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O que diferencia culto de show não são as luzes, o tipo de música ou a roupa de quem está à frente. O que diferencia uma coisa da outra é o coração.

Um coração adorador cultua ao Senhor, com ou sem luzes, com ou sem música, com ou sem um ministro talentoso ou “bem vestido”. Já um coração endurecido é sempre crítico e, em vez de adorar, preocupa-se com a aparência e a forma das celebrações. Então, pra estes, é sempre um show, cujo expectador é ele mesmo e não Deus.

Criou-se um estigma de que um culto não pode ter iluminação especial, dança, teatro ou qualquer outra coisa que fuja de um caráter sóbrio. E toda vez que alguém tenta impor suas regras e seu ponto de vista de como o outro tem que se relacionar com Deus, iguala-se aos fariseus do tempo de Jesus.

Se uma igreja tem condições e quer celebrar a Deus com luzes, gelo seco, painel de led, banda, orquestra, grupo de dança ou fogos de artifício, quem pode dizer que isso não é lícito? O culto é pra quem mesmo?

Que aprendamos a respeitar as diferenças. Reverência está na forma como eu enxergo Deus e me posiciono diante Dele, e isso nada tem a ver com luzes, togas ou guitarras.

“Está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.” João 4:23

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP

 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

 

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A Bíblia fala várias vezes sobre a importância da submissão.

Segundo o dicionário, submissão pode ser entendida como uma disposição para obedecer, para aceitar uma situação de subordinação; docilidade, obediência, subalternidade.

Assim, os filhos devem ser submissos aos pais (Ef 6:1), a esposa deve ser submissa ao marido (Cl 3:18) e os cidadãos devem ser submissos às autoridades constituídas (Rm 13:1).

Mas é importante que entendamos que esta submissão não é cega ou incondicional.

Nos primeiros capítulos de Atos, encontramos alguns exemplos muito interessantes de quando a submissão foi condenada e a insubmissão aprovada.

Safira foi submissa ao seu marido Ananias, mantendo-se fiel ao que haviam combinado entre si (mentir para os apóstolos com relação ao valor da venda de uma propriedade deles). Foi punida com a morte. Atos 5:1-10.

Os apóstolos foram insubmissos às autoridades, desobedeceram reincidentemente e afrontaram publicamente os sacerdotes e seus oficiais, ao insistir em ensinar sobre Jesus no Templo. Foram incentivados inclusive por um anjo a continuarem pregando, mesmo após açoites e prisões. Atos 5:17-41

Perseguidos pelas autoridades de Jerusalém pelo fato de serem cristãos, os discípulos se vêem obrigados a fugirem da cidade. Mas, onde chegavam, continuavam anunciando o Evangelho. Atos 8:1-4

Pedro (logo Pedro!) foi insubmisso a uma Lei Judaica. A Lei proibia um judeu de entrar num lar gentio ou de associar-se de alguma forma com os gentios. Porém, orientado por Deus numa visão, Pedro hospeda homens gentios em sua própria casa, e depois permanece hospedado alguns dias na casa de Cornélio, um oficial romano, onde fala sobre as Boas Novas do Evangelho e o batiza, juntamente com familiares e amigos. Atos 10:1-48.

 

O Blog Púlpito Cristão, reproduziu um artigo de Renata Veras, onde afirma que “não podemos usar a submissão como desculpa para uma personalidade passiva o u um estilo de vida igualmente pecaminoso, que confunde submissão com omissão, comodismo, conformismo, preguiça, indiferença, inércia.”

 

A submissão bíblica é sempre “no Senhor”, com discernimento e sabedoria para identificar quando um determinado direcionamento nos levará no sentido contrário da vontade de Deus.

A submissão bíblica é sempre submissa à soberania de Deus, com coragem para agir de maneira contrária à liderança (pais, avós, patrões, governos, pastores, maridos…) sempre que esta liderança estiver contrária à liderança de Deus.

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
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A principal busca do verdadeiro cristão…

Não é ter um bom casamento, mas sim ser um cônjuge melhor;

Não é ter um bom emprego, mas sim ser um empregado melhor;

Não é ter muito dinheiro, mas sim usar melhor o dinheiro que tem;

Não é ser promovido, mas sim ser um profissional melhor;

Não é ser reconhecido na mídia, mas sim usá-la para falar da cruz;

Não é ter boa saúde, mas sim crucificar a sua carne para o pecado;

Não é ter filhos obedientes, mas sim ser um filho obediente;

Não é ter um ministério bem sucedido, mas sim ser um ministro fiel;

Não é se dar bem, mas sim ser agradecido em qualquer circunstância;

Não é ficar famoso, mas sim refletir o caráter de Cristo;

Não é se livrar do sofrimento, mas sim enfrentar com dignidade as aflições;

Não é ter um corpo bonito, mas sim fazer sua parte no Corpo de Cristo;

Não é escrever um livro, mas sim ter seu nome escrito no Livro da Vida;

Não é buscar a felicidade pessoal, mas se tornar cada vez mais parecido com Cristo…

 

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Quem encontra tais tesouros, encontra a verdadeira prosperidade. Ainda que viva pobre; seja impopular, traído ou injustiçado; tenha uma enfermidade crônica ou morra precocemente (como inúmeros grandes homens e mulheres da Bíblia), a medida do seu “sucesso” é a que Deus atribui a seu respeito.

Numa sociedade onde tantos falsos profetas pregam que cristão de verdade é aquele que tem prosperidade material, precisamos nos voltar para a Palavra de Deus e resgatarmos a verdadeira identidade do cristão, com suas verdadeiras aspirações e o real significado da palavra prosperidade.

 

“Se esperamos em Cristo só nesta vida,

somos os mais miseráveis de todos os homens.”

1 Coríntios 15:19

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP

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O termo “clean” na decoração é usado para definir um ambiente simples, básico e sem muitos detalhes. Adotando da moda o slogan “menos é mais”, o estilo clean é uma tendência, já que une conforto, beleza e praticidade.

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Enquanto orava hoje, me veio à mente a visão de um “coração clean” – um coração com grandes espaços vazios para que o Espírito Santo de Deus “caminhe” livremente por ele, sem impedimentos, sem precisar se “desviar” de entulhos e excesso de móveis em cada canto. Um coração sem coleções de bibelôs e enfeites minúsculos decorativos que juntam poeira e são difíceis de limpar. Um coração que se satisfaz com o básico – o necessário – e não gasta tempo ou dinheiro adquirindo toda novidade que aparece no mercado, só porque tem condições ou o preço esteja bom.

O “coração clean” não se distrai com o supérfluo – ele é focado na essência. Não dá ouvido a fofocas, não participa de conversas infrutíferas e desperdiça o mínimo possível de tempo em entretenimento fútil, redes sociais, TV, internet e todos aqueles vídeos bonitinhos e engraçadinhos que de nada servem.

O “coração clean” pratica o desapego – diariamente se coloca diante de Deus para a limpeza. Sua preocupação está além da pergunta: “É pecado?”. Sua preocupação está em saber se é importante, se faz parte do projeto de Deus para sua vida, se está ou não atrapalhando o fluir do Espírito em sua vida.  E não hesita em “descartar” qualquer prática ou bem que não se enquadre na vontade do Arquiteto naquele momento.

O “coração clean” se deleita com o essencial – ele não precisa de elogios, palavras de afirmação, aplausos, motivação exterior, pregações motivacionais, experiências sensoriais. O “coração clean” tem fome e sede de Deus e se satisfaz Nele e em sua Palavra. Ele sabe que frufrus e rococós só atrapalham. Então, a sua prioridade é diminuir ao máximo possível todo o barulho para poder ouvir o único som que realmente importa: a voz do Espírito Santo.

O “coração clean” mantém cada coisa em seu devido lugar – mantém um relacionamento saudável com a família, amigos, irmãos em Cristo, mas não tem esses relacionamentos como fontes de sua segurança e felicidade. Não é dependente emocional de filhos, cônjuge, amigos, dinheiro ou sucesso.

Deus precisa de um coração leve, solto, livre de amarras e expectativas falsas. Um “coração clean”, com espaço para tudo o que Ele quiser fazer em nós e através de nós.

Carreira, trabalho, prosperidade financeira, um corpo bonito, a casa própria, o carro do ano, popularidade, um ministério bem sucedido, realização pessoal… são sonhos válidos, mas nosso coração não pode estar nessas coisas.

Ah Deus, ajuda-nos a nos livrar emocionalmente de tudo o que não precisamos e a aprendermos que a nossa verdadeira felicidade depende tão somente do Senhor.

Caminhando Jesus e os seus discípulos, chegaram a um povoado, onde certa mulher chamada Marta o recebeu em sua casa. Maria, sua irmã, ficou sentada aos pés do Senhor, ouvindo-lhe a palavra. Marta, porém, estava ocupada com muito serviço. E, aproximando-se dele, perguntou: “Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado sozinha com o serviço? Dize-lhe que me ajude! ” Respondeu o Senhor: “Marta! Marta! Você está preocupada e distraída com muitas coisas; todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.
Lucas 10:38-42

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
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Se você já é membro de uma igreja e for convidado para outra, fique esperto… Vou lhe contar uma história. Seja paciente e leia até o fim.

Tive o privilégio de trabalhar diretamente na abertura de cinco igrejas (comunidades locais). No Rio de Janeiro: Igreja Batista do Recreio, Igreja Batista do Horto e Congregação Batista Santa Marta e, em Marília: da Igreja Batista Manancial (que começou com um trabalho com crianças todo domingo à tarde no Jóquei) e em minha querida Tib, onde congrego até hoje.

Também participei indiretamente (com suporte e apoio) na abertura de dezenas de outras: Nova Iguaçu, Coelho da Rocha, Figueirinha, V. Real, Júlio Mesquita, Oriente, Lupércio, Rio Preto, etc…

Em cada uma delas, a mesma base estratégica: oração, evangelismo de casa em casa e nas praças, estudos bíblicos, trabalho com as crianças… Começávamos do “zero’ mesmo. Cultos com apenas um violão e, quando muito, um microfone. Numa garagem, debaixo de uma árvore, numa sala cedida por alguém, e sempre sob a bênção de uma “igreja-mãe”. Daí apareciam 2, 3 pessoas. Depois 10, 30, 50… E, tempos depois, uma igreja independente e totalmente estruturada era organizada.

O propósito também era o mesmo em todas elas: levar o Evangelho àqueles que não conheciam Jesus. Plantar uma igreja onde não havia nenhuma outra, para que aqueles que antes não tinham oportunidade de frequentar um lugar de culto, pudessem fazê-lo. ISSO é abrir uma igreja, ok!

Infelizmente hoje temos visto muitos exemplos diferentes. Pessoas que decidem abrir uma nova igreja por “n” outros motivos:

  • discordância com a liderança da igreja anterior
  • ambição pessoal
  • ganho financeiro
  • egolatria…

E usando as estratégias mais espúrias possíveis:

  • técnicas de marketing empresarial
  • divisão da igreja onde era membro
  • convite a famílias e líderes de outras igrejas
  • promessas estapafúrdias…

Um ministério assim, raramente prospera. E por isso temos visto tantas “portinhas” se abrirem e fecharem tempos depois, deixando um rastro de pessoas feridas, que voltam arrebentadas para suas igrejas (quando voltam). A não ser que o líder da nova igreja seja muito carismático e um excelente estrategista. Como é o caso de algumas igrejas neopentecostais que enfatizam a prosperidade e rituais místicos, e hoje são ícones midiáticos de um evangelho distorcido: nasceram tortas, cresceram tortas, e continuam crescendo (tortas). Mas um dia estarão diante do juízo divino prestando contas de cada ação, cada palavra, cada reunião, cada centavo recebido em nome de Deus.

Meu objetivo com este texto é deixar um alerta: SE VOCÊ JÁ É MEMBRO DE UMA IGREJA E FOR CONVIDADO PARA OUTRA, FIQUE ESPERTO. A missão da igreja local é “pescar” pecadores perdidos e não ovelhas descontentes. Então cuidado com o barco onde você está entrando. Use o cérebro maravilhoso que Deus te deu para analisar “friamente” a base deste barco. Observe as seguintes questões:

1. A Palavra pregada é solidamente firmada nas Escrituras ou não passa de discursos triunfalistas, com ênfase no bem estar e sucesso pessoal?

2. Quem o convidou foi um membro da igreja ou faz parte da liderança? Se for um membro da igreja, qual o real propósito: Colocar “lenha na fogueira” diante de um conflito? Provar que a igreja dele é melhor que a sua? “Bater meta” para a multiplicação? Ou, ao perceber que você está deslocado, ajudá-lo a encontrar a vontade de Deus para a sua vida?

3. Se quem o convidou for o líder / pastor / bispo / apóstolo / reverendo / etc. da igreja, aí é fácil perceber se o indivíduo pode ou não ser levado a sério, se o líder é maduro, ético e está com boas intenções, visando o Reino de Deus e não apenas o sucesso egoísta de sua comunidade: Antes de falar com você, ele já falou com seu pastor? É um líder bem quisto e integrado com a liderança de outras igrejas da região? Foi abençoado por sua igreja anterior? Mais do que simpático e envolvente, tem formação teológica, é uma pessoa respeitada e íntegra na sociedade?

A igreja local é parte do plano de Deus para a edificação de seus filhos e como instrumento de propagação do Evangelho e dos valores do Reino na sociedade. Então engaje-se numa comunidade local e dê o seu melhor. Mas cuidado para não entrar num “barco furado”, num ministério que não nasceu no coração de Deus, numa comunidade que não prioriza o Evangelho. HOJE HÁ MUITAS PORTAS COM O NOME DE IGREJA, MAS QUE, DE IGREJA MESMO, SÓ TEM O NOME.

Se sentir que é TEMPO DE DEUS para servir em outra comunidade, não saia maldizendo (popularmente falando: cuspindo no prato que comeu), não fuja, não se esconda, não minta, não faça grupinhos facciosos. Mesmo que você sinta que sofreu alguma perseguição ou injustiça, não saia com pendências. Converse com seu pastor de maneira transparente, explique suas razões, orem juntos e saia pela porta da frente. É o mínimo que se espera de um cristão. E o mínimo necessário para prosperar de verdade na nova igreja. Assim, ninguém se sente traído, e a comunhão permanecerá, mesmo estando em outro ministério.

Simples assim!

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Márcia Cristina Rezende

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E a síndrome do “mi-mi-mi” se uniu à onda do “politicamente correto”, e ambos convidaram o relativismo e o hedonismo para formarem uma família feliz, e juntos infernizarem a vida dos seres humanos na Terra.

Jesus!!! Parem o mundo que eu quero descer!!!

E neste caldeirão louco em que estamos vivendo, o excesso de informações tenta nos roubar o bom senso, e não poucas vezes nos vemos perdidos em meio a tantas opiniões diferentes. É muito “barulho” mental, e aí fica difícil discernir a doce voz do Espírito Santo tentando se comunicar com o nosso espírito.

Como igreja, uma de nossas responsabilidades é cuidar um dos outros, zelar uns pelos outros, ajudar os que estão mais fracos, levantar os caídos, amar, corrigir quando necessário, confrontar. Tudo isso em sabedoria e amor.

Vai daí, surgem os extremistas! De um lado aqueles que enxergam pecado em tudo e, consequentemente, impõem um rígido padrão de regra e conduta para o resto do mundo. E, de outro, os liberais da turma do “o que é que tem”, que acham que a graça nos absolve antecipadamente de quaisquer erros ou falhas que venhamos a ter e que, por isso, o cristão pode fazer tudo o que tiver vontade de fazer.

As redes sociais engrossam o caldo, com todos querendo expor suas ideias e argumentos contra ou a favor de alguma coisa ou comportamento. E pior, usando a Bíblia como “base” para seus absurdos hermenêuticos.

Gente, já deu, né!

Enquanto os soldados gastam suas energias discutindo sobre comprar ou não no Boticário, boicotar ou não a Rede Globo, proibir ou não os filhos de ler a Turma da Mônica e decidindo se é certo ou errado um cristão ir ao Lollapalooza, a guerra corre solta no mundo real, e pessoas estão se perdendo sem Cristo.

FOOOOCOOOO, please!!!!!!!!! Jesus está voltando! Vamos ensinar nossas crianças a discernirem entre certo e errado, mas sem neuras, e sem colocar sobre elas um jugo mais pesado que o jugo suave e leve do próprio Jesus.

Ninguém vai pro inferno porque leu um gibi do Cebolinha ou porque tatuou o braço. As pessoas vão para o inferno porque nós não falamos pra elas que só Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. E porque não falamos? Porque estávamos ocupados demais polemizando o caso da cantora gospel que foi num show secular.

O MUNDO JAZ NO MALIGNO e precisamos aprender a viver neste mundo, e a nos relacionar com as pessoas deste mundo, sabendo que o mundo jaz no maligno! Deixa eu lhe contar uma coisa: as coisas não vão mudar, este mundo não vai melhorar. O sistema deste século sempre funcionou em favor do pecado, e vai continuar assim. Não estamos aqui para falar mal das trevas, mas para fazer a Luz brilhar através de nós, e assim atrair outros para esse Reino de Luz.

Cada um dará conta de si mesmo a Deus e ponto. Deus levantou os pastores e líderes para cuidarem cada um do rebanho que lhe foi designado. Que a disciplina e a correção permaneçam a nível de igreja local, dentro daquilo que a Bíblia chama de pecado, e não daquilo que Fulano acha que é pecado. 

A opressão gospel neste grande caldeirão virtual tem gerado mais escândalos e afastado mais pessoas do Evangelho que as próprias artimanhas criadas no inferno. Então, que vivamos nossas vidas, vigiando-nos a nós mesmos, deletando o que não edifica e enchendo-nos do Espírito Santo cada dia. Fazendo isso, Ele mesmo nos mostrará onde devemos focar tempo, energia e recursos. Simples assim!

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Educação Religiosa e em Teologia

e Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

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A Internet é hoje, o mais importante veículo de informação em todo o mundo, e a cada dia amplia os horizontes daqueles que buscam dinheiro fácil. Ficar rico com a Internet é o “sonho de consumo” de muitos internautas que esperam aliar trabalho com prazer e lucratividade.

Subir um vídeo viral, ter um Blog com milhares de acessos, conseguir milhões de seguidores ou faturar na área de marketing virtual são os principais caminhos buscados hoje por muitos.

Teria algo de errado nisso?

Partindo do pressuposto de que o cristão tem a sua vida norteada pela Palavra de Deus, vejamos o que a Bíblia diz sobre o assunto.

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1. Querer ficar rico não deve ser nosso objetivo de vida.

É verdade que a falta de dinheiro traz muita dor de cabeça, por isso é normal almejar  recursos suficientes para se ter um estilo de vida confortável: um bom plano de saúde, casa própria num bairro seguro, estudo de qualidade para os filhos, viagens, compras o que quiser sem se preocupar com o limite do cartão… Em princípio não há nada de errado em desejar essas coisas. O problema é fazer desta busca o seu propósito de vida.

Nosso propósito maior deve ser cumprir o propósito de Deus para a minha vida. Nele está a nossa alegria, nossa satisfação, nossa confiança e nosso bem maior.

Se não soubermos exatamente o que significa “a minha graça te basta”, estejam certos de que Deus permitirá que as circunstâncias nos ensinem o real significado desta afirmação.

Ao SENHOR declaro: Tu és o meu Senhor; não tenho bem maior além de ti. Salmo 16:2

Não acumuleis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde ladrões arrombam para roubar. Mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde a traça nem a ferrugem podem destruir, e onde os ladrões não arrombam nem roubam. Mateus 6:19-20

Portanto, não vos preocupeis, dizendo: Que iremos comer? Que iremos beber? Ou ainda: Com que nos vestiremos? Pois são os pagãos que tratam de obter tudo isso; mas vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas. Buscai, assim, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:31-33

O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. 1 Timóteo 6:10

Seja a vossa vida desprovida de avareza. Alegrai-vos com tudo o que possuís; porque Ele mesmo declarou: Por motivo algum te abandonarei, nunca jamais te desampararei. Hebreus 13:5

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2. A maneira como eu ganho meu sustento faz toda a diferença.

Querer ganhar dinheiro fácil e rápido (preguiça), tirando vantagem de alguém, ou prejudicando e até lesando outras pessoas, são atitudes de caráter que não refletem o caráter de Cristo.

Se o seu sonho pessoal é conseguir se sustentar como Youtuber, Blogueiro, ou ainda se engajar na área de vendas ou Marketing Multinível, por exemplo, considere as mesmas linhas éticas que a Bíblia deixa para outras profissões. Mas destaco aqui duas questões importantes:

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sem-titulo-1A primeira é sobre o uso da própria imagem para ganhar dinheiro. Não há nada de errado em fazer Merchant de roupas, acessórios, cosméticos ou qualquer outro produto, desde que eu não me esqueça que meu corpo é o templo do Espírito Santo e minha imagem é o reflexo da minha alma. Se eu faço da Internet uma janela da minha vida para o mundo, o que tem do lado de dentro desta janela? Que tipo de “produto” eu estou realmente divulgando? Quais conceitos estou enfatizando?

Não é preciso ser teólogo para saber que sedução, vaidade, defraudação, luxúria, narcisismo, futilidade… são obras da carne e não frutos de uma pessoa cheia do Espírito.

“Geração saúde”, “estilo fitness” ou “dieta saudável”, muitas vezes são expressões que simplesmente mascaram a verdadeira intenção por trás de uma self: o exibicionismo. Em outras palavras: se você faz “bico de safadinha” para mostrar uma nova cor de batom, não está, de verdade, querendo mostrar o batom, né.

Não entregueis os membros do vosso corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; antes consagrai-vos a Deus com quem fostes levantados da morte para a vida; e ofereçais os vossos membros do corpo a Ele, como instrumentos de justiça. Romanos 6:13

Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus. 1 Coríntios 6:20

 Estes são os que causam divisões, sensuais, que não têm o Espírito. Judas 1:19

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piramide-financeiraOutro cuidado que precisamos ter é com relação às pirâmides financeiras. João Pedro Caleiro, editor de Economia de EXAME.com, explica: “pirâmide é um esquema de marketing multinível sem lastro real – quando o serviço ou produto oferecido ou não existe de fato ou não é a fonte principal dos recursos obtidos pela empresa”. O esquema de “Pirâmide Financeira” é considerado crime contra a economia popular, pois torna-se rentável apenas às pessoas que entraram no início. Cada indivíduo contribui para quem está acima, mas num determinado momento, o esquema sempre se quebra e muita gente acaba investindo e perdendo tudo.

Ao participar deste tipo de pirâmide, o cristão estaria compactuando com uma prática ilegal, além de revelar seu anseio pelo ganho fácil à custa de outras pessoas, o que não combina com os princípios de humildade, trabalho e desprendimento material que encontramos nas Escrituras.

Hoje é bastante popular a busca pelo MMN (Marketing Multinível), um meio de lucrar não só com a venda direta de determinados produtos, mas também com as vendas feitas por revendedores indicados por eles. Tal negócio é lícito e permitido por lei. Mas, de acordo com o Boletim lançado pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça “o cidadão deve ficar atento para a forma de estruturação do marketing multinível, que se utilizado indevidamente por pessoas mal intencionadas, pode servir para dar aparência de uma estrutura legítima a pirâmides financeiras, esquemas considerados irregulares.” (6º Boletim CVM/Senacon).

Segundo o Ministério da Justiça, o que diferencia uma pirâmide financeira é que nela “não existe a venda de um produto real que sustente o negócio, ou seja, a comercialização de produtos ou serviços tem pouca importância para a sua manutenção. Assim, para o esquema de pirâmides, a principal fonte de renda é o incentivo à adesão de novas pessoas ao negócio, o que faz com que seu crescimento não seja sustentável.” (1)

Muitos negócios apresentam produtos de fachada e piramide-financeira-cuidado-300x300superfaturados para mascarar um esquema de pirâmide, a ênfase principal está no conseguir novos adeptos e não no produto, e os únicos que ganham dinheiro são os cabeças do esquema. Portanto, desconfie de promessas de investimento baixo, com retorno alto, sem necessidade de venda de produtos, com lucro proveniente da indicação de pessoas para fazer parte do grupo. “Rentabilidade e risco costumam andar de mãos dadas. Se é bom demais para ser verdade, provavelmente não o é”, diz o documento da CVM.

 O caminho do preguiçoso é cercado de espinhos, mas a vereda dos retos é bem aplanada. Provérbios 15:19

 O homem fiel será coberto de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não ficará impune. Provérbios 28:20

Se alguém não quiser trabalhar, que também não coma. Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs. A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão. 2 Tessalonicenses 3:10-12 

 No entanto, os que ambicionam ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitas vontades loucas e nocivas, que atolam muitas pessoas na ruína e na completa desgraça. 1 Timóteo 6:9

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Fazer da Internet o seu “ganha-pão” é uma alternativa para qualquer pessoa que busque um espaço no mercado de trabalho. Mas, como em qualquer segmento profissional, que o façamos com retidão, amor ao próximo e coerência com o Evangelho, confiando que, se permanecermos fiéis, Deus suprirá todas as nossas necessidades, em conformidade com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus (Filipenses 4:19). “Lançando sobre ELE toda a vossa ansiedade, porque ELE tem cuidado de vós.” (1 Pedro 5:7).

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“Certos de que Deus é poderoso para fazer que toda a graça vos seja acrescentada, a fim de que em todas as áreas da vida, em todo o tempo, tendo todas as vossas necessidades satisfeitas, transbordeis em toda boa obra.”  2 Coríntios 9:8

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Márcia Cristina Rezende

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