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“Para um tempo como este”

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"Um tempo como este"

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INTRODUÇÃO

O povo judeu, por volta do ano 586 a.C., foi levado para a Babilônia como escravo, deixando para trás a cidade de Jerusalém totalmente destruída. Passados setenta anos, o Rei Ciro (persa que conquistara o Império Babilônico) libera os judeus para voltarem a Jerusalém. Muitos voltaram, mas muitos também permaneceram nas províncias da Babilônia, agora sob o domínio da Pérsia. Dentre os que permaneceram, está a família de Mardoqueu e Ester, judeus da tribo de Benjamim. Numa determinada ocasião, quando planejava suas guerras contra a Grécia, o rei Assuero (cujo nome verdadeiro era Xerxes), sucessor de Ciro, destituiu sua esposa Vasti da posição de rainha por ter sido desonrado publicamente por ela, e após uma cuidadosa seleção, escolheu e nomeou Ester como sua nova rainha. Mas o povo judeu tinha muitos invejosos no império, dentre eles, Hamã, que enganou o rei e o convenceu a lançar um decreto para destruir todos os judeus em todas as províncias da Pérsia. Dentro deste contexto de iminente destruição é que Mardoqueu pede à Ester que interceda junto ao rei e impeça o cumprimento deste decreto.

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OS DOIS DECRETOS

Identificamos no tempo de Ester a existência de dois decretos sobre o povo judeu:

  1. O decreto do rei Xerxes ordenando que todos os judeus fossem mortos: “Chamaram os escrivães do rei no primeiro mês, no dia treze do mesmo e, conforme a tudo quanto Hamã mandou, se escreveu aos príncipes do rei, e aos governadores que havia sobre cada província, e aos líderes, de cada povo; a cada província segundo a sua escrita, e a cada povo segundo a sua língua; em nome do rei Assuero se escreveu, e com o anel do rei se selou.
    E enviaram-se as cartas por intermédio dos correios a todas as províncias do rei, para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer a todos os judeus, desde o jovem até ao velho, crianças e mulheres, em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens.” Ester 3:12-13
  2. O decreto de Deus confirmando sua aliança eterna com seu povo: Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.
    Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; os teus muros estão continuamente diante de mim.” Isaías 49:15-16. Leia também Jeremias 32:36-40.

Em nossos dias também podemos identificar estes dois decretos sobre as nossas vidas: o decreto do inimigo e o decreto de Deus.

Sempre haverá decretos de morte sobre a nossa vida: morte dos sonhos, do ministério, do casamento, da alegria, da fé, da esperança, do poder, da honestidade, da justiça.

Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda ao derredor, bramando como leão e buscando a quem possa tragar. 1 Pe 5:8

Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo. Lc 22:31

Sim, há um decreto de morte sobre a minha e a sua vida neste momento, mas há também um decreto de bênção, de vida e de salvação sobre cada um de nós, da parte do nosso Deus.

Este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já agora está no mundo. Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo. 1 Jo 4:3-4

O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Mas eu vim para que tendes vida, e a tenham em abundâcia. Jo 10:10

Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. 1 Jo 5:4

Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. 1 Co 15:57-58

Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo, não pasmes nem te espantes, porque o Senhor é contigo por onde quer que andares. Josué 1:9

Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Rm 8:28 e 37

Agindo Deus, quem impedirá? Is 43:13.

Não podemos ignorar os ataques do maligno sobre nossas vidas, nossas famílias, nossos relacionamentos, nossa sociedade. Há um decreto de morte para nos destruir e nos impedir de cumprir os propósitos de Deus. Mas há também um decreto de vida e vitória da parte do Senhor. Promessas infalíveis do Pai de Amor e uma aliança eterna e irrevogável com todo aquele que a Ele um dia se entregou.

A Rainha Ester tinha sobre si também estes dois decretos, e viu-se diante de um dilema. O quê fazer para que neutralizar as forças do mal? Como agir? Que atitude tomar?

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AS DUAS ESCOLHAS

Mediante tais decretos espirituais que existem sobre nossas vidas teremos sempre duas alternativas: nos calarmos ou fazermos alguma coisa.

Muitas vezes nos acomodamos na “Casa do Rei”, e nos esquecemos de que há uma batalha lá fora! Nos ocupamos e distraímos com nossos próprios problemas. Como Jó, nos assentamos nas próprias cinzas e passamos o tempo raspando nossas próprias feridas, com pena de nós mesmos, lamentando a nossa sorte. Até sabemos que há um chamado de Deus para as nossas vidas, mas o adiamos para quando os problemas forem resolvidos ou para quando estivermos preparados:

Se a minha casa fosse maior eu seria hospedeira de Célula…

Se eu tivesse um carro eu participaria das vigílias…

Quanto eu tiver mais dinheiro eu vou contribuir para os missionários…

Quando eu tiver terminado a faculdade eu vou fazer a obra de Deus…

Se eu tivesse uma boa saúde eu oraria mais

“Meu problema é o meu emprego”, “Meu problema é que eu não tenho um emprego”, “Meu problema é meu marido”, “Meu problema é que eu não tenho um marido”, e por aí vaiE assim vamos procrastinando nossas decisões, adiando nossa obediência e justificando nossa omissão.

Mas a verdade é que há uma guerra acontecendo lá fora, e Deus tem um propósito para esta geração; se nós nos calarmos, Ele usará um ímpio, uma pedra, ou uma mula se for preciso, mas vai cumprir o seu propósito. Enquanto isso, vamos ficar para trás e perdermos a bênção que estava preparada para nós.

O tempo está acabando! Precisamos nos despertar para a nossa missão e, como Ester, confiar que Deus cuidará do resto.

Deus nos diz: “Seja fiel no pouco e sobre o muito te colocarei”. Então, não espere ter muito ou chegar no muito para só então começar a ser fiel. Se você tem pouco, hoje, ofereça a Deus este pouco. Pouco tempo, poucos recursos ou pouca habilidade, o seu “pouco” é tudo o que Deus quer e precisa para fazer muito. O tempo é hoje, é agora!

Ser espiritual não é andar por aí “em transe”, levitando, orando em línguas, cantando hinos espirituais e se isolando do mundo. Ser espiritual e pensar nas coisas que são de cima, é se manter alerta e vigilante e, em todo o tempo, buscar oportunidades para testemunhar do amor de Jesus e glorificar o seu nome. Na fila do Banco, no ônibus, na faculdade, no trabalho, em casa… Cada lugar onde pisamos pode ser o nosso campo missionário. O tempo está acabando!

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CONCLUSÃO

A rainha Ester se posicionou, correu os riscos necessários, e agiu em favor do povo. Sua atitude repercute positivamente até os dias de hoje! Em princípio, ela teve medo de agir, mas Mardoqueu lhe mostrou que as consequências de permanecer calada seriam bem piores.

Mardoqueu mandou que respondessem a Ester: Não imagines no teu íntimo que, por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus. Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino? Ester 5:13-14

Deus havia colocado Ester no trono da Pérsia para livrar o seu povo. E hoje, Deus tem colocado cada um de nós no lugar onde estamos para trazer salvação e cura para esta geração. Não reclame do lugar onde você está, mas enxergue-o como uma oportunidade de transformá-lo com a Graça de Cristo.

É verdade que muitas vezes agir é difícil, penoso, envolve riscos, e haverá sempre um preço a ser pago, mas permanecer calado sempre será bem pior.

Vivemos num tempo como este para sinalizar a chegada do Reino de Deus. É tempo de não perder tempo com distrações ou cinzas no meio do caminho, mas firmar nossos olhos em Cristo, e cumprir os propósitos do nosso Senhor para as nossas vidas.

Problemas sempre existirão. Então, não se deixe dirigir por eles. Entregue-os a Deus, e faça o que precisa ser feito.

Como diz uma conhecida música do Pregador Luo: “Meus pés inchados doem de tanto caminhar, mas vou continuar, pois tenho lutas pra travar. Deixe sangrar!”

Há um decreto de morte sobre as nossas vidas e a nossa geração. E Deus tem nos chamado, não só para resistirmos a estes decretos, mas também a ajudar outros a fazerem o mesmo.

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.” (2 Tm 1:7)

“E o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco. Amém.” (Rm 16:20)

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