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Posts Tagged ‘Sofrimento’

Women joint pain

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Quando lhe perguntam: “Tudo bem com você?”, como você geralmente  responde?

Muitas vezes, se estamos mal, a gente fica na dúvida sobre o quê dizer:

  • digo que está tudo bem e minto/escondo a verdade?
  • ou falo que estou mal e corro o sério risco de ser vista como uma pessoa amarga e mal agradecida?

Se você, assim como eu, está enfrentando uma fase complicada, conhece bem este dilema.

Mas, bem mais difícil que saber responder aos cumprimentos do dia a dia, é conseguir lidar internamente com nossos próprios questionamentos.

Estou com um pouco mais de 50 anos de idade. Na infância tive bronquite asmática e desmaiava sempre que tentava correr, o que me impediu de praticar atividades físicas durante a fase de crescimento.

Sarei da bronquite mas herdei as “primas”: rinite, sinusite, faringite…

Aos 24 anos contraí tuberculose e fui desenganada pelos médicos devido à algumas  complicações. Mas depois de um mês de internação (30 quilos a menos) e seis meses de tratamento intensivo, fiquei apenas com um leve enfisema – que ainda faz meu peito chiar sempre que respiro. 

Depois comecei a sofrer vários problemas de coluna, graças às sete hérnias de disco, algumas desorganizações vertebrais e também à cirurgia para extração de um neuroma de morton no pé esquerdo.

Calma, não estou me lamentando. Você vai entender porque estou me abrindo aqui com você. Fique comigo e leia até o final.

Pra resumir a história (que é longa, acredite rs): devido à musculatura fraca, somada à  síndrome de Ehlers-Danlos (frouxidão ligamentar) e também a uma alteração genética que atinge as articulações, estou constantemente sentindo dores em pelo menos alguma parte do corpo. Burcite, tendinite, espondilite, artrite, artrose e por aí vai…

Em outubro de 2019 tive o privilégio de passar duas semanas em Israel e Jordânia. Foi uma experiência inesquecível, mas infelizmente forte demais para meus joelhos e quadris. O excesso de caminhadas, subidas e descidas, agravou profundamente as inflamações nestas áreas.

Bom, o final do ano chegou e, antes que eu conseguisse iniciar os tratamentos indicados, caí sentada no chão e consegui uma baita fratura do cóccix e, de bônus, uma simpática rachadura também bem no meio do dedo indicador direito.

Você consegue imaginar este “combo” todo, ao mesmo tempo, numa pessoa só?

Pois é, rs, e também preciso colocar aparelho nos dentes (mas por enquanto não dá, por não conseguir ficar muito tempo sentada). Tenho que começar fisioterapia pra mão, joelho e quadril (mas também não posso, pelo mesmo motivo). Não consigo ficar muito tempo em pé, nem sentada. Não posso deitar de lado por causa do quadril, nem de bruços por causa da coluna, nem de barriga pra cima por causa do cóccix… kkkkkkk….. Mas, tirando o que tá ruim, o resto tá bom….

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Onde está o meu milagre?

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Antes que me diga: “junta tudo e joga fora” rs, confesso que em alguns momentos me sinto tentada a fazer isso mesmo.

Aprendi, desde pequena, a confiar num Deus que faz milagres. Que ressuscitou Lázaro, abriu o Mar Vermelho, jorrou água da rocha, parou o tempo, fez uma mula falar, um machado flutuar, cessou a tempestade, curou paralíticos, cegos, leprosos, …

Presenciei inúmeras curas de pessoas próximas a mim, e inclusive a minha própria, da minha infecção generalizada quando tive tuberculose.

Então, porque Deus não me cura? Porque Ele não alivia minhas dores?

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Eu não sou mais especial, mas sou única

Cada um de nós neste mundo tem seus pesares, limitações, frustrações, conquistas, alegrias, habilidades, excepcionalidades. Diante do Pai, ninguém é “especial”. Ele não tem filhos preferidos nem preteridos. E estamos todos sujeitos às intempéries da vida. 

Por outro lado, somos todos únicos para Deus. Ele está cuidando de nós e permanece no controle de tudo. Como escreveu a Raissa Bomtempo no Gospel Mais: A fé inabalável permite crer que. apesar do caos do momento, DEUS REINA, nenhum mal triunfa até o fim e nenhum sofrimento dura para sempre. 

Eu acredito que Deus não desperdiça nada, nem mesmo (ou principalmente) uma dor. E sei que Ele pode usar a minha experiência para abençoar outras pessoas.

Talvez você esteja passando por algo parecido ou até bem mais sério e complicado que eu. Então listei aqui alguns princípios que têm norteado a minha vida já há algum tempo.

Espero que, de alguma forma, essas palavras sejam um “quentinho” no seu coração, que a sua esperança seja renovada e que a gente caminhe na certeza de que: no fim… no fim dá tudo certo.

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O que eu aprendi (e continuo aprendendo) com minhas dores:

1. AMOR MAIOR – O amor de Jesus e a presença do Espírito Santo na minha vida é algo tão pleno e maravilhoso que, diante disso, qualquer coisa que me afligir será insignificante e não merecerá a minha atenção.

2. FÉ INCONDICIONAL – Minha fé e confiança em Deus não depende de nada além do que Ele representa para mim. Como responderam Sadraque, Mesaque e Abednego ao rei Nabucodonozor diante da acusação que estavam sofrendo: “Não precisamos defender-nos diante de ti. Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos…  Mas, mesmo se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos teus deuses” (Daniel 3:16-18). 

3. ALEGRIA INTERIOR – Minha alegria não depende de situações ou circunstâncias. Minha alegria vem do Céu e da ação do Espírito Santo em mim, por isso Jesus disse que ninguém poderia roubá-la de nós.

4. RESPONSABILIDADE E CONFIANÇA – Diante de uma patologia, preciso fazer o que cabe a mim: hábitos saudáveis, terapias, tratamentos (até injeção no dedo eu já tomei)… e, depois disso, deixar o resto com Deus. Ele pode fazer todas as coisas. Sei que se ainda não me curou, é porque tem algum propósito maior pra tudo isso, afinal, Ele sempre sabe o que faz.

5. ACEITAÇÃO – A certeza que temos da vida é que ela é cheia de incertezas e precisamos exercitar a nossa capacidade de nos adaptar aos imprevistos. Eu tinha vários planos e projetos para este ano mas nem tive tempo de colocá-los no papel rs. E assim é a vida. Fico pensando na ginasta Laís Souza, por exemplo, que, de um dia pro outro, ficou tetraplégica. E tantos outros casos vemos de situações assim. Precisamos entender que não vamos conseguir controlar a maioria das coisas. Cabe a nós, fazer o possível da melhor maneira possível. 

6. DESCANSO – Alguns dias, as dores são bem limitadoras. E nunca sei como vou amanhecer no dia seguinte (na verdade ninguém sabe né, é que no meu caso já virou rotina rs). Hoje mesmo acordei com o joelho inchado e doendo muuuuuito. Precisei parar várias atividades ministeriais e é sempre arriscado fazer planos e assumir compromissos. Mas aprendi a não me cobrar e a respeitar meus limites. Me esforço sim. Mas reconheço minhas fragilidades e sei que se eu puxar um elástico com mais força do que devo, ele fatalmente se arrebentará.

7. RESILIÊNCIA – Saber quando ser resiliente diante de uma tempestade não é fraqueza, é sabedoria.

8. A DOR FAZ BEM – Queremos estar sempre bem, mas as adversidades são dádivas em nossas vidas. As dificuldades e enfermidades nos fazem mais humildes, mais sensíveis à dor do outro, mais maduros. Olhar o mundo com doçura é uma disciplina que desenvolvemos principalmente a partir do sofrimento e da dor.

9. DUAS PEDRAS PRECIOSAS – Penso que precisamos cultivar principalmente a gratidão e o bom humor. Ficar murmurando, reclamando, ruminando nossas mazelas e tristeza só faz piorar o que já está ruim. A gratidão nos faz olhar para as bênçãos, nos ensina a valorizar o que está bom e a focar nas coisas boas da vida. E o bom humor torna nossos dias mais leves.

10. TUDO PASSA – Receberemos a cura completa e permanente quando, no Céu, recebermos nossos corpos glorificados, libertos de tudo o que o pecado nos roubou. Enquanto esperamos por este Dia, vamos vivendo nossas vidas em honra e obediência ao nosso Deus, servindo ao nosso próximo e aproveitando cada momento com nossos familiares e amigos.

O que eu faço com tanta dor? Ofereço-a a Deus como oferta de adoração. Deposito-a aos pés da cruz e confio no amor do Pai.

Claro que não sou um poço de estabilidade. Tenho minhas crises, meus momentos de desânimo, meus retrocessos. Mas também aprendi que os tropeços fazem parte da caminhada. E que o importante é prosseguir na direção certa, sempre.

Por isso tudo, quando me perguntam: “- Tudo bem com você?”

Eu respondo, com convicção: “- Sim, está tudo bem!”

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Ser Igreja

Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

 

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quemmanda

“Cala a boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu!”, costumávamos dizer no auge de nossa maturidade infantil rsrsrs…. Mas hoje, de repente, a lembrança desta frase me fez parar e pensar: quem realmente manda em mim? Quem decide como vou agir ou reagir?

Quantas vezes nos flagramos sendo dominados pela depressão, preguiça, gula, egoísmo, medo, ansiedade, volúpia, limitações físicas… Como está escrito em Eclesiastes 10.7: “Tenho visto servos montados a cavalo, e príncipes andando a pé como servos.” Quando nos subjugamos aos apelos do nosso corpo ou da nossa alma, nos deixamos vencer por aquilo que estamos sentindo no físico ou no “coração”, nos tornamos seus escravos. Damos ao servo o lugar de príncipe.  

É preciso perceber esta discrepância o quanto antes e “partir pra briga” mesmo! Como costuma dizer Augusto Cury: sair da plateia do teatro e assumir a liderança do “eu”.  

O salmista sabia bem a importância disso, quando cantou: “Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim?” (Sl 42:5).  Nossas emoções são voláteis, frágeis, inconstantes, contraditórias e precisam ser colocadas em seu devido lugar: aos pés da cruz.

Nosso físico, envenenado pelo pecado e pelas porcarias que comemos todos os dias, é igualmente frágil. Somos lascivos, insaciáveis, desmedidos, sempre carentes de algum tipo de prazer carnal para suprir nossas necessidades. Assim sendo, também não podemos permitir que sejamos governados por nosso corpo.

Então, eu oro: Senhor, que meu viver seja comandado não pelas carências do meu corpo, nem pelas emoções da minha alma. Mas que ambos permaneçam sob o jugo suave do Espírito Santo de Deus. Seja meu Senhor e o único responsável por organizar a minha agenda. Em nome de Jesus, amém!

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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Muitas vezes, enfrentamos momentos tão difíceis em nossas vidas, que a sensação é de estarmos num “deserto”. Relacionamentos, emoções, saúde, finanças, parece que nada dá certo. Onde está Deus? Por que Ele não faz alguma coisa? Até quando vamos suportar tanta dor?

Esta mensagem fala um pouco sobre estes “desertos” e nos ajuda a enfrentá-los e vencê-los sobre uma perspectiva correta.

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sombrio

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As vezes o sofrimento é tão intenso e duro, que a nossa única vontade é de sumir! O coração parece pequeno e insuficiente para suportar tamanha dor. A alma dilacerada sangra e grita (às vezes em silêncio). Lágrimas, gritos, uivos… nada é bom o bastante para expressar o que a gente está sentindo. E o corpo parece funcionar à revelia da razão. Você já passou por isso?

A verdade é que Deus é todo bom e todo poderoso, mas o mal existe. E como filhos amados de Deus, experimentamos seu cuidado e proteção, mas não passamos de largo pelas tragédias da vida.

A sensação é que não vamos conseguir continuar. Nos sentamos, como Jó, com um só anseio no coração: sumir!

Mas… não dá para simplesmente sumir. A vida continua e com ela suas exigências e obrigações.

Então, como prosseguir? De onde tirar forças para se levantar e dar o próximo passo?

De um jeito ou de outro, o problema vai ser resolvido, a vida vai se reorganizar, a ferida vai fechar… mas, e enquanto isso não acontece? Como suportar as noites com o filho numa UTI, a traição de um cônjuge, a morte de um ente querido, a dor de uma enfermidade letal, os flagelos de uma guerra?

Chega-se ao ponto em que não há mais forças, nem para chorar, quanto mais para se levantar.

Creio que, antes de tudo, precisamos redescobrir a prática de desabafar com Deus. Dele primeiramente devem ser nossas palavras, nosso choro, nossos questionamentos. Vimos isso acontecendo com Jó, Davi e o próprio Jesus. Em momentos de desespero e dor, o caminho é correr para os braços do Pai e rasgar o coração com o Criador. Ele aguenta! Ele entende! Ele escuta!

Nem sempre é possível compartilhar o motivo da dor com um amigo. Mas, com Deus, é sempre possível.

Então, enquanto a resposta não vem e a tempestade parece só aumentar, o segredo é se esconder em Jesus. Não adianta ficar pensando “quão bom seria se nada disso tivesse acontecido”. O fato é que aconteceu e não tem como retroceder. Então só nos resta buscar refúgio Naquele que pode nos acolher e sustentar. Fazer de Deus a nossa morada, não importando o que há lá fora. Conversar com Deus ou entregar a Ele o nosso silêncio. Mas confiar que Ele está ali, trabalhando em nosso favor.

E então, em meio a tanta escuridão, o Pai chora conosco e nos capacita a continuar.

E você se levantará, dará os próximos passos, e, no fundo, saberá que essa força só poderia ter vindo do Alto.

Anderson Nunes, um pastor amigo, de S. José da Tapera (interior de Alagoas), escreveu: “Deus não faz ATALHOS, mas CAMINHOS PERFEITOS, que por mais longos e difíceis que sejam, sempre são os melhores!”.

Está com vontade de sumir? Desaparecer do mapa? Cavar um buraco e entrar nele? Deposite suas angústias em Deus e, a seu tempo, mansamente, Ele o guiará.

Ficarão as cicatrizes da dor, mas tão somente como testemunha de mais um milagre do poder do Senhor em sua vida… porque no fim, no fim tudo dá certo!

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

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perdas

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As perdas fazem parte da vida.

Na infância, perdemos aquela roupa que não serve mais, perdemos o brinquedo que se quebrou, perdemos a vez na brincadeira em grupo, perdemos “vidas” no vídeo game…

À medida que crescemos, as perdas vão se tornando mais significativas. Perdemos o namorado, perdemos o horário da primeira aula, perdemos aquela chance no primeiro emprego, perdemos a vaga no vestibular…

Ah, as perdas!

A vida segue, e muitos perdem seus entes queridos, perdem os filhos que batem asas e abandonam o ninho, perdem o negócio, perdem bens preciosos, perdem o casamento, perdem a saúde.

Lidar com as perdas é sempre difícil. Algumas são tão dolorosas que temos a nítida sensação de que estão nos arrancando um pedaço do nosso fígado a sangue frio.

Vazio, dor, solidão, fracasso, desespero, angústia, frustração… muitas emoções misturadas surgem através da perda.  Quando o trauma é muito grande, parece que uma granada explodiu dentro do nosso peito, literalmente arrebentando tudo por dentro.

Como lidar com tudo isso? Como sobreviver? Como seguir em frente?

Estas são perguntas importantes, cuja resposta parece se esconder quando mais precisamos.

Em meio à escuridão da dor hercúlea, e sem enxergar uma luz no fim do túnel, muitos optam por fugir. Esquecer, mesmo que momentaneamente, o sofrimento, parece ser a única saída. Então se entregam às bebidas, drogas, sexo, jogatinas, vícios de todos os tipos.  Outros se afundam no poço da depressão e veem os dias passando como mortos-vivos, dopados por calmantes fortíssimos.

Há 25 anos perdi minha saúde. Tenho convivido desde a mocidade com hérnias na coluna,  neuromas, bursites, tendinites, bronquites, sinusites, tuberculose, enfisema pulmonar, artroses, fadiga crônica. Não há um só dia em que alguma parte do meu corpo não esteja doendo.  Fui obrigada a aprender a conviver com a dor. E, num espaço de pouco mais de dez meses no ano de 2013, enterrei meu pai, minha mãe e meu único irmão (já que minha irmã falecera em 1995).

O que fez com que eu não perdesse a mim mesma em meio a tantas perdas?

Creio que vários fatores contribuíram para que eu não sucumbisse à depressão: o amor do meu esposo, a vida dos meus filhos (apesar de um deles já ter alçado voo do ninho), o carinho dos amigos. Tudo isso foi muito importante. Mas, quando a dor é maior que nós mesmos, nenhum consolo humano é suficiente. E é aí que entra a intervenção sobrenatural do supremo Consolador.

Disse Jesus, pouco antes de ser crucificado:  “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (Evangelho de João, capítulo 14, verso 26).

A verdade é que, em momentos de profunda angústia e dor, só mesmo a ação da presença do Espírito Santo de Deus, o doce Consolador, dentro de nós, pode tornar o sofrimento suportável. 

Nas mãos de Deus

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Sim,

Quando a nossa identidade está segura em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, o Espírito Santo nos lembrará de quem nós realmente somos.

Quando a nossa alegria está em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, o Espírito Santo nos lembrará das razões que temos para continuar sorrindo.

Quando a nossa segurança está em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, o Espírito Santo nos lembrará do refúgio existente sob as asas de Deus, disponível a todos os que o buscam.

Quando a nossa confiança está em Cristo, não importa o tamanho da nossa dor, o Espírito Santo nos lembrará que todas as coisas juntamente contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, e que a sua vontade é sempre boa, agradável e perfeita, mesmo que eu não a entenda.

Quando a nossa esperança está em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, a intensidade da nossa dor, ou a aparente falta de solução para os nossos problemas; o Espírito Sando de Deus, nosso Maravilhoso Consolador, nos fará lembrar de cada uma das promessas do Pai e então nossa alma se aquietará, na certeza de que o choro pode durar uma noite, mas a alegria virá pela manhã.

Confie sua vida ao Senhor.

Se jogue, como criança, no colo de Deus, e Ele derramará do seu bálsamo em seu coração, soprará em sua alma  seu hálito restaurador e ressuscitará vida em sua vida.

Estar EM Cristo, eis a razão pela qual eu sobrevivi a tantas perdas.

Eis o motivo de, mesmo ferida, conseguir prosseguir na caminhada.

Eis a resposta!

Eis o milagre!

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*Assinat Blog

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sofrimento

Num tempo onde a felicidade é tida como essencial, o sofrimento acaba sendo sempre mal visto e mal vindo.

Pior ainda é quando acontece algo ruim com alguém que é servo de Deus. É quase impossível que não nos venham os mesmos e antigos questionamentos:

  • Por que Deus não atendeu as orações?
  • Por que Deus permitiu que isso acontecesse?
  • Se Deus pode curar, por que não curou?
  • Se Deus me ama tanto, por que não me deu a vitória nesse assunto?
  • Por que Deus não agiu?
  • Por que o milagre não veio?
  • Por que coisas ruins acontecem a pessoas boas?

O fato é que a nossa forma de raciocínio está equivocada. Não devíamos perguntar “por que coisas ruins acontecem a pessoas boas” porque, na verdade, ninguém é bom.

Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.” Romanos 3:10-12; Salmo 14:1-3

Podemos fazer coisas boas, mas, em nossa essência, somos todos maus. Fomos corrompidos pelo pecado de Adão, e, portanto, nos tornamos merecedores de toda sorte de maldição.

Neste caso, o mais correto seria questionar: “Por que coisas boas acontecem a pessoas ruins?”

Sofrimento e dor são naturais da vida, consequência de nossos próprios erros, dos erros dos outros, ou da própria condição corrompida que o mundo se encontra: “O mundo jaz no maligno” (1 João 5:19).

Mas, Deus não faz separação entre os que são seus e os que não são?

Certamente que sim! Todo aquele que crê em Jesus Cristo, Filho de Deus, como redentor e justificador, é livre da maldição do pecado, e se torna herdeiro dos Céus  e das bênçãos do Pai. Entretanto, precisamos entender que essa condição é resultado da misericórdia de Deus, e não do nosso merecimento.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé;  e isso não vem de vós; é dom de Deus. Efésios 2:8

As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. Lamentações 2:22

Como filhos de Deus, salvos por Cristo, herdamos a vida eterna e temos nossa morada garantida na Nova Jerusalém, podemos contar todos os dias com a força, o consolo e a direção do Espírito Santo, o pecado não pode mais nos dominar, satanás não pode nos vencer ou deter, podemos nos relacionar com o Criador em liberdade e intimidade, e receberemos todas as bênçãos espirituais reservadas para nós, as quais, não podemos sequer imaginar…

Mas, a Bíblia não afirma que Deus ouve todas as nossas orações?

A resposta é sim, mas não sem pré-condições. O problema é que pegamos pedaços das promessas que nos convém e simplesmente ignoramos o resto. Deus ouve TODAS as súplicas daquele que está em tanta sintonia com Sua vontade, que pede tão somente aquilo que Ele mesmo revelou que deseja fazer.

O problema é que nosso coração é enganoso, e pedimos muitas coisas que gostaríamos que acontecesse, mas estão fora dos propósitos de Deus. Em nossa limitação e ignorância, não conseguimos muitas vezes, enxergar POR QUE UMA DETERMINADA SÚPLICA NÃO ESTÁ DENTRO DA VONTADE DE DEUS. E é aí que entra a nossa fé, crendo que Deus é competente, eficiente, e sabe o que faz.

Precisamos entender que TODOS NÓS, incluindo os que habitam no esconderijo do Altíssimo, estamos sujeitos às mazelas deste mundo. As Escrituras afirmam que o sol nasce para todos, “justos” e “injustos”. Da mesma forma, tragédias e dores  também vem sobre todos, “justos” e “injustos”.  A diferença é que, os que estão debaixo da Graça e da Misericórdia de Deus, podem confiar que Ele não os deixará sozinhos.

A dor e o sofrimento aperfeiçoam nosso caráter, exercitam nossa humildade, provam nossa fé e nos fazem ansiar pela Terra Prometida.

A busca obcecada pela felicidade terrena é uma estratégia diabólica para nos afastar da busca pelo que é Eterno. Voltemos nossos olhos para o Céu, onde nossa vida está escondida com Cristo em Deus. Não somos cidadãos desta terra, somos como estrangeiros, de passagem, rumo à nossa vida eterna na Nova Jerusalém.

Somos gratos a Deus que, por sua misericórdia, permite que vivamos experiências boas aqui nesta vida. E prosseguimos para o alvo, em meio à dor e ao sofrimento que nos cerca de todos os lados, sabendo que o nosso Redentor Vive, e em breve esmagará satanás, e derrotará a morte para todo o sempre. Esta é a nossa esperança! Este é o nosso consolo!

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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