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Têm sido frequentes as críticas de uma galera da Teologia Reformada à presença de um Ministro de Louvor liderando o momento de adoração. Segundo eles, o estímulo à adoração não passa de um show gospel com animadores de auditório, que se discorre através de apelos ao emocional em detrimento do espiritual.

Mas, quando leio os Salmos, vejo que esta não é uma “prática moderna inventada por homens vaidosos”:

Aclamem ao Senhor com voz de triunfo!

Batam palmas!

Deem brados de júbilo!

Erguei as mãos!

Tributai ao Senhor glória e força!

Celebrai com alegria!

Adorai ao Senhor na beleza da sua santidade!

Louvai-o com o tamborim e a dança!

Exaltai ao Senhor, nosso Deus!

Cantem louvores ao Criador!

Rendam graças ao Senhor!

…etc, etc, etc.

O que são essas exortações salmódicas, senão palavras dirigidas à congregação motivando a adoração e lembrando a todos os motivos pelos quais deviam adorar ao Senhor e como deveriam fazer isso?

Ficar sentado na cadeira durante um culto julgando a intenção do coração do irmão não me parece algo correto. Só Deus pode dizer se o Ministro de Louvor está agindo exatamente como os salmistas – levando o povo a adorar ao Rei – ou se está buscando louvor para sua própria performance.

Vocalistas, instrumentistas e técnicos têm, muitas vezes, recebido um julgamento maldoso simplesmente por servirem a Deus com excelência. Um cântico de adoração não deixa de ser simples só porque contém solos de guitarras, divisão de vozes e arranjos elaborados. A simplicidade está na intenção do coração, no desejo de fazer Cristo ser adorado através dos dons que Ele mesmo nos concedeu. Uma adoração deixa de ser espiritual e teocêntrica quando o adorador perde o foco e tira Deus do Trono. Mas isso nada tem a ver com a forma. Se a graça divina é multiforme, o corpo de Cristo tem muitos membros, e o Espírito Santo age de diferentes maneiras, também é de se esperar que os adoradores também tenham formas diversas de adorar a Deus. Querer engessar todos num mesmo modelo é cruel e também antibíblico.

Então, glorifico a Deus pelo Ministério de Louvor da igreja onde congrego e de todas as igrejas que levam a sério esta prática, exercendo esta obra com amor e temor. Sou grata ao Senhor por esses “levitas” que, nos cultos congregacionais, nos ajudam a lembrar da majestade do Senhor e nos conduzem a um momento de culto e adoração em espírito e em verdade, com a mente, alma e espírito, usando a razão, o corpo e a emoção. Vocês têm sido instrumentos valiosos nas mãos do Poderoso Senhor, prossigam nesta caminhada! Porque para ELE são todas as coisas!

E se algum desses reformados mal humorados vierem maldizer a maneira como você cultua o seu Deus na sua igreja, lembre-o que o seu louvor não é para agradar a homens, que o Senhor conhece o seu coração e o coração de quem está dirigindo o momento de louvor, e que “cada um dará contas de si mesmo a Deus”.

Ref. bíblicas: Salmos 29:1-2; 47:1; 66:1; 96:1-2, 8-9; 99:5; 100:1; 107:1; 134:2; 148:11-13; 149:1; 150:1-5. Deuteronômio 10:21. João 4:23-24. 1 Pedro 4:10. 1 Coríntios 12.

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Ser Igreja

Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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Deus, o Criador de tudo o que existe em todos os universos (visíveis e invisíveis, conhecidos ou não) é a fonte de toda arte. Ao criar o homem à sua imagem e semelhança, soprou em suas narinas não só o fôlego de vida, mas a necessidade de se expressar e contemplar a si mesmo através da arte.

Mas o homem corrompeu a imagem divina impressa em sua alma e todas suas nuances foram prostituídas. Isso explica porque repetidamente confundimos alguns sons moribundos com verdadeira música, alguns programas de TV com entretenimento e algumas fotos pornográficas com nu artístico… Pobres homens!!!

Como filhos de Deus, resgatados através da adoção em Cristo Jesus, resgatemos também a arte que jorra diretamente do Trono, produzindo obras impactantes e transformadoras, dando “ibope” somente ao que o merece, e jogando na latrina aquilo que fede.

Michel Teló, Tiririca e Lacraia apenas ocuparam um buraco aberto em nossas mentes e corações. O quê em seguida virá?

Nossa geração precisa de-ses-pe-ra-da-men-te de artistas!

Clama o Criador: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”

Segue abaixo o texto de alguém que ousadamente decidiu responder: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Venilson Júnior):


A arte não precisa ser bela.

O seu principal propósito é a expressão de uma cultura, princípio e valor. Sejam estes bons ou ruins.

A arte existe para elucidar um problema, ou denunciar comportamentos.

Mas hoje o que se exige da arte é que ela seja um refúgio sentimental (nunca racional) onde seu ouvinte, ou expectador, ou leitor possa, por algumas horas, esquecer de seus problemas e “aproveitar a vida”. Dane-se essa concepção!

Músicas de “acasalamento”, ou que mostram o amor como um jogo ou que não falam absolutamente nada, e tantas outra que todos nós infelizmente já ouvimos, fazem do músico um empregado que deve servir a sociedade com o que ela acha que precisa.

Sou músico exatamente por ter outra visão, outra perspectiva do mundo. Não melhor, diferente.

É por isso que a arte é tão desvalorizado pela maioria, pois esta virou escrava das vaidades humanas.

A arte não deve ser bela, deve ser clara, precisa e profunda.

E hoje, o que mais precisamos é de obras de arte feias, mas transformadoras.

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Afinal, para quem são as músicas que cantamos em nossas igrejas?


  Mais que vencedor EU sou…

♪  EU te busco…

  Sobre a tempestade EU voarei…

  EU vou subir a montanha…

  Dá-ME filhos…

  Chove aqui na MINHA vida…

♪  EU vou saltar as muralhas…

  Uma nova história Deus tem pra MIM

  Faz um milagre em MIM

  EU tenho uma palavra…

  Cura-ME, abraça-ME

  Onde eu puser a planta dos MEUS pés, possuirei…

  Bendito EU serei…

  EU tenho uma palavra… 

  Hoje o MEU milagre vai chegar…

  EU tenho sede… 

  Prepara-ME uma mesa na presença dos MEUS inimigos…

  EU vou viver uma virada em minha vida, EU creio…

  EU serei pai de multidões…

  EU vou dançar na chuva…

  EU não posso te deixar…

  Ainda bem que EU vou morar no céu…

♪  EU estou desesperado…

♪  Abre o mar pra MIM

♪  EU sou livre…

♪  EU não vou desistir, cavarei um pouco mais…

♪  EU, EU, EU…. EU quero….

♪  Olha pra MIM

  EU …

  EU …

  EU …

*

Repetidas vezes temos ido aos cultos não para cultuar (prestar um culto de adoração) a Deus, mas principalmente para buscar algo que supra as NOSSAS necessidades e desejos. Nossa tendência é nos esquecer de que fomos criados para adorá-lo, independente do que somos, do que precisamos, ou do que queremos. Como igreja, devemos nos reunir em primeiro lugar para reconhecer quão grande é o Senhor, louvá-lo, expressar nossa adoração com músicas e palavras, ou seja, o foco é ELE “porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas”.

Facilmente nos envolvemos pelo sistema humanista que reina em nossa geração e fazemos do culto um momento onde nós estamos no centro, e invocamos a presença de Deus para que Ele nos sirva e satisfaça nossas expectativas.

Que nossos cultos, nossas músicas, e nossas orações sejam, primeiramente e principalmente, em adoração ao nosso Deus.

*

“NÃO A NÓS, SENHOR, NÃO A NÓS, MAS AO TEU NOME DÁ GLÓRIA!”    Salmos 115:1

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Educação Religiosa
Marília/SP
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Descaminhos

O arbusto e a árvore

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