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Soberania de Deus e Livre Arbítrio do homem são duas doutrinas bastante debatidas no campo teológico. De um lado há os que negam o livre arbítrio do homem, afirmando que tudo o que acontece é o resultado da operação da vontade absoluta de Deus. E do outro lado há os que negam a soberania divina (Teísmo aberto), afirmando que Deus criou todas as coisas, e delegou ao homem a escolha de seu próprio destino. Entre uns e outros, há também os que acreditam que uma coisa não anula a outra, e que o fato do homem fazer suas escolhas não impede a soberania divina. Vamos começar então, compreendendo melhor estes dois conceitos:

Soberania é um dos atributos de Deus, e significa que Ele tem controle e domínio absoluto sobre tudo e sobre todos. Sua vontade é perfeita e nada pode se opor a ela:

Jó 42.2 – Bem sei que tudo podes e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.

Is 14.27 – Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem pois, o invalidará? A sua mão está estendida; quem pois o fará voltar atrás?

Sl 115.3 – No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.

E livre arbítrio é o mesmo que liberdade de escolha. É a capacidade humana para decidir, por si só, fazer sua própria vontade ou ceder à vontade de Deus. Não encontramos este termo explicitado na Bíblia, mas vários versículos demonstram este fato:

Js 24:15 – Se, porém, não agrada a vocês servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir…

Mt 23:37 – Jerusalém, Jerusalém… Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo de suas asas, e vós não quisestes!

Mt 16:24 – Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.

Afinal, Deus executa sua soberana vontade independente da nossa ou nos dá o livre arbítrio para fazermos nossas próprias escolhas?

Antes de qualquer coisa, precisamos nos lembrar que nossa mente é limitada e nunca conseguiremos compreender plenamente alguns conceitos no âmbito espiritual. Para nós, o fato de Deus fazer com que sua vontade sempre se cumpra, exclui a possibilidade da nossa liberdade de escolha. Mas ambas as coisas coexistem perfeitamente, mesmo que não consigamos compreender plenamente como isso acontece.

O fato é que Deus, muitas vezes, abre mão de sua vontade para permitir que a nossa vontade seja feita. Isso não tira dele sua soberania ou controle sobre tudo, pois Ele o faz voluntariamente, com um propósito.

Precisamos entender também que Deus não age sempre da mesma maneira com todos os seus filhos, em todas as circunstâncias. Somos limitados ao espaço e ao tempo, mas Deus não. Portanto, a visão Dele sobre todas as coisas é infinitamente mais ampla que a nossa. Sua vontade e suas ações são baseadas nesta onisciência.

Um exemplo: Se a vontade de Deus é que eu compre uma bicicleta (lembre-se, é só um exemplo rs), eu posso simplesmente decidir não comprar, e Deus pode permitir que assim aconteça. Talvez Ele permita minha desobediência porque sabe que através do meu erro, vou amadurecer e me aproximar mais Dele. Talvez a minha desobediência não vá contribuir para a minha vida, mas pode edificar a vida de outra pessoa. Por isso, Ele abre mão de sua vontade perfeita original e permite que a minha vontade seja feita. Por outro lado, se for realmente muito importante, para mim ou para outras pessoas, que eu compre uma bicicleta, Deus pode fazer com que isso aconteça, de uma forma ou de outra. O que eu estou querendo dizer é que não dá para esquadrinhar a mente de Deus e entender a lógica que a move em cada situação. Isto está bem acima das nossas possibilidades. O que nos é importante é saber que, a melhor opção é sempre se render à vontade soberana do Criador, pois Ele nos ama e sabe o que é, de fato, melhor para nós.

Na Bíblia, observe esses três casos de exercício do livre arbítrio do homem que geraram reações diferentes da parte de Deus: (1) Ananias desobedeceu a Deus e foi morto instantaneamente; (2) Jonas desobedeceu a Deus, mas sua vida foi poupada até que ele pudesse se arrepender; e (3) Moisés, que disse a Deus que não queria falar com o Faraó, e Deus permitiu que ele não falasse, transferindo essa tarefa ao seu irmão. Percebam que Deus agiu de maneira bem diferente com cada um desses homens. O que norteou as ações de Deus? Sua soberania e sua sabedoria.

Muitos outros conceitos aparentemente paradoxais são encontrados na Bíblia: fé e obras, predestinação e conversão, graça e frutos, etc, etc, etc… Podemos comparar a Bíblia a um grande quebra-cabeças, cujas peças estão separadas uma das outras. Ao longo da história, muitos têm fundamentado suas doutrinas e crenças em apenas um lado da questão, tiram suas conclusões baseados em algumas poucas peças que se encaixam, pinçam trechos que “defendem” apenas um ponto de vista, gerando assim heresias ou conclusões distorcidas. Alguns temas só podem ser compreendidos se vistos como parte do todo, e não separadamente. Alguns textos parecem ter um determinado significado se lidos só dentro daquele contexto mas, ao vermos a Palavra como um todo, aquele significado simplesmente não se encaixa. Então precisamos ampliar a visão e abrir nosso entendimento sobre a questão.

Voltando à nossa pergunta inicial: Deus é soberano absoluto e, em sua soberana vontade, pode permitir que tenhamos nossas próprias escolhas. Simples assim!

Mas, lembre-se: a vontade de Deus é sempre melhor.

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Ser Igreja

Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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Jonathan-Edwards

Jonathan Edward, pastor congregacional norte-americano, nasceu em 5 de outubro de 1703, e foi o mais destacado teólogo e erudito da Nova Inglaterra no período colonial do século XVIII. Em 1734 o reavivamento religioso, parte do Grande Despertament, chegou à sua  igreja. Seu famoso sermão “Pecadores nas Mãos de um Deus Irado” (1741), foi proferido durante esse reavivamento. Edwards não era bom orador, mas, enquanto ele pregava, houve pessoas que choravam e clamavam por arrependimento, enquanto que outros se agarravam às colunas da igrejas, como se estivessem sentindo sendo engolidos pelo inferno. Ele teve que esperar as pessoas se acalmarem para terminar o sermão. Na opinião de Wesley L. Duewel, este sermão contribuiu grandemente para a continuação do avivamento.

Segue abaixo, um resumo desta mensagem, tão fundamental em nossos dias.

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… A seu tempo, quando resvalar o seu pé” (Deuteronômio 32.35).

Nesse versículo, israelitas são ameaçados com a vingança do Senhor. Apesar de todas as obras maravilhosas que Deus operara em favor desse povo, este permanecia sem juízo e destituído de entendimento, como está escrito no versículo 28.

A declaração que escolhi para meu texto, “A seu tempo, quando resvalar o seu pé”, parece subentender que aqueles israelitas estavam sempre sujeitos a uma súbita e inesperada destruição, à semelhança daquele que anda por lugares escorregadios e a qualquer instante pode cair.  Outra coisa implícita no texto é que os ímpios estão sujeitos a cair por si mesmos, sem serem derrubados pelas mãos de outrem, pois aquele que se detém ou anda por terrenos escorregadios não precisa mais do que seu próprio peso para cair por terra. E também a razão pela qual ainda não caíram, e não caem, é por não haver chegado ainda o tempo determinado pelo Senhor. Pois está escrito que quando este tempo determinado, ou escolhido, chegar, seu pé irá resvalar.  Sim, não há nada, a não ser a boa vontade de Deus, que impeça os ímpios de caírem no inferno a qualquer momento.

A verdade dessa observação transparecerá nas seguintes considerações:

1. Não falta poder a Deus para lançar os ímpios no inferno a qualquer momento. Não há força que resista ao seu poder.

2. Os ímpios merecem ser lançados no inferno (Jo 3.18). A espada da justiça divina está o tempo todo erguida sobre suas cabeças, e somente a mão de absoluta misericórdia e a mera vontade de Deus podem detê-la.

3. Assim sendo, eles são objetos da ira e da indignação de Deus, que se manifesta através dos tormentos do inferno. A fúria de Deus arde contra eles, sua condenação não demora. O abismo está preparado, o fogo está pronto, a fornalha incandescente está ardendo, pronta para recebê-los. As chamas vermelhas queimam. A espada luminosa foi afiada e pesa sobre suas cabeças. O inferno abriu a sua boca debaixo deles.

4. O diabo está pronto a cair sobre os ímpios, para apoderar-se deles como coisa sua, no momento em que Deus o permitir (Lc 11.21).

5. Existe na própria natureza carnal do homem uma potencialidade alicerçando os tormentos do inferno (Is 57.20). Há aqueles princípios corruptos que agem de maneira poderosa sobre eles, que só dominam completamente, e que são sementes do fogo do inferno. Por enquanto Deus controla as iniqüidades deles pelo seu imenso poder, como faz com as ondas enfurecidas do mar, dizendo: “virão até aqui, mas não prosseguirão.” Mas se Deus retirasse deles seu poder refreador, seriam todos tragados por elas.

6. O fato de não haver sinais visíveis da morte por perto, não quer dizer que haja, por um momento sequer, segurança para os ímpios. Deus tem muitas maneiras diferentes e misteriosas de tirar os homens pecadores do mundo e despachá-los para o inferno.

7. Todo o esforço e artimanha dos ímpios para escaparem do inferno não os livram do mesmo, nem por um momento, pois continuam a rejeitar a Cristo, e, portanto permanecem ímpios.

8. Deus não se sujeita a nenhuma obrigação, nem a nenhuma promessa de manter o homem natural fora do inferno, senão àquelas que estão contidas na aliança da graça – as promessas concedidas em Cristo. Portanto, apesar de tudo que os homens possam imaginar ou pretender sobre promessas de salvação, devido suas lutas pessoais e buscas incessantes, deixamos claro e manifesto que qualquer desses esforços ou orações que se façam em relação à religião, será inútil. A não ser que creiam em Cristo, o Senhor, de modo nenhum Deus está obrigado a conservá-los fora da condenação eterna.

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Esse mundo de tormento, isto é, o lago de enxofre incandescente, está aberto debaixo de todo aquele que não está em Cristo. Ali se encontra o terrível abismo de chamas que ardem com a fúria de Deus, e o inferno com sua imensa boca escancarada. E vocês não têm onde se apoiarem, nem coisa alguma onde se segurarem. Não existe nada entre vocês e o inferno, senão o ar, e só o poder e o favor de Deus podem vos suster.

Vossas iniqüidades vos fazem pesados como chumbo, pendentes para baixo, pressionados em direção ao inferno pelo próprio peso, e se Deus permitisse que caíssem vocês afundariam imediatamente, desceriam com a maior rapidez, e mergulhariam nesse abismo sem fundo. Vossa saúde, vossos cuidados e prudência, vossos melhores planos, toda a vossa retidão, de nada valeriam para sustentar-vos e conservar-vos fora do inferno.

O Deus que vos mantém acima do abismo do inferno está terrivelmente irritado e seu furor contra vocês queima como fogo. Vocês são dez mil vezes mais abomináveis a seus olhos do que é a mais odiosa das serpentes venenosas para olhos humanos. Vocês o têm ofendido infinitamente mais do que qualquer rebelde obstinado ofenderia a um governante. Não existe outra razão porque vocês não foram lançados no inferno ao se levantarem pela manhã, a não ser o fato da mão de Deus ter-vos sustentado.

Oh, pense no perigo terrível que se encontra!  A quem pertence essa ira? É a ira do Deus infinito. Se fosse somente a ira humana, mesmo a do governante mais poderoso, comparativamente seria considerada como coisa pequena (Lc 12.4-5). É à ferocidade de sua ira que vocês estão expostos.

Lemos em Is 66.15 “Porque, eis que o Senhor virá em fogo, e os seus carros como um torvelinho, para tornar a sua ira em furor, e a sua repreensão em chamas de fogo.” Essas palavras são incrivelmente aterradoras. Se estivesse escrito apenas a “ira de Deus”, isso já nos faria supor algo bastante temível. Mas está escrito “o furor da ira de Deus“, ou seja, a fúria de Deus, o furor de Jeová! Oh!, quão terrível deve ser esse furor! Quem pode exprimir ou conceber o que essas palavras contêm?

“Pelo que também eu os tratarei com furor; os meus olhos não pouparão, nem terei piedade. Ainda que me gritem aos ouvidos em alta voz, nem assim os ouvirei.” (Ez 8.18).

“O lagar eu o pisei sozinho, e dos povos nenhum homem se achava comigo; pisei as uvas na minha ira; no meu furor as esmaguei, e o seu sangue me salpicou as vestes e me manchou o traje todo.” (Is 63.3).

“Que diremos, pois, se Deus querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos da ira, preparados para a perdição.” (Romanos 9.22).

“Os povos serão queimados como se queima a cal, como espinhos cortados arderão no fogo. Ouvi vós os que estais longe, o que tenho feito; e vós, que estais perto, reconhecei o meu poder. Os pecadores em Sião se assombram, o tremor se apodera dos ímpios; e eles perguntam: quem dentre nós habitará com o fogo devorador? Quem dentre nós habitará com chamas eternas?” (Isaías 33.12-14).

“E será que de uma lua nova à outra, e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor. Eles sairão, e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e eles serão um horror para toda a carne.” (Isaías 66.23-24).

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É uma ira eterna. Já seria algo terrível sobre o furor e a cólera do Deus Todo-poderoso por um momento. Mas vocês terão de sofrê-la por toda a eternidade. Essa intensa e horrenda miséria não terá fim.

Inúmeras pessoas poderão estar no inferno em breve tempo, antes mesmo do ano terminar. E aqueles que estão agora com saúde, tranquilos e seguros, podem chegar lá antes do próximo amanhecer.

Mas agora vocês têm uma excelente ocasião. Hoje é o dia em que Cristo abre as portas da misericórdia, e se coloca de pé clamando e chamando em alta voz aos pobres pecadores. Queira Deus todos aqueles que ainda estão fora de Cristo, pendentes sobre o abismo do inferno, quer sejam senhoras e senhores idosos, ou pessoas de meia idade, quer jovens ou crianças, que possam dar ouvidos agora aos chamados da Palavra e da providência de Deus.

Portanto, todo aquele que está fora de Cristo, desperte, e fuja da ira vindoura.

“Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar”. (Isaías 55.6-7)

Amém.

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Conheça esta mensagem na íntegra, adquirindo um exemplar do livro na Editora PES.

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Ser Igreja

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Hoje, mais do que em qualquer época, nossas atitudes estão limitadas pelos direitos do outro, e qualquer um pode ser processados por infringir esses direitos.

Já foram redigidas uma infinidade de Declarações de Direitos. A lista é grande:

  • Direitos humanos;
  • Direitos dos animais;
  • Direitos da criança;
  • Direitos do adolescente;
  • Direitos do consumidor;
  • Direitos do idoso;
  • Direitos das pessoas deficientes;
  • Direitos das pessoas deficientes mentais;
  • Direitos da água;
  • Direitos sexuais;
  • Direitos da mulher;
  • Direitos civis;
  • Direitos do povo trabalhador e explorado;
  • Direitos dos encarcerados;
  • Direitos dos familiares de encarcerados;
  • Direitos dos homossexuais;
  • Direitos das pessoas portadoras do virus HIV;
  • Direitos dos povos indígenas;
  • Direitos do investidor;
  • Direitos das pessoas pertencentes a minorias nacionais ou étnicas, religiosas e linguísticas;
  • Direitos humanos de indivíduos que não são nacionais do país onde vivem;
  • Direitos dos gêmeos e múltiplos;

O que muitas vezes nos esquecemos, como Igreja de Cristo, é que Deus também tem seus direitos. Condicionados pelo humanismo da cultura atual, formamos nossas crenças e dogmas colocando-nos no centro das atenções, como se Deus fosse “obrigado” a agir como entendemos ser o certo.

Mas Deus é Deus! Ele é o grande “EU SOU”!

Pensando nisso, reproduzo aqui uma Declaração dos Direitos de Deus, escrita pelo Pr. Marcos Granconato, da Igreja Batista da Redenção, na capital paulista.

Muitos hoje tomam posse de supostas “promessas” de Deus, e vivem uma vida cristã invertida, querendo essencialmente serem servidos pelo Soberano. Por isso, é sempre bom lembrarmos quem Deus é, e quem nós realmente somos.

Não é um texto agradável ao nosso ego, mas é essencialmente bíblico e verdadeiro, e apropriadíssimo aos nossos dias.  Boa leitura!

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Declaração de Direitos

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Declaração dos Direitos de Deus

Artigo 1°: Deus tem o direito de permanecer calado (Jó 30.20, Dt 29.29, At 1.8).

Artigo 2°: Deus tem o direito de dar ao homem o que quiser, bem como de tirar das pessoas o que bem lhe aprouver (Jó 1.21).

Artigo 3°: Deus tem o direito de criar indivíduos com defeitos físicos sem revelar as razões disso (Ex 4.11).

Artigo 4°: Deus tem o direito de fazer adoecer e de tirar a vida de pessoas inocentes, inclusive crianças (2Sm 12.15-18).

Artigo 5°: Deus tem o direito de trazer desgraças e calamidades sobre grandes populações, sempre que, à luz de seus desígnios insondáveis e soberanos, julgar isso necessário (Ex 12.29-30; Is 45.7).

Artigo 6°: Deus tem o direito de elevar homens ímpios à posição de líderes governamentais a fim de usá-los para a realização de seus planos perfeitos e sábios (Dn 4.17; Jo 19.10-11).

Artigo 7°: Deus tem o direito de disciplinar seus filhos como e quando quiser (Hb 12.10-11; Ap 3.19).

Artigo 8°: Deus tem o direito de dizer “não” como resposta às orações dos homens (Dt 3.23-26; 2Co 12.7-9).

Artigo 9°: Deus tem o direito de exigir dos seus servos tudo que quiser, sem ter de dar nada em troca e sem prejuízo do disposto no artigo anterior (Gn 22.1-2).

Artigo 10°: Deus tem o direito de rejeitar cultos manchados por irreverência, por desordem e por práticas que ele nunca exigiu de seus adoradores (Is 1.11-15; 1Co 14.40).

Artigo 11°: Deus tem o direito de endurecer o coração de quem quiser (Rm 9.18).

Artigo 12°: Deus tem o direito de criar pessoas destinadas para o castigo (Rm 9. 21-22).

Artigo 13°: Deus tem o direito de fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo do homem perdido (Mt 10.28; Ap 1.18).

Artigo 14°: Deus tem o direito de escolher pessoas para com elas usar de misericórdia (Rm 9.15,18).

Artigo 15°: Deus tem o direito de impor-se acima da vontade humana, desconsiderando-a e desprezando-a sempre que se chocar com seus desígnios imutáveis (Jó 11.10; Is 43.13; 46.10).

Artigo 16°: Deus tem o direito de ser louvado, amado e adorado, inclusive quando exerce todos os direitos elencados nos artigos anteriores (Jó 1.21; Ap 14.6-7).

Artigo 17°: Os direitos supracitados são irrevogáveis e irretratáveis, independentemente do inconformismo dos homens ou mesmo quando ameaçam sua liberdade, devendo ser proclamados e defendidos pela Igreja no exercício de suas atribuições, sob pena de rompimento com o cristianismo histórico.

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Pr. Marcos Granconato

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sofrimento

Num tempo onde a felicidade é tida como essencial, o sofrimento acaba sendo sempre mal visto e mal vindo.

Pior ainda é quando acontece algo ruim com alguém que é servo de Deus. É quase impossível que não nos venham os mesmos e antigos questionamentos:

  • Por que Deus não atendeu as orações?
  • Por que Deus permitiu que isso acontecesse?
  • Se Deus pode curar, por que não curou?
  • Se Deus me ama tanto, por que não me deu a vitória nesse assunto?
  • Por que Deus não agiu?
  • Por que o milagre não veio?
  • Por que coisas ruins acontecem a pessoas boas?

O fato é que a nossa forma de raciocínio está equivocada. Não devíamos perguntar “por que coisas ruins acontecem a pessoas boas” porque, na verdade, ninguém é bom.

Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.” Romanos 3:10-12; Salmo 14:1-3

Podemos fazer coisas boas, mas, em nossa essência, somos todos maus. Fomos corrompidos pelo pecado de Adão, e, portanto, nos tornamos merecedores de toda sorte de maldição.

Neste caso, o mais correto seria questionar: “Por que coisas boas acontecem a pessoas ruins?”

Sofrimento e dor são naturais da vida, consequência de nossos próprios erros, dos erros dos outros, ou da própria condição corrompida que o mundo se encontra: “O mundo jaz no maligno” (1 João 5:19).

Mas, Deus não faz separação entre os que são seus e os que não são?

Certamente que sim! Todo aquele que crê em Jesus Cristo, Filho de Deus, como redentor e justificador, é livre da maldição do pecado, e se torna herdeiro dos Céus  e das bênçãos do Pai. Entretanto, precisamos entender que essa condição é resultado da misericórdia de Deus, e não do nosso merecimento.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé;  e isso não vem de vós; é dom de Deus. Efésios 2:8

As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. Lamentações 2:22

Como filhos de Deus, salvos por Cristo, herdamos a vida eterna e temos nossa morada garantida na Nova Jerusalém, podemos contar todos os dias com a força, o consolo e a direção do Espírito Santo, o pecado não pode mais nos dominar, satanás não pode nos vencer ou deter, podemos nos relacionar com o Criador em liberdade e intimidade, e receberemos todas as bênçãos espirituais reservadas para nós, as quais, não podemos sequer imaginar…

Mas, a Bíblia não afirma que Deus ouve todas as nossas orações?

A resposta é sim, mas não sem pré-condições. O problema é que pegamos pedaços das promessas que nos convém e simplesmente ignoramos o resto. Deus ouve TODAS as súplicas daquele que está em tanta sintonia com Sua vontade, que pede tão somente aquilo que Ele mesmo revelou que deseja fazer.

O problema é que nosso coração é enganoso, e pedimos muitas coisas que gostaríamos que acontecesse, mas estão fora dos propósitos de Deus. Em nossa limitação e ignorância, não conseguimos muitas vezes, enxergar POR QUE UMA DETERMINADA SÚPLICA NÃO ESTÁ DENTRO DA VONTADE DE DEUS. E é aí que entra a nossa fé, crendo que Deus é competente, eficiente, e sabe o que faz.

Precisamos entender que TODOS NÓS, incluindo os que habitam no esconderijo do Altíssimo, estamos sujeitos às mazelas deste mundo. As Escrituras afirmam que o sol nasce para todos, “justos” e “injustos”. Da mesma forma, tragédias e dores  também vem sobre todos, “justos” e “injustos”.  A diferença é que, os que estão debaixo da Graça e da Misericórdia de Deus, podem confiar que Ele não os deixará sozinhos.

A dor e o sofrimento aperfeiçoam nosso caráter, exercitam nossa humildade, provam nossa fé e nos fazem ansiar pela Terra Prometida.

A busca obcecada pela felicidade terrena é uma estratégia diabólica para nos afastar da busca pelo que é Eterno. Voltemos nossos olhos para o Céu, onde nossa vida está escondida com Cristo em Deus. Não somos cidadãos desta terra, somos como estrangeiros, de passagem, rumo à nossa vida eterna na Nova Jerusalém.

Somos gratos a Deus que, por sua misericórdia, permite que vivamos experiências boas aqui nesta vida. E prosseguimos para o alvo, em meio à dor e ao sofrimento que nos cerca de todos os lados, sabendo que o nosso Redentor Vive, e em breve esmagará satanás, e derrotará a morte para todo o sempre. Esta é a nossa esperança! Este é o nosso consolo!

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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“Não temais; estai quietos e vede o livramento do Senhor.”
Êxodo 14:13

homem desesperado

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Parece-nos, muitas vezes, que Deus coloca seus filhos em profundas dificuldades, conduzindo-os a algum beco sem saída; armando situações que nenhum juízo humano admitiria, caso fosse previamente consultado.  A própria nuvem os conduz para mais longe. Talvez isso lhe esteja acontecendo neste exato momento.

Parece desconcertante e muito grave; mas está perfeitamente correto. O motivo é mais que suficiente para justificar aquele que o trouxe para esse beco. Trata-se de uma plataforma para que Ele lhe apresente sua graça e poder onipotentes.

Deus não somente há de livrá-lo, como também, ao fazê-lo, ensinar-lhe-á uma lição inesquecível que, mais tarde, reverter-se-á em muitos salmos e cânticos. Você jamais poderá agradecer a Deus por ter Ele agido exatamente como agiu.

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Autor: F.B.Meyer

Fonte: Pensamentos para horas tranquilas, de D.L. Moody

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Ser Igreja

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DECEPÇÃO! Acontece quando alguém se compromete em nos ajudar em algo, mas não aparece. Quando um amigo promete nos levar para um determinado lugar, mas não leva. Quando uma pessoa querida diz que vai fazer alguma coisa por nós, mas não faz… Quem nunca passou por isso?

É muito frustrante confiar em alguém e perceber que aquela pessoa não merecia nossa confiança.

Por outro lado, nós também muitas vezes fazemos o mesmo. Simplesmente não conseguimos cumprir com o combinado. A diferença é que, no nosso caso, sempre sabemos o motivo e nos defendemos com nossos argumentos e justificativas. Diferentemente de quando é a outra pessoa que falha conosco.

Mas, de uma forma ou de outra, a questão é uma só. Nem nós, nem ninguém consegue controlar as circunstâncias

Ouçam agora, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro”. Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois de dissipa. Ao invés disso vocês deveria dizer: “Se Deus quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”.  Tiago 4:13-15

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Sofremos porque nos esquecemos deste princípio tão elementar: “o amanhã a Deus pertence“.

Não podemos prever quando algo inesperado vai acontecer: um pneu furado, um ônibus quebrado, uma visita imprevista, um compromisso repentino, uma enfermidade, um desânimo, uma situação súbita. Não podemos prever o imprevisível a que todo ser humano mortal está sujeito! Ninguém pode garantir o futuro!

Se isso é certo, então devemos, sim, aprender a esperar o inesperado. Parece contraditório, mas na prática isso significa não se exasperar quando alguém não aparece na hora marcada ou não consegue cumprir uma promessa feita.

Além disso, sabemos que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8:28). Aquele cuja vida está entregue nas mãos de Deus precisa acreditar que Ele realmente está no controle de todas as coisas, até daquelas aparentemente mais insignificantes. “Em seu coração o homem planeja o seu caminho, mas é o Senhor quem determina os seus passos” está escrito em Provérbios 16:9.

Aquele combinado que não deu certo, aquele compromisso que atrasou e aquele carro que quebrou, podem ter sido fruto do agir de Deus em nossas vidas, nos livrando de algo que talvez nunca saberemos. Ele não nos deve satisfações e faz o que quiser, do jeito que quiser. E tudo o que Ele faz é bom, sempre a melhor alternativa para a nossa vida.

Deus quer tratar em nós essa ânsia por controle e dominação do tempo e do espaço.

Fazer planos e contar com a ajuda de outras pessoas não é o problema. O problema é quando insistimos em ter controle absoluto sobre a nossa vida, nossa agenda e a agenda dos outros.

Que vivamos mais “relaxadamente”, descansando nos ternos braços do nosso Rei. Sabendo que imprevistos acontecem e que cada situação inesperada pode ter sido causada por um anjo do Senhor, visando nos conduzir para mais perto de Deus.

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Cristã
Marília/SP
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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Nem tudo o que parece é, isso todo mundo já sabe. E a Bíblia está repleta de histórias maravilhosas onde somos surpreendidos pelo inusitado (como Deus é criativo!). A história de Balaão é uma delas. Confira em Números 22:21-31.

Durante a pereguinação do povo de Israel pelo deserto, o rei de Moabe, temendo ser destruído pelos israelitas, manou chamar o vidente Balaão a fim de que este amaldiçoasse o povo de Deus. Montado em sua mula (animal bastante usado para transporte na época), Balaão segue viagem decidido a atender o pedido do rei. No meio do caminho um anjo do Senhor aparece na estrada, com uma espada na mão, para impedir que ele prosseguisse. Balaão, o famoso “vidente”, não conseguiu enxergar o anjo e foi salvo por sua jumenta que, identificando o mensageiro celestial, simplesmente empacou.

Quantas vezes, obstinados por um propósito humano e confiantes em nossa própria capacidade, fazemos nossas escolhas independentemente da vontade de Deus e dominados por uma terrível cegueira espiritual não conseguimos enxergar os sinais que o Senhor coloca em nosso caminho para nos livrar do mal.

Nossa limitação nos impede de saber ao certo o que é melhor para nós, mas Deus sempre sabe. Ele, que conhece todas as coisas, é quem tem os planos de paz para nossas vidas e deseja cumprir em nós sua boa, agradável e perfeita vontade.

Ao insistir em fazer as coisas “do nosso jeito”, dentro da nossa lógica e segundo a nossa sabedoria, entramos por um caminho obscuro e perigoso, cujo fim pode ser bastante amargoso.

Não endureçamos o nosso coração. Sejamos sábios e atentos como a mula de Balaão, sensíveis aos anjos que Deus sempre envia ao nosso caminho para nos dar a direção certa.

Quando nossas escolhas e decisões são firmadas em submissão ao senhorio de Cristo em nossas vidas, não há o que temer. Deus sempre sabe o que faz, e tem sempre o melhor para cada um de nós. Vale a pena nele confiar, sempre!

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
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