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Posts Tagged ‘Sofrimento’

Muitas vezes, enfrentamos momentos tão difíceis em nossas vidas, que a sensação é de estarmos num “deserto”. Relacionamentos, emoções, saúde, finanças, parece que nada dá certo. Onde está Deus? Por que Ele não faz alguma coisa? Até quando vamos suportar tanta dor?

Esta mensagem fala um pouco sobre estes “desertos” e nos ajuda a enfrentá-los e vencê-los sobre uma perspectiva correta.

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sombrio

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As vezes o sofrimento é tão intenso e duro, que a nossa única vontade é de sumir! O coração parece pequeno e insuficiente para suportar tamanha dor. A alma dilacerada sangra e grita (às vezes em silêncio). Lágrimas, gritos, uivos… nada é bom o bastante para expressar o que a gente está sentindo. E o corpo parece funcionar à revelia da razão. Você já passou por isso?

A verdade é que Deus é todo bom e todo poderoso, mas o mal existe. E como filhos amados de Deus, experimentamos seu cuidado e proteção, mas não passamos de largo pelas tragédias da vida.

A sensação é que não vamos conseguir continuar. Nos sentamos, como Jó, com um só anseio no coração: sumir!

Mas… não dá para simplesmente sumir. A vida continua e com ela suas exigências e obrigações.

Então, como prosseguir? De onde tirar forças para se levantar e dar o próximo passo?

De um jeito ou de outro, o problema vai ser resolvido, a vida vai se reorganizar, a ferida vai fechar… mas, e enquanto isso não acontece? Como suportar as noites com o filho numa UTI, a traição de um cônjuge, a morte de um ente querido, a dor de uma enfermidade letal, os flagelos de uma guerra?

Chega-se ao ponto em que não há mais forças, nem para chorar, quanto mais para se levantar.

Creio que, antes de tudo, precisamos redescobrir a prática de desabafar com Deus. Dele primeiramente devem ser nossas palavras, nosso choro, nossos questionamentos. Vimos isso acontecendo com Jó, Davi e o próprio Jesus. Em momentos de desespero e dor, o caminho é correr para os braços do Pai e rasgar o coração com o Criador. Ele aguenta! Ele entende! Ele escuta!

Nem sempre é possível compartilhar o motivo da dor com um amigo. Mas, com Deus, é sempre possível.

Então, enquanto a resposta não vem, e a tempestade parece só aumentar, o segredo é se esconder em Jesus. Não adianta ficar pensando “quão bom seria se nada disso tivesse acontecido”. O fato é que aconteceu e não tem como retroceder. Então só nos resta buscar refúgio Naquele que pode nos acolher e sustentar. Fazer de Deus a nossa morada, não importando o que há lá fora. Conversar com Deus ou entregar a Ele o nosso silêncio. Mas confiar que Ele está ali, trabalhando em nosso favor.

E então, em meio a tanta escuridão, o Pai chora conosco e nos capacita a continuar.

E você se levantará, dará os próximos passos, e, no fundo, saberá que essa força só poderia ter vindo do Alto.

Anderson Nunes, um pastor amigo, de S. José da Tapera (interior de Alagoas), escreveu: “Deus não faz ATALHOS, mas CAMINHOS PERFEITOS, que por mais longos e difíceis que sejam, sempre são os melhores!”.

Está com vontade de sumir? Desaparecer do mapa? Cavar um buraco e entrar nele? Deposite suas angústias em Deus e, a seu tempo, mansamente, Ele o guiará.

Ficarão as cicatrizes da dor, mas tão somente como testemunha de mais um milagre do poder do Senhor em sua vida… porque no fim, no fim tudo dá certo!

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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perdas

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As perdas fazem parte da vida.

Na infância, perdemos aquela roupa que não serve mais, perdemos o brinquedo que se quebrou, perdemos a vez na brincadeira em grupo, perdemos “vidas” no vídeo game…

À medida que crescemos, as perdas vão se tornando mais significativas. Perdemos o namorado, perdemos o horário da primeira aula, perdemos aquela chance no primeiro emprego, perdemos a vaga no vestibular…

Ah, as perdas!

A vida segue, e muitos perdem seus entes queridos, perdem os filhos que batem asas e abandonam o ninho, perdem o negócio, perdem bens preciosos, perdem o casamento, perdem a saúde.

Lidar com as perdas é sempre difícil. Algumas são tão dolorosas que temos a nítida sensação de que estão nos arrancando um pedaço do nosso fígado a sangue frio.

Vazio, dor, solidão, fracasso, desespero, angústia, frustração… muitas emoções misturadas surgem através da perda.  Quando o trauma é muito grande, parece que uma granada explodiu dentro do nosso peito, literalmente arrebentando tudo por dentro.

Como lidar com tudo isso? Como sobreviver? Como seguir em frente?

Estas são perguntas importantes, cuja resposta parece se esconder quando mais precisamos.

Em meio à escuridão da dor hercúlea, e sem enxergar uma luz no fim do túnel, muitos optam por fugir. Esquecer, mesmo que momentaneamente, o sofrimento, parece ser a única saída. Então se entregam às bebidas, drogas, sexo, jogatinas, vícios de todos os tipos.  Outros se afundam no poço da depressão e veem os dias passando como mortos-vivos, dopados por calmantes fortíssimos.

Há 25 anos perdi minha saúde. Tenho convivido desde a mocidade com hérnias na coluna,  neuromas, bursites, tendinites, bronquites, sinusites, tuberculose, enfisema pulmonar, artroses, fadiga crônica. Não há um só dia em que alguma parte do meu corpo não esteja doendo.  Fui obrigada a aprender a conviver com a dor. E, num espaço de pouco mais de dez meses no ano de 2013, enterrei meu pai, minha mãe e meu único irmão (já que minha irmã falecera em 1995).

O que fez com que eu não perdesse a mim mesma em meio a tantas perdas?

Creio que vários fatores contribuíram para que eu não sucumbisse à depressão: o amor do meu esposo, a vida dos meus filhos (apesar de um deles já ter alçado voo do ninho), o carinho dos amigos. Tudo isso foi muito importante. Mas, quando a dor é maior que nós mesmos, nenhum consolo humano é suficiente. E é aí que entra a intervenção sobrenatural do supremo Consolador.

Disse Jesus, pouco antes de ser crucificado:  “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (Evangelho de João, capítulo 14, verso 26).

A verdade é que, em momentos de profunda angústia e dor, só mesmo a ação da presença do Espírito Santo de Deus, o doce Consolador, dentro de nós, pode tornar o sofrimento suportável. 

Nas mãos de Deus

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Sim,

Quando a nossa identidade está segura em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, o Espírito Santo nos lembrará de quem nós realmente somos.

Quando a nossa alegria está em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, o Espírito Santo nos lembrará das razões que temos para continuar sorrindo.

Quando a nossa segurança está em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, o Espírito Santo nos lembrará do refúgio existente sob as asas de Deus, disponível a todos os que o buscam.

Quando a nossa confiança está em Cristo, não importa o tamanho da nossa dor, o Espírito Santo nos lembrará que todas as coisas juntamente contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, e que a sua vontade é sempre boa, agradável e perfeita, mesmo que eu não a entenda.

Quando a nossa esperança está em Cristo, não importa o tamanho da nossa perda, a intensidade da nossa dor, ou a aparente falta de solução para os nossos problemas; o Espírito Sando de Deus, nosso Maravilhoso Consolador, nos fará lembrar de cada uma das promessas do Pai e então nossa alma se aquietará, na certeza de que o choro pode durar uma noite, mas a alegria virá pela manhã.

Confie sua vida ao Senhor.

Se jogue, como criança, no colo de Deus, e Ele derramará do seu bálsamo em seu coração, soprará em sua alma  seu hálito restaurador e ressuscitará vida em sua vida.

Estar EM Cristo, eis a razão pela qual eu sobrevivi a tantas perdas.

Eis o motivo de, mesmo ferida, conseguir prosseguir na caminhada.

Eis a resposta!

Eis o milagre!

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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sofrimento

Num tempo onde a felicidade é tida como essencial, o sofrimento acaba sendo sempre mal visto e mal vindo.

Pior ainda é quando acontece algo ruim com alguém que é servo de Deus. É quase impossível que não nos venham os mesmos e antigos questionamentos:

  • Por que Deus não atendeu as orações?
  • Por que Deus permitiu que isso acontecesse?
  • Se Deus pode curar, por que não curou?
  • Se Deus me ama tanto, por que não me deu a vitória nesse assunto?
  • Por que Deus não agiu?
  • Por que o milagre não veio?
  • Por que coisas ruins acontecem a pessoas boas?

O fato é que a nossa forma de raciocínio está equivocada. Não devíamos perguntar “por que coisas ruins acontecem a pessoas boas” porque, na verdade, ninguém é bom.

Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.” Romanos 3:10-12; Salmo 14:1-3

Podemos fazer coisas boas, mas, em nossa essência, somos todos maus. Fomos corrompidos pelo pecado de Adão, e, portanto, nos tornamos merecedores de toda sorte de maldição.

Neste caso, o mais correto seria questionar: “Por que coisas boas acontecem a pessoas ruins?”

Sofrimento e dor são naturais da vida, consequência de nossos próprios erros, dos erros dos outros, ou da própria condição corrompida que o mundo se encontra: “O mundo jaz no maligno” (1 João 5:19).

Mas, Deus não faz separação entre os que são seus e os que não são?

Certamente que sim! Todo aquele que crê em Jesus Cristo, Filho de Deus, como redentor e justificador, é livre da maldição do pecado, e se torna herdeiro dos Céus  e das bênçãos do Pai. Entretanto, precisamos entender que essa condição é resultado da misericórdia de Deus, e não do nosso merecimento.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé;  e isso não vem de vós; é dom de Deus. Efésios 2:8

As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. Lamentações 2:22

Como filhos de Deus, salvos por Cristo, herdamos a vida eterna e temos nossa morada garantida na Nova Jerusalém, podemos contar todos os dias com a força, o consolo e a direção do Espírito Santo, o pecado não pode mais nos dominar, satanás não pode nos vencer ou deter, podemos nos relacionar com o Criador em liberdade e intimidade, e receberemos todas as bênçãos espirituais reservadas para nós, as quais, não podemos sequer imaginar…

Mas, a Bíblia não afirma que Deus ouve todas as nossas orações?

A resposta é sim, mas não sem pré-condições. O problema é que pegamos pedaços das promessas que nos convém e simplesmente ignoramos o resto. Deus ouve TODAS as súplicas daquele que está em tanta sintonia com Sua vontade, que pede tão somente aquilo que Ele mesmo revelou que deseja fazer.

O problema é que nosso coração é enganoso, e pedimos muitas coisas que gostaríamos que acontecesse, mas estão fora dos propósitos de Deus. Em nossa limitação e ignorância, não conseguimos muitas vezes, enxergar POR QUE UMA DETERMINADA SÚPLICA NÃO ESTÁ DENTRO DA VONTADE DE DEUS. E é aí que entra a nossa fé, crendo que Deus é competente, eficiente, e sabe o que faz.

Precisamos entender que TODOS NÓS, incluindo os que habitam no esconderijo do Altíssimo, estamos sujeitos às mazelas deste mundo. As Escrituras afirmam que o sol nasce para todos, “justos” e “injustos”. Da mesma forma, tragédias e dores  também vem sobre todos, “justos” e “injustos”.  A diferença é que, os que estão debaixo da Graça e da Misericórdia de Deus, podem confiar que Ele não os deixará sozinhos.

A dor e o sofrimento aperfeiçoam nosso caráter, exercitam nossa humildade, provam nossa fé e nos fazem ansiar pela Terra Prometida.

A busca obcecada pela felicidade terrena é uma estratégia diabólica para nos afastar da busca pelo que é Eterno. Voltemos nossos olhos para o Céu, onde nossa vida está escondida com Cristo em Deus. Não somos cidadãos desta terra, somos como estrangeiros, de passagem, rumo à nossa vida eterna na Nova Jerusalém.

Somos gratos a Deus que, por sua misericórdia, permite que vivamos experiências boas aqui nesta vida. E prosseguimos para o alvo, em meio à dor e ao sofrimento que nos cerca de todos os lados, sabendo que o nosso Redentor Vive, e em breve esmagará satanás, e derrotará a morte para todo o sempre. Esta é a nossa esperança! Este é o nosso consolo!

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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