta a crer que Cristo morreu por seus pecados e lhe diz que, se você crer nisto, seus pecados serão perdoados. Conseqüentemente, você crê, a fim de que seja removido o obstáculo à sua saúde e consiga um emprego ou uma esposa. Isto é salvação pelo evangelho? Não creio que seja.

Em outras palavras, o que você espera receber por meio do perdão é importante. O motivo por que você deseja o perdão é importante. Se quer o perdão tão-somente por que deseja gozar da criação, então, o Criador não é honrado e você não é salvo. O perdão é precioso por uma única razão: ele o capacita a desfrutar da comunhão com Deus. Se esta não é razão por que você quer o perdão, você não o terá de maneira alguma. Deus não será usado como moeda para a compra de ídolos.

Também perguntamos: por que desejamos ter a vida eterna? Alguém pode responder: “Porque o inferno é a alternativa dolorosa”. Outro pode dizer: “Porque não haverá nenhuma tristeza no céu”. Outro pode replicar: “Meus queridos foram para o céu, e quero estar com eles”. Outros poderiam sonhar com sexo e alimentos intermináveis, ou com algo mais nobre. Em tudo isso, Alguém está ausente: Deus.

O motivo salvífico para querermos a vida eterna é apresentado em João 17.3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. Se queremos a vida eterna por ela significar outra coisa, e não o regozijo em Deus, não teremos essa vida. Enganamos a nós mesmos dizendo que somos cristãos, se usamos o glorioso evangelho de Cristo para buscar o que amamos mais do que buscamos o próprio Cristo. As “boas-novas” não se comprovarão como boas para qualquer pessoa que não tenha a Deus como seu principal bem.

Jonathan Edwards apresentou esta verdade em um sermão1 à sua igreja, em 1731. Leia estas palavras lentamente e permita que elas o despertem para a verdadeira vida e o verdadeiro bem do perdão.

Os redimidos têm todo o seu verdadeiro bem em Deus. Ele mesmo é o grande bem que possuem e desfrutam por meio da redenção. Deus é o bem mais sublime, a suma de todo o bem que Cristo adquiriu. Deus é a herança dos santos; é o quinhão da alma deles. Ele é a riqueza e o tesouro, o alimento, a vida, a habitação, o ornamento e a coroa, a glória eterna e duradoura dos santos. Eles não têm nada no céu, exceto a Deus. Ele é o grande bem no qual os crentes são recebidos na morte e para o qual eles devem ressurgir no fim do mundo. O Senhor Deus, Ele é a luz da Jerusalém celestial; é o “rio da água da vida” que corre e a “árvore da vida” que cresce “no paraíso de Deus”. As gloriosas excelências e belezas de Deus fascinarão para sempre a mente dos santos, e o amor de Deus será o deleite eterno deles. Com certeza, os redimidos desfrutarão outras alegrias. Eles se alegrarão com os anjos e uns com os outros. Mas aquilo que lhes encantará nos anjos e uns nos outros, ou em qualquer outra coisa; aquilo que lhes proporcionará deleite e felicidade será o que de Deus poderá ser visto neles.

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Extraído do livro: Penetrado pela Palavra, de John Piper.
Copyright: © Editora FIEL 2009
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

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Happy New Year

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Não é raro os evangélicos olharem com desdém aos supersticiosos que confiam em objetos e comidas para trazer sorte no Ano Novo. Entretanto, muitas vezes fazemos exatamente a mesma coisa, e sem perceber, nos deixamos iludir por outros poderes, e buscarmos a solução dos nossos problemas em outras fontes.

Daí, substituímos o tempo de oração e leitura da Palavra por coisas mais “práticas” e objetivas. Ao invés de buscarmos uma direção diretamente com o Espírito de Deus, achamos mais fácil se aconselhar com o pastor, buscar uma palavra profética com algum “vidente” poderoso, assistir ao DVD de um bispo conhecido, ler livros de auto-ajuda dos grandes gurus do mundo gospel, e assim por diante.

Não sou contra buscar orientação com nossos líderes espirituais, que conhecemos e em quem confiamos. Isso inclusive é uma prática bíblica e bastante aconselhável. A própria Bíblia diz que “Quando não há conselhos os planos se dispersam, mas havendo muitos conselheiros eles se firmam” (Pv 15:22). O problema é quando depositamos toda a nossa confiança em conselheiros humanos, e nos esquecemos do nosso principal Conselheiro, que é Cristo.

Deus está nos chamando para nos voltarmos para Ele. Cantamos alegremente: “Reina em mim com o teu poder, sobre os sonhos meus, sobre o meu pensar, tudo o que eu falar, vem reinar em mim, Senhor”, e é tempo de colocarmos isso em prática no nosso dia-a-dia. Buscar o Senhor e seu Reino em primeiro lugar, e não apenas quando todos os demais recursos tiverem se esgotado.

Tenho pensado muito sobre isso, e procurado não me perder em meio a tantos discursos, pensamentos, doutrinas e estratégias no meio evangélico. Simplicidade e essência têm sido o alvo da minha vida cristã. E, nessa questão, Deus sempre me leva a meditar em três atitudes fundamentais que precisamos exercitar na nossa vida.  Talvez as três atitudes em que se resume a vida cristã. São elas: a fé, a esperança e o amor.

A Palavra de Deus, quando se refere à diversidade dos dons e ministérios na Igreja, enfatiza: “Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.” (1 Co 13:13). Entendo neste texto que, mediante tudo que somos e fazemos como cristãos, o importante é guardar a fé, a esperança e o amor.

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– Tudo começa na fé! Quando uma pessoa aceita Jesus na sua vida, ele nasce de novo, graças à fé. Sem fé, é impossível agradar a Deus. A verdadeira fé se confessa com a boca, com o coração (Rm 10:9-10), e é acompanhada de obras (Tg 2:14-26). Que obras são essas? Atitudes que refletem a sua fé. Por exemplo: se você diz que crê que Deus ouve orações, mas não ora, então você não tem fé. Se você diz que crê que a Bíblia é a Palavra de Deus mas não lê a Bíblia, então você não tem fé. Se você diz que crê que confia em Deus mas não obedece seus mandamentos, então você não tem fé. Jesus é o autor na nossa fé, que vem pelo ouvir a Palavra de Deus.

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ESPERANÇA – A esperança provém da fé (Gl 5:5) mas, ao contrário da fé, na esperança não há certeza. Não temos apenas “esperança de irmos para o Céu”, temos certeza, pois confiamos nas promessas de Jesus. Então, qual a importância da esperança? Porque é ela quem nos dá força para não desistirmos, alimenta a nossa alegria e nos ajuda a enfrentar as dificuldades. Aliás, Deus nos diz que são as tribulações que produzem em nós a esperança. Veja o que está escrito em Romanos 5:3 e 4 “…sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança”. Todos nós desejamos um ano abençoado, próspero, feliz, com muita harmonia, dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender, etc… Mas Deus, em sua misericórdia, permitirá que tenhamos tribulações, mas para cada problema Ele dará também o escape, a força, a solução.

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AMOR – O amor é a essência de tudo. Nele se resume todos os mandamentos: “amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”. A fé e a esperança operam pelo amor (Gl 5:6 e Rm 5:5). Deus nos desafia a amarmos não a bens, a nossa casa, a nossa profissão ou qualquer outra coisa do gênero. Deus nos convida a amá-lo e também a amar todas as pessoas. O amor é a marca do discípulo. Não é conhecimento, não é roupa, não é vocabulário, mas o amor.

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Meu desejo para todos nós no ano que está por vir e também para todos os demais até a volta de Jesus Cristo, é que não percamos o foco. Que não nos deixemos confundir pelo avanço da ciência, da tecnologia e do humanismo. Mas, como os cristãos da igreja de Tessalônica no primeiro século, nos concentremos em manter a fé, a esperança e o amor. Simples assim 🙂 !

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“Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses… Sempre damos graças a Deus por todos vocês, mencionando-os em nossas orações. Lembramos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, o que vocês têm demonstrado: o trabalho que resulta da fé, o esforço motivado pelo amor e a perseverança proveniente da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo.”   1 Ts 1:1-3

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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