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Archive for the ‘Estudos Bíblicos’ Category

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Foto por cottonbro em Pexels.com

 

A Bíblia está repleta de profecias indicando que este mundo é passageiro, e que, um dia, o Cristo ressurreto voltará para derrotar definitivamente o pecado e todo o mal. E executar seu justo juízo sobre todo aquele que rejeitou seu perdão.

Este mundo vai mesmo acabar?

Sim. Deus criou tudo perfeito e bom, mas o ser humano abriu seu coração para o pecado e se separou da santidade do Criador.

A comunhão foi quebrada. O planeta foi contaminado. E a contagem regressiva para o fim começou.

É necessário que o pecado e todas as suas consequências sejam total e definitivamente destruídos.

“O Dia do Senhor virá como um ladrão. Naquele dia os céus passarão com grande estrondo, e os elementos se desfarão pelo fogo. Também a terra e as obras que nela existem desaparecerão. Uma vez que tudo será assim desfeito, vocês devem ser pessoas que vivem de maneira santa e piedosa, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus. Por causa desse dia, os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos se derreterão pelo calor. Nós, porém, segundo a promessa de Deus, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça.” 2 Pedro 3:10-13

Se o mundo está condenado desde o primeiro pecado, em Adão e Eva, o quê Deus está esperando?

Por que Ele ainda não destruiu tudo? Ou por que criou tudo, já sabendo que iria “dar ruim”?

Todas as coisas têm um tempo determinado. E Deus tem sua agenda, perfeita e justa, e sabe o quê está fazendo. Esta é a nossa confiança. Mesmo não compreendendo a maneira como Ele trabalha, cremos em sua soberania sobre tudo e todos e em sua perfeita maneira de agir.

Mesmo sabendo que o trairíamos e que a nossa redenção lhe custaria a vida do Deus-Filho, ainda assim Ele nos criou, acima de tudo, porque nos amava, com amor eterno.

Não nos fez robôs, nem nos programou para que fossemos obrigados a amá-lo e a confiar em sua direção. Mas nos fez livres para retribuir ou não seu amor. Crer ou não em sua palavra.

E, desde antes da nossa criação, Ele já sabia tudo o que iria acontecer, e sabe o que é NECESSÁRIO que aconteça para que tudo cumpra sua perfeita justiça e amor (muito mais do que eu e você).

“Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para ele, para sermos adotados como seus filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o propósito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado.(…) Ele nos revelou o mistério da sua vontade, segundo o seu propósito, que ele apresentou em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra …segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.” Efésios 1:4-11

Quais os sinais proféticos que indicam que o fim está próximo?

Na Bíblia, que é a Palavra de Deus, fonte da revelação divina para o ser humano, há muitas profecias acerca do que acontecerá nos tempos do fim e quais sinais antecederiam este tempo.

Muitos destes sinais já aconteceram e estão acontecendo: fome, guerras, pestes, terremotos, falsos profetas, falta de fé, esfriamento do amor, aumento das orgias, libertinagem, etc… Quanto mais próximo do fim, mais estas coisas se intensificarão.

E há também muitas profecias que ainda não se cumpriram, como o arrebatamento dos salvos, o governo do Anticristo, a escassez mundial de alimento e água, terríveis catástrofes como nunca antes vistas, meteoros caindo na terra, etc.

Este tempo será , sem dúvida, extremamente difícil para todos que o vivenciaram, mas será o justo e perfeito juízo de Deus sobre o Mal e sobre aqueles que rejeitaram seu perdão e amor.

“E vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras. Fiquem atentos e não se assustem, porque é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim. Porque nação se levantará contra nação, e reino, contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Porém todas essas coisas são o princípio das dores…. Muitos falsos profetas se levantarão e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a maldade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que ficar firme até o fim, esse será salvo…” Mateus 24:6-13

Esta pandemia significa que estamos perto do fim?

Talvez sim, talvez não.

Pestes, pragas, mortandades a nível global, tudo isso faz parte do cenário que antecederá o fim.

Mas NÃO EXISTE SER HUMANO NESTA TERRA QUE SEJA CAPAZ DE PREVER A DATA EM QUE CRISTO VOLTARÁ.

O fato é que a volta Dele é iminente! E SIM, pode acontecer a qualquer momento.

Mas a gente sabe que existem os sensacionalistas de plantão, que, a qualquer mínimo sinal, alardeiam que Jesus está “às portas”. Bug do milênio, reconstrução da Babilônia, eleição do Obama, numerologia, alinhamento dos planetas, lua de sangue, dois papas, gafanhotos na África (que todo ano aparecem), flores no deserto de Israel (que também acontece todo ano)… etc, etc, etc…..

Daí o tempo passa, a “poeira se assenta”, Jesus não volta, e fica a frustração.

Os sinais existem para nos manter alertas, para nos lembrar que o arrebatamento pode ser a qualquer momento e que precisamos estar preparados continuamente.

Mas é impossível saber qual será a última catástrofe, a última praga, ou o último dia antes do último dia rs…

Então, creio que é muito importante usarmos a inteligência, a sabedoria e o discernimento que vem de Deus.

” Porque, assim como o relâmpago sai do Oriente e brilha até o Ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem. Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai. Pois assim como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Pois assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.” Mateus 24:27, 35-39

Existe razão para ficar com medo?

Deus é santo e odeia o pecado e suas consequências. Isso precisa ficar muito claro acerca do caráter de Deus.

Ele é amor, é misericórdia, graça, bondade, perdão, longanimidade… Mas nenhum destes atributos anula ou cancela sua justiça.

Ele não pode se contradizer a si mesmo, Ele é perfeito! E não seria justo um árbitro de futebol não mostrar o cartão vermelho depois de uma falta grave, só porque ele gosta muito do jogador.

Pecados têm consequências! E graves!

Por isso, o Deus-Filho veio ao mundo para pagar o preço deste pecado no nosso lugar. Em Cristo, a ira de Deus foi cumprida.

Mas, para que possamos usufruir deste perdão conquistado por Jesus na Cruz, precisamos reconhecer que o pecado era nosso, precisamos crer que Ele é o único que pode nos salvar, e precisamos confiar nossa vida nas mãos Dele.

Deus nos ama e quer que todos sejam salvos! Isso implica em sermos justificados através de Jesus, e assim, santificados em Cristo, podermos ter a nossa comunhão com o Pai totalmente restaurada e a promessa da vida eterna com Ele também após a morte do nosso corpo físico.

Esta deve ser a nossa motivação ao buscarmos a Deus. Não por medo do que possa acontecer com a gente, mas pela compreensão e aceitação de seu amor e sacrifício por nós.

Tempos difíceis vem e vão. Mas, aquele que está em Cristo confia que está sob o cuidado e proteção do Pai.

Isso não significa que estamos “blindados” contra todos os males, mas sim que, haja o que houver, nada pode nos separar do amor de Deus, nosso nome está escrito no Livro da Vida e nosso lugar no Lar Celestial já está preparado.

Então, faça uma reflexão a este respeito e peça que Deus ilumine seus pensamentos e ajude a compreender esse mistério. Se você entende o preço que seu pecado custou para Deus, faça um concerto com Ele ainda hoje. Peça perdão e aceite o convite de Salvação, confessando sua fé no Cristo, que é a verdade, a vida, e o ÚNICO CAMINHO através do qual podemos nos achegar a Deus.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. A condenação é esta: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal detesta a luz e não se aproxima da luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Quem pratica a verdade se aproxima da luz, para que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.” João 3:16-21

 

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Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras. (1 Tessalonisenses 4.13-18).

 

Primeira certeza: Os mortos não estão mortos

“Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem” (v.14).

O “dormir” dos crentes ou a expressão “os que dormem” dizem respeito aos corpos dos cristãos (At 13.36-37; Rm 8.10-11,23; 1 Co 15.35-46). O corpo, que deixamos por ocasião da morte, “dorme”; mas o espírito do crente – sua personalidade, seu ser, sua consciência – encontra-se com Cristo a partir do momento da morte (Mt 22.31-32; Jo 8.51; 2 Co 5.8 ). 

Quando voltar, Jesus trará consigo os que morreram nEle, pois eles já estão com Ele (1 Ts 4.14-15), e ressuscitará seus corpos mortos em primeiro lugar (v.16). 

 

Segunda certeza: O Senhor Jesus voltará pessoalmente 

“Porquanto o Senhor mesmo… descerá dos céus…” (v.16).

O arrebatamento será o momento em que o Senhor Jesus deixará Seu trono no céu e virá pessoalmente ao encontro da Sua Igreja a fim de levá-la para a casa do Pai, como um noivo vai ao encontro da sua noiva.

O Senhor não enviará um anjo ou qualquer outro emissário para fazer isso. Então se cumprirá literalmente a promessa de João 14.3: “E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também.”

 

Terceira certeza: A palavra de ordem 

“Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem…” (v.16)

Essa “palavra de ordem” do Senhor vem da linguagem militar. Ela é semelhante à voz de comando de um general que chama suas tropas para o combate. Por ocasião do arrebatamento, o General Celestial dará ordem às tropas que lutam por Ele, que devem estar revestidas de toda a armadura espiritual (Ef 6.11ss), para que deixem o campo de batalha sobre a terra e venham com Ele para a Sua glória. O próprio Senhor dará esta palavra de ordem, pois Ele é o Soberano a quem todos os exércitos celestiais obedecem (Jo 5.25; Jo 10.27-28; Jo 11.43; Sl 33.9).

 

Quarta certeza: A voz do arcanjo

“Porquanto o Senhor mesmo, (…) ouvida a voz do arcanjo…” (v .16)

A designação “arcanjo” se aplica a apenas um anjo na Bíblia: Miguel (Dn 10.13; Jd 9). Miguel significa “Quem é como Deus?”. Ele é um dos mais importantes em hierarquia.

No tempo de Daniel, Miguel lutou contra um príncipe dos demônios no mundo celestial e veio ajudar Gabriel, para que este pudesse confirmar a Daniel que suas orações haviam sido atendidas (Dn 10.12-14 e 21). Anteriormente este arcanjo também lutou com Satanás pelo corpo de Moisés (Jd 9). No final, Miguel e seus exércitos de anjos lutarão contra os exércitos de demônios de Satanás, os vencerão e lançarão sobre a terra para que não tenham mais acesso ao céu (Ap 12.7-9).

Por que se ouvirá a voz do arcanjo Miguel no momento do arrebatamento? No arrebatamento da Igreja de Jesus, toda pessoa salva, seja judeu ou gentio, será retirada da terra e isso provocará um golpe repentino, dramático e inimaginável na história da humanidade que ficará para trás. O povo judeu passará outra vez inteiramente para o centro da ação de Deus. Por isso Gabriel, o príncipe angélico de Israel, entrará novamente em ação e levantará a sua voz em favor do povo. Cada vez mais judeus se converterão e levarão o Evangelho ao seu próprio povo e aos gentios.

 

 

Quinta certeza: A trombeta de Deus 

“Porquanto o Senhor mesmo, (…) ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus…” (v.16).

A trombeta de Deus aqui mencionada é a mesma de 1 Co 15.52: “…num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” . Esta trombeta de Deus chamará todos os santos de todos os tempos para a casa do Pai.

No livro de Números 10.2, quando o povo estava no deserto do Sinai, a ordem de Deus dizia: “Façam duas trombetas de prata batida; elas servirão para convocarem a congregação e para a partida dos arraiais”. Quando as duas trombetas eram tocadas de maneira normal, isso servia para o chamamento e ajuntamento de toda a congregação na porta da tenda da congregação (Nm 10.3). E quando as trombetas eram tocadas a rebate, fortemente, como “sinal de alarme”, isso indicava a ordem para sairem do acampamento (Nm 10.5). Inclusive, o último toque da trombeta era o sinal para juntar os pertences e partir (Nm 10.6) = uma maravilhosa ilustração profética do arrebatamento.

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Sexta certeza: a Ressurreição da Igreja de Cristo

“Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1 Ts 4.16-17)

Não se trata aqui de uma ressurreição geral. Somente os mortos em Cristo e os vivos em Cristo serão ressuscitados ou transformados. Todos os demais mortos permanecerão nas suas sepulturas até o dia do juízo final. O que é descrito aqui é uma ressurreição seletiva dentre os mortos e diz respeito somente àqueles que estão em Cristo, ou seja, os que  a Ele pertencem pela fé salvadora, e com Ele mantém um relacionamento pessoal (Jo 5.28-29; Mc 9:9-10; 1 Co 15:23)No arrebatamento então, serão ressuscitados primeiro os corpos dos que morreram em Cristo. Logo a seguir, os corpos dos que ainda estiverem vivos serão transformados. Então a Igreja será arrebatada coletivamente ao encontro do Senhor nos ares, entre nuvens, e Ele levará Sua noiva para a casa do Pai. A Igreja terá então deixado seu lugar na terra e João 14.1-6 estará cumprido. Tudo isso numa fração de segundos (1 Co 15.51-53).

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*Sétima certeza: Estar para sempre com o Senhor 

“…e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (v.17-18).

Esta garantia: “…estaremos para sempre com o Senhor”, é um consolo eterno acima de tudo o que é passageiro neste mundo… A partir desse momento, nada mais estará sujeito à morte para qualquer filho de Deus. Todas as tristezas do passado, todas as misérias e tentações, todas as perguntas, tudo será esquecido e respondido por este fato: “…estaremos para sempre com o Senhor.”

“Estaremos para sempre com o Senhor” significa que a Igreja estará sempre onde Jesus estiver; ela participará de toda a Sua riqueza divina.

Mas quem não tem Jesus cai num abismo insondável de desespero. Aquele que não tem Jesus perde a bendita e eterna esperança. Justamente nesta passagem da ressurreição e do arrebatamento, a Bíblia nos mostra que haverá pessoas que estarão dentro (1 Ts 4.16) e pessoas que estarão fora (v.12), pessoas cheias de esperança e pessoas sem esperança (v.13), pessoas que estarão para sempre com o Senhor e pessoas eternamente separadas dEle (v.17), pessoas consoladas e pessoas sem consolo (v.18). Aquele que não está em Cristo não tem nenhum relacionamento com Deus; tal pessoa está “fora”, sem esperança, porque não tem lar. Uma pessoa sem Jesus ficará eternamente sem consolo e sem paz.

*   *   *

Como você pode ganhar o direito de morar na casa do Pai celestial, adquirir a esperança de “estar para sempre com o Senhor” e transmitir esse consolo também para outros? Decidindo-se por Jesus Cristo e por Sua obra de salvação consumada na cruz – também por você. Se você aceitar isso pela fé, 1 Tessalonicenses 4.14-18 realmente se cumprirá também em sua vida. Por isso, decida-se totalmente por Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo! A Palavra do Deus Eterno lhe diz em Jó 11.13 e 18: “Se dispuseres o coração e estenderes as mãos para Deus… Sentir-te-ás seguro, porque haverá esperança”.

 

“Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus.”
Romanos 3:23-24

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

 

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A Bíblia fala várias vezes sobre a importância da submissão.

Segundo o dicionário, submissão pode ser entendida como uma disposição para obedecer, para aceitar uma situação de subordinação; docilidade, obediência, subalternidade.

Assim, os filhos devem ser submissos aos pais (Ef 6:1), a esposa deve ser submissa ao marido (Cl 3:18) e os cidadãos devem ser submissos às autoridades constituídas (Rm 13:1).

Mas é importante que entendamos que esta submissão não é cega ou incondicional.

Nos primeiros capítulos de Atos, encontramos alguns exemplos muito interessantes de quando a submissão foi condenada e a insubmissão aprovada.

Safira foi submissa ao seu marido Ananias, mantendo-se fiel ao que haviam combinado entre si (mentir para os apóstolos com relação ao valor da venda de uma propriedade deles). Foi punida com a morte. Atos 5:1-10.

Os apóstolos foram insubmissos às autoridades, desobedeceram reincidentemente e afrontaram publicamente os sacerdotes e seus oficiais, ao insistir em ensinar sobre Jesus no Templo. Foram incentivados inclusive por um anjo a continuarem pregando, mesmo após açoites e prisões. Atos 5:17-41

Perseguidos pelas autoridades de Jerusalém pelo fato de serem cristãos, os discípulos se vêem obrigados a fugirem da cidade. Mas, onde chegavam, continuavam anunciando o Evangelho. Atos 8:1-4

Pedro (logo Pedro!) foi insubmisso a uma Lei Judaica. A Lei proibia um judeu de entrar num lar gentio ou de associar-se de alguma forma com os gentios. Porém, orientado por Deus numa visão, Pedro hospeda homens gentios em sua própria casa, e depois permanece hospedado alguns dias na casa de Cornélio, um oficial romano, onde fala sobre as Boas Novas do Evangelho e o batiza, juntamente com familiares e amigos. Atos 10:1-48.

 

O Blog Púlpito Cristão, reproduziu um artigo de Renata Veras, onde afirma que “não podemos usar a submissão como desculpa para uma personalidade passiva o u um estilo de vida igualmente pecaminoso, que confunde submissão com omissão, comodismo, conformismo, preguiça, indiferença, inércia.”

 

A submissão bíblica é sempre “no Senhor”, com discernimento e sabedoria para identificar quando um determinado direcionamento nos levará no sentido contrário da vontade de Deus.

A submissão bíblica é sempre submissa à soberania de Deus, com coragem para agir de maneira contrária à liderança (pais, avós, patrões, governos, pastores, maridos…) sempre que esta liderança estiver contrária à liderança de Deus.

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP

 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

 

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Quais mandamentos e preceitos do Antigo Testamento devem ser seguidos nos dias de hoje?

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Muitas vezes ficamos em dúvida sobre algumas ordenanças que encontramos na Bíblia:

“Não chegarás à mulher durante a separação da sua imundícia…” Lv 18:19

“Não deixem viver a feiticeira…” Ex 22:18

“Plantem e colham em sua terra durante seis anos, mas no sétimo deixem-na descansar…” Ex 23:10

“Frutificai e multiplicai-vos…” Gn 1:28

“Com homem não te deitarás como se fosse mulher, abominação é…” Lv 18:22

“Não cozinhem o cabrito no leite da própria mãe…” Ex 23:19

“Honra teu pai e tua mãe…” Dt 5:16

“O sétimo dia é o sábado do Senhor; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo…” Ex 20:10

“Não vestirás roupa de diversos estofos misturados…” Lv 19:19

“Não fareis tatuagens sobre vós…” Lv 19:28

Enfim, todas as ordenanças permanecem válidas nos nossos dias? No tempo da graça precisamos continuar obedecendo aos mandamentos do Antigo Testamento? É possível que uma Lei Espiritual venha com “prazo de validade”?

 

Identificando o contexto  

Em primeiro lugar, é preciso lembrar que “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça.” (1 Tm 3:16) e também que “…passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão”, diz o Senhor (Mc 13:31). Isso significa que tudo o que está na Bíblia foi válido para as pessoas da época em que cada texto foi escrito, é válido para a nossa vida nos dias de hoje, e será válido para todas as próximas gerações, por todo o sempre. Tudo está “em vigor”. A questão é que há uma distinção entre aquilo que pode ou deve ser aplicado diretamente (exatamente como está escrito) e aquilo precisa ter apenas seu o princípio espiritual obedecido.

Todos os textos bíblicos – profecias, mandamentos, promessas, princípios, valores… – precisam ser entendidos dentro de seu contexto. Isso não se limita a ler alguns versículos antes e depois do texto, mas compreender o sentido geral do livro em que ele está inserido e também o que a Bíblia, em seu todo, afirma a respeito.

A Lei de Moisés é composta por 10 mandamentos e 613 preceitos morais, civis e cerimoniais. Um critério básico para saber se um determinado preceito foi dado por Deus não só para aquela época, mas também para nós, é procurar outros textos na Bíblia que falem sobre o assunto. Se o mesmo preceito foi reforçado pelos profetas, ensinado por Jesus e recomendado nas cartas do Novo Testamento às igrejas, está claro que é algo que deve ser obedecido em todas as épocas. Mas, se ele não foi mais citado em lugar algum, provavelmente trata-se de algo específico para o povo hebreu daquele tempo, e devemos extrair apenas o princípio espiritual por trás daquele preceito a fim de obedecê-lo.

Por exemplo: Há vários textos no Antigo Testamento alertando sobre alguns tipos de carne que não deveriam ser comidas pelo povo de Deus, por serem consideradas “imundas” (Lv 11:1-47), dentre elas coelho e carne de porco. Entretanto, não vemos Jesus reforçando este mandamento, mas sim ensinando a seus discípulos que o que entra pela boca não pode contaminar o coração (Mc 7:14-19). E, quando lemos o Novo Testamento, encontramos afirmações como: “O Reino de Deus não é comida nem bebida…” (Rm 14:17), “o que comemos não nos faz agradáveis a Deus…” (1 Co 8:8), “não chame de impuro ao que Deus purificou…” (At 10:15) e “ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou pelos dias de festa… ou os sábados… que são sombras das coisas futuras” (Co 2:16-17). Alguma contradição nos ensinos do Antigo e do Novo Testamento? Certamente NÃO. O que temos aqui é o princípio da separação entre o puro e o impuro aplicado através da lei que distinguia animais puros dos impuros. O princípio permanece para sempre: Deus faz separação entre o puro e o impuro, entre santidade e iniquidade, entre o pecador que foi justificado e o que não foi. Jesus foi o cordeiro puro, sem mácula, oferecido a Deus como sacrifício definitivo por nossos pecados. Mas hoje, o fato de comer ou deixar de comer certos alimentos não influencia na nossa pureza ou impureza espiritual. A dieta da época tinha um fim didático e hoje é desnecessária.

O mesmo acontece com relação à proibição de se trabalhar no dia de sábado (Ex 20:10). Jesus trabalhou no sábado (Mc 2:23-28), o concílio de Jerusalém concluiu que os gentios não precisavam guardar o sábado (At 15:28-29), Paulo disse à Igreja que ninguém deve ser julgado por guardar ou não o sétimo dia (Gl 4:9-11), não vemos no Novo Testamento uma orientação no sentido de que os cultos cristãos deveriam ser no sábado (At 20:7 e 1 Co 16:1-2), e Cl 2:16-17, Mt 11:28 e Hb 4:9-11 explicam que o descanso do sábado era a sombra do descanso espiritual que há em Cristo Jesus e que será plenamente cumprido na eternidade.

Mas nem tudo na Lei ou no Antigo Testamento são apenas “sombras” que apontavam para o Messias, ou cumpriam apenas um fim didático. Mandamentos como: “não adorar outros deuses”, “não mentir”, “honrar pai e mãe”, e tantos outros, são encontrados por toda a Escritura, significando que devem ser seguidos em sua inteireza.

 

O mesmo se aplica a algumas recomendações feitas às igrejas, nas cartas neotestamentárias:

“Não ireis pelo caminho dos gentios… mas tão somente às ovelhas perdidas da casa de Israel…” Mt 10:5-6

“Vendei tudo o que tendes e dai esmolas…” Lc 12:33

“As mulheres estejam caladas nas igrejas…” 1 Co 14:34

“Vós, escravos, sujeitai-vos aos senhores, não somente aos bons mas também aos maus…” 1Pe 2:18

“Não bebas mais água só, mas usa um pouco de vinho…” 1Tm  5:23

“Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo…” 1Co 16:20

“Se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também…” 1Co 11:6

“O homem, pois, não deve cobrir a cabeça…” 1Co 11:7

Estes são alguns exemplos de preceitos específicos para o contexto cultural em que cada igreja estava inserida, e não devem ser interpretados como um mandamento de Deus para todas as culturas, em todos os tempos.

Além da análise de um determinado texto à luz do que diz as demais Escrituras sobre o assunto, vale lembrar o que Jesus disse sobre o mandamento que resume todos os outros: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento e amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mt 22:37,39). Na dúvida sobre o que fazer ou deixar de fazer, este é o padrão. Tal atitude vai expressar o meu amor a Deus e ao próximo? Em meu lugar, o que faria Jesus?

A verdade é que, quanto mais conhecemos a Deus e sua Palavra, menos temos dúvida sobre o que Ele espera que sejamos ou façamos. Portanto, “conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor.” (Os 6:3).

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Antigo Testamento

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PREFÁCIO

Muitos leitores têm dificuldade em compreender a história do Antigo Testamento na Bíblia, pelo fato dos livros canônicos não estarem em ordem cronológica, mas sim organizados em categorias de similaridade: Pentateuco (lei de Moisés), livros históricos, livros poéticos e livros proféticos (profetas maiores e menores). Se, por um lado, esta organização bibliográfica auxilia na compreensão do propósito e estilo de cada livro, por outro, dificulta a compreensão da sequencia dos fatos, fazendo com que as histórias e personagens se confundam em meio a um pano de fundo aparentemente obscuro.

Além disso, por conta de se passar num tempo tão distante do nosso e conter narrativas tão distantes da nossa realidade, muitas vezes o mais cômodo mesmo é abandonar a leitura.

Entretanto, sabemos que “toda a Palavra é divinamente inspirada e útil…”, e aquele que deseja, de fato, conhecer a Palavra de Deus, não pode simplesmente ignorar o Antigo Testamento.

Na tentativa de facilitar o entendimento e dar uma visão panorâmica da história do Antigo Testamento, segue um breve resumo da mesma, contendo os principais fatos e personagens, bem como os locais e datas aproximadas de cada acontecimento.

ATENÇÃO: As frases em itálico correspondem a informações extra-bíblicas, baseadas em pesquisas e estudos históricos e arqueológicos.

Que este resumo do Antigo Testamento o ajude a viajar pelas Escrituras, mergulhando na rica Palavra de Deus e, extraindo dela, o conhecimento necessário para gerar vida em seu coração.

Boa leitura!

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1. SÍNTESE PANORÂMICA

  1. Deus efetua a criação do universo e de tudo que nele há.
  2. O homem cai em tentação e se corrompe com o pecado.
  3. Os descendentes de Adão e Eva dão origem às primeiras civilizações.
  4. O pecado se multiplica.
  5. Deus manda o dilúvio para julgar a Terra.
  6. Recomeço da humanidade com os descendentes de Noé.
  7. Origem das línguas – Torre de Babel.
  8. Origem das nações (descendentes de Sem, Cão e Jafé).
  9. Chamado de Abraão em Ur dos Caldeus.
  10. Peregrinação dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó em Canaã.
  11. José, filho de Jacó, é vendido para o Egito.
  12. Toda a família de Jacó se muda para o Egito.
  13. Os descendentes de Jacó tornam-se escravos do Egito.
  14. Após 400 anos, Deus manda Moisés liderar a libertação do seu povo.
  15. Dez pragas do Egito.
  16. Travessia dos israelitas pelo Mar Vermelho.
  17. Peregrinação de 40 anos do povo pelo deserto.
  18. Morre Moisés.
  19. Conquista da terra prometida sob a liderança de Josué.
  20. Divisão da terra entre as 12 tribos.
  21. Morre Josué e Israel é governada por juízes (Sansão, Gideão, Débora…).
  22. O povo pede um rei e Israel passa a ser uma Monarquia.
  23. Reinado de Saul, Davi e Salomão.
  24. Israel se divide em dois reinos: Norte (Israel) e Sul (Judá).
  25. Destruição do Reino do Norte – Israel – pelos assírios.
  26. Judá (o Reino do Sul) perdura sozinho por mais 136 anos.
  27. Judá é levado cativo para a Babilônia.
  28. 70 anos depois, os judeus voltam para Jerusalém.
  29. Reconstrução do Templo.
  30. Reconstrução dos Muros de Jerusalém.
  31. Período interbíblico – 400 anos de silêncio de Deus.
  32. Nascimento do Salvador.

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2. A HISTÓRIA DO ANTIGO TESTAMENTO NUM BREVE RESUMO

1. OS PRIMÓRDIOS

Base bíblica: Gênesis 1 a 11

 

No princípio, num determinado momento de sua eternidade, Deus criou todo o Universo e tudo o que nele há. Criou também o planeta terra, com tudo o que nele há: as plantas, os animais, e também o homem e a mulher, o primeiro casal.

O ser humano foi criado à imagem e semelhança do Criador, e vivia em perfeita comunhão com Deus. Aos humanos foi dada a responsabilidade de governar e cuidar do planeta.  Mas o homem, sendo tentado pelo diabo, caiu em tentação, se rebelou contra Deus e desobedeceu às suas instruções, fazendo com que toda a raça fosse, assim, contaminada pelo pecado, e condenada à morte e à perdição de uma eternidade sem Deus.

Adão e Eva (o primeiro casal) tiveram muitos filhos e filhas. Surgiram as primeiras famílias, primeiras cidades e primeiras civilizações. O número de habitantes foi se multiplicando, e se multiplicando também foi a maldade do homem. Passaram-se muitos séculos e a maldade na Terra chegou a um nível insuportável. Apenas um homem chamado Noé, habitante da Mesopotâmia, foi achado justo. Foi quando Deus decidiu destruir toda aquela geração através de um grande dilúvio. Apenas Noé e sua família foram salvos, graças à uma enorme arca de madeira que ele mesmo construiu, sob a orientação do próprio Deus.

Depois do dilúvio, passaram-se vários meses até que, finalmente as águas baixaram, e a Terra ficou, novamente habitável. Noé, sua esposa, seus três filhos com suas respectivas esposas, e também todos os animais que estavam com eles, puderam sair da arca e recomeçar suas vidas.

Tempos depois, os descendentes de Noé se fixaram na região da Babilônia, e ali, contrariando o que Deus havia lhes dito, decidiram construir uma grande torre e ali permanecerem, ao invés de se espalharem e povoarem a Terra.

Deus então, interviu, e lhes confundiu a língua, dando origem aos primeiros idiomas. Como eles não mais conseguiam se entender, desistiram de construir a cidade e a torre (que ficou conhecida como Torre de Babel), e se espalharam pelos continentes, dando origem às nações.

Os Sumérios (ao sul da Mesopotâmia) foram a primeira grande civilização de que se tem notícia. Inventaram o alfabeto, a roda, o código de Hamurabi (que foi o primeiro código de leis civis), os carros puxados por animais, armas, vários instrumentos musicais, objetos de arte, pintura, adereços, enfim, uma civilização avançadíssima que foi o berço de todo o conhecimento da humanidade. 

A partir de 2.700 a.C. o Egito se alavanca como grande império, constrói suas pirâmides, desenvolve sua própria escrita e técnicas avançadas de mumificação e construção civil.

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2. ERA PATRIARCAL

Base bíblica: Gênesis 12 a 50

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Por volta do ano 2.000 a.C., havia em Ur dos Caldeus (cidade próxima a Babel, hoje localizada no sul do Iraque), um homem chamado Abrão. Deus disse a ele que deixasse sua terra, e fosse para o lugar que Ele mesmo lhe haveria de mostrar, e prometeu que faria dele uma grande nação. Uma nação separada para ser chamada como povo de Deus.

Abrão (que depois teve seu nome mudado para Abraão) então obedeceu, deixou sua cidade, e partiu rumo à terra dos cananeus (que hoje é o território de Israel). Abraão e Sara, sua mulher, peregrinaram pelas terras dos cananeus durante toda a sua vida. Foi neste tempo que as cidades de Sodoma e Gomorra, que ficavam na região sul de Canaã, foram destruídas por uma chuva de fogo e enxofre como resultado da ira de Deus pela a iniquidade daquele lugar.

Abraão teve vários filhos: teve Ismael, com Hagar, a serva de Sara, e também vários outros filhos e filhas com Quetura, sua concubina. Mas o filho prometido por Deus nasceu mesmo de Sara, já em sua velhice, e foi chamado de Isaque.

A promessa de Deus a Abraão, de que dele descenderia um grande povo, e a este povo seria dada a terra onde estavam peregrinando (Canaã), foi feita também a seu filho Isaque. Isaque se casou com uma moça da Caldeia, chamada Rebeca, e tiveram dois filhos, gêmeos, Esaú e Jacó.

Jacó e Esaú se desentenderam gravemente, a ponto de Jacó precisar fugir do país. Ele foi para a Caldeia, onde se casou e viveu durante vinte anos, mas depois deste tempo, pegou toda a sua família, seus servos e seus bens, e voltou para a Terra de Canaã, onde se reconciliou com o irmão, e passou a viver em paz com sua família. Jacó, cujo nome fora mudado para Israel, foi o filho de Isaque escolhido por Deus para perpetuar a sua promessa feita a Abraão. Ele teve 12 filhos.

Os filhos de Jacó tinham ciúmes de José, um dos seus irmãos, por acharem que era o predileto do seu pai, e também devido a alguns sonhos que ele tivera, onde se via governando sobre os irmãos. Então, por vingança, eles o venderam como escravo para alguns mercadores, e estes, por sua vez, o levaram para o Egito, onde o revenderam a Potifar, o capitão da guarda do Faraó do Egito.

Ali José trabalhou algum tempo como “mordomo” da casa de Potifar, mas foi acusado injustamente e acabou sendo preso. Na prisão, destacou-se por seu espírito de liderança e seu dom de interpretação de sonhos.

Anos depois, chamado pelo próprio Faraó, é solto da prisão para interpretar os sonhos que o estavam afligindo, e foi tão bem sucedido que acabou nomeado governador de todo Egito. Naquele tempo, o Egito havia sido invadido pelos Hicsos, e estava sob seu domínio.

Sete anos se passaram, e veio um tempo de grande seca em toda a terra, e graças à administração de José, o Egito era o único lugar do Mundo Antigo onde havia comida. José então manda chamar seu pai, seus irmãos, e todos os seus parentes, para virem morar com ele. Todos se alegraram e se surpreenderam muitíssimo, pois não imaginavam que ele pudesse ainda estar vivo e num cargo de tão alta posição. O Faraó fez questão de dar à família de José, que somava setenta pessoas, a melhor terra do Egito. E ali eles se estabeleceram, em 1.680 a.C.

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3. NO EGITO

Base bíblica: Êxodo 1 a 12

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Dois séculos se passaram desde que José fora nomeado governador. Os hicsos foram expulsos do país e o trono, reconquistado pelos egípcios.

A família de Israel (Jacó) havia crescido muito, se multiplicado e se enriquecido. E temendo que aquele povo estrangeiro continuasse crescendo e dominasse o país, o Faraó do Egito decidiu fazê-los escravos. E assim, os israelitas foram subjugados na terra onde viviam.

No ano de 1.260 a.C., os descendentes de Israel já ultrapassavam os seiscentos mil homens, sem contar as crianças, mulheres e idosos. Tutancâmon e Ramsés II haviam recentemente restaurado a glória do antigo Egito. E então chegou o tempo do cumprimento da promessa de Deus feita a Abraão. Deus levanta um homem chamado Moisés, e o designa como líder para conduzir os israelitas de volta para a terra dos cananeus, onde peregrinaram antes de se mudarem para o Egito.

Auxiliado por seu irmão Arão, Moisés transmite ao Faraó a ordem que recebera de Deus: que ele deveria libertar todos os israelitas, permitindo que saíssem do país. Mas o Faraó se negou a concordar, e em cada uma das dez vezes que ele fez isso, uma terrível praga veio sobre toda a nação. Por fim, depois da décima praga, ele cedeu, e o povo pode partir para Canaã.

Antes que chegassem ao Sinai, Faraó se arrependeu e enviou o exército para recapturar os israelitas e trazê-los de volta. Mas Deus fez com que o seu povo atravessasse a seco o Mar Vermelho, e depois fez com que o mar se fechasse sobre os egípcios, fazendo que todos se afogassem. E assim, eles partiram rumo à Terra Prometida, a fim de conquista-la e ali se estabelecerem como uma nação.

  * 

4. PEREGRINAÇÃO PELO DESERTO

Base bíblica: Êxodo 12 a 40, Levítico, Números e Deuteronômio

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Depois da travessia do Mar Vermelho, direcionados por Deus, eles tomaram o caminho do sul, pelo deserto do Sinai, e caminharam por dias, semanas e meses, sempre guardados pelo Senhor. Chegando ao Monte Sinai, eles acamparam por quase um ano, onde confirmaram sua aliança com Deus e construíram o tabernáculo. Ali eles se organizaram em tribos, conforme a descendência de cada um. E ali também foi estabelecido todo cerimonial de culto e sacrifícios, a nomeação dos levitas como sacerdotes e cuidadores do tabernáculo, e toda a Lei pela qual deveriam se guiar.

Após onze meses acampados, seguiram viagem e chegaram às proximidades de Canaã. Então enviaram alguns homens para espiarem a terra dos cananeus, e trazerem um relatório que os ajudasse a pensar em estratégias para invadir e conquistar aquele lugar.

Mas os espias voltaram com um relatório desanimador. Apesar de toda a exuberância e fartura do lugar, eles concluíram que seria impossível guerrear contra seus habitantes e vencê-los. E assim convenceram todo o povo, que se desesperou e desejou voltar para o Egito. Apenas dois dos espias, Josué e Calebe, pensaram diferente, e tentaram animar a todos, dizendo que a conquista seria sim possível.

Mas o povo continuou a murmurar e quiseram apedrejar a Josué e Calebe. Até que o Senhor apareceu naquele lugar e, devido à postura de rebeldia dos israelitas, determinou que, realmente, nenhum deles, com exceção de Josué e Calebe, entraria na terra prometida. Eles estariam fadados a permanecerem naquele deserto até que todos eles morressem, e seus filhos crescessem e se tornassem aptos a conquistarem a terra no lugar deles.

Assim sendo, foram obrigados a voltar, e ficaram peregrinando pelo deserto por mais de trinta e oito anos, até que toda aquela geração perecesse.

 * 

5.  CONQUISTA DE CANAÃ

Base bíblica: Josué

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Passados quarenta anos desde a saída do Egito, Arão, Moisés e toda a geração de homens e mulheres que atravessaram o Mar Vermelho, pereceram no deserto. Apenas aqueles que ainda eram muito jovens (ou nasceram no deserto), e Josué e Calebe, estavam vivos.

Chegara a hora do povo finalmente conquistar a terra de Canaã e Josué foi o escolhido por Deus para liderá-los nesta tarefa.

Os povos que habitavam naquele lugar eram extremamente maus, iníquos, idólatras e cruéis, e aprouve ao Senhor destituí-los daquele lugar. Por isso aquela terra seria dada aos descendentes de Abraão em cumprimento à sua promessa.

Então Deus fez parar as águas do rio Jordão para que o povo atravessasse e, depois que atravessaram o Jordão, deu-se início às inúmeras incursões pelas cidades cananeias, começando por Jericó em 1.220 a.C., Ai e tantas outras.

Grande parte da terra foi conquistada e parte dos seus habitantes foi exterminado. O território foi repartido entre o povo, de acordo com cada tribo, ou seja, os descendentes de cada um dos 12 filhos de Israel (Jacó). O povo montou o tabernáculo, construiu casas, edificou cidades. Cada um segundo a sua tribo. Mas ainda muita terra e muitos povos restaram para ser conquistados.

 * 

 6. ERA DOS JUÍZES

Base bíblica: Juízes, Rute, 1 Samuel 1 a 7

Depois da morte de Josué, os israelitas se desviaram da Lei do Senhor e se contaminaram com as práticas idólatras do povo cananeu. Cada vez que eles se “esqueciam” de Deus, eram oprimidos e conquistados por um dos povos estrangeiros que ainda habitavam naquela região. Eles então se arrependiam, e clamavam pelo socorro do Senhor. Deus levantava um juiz para governa-los e lidera-los em vitória contra o inimigo. Mas depois que aquele juiz morria, o povo novamente se “esquecia” de Deus, era oprimido, se arrependia, e então Deus precisava levantar um outro juiz para governar sobre eles.

Este ciclo se repetiu durante aproximadamente dois séculos. E grandes homens e mulheres de Deus fizeram toda a diferença como juízes na vida da nação: Gideão, Eúde, Débora, Jefté, Sansão e Samuel são alguns exemplos.

Neste tempo, uma pessoa também ganha destaque, não como líder político ou religioso, mas como exemplo de caráter, humildade e fidelidade: Rute. A estrangeira de Moabe, que se casou com um israelita, da tribo de Judá, e teve sua história imortalizada depois de ter se convertido ao Deus de Israel, e tratar sua sogra com profundo amor e respeito, se tornando a bisavó daquele que seria o maior rei de Israel: Davi.

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 7. REINO UNIDO

Base bíblica: 1 Samuel 8 a 31, 2 Samuel, 1 Reis 1 a 12, 1 Crônicas, 2 Crônicas 1 a 10, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares

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Depois de décadas vivendo num regime teocrático, sob o governo de Deus e a orientação de juízes, o povo desejou adotar o regime monárquico, seguindo o exemplo de todos os demais povos pagãos daquela época. Isto entristeceu o coração de Deus, que mesmo assim permitiu que fossem governados por um rei humano.

Assim, Saul foi coroado como o primeiro rei de Israel por volta do ano 1.000 a.C.. Durante o seu reinado, os filisteus iniciaram uma guerra contra Israel, que foi vencida graças ao seu escudeiro Davi, um pastor de ovelhas e músico, que corajosamente lutou contra o gigante Golias e o venceu com apenas uma funda. Tendo sua fama aumentada depois disto, despertou o ciúmes de Saul, que passou a persegui-lo e ameaça-lo de morte.

Mas Davi fugiu e, após a morte de Saul, ele foi aclamado como o novo rei sobre a nação. Davi foi um grande líder e conseguiu conquistar para Israel todos os territórios que ainda havia para serem conquistados, incluindo a cidade de Jerusalém, que se tornou a capital do reino.

O trono foi sucedido por seu filho Salomão, conhecido por sua sabedoria. Ele concretizou os planos do seu pai, o rei Davi, e construiu um templo em substituição ao tabernáculo como local de adoração a Deus e também o palácio real. Mas Salomão não usou sua sabedoria para servir ao Senhor de todo o seu coração, e se corrompeu adorando a outros deuses.

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8. REINO DIVIDIDO

Base bíblica: 1 Reis 13 a 22, 2 Reis, 2 Crônicas 11 a 36, Isaías, Jeremias, Lamentações, Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias

 

Em 950 a.C., depois da morte de Salomão, a coroa foi passada para o seu filho Roboão, que, agindo de maneira tola, não soube manter a fidelidade de seus súditos, aumentando-lhes ainda mais os impostos já tão pesados. A grande maioria do povo então se levantou em rebelião, numa espécie de golpe civil. Apenas as tribos de Judá (onde ficava a cidade de Jerusalém), a tribo de Simeão e metade da tribo de Benjamim permaneceram fiéis ao reinado de Roboão. Todas as outras demais dez tribos romperam com a linhagem de Davi e escolheram a Jeroboão como seu novo rei.

Assim, o reino foi dividido em dois. As dez tribos do norte se apropriaram do nome de Israel, tendo Jeroboão como seu rei e Samaria como sua capital. O pequeno reino das tribos do sul, denominado Judá, continuaram sob o reinado de Roboão, tendo Jerusalém como sua capital.

Grandes profetas profetizaram neste tempo em Israel e Judá: Elias, Eliseu, Amós, Isaías, Joel, etc…

Enquanto isso, na Grécia, em 846 a.C. Homero recitava seus poemas, e em 753 a.C. nascia a cidade Roma. Mas a nação que se expandia, ganhava território e se despontava como poderoso império neste tempo era a Assíria (região norte da Mesopotâmia – atual Iraque).

O Reino do Norte, governado por reis idólatras e sem temor de Deus, viu seu povo caminhar para cada vez mais longe do Senhor, e no ano 722 a.C. foi invadido e conquistado pelo Império Assírio. Como estratégia de guerra, a Assíria espalhou os israelitas por várias províncias em todo o seu império, e trouxe estrangeiros cativos de outras nações para habitarem na Samaria e demais tribos do Reino do Norte, varrendo do mapa o Reino de Israel como nação e gerando na região um grande sincretismo religioso e miscigenação cultural.

Após a destruição de Israel, Judá permaneceu como reino ainda por várias décadas, resistindo aos ataques das nações inimigas. Reis como Josafá, Ezequias, Josias e vários outros, eram tementes a Deus, e levaram o povo a um relacionamento de quebrantamento e santidade diante do Senhor.

Algumas décadas mais tarde, conforme profetizara Isaías, o império Assírio foi destruído pelos babilônicos. Nínive, a grande capital assíria caiu, e a Babilônia se tornou a grande capital do império do Mundo Antigo.

Em 587 a.C., enquanto construía seus famosos Jardins Suspensos, o imperador babilônico Nabucodonosor conseguiu sitiar, invadir e destruir Jerusalém (incluindo o templo construído por Salomão), isso porque os judeus, assim como seus irmãos do Reino do Norte, haviam abandonado sua aliança com o Senhor.

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9. CATIVEIRO BABILÔNICO

Base Bíblica: Ezequiel, Daniel

Nabucodonosor capturou a grande maioria dos judeus que sobreviveram à guerra e os levou cativos para a Babilônia. Dentre eles Ezequiel, Daniel, Hananias, Misael, Azarias, a família de Ester e Mardoqueu, e outras tantas centenas e centenas de famílias.

Ali, nas províncias da Babilônia, o povo de Deus permaneceu durante setenta anos como cativos. Durante este tempo, Daniel e seus amigos puderam testemunhar do poder de Deus na corte do rei.

Passados cerca de 50 anos desde que os primeiros exilados chegaram à Babilônia, Daniel foi acusado de insubmissão por não se curvar diante do imperador e foi lançado na cova dos leões, da qual o Senhor o livrou milagrosamente. Durante todo o domínio do império babilônico, Daniel foi usado por Deus para falar com cada governante que por ali passou: Nabopolassar, Nabucodonosor, Belsazar e outros.

Os babilônios permitiram que os exilados do reino de Judá formassem famílias, construíssem suas próprias casas, cultivassem pomares e vivessem em comunidade, com seus próprios chefes e sacerdotes. Como não tinham mais o seu templo, eles criaram as sinagogas, que eram locais específicos para oração, leitura e ensinamento da Lei e canto dos Salmos; e um grupo de sacerdotes entregou-se com empenho à tarefa de reunir e preservar os textos sagrados, dentre eles Ezequiel, que, como sacerdote e profeta, exerceu uma influência singular dentre os cativos.

Até que, em 539 a.C., a Babilônia também caiu, vencida e subjugada pelos persas.

Um ano depois, Ciro, o rei persa, publica o édito autorizando os judeus a deixarem o exílio na Babilônia e voltarem a Jerusalém.

10. VOLTA DOS JUDEUS À JERUSALÉM

Base Bíblica: Esdras, Ester, Neemias, Ageu, Zacarias, Malaquias, alguns Salmos

O imperador persa devolveu aos judeus exilados os utensílios do templo que Nabucodonosor lhes havia saqueado e levado à Babilônia, além de doar também uma quantia considerável do seu tesouro para apoiar a reconstrução do templo de Jerusalém. Liberados e incentivados pelo rei Ciro, muitos judeus decidiram voltar à sua terra, que ficara vazia e destruída desde sua invasão há 70 anos.

O retorno dos exilados realizou-se de forma paulatina, por grupos, o primeiro dos quais chegou a Jerusalém sob a liderança de Sesbazar. Tempos depois se iniciaram as obras de reconstrução do Templo, que se prolongaram até 515 a.C. Para dirigir o trabalho e animar os operários contribuíram o governador Zorobabel e o sumo sacerdote Josué, apoiados pelo sacerdote e escriba Esdras, e os profetas Ageu e Zacarias. As dificuldades econômicas, as divisões na comunidade e as atitudes hostis dos vizinhos samaritanos foram os principais problemas que afligiram os que voltaram.

Graças às condições de tolerância e bem estar em que viviam os judeus exilados, muitos preferiram permanecer na Babilônia, agora sob domínio persa. Dentre eles Mardoqueu e Ester, que moravam na província de Suzã, uma das capitais da Pérsia. Graças à permanência deles ali, em 475 a.C. Ester foi escolhida rainha da pérsia, pelo rei Xerxes (ou Assuero) – sucessor de Ciro depois de Cambises e Dário – e exerceu um papel fundamental para salvar todo o povo judeu de uma terrível conspiração.

No ano de 445 a.C. um judeu chamado Neemias, também residente na cidade de Suzã, copeiro do rei persa Artaxerxes (sucessor de Xerxes), solicitou que, com o título de governador de Judá, tivesse a permissão de ir até Jerusalém a fim de ajudar o seu povo. Neemias revelou-se um grande reformador. A sua presença em Israel foi decisiva, não somente para que se reconstruíssem os muros de Jerusalém, mas também para que a vida da comunidade judaica experimentasse uma mudança profunda e positiva.

PERÍODO INTERBÍBLICO

 

As muralhas de Jerusalém terminaram de ser reconstruídas em 443 a.C., sob o governo de Neemias e a liderança espiritual do profeta Malaquias, o último profeta que falou a Israel em sua própria terra. Depois dele, um silêncio profético de 400 anos estende-se até a voz de João Batista, que clamava no deserto: “Endireitai o caminho do Senhor”.

*  

Veja os principais acontecimentos durante este período de 400 anos:

  • 331 a.C. – Ascensão do Império Grego, com Alexandre, o Grande
  • 320 a.C. – Israel é conquistado pelos Egípcios (Ptolomeu)
  • 250 a.C. – A Bíblia hebraica é traduzida para o grego
  • 202 a.C. – Construção da muralha da China
  • 198 a.C. – Os Sírios vencem os Ptolomeus e conquistam Israel  (Antíoco, o Grande)
  • 167 a.C. – Revolta dos judeus Macabeus – independência do povo de Israel
  • 149 a.C. – Início da ascensão de Roma nas Guerras Púnicas contra Cartago.
  • 63 a.C. – Os romanos, que a esta altura já dominavam sobre a Grécia, Egito, Macedônia, Gália, Germânia, Trácia e Síria assumem o controle de Israel, sob o comando do General Pompeu.
  • 40 a.C. – Herodes, o Grande, é nomeado por Roma como o rei da Judeia, e faz uma grande reforma no templo construído no tempo de Esdras, tornando-o grande e imponente.

 * 

E, no ano 4 a.C. nasce o Messias, Jesus Cristo, na cidade de Belém da Judeia. Finda-se o tempo da Lei, e chega o tempo da nova aliança.

Aleluias!!! *

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 “O meu povo perece porque lhe faltou o conhecimento… Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor.”

Os. 4:6 e 6:3

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Ser Igreja

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e em Educação Religiosa
Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia
Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Mulheres

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Sempre que leio a descrição da “Mulher Virtuosa” no livro de Provérbios (versículos 10 a 31 do capítulo 31), minha primeira reação é deduzir que se trata de um padrão inalcançável de perfeição descrita num contexto machista e simplesmente impossível de se seguir em pleno século 21.

Mas me lembro de que não se trata de um livro qualquer, mas da Palavra de Deus, que não muda, não falha, não passa.

Então sou levada a reler o texto com o espírito e sob a direção do Espírito, e compreendo que os princípios contidos ali também não mudam, não falham e não passam.

Vamos entender melhor o que significa ser virtuosa, e aplicar estas verdades à mulher do terceiro milênio.

*

1. A mulher virtuosa tem Deus como seu Senhor (Pv 31:10, 25, 26, 30)

Por definição, o vocábulo “virtuosa”, no original hebraico é  חיל chayil, que significa força, poder, eficiência, fartura, habilidade. Por sua vez, a palavra “chayil”, tem sua origem em חיל chiyl: torcer, girar, dançar, trabalhar, se contorcer, dar à luz, estar com dor (fonte: Dicionário Bíblico Strong – Lexico Hebraico, Aramaico e Grego).

Assim, podemos entender que virtuosa, neste contexto, seria: “trabalhar arduamente para a eficiência”. Mas, mais que um trabalho externo, traz o sentido de uma pré disposição interna para se fazer o bem, uma inclinação para a excelência, um contínuo mover na busca pela força.

Sabemos que o ser humano é, naturalmente, inclinado para o mal devido à sua natureza ter sido corrompida pelo pecado. Consequentemente, a virtude seria, então, algo naturalmente inacessível a nós.

Entretanto, a Graça Salvadora de Jesus nos presenteia com seu Espírito. E é Ele quem nos atrai para Deus, imprime em nós a natureza de Cristo e nos capacita, não só a desejar o bem, como também a agir com ele.

Deus nos atrai para a sua virtude, faz nascer em nós o desejo da virtude e nos torna capazes de agir virtuosamente.

E assim descobrimos a primeira característica de uma mulher virtuosa apenas na definição do termo: ela tem a virtude de Cristo dentro dela.

A dedicação ao estudo da Palavra e a busca pela sabedoria (verso 26) são essenciais para que esta virtude seja forjada e manifesta em nossas vidas. Portanto, o crescimento espiritual e a busca pelo conhecimento de Deus são a base de toda mulher que a Bíblia descreve como sendo “mais preciosa que finas jóias.

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2. A Mulher Virtuosa, quando casada, honra o seu marido (Pv 31:11-12, 23)

Claro que a mulher virtuosa não precisa necessariamente de um esposo.

Muitas mulheres hoje criam sozinhas seus filhos, sustentam a casa e governam suas famílias.

Mas se ela o tem, o trata com honra e respeito. Independentemente se ele é truculento ou carinhoso, temente a Deus ou incrédulo, a postura dela não muda. Ela está firmada em Deus, sua virtude vem Dele, por isso, ela não está sujeita à circunstâncias ou alterações hormonais. Suas ações são controladas pelo Espírito.

Fazer o mal no contexto do casamento é muito fácil (principalmente para a mulher): manipular, irritar, reclamar, ferir, magoar, acusar, abusar, murmurar, se vingar, se emburrar… ah, como é fácil.

Mas a virtude de Cristo em nós nos capacita, não só a não fazer o mal, mas a ir além e fazer o bem. E fazer o bem não em algumas, mas em todas as áreas do relacionamento: intimidade sexual, comunicação, companheirismo, confiança, finanças.

Inclui também o cuidado com os pertences dele, o respeito aos gostos e escolhas dele, e o tratamento com a família dele (isso mesmo).

Toda mulher sabe como agradar um homem, como deixá-lo feliz. E a mulher virtuosa é livre em Cristo para isso, sem se deixar dominar por ressentimentos ou desejos egoístas. 

Não estamos aqui falando de subserviência ou servidão.

A mulher virtuosa moderna expõe sua opinião, diz o que pensa,  e contribui para o sustento da casa.

Mas a mulher que teme o Senhor, entende que a liderança do lar cabe ao marido e se submete a ele com fé, alegria e amor. Sabendo que Deus, a seu tempo, a recompensará.

O amor e a submissão são valores imutáveis e sempre serão, não importa o quanto o tempo passe ou os valores da sociedade mudem.

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3. A Mulher Virtuosa é trabalhadora e habilidosa (Pv 31:13-19, 24)

O texto de Provérbios escrito pelo Rei Salomão aproximadamente mil anos antes de Cristo, descreve uma mulher empenhada, que vence a preguiça todos os dias e encontra forças para fazer o que precisa ser feito.  

Sabemos que o trabalho das mulheres naquele tempo era bastante restrito em comparação aos dias de hoje.

No lugar da roca surgiram as máquinas, no lugar do fuso os tablets e no lugar dos navios mercantes vieram os automóveis, mas o dilema entre a preguiça e o trabalho continua o mesmo.

A futilidade, o entretenimento fácil e as facilidades da era moderna não podem nos roubar o privilégio de usar as nossas mãos para produzir, frutificar, e abençoar outras pessoas. 

O trabalho foi criado por Deus antes do surgimento do pecado, quando Adão e Eva ainda estavam no Paraíso (Gn 1:28, 2:15).

O trabalho é uma bênção, enquanto que a ociosidade é uma perigosa armadilha.

Mas não me refiro aqui ao trabalho como um fim em si mesmo. Vivemos um tempo onde a mulher muitas vezes é extremamente cobrada em seu desempenho profissional e as exigências surgem em dimensões quase desumanas.

Diante desta realidade, há mulheres que, no acúmulo de papéis e tarefas, fazem do trabalho o seu deus, e sacrificam casamento, família, amigos, ministério, lazer, descanso, tudo, em favor da carreira e do dinheiro.

Os filhos são criados por parentes ou professores, o esposo assume todas as tarefas domésticas, o envolvimento na igreja é negligenciado, e assim a carreira vai lhe roubando sorrateiramente até mesmo sua verdadeira identidade.

Mas há também aquelas neuróticas pela limpeza da casa, que sacrificam o bem estar das pessoas e o delas próprias para que os objetos permaneçam perfeitamente limpos e arrumados.

De uma forma ou de outra, a obsessão pelo trabalho é tão, ou mais, destrutivo que a preguiça e a ociosidade.

A sabedoria de Deus consiste em fazer tudo com moderação, diligência e amor, sem inverter valores e prioridades.

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4. A Mulher Virtuosa é uma dona de casa cuidadosa (Pv 31:15, 18, 21, 27)

Parece que nada ofende mais uma mulher hoje em dia do que “reduzi-la” à posição de dona de casa.

O mundo, a cada dia mais, exige que a mulher evolua, cresça e conquiste sua igualdade com os homens; assim, tarefas básicas como lavar, passar, cozinhar, costurar e limpar vão sendo, a cada dia mais, terceirizadas.

Claro que, no ritmo do século 21, não há nada de errado, biblicamente falando, que a mulher tenha ajudadoras, providencie o almoço no “disque marmitex” e mande suas roupas para a lavanderia.

Tudo depende das condições e necessidades de cada um. O problema, a meu ver, é quando a mulher negligencia e terceiriza, inclusive, o papel de administrar o seu lar.

A casa é o refúgio da família, aquele lugar seguro que chamamos de nosso, que tem a nossa cara, nosso jeito, nosso cheiro.

E Deus deu à mulher o privilégio de reger tudo isso.

É o lugar mais importante do mundo para a nossa família, e está sob os nossos cuidados.

A saúde física e emocional das pessoas depende, e muito, da limpeza e organização do lugar onde moram. Portanto, cuidar da casa não pode ser visto como  algo desonroso! Ao contrário, é uma atitude de amor e cuidado para com o próximo, que engrandece e exalta a pessoa responsável por tarefa tão importante e árdua. 

Não permita que a falácia de alguns discursos feministas a convença do contrário. 

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5. A Mulher Virtuosa cuida do próximo e de si mesma (Pv 31:20, 22)

Ah, que criação linda e perfeita é a mulher! Com que qualidade maravilhosa Deus presenteou a natureza feminina: o instinto materno em sua multiforme capacidade de cuidar. Cuidar do esposo, dos filhos, da casa, da família, das pessoas.

A mulher do século 21 tem vários desafios, como os tinham as mulheres de todos os séculos.

A mulher é mais sensível e mais facilmente movida pelas emoções que o homem, por isso, a possibilidade de permitir que o sofrimento as endureça e amargue está sempre presente.

Mas a mulher virtuosa é diferente. Ela tem dores, lutas, decepções, frustrações, mas aprendeu a transformar seus problemas em oportunidades para amadurecer e se sensibilizar diante dos problemas alheios. Por isso, o engajamento em projetos sociais e gestos de solidariedade, sempre.

Mesmo numa agenda sempre lotada, o item cuidar de si mesma tem sempre um espaço.

A mulher virtuosa de Provérbios se vestia de púrpura, um tecido caro e especial naquele tempo, e que refletia o capricho daquela que o possuía.

Não é uma busca desenfreada pela perfeição física ou para se enquadrar num padrão de beleza absurdo imposto por homens que não gostam de mulheres. Mas pelo  simples prazer de se olhar no espelho e ficar feliz com o que vê.

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Conclusão

Mulher virtuosaA dona de casa, estudiosa das Escrituras, crente fervorosa, esposa dedicada, mãe de filhos, que trabalha fora, faz faculdade, tem um ministério próspero na igreja e ajuda os necessitados, ainda acha tempo para ir à manicure, pintar o cabelo, fazer maquiagem, comprar um sapato novo e encontrar um brinco que combine com aquela blusa. Como ela faz isso? Voltemos ao significado original da palavra virtude: força, poder, eficiência, fartura, habilidade. Não suas, mas do Deus que nela habita.

Claro que, de vez em quando, esta mulher “surta”, se estressa, fica deprimida, esgotada, chateada, mas, se sete vezes ela cai, oito vezes se levanta, ainda mais linda e perfumada do que antes.

“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias.”

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Jonathan-Edwards

Jonathan Edward, pastor congregacional norte-americano, nasceu em 5 de outubro de 1703, e foi o mais destacado teólogo e erudito da Nova Inglaterra no período colonial do século XVIII. Em 1734 o reavivamento religioso, parte do Grande Despertament, chegou à sua  igreja. Seu famoso sermão “Pecadores nas Mãos de um Deus Irado” (1741), foi proferido durante esse reavivamento. Edwards não era bom orador, mas, enquanto ele pregava, houve pessoas que choravam e clamavam por arrependimento, enquanto que outros se agarravam às colunas da igrejas, como se estivessem sentindo sendo engolidos pelo inferno. Ele teve que esperar as pessoas se acalmarem para terminar o sermão. Na opinião de Wesley L. Duewel, este sermão contribuiu grandemente para a continuação do avivamento.

Segue abaixo, um resumo desta mensagem, tão fundamental em nossos dias.

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… A seu tempo, quando resvalar o seu pé” (Deuteronômio 32.35).

Nesse versículo, israelitas são ameaçados com a vingança do Senhor. Apesar de todas as obras maravilhosas que Deus operara em favor desse povo, este permanecia sem juízo e destituído de entendimento, como está escrito no versículo 28.

A declaração que escolhi para meu texto, “A seu tempo, quando resvalar o seu pé”, parece subentender que aqueles israelitas estavam sempre sujeitos a uma súbita e inesperada destruição, à semelhança daquele que anda por lugares escorregadios e a qualquer instante pode cair.  Outra coisa implícita no texto é que os ímpios estão sujeitos a cair por si mesmos, sem serem derrubados pelas mãos de outrem, pois aquele que se detém ou anda por terrenos escorregadios não precisa mais do que seu próprio peso para cair por terra. E também a razão pela qual ainda não caíram, e não caem, é por não haver chegado ainda o tempo determinado pelo Senhor. Pois está escrito que quando este tempo determinado, ou escolhido, chegar, seu pé irá resvalar.  Sim, não há nada, a não ser a boa vontade de Deus, que impeça os ímpios de caírem no inferno a qualquer momento.

A verdade dessa observação transparecerá nas seguintes considerações:

1. Não falta poder a Deus para lançar os ímpios no inferno a qualquer momento. Não há força que resista ao seu poder.

2. Os ímpios merecem ser lançados no inferno (Jo 3.18). A espada da justiça divina está o tempo todo erguida sobre suas cabeças, e somente a mão de absoluta misericórdia e a mera vontade de Deus podem detê-la.

3. Assim sendo, eles são objetos da ira e da indignação de Deus, que se manifesta através dos tormentos do inferno. A fúria de Deus arde contra eles, sua condenação não demora. O abismo está preparado, o fogo está pronto, a fornalha incandescente está ardendo, pronta para recebê-los. As chamas vermelhas queimam. A espada luminosa foi afiada e pesa sobre suas cabeças. O inferno abriu a sua boca debaixo deles.

4. O diabo está pronto a cair sobre os ímpios, para apoderar-se deles como coisa sua, no momento em que Deus o permitir (Lc 11.21).

5. Existe na própria natureza carnal do homem uma potencialidade alicerçando os tormentos do inferno (Is 57.20). Há aqueles princípios corruptos que agem de maneira poderosa sobre eles, que só dominam completamente, e que são sementes do fogo do inferno. Por enquanto Deus controla as iniqüidades deles pelo seu imenso poder, como faz com as ondas enfurecidas do mar, dizendo: “virão até aqui, mas não prosseguirão.” Mas se Deus retirasse deles seu poder refreador, seriam todos tragados por elas.

6. O fato de não haver sinais visíveis da morte por perto, não quer dizer que haja, por um momento sequer, segurança para os ímpios. Deus tem muitas maneiras diferentes e misteriosas de tirar os homens pecadores do mundo e despachá-los para o inferno.

7. Todo o esforço e artimanha dos ímpios para escaparem do inferno não os livram do mesmo, nem por um momento, pois continuam a rejeitar a Cristo, e, portanto permanecem ímpios.

8. Deus não se sujeita a nenhuma obrigação, nem a nenhuma promessa de manter o homem natural fora do inferno, senão àquelas que estão contidas na aliança da graça – as promessas concedidas em Cristo. Portanto, apesar de tudo que os homens possam imaginar ou pretender sobre promessas de salvação, devido suas lutas pessoais e buscas incessantes, deixamos claro e manifesto que qualquer desses esforços ou orações que se façam em relação à religião, será inútil. A não ser que creiam em Cristo, o Senhor, de modo nenhum Deus está obrigado a conservá-los fora da condenação eterna.

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Esse mundo de tormento, isto é, o lago de enxofre incandescente, está aberto debaixo de todo aquele que não está em Cristo. Ali se encontra o terrível abismo de chamas que ardem com a fúria de Deus, e o inferno com sua imensa boca escancarada. E vocês não têm onde se apoiarem, nem coisa alguma onde se segurarem. Não existe nada entre vocês e o inferno, senão o ar, e só o poder e o favor de Deus podem vos suster.

Vossas iniqüidades vos fazem pesados como chumbo, pendentes para baixo, pressionados em direção ao inferno pelo próprio peso, e se Deus permitisse que caíssem vocês afundariam imediatamente, desceriam com a maior rapidez, e mergulhariam nesse abismo sem fundo. Vossa saúde, vossos cuidados e prudência, vossos melhores planos, toda a vossa retidão, de nada valeriam para sustentar-vos e conservar-vos fora do inferno.

O Deus que vos mantém acima do abismo do inferno está terrivelmente irritado e seu furor contra vocês queima como fogo. Vocês são dez mil vezes mais abomináveis a seus olhos do que é a mais odiosa das serpentes venenosas para olhos humanos. Vocês o têm ofendido infinitamente mais do que qualquer rebelde obstinado ofenderia a um governante. Não existe outra razão porque vocês não foram lançados no inferno ao se levantarem pela manhã, a não ser o fato da mão de Deus ter-vos sustentado.

Oh, pense no perigo terrível que se encontra!  A quem pertence essa ira? É a ira do Deus infinito. Se fosse somente a ira humana, mesmo a do governante mais poderoso, comparativamente seria considerada como coisa pequena (Lc 12.4-5). É à ferocidade de sua ira que vocês estão expostos.

Lemos em Is 66.15 “Porque, eis que o Senhor virá em fogo, e os seus carros como um torvelinho, para tornar a sua ira em furor, e a sua repreensão em chamas de fogo.” Essas palavras são incrivelmente aterradoras. Se estivesse escrito apenas a “ira de Deus”, isso já nos faria supor algo bastante temível. Mas está escrito “o furor da ira de Deus“, ou seja, a fúria de Deus, o furor de Jeová! Oh!, quão terrível deve ser esse furor! Quem pode exprimir ou conceber o que essas palavras contêm?

“Pelo que também eu os tratarei com furor; os meus olhos não pouparão, nem terei piedade. Ainda que me gritem aos ouvidos em alta voz, nem assim os ouvirei.” (Ez 8.18).

“O lagar eu o pisei sozinho, e dos povos nenhum homem se achava comigo; pisei as uvas na minha ira; no meu furor as esmaguei, e o seu sangue me salpicou as vestes e me manchou o traje todo.” (Is 63.3).

“Que diremos, pois, se Deus querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos da ira, preparados para a perdição.” (Romanos 9.22).

“Os povos serão queimados como se queima a cal, como espinhos cortados arderão no fogo. Ouvi vós os que estais longe, o que tenho feito; e vós, que estais perto, reconhecei o meu poder. Os pecadores em Sião se assombram, o tremor se apodera dos ímpios; e eles perguntam: quem dentre nós habitará com o fogo devorador? Quem dentre nós habitará com chamas eternas?” (Isaías 33.12-14).

“E será que de uma lua nova à outra, e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor. Eles sairão, e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e eles serão um horror para toda a carne.” (Isaías 66.23-24).

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É uma ira eterna. Já seria algo terrível sobre o furor e a cólera do Deus Todo-poderoso por um momento. Mas vocês terão de sofrê-la por toda a eternidade. Essa intensa e horrenda miséria não terá fim.

Inúmeras pessoas poderão estar no inferno em breve tempo, antes mesmo do ano terminar. E aqueles que estão agora com saúde, tranquilos e seguros, podem chegar lá antes do próximo amanhecer.

Mas agora vocês têm uma excelente ocasião. Hoje é o dia em que Cristo abre as portas da misericórdia, e se coloca de pé clamando e chamando em alta voz aos pobres pecadores. Queira Deus todos aqueles que ainda estão fora de Cristo, pendentes sobre o abismo do inferno, quer sejam senhoras e senhores idosos, ou pessoas de meia idade, quer jovens ou crianças, que possam dar ouvidos agora aos chamados da Palavra e da providência de Deus.

Portanto, todo aquele que está fora de Cristo, desperte, e fuja da ira vindoura.

“Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar”. (Isaías 55.6-7)

Amém.

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