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Archive for the ‘Cotidiano’ Category

man wearing a black face mask

Foto por cottonbro em Pexels.com

 

A Bíblia está repleta de profecias indicando que este mundo é passageiro, e que, um dia, o Cristo ressurreto voltará para derrotar definitivamente o pecado e todo o mal. E executar seu justo juízo sobre todo aquele que rejeitou seu perdão.

Este mundo vai mesmo acabar?

Sim. Deus criou tudo perfeito e bom, mas o ser humano abriu seu coração para o pecado e se separou da santidade do Criador.

A comunhão foi quebrada. O planeta foi contaminado. E a contagem regressiva para o fim começou.

É necessário que o pecado e todas as suas consequências sejam total e definitivamente destruídos.

“O Dia do Senhor virá como um ladrão. Naquele dia os céus passarão com grande estrondo, e os elementos se desfarão pelo fogo. Também a terra e as obras que nela existem desaparecerão. Uma vez que tudo será assim desfeito, vocês devem ser pessoas que vivem de maneira santa e piedosa, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus. Por causa desse dia, os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos se derreterão pelo calor. Nós, porém, segundo a promessa de Deus, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça.” 2 Pedro 3:10-13

Se o mundo está condenado desde o primeiro pecado, em Adão e Eva, o quê Deus está esperando?

Por que Ele ainda não destruiu tudo? Ou por que criou tudo, já sabendo que iria “dar ruim”?

Todas as coisas têm um tempo determinado. E Deus tem sua agenda, perfeita e justa, e sabe o quê está fazendo. Esta é a nossa confiança. Mesmo não compreendendo a maneira como Ele trabalha, cremos em sua soberania sobre tudo e todos e em sua perfeita maneira de agir.

Mesmo sabendo que o trairíamos e que a nossa redenção lhe custaria a vida do Deus-Filho, ainda assim Ele nos criou, acima de tudo, porque nos amava, com amor eterno.

Não nos fez robôs, nem nos programou para que fossemos obrigados a amá-lo e a confiar em sua direção. Mas nos fez livres para retribuir ou não seu amor. Crer ou não em sua palavra.

E, desde antes da nossa criação, Ele já sabia tudo o que iria acontecer, e sabe o que é NECESSÁRIO que aconteça para que tudo cumpra sua perfeita justiça e amor (muito mais do que eu e você).

“Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para ele, para sermos adotados como seus filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o propósito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado.(…) Ele nos revelou o mistério da sua vontade, segundo o seu propósito, que ele apresentou em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra …segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.” Efésios 1:4-11

Quais os sinais proféticos que indicam que o fim está próximo?

Na Bíblia, que é a Palavra de Deus, fonte da revelação divina para o ser humano, há muitas profecias acerca do que acontecerá nos tempos do fim e quais sinais antecederiam este tempo.

Muitos destes sinais já aconteceram e estão acontecendo: fome, guerras, pestes, terremotos, falsos profetas, falta de fé, esfriamento do amor, aumento das orgias, libertinagem, etc… Quanto mais próximo do fim, mais estas coisas se intensificarão.

E há também muitas profecias que ainda não se cumpriram, como o arrebatamento dos salvos, o governo do Anticristo, a escassez mundial de alimento e água, terríveis catástrofes como nunca antes vistas, meteoros caindo na terra, etc.

Este tempo será , sem dúvida, extremamente difícil para todos que o vivenciaram, mas será o justo e perfeito juízo de Deus sobre o Mal e sobre aqueles que rejeitaram seu perdão e amor.

“E vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras. Fiquem atentos e não se assustem, porque é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim. Porque nação se levantará contra nação, e reino, contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Porém todas essas coisas são o princípio das dores…. Muitos falsos profetas se levantarão e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a maldade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que ficar firme até o fim, esse será salvo…” Mateus 24:6-13

Esta pandemia significa que estamos perto do fim?

Talvez sim, talvez não.

Pestes, pragas, mortandades a nível global, tudo isso faz parte do cenário que antecederá o fim.

Mas NÃO EXISTE SER HUMANO NESTA TERRA QUE SEJA CAPAZ DE PREVER A DATA EM QUE CRISTO VOLTARÁ.

O fato é que a volta Dele é iminente! E SIM, pode acontecer a qualquer momento.

Mas a gente sabe que existem os sensacionalistas de plantão, que, a qualquer mínimo sinal, alardeiam que Jesus está “às portas”. Bug do milênio, reconstrução da Babilônia, eleição do Obama, numerologia, alinhamento dos planetas, lua de sangue, dois papas, gafanhotos na África (que todo ano aparecem), flores no deserto de Israel (que também acontece todo ano)… etc, etc, etc…..

Daí o tempo passa, a “poeira se assenta”, Jesus não volta, e fica a frustração.

Os sinais existem para nos manter alertas, para nos lembrar que o arrebatamento pode ser a qualquer momento e que precisamos estar preparados continuamente.

Mas é impossível saber qual será a última catástrofe, a última praga, ou o último dia antes do último dia rs…

Então, creio que é muito importante usarmos a inteligência, a sabedoria e o discernimento que vem de Deus.

” Porque, assim como o relâmpago sai do Oriente e brilha até o Ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem. Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai. Pois assim como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Pois assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.” Mateus 24:27, 35-39

Existe razão para ficar com medo?

Deus é santo e odeia o pecado e suas consequências. Isso precisa ficar muito claro acerca do caráter de Deus.

Ele é amor, é misericórdia, graça, bondade, perdão, longanimidade… Mas nenhum destes atributos anula ou cancela sua justiça.

Ele não pode se contradizer a si mesmo, Ele é perfeito! E não seria justo um árbitro de futebol não mostrar o cartão vermelho depois de uma falta grave, só porque ele gosta muito do jogador.

Pecados têm consequências! E graves!

Por isso, o Deus-Filho veio ao mundo para pagar o preço deste pecado no nosso lugar. Em Cristo, a ira de Deus foi cumprida.

Mas, para que possamos usufruir deste perdão conquistado por Jesus na Cruz, precisamos reconhecer que o pecado era nosso, precisamos crer que Ele é o único que pode nos salvar, e precisamos confiar nossa vida nas mãos Dele.

Deus nos ama e quer que todos sejam salvos! Isso implica em sermos justificados através de Jesus, e assim, santificados em Cristo, podermos ter a nossa comunhão com o Pai totalmente restaurada e a promessa da vida eterna com Ele também após a morte do nosso corpo físico.

Esta deve ser a nossa motivação ao buscarmos a Deus. Não por medo do que possa acontecer com a gente, mas pela compreensão e aceitação de seu amor e sacrifício por nós.

Tempos difíceis vem e vão. Mas, aquele que está em Cristo confia que está sob o cuidado e proteção do Pai.

Isso não significa que estamos “blindados” contra todos os males, mas sim que, haja o que houver, nada pode nos separar do amor de Deus, nosso nome está escrito no Livro da Vida e nosso lugar no Lar Celestial já está preparado.

Então, faça uma reflexão a este respeito e peça que Deus ilumine seus pensamentos e ajude a compreender esse mistério. Se você entende o preço que seu pecado custou para Deus, faça um concerto com Ele ainda hoje. Peça perdão e aceite o convite de Salvação, confessando sua fé no Cristo, que é a verdade, a vida, e o ÚNICO CAMINHO através do qual podemos nos achegar a Deus.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. A condenação é esta: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal detesta a luz e não se aproxima da luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.” João 3:16-21

 

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Women joint pain

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Quando lhe perguntam: “Tudo bem com você?”, como você geralmente  responde?

Muitas vezes, se estamos mal, a gente fica na dúvida sobre o quê dizer:

  • digo que está tudo bem e minto/escondo a verdade?
  • ou falo que estou mal e corro o sério risco de ser vista como uma pessoa amarga e mal agradecida?

Se você, assim como eu, está enfrentando uma fase complicada, conhece bem este dilema.

Mas, bem mais difícil que saber responder aos cumprimentos do dia a dia, é conseguir lidar internamente com nossos próprios questionamentos.

Estou com um pouco mais de 50 anos de idade. Na infância tive bronquite asmática e desmaiava sempre que tentava correr, o que me impediu de praticar atividades físicas durante a fase de crescimento.

Sarei da bronquite mas herdei as “primas”: rinite, sinusite, faringite…

Aos 24 anos contraí tuberculose e fui desenganada pelos médicos devido à algumas  complicações. Mas depois de um mês de internação (30 quilos a menos) e seis meses de tratamento intensivo, fiquei apenas com um leve enfisema – que ainda faz meu peito chiar sempre que respiro. 

Depois comecei a sofrer vários problemas de coluna, graças às sete hérnias de disco, algumas desorganizações vertebrais e também à cirurgia para extração de um neuroma de morton no pé esquerdo.

Calma, não estou me lamentando. Você vai entender porque estou me abrindo aqui com você. Fique comigo e leia até o final.

Pra resumir a história (que é longa, acredite rs): devido à musculatura fraca, somada à  síndrome de Ehlers-Danlos (frouxidão ligamentar) e também a uma alteração genética que atinge as articulações, estou constantemente sentindo dores em pelo menos alguma parte do corpo. Burcite, tendinite, espondilite, artrite, artrose e por aí vai…

Em outubro de 2019 tive o privilégio de passar duas semanas em Israel e Jordânia. Foi uma experiência inesquecível, mas infelizmente forte demais para meus joelhos e quadris. O excesso de caminhadas, subidas e descidas, agravou profundamente as inflamações nestas áreas.

Bom, o final do ano chegou e, antes que eu conseguisse iniciar os tratamentos indicados, caí sentada no chão e consegui uma baita fratura do cóccix e, de bônus, uma simpática rachadura também bem no meio do dedo indicador direito.

Você consegue imaginar este “combo” todo, ao mesmo tempo, numa pessoa só?

Pois é, rs, e também preciso colocar aparelho nos dentes (mas por enquanto não dá, por não conseguir ficar muito tempo sentada). Tenho que começar fisioterapia pra mão, joelho e quadril (mas também não posso, pelo mesmo motivo). Não consigo ficar muito tempo em pé, nem sentada. Não posso deitar de lado por causa do quadril, nem de bruços por causa da coluna, nem de barriga pra cima por causa do cóccix… kkkkkkk….. Mas, tirando o que tá ruim, o resto tá bom….

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Onde está o meu milagre?

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Antes que me diga: “junta tudo e joga fora” rs, confesso que em alguns momentos me sinto tentada a fazer isso mesmo.

Aprendi, desde pequena, a confiar num Deus que faz milagres. Que ressuscitou Lázaro, abriu o Mar Vermelho, jorrou água da rocha, parou o tempo, fez uma mula falar, um machado flutuar, cessou a tempestade, curou paralíticos, cegos, leprosos, …

Presenciei inúmeras curas de pessoas próximas a mim, e inclusive a minha própria, da minha infecção generalizada quando tive tuberculose.

Então, porque Deus não me cura? Porque Ele não alivia minhas dores?

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Eu não sou mais especial, mas sou única

Cada um de nós neste mundo tem seus pesares, limitações, frustrações, conquistas, alegrias, habilidades, excepcionalidades. Diante do Pai, ninguém é “especial”. Ele não tem filhos preferidos nem preteridos. E estamos todos sujeitos às intempéries da vida. 

Por outro lado, somos todos únicos para Deus. Ele está cuidando de nós e permanece no controle de tudo. Como escreveu a Raissa Bomtempo no Gospel Mais: A fé inabalável permite crer que. apesar do caos do momento, DEUS REINA, nenhum mal triunfa até o fim e nenhum sofrimento dura para sempre. 

Eu acredito que Deus não desperdiça nada, nem mesmo (ou principalmente) uma dor. E sei que Ele pode usar a minha experiência para abençoar outras pessoas.

Talvez você esteja passando por algo parecido ou até bem mais sério e complicado que eu. Então listei aqui alguns princípios que têm norteado a minha vida já há algum tempo.

Espero que, de alguma forma, essas palavras sejam um “quentinho” no seu coração, que a sua esperança seja renovada e que a gente caminhe na certeza de que: no fim… no fim dá tudo certo.

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O que eu aprendi (e continuo aprendendo) com minhas dores:

1. AMOR MAIOR – O amor de Jesus e a presença do Espírito Santo na minha vida é algo tão pleno e maravilhoso que, diante disso, qualquer coisa que me afligir será insignificante e não merecerá a minha atenção.

2. FÉ INCONDICIONAL – Minha fé e confiança em Deus não depende de nada além do que Ele representa para mim. Como responderam Sadraque, Mesaque e Abednego ao rei Nabucodonozor diante da acusação que estavam sofrendo: “Não precisamos defender-nos diante de ti. Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos…  Mas, mesmo se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos teus deuses” (Daniel 3:16-18). 

3. ALEGRIA INTERIOR – Minha alegria não depende de situações ou circunstâncias. Minha alegria vem do Céu e da ação do Espírito Santo em mim, por isso Jesus disse que ninguém poderia roubá-la de nós.

4. RESPONSABILIDADE E CONFIANÇA – Diante de uma patologia, preciso fazer o que cabe a mim: hábitos saudáveis, terapias, tratamentos (até injeção no dedo eu já tomei)… e, depois disso, deixar o resto com Deus. Ele pode fazer todas as coisas. Sei que se ainda não me curou, é porque tem algum propósito maior pra tudo isso, afinal, Ele sempre sabe o que faz.

5. ACEITAÇÃO – A certeza que temos da vida é que ela é cheia de incertezas e precisamos exercitar a nossa capacidade de nos adaptar aos imprevistos. Eu tinha vários planos e projetos para este ano mas nem tive tempo de colocá-los no papel rs. E assim é a vida. Fico pensando na ginasta Laís Souza, por exemplo, que, de um dia pro outro, ficou tetraplégica. E tantos outros casos vemos de situações assim. Precisamos entender que não vamos conseguir controlar a maioria das coisas. Cabe a nós, fazer o possível da melhor maneira possível. 

6. DESCANSO – Alguns dias, as dores são bem limitadoras. E nunca sei como vou amanhecer no dia seguinte (na verdade ninguém sabe né, é que no meu caso já virou rotina rs). Hoje mesmo acordei com o joelho inchado e doendo muuuuuito. Precisei parar várias atividades ministeriais e é sempre arriscado fazer planos e assumir compromissos. Mas aprendi a não me cobrar e a respeitar meus limites. Me esforço sim. Mas reconheço minhas fragilidades e sei que se eu puxar um elástico com mais força do que devo, ele fatalmente se arrebentará.

7. RESILIÊNCIA – Saber quando ser resiliente diante de uma tempestade não é fraqueza, é sabedoria.

8. A DOR FAZ BEM – Queremos estar sempre bem, mas as adversidades são dádivas em nossas vidas. As dificuldades e enfermidades nos fazem mais humildes, mais sensíveis à dor do outro, mais maduros. Olhar o mundo com doçura é uma disciplina que desenvolvemos principalmente a partir do sofrimento e da dor.

9. DUAS PEDRAS PRECIOSAS – Penso que precisamos cultivar principalmente a gratidão e o bom humor. Ficar murmurando, reclamando, ruminando nossas mazelas e tristeza só faz piorar o que já está ruim. A gratidão nos faz olhar para as bênçãos, nos ensina a valorizar o que está bom e a focar nas coisas boas da vida. E o bom humor torna nossos dias mais leves.

10. TUDO PASSA – Receberemos a cura completa e permanente quando, no Céu, recebermos nossos corpos glorificados, libertos de tudo o que o pecado nos roubou. Enquanto esperamos por este Dia, vamos vivendo nossas vidas em honra e obediência ao nosso Deus, servindo ao nosso próximo e aproveitando cada momento com nossos familiares e amigos.

O que eu faço com tanta dor? Ofereço-a a Deus como oferta de adoração. Deposito-a aos pés da cruz e confio no amor do Pai.

Claro que não sou um poço de estabilidade. Tenho minhas crises, meus momentos de desânimo, meus retrocessos. Mas também aprendi que os tropeços fazem parte da caminhada. E que o importante é prosseguir na direção certa, sempre.

Por isso tudo, quando me perguntam: “- Tudo bem com você?”

Eu respondo, com convicção: “- Sim, está tudo bem!”

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Ser Igreja

Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

 

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Fico olhando as galinhas aqui no meu quintal. Fizemos um cercado pra elas, com água, comida e também abrigo contra possíveis predadores. Vira e mexe uma escapa do cercado e, assim que percebe que está fora dele (quando vê suas “irmãs” se fartando com a ração), fica logo desesperada querendo entrar de volta. Embora a escapadela tenha sido fácil, encontrar o caminho de volta é sempre mais complicado, e geralmente precisamos dar uma ajudinha.

Fiquei pensando como muitos de nós fazem exatamente a mesma coisa. Respeitando-se os limites da comparação.

Quantos sentem-se presos a um conjunto de regras de ética e moral impostas pela igreja, e a tal prisão parece que sufoca, oprime, inibe e traz inúmeras privações, a ponto de desejarem, desesperadamente, viver em “liberdade”.

Penso que podemos elencar pelo menos três fatos nesta história:

  1. Na verdade, as tais “regras de ética e moral” não são regras e também não são “impostas pela igreja” (ou pelo menos não devem ser). São princípios que nos fazem ser quem realmente fomos criados para ser. São práticas, estabelecidas por Deus, que garantem nossa própria identidade e nos possibilitam alimento e proteção. É neste lugar seguro que o Espírito de Deus opera com liberdade, supre nossas necessidades e nos protege do maligno e de nós mesmos.
  2. Fora da “grade de proteção” não há liberdade, há morte! E as minhas galinhas instintivamente sabem disso. Desconectados do Corpo de Cristo, aparentemente estaremos livres das prestações de contas, das obrigações, dos compromissos, das “tretas” com os irmãos encrenqueiros, das disciplinas espirituais, das cobranças, dos julgamentos, etc, etc, etc. Mas também estaremos indefesos, expostos ao frio, à chuva, ao sol escaldante, à fome, à sede, à falta de direção e aos ataques daquele que quer apenas nos roubar, matar e destruir.
  3. Sempre saímos por iniciativa própria. Mesmo que estejamos incomodados com o sistema ou com pessoas, a decisão de abandonar o “galinheiro” (rs), ou melhor, o aprisco do Bom Pastor, é sempre nossa. Mas, quando estamos lá fora, não vamos conseguir voltar sozinhos. É preciso então reconhecer o erro e nos render à graça de Deus, que nos conduzirá em seus braços de amor de volta pra nossa casa, de onde nunca deveríamos ter saído.

Então permaneça na Casa do Pai. Ele sabe o que está fazendo…

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liberdade

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Ser Igreja

Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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Muitas vezes, enfrentamos momentos tão difíceis em nossas vidas, que a sensação é de estarmos num “deserto”. Relacionamentos, emoções, saúde, finanças, parece que nada dá certo. Onde está Deus? Por que Ele não faz alguma coisa? Até quando vamos suportar tanta dor?

Esta mensagem fala um pouco sobre estes “desertos” e nos ajuda a enfrentá-los e vencê-los sobre uma perspectiva correta.

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Eleicoes2014

Em meio a um furacão de denúncias e celeumas, a presidente Dilma Rousseff, do PT (Partido dos Trabalhadores) é reeleita para ocupar o mais alto cargo executivo do Brasil por mais quatro anos a partir de 2015.

Paralelamente a este evento político, cristãos em todo o país se colocam em estado de alerta diante de inúmeras palavras proféticas apontando o início de um tempo de perseguição à Igreja e ao cristianismo neste novo governo.

Diante de tanto alarmismo e inquietação, o quê pensar? Em quê acreditar? Quais providências tomar?

A verdade é que vivemos dias difíceis e turbulentos, não por culpa do governo, mas como consequência das ações de uma sociedade corrupta, imediatista, egoísta e sem temor a Deus, da qual o governo faz parte. O mundo jaz no maligno (1Jo 5:19). Nossa cultura globalizada e capitalista está corrompida e nenhum tipo de reforma governista, partidária, popular ou sindical seria capaz de mudar essa situação. Não é possível jorrar água limpa de uma fonte suja. Seria preciso reformar, primeiro, o homem.

Evidentemente, como cidadãos brasileiros que somos, ansiamos em conhecer a tão falada justiça social. O equívoco, a meu ver, está em esperar que ela venha como resultado de um processo eleitoral. Apenas o poder do Evangelho agindo através da Igreja pode, de fato, mudar o Brasil. 

Mas, e a perseguição ao Evangelho, a relativização do pecado, “leis de mordaça” e possível fim da liberdade religiosa? Profecias e “profecias” de perseguição surgem e ressurgem de tempos em tempos. Foi assim em 2000 (virada do milênio), 2002 (eleição do Lula “comunista”) e 2006 (o tal “ano da besta”)… Foi assim também em 2010, no primeiro mandato da Dilma, onde falava-se de um grande complô que se concretizaria com a subida do vice Michel Temer ao poder.

Mas, cá entre nós, que novidade há nisso? Esta profecia foi descrita em detalhes há dois mil anos na Palavra de Deus, e fala de uma grande perseguição mundial que acontecerá nos dias finais (Dn 12:1; Mt 24:9-13; Ap 13:11-17…). Isso significa que, mais cedo ou mais tarde, a perseguição chegará ao Brasil. Qualquer “nova” profecia a respeito, estará apenas repetindo a original.

Esta certeza não nos deve causar alarmismo, pânico ou medo, mas alegria pelo privilégio de poder participar do sofrimento de Cristo (Mt 5:10-11, 1 Ts 3:3, At 14:22, etc…).

Como cristãos, nossa responsabilidade é viver cada dia na expectativa da volta de Jesus, temendo a Deus e proclamando a sua salvação.

Como cidadãos dos Céus, mas temporariamente brasileiros, cabe a nós orar por nossos governantes e dar a nossa contribuição para a construção da justiça social neste país, independentemente de qual partido esteja no comando político.

E, firmados em Cristo, estejamos vigilantes e prontos para o que vier: avivamento, arrebatamento, perseguição ou morte. Isso resume tudo. 

Que Deus nos dê sabedoria e graça para atravessar cada fase da nossa vida sem envergonhar o Evangelho. E que a nossa vida exale, sempre, o bom perfume de Cristo, por onde quer que andarmos. SÓ JESUS CRISTO SALVA.

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

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sombrio

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As vezes o sofrimento é tão intenso e duro, que a nossa única vontade é de sumir! O coração parece pequeno e insuficiente para suportar tamanha dor. A alma dilacerada sangra e grita (às vezes em silêncio). Lágrimas, gritos, uivos… nada é bom o bastante para expressar o que a gente está sentindo. E o corpo parece funcionar à revelia da razão. Você já passou por isso?

A verdade é que Deus é todo bom e todo poderoso, mas o mal existe. E como filhos amados de Deus, experimentamos seu cuidado e proteção, mas não passamos de largo pelas tragédias da vida.

A sensação é que não vamos conseguir continuar. Nos sentamos, como Jó, com um só anseio no coração: sumir!

Mas… não dá para simplesmente sumir. A vida continua e com ela suas exigências e obrigações.

Então, como prosseguir? De onde tirar forças para se levantar e dar o próximo passo?

De um jeito ou de outro, o problema vai ser resolvido, a vida vai se reorganizar, a ferida vai fechar… mas, e enquanto isso não acontece? Como suportar as noites com o filho numa UTI, a traição de um cônjuge, a morte de um ente querido, a dor de uma enfermidade letal, os flagelos de uma guerra?

Chega-se ao ponto em que não há mais forças, nem para chorar, quanto mais para se levantar.

Creio que, antes de tudo, precisamos redescobrir a prática de desabafar com Deus. Dele primeiramente devem ser nossas palavras, nosso choro, nossos questionamentos. Vimos isso acontecendo com Jó, Davi e o próprio Jesus. Em momentos de desespero e dor, o caminho é correr para os braços do Pai e rasgar o coração com o Criador. Ele aguenta! Ele entende! Ele escuta!

Nem sempre é possível compartilhar o motivo da dor com um amigo. Mas, com Deus, é sempre possível.

Então, enquanto a resposta não vem e a tempestade parece só aumentar, o segredo é se esconder em Jesus. Não adianta ficar pensando “quão bom seria se nada disso tivesse acontecido”. O fato é que aconteceu e não tem como retroceder. Então só nos resta buscar refúgio Naquele que pode nos acolher e sustentar. Fazer de Deus a nossa morada, não importando o que há lá fora. Conversar com Deus ou entregar a Ele o nosso silêncio. Mas confiar que Ele está ali, trabalhando em nosso favor.

E então, em meio a tanta escuridão, o Pai chora conosco e nos capacita a continuar.

E você se levantará, dará os próximos passos, e, no fundo, saberá que essa força só poderia ter vindo do Alto.

Anderson Nunes, um pastor amigo, de S. José da Tapera (interior de Alagoas), escreveu: “Deus não faz ATALHOS, mas CAMINHOS PERFEITOS, que por mais longos e difíceis que sejam, sempre são os melhores!”.

Está com vontade de sumir? Desaparecer do mapa? Cavar um buraco e entrar nele? Deposite suas angústias em Deus e, a seu tempo, mansamente, Ele o guiará.

Ficarão as cicatrizes da dor, mas tão somente como testemunha de mais um milagre do poder do Senhor em sua vida… porque no fim, no fim tudo dá certo!

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

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Todo aquele que costuma ler a Bíblia Sagrada, vê logo que Israel é o povo escolhido de Deus que herdou, do próprio Criador, a Terra de Canaã. Aprendemos a amar essa terra e esse povo através das histórias de Abraão, Moisés, Josué, Davi, João Batista e tantos outros. Cada relato sagrado remete nosso imaginário a inúmeros cenários de milagres como Belém, Nazaré, Caná, o Mar da Galileia, o Monte Sião. E a história bíblica termina com a igreja cristã prosperando em Jerusalém e toda a região de Israel, depois da ressurreição de Cristo.

Mas, quando fechamos as Escrituras e abrimos o jornal, nos deparamos com um Israel totalmente diferente daquele dos tempos bíblicos. Afinal, o que aconteceu neste intervalo de tempo? O que mudou nos últimos dois mil anos para que o cenário se transformasse de maneira tão radical? Como entender o atual conflito entre Israel e Palestina?

Dada a complexidade da situação, tais respostas poderiam facilmente render uma biblioteca inteira para que tudo fosse devidamente explicado. Mas vamos tentar aqui responder às dúvidas mais comuns, de maneira simples e concisa, para que o leitor tenha uma visão geral da situação.

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ISRAEL E A IGREJA PRIMITIVA

Israel no Novo Testamento

Jesus Cristo, o Messias que viria para libertar Israel, mostrou que a tal liberdade prometida não era geopolítica, mas sim espiritual. E assim, os que pretendiam se livrar do domínio do Império Romano, iniciaram eles mesmos uma rebelião de independência contra o regime. Esta rebelião foi violentamente abafada pela milícias romanas, que acabou por destruir completamente a cidade de Jerusalém, o templo de Herodes, os muros da cidade e centenas de casas e edificações. Isto ocorreu no ano 70 e, tamanha foi a destruição, que a população simplesmente abandonou Jerusalém, fugindo para nações vizinhas como Egito, Turquia, Iraque, bem como para países europeus e do continente americano. A região de Israel ficou totalmente desolada e relegada ao esquecimento, assim permanecendo durante séculos.

Para piorar ainda mais a situação, em 135 d.C. o imperador Adriano deu a Israel o nome de Palestina, tradução da palavra hebraica “Pilisheth” ou Filistia, principal inimigo dos israelenses desde os tempos bíblicos, com o propósito de, definitivamente, colocar um fim à identidade da nação judaica.

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A PALESTINA E A CHEGADA DO ISLAMISMO

Praticamente abandonada pelos judeus, povos vizinhos (principalmente árabes) começaram a migrar para a região de Israel (agora conhecida como Palestina), convivendo pacificamente com seus habitantes.

Com a decadência do Império Romano e o surgimento do Islamismo na Arábia com seu ideal de conquistar toda a Terra, Israel foi alvo fácil para os muçulmanos. Encontrando pouquíssima resistência, o califado islâmico  se instalou na região por volta do ano 634.

Sem praticamente nenhuma representação política nacionalista, Israel foi então sendo sucessivamente conquistada por diferentes governos e nações. Esteve sob domínio da Síria, Egito, árabes muçulmanos, dos cruzados, dos curdos, dos mamelucos egípcios, sendo finalmente agregada ao Império Turco-Otomano em 1.517.

 

MOVIMENTO SIONISTA

Pouco mais de 300 anos depois, surge na Europa o movimento denominado de “sionismo”, um incentivo ao retorno dos israelenses de todo o mundo a Sião (nome bíblico para Jerusalém). O movimento ganha força principalmente após o Holocausto de Hitler. Imensos territórios em Israel são pouco a pouco comprados com os fundos do movimento, propiciando aos judeus a oportunidade de fundar verdadeiras comunidades judaicas nessas fazendas. Muitos têm relacionado essa volta dos judeus à alusão da figueira feita por Jesus em Mateus 24:32, afirmando que a geração da restauração de Israel seria a geração da volta de Cristo.  Mas não temos como afirmar isso.

Na 1ª Guerra Mundial, em 1.914, a região foi conquistada pelos países aliados (França, Rússia, Inglaterra, EUA e outros) e, com o fim da guerra e a derrota do Império Otomano, a Organização das Nações Unidas se comprometeu com a criação de um Estado Judeu na região ocupada, na época,  por 95% de árabes.

Milhares de judeus, de todas as partes do mundo, começaram a desembarcar em Israel, em resposta à convocação e incentivos do movimento sionista.

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O NOVO ESTADO DE ISRAEL

De acordo com votação das Nações Unidas em 1.948 para a criação de um “Lar Nacional” para Israel, cerca de 57% do território palestino deveria ser entregue ao povo judeu, mas os países árabes não aceitaram este acordo, declarando guerra no dia seguinte à criação do Estado de Israel, invadindo os limites estabelecidos pela ONU.

O conflito foi vencido pelos judeus que estenderam seus domínios por uma área de 20 mil quilômetros quadrados (75% da superfície da Palestina). O território restante foi ocupado pela Jordânia (que anexou a Cisjordânia) e o Egito (que ocupou a Faixa de Gaza).

Inúmeros conflitos se seguiram e, em 1.967, na Guerra dos Seis Dias, Israel precisou guerrear contra uma liga de 12 países árabes e venceu, conquistando e ocupando os territórios de Gaza (antiga Filistia)Cisjordânia (correspondente aos antigos territórios das tribos de Issacar, metade leste de Manassés Ocidental,  Efraim, Benjamim e norte de Judá).

Guerras e conflitos armados e diplomáticos se tornaram rotina na região. Desde 1.964, movimentos árabes têm se levantado com o objetivo de “libertar aisrael-palestina - demografia Palestina”. Alguns visam apenas conquistar a autonomia árabe sobre os territórios da Cisjordânia e Gaza, enquanto outros não reconhecem o direito de Israel a um Estado e almejam expulsá-lo definitivamente da Palestina. Dentre tais movimentos, destacam-se hoje o Hamas e o Hezbolah.

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ATUAIS CONFLITOS ENTRE ISRAEL E PALESTINA

A atual onda de ataques teve início com a morte de 3 jovens judeus na Cisjordânia, cujos corpos foram encontrados com marcas de tiros no último dia 30 de junho. O governo israelense responsabilizou o Hamas (grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza) pelas três mortes. Num ato de “vingança” a estes crimes, no dia 1º de julho extremistas judeus sequestraram, torturaram e queimaram vivo um adolescente palestino. Um grande contingente do exército de Israel foi mobilizado para as fronteiras de Gaza. Dezenas de membros do Hamas foram detidos, gerando uma onda de revolta e protestos no grupo palestino, que iniciou um intenso bombardeio de foguetes contra o sul de Israel. Em resposta, o governo israelense revidou dando início ao combate mais sangrento na região dos últimos anos.

Segundo o governo de Israel, a estratégia do Hamas é criminosa e brutal. Eles disparam seus foguetes intencionalmente a partir de áreas civis densamente habitadas, sabendo que o exército israelense irá revidar, disparando contra o local de origem do ataque. Como os guerrilheiros do Hamas se escondem em bunkers subterrâneos, usam os civis que vivem na região como verdadeiros “escudos humanos” e, com isso, conseguem mobilizar a opinião da comunidade internacional contra Israel.

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FINAIS DOS TEMPOS?

Vale do Armagedom

Vale do Armagedom

É claro que, absolutamente tudo o que acontece na Terra Santa, imediatamente acende as especulações escatológicas de cumprimentos proféticos. Isso porque há inúmeras profecias que ligam Israel aos eventos apocalípticos.

Entretanto, é preciso ter cuidado. Muitas destas profecias não estão claras quanto aos detalhes e muito do que tem sido dito é fruto de interpretações alegóricas, de acordo com a visão teológica do seu intérprete.

Por exemplo: havia quase um consenso entre os teólogos de que o Iraque era a Babilônia descrita em Apocalipse e Saddam Hussein era o Anticristo. Isto baseado em inúmeros argumentos de dedução lógica comparando-se as atitudes de Hussein e profecias contidas em vários textos bíblicos. Hoje sabemos que todos estavam errados.

É perda de tempo ficar tentando adivinhar o significado das profecias ou forçar sua ligação com acontecimentos no Oriente Médio. O que tiver que vir, virá.

O que sabemos, com certeza, que dentre os eventos dos finais dos tempos, está o governo do Anticristo, um acordo de paz que será quebrado na metade do tempo, a perseguição aos judeus (talvez a todos os cristãos), grandes cataclismas planetários e uma terrível guerra contra Israel, denominada de Armagedom (saiba mais sobre as profecias bíblicas dos tempos do fim no artigo: “Certezas sobre o fim do mundo”.)

Os atuais conflitos com os palestinos podem, sim, ser o início do Armagedom. Como podem, também, ser apenas mais um das dezenas de conflitos e guerras já ocorridos naquela região. Cada acordo de paz firmado na região pode ser, sim, o acordo previsto pelos profetas, como pode, também, ser apenas mais um acordo de tantos outros ocorridos nas últimas décadas.

Penso que Deus planejou as coisas deste jeito, deixando alguns detalhes proféticos em oculto, justamente para que não conseguíssemos prever o tempo exato da volta de Cristo.  É preciso estar pronto sempre, vigiar sempre, e viver sempre na expectativa de que o fim pode chegar a qualquer momento.

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CONCLUSÃO (?)

Do ponto de vista espiritual, o povo de Israel é descendente de Abraão, o povo com quem Deus firmou uma aliança eterna, mas também o povo que rejeitou o Messias, rejeitando também assim o próprio Deus. O povo árabe é igualmente descendente de Abraão, e também foi abençoado por Deus (Gênesis 16.1-16; 17.15-23; 21.8-21), mas escolheu o caminho do islamismo enquanto nação, nomeando Maomé como seu profeta no lugar de Cristo. Claro que, no meio destes dois povos, entre extremistas e fundamentalistas, existem aqueles que desejam a paz, que temem a Deus, e que creem em Jesus Cristo como Salvador e Senhor.  Estamos aqui analisando de forma genérica as escolhas de cada povo.

Do ponto de vista político, Israel acredita que está em seu direito, pois: todo o território lhe foi dado originalmente pelo próprio Deus há mais de quatro mil anos,  eles o conquistaram das mãos dos cananeus (primeiros habitantes da região), uma resolução da ONU concedeu parte do território a eles, e o restante foi conquistado na Guerra dos Seis Dias em 67. Também se acha no direito de manter o cerco a Gaza e Cisjordânia e manter tais territórios ocupados, como uma forma de defesa aos terríveis ataques terroristas que os grupos islâmicos extremistas intentam contra os judeus. E também se acha no direito de, atualmente, bombardear alvos civis em Gaza, já que tais alvos são escudos humanos utilizados pelo grupo terrorista Hamas.

Por outro lado, os palestinos também acreditam que estão em seu direito, pois: os judeus abandonaram a região, que foi então ocupada pacificamente pelos árabes. Também se acham no direito de não reconhecer como legítima a resolução da ONU por ter sido algo imposto e unilateral, sem a aprovação da liga árabe. E também se acham no direito de, atualmente, bombardear Israel, em retaliação ao cerco desumano que lhes é imposto, impedindo a liberdade do cidadão ir e vir em seu próprio país, além de restringir ajudas humanitárias, e controlar a água, a comida e o comércio na região.

Enfim, numa comparação talvez bem grosseira, seria como se índios e brasileiros entrassem em guerra. Quem estaria com a razão? De quem é o direito à terra? O que fazer com os milhares de brasileiros expulsos de suas cidades pelos índios? A situação hoje em Israel é tão complexa que, provavelmente apenas uma intervenção sobrenatural poderá por um fim a tantos dilemas éticos, políticos e religiosos. Ambos estão certos, mas nenhum tem razão. E enquanto isso, no meio do fogo cruzado entre o exército israelense e os grupos árabes terroristas, quem perde é sempre a população.

O desenrolar desta história só Deus sabe. A resposta certa para tantas perguntas também só Deus é capaz de dar com a necessária imparcialidade, justiça e amor.

Que o Senhor tenha misericórdia das milhares de famílias em Israel e na Palestina, que tem sofrido com tanto ódio num clima de guerra que parece não ter fim.

E que tenha misericórdia de nós, abrindo nossos olhos para que estejamos vigilantes e prontos para nos encontrar com Ele no Dia Final.

De uma coisa podemos ter certeza sempre: Jesus Cristo é o único caminho para a vida eterna com Deus.

JERUSALEM

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* Querido leitor, caso tenha ficado alguma dúvida sobre o assunto, por favor, deixe seu comentário e, assim que possível, terei alegria em ajudá-lo. Um abraço. Deus abençoe.

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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