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Archive for the ‘Vida com Deus’ Category

O termo “clean” na decoração é usado para definir um ambiente simples, básico e sem muitos detalhes. Adotando da moda o slogan “menos é mais”, o estilo clean é uma tendência, já que une conforto, beleza e praticidade.

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Enquanto orava hoje, me veio à mente a visão de um “coração clean” – um coração com grandes espaços vazios para que o Espírito Santo de Deus “caminhe” livremente por ele, sem impedimentos, sem precisar se “desviar” de entulhos e excesso de móveis em cada canto. Um coração sem coleções de bibelôs e enfeites minúsculos decorativos que juntam poeira e são difíceis de limpar. Um coração que se satisfaz com o básico – o necessário – e não gasta tempo ou dinheiro adquirindo toda novidade que aparece no mercado, só porque tem condições ou o preço esteja bom.

O “coração clean” não se distrai com o supérfluo – ele é focado na essência. Não dá ouvido a fofocas, não participa de conversas infrutíferas e desperdiça o mínimo possível de tempo em entretenimento fútil, redes sociais, TV, internet e todos aqueles vídeos bonitinhos e engraçadinhos que de nada servem.

O “coração clean” pratica o desapego – diariamente se coloca diante de Deus para a limpeza. Sua preocupação está além da pergunta: “É pecado?”. Sua preocupação está em saber se é importante, se faz parte do projeto de Deus para sua vida, se está ou não atrapalhando o fluir do Espírito em sua vida.  E não hesita em “descartar” qualquer prática ou bem que não se enquadre na vontade do Arquiteto naquele momento.

O “coração clean” se deleita com o essencial – ele não precisa de elogios, palavras de afirmação, aplausos, motivação exterior, pregações motivacionais, experiências sensoriais. O “coração clean” tem fome e sede de Deus e se satisfaz Nele e em sua Palavra. Ele sabe que frufrus e rococós só atrapalham. Então, a sua prioridade é diminuir ao máximo possível todo o barulho para poder ouvir o único som que realmente importa: a voz do Espírito Santo.

O “coração clean” mantém cada coisa em seu devido lugar – mantém um relacionamento saudável com a família, amigos, irmãos em Cristo, mas não tem esses relacionamentos como fontes de sua segurança e felicidade. Não é dependente emocional de filhos, cônjuge, amigos, dinheiro ou sucesso.

Deus precisa de um coração leve, solto, livre de amarras e expectativas falsas. Um “coração clean”, com espaço para tudo o que Ele quiser fazer em nós e através de nós.

Carreira, trabalho, prosperidade financeira, um corpo bonito, a casa própria, o carro do ano, popularidade, um ministério bem sucedido, realização pessoal… são sonhos válidos, mas nosso coração não pode estar nessas coisas.

Ah Deus, ajuda-nos a nos livrar emocionalmente de tudo o que não precisamos e a aprendermos que a nossa verdadeira felicidade depende tão somente do Senhor.

Caminhando Jesus e os seus discípulos, chegaram a um povoado, onde certa mulher chamada Marta o recebeu em sua casa. Maria, sua irmã, ficou sentada aos pés do Senhor, ouvindo-lhe a palavra. Marta, porém, estava ocupada com muito serviço. E, aproximando-se dele, perguntou: “Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado sozinha com o serviço? Dize-lhe que me ajude! ” Respondeu o Senhor: “Marta! Marta! Você está preocupada e distraída com muitas coisas; todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.
Lucas 10:38-42

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Ser Igreja

Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP
 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

 

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“Para um tempo como este”

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"Um tempo como este"

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INTRODUÇÃO

O povo judeu, por volta do ano 586 a.C., foi levado para a Babilônia como escravo, deixando para trás a cidade de Jerusalém totalmente destruída. Passados setenta anos, o Rei Ciro (persa que conquistara o Império Babilônico) libera os judeus para voltarem a Jerusalém. Muitos voltaram, mas muitos também permaneceram nas províncias da Babilônia, agora sob o domínio da Pérsia. Dentre os que permaneceram, está a família de Mardoqueu e Ester, judeus da tribo de Benjamim. Numa determinada ocasião, quando planejava suas guerras contra a Grécia, o rei Assuero (cujo nome verdadeiro era Xerxes), sucessor de Ciro, destituiu sua esposa Vasti da posição de rainha por ter sido desonrado publicamente por ela, e após uma cuidadosa seleção, escolheu e nomeou Ester como sua nova rainha. Mas o povo judeu tinha muitos invejosos no império, dentre eles, Hamã, que enganou o rei e o convenceu a lançar um decreto para destruir todos os judeus em todas as províncias da Pérsia. Dentro deste contexto de iminente destruição é que Mardoqueu pede à Ester que interceda junto ao rei e impeça o cumprimento deste decreto.

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OS DOIS DECRETOS

Identificamos no tempo de Ester a existência de dois decretos sobre o povo judeu:

  1. O decreto do rei Xerxes ordenando que todos os judeus fossem mortos: “Chamaram os escrivães do rei no primeiro mês, no dia treze do mesmo e, conforme a tudo quanto Hamã mandou, se escreveu aos príncipes do rei, e aos governadores que havia sobre cada província, e aos líderes, de cada povo; a cada província segundo a sua escrita, e a cada povo segundo a sua língua; em nome do rei Assuero se escreveu, e com o anel do rei se selou.
    E enviaram-se as cartas por intermédio dos correios a todas as províncias do rei, para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer a todos os judeus, desde o jovem até ao velho, crianças e mulheres, em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens.” Ester 3:12-13
  2. O decreto de Deus confirmando sua aliança eterna com seu povo: Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.
    Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; os teus muros estão continuamente diante de mim.” Isaías 49:15-16. Leia também Jeremias 32:36-40.

Em nossos dias também podemos identificar estes dois decretos sobre as nossas vidas: o decreto do inimigo e o decreto de Deus.

Sempre haverá decretos de morte sobre a nossa vida: morte dos sonhos, do ministério, do casamento, da alegria, da fé, da esperança, do poder, da honestidade, da justiça.

Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda ao derredor, bramando como leão e buscando a quem possa tragar. 1 Pe 5:8

Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo. Lc 22:31

Sim, há um decreto de morte sobre a minha e a sua vida neste momento, mas há também um decreto de bênção, de vida e de salvação sobre cada um de nós, da parte do nosso Deus.

Este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já agora está no mundo. Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo. 1 Jo 4:3-4

O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Mas eu vim para que tendes vida, e a tenham em abundâcia. Jo 10:10

Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. 1 Jo 5:4

Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. 1 Co 15:57-58

Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo, não pasmes nem te espantes, porque o Senhor é contigo por onde quer que andares. Josué 1:9

Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Rm 8:28 e 37

Agindo Deus, quem impedirá? Is 43:13.

Não podemos ignorar os ataques do maligno sobre nossas vidas, nossas famílias, nossos relacionamentos, nossa sociedade. Há um decreto de morte para nos destruir e nos impedir de cumprir os propósitos de Deus. Mas há também um decreto de vida e vitória da parte do Senhor. Promessas infalíveis do Pai de Amor e uma aliança eterna e irrevogável com todo aquele que a Ele um dia se entregou.

A Rainha Ester tinha sobre si também estes dois decretos, e viu-se diante de um dilema. O quê fazer para que neutralizar as forças do mal? Como agir? Que atitude tomar?

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AS DUAS ESCOLHAS

Mediante tais decretos espirituais que existem sobre nossas vidas teremos sempre duas alternativas: nos calarmos ou fazermos alguma coisa.

Muitas vezes nos acomodamos na “Casa do Rei”, e nos esquecemos de que há uma batalha lá fora! Nos ocupamos e distraímos com nossos próprios problemas. Como Jó, nos assentamos nas próprias cinzas e passamos o tempo raspando nossas próprias feridas, com pena de nós mesmos, lamentando a nossa sorte. Até sabemos que há um chamado de Deus para as nossas vidas, mas o adiamos para quando os problemas forem resolvidos ou para quando estivermos preparados:

Se a minha casa fosse maior eu seria hospedeira de Célula…

Se eu tivesse um carro eu participaria das vigílias…

Quanto eu tiver mais dinheiro eu vou contribuir para os missionários…

Quando eu tiver terminado a faculdade eu vou fazer a obra de Deus…

Se eu tivesse uma boa saúde eu oraria mais

“Meu problema é o meu emprego”, “Meu problema é que eu não tenho um emprego”, “Meu problema é meu marido”, “Meu problema é que eu não tenho um marido”, e por aí vaiE assim vamos procrastinando nossas decisões, adiando nossa obediência e justificando nossa omissão.

Mas a verdade é que há uma guerra acontecendo lá fora, e Deus tem um propósito para esta geração; se nós nos calarmos, Ele usará um ímpio, uma pedra, ou uma mula se for preciso, mas vai cumprir o seu propósito. Enquanto isso, vamos ficar para trás e perdermos a bênção que estava preparada para nós.

O tempo está acabando! Precisamos nos despertar para a nossa missão e, como Ester, confiar que Deus cuidará do resto.

Deus nos diz: “Seja fiel no pouco e sobre o muito te colocarei”. Então, não espere ter muito ou chegar no muito para só então começar a ser fiel. Se você tem pouco, hoje, ofereça a Deus este pouco. Pouco tempo, poucos recursos ou pouca habilidade, o seu “pouco” é tudo o que Deus quer e precisa para fazer muito. O tempo é hoje, é agora!

Ser espiritual não é andar por aí “em transe”, levitando, orando em línguas, cantando hinos espirituais e se isolando do mundo. Ser espiritual e pensar nas coisas que são de cima, é se manter alerta e vigilante e, em todo o tempo, buscar oportunidades para testemunhar do amor de Jesus e glorificar o seu nome. Na fila do Banco, no ônibus, na faculdade, no trabalho, em casa… Cada lugar onde pisamos pode ser o nosso campo missionário. O tempo está acabando!

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CONCLUSÃO

A rainha Ester se posicionou, correu os riscos necessários, e agiu em favor do povo. Sua atitude repercute positivamente até os dias de hoje! Em princípio, ela teve medo de agir, mas Mardoqueu lhe mostrou que as consequências de permanecer calada seriam bem piores.

Mardoqueu mandou que respondessem a Ester: Não imagines no teu íntimo que, por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus. Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino? Ester 5:13-14

Deus havia colocado Ester no trono da Pérsia para livrar o seu povo. E hoje, Deus tem colocado cada um de nós no lugar onde estamos para trazer salvação e cura para esta geração. Não reclame do lugar onde você está, mas enxergue-o como uma oportunidade de transformá-lo com a Graça de Cristo.

É verdade que muitas vezes agir é difícil, penoso, envolve riscos, e haverá sempre um preço a ser pago, mas permanecer calado sempre será bem pior.

Vivemos num tempo como este para sinalizar a chegada do Reino de Deus. É tempo de não perder tempo com distrações ou cinzas no meio do caminho, mas firmar nossos olhos em Cristo, e cumprir os propósitos do nosso Senhor para as nossas vidas.

Problemas sempre existirão. Então, não se deixe dirigir por eles. Entregue-os a Deus, e faça o que precisa ser feito.

Como diz uma conhecida música do Pregador Luo: “Meus pés inchados doem de tanto caminhar, mas vou continuar, pois tenho lutas pra travar. Deixe sangrar!”

Há um decreto de morte sobre as nossas vidas e a nossa geração. E Deus tem nos chamado, não só para resistirmos a estes decretos, mas também a ajudar outros a fazerem o mesmo.

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.” (2 Tm 1:7)

“E o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco. Amém.” (Rm 16:20)

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Ser Igreja

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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perdas

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As perdas fazem parte da vida.

Na infância, perdemos aquela roupa que não serve mais, perdemos o brinquedo que se quebrou, perdemos a vez na brincadeira em grupo, perdemos “vidas” no vídeo game…

À medida que crescemos, as perdas vão se tornando mais significativas. Perdemos o namorado, perdemos o horário da primeira aula, perdemos aquela chance no primeiro emprego, perdemos a vaga no vestibular…

Ah, as perdas!

A vida segue, e muitos perdem seus entes queridos, perdem os filhos que batem asas e abandonam o ninho, perdem o negócio, perdem bens preciosos, perdem o casamento, perdem a saúde.

Lidar com as perdas é sempre difícil. Algumas são tão dolorosas que temos a nítida sensação de que estão nos arrancando um pedaço do nosso fígado a sangue frio.

Vazio, dor, solidão, fracasso, desespero, angústia, frustração… muitas emoções misturadas surgem através da perda.  Quando o trauma é muito grande, parece que uma granada explodiu dentro do nosso peito, literalmente arrebentando tudo por dentro.

Como lidar com tudo isso? Como sobreviver? Como seguir em frente?

Estas são perguntas importantes, cuja resposta parece se esconder quando mais precisamos.

Em meio à escuridão da dor hercúlea, e sem enxergar uma luz no fim do túnel, muitos optam por fugir. Esquecer, mesmo que momentaneamente, o sofrimento, parece ser a única saída. Então se entregam às bebidas, drogas, sexo, jogatinas, vícios de todos os tipos.  Outros se afundam no poço da depressão e veem os dias passando como mortos-vivos, dopados por calmantes fortíssimos.

Há 25 anos perdi minha saúde. Tenho convivido desde a mocidade com hérnias na coluna,  neuromas, bursites, tendinites, bronquites, sinusites, tuberculose, enfisema pulmonar, artroses, fadiga crônica. Não há um só dia em que alguma parte do meu corpo não esteja doendo.  Fui obrigada a aprender a conviver com a dor. E, num espaço de pouco mais de dez meses no ano de 2013, enterrei meu pai, minha mãe e meu único irmão (já que minha irmã falecera em 1995).

O que fez com que eu não perdesse a mim mesma em meio a tantas perdas?

Creio que vários fatores contribuíram para que eu não sucumbisse à depressão: o amor do meu esposo, a vida dos meus filhos (apesar de um deles já ter alçado voo do ninho), o carinho dos amigos. Tudo isso foi muito importante. Mas, quando a dor é maior que nós mesmos, nenhum consolo humano é suficiente. E é aí que entra a intervenção sobrenatural do supremo Consolador.

Disse Jesus, pouco antes de ser crucificado:  “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (Evangelho de João, capítulo 14, verso 26).

A verdade é que, em momentos de profunda angústia e dor, só mesmo a ação da presença do Espírito Santo de Deus, o doce Consolador, dentro de nós, pode tornar o sofrimento suportável. 

Nas mãos de Deus

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Sim,

Quando a nossa identidade está segura em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, o Espírito Santo nos lembrará de quem nós realmente somos.

Quando a nossa alegria está em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, o Espírito Santo nos lembrará das razões que temos para continuar sorrindo.

Quando a nossa segurança está em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, o Espírito Santo nos lembrará do refúgio existente sob as asas de Deus, disponível a todos os que o buscam.

Quando a nossa confiança está em Cristo, não importa o tamanho da nossa dor, o Espírito Santo nos lembrará que todas as coisas juntamente contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, e que a sua vontade é sempre boa, agradável e perfeita, mesmo que eu não a entenda.

Quando a nossa esperança está em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, a intensidade da nossa dor, ou a aparente falta de solução para os nossos problemas; o Espírito Sando de Deus, nosso Maravilhoso Consolador, nos fará lembrar de cada uma das promessas do Pai e então nossa alma se aquietará, na certeza de que o choro pode durar uma noite, mas a alegria virá pela manhã.

Confie sua vida ao Senhor.

Se jogue, como criança, no colo de Deus, e Ele derramará do seu bálsamo em seu coração, soprará em sua alma  seu hálito restaurador e ressuscitará vida em sua vida.

Estar EM Cristo, eis a razão pela qual eu sobrevivi a tantas perdas.

Eis o motivo de, mesmo ferida, conseguir prosseguir na caminhada.

Eis a resposta!

Eis o milagre!

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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O texto é um pouco longo, mas convido você a viajar pelos desertos comigo, e descobrir as belezas ocultas num tempo aparentemente tão sombrio. Boa leitura!

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Deserto é um lugar. Um lugar geográfico caracterizado por pouca ou nenhuma chuva, hostil, ermo, vazio, seco.

A Bíblia fala muito de desertos: num deserto Moisés fugiu de faraó (Ex 2:15) e ouviu Deus na sarça ardente 40 anos depois (Ex 3:1-14), no deserto Israel peregrinou por 40 anos (Nm 32:13), para o deserto Jesus foi levado após seu batismo para ser tentado (Mt 4:1), no deserto João Batista viveu (Mt 3:1-4), e no deserto tantas outras histórias aconteceram: Davi, Abraão, Jacó, Elias, etc…

Mas o deserto também é um lugar simbólico. Refere-se à fase da vida em que nos encontramos sós, em luta, imersos em aflição.  Um tempo onde nos falta algo que consideramos essencial: felicidade, saúde, tranquilidade, companhia.

Há vários tipos de Desertos:

  • Deserto existencial – quando, por algum motivo, tudo o que acreditávamos sobre nós mesmos desmorona, e perdemos nosso referencial. Não sabemos mais quem somos, qual nosso chamado, quais os propósitos da nossa vida;
  • Deserto emocional – quando algo tão forte nos acomete que somos tomados pela depressão e angústia, ou por um vazio. Diante de um amor não correspondido, de uma traição, uma perda. Não conseguimos nos alegrar ou demonstrar amor pelos outros;
  • Deserto espiritual – quando nos distanciamos de Deus e perdemos a fé;
  • Deserto financeiro – quando tudo dá errado, e você se vê sem recursos para pagar suas dívidas e suprir suas necessidades mais básicas;
  • Deserto na área familiar – acontece quando a família enfrenta sérias dificuldades, diante da rebeldia de um filho, adultério, falta de entendimento, falta de apoio, incompreensão…
  • Deserto na área física – quando nosso corpo físico fica seriamente debilitado por enfermidades, quando somos tomados por uma dor crônica, uma enfermidade incurável;
  • E outros…

Raramente o verdadeiro deserto é numa área só. E o que acontece muito também é precisarmos atravessar vários desertos, um após o outro… Falamos muito de quando Deus abriu o Mar Vermelho para o povo atravessar; mas o quê os aguardava depois do mar? Outro deserto. Assim também é em nossas vidas. Entretanto, nem sempre o que achamos que é deserto, de fato é.

O que um deserto não é:

  • Tédio/rotina – muitos gostariam que suas vidas fossem cheias de emoções, de grandes proezas, grandes milagres, grandes feitos sobrenaturais. Mas nem sempre é assim. Moisés passou 40 anos no deserto de Midiã cuidando das ovelhas do seu sogro; João Batista, Isaías, Jeremias, e tantos outros grandes homens de Deus nunca operaram nenhum “grande milagre” em seu ministério… Deus passou mais tempo polindo Paulo do que o usando na obra (dos seus 35 anos de cristão, passou 17 no deserto: 3 anos rejeitado pelos cristãos, 10 anos no anonimato e 4 anos preso.) O próprio Jesus, viveu aqui durante 33 anos: 30 anos no anonimato, numa vida comum, e só 3 deles foram vividos no ministério. Deus tem um chamado para cada um. Não importa o que você faça ou o que aconteça com você; o que realmente importa é quem você é diante de Deus. Não despreze a simplicidade.
  • Deserto não é “castigo”, nem maldição, nem sinal de que Deus nos esqueceu. É um tempo difícil, de muita dor, mas com um propósito que redundará em glória nas nossas vidas.
  • Deserto não é uma armadilha de Satanás – desertos são tempos especiais preparados POR DEUS para seus filhos. Temos que pedir discernimento ao Senhor para compreender isso, e não tentar “repreender” ou “rejeitar” algo que o próprio Deus tem agendado para nosso crescimento e edificação.
  • Deserto não é consequência de um pecado que você cometeu.
  • Deserto não é um lugar de permanência – eles são feitos para atravessar.
  • Deserto não é um acidente de percurso ou falta de sorte. Se você é filho de Deus, Ele mesmo te enviará ao deserto, como fez com Jesus. Nosso Bom Pastor não nos conduz somente por pastos verdejantes, mas também nos leva pelos desertos, porque deseja nos ensinar preciosas lições, que só são aprendidas lá.

De todos os fatos descritos na Bíblia, que aconteceram em desertos, o mais marcante e emblemático talvez seja a travessia do povo de Israel pelos desertos do Sinai. Principalmente porque, em 1 Coríntios 10, lemos que esta narrativa deve ser vista como um sinal para as nossas vidas hoje. Então, vamos refletir em três importantes lições sobre isso, não só para nos ajudar em nossos próprios desertos, mas também para saber como ajudar aqueles que estão passando por momentos difíceis.

Êxodo 13:17-18:

E aconteceu que, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não os levou pelo caminho da terra dos filisteus, que estava mais perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte ao Egito. Mas Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto do Mar Vermelho; e armados, os filhos de Israel subiram da terra do Egito.

É Deus quem nos conduz para o deserto. Ele fez isso com Israel, fez isso com Jesus (Mt 4:1), e fará comigo e com você. Se Deus é bom, e tudo o que Ele faz é bom, e se é verdade que Ele faz com que todas as coisas contribuam para o nosso bem, não tema o deserto. O deserto é a olaria de Deus.

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Por ser coberto somente por pedra e areia, é muito fácil se perder no deserto. Lá não há estradas, placas de sinalização ou postos de informação. É um lugar de confusão, de incertezas. Mas…

1. Com Jesus, o deserto é direção  – Êxodo 13:20-22

Assim partiram, e acamparam-se à entrada do deserto. E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite. Nunca tirou de diante do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite.

Sem nenhum ponto de referência, os israelitas dependiam só de Deus para caminhar. No deserto nos encontramos sós. Os amigos desaparecem. Não encontramos uma solução para o problema que estamos enfrentando. Não enxergamos uma luz no fim do túnel. Mas o Senhor quer ser a nossa bússola no deserto: “Quando andar em trevas, e não tiver luz nenhuma, confie no nome do Senhor, e firme-se sobre o seu Deus.” (Is 50:10).

Mesmo que não pareça, Deus sempre está por perto. Só precisamos ouvir a sua voz e obedecer.

O deserto é a melhor oportunidade para exercitarmos nossos músculos espirituais, e buscarmos a Deus com mais intensidade. As maiores revelações do Senhor são feitas no deserto. “Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração”, diz o Senhor em Oséias 2:14.

Deus quer nos conduzir pelo deserto até a Terra Prometida, mas precisamos aprender a não dar ao problema maior atenção do que damos a Ele. Deus nos conduzirá passo a passo até a saída, mas precisamos voltar nossos olhos para Ele. Muitas vezes nos desesperamos diante das dificuldades, gastamos tempo buscando a solução por nós mesmos, e ficamos andando em círculos pela areia (fazemos bobagens que prolongam nossa permanência no deserto).

Deserto não é lugar para se ficar parado ou ziguezagueando, é lugar para marchar (Ex 14:15), mas marchar na direção certa. Muitos começam a andar na direção contrária, voltando para o “Egito”, se distanciando do Senhor.

Aprenda a ouvir a voz de Deus através da sua Palavra (Bíblia). Não se deixe vencer pela situação, creia que Deus dará o escape.

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LUZ

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Os desertos também são sombrios e extremamente perigosos. Mas…

2. Com Jesus, o deserto é um lugar seguro – Ex 14:13-14.

Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver. O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis.

Entenda que, com Jesus, o deserto muitas vezes é um lugar de livramento. O deserto foi um livramento para Israel, que estava fugindo da escravidão do Egito. Para o rei Davi, o deserto foi um lugar de fuga da ira de Saul. Quando estiver em meio ao deserto, dê graças (1 Ts 5:18), Deus está protegendo você. O deserto pode ser o livramento de um pecado, de uma tragédia maior, livramento da morte. Talvez você nunca saiba o que teria acontecido se Deus não o tivesse levado para o deserto. Confie que Deus está cuidando da sua vida. Em Jeremias 31:2-3 está escrito: “Assim diz o Senhor: o povo dos que escaparam da espada achou graça no deserto. Israel mesmo, quando eu o fizer descansar. Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí.”

Entre o povo de Israel, muitos pereceram no deserto e não conseguiram sair dele, porque estavam ocupados demais reclamando, murmurando, olhando para seus problemas, e não enxergaram o livramento de Deus: “E não murmureis, como também alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor. Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” (1 Coríntios 10:10-13).

Também não devemos nos esquecer de que nem sempre o nosso deserto tem a ver só com a nossa própria vida. Muitas vezes Deus está operando em outras instâncias, em outras pessoas através dos nossos problemas. A ida de Israel para o deserto, não só os libertou, mas serviu também para desacreditar os falsos deuses do Egito e destruir os inimigos de Deus. Alguém já disse que “Quanto menor o seu mundo, maiores os seus problemas e mais intenso seu sofrimento”. Confie que Deus está operando.

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Outra característica dos desertos é que são áridos, secos, cobertos de areia e pedras. Mas…

3. Com Jesus, o deserto é terra fértil – Ex 16:4 e 35.

Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não. E comeram os filhos de Israel maná quarenta anos, até que entraram em terra habitada; comeram maná até que chegaram aos termos da terra de Canaã.

No deserto Deus transforma água amarga em doce, faz jorrar água da pedra, faz chover pão do céu, faz com que as nossas roupas não envelheçam; ele nos supre, ensina, fortalece; no deserto amadurecemos, aprendemos a reconhecer nossa limitação, nossa pequenez, e também a grandeza de Deus. O deserto é o local em que aprendemos que é Deus quem supre todas nossas necessidades. No deserto aprendemos a depender tão somente do Senhor, e a nos deleitar nele por quem Ele é.

Lembro-me de certa vez, quando eu enfrentava um problema muito sério por conta de um tumor que surgira no meu pé esquerdo. Este tumor me causava dores terríveis, e durante anos eu me submeti a tratamentos dolorosos que de nada adiantavam. Um dia, eu estava orando e meditando no texto de Isaías 40:31, que diz que “os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.” Então comecei a orar e clamar ao Senhor que tivesse misericórdia de mim, e cumprisse essas Escrituras na minha vida, me trazendo cura. Foi quando ouvi aquela voz, me chamando pelo nome, e dizendo: “Márcia, águia não precisa de pé para voar.” Simples assim! Deus queria que eu aprendesse que a minha vida e o meu relacionamento com Ele não precisavam de nada mais além Dele mesmo! Deus estava me ensinando, através da dor, a me deleitar Nele.

No deserto também nos conscientizamos de que não somos nada sem Deus. “Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1.21). Tudo o que temos vem do Alto. E no deserto podemos perceber isso de maneira indubitável. O próprio Jó, reconheceu seu tempo de deserto como sendo bênção em sua vida: “Deus, antes…” (antes de perder a família, os bens, a dignidade, a saúde…) “Antes, eu te conhecia de ouvir falar, mas agora, eu te conheço de contigo andar.”

Os maiores milagres, as maiores lições, os testemunhos mais impactantes são daqueles que atravessarem os mais terríveis desertos, e venceram. Mas, para isso, precisamos admitir o tratamento do Senhor. E permitir que Ele opere o seu poder em nossa fraqueza. “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.” (2 Co 12:9-10). Sim, se estivermos em Cristo, nosso deserto se tornará num manancial de milagres.

Faça do seu deserto uma terra fértil, frutifique para a Glória de Deus, para crescimento pessoal e para abençoar outras vidas.

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CONCLUSÃO

Um tempo de deserto pode durar 40 min, 40 dias ou 40 anos. Como apareceu para Jesus, Satanás sempre aparecerá no deserto para nos tentar, nos fazer duvidar da nossa própria identidade e nos levar a desistir da fé. Mas passar pelos períodos longos com fé e integridade é o que fará toda a diferença.

O milagre é para aquele que vai até o fim no deserto: Daniel 12:13 – “Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança.” Então, mantenha o coração agradecido, ouça e seja obediente à direção de Deus e permita que o Espírito Santo frutifique através de você.

No momento certo, aquele que venceu o deserto porá um fim ao seu sofrimento. Permaneça fiel, e a vitória virá.

“Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos. Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos. E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal. Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente. Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” 2 Co 4:6-11, 16-18.

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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“Não temais; estai quietos e vede o livramento do Senhor.”
Êxodo 14:13

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Parece-nos, muitas vezes, que Deus coloca seus filhos em profundas dificuldades, conduzindo-os a algum beco sem saída; armando situações que nenhum juízo humano admitiria, caso fosse previamente consultado.  A própria nuvem os conduz para mais longe. Talvez isso lhe esteja acontecendo neste exato momento.

Parece desconcertante e muito grave; mas está perfeitamente correto. O motivo é mais que suficiente para justificar aquele que o trouxe para esse beco. Trata-se de uma plataforma para que Ele lhe apresente sua graça e poder onipotentes.

Deus não somente há de livrá-lo, como também, ao fazê-lo, ensinar-lhe-á uma lição inesquecível que, mais tarde, reverter-se-á em muitos salmos e cânticos. Você jamais poderá agradecer a Deus por ter Ele agido exatamente como agiu.

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Autor: F.B.Meyer

Fonte: Pensamentos para horas tranquilas, de D.L. Moody

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Ser Igreja

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COMO CONHECER A VONTADE DE DEUS

de Dennis Downing

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Uma das perguntas mais freqüentes que ouvimos é “Como é que eu posso saber a vontade de Deus sobre …”. Às vezes é uma questão de relacionamentos (namorar com esse, ou não; casar com aquele, ou não). Outras vezes a dúvida é em relação a emprego, mudança de cidade, escolha de carreira, etc. Às vezes tem-se bastante tempo para buscar a resposta. Outras vezes a resposta precisa ser encontrada numa questão de horas.

Seja qual for sua situação, há algumas dicas que podem ajudar.

Vários anos atrás, perguntei a um homem de Deus como tomar uma decisão de entrar num seminário para me preparar para servir num ministério. Ele deu as seguintes dicas. Eu as elaborei um pouco mais com passagens bíblicas que mostram que há um fundamento para todas elas. Há apenas cinco. Eu as coloco aqui na esperança de que, havendo necessidade, possam lhe ajudar. Que Deus seja sempre seu guia.

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1. Oração

Tiago 1:5-6 – Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida. Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. 

Deus promete dar sabedoria e discernimento a todos que pedem. Precisamos pedir a Deus. Precisamos pedir com fé. Antigamente eu orava muito quando precisava de uma resposta ou ajuda, e muito pouco quando estava tudo bem. Precisamos nos habituar a orar constantemente a Deus, para conhecê-Lo melhor. Quanto mais nós O conhecemos, melhor entenderemos a Sua vontade.

Parte da maneira como Deus se revela para nós não é apenas através de respostas momentâneas, mas, através de um contato prolongado e profundo. Procure melhorar seu relacionamento com Deus em oração e, surpreendentemente, você verá que as respostas dEle às suas dúvidas virão de forma cada vez mais tranquila e natural.

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2. A Palavra

Rom 12:1-2 –  “transformai-vos pela renovação da vossa mente”.

Nossas mentes tendem a fazer decisões baseadas em modelos de pensamento, e valores anteriores à nossa conversão, ou seja em valores do mundo. Esses valores podem nos levar a decisões erradas. Só a mente renovada pela palavra de Deus pode fazer boas decisões.

Podemos procurar passagens que ensinam sobre a nossa dúvida quanto à vontade de Deus, ou passagens que nos dão princípios bíblicos para nos guiar. Em tudo, precisamos estar orando para Deus nos orientar.

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3. A orientação do Espírito Santo

Salmos 143:10 – “Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus, que o teu bondoso Espírito me conduza por terreno plano”.

O Cristão tem o Espírito Santo como guia. Precisamos pedir a ajuda dEle. Ele provavelmente não falará em meu ouvido. Mas ele tocará em meu coração e operará em minha mente para me ajudar a conhecer a vontade de Deus.

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4. Buscando Conselhos de cristãos maduros 

Prov. 12:15; (15:14; 18:15; 20:18) – “O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos.”

Em 1 Reis 12, Roboão, um dos filhos de Salomão, um dos homens mais sábios da Bíblia, ao em vez de escutar os conselhos dos anciãos de Israel, escutou seus jovens amigos, e assim dividiu ao povo de Israel. É mais sábio procurar uma pessoa com experiência e bom exemplo na vida Cristã. Este homem ou esta mulher geralmente terá melhores condições de nos indicar qual seria a vontade de Deus.

Você conhece algumas pessoas em cujas vidas você vê Jesus? Procure os conselhos destas pessoas. Novamente, ao invés de esperar para a hora decisiva, é melhor começar a desenvolver estas amizades bem antes. Assim, teremos mais confiança na orientação desses irmãos mais maduros.

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5. Portas abertas

Atos 16:6-7 – “E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu.

Paulo queria ir para a Ásia. Deus tinha outros planos. Deus fechou portas no caminho de Paulo. Paulo acabou indo a Filipos, onde uma igreja importante foi fundada.

Deus quer nos mostrar o caminho. Só Ele pode nos mostrar a direção certa. Salmos 25:4-5 “Faze-me, SENHOR, conhecer os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas. Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia.”

Se você quer seguir algum caminho, namorar ou casar com uma determinada pessoa, ou alcançar algum objetivo, se isto for a vontade de Deus, as portas vão abrir. Se não for, você pode forçá-las, mas pode depois vir a se arrepender devido ao que encontrar do outro lado daquelas portas. Esteja sempre atento para a vontade de Deus e para as portas abrindo ou fechando de acordo com Sua vontade.

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E, lembre-se, é mais fácil saber o que uma outra pessoa realmente quer quando você conhece bem aquela pessoa. Certamente Deus irá revelar a vontade dEle para nós. Mas, quanto mais O conhecermos, mais claramente entenderemos e ouviremos Sua vontade. Por isso é bom desde já buscar conhecer cada vez mais a Deus.

Deus te abençoe.

Fonte: Iluminalma

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DECEPÇÃO! Acontece quando alguém se compromete em nos ajudar em algo, mas não aparece. Quando um amigo promete nos levar para um determinado lugar, mas não leva. Quando uma pessoa querida diz que vai fazer alguma coisa por nós, mas não faz… Quem nunca passou por isso?

É muito frustrante confiar em alguém e perceber que aquela pessoa não merecia nossa confiança.

Por outro lado, nós também muitas vezes fazemos o mesmo. Simplesmente não conseguimos cumprir com o combinado. A diferença é que, no nosso caso, sempre sabemos o motivo e nos defendemos com nossos argumentos e justificativas. Diferentemente de quando é a outra pessoa que falha conosco.

Mas, de uma forma ou de outra, a questão é uma só. Nem nós, nem ninguém consegue controlar as circunstâncias

Ouçam agora, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro”. Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois de dissipa. Ao invés disso vocês deveria dizer: “Se Deus quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”.  Tiago 4:13-15

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Sofremos porque nos esquecemos deste princípio tão elementar: “o amanhã a Deus pertence“.

Não podemos prever quando algo inesperado vai acontecer: um pneu furado, um ônibus quebrado, uma visita imprevista, um compromisso repentino, uma enfermidade, um desânimo, uma situação súbita. Não podemos prever o imprevisível a que todo ser humano mortal está sujeito! Ninguém pode garantir o futuro!

Se isso é certo, então devemos, sim, aprender a esperar o inesperado. Parece contraditório, mas na prática isso significa não se exasperar quando alguém não aparece na hora marcada ou não consegue cumprir uma promessa feita.

Além disso, sabemos que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8:28). Aquele cuja vida está entregue nas mãos de Deus precisa acreditar que Ele realmente está no controle de todas as coisas, até daquelas aparentemente mais insignificantes. “Em seu coração o homem planeja o seu caminho, mas é o Senhor quem determina os seus passos” está escrito em Provérbios 16:9.

Aquele combinado que não deu certo, aquele compromisso que atrasou e aquele carro que quebrou, podem ter sido fruto do agir de Deus em nossas vidas, nos livrando de algo que talvez nunca saberemos. Ele não nos deve satisfações e faz o que quiser, do jeito que quiser. E tudo o que Ele faz é bom, sempre a melhor alternativa para a nossa vida.

Deus quer tratar em nós essa ânsia por controle e dominação do tempo e do espaço.

Fazer planos e contar com a ajuda de outras pessoas não é o problema. O problema é quando insistimos em ter controle absoluto sobre a nossa vida, nossa agenda e a agenda dos outros.

Que vivamos mais “relaxadamente”, descansando nos ternos braços do nosso Rei. Sabendo que imprevistos acontecem e que cada situação inesperada pode ter sido causada por um anjo do Senhor, visando nos conduzir para mais perto de Deus.

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Cristã
Marília/SP
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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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