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Archive for the ‘Cotidiano’ Category

Muitas vezes, enfrentamos momentos tão difíceis em nossas vidas, que a sensação é de estarmos num “deserto”. Relacionamentos, emoções, saúde, finanças, parece que nada dá certo. Onde está Deus? Por que Ele não faz alguma coisa? Até quando vamos suportar tanta dor?

Esta mensagem fala um pouco sobre estes “desertos” e nos ajuda a enfrentá-los e vencê-los sobre uma perspectiva correta.

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Eleicoes2014

Em meio a um furacão de denúncias e celeumas, a presidente Dilma Rousseff, do PT (Partido dos Trabalhadores) é reeleita para ocupar o mais alto cargo executivo do Brasil por mais quatro anos a partir de 2015.

Paralelamente a este evento político, cristãos em todo o país se colocam em estado de alerta diante de inúmeras palavras proféticas apontando o início de um tempo de perseguição à Igreja e ao cristianismo neste novo governo.

Diante de tanto alarmismo e inquietação, o quê pensar? Em quê acreditar? Quais providências tomar?

A verdade é que vivemos dias difíceis e turbulentos, não por culpa do governo, mas como consequência das ações de uma sociedade corrupta, imediatista, egoísta e sem temor a Deus, da qual o governo faz parte. O mundo jaz no maligno (1Jo 5:19). Nossa cultura globalizada e capitalista está corrompida e nenhum tipo de reforma governista, partidária, popular ou sindical seria capaz de mudar essa situação. Não é possível jorrar água limpa de uma fonte suja. Seria preciso reformar, primeiro, o homem.

Evidentemente, como cidadãos brasileiros que somos, ansiamos em conhecer a tão falada justiça social. O equívoco, a meu ver, está em esperar que ela venha como resultado de um processo eleitoral. Apenas o poder do Evangelho agindo através da Igreja pode, de fato, mudar o Brasil. 

Mas, e a perseguição ao Evangelho, a relativização do pecado, “leis de mordaça” e possível fim da liberdade religiosa? Profecias e “profecias” de perseguição surgem e ressurgem de tempos em tempos. Foi assim em 2000 (virada do milênio), 2002 (eleição do Lula “comunista”) e 2006 (o tal “ano da besta”)… Foi assim também em 2010, no primeiro mandato da Dilma, onde falava-se de um grande complô que se concretizaria com a subida do vice Michel Temer ao poder.

Mas, cá entre nós, que novidade há nisso? Esta profecia foi descrita em detalhes há dois mil anos na Palavra de Deus, e fala de uma grande perseguição mundial que acontecerá nos dias finais (Dn 12:1; Mt 24:9-13; Ap 13:11-17…). Isso significa que, mais cedo ou mais tarde, a perseguição chegará ao Brasil. Qualquer “nova” profecia a respeito, estará apenas repetindo a original.

Esta certeza não nos deve causar alarmismo, pânico ou medo, mas alegria pelo privilégio de poder participar do sofrimento de Cristo (Mt 5:10-11, 1 Ts 3:3, At 14:22, etc…).

Como cristãos, nossa responsabilidade é viver cada dia na expectativa da volta de Jesus, temendo a Deus e proclamando a sua salvação.

Como cidadãos dos Céus, mas temporariamente brasileiros, cabe a nós orar por nossos governantes e dar a nossa contribuição para a construção da justiça social neste país, independentemente de qual partido esteja no comando político.

E, firmados em Cristo, estejamos vigilantes e prontos para o que vier: avivamento, arrebatamento, perseguição ou morte. Isso resume tudo. 

Que Deus nos dê sabedoria e graça para atravessar cada fase da nossa vida sem envergonhar o Evangelho. E que a nossa vida exale, sempre, o bom perfume de Cristo, por onde quer que andarmos. SÓ JESUS CRISTO SALVA.

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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sombrio

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As vezes o sofrimento é tão intenso e duro, que a nossa única vontade é de sumir! O coração parece pequeno e insuficiente para suportar tamanha dor. A alma dilacerada sangra e grita (às vezes em silêncio). Lágrimas, gritos, uivos… nada é bom o bastante para expressar o que a gente está sentindo. E o corpo parece funcionar à revelia da razão. Você já passou por isso?

A verdade é que Deus é todo bom e todo poderoso, mas o mal existe. E como filhos amados de Deus, experimentamos seu cuidado e proteção, mas não passamos de largo pelas tragédias da vida.

A sensação é que não vamos conseguir continuar. Nos sentamos, como Jó, com um só anseio no coração: sumir!

Mas… não dá para simplesmente sumir. A vida continua e com ela suas exigências e obrigações.

Então, como prosseguir? De onde tirar forças para se levantar e dar o próximo passo?

De um jeito ou de outro, o problema vai ser resolvido, a vida vai se reorganizar, a ferida vai fechar… mas, e enquanto isso não acontece? Como suportar as noites com o filho numa UTI, a traição de um cônjuge, a morte de um ente querido, a dor de uma enfermidade letal, os flagelos de uma guerra?

Chega-se ao ponto em que não há mais forças, nem para chorar, quanto mais para se levantar.

Creio que, antes de tudo, precisamos redescobrir a prática de desabafar com Deus. Dele primeiramente devem ser nossas palavras, nosso choro, nossos questionamentos. Vimos isso acontecendo com Jó, Davi e o próprio Jesus. Em momentos de desespero e dor, o caminho é correr para os braços do Pai e rasgar o coração com o Criador. Ele aguenta! Ele entende! Ele escuta!

Nem sempre é possível compartilhar o motivo da dor com um amigo. Mas, com Deus, é sempre possível.

Então, enquanto a resposta não vem e a tempestade parece só aumentar, o segredo é se esconder em Jesus. Não adianta ficar pensando “quão bom seria se nada disso tivesse acontecido”. O fato é que aconteceu e não tem como retroceder. Então só nos resta buscar refúgio Naquele que pode nos acolher e sustentar. Fazer de Deus a nossa morada, não importando o que há lá fora. Conversar com Deus ou entregar a Ele o nosso silêncio. Mas confiar que Ele está ali, trabalhando em nosso favor.

E então, em meio a tanta escuridão, o Pai chora conosco e nos capacita a continuar.

E você se levantará, dará os próximos passos, e, no fundo, saberá que essa força só poderia ter vindo do Alto.

Anderson Nunes, um pastor amigo, de S. José da Tapera (interior de Alagoas), escreveu: “Deus não faz ATALHOS, mas CAMINHOS PERFEITOS, que por mais longos e difíceis que sejam, sempre são os melhores!”.

Está com vontade de sumir? Desaparecer do mapa? Cavar um buraco e entrar nele? Deposite suas angústias em Deus e, a seu tempo, mansamente, Ele o guiará.

Ficarão as cicatrizes da dor, mas tão somente como testemunha de mais um milagre do poder do Senhor em sua vida… porque no fim, no fim tudo dá certo!

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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Todo aquele que costuma ler a Bíblia Sagrada, vê logo que Israel é o povo escolhido de Deus que herdou, do próprio Criador, a Terra de Canaã. Aprendemos a amar essa terra e esse povo através das histórias de Abraão, Moisés, Josué, Davi, João Batista e tantos outros. Cada relato sagrado remete nosso imaginário a inúmeros cenários de milagres como Belém, Nazaré, Caná, o Mar da Galileia, o Monte Sião. E a história bíblica termina com a igreja cristã prosperando em Jerusalém e toda a região de Israel, depois da ressurreição de Cristo.

Mas, quando fechamos as Escrituras e abrimos o jornal, nos deparamos com um Israel totalmente diferente daquele dos tempos bíblicos. Afinal, o que aconteceu neste intervalo de tempo? O que mudou nos últimos dois mil anos para que o cenário se transformasse de maneira tão radical? Como entender o atual conflito entre Israel e Palestina?

Dada a complexidade da situação, tais respostas poderiam facilmente render uma biblioteca inteira para que tudo fosse devidamente explicado. Mas vamos tentar aqui responder às dúvidas mais comuns, de maneira simples e concisa, para que o leitor tenha uma visão geral da situação.

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ISRAEL E A IGREJA PRIMITIVA

Israel no Novo Testamento

Jesus Cristo, o Messias que viria para libertar Israel, mostrou que a tal liberdade prometida não era geopolítica, mas sim espiritual. E assim, os que pretendiam se livrar do domínio do Império Romano, iniciaram eles mesmos uma rebelião de independência contra o regime. Esta rebelião foi violentamente abafada pela milícias romanas, que acabou por destruir completamente a cidade de Jerusalém, o templo de Herodes, os muros da cidade e centenas de casas e edificações. Isto ocorreu no ano 70 e, tamanha foi a destruição, que a população simplesmente abandonou Jerusalém, fugindo para nações vizinhas como Egito, Turquia, Iraque, bem como para países europeus e do continente americano. A região de Israel ficou totalmente desolada e relegada ao esquecimento, assim permanecendo durante séculos.

Para piorar ainda mais a situação, em 135 d.C. o imperador Adriano deu a Israel o nome de Palestina, tradução da palavra hebraica “Pilisheth” ou Filistia, principal inimigo dos israelenses desde os tempos bíblicos, com o propósito de, definitivamente, colocar um fim à identidade da nação judaica.

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A PALESTINA E A CHEGADA DO ISLAMISMO

Praticamente abandonada pelos judeus, povos vizinhos (principalmente árabes) começaram a migrar para a região de Israel (agora conhecida como Palestina), convivendo pacificamente com seus habitantes.

Com a decadência do Império Romano e o surgimento do Islamismo na Arábia com seu ideal de conquistar toda a Terra, Israel foi alvo fácil para os muçulmanos. Encontrando pouquíssima resistência, o califado islâmico  se instalou na região por volta do ano 634.

Sem praticamente nenhuma representação política nacionalista, Israel foi então sendo sucessivamente conquistada por diferentes governos e nações. Esteve sob domínio da Síria, Egito, árabes muçulmanos, dos cruzados, dos curdos, dos mamelucos egípcios, sendo finalmente agregada ao Império Turco-Otomano em 1.517.

 

MOVIMENTO SIONISTA

Pouco mais de 300 anos depois, surge na Europa o movimento denominado de “sionismo”, um incentivo ao retorno dos israelenses de todo o mundo a Sião (nome bíblico para Jerusalém). O movimento ganha força principalmente após o Holocausto de Hitler. Imensos territórios em Israel são pouco a pouco comprados com os fundos do movimento, propiciando aos judeus a oportunidade de fundar verdadeiras comunidades judaicas nessas fazendas. Muitos têm relacionado essa volta dos judeus à alusão da figueira feita por Jesus em Mateus 24:32, afirmando que a geração da restauração de Israel seria a geração da volta de Cristo.  Mas não temos como afirmar isso.

Na 1ª Guerra Mundial, em 1.914, a região foi conquistada pelos países aliados (França, Rússia, Inglaterra, EUA e outros) e, com o fim da guerra e a derrota do Império Otomano, a Organização das Nações Unidas se comprometeu com a criação de um Estado Judeu na região ocupada, na época,  por 95% de árabes.

Milhares de judeus, de todas as partes do mundo, começaram a desembarcar em Israel, em resposta à convocação e incentivos do movimento sionista.

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O NOVO ESTADO DE ISRAEL

De acordo com votação das Nações Unidas em 1.948 para a criação de um “Lar Nacional” para Israel, cerca de 57% do território palestino deveria ser entregue ao povo judeu, mas os países árabes não aceitaram este acordo, declarando guerra no dia seguinte à criação do Estado de Israel, invadindo os limites estabelecidos pela ONU.

O conflito foi vencido pelos judeus que estenderam seus domínios por uma área de 20 mil quilômetros quadrados (75% da superfície da Palestina). O território restante foi ocupado pela Jordânia (que anexou a Cisjordânia) e o Egito (que ocupou a Faixa de Gaza).

Inúmeros conflitos se seguiram e, em 1.967, na Guerra dos Seis Dias, Israel precisou guerrear contra uma liga de 12 países árabes e venceu, conquistando e ocupando os territórios de Gaza (antiga Filistia)Cisjordânia (correspondente aos antigos territórios das tribos de Issacar, metade leste de Manassés Ocidental,  Efraim, Benjamim e norte de Judá).

Guerras e conflitos armados e diplomáticos se tornaram rotina na região. Desde 1.964, movimentos árabes têm se levantado com o objetivo de “libertar aisrael-palestina - demografia Palestina”. Alguns visam apenas conquistar a autonomia árabe sobre os territórios da Cisjordânia e Gaza, enquanto outros não reconhecem o direito de Israel a um Estado e almejam expulsá-lo definitivamente da Palestina. Dentre tais movimentos, destacam-se hoje o Hamas e o Hezbolah.

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ATUAIS CONFLITOS ENTRE ISRAEL E PALESTINA

A atual onda de ataques teve início com a morte de 3 jovens judeus na Cisjordânia, cujos corpos foram encontrados com marcas de tiros no último dia 30 de junho. O governo israelense responsabilizou o Hamas (grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza) pelas três mortes. Num ato de “vingança” a estes crimes, no dia 1º de julho extremistas judeus sequestraram, torturaram e queimaram vivo um adolescente palestino. Um grande contingente do exército de Israel foi mobilizado para as fronteiras de Gaza. Dezenas de membros do Hamas foram detidos, gerando uma onda de revolta e protestos no grupo palestino, que iniciou um intenso bombardeio de foguetes contra o sul de Israel. Em resposta, o governo israelense revidou dando início ao combate mais sangrento na região dos últimos anos.

Segundo o governo de Israel, a estratégia do Hamas é criminosa e brutal. Eles disparam seus foguetes intencionalmente a partir de áreas civis densamente habitadas, sabendo que o exército israelense irá revidar, disparando contra o local de origem do ataque. Como os guerrilheiros do Hamas se escondem em bunkers subterrâneos, usam os civis que vivem na região como verdadeiros “escudos humanos” e, com isso, conseguem mobilizar a opinião da comunidade internacional contra Israel.

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FINAIS DOS TEMPOS?

Vale do Armagedom

Vale do Armagedom

É claro que, absolutamente tudo o que acontece na Terra Santa, imediatamente acende as especulações escatológicas de cumprimentos proféticos. Isso porque há inúmeras profecias que ligam Israel aos eventos apocalípticos.

Entretanto, é preciso ter cuidado. Muitas destas profecias não estão claras quanto aos detalhes e muito do que tem sido dito é fruto de interpretações alegóricas, de acordo com a visão teológica do seu intérprete.

Por exemplo: havia quase um consenso entre os teólogos de que o Iraque era a Babilônia descrita em Apocalipse e Saddam Hussein era o Anticristo. Isto baseado em inúmeros argumentos de dedução lógica comparando-se as atitudes de Hussein e profecias contidas em vários textos bíblicos. Hoje sabemos que todos estavam errados.

É perda de tempo ficar tentando adivinhar o significado das profecias ou forçar sua ligação com acontecimentos no Oriente Médio. O que tiver que vir, virá.

O que sabemos, com certeza, que dentre os eventos dos finais dos tempos, está o governo do Anticristo, um acordo de paz que será quebrado na metade do tempo, a perseguição aos judeus (talvez a todos os cristãos), grandes cataclismas planetários e uma terrível guerra contra Israel, denominada de Armagedom (saiba mais sobre as profecias bíblicas dos tempos do fim no artigo: “Certezas sobre o fim do mundo”.)

Os atuais conflitos com os palestinos podem, sim, ser o início do Armagedom. Como podem, também, ser apenas mais um das dezenas de conflitos e guerras já ocorridos naquela região. Cada acordo de paz firmado na região pode ser, sim, o acordo previsto pelos profetas, como pode, também, ser apenas mais um acordo de tantos outros ocorridos nas últimas décadas.

Penso que Deus planejou as coisas deste jeito, deixando alguns detalhes proféticos em oculto, justamente para que não conseguíssemos prever o tempo exato da volta de Cristo.  É preciso estar pronto sempre, vigiar sempre, e viver sempre na expectativa de que o fim pode chegar a qualquer momento.

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CONCLUSÃO (?)

Do ponto de vista espiritual, o povo de Israel é descendente de Abraão, o povo com quem Deus firmou uma aliança eterna, mas também o povo que rejeitou o Messias, rejeitando também assim o próprio Deus. O povo árabe é igualmente descendente de Abraão, e também foi abençoado por Deus (Gênesis 16.1-16; 17.15-23; 21.8-21), mas escolheu o caminho do islamismo enquanto nação, nomeando Maomé como seu profeta no lugar de Cristo. Claro que, no meio destes dois povos, entre extremistas e fundamentalistas, existem aqueles que desejam a paz, que temem a Deus, e que creem em Jesus Cristo como Salvador e Senhor.  Estamos aqui analisando de forma genérica as escolhas de cada povo.

Do ponto de vista político, Israel acredita que está em seu direito, pois: todo o território lhe foi dado originalmente pelo próprio Deus há mais de quatro mil anos,  eles o conquistaram das mãos dos cananeus (primeiros habitantes da região), uma resolução da ONU concedeu parte do território a eles, e o restante foi conquistado na Guerra dos Seis Dias em 67. Também se acha no direito de manter o cerco a Gaza e Cisjordânia e manter tais territórios ocupados, como uma forma de defesa aos terríveis ataques terroristas que os grupos islâmicos extremistas intentam contra os judeus. E também se acha no direito de, atualmente, bombardear alvos civis em Gaza, já que tais alvos são escudos humanos utilizados pelo grupo terrorista Hamas.

Por outro lado, os palestinos também acreditam que estão em seu direito, pois: os judeus abandonaram a região, que foi então ocupada pacificamente pelos árabes. Também se acham no direito de não reconhecer como legítima a resolução da ONU por ter sido algo imposto e unilateral, sem a aprovação da liga árabe. E também se acham no direito de, atualmente, bombardear Israel, em retaliação ao cerco desumano que lhes é imposto, impedindo a liberdade do cidadão ir e vir em seu próprio país, além de restringir ajudas humanitárias, e controlar a água, a comida e o comércio na região.

Enfim, numa comparação talvez bem grosseira, seria como se índios e brasileiros entrassem em guerra. Quem estaria com a razão? De quem é o direito à terra? O que fazer com os milhares de brasileiros expulsos de suas cidades pelos índios? A situação hoje em Israel é tão complexa que, provavelmente apenas uma intervenção sobrenatural poderá por um fim a tantos dilemas éticos, políticos e religiosos. Ambos estão certos, mas nenhum tem razão. E enquanto isso, no meio do fogo cruzado entre o exército israelense e os grupos árabes terroristas, quem perde é sempre a população.

O desenrolar desta história só Deus sabe. A resposta certa para tantas perguntas também só Deus é capaz de dar com a necessária imparcialidade, justiça e amor.

Que o Senhor tenha misericórdia das milhares de famílias em Israel e na Palestina, que tem sofrido com tanto ódio num clima de guerra que parece não ter fim.

E que tenha misericórdia de nós, abrindo nossos olhos para que estejamos vigilantes e prontos para nos encontrar com Ele no Dia Final.

De uma coisa podemos ter certeza sempre: Jesus Cristo é o único caminho para a vida eterna com Deus.

JERUSALEM

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* Querido leitor, caso tenha ficado alguma dúvida sobre o assunto, por favor, deixe seu comentário e, assim que possível, terei alegria em ajudá-lo. Um abraço. Deus abençoe.

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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Pois é… O futebol “voltou para casa” e tal legado da Copa não veio (tolinhos de nós por acreditarmos que viria) e o “orgulho de ser brasileiro” foi para o chão ao participar dos bastidores de uma país sede.

A Copa 2014 chegou e o Brasil continua o mesmo, sem infraestrutura, sem transporte público de qualidade, sem aeroportos funcionais, sem saúde, sem segurança, sem educação, sem uma política esportiva inteligente, sem direção.

De modo geral, a Copa nos deixará como legado uma meia dúzia de mega estádios e um bocado de políticos e empresários mais ricos do que antes.

Ah, “Brasil, Brasil, que amas a corrupção e apedrejas os que pregam a moralidade! Quantas vezes Jesus quis reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!”  (cit. Mateus 23:37).

Queria mesmo ter esperança, e procuro-a com força em cada cantinho deste país. Mas confesso que, quando olho para o Brasil, não consigo ser otimista. Parece que temos um gene de desonestidade que nos foi passado desde o “descobrimento”. População em geral compartilha do mesmo desejo de ganho fácil e lucro desonesto que políticos e grandes empreiteiras (e as urnas comprovarão isso daqui a alguns meses). O que fazer? Sentar e chorar? Sair por aí como os black blocs arrebentando tudo? Fazer greve? Orar? Repreender o inimigo? Não sei.

Então, enquanto a resposta não vem, sigo com a minha vidinha de sempre, tentando não me contaminar com essa massa corrupta, e cumprindo o que entendo ser o chamado de Deus para minha vida. Egoísmo? Comodismo? Talvez. Mas é o único caminho seguro que consigo enxergar no momento.

Essa Copa do Mundo no Brasil mexeu com algumas comunidades eclesiásticas, principalmente aquelas que estão inseridas nas capitais onde acontecerão os jogos, seja através de impactos evangelísticos, manifestações políticas ou causas sociais. Há também as que preferem não se envolver com “eventos mundanos” como futebol. E também, acreditem, as que nem sequer sabem o que está acontecendo. Mas, de uma forma ou de outra, tudo voltará a ser o que era antes, depois que os gringos forem embora.

Acredito que cada igreja local tem um chamado específico de Cristo, de acordo com sua vontade soberana. E ser leal a este chamado, independente de qualquer coisa, é o que devemos buscar sempre.

Como igreja, prossigamos, obedecendo ao Senhor, vivendo o Evangelho e testemunhando do seu poder, como canal de transformação em nossa pátria amada Brasil, um brasileirinho de cada vez.

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Ser Igreja

Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

 

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perdas

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As perdas fazem parte da vida.

Na infância, perdemos aquela roupa que não serve mais, perdemos o brinquedo que se quebrou, perdemos a vez na brincadeira em grupo, perdemos “vidas” no vídeo game…

À medida que crescemos, as perdas vão se tornando mais significativas. Perdemos o namorado, perdemos o horário da primeira aula, perdemos aquela chance no primeiro emprego, perdemos a vaga no vestibular…

Ah, as perdas!

A vida segue, e muitos perdem seus entes queridos, perdem os filhos que batem asas e abandonam o ninho, perdem o negócio, perdem bens preciosos, perdem o casamento, perdem a saúde.

Lidar com as perdas é sempre difícil. Algumas são tão dolorosas que temos a nítida sensação de que estão nos arrancando um pedaço do nosso fígado a sangue frio.

Vazio, dor, solidão, fracasso, desespero, angústia, frustração… muitas emoções misturadas surgem através da perda.  Quando o trauma é muito grande, parece que uma granada explodiu dentro do nosso peito, literalmente arrebentando tudo por dentro.

Como lidar com tudo isso? Como sobreviver? Como seguir em frente?

Estas são perguntas importantes, cuja resposta parece se esconder quando mais precisamos.

Em meio à escuridão da dor hercúlea, e sem enxergar uma luz no fim do túnel, muitos optam por fugir. Esquecer, mesmo que momentaneamente, o sofrimento, parece ser a única saída. Então se entregam às bebidas, drogas, sexo, jogatinas, vícios de todos os tipos.  Outros se afundam no poço da depressão e veem os dias passando como mortos-vivos, dopados por calmantes fortíssimos.

Há 25 anos perdi minha saúde. Tenho convivido desde a mocidade com hérnias na coluna,  neuromas, bursites, tendinites, bronquites, sinusites, tuberculose, enfisema pulmonar, artroses, fadiga crônica. Não há um só dia em que alguma parte do meu corpo não esteja doendo.  Fui obrigada a aprender a conviver com a dor. E, num espaço de pouco mais de dez meses no ano de 2013, enterrei meu pai, minha mãe e meu único irmão (já que minha irmã falecera em 1995).

O que fez com que eu não perdesse a mim mesma em meio a tantas perdas?

Creio que vários fatores contribuíram para que eu não sucumbisse à depressão: o amor do meu esposo, a vida dos meus filhos (apesar de um deles já ter alçado voo do ninho), o carinho dos amigos. Tudo isso foi muito importante. Mas, quando a dor é maior que nós mesmos, nenhum consolo humano é suficiente. E é aí que entra a intervenção sobrenatural do supremo Consolador.

Disse Jesus, pouco antes de ser crucificado:  “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (Evangelho de João, capítulo 14, verso 26).

A verdade é que, em momentos de profunda angústia e dor, só mesmo a ação da presença do Espírito Santo de Deus, o doce Consolador, dentro de nós, pode tornar o sofrimento suportável. 

Nas mãos de Deus

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Sim,

Quando a nossa identidade está segura em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, o Espírito Santo nos lembrará de quem nós realmente somos.

Quando a nossa alegria está em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, o Espírito Santo nos lembrará das razões que temos para continuar sorrindo.

Quando a nossa segurança está em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, o Espírito Santo nos lembrará do refúgio existente sob as asas de Deus, disponível a todos os que o buscam.

Quando a nossa confiança está em Cristo, não importa o tamanho da nossa dor, o Espírito Santo nos lembrará que todas as coisas juntamente contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, e que a sua vontade é sempre boa, agradável e perfeita, mesmo que eu não a entenda.

Quando a nossa esperança está em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, a intensidade da nossa dor, ou a aparente falta de solução para os nossos problemas; o Espírito Sando de Deus, nosso Maravilhoso Consolador, nos fará lembrar de cada uma das promessas do Pai e então nossa alma se aquietará, na certeza de que o choro pode durar uma noite, mas a alegria virá pela manhã.

Confie sua vida ao Senhor.

Se jogue, como criança, no colo de Deus, e Ele derramará do seu bálsamo em seu coração, soprará em sua alma  seu hálito restaurador e ressuscitará vida em sua vida.

Estar EM Cristo, eis a razão pela qual eu sobrevivi a tantas perdas.

Eis o motivo de, mesmo ferida, conseguir prosseguir na caminhada.

Eis a resposta!

Eis o milagre!

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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001
Um dos processos mais interessantes da vida é o processo de desenvolvimento humano. É maravilhoso ver o bebê aos poucos se tornando homem, passando por suas transformações características e aprendendo passo a passo a complexidade da vida.

É interessante avaliarmos nosso crescimento. Por que não nascemos maduros? Por que passamos por tantas etapas e fases diferenciadas? Por que o processo de aprendizado e amadurecimento é tão árduo e longo, e por que não dizer, tão infinito? Por que precisamos levar alguns tombos para aprender a andar? Por que os primeiros atos de “gugu dadá” e não com frases complexas de significado profundo?

Tudo isso revela a forma carinhosa como Deus cria. Ele não se preocupou em embutir no ser humano pensamentos previamente estabelecidos por ele, mas nos deu a chance de podemos aprendê-los ou não. Isso faz de nós seres especiais, dotados de vontade própria. Através disso, Deus revela o seu caráter paterno, mostrando que deseja ver cada filho se desenvolvendo em cada fase de seu crescimento físico, intelectual e espiritual.

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aprendizadoCerta vez, eu estava observando um pequeno garoto com menos de um ano em sua tentativa esforçada de subir alguns degraus de uma escada. Ele mal sabia engatinhar, mas enxergava aqueles degraus como o maior desafio da sua vida. Seu pai o observava de perto. Com muita força de vontade, ele estendia suas pequeninas mãos para alcançar o primeiro degrau. Com um esforço desgastante, se equilibrava para não pôr a perder toda sua jornada. O pai somente observava. Um degrau se foi, faltavam três. Sem desanimar, o garotinho prosseguia com olhar conquistador de um alpinista. Cada degrau alcançado aumentava pouco a pouco seu sorriso. Nada mais parecia entretê-lo. Nem os brinquedos à sua volta, nem as pessoas que conversavam ao seu redor, nem mesmo a presença do seu pai a vigiá-lo. O que ele desejava era apenas chegar em seu destino. Faltando apenas um degrau, para alcançar sua façanha infantil, o pai observador, muito carinhosamente o pega no colo e o coloca no inicio da escada novamente. Todo aquele esforço, tão perto de seu destino e ele se vê novamente no início da escada sendo obrigado a iniciar sua escalada novamente.

Observando este fato tão corriqueiro, comecei a pensar no tratamento de Deus para conosco. Algumas vezes tenho a impressão que fui levado de volta ao início da escada. Você já se sentiu assim? Tão perto de conseguir o que mais quer, e em questão de segundos, estar tão longe do objeto de sua conquista. É algo frustrante, desgastante e desmotivador. Quando julgamos estar aptos e maduros para alcançar o que queremos, Deus nos leva de volta ao primeiro degrau. Depois de ver nosso alvo tão próximo, somos levados a contemplá-lo como uma distante paisagem no horizonte.

Todo aprendizado é traumatizante. É assim porque aprender implica em reconhecer suas limitações. Ninguém aprende nada se não reconhece que não sabe. Ninguém aceita os ensinamentos do Mestre se não o considera mais sábio do que a si próprio. Aprender significa desvencilhar-se de seus limitados e superficiais conhecimentos, e reconhecer que não são suficientes. Isso é algo extremamente difícil para o ser humano, cujo caráter está tão impregnado com soberba e auto-suficiência. Dificilmente assumimos a necessidade de aprender, mesmo que o Mestre seja Jesus Cristo. Às vezes, agimos como crianças mimadas que não querem progredir espiritualmente.

Talvez nossa atitude seja esta devido à comodidade que encontramos enquanto meninos. O erro de uma criança é mais tolerável. Quando se tem um ano, ninguém o julga por tropeçar ou cair, ao contrário, tratam-nos com carinho, curando nossas feridas, levantando-nos e cuidando de nossos traumas.

Venilson

É realmente cômodo ser menino. Ninguém o cobra por suas faltas, sempre existe alguém por perto, uma mão adulta que o levante, e que o leve para a cama quando adormece em frente ao televisor. O choro se torna uma arma de conquista. “Quem não chora, não mama…” diz o ditado popular. E é assim que muitos agem na vida espiritual. Por que crescer, se é tão cômodo permanecer pequeno? Para quê aprender, se é um processo tão doloroso e desmotivador? Muitos se escondem do aprendizado como infante que foge da escola. Às vezes, queremos que Deus nos pegue no colo e nos leve até o último degrau, e quando ele toma a atitude certa de um Pai Amoroso, colocando-nos no início da escada a fim de que aprendamos a galgar os degraus da vida, agimos como crianças mimadas, apelando ao choro de um bebê.

O apóstolo Paulo entendeu muito bem essa deficiência humana. Em I Co 13.11, ele sabiamente escreveu: “Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.”

Existe um momento de rompimento com a meninice. Embora cômoda, esta situação prejudica nosso caráter. Existe um momento em que se faz necessário o crescimento. O alimento sólido se torna imprescindível. As correções e admoestações do Pai se fazem necessárias. Crescer é libertar-se dos medos e inseguranças peculiares da infância e começar a galgar os rústicos e pedregosos degraus da vida.

Jesus disse: “Aprendei de mim” (Mt 11.29). O Pai enviou Seu Único Filho para nos deixar a cartilha da fé. E isso não foi feito para que ficássemos sempre escondidos atrás da infantilidade e da imaturidade. No reino de Deus tudo nasce pequeno, mas tem a responsabilidade de crescer. Imaturidade é reclamar quando a primeira lição é aplicada. A primeira lição da cartilha é Deus, é “Aprenda a aprender!” E isso só acontece quando nossos recursos se acabam e precisamos reconhecer em Deus a única fonte da vida e sabedoria. Se não aprendemos a primeira lição, nunca poderemos prosseguir no aprendizado de Deus e ficaremos confinados à limitação da imaturidade.

Deus não deixa de ser Pai quando seus filhos crescem. Não precisamos temer

pai-e-filhoque ele um dia nos mande para fora de casa. Nem esperar amedrontados uma frase do tipo: “Você está bem crescidinho para resolver seus problemas sozinho”. Nas horas difíceis, o colo do Pai ainda está disponível. A mão amiga ainda é amiga o suficiente para levantar, suportar e amparar. Mas Deus demonstra a excelência da amizade e da paternidade ao corrigir e ensinar o filho a quem ama (Hb 12.6).  Não se recuse a aprender. Pode ser doloroso, cansativo e às vezes desanimador. Mas com certeza valerá à pena ouvir o Mestre dizer no dia de sua graduação: “Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entre no gozo do teu Senhor!” (Mt 25.21).

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Ser Igreja

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