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A principal busca do verdadeiro cristão…

Não é ter um bom casamento, mas sim ser um cônjuge melhor;

Não é ter um bom emprego, mas sim ser um empregado melhor;

Não é ter muito dinheiro, mas sim usar melhor o dinheiro que tem;

Não é ser promovido, mas sim ser um profissional melhor;

Não é ser reconhecido na mídia, mas sim usá-la para falar da cruz;

Não é ter boa saúde, mas sim crucificar a sua carne para o pecado;

Não é ter filhos obedientes, mas sim ser um filho obediente;

Não é ter um ministério bem sucedido, mas sim ser um ministro fiel;

Não é se dar bem, mas sim ser agradecido em qualquer circunstância;

Não é ficar famoso, mas sim refletir o caráter de Cristo;

Não é se livrar do sofrimento, mas sim enfrentar com dignidade as aflições;

Não é ter um corpo bonito, mas sim fazer sua parte no Corpo de Cristo;

Não é escrever um livro, mas sim ter seu nome escrito no Livro da Vida;

Não é buscar a felicidade pessoal, mas se tornar cada vez mais parecido com Cristo…

 

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Quem encontra tais tesouros, encontra a verdadeira prosperidade. Ainda que viva pobre; seja impopular, traído ou injustiçado; tenha uma enfermidade crônica ou morra precocemente (como inúmeros grandes homens e mulheres da Bíblia), a medida do seu “sucesso” é a que Deus atribui a seu respeito.

Numa sociedade onde tantos falsos profetas pregam que cristão de verdade é aquele que tem prosperidade material, precisamos nos voltar para a Palavra de Deus e resgatarmos a verdadeira identidade do cristão, com suas verdadeiras aspirações e o real significado da palavra prosperidade.

 

“Se esperamos em Cristo só nesta vida,

somos os mais miseráveis de todos os homens.”

1 Coríntios 15:19

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Ser Igreja

 

Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP

 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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O termo “clean” na decoração é usado para definir um ambiente simples, básico e sem muitos detalhes. Adotando da moda o slogan “menos é mais”, o estilo clean é uma tendência, já que une conforto, beleza e praticidade.

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Enquanto orava hoje, me veio à mente a visão de um “coração clean” – um coração com grandes espaços vazios para que o Espírito Santo de Deus “caminhe” livremente por ele, sem impedimentos, sem precisar se “desviar” de entulhos e excesso de móveis em cada canto. Um coração sem coleções de bibelôs e enfeites minúsculos decorativos que juntam poeira e são difíceis de limpar. Um coração que se satisfaz com o básico – o necessário – e não gasta tempo ou dinheiro adquirindo toda novidade que aparece no mercado, só porque tem condições ou o preço esteja bom.

O “coração clean” não se distrai com o supérfluo – ele é focado na essência. Não dá ouvido a fofocas, não participa de conversas infrutíferas e desperdiça o mínimo possível de tempo em entretenimento fútil, redes sociais, TV, internet e todos aqueles vídeos bonitinhos e engraçadinhos que de nada servem.

O “coração clean” pratica o desapego – diariamente se coloca diante de Deus para a limpeza. Sua preocupação está além da pergunta: “É pecado?”. Sua preocupação está em saber se é importante, se faz parte do projeto de Deus para sua vida, se está ou não atrapalhando o fluir do Espírito em sua vida.  E não hesita em “descartar” qualquer prática ou bem que não se enquadre na vontade do Arquiteto naquele momento.

O “coração clean” se deleita com o essencial – ele não precisa de elogios, palavras de afirmação, aplausos, motivação exterior, pregações motivacionais, experiências sensoriais. O “coração clean” tem fome e sede de Deus e se satisfaz Nele e em sua Palavra. Ele sabe que frufrus e rococós só atrapalham. Então, a sua prioridade é diminuir ao máximo possível todo o barulho para poder ouvir o único som que realmente importa: a voz do Espírito Santo.

O “coração clean” mantém cada coisa em seu devido lugar – mantém um relacionamento saudável com a família, amigos, irmãos em Cristo, mas não tem esses relacionamentos como fontes de sua segurança e felicidade. Não é dependente emocional de filhos, cônjuge, amigos, dinheiro ou sucesso.

Deus precisa de um coração leve, solto, livre de amarras e expectativas falsas. Um “coração clean”, com espaço para tudo o que Ele quiser fazer em nós e através de nós.

Carreira, trabalho, prosperidade financeira, um corpo bonito, a casa própria, o carro do ano, popularidade, um ministério bem sucedido, realização pessoal… são sonhos válidos, mas nosso coração não pode estar nessas coisas.

Ah Deus, ajuda-nos a nos livrar emocionalmente de tudo o que não precisamos e a aprendermos que a nossa verdadeira felicidade depende tão somente do Senhor.

Caminhando Jesus e os seus discípulos, chegaram a um povoado, onde certa mulher chamada Marta o recebeu em sua casa. Maria, sua irmã, ficou sentada aos pés do Senhor, ouvindo-lhe a palavra. Marta, porém, estava ocupada com muito serviço. E, aproximando-se dele, perguntou: “Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado sozinha com o serviço? Dize-lhe que me ajude! ” Respondeu o Senhor: “Marta! Marta! Você está preocupada e distraída com muitas coisas; todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.
Lucas 10:38-42

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Ser Igreja

Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
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Se você já é membro de uma igreja e for convidado para outra, fique esperto… Vou lhe contar uma história. Seja paciente e leia até o fim.

Tive o privilégio de trabalhar diretamente na abertura de cinco igrejas (comunidades locais). No Rio de Janeiro: Igreja Batista do Recreio, Igreja Batista do Horto e Congregação Batista Santa Marta e, em Marília: da Igreja Batista Manancial (que começou com um trabalho com crianças todo domingo à tarde no Jóquei) e em minha querida Tib, onde congrego até hoje.

Também participei indiretamente (com suporte e apoio) na abertura de dezenas de outras: Nova Iguaçu, Coelho da Rocha, Figueirinha, V. Real, Júlio Mesquita, Oriente, Lupércio, Rio Preto, etc…

Em cada uma delas, a mesma base estratégica: oração, evangelismo de casa em casa e nas praças, estudos bíblicos, trabalho com as crianças… Começávamos do “zero’ mesmo. Cultos com apenas um violão e, quando muito, um microfone. Numa garagem, debaixo de uma árvore, numa sala cedida por alguém, e sempre sob a bênção de uma “igreja-mãe”. Daí apareciam 2, 3 pessoas. Depois 10, 30, 50… E, tempos depois, uma igreja independente e totalmente estruturada era organizada.

O propósito também era o mesmo em todas elas: levar o Evangelho àqueles que não conheciam Jesus. Plantar uma igreja onde não havia nenhuma outra, para que aqueles que antes não tinham oportunidade de frequentar um lugar de culto, pudessem fazê-lo. ISSO é abrir uma igreja, ok!

Infelizmente hoje temos visto muitos exemplos diferentes. Pessoas que decidem abrir uma nova igreja por “n” outros motivos:

  • discordância com a liderança da igreja anterior
  • ambição pessoal
  • ganho financeiro
  • egolatria…

E usando as estratégias mais espúrias possíveis:

  • técnicas de marketing empresarial
  • divisão da igreja onde era membro
  • convite a famílias e líderes de outras igrejas
  • promessas estapafúrdias…

Um ministério assim, raramente prospera. E por isso temos visto tantas “portinhas” se abrirem e fecharem tempos depois, deixando um rastro de pessoas feridas, que voltam arrebentadas para suas igrejas (quando voltam). A não ser que o líder da nova igreja seja muito carismático e um excelente estrategista. Como é o caso de algumas igrejas neopentecostais que enfatizam a prosperidade e rituais místicos, e hoje são ícones midiáticos de um evangelho distorcido: nasceram tortas, cresceram tortas, e continuam crescendo (tortas). Mas um dia estarão diante do juízo divino prestando contas de cada ação, cada palavra, cada reunião, cada centavo recebido em nome de Deus.

Meu objetivo com este texto é deixar um alerta: SE VOCÊ JÁ É MEMBRO DE UMA IGREJA E FOR CONVIDADO PARA OUTRA, FIQUE ESPERTO. A missão da igreja local é “pescar” pecadores perdidos e não ovelhas descontentes. Então cuidado com o barco onde você está entrando. Use o cérebro maravilhoso que Deus te deu para analisar “friamente” a base deste barco. Observe as seguintes questões:

1. A Palavra pregada é solidamente firmada nas Escrituras ou não passa de discursos triunfalistas, com ênfase no bem estar e sucesso pessoal?

2. Quem o convidou foi um membro da igreja ou faz parte da liderança? Se for um membro da igreja, qual o real propósito: Colocar “lenha na fogueira” diante de um conflito? Provar que a igreja dele é melhor que a sua? “Bater meta” para a multiplicação? Ou, ao perceber que você está deslocado, ajudá-lo a encontrar a vontade de Deus para a sua vida?

3. Se quem o convidou for o líder / pastor / bispo / apóstolo / reverendo / etc. da igreja, aí é fácil perceber se o indivíduo pode ou não ser levado a sério, se o líder é maduro, ético e está com boas intenções, visando o Reino de Deus e não apenas o sucesso egoísta de sua comunidade: Antes de falar com você, ele já falou com seu pastor? É um líder bem quisto e integrado com a liderança de outras igrejas da região? Foi abençoado por sua igreja anterior? Mais do que simpático e envolvente, tem formação teológica, é uma pessoa respeitada e íntegra na sociedade?

A igreja local é parte do plano de Deus para a edificação de seus filhos e como instrumento de propagação do Evangelho e dos valores do Reino na sociedade. Então engaje-se numa comunidade local e dê o seu melhor. Mas cuidado para não entrar num “barco furado”, num ministério que não nasceu no coração de Deus, numa comunidade que não prioriza o Evangelho. HOJE HÁ MUITAS PORTAS COM O NOME DE IGREJA, MAS QUE, DE IGREJA MESMO, SÓ TEM O NOME.

Se sentir que é TEMPO DE DEUS para servir em outra comunidade, não saia maldizendo (popularmente falando: cuspindo no prato que comeu), não fuja, não se esconda, não minta, não faça grupinhos facciosos. Mesmo que você sinta que sofreu alguma perseguição ou injustiça, não saia com pendências. Converse com seu pastor de maneira transparente, explique suas razões, orem juntos e saia pela porta da frente. É o mínimo que se espera de um cristão. E o mínimo necessário para prosperar de verdade na nova igreja. Assim, ninguém se sente traído, e a comunhão permanecerá, mesmo estando em outro ministério.

Simples assim!

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
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E a síndrome do “mi-mi-mi” se uniu à onda do “politicamente correto”, e ambos convidaram o relativismo e o hedonismo para formarem uma família feliz, e juntos infernizarem a vida dos seres humanos na Terra.

Jesus!!! Parem o mundo que eu quero descer!!!

E neste caldeirão louco em que estamos vivendo, o excesso de informações tenta nos roubar o bom senso, e não poucas vezes nos vemos perdidos em meio a tantas opiniões diferentes. É muito “barulho” mental, e aí fica difícil discernir a doce voz do Espírito Santo tentando se comunicar com o nosso espírito.

Como igreja, uma de nossas responsabilidades é cuidar um dos outros, zelar uns pelos outros, ajudar os que estão mais fracos, levantar os caídos, amar, corrigir quando necessário, confrontar. Tudo isso em sabedoria e amor.

Vai daí, surgem os extremistas! De um lado aqueles que enxergam pecado em tudo e, consequentemente, impõem um rígido padrão de regra e conduta para o resto do mundo. E, de outro, os liberais da turma do “o que é que tem”, que acham que a graça nos absolve antecipadamente de quaisquer erros ou falhas que venhamos a ter e que, por isso, o cristão pode fazer tudo o que tiver vontade de fazer.

As redes sociais engrossam o caldo, com todos querendo expor suas ideias e argumentos contra ou a favor de alguma coisa ou comportamento. E pior, usando a Bíblia como “base” para seus absurdos hermenêuticos.

Gente, já deu, né!

Enquanto os soldados gastam suas energias discutindo sobre comprar ou não no Boticário, boicotar ou não a Rede Globo, proibir ou não os filhos de ler a Turma da Mônica e decidindo se é certo ou errado um cristão ir ao Lollapalooza, a guerra corre solta no mundo real, e pessoas estão se perdendo sem Cristo.

FOOOOCOOOO, please!!!!!!!!! Jesus está voltando! Vamos ensinar nossas crianças a discernirem entre certo e errado, mas sem neuras, e sem colocar sobre elas um jugo mais pesado que o jugo suave e leve do próprio Jesus.

Ninguém vai pro inferno porque leu um gibi do Cebolinha ou porque tatuou o braço. As pessoas vão para o inferno porque nós não falamos pra elas que só Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. E porque não falamos? Porque estávamos ocupados demais polemizando o caso da cantora gospel que foi num show secular.

O MUNDO JAZ NO MALIGNO e precisamos aprender a viver neste mundo, e a nos relacionar com as pessoas deste mundo, sabendo que o mundo jaz no maligno! Deixa eu lhe contar uma coisa: as coisas não vão mudar, este mundo não vai melhorar. O sistema deste século sempre funcionou em favor do pecado, e vai continuar assim. Não estamos aqui para falar mal das trevas, mas para fazer a Luz brilhar através de nós, e assim atrair outros para esse Reino de Luz.

Cada um dará conta de si mesmo a Deus e ponto. Deus levantou os pastores e líderes para cuidarem cada um do rebanho que lhe foi designado. Que a disciplina e a correção permaneçam a nível de igreja local, dentro daquilo que a Bíblia chama de pecado, e não daquilo que Fulano acha que é pecado. 

A opressão gospel neste grande caldeirão virtual tem gerado mais escândalos e afastado mais pessoas do Evangelho que as próprias artimanhas criadas no inferno. Então, que vivamos nossas vidas, vigiando-nos a nós mesmos, deletando o que não edifica e enchendo-nos do Espírito Santo cada dia. Fazendo isso, Ele mesmo nos mostrará onde devemos focar tempo, energia e recursos. Simples assim!

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Educação Religiosa e em Teologia

e Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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A Internet é hoje, o mais importante veículo de informação em todo o mundo, e a cada dia amplia os horizontes daqueles que buscam dinheiro fácil. Ficar rico com a Internet é o “sonho de consumo” de muitos internautas que esperam aliar trabalho com prazer e lucratividade.

Subir um vídeo viral, ter um Blog com milhares de acessos, conseguir milhões de seguidores ou faturar na área de marketing virtual são os principais caminhos buscados hoje por muitos.

Teria algo de errado nisso?

Partindo do pressuposto de que o cristão tem a sua vida norteada pela Palavra de Deus, vejamos o que a Bíblia diz sobre o assunto.

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1. Querer ficar rico não deve ser nosso objetivo de vida.

É verdade que a falta de dinheiro traz muita dor de cabeça, por isso é normal almejar  recursos suficientes para se ter um estilo de vida confortável: um bom plano de saúde, casa própria num bairro seguro, estudo de qualidade para os filhos, viagens, compras o que quiser sem se preocupar com o limite do cartão… Em princípio não há nada de errado em desejar essas coisas. O problema é fazer desta busca o seu propósito de vida.

Nosso propósito maior deve ser cumprir o propósito de Deus para a minha vida. Nele está a nossa alegria, nossa satisfação, nossa confiança e nosso bem maior.

Se não soubermos exatamente o que significa “a minha graça te basta”, estejam certos de que Deus permitirá que as circunstâncias nos ensinem o real significado desta afirmação.

Ao SENHOR declaro: Tu és o meu Senhor; não tenho bem maior além de ti. Salmo 16:2

Não acumuleis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde ladrões arrombam para roubar. Mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde a traça nem a ferrugem podem destruir, e onde os ladrões não arrombam nem roubam. Mateus 6:19-20

Portanto, não vos preocupeis, dizendo: Que iremos comer? Que iremos beber? Ou ainda: Com que nos vestiremos? Pois são os pagãos que tratam de obter tudo isso; mas vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas. Buscai, assim, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:31-33

O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. 1 Timóteo 6:10

Seja a vossa vida desprovida de avareza. Alegrai-vos com tudo o que possuís; porque Ele mesmo declarou: Por motivo algum te abandonarei, nunca jamais te desampararei. Hebreus 13:5

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2. A maneira como eu ganho meu sustento faz toda a diferença.

Querer ganhar dinheiro fácil e rápido (preguiça), tirando vantagem de alguém, ou prejudicando e até lesando outras pessoas, são atitudes de caráter que não refletem o caráter de Cristo.

Se o seu sonho pessoal é conseguir se sustentar como Youtuber, Blogueiro, ou ainda se engajar na área de vendas ou Marketing Multinível, por exemplo, considere as mesmas linhas éticas que a Bíblia deixa para outras profissões. Mas destaco aqui duas questões importantes:

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sem-titulo-1A primeira é sobre o uso da própria imagem para ganhar dinheiro. Não há nada de errado em fazer Merchant de roupas, acessórios, cosméticos ou qualquer outro produto, desde que eu não me esqueça que meu corpo é o templo do Espírito Santo e minha imagem é o reflexo da minha alma. Se eu faço da Internet uma janela da minha vida para o mundo, o que tem do lado de dentro desta janela? Que tipo de “produto” eu estou realmente divulgando? Quais conceitos estou enfatizando?

Não é preciso ser teólogo para saber que sedução, vaidade, defraudação, luxúria, narcisismo, futilidade… são obras da carne e não frutos de uma pessoa cheia do Espírito.

“Geração saúde”, “estilo fitness” ou “dieta saudável”, muitas vezes são expressões que simplesmente mascaram a verdadeira intenção por trás de uma self: o exibicionismo. Em outras palavras: se você faz “bico de safadinha” para mostrar uma nova cor de batom, não está, de verdade, querendo mostrar o batom, né.

Não entregueis os membros do vosso corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; antes consagrai-vos a Deus com quem fostes levantados da morte para a vida; e ofereçais os vossos membros do corpo a Ele, como instrumentos de justiça. Romanos 6:13

Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus. 1 Coríntios 6:20

 Estes são os que causam divisões, sensuais, que não têm o Espírito. Judas 1:19

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piramide-financeiraOutro cuidado que precisamos ter é com relação às pirâmides financeiras. João Pedro Caleiro, editor de Economia de EXAME.com, explica: “pirâmide é um esquema de marketing multinível sem lastro real – quando o serviço ou produto oferecido ou não existe de fato ou não é a fonte principal dos recursos obtidos pela empresa”. O esquema de “Pirâmide Financeira” é considerado crime contra a economia popular, pois torna-se rentável apenas às pessoas que entraram no início. Cada indivíduo contribui para quem está acima, mas num determinado momento, o esquema sempre se quebra e muita gente acaba investindo e perdendo tudo.

Ao participar deste tipo de pirâmide, o cristão estaria compactuando com uma prática ilegal, além de revelar seu anseio pelo ganho fácil à custa de outras pessoas, o que não combina com os princípios de humildade, trabalho e desprendimento material que encontramos nas Escrituras.

Hoje é bastante popular a busca pelo MMN (Marketing Multinível), um meio de lucrar não só com a venda direta de determinados produtos, mas também com as vendas feitas por revendedores indicados por eles. Tal negócio é lícito e permitido por lei. Mas, de acordo com o Boletim lançado pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça “o cidadão deve ficar atento para a forma de estruturação do marketing multinível, que se utilizado indevidamente por pessoas mal intencionadas, pode servir para dar aparência de uma estrutura legítima a pirâmides financeiras, esquemas considerados irregulares.” (6º Boletim CVM/Senacon).

Segundo o Ministério da Justiça, o que diferencia uma pirâmide financeira é que nela “não existe a venda de um produto real que sustente o negócio, ou seja, a comercialização de produtos ou serviços tem pouca importância para a sua manutenção. Assim, para o esquema de pirâmides, a principal fonte de renda é o incentivo à adesão de novas pessoas ao negócio, o que faz com que seu crescimento não seja sustentável.” (1)

Muitos negócios apresentam produtos de fachada e piramide-financeira-cuidado-300x300superfaturados para mascarar um esquema de pirâmide, a ênfase principal está no conseguir novos adeptos e não no produto, e os únicos que ganham dinheiro são os cabeças do esquema. Portanto, desconfie de promessas de investimento baixo, com retorno alto, sem necessidade de venda de produtos, com lucro proveniente da indicação de pessoas para fazer parte do grupo. “Rentabilidade e risco costumam andar de mãos dadas. Se é bom demais para ser verdade, provavelmente não o é”, diz o documento da CVM.

 O caminho do preguiçoso é cercado de espinhos, mas a vereda dos retos é bem aplanada. Provérbios 15:19

 O homem fiel será coberto de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não ficará impune. Provérbios 28:20

Se alguém não quiser trabalhar, que também não coma. Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs. A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão. 2 Tessalonicenses 3:10-12 

 No entanto, os que ambicionam ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitas vontades loucas e nocivas, que atolam muitas pessoas na ruína e na completa desgraça. 1 Timóteo 6:9

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Fazer da Internet o seu “ganha-pão” é uma alternativa para qualquer pessoa que busque um espaço no mercado de trabalho. Mas, como em qualquer segmento profissional, que o façamos com retidão, amor ao próximo e coerência com o Evangelho, confiando que, se permanecermos fiéis, Deus suprirá todas as nossas necessidades, em conformidade com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus (Filipenses 4:19). “Lançando sobre ELE toda a vossa ansiedade, porque ELE tem cuidado de vós.” (1 Pedro 5:7).

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“Certos de que Deus é poderoso para fazer que toda a graça vos seja acrescentada, a fim de que em todas as áreas da vida, em todo o tempo, tendo todas as vossas necessidades satisfeitas, transbordeis em toda boa obra.”  2 Coríntios 9:8

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Educação Religiosa e em Teologia

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Durante as Olimpíadas do Rio, uma imbecilidade do grande nadador medalhista Ryan Lochte ganhou as manchetes do mundo. Embriagado, depois de uma noitada, disse que havia sido assaltado para encobrir um episódio de vandalismo, mas a mentira foi desmascarada, e sua imagem antes heroica, desmoronou como um castelo de areia na beira do mar .

Esta história me fez lembrar de outra, não menos bizarra, ocorrida em Israel há mais de dois milênios: a do casal Ananias e Safira.  Jerusalém não estava em Olimpíadas nem nada, mas poderíamos dizer que era um tempo especial. Um tempo onde a igreja cristã dava seus primeiros passos, e ainda nem nome tinha. Todos os que criam no “Caminho” – JESUS – eram batizados, passavam a fazer parte daquela comunidade, e começaram a vender voluntariamente tudo o que tinham a fim de doar para a comunidade.

E da multidão dos que creram, um só era o sentimento e a maneira de pensar. Ninguém considerava exclusivamente seu os bens que possuía, mas todos compartilhavam tudo entre si. Com grande poder os apóstolos continuavam a pregar, testemunhando da ressurreição do Senhor, e maravilhosa graça estava sobre todos eles. Não havia uma só pessoa necessitada entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o depositavam aos pés dos apóstolos, que por sua vez, o repartiam conforme a necessidade de cada um. (Atos 4:32-35)

Aconteceu que um tal de Ananias, depois de também vender sua propriedade, não quis doar tudo para a igreja (um direito seu, já que ninguém o estava obrigando a nada) e, em vez de falar a verdade, mentiu, escondeu para si o próprio dinheiro (!).  Foi imediatamente fulminado em decorrência disto. Este fato foi transcrito na Bíblia (Atos 5:1-11) e, até hoje, sua história é contada e seu nome é tristemente lembrado.

O que Lochte e Ananias tem em comum? E o que as histórias deles dois tem em comum com dezenas de outras que presenciamos todos os dias?

Ryan Lochte e Ananias erraram, mentiram, pecaram. E, em poucos minutos, conseguiram destruir o que levara anos para ser construído.

Lamento a história destes dois e a história de tantos outros, amigos e conhecidos, privilegiados com dons e talentos raros, extremamente carismáticos, com um futuro inteiro pela frente e que tanto poderiam contribuir para o Reino de Deus, mas que, em poucos minutos, não foram suficientemente inteligentes para raciocinar com clareza e jogaram tudo para o alto. Ou melhor, jogaram tudo no lixo. Cederam às suas próprias tentações e viraram manchete nas rodinhas de bate-papo.

Apostasia

Furto, adultério, mentira, fornicação, pornografia… não importa o nome do pecado, o fim é sempre o mesmo. Nada fica por muito tempo escondido no Corpo de Cristo. Mais cedo ou mais tarde, toda sujeira vem à tona, e neste momento, pastores são exonerados, diáconos são disciplinados, missionários são destituídos, ministros são desmoralizados, projetos e sonhos são frustrados, famílias inteiras são destruídas. E então, vê-se que não valeu a pena.

Ministerialmente falando, o próprio Jesus alertou: “a quem muito foi dado, muito será cobrado” (Lucas 12:48). Quanto maior a visibilidade de um líder e sua influência, mais lhe será exigido, e mais caro lhe custará cada erro. Alguns, depois do “desastre”, conseguem se reerguer graças à misericórdia de Deus, feridas são tratadas e curadas, mas na maioria das vezes as cicatrizes deixadas são tão grandes que o ministério antes grandioso e promissor é resumido a algo minúsculo e pouco influente.  E o que dizer daqueles que, tendo uma segunda chance, ainda conseguem cair na mesma armadilha pela segunda vez??!! Lastimável…

Dói na alma cada vez que penso no quanto “Fulano” seria útil ao Reino se não estivesse se afastado. No quanto “Ciclano” seria bênção naquela situação se ainda estivesse no ministério. E não adianta vir colocando a culpa em Satanás, pois este faz apenas o que lhe é próprio: apresentar oportunidades de nos afastar de Deus e dos planos Dele para nós. Temos autonomia e poder em Jesus para vencer as tentações e escolhermos o caminho certo.

Nunca saberemos, por exemplo, o que Sansão teria feito se não tivesse caído (Juízes 16), ou qual o futuro de Ananias, se tivesse se arrependido a tempo. Também não sabemos o que acontecerá com Ryan Lochte. Mas o que estas histórias podem nos ensinar:

  1. Qualquer um está sujeito a errar.
  2. O direito da escolha diante da tentação está sempre em nossas mãos.
  3. Podemos escolher se vamos ou não pecar, mas não podemos escolher as consequências que nossos pecados alcançarão (mesmo depois do arrependimento).
  4. Todo erro, mais cedo ou mais tarde, será descoberto.
  5. O pecado sempre tem um preço, e é alto.
  6. Um momento de imbecilidade pode destruir para sempre tudo o que levamos a vida toda para construir.
  7. Deus nos deu um ministério, um dom, uma missão, e não vale a pena trocar tudo isso por alguns minutos inglórios de pecado.
  8. O pecado não compensa.

Que eu e você permaneçamos alertas e vigilantes.

Antes de fazer uma besteira, procure ajuda. Quem confessa suas tentações, não precisará confessar seus pecados.

É verdade que o preço a ser pago para seguir a Jesus muitas vezes parece alto, mas Deus sabe o que é melhor para nós. Então, confie Nele e o obedeça, custe o que custar, sabendo que, o preço da desobediência lhe custará a própria vida.

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Educação Religiosa e em Teologia

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Escravos

escravo

Deus nos criou livres no Jardim do Éden. Mas nos vendemos a nós mesmos a Satanás. Trocamos a nossa liberdade por um mero pedaço do fruto proibido. E, a partir deste momento, nos tornamos escravos do pecado e, consequentemente, separados da glória do Criador.

Deus então enviou seu Filho Jesus Cristo para nos reconciliar com Ele. Jesus, assumindo a forma de escravo (servo), nos livrou da escravidão; pagou o preço por nós, e nos comprou para o Pai. Assim, fomos libertos da escravidão do pecado, e nos tornamos escravos da justiça. Sim, meu amigo, o homem jamais é totalmente livre. Somos escravos!

Sei que hoje escravidão faz parte dos “politicamente incorretos”, por isso é tão complicado assimilar o fato de que somos escravos, mas veja o que diz a eterna e imutável Palavra de Deus:

Mas, graças a Deus, porque, embora vocês tenham sido escravos do pecado, passaram a obedecer de coração à forma de ensino que lhes foi transmitida. Vocês foram libertados do pecado e tornaram-se escravos da justiça. E agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna. (Romanos 6:16-17, 20)

Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão. (Atos 2:18)

Mas não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor, e a nós como escravos de vocês, por causa de Jesus. (2 Coríntios 4:5)

Acaso busco eu agora a aprovação dos homens ou a de Deus? Ou estou tentando agradar a homens? Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo. (Gálatas 1:10)

 

Aí você me diz: “Mas na minha Bíblia está escrito servo, não escravo!!!!”. Acontece que a palavra grega traduzida como “servo” é “doulos” que significada “atar um laço, prender com cadeias, lançar em cadeias; homem de condição servil, alguém que se rende à vontade de outro; alguém que está permanentemente em servidão, em sujeição a um mestre; escravo.” Entendeu agora? Somos escravos!

Nós nos vendemos barato, mas fomos comprados por bom preço. Perdemos a nossa liberdade, mas fomos comprados por Cristo. Não para a total liberdade novamente, mas comprados para Ele mesmo.

Em seu grande amor, graça e misericórdia, Deus nos adotou como filhos, e nos fez herdeiros do seu Reino. Nosso dono e Senhor é um Deus de graça e misericórdia, e nos convida a “comer da sua mesa”, a beber da sua água, nos trata com amor, nos insere em sua família, nos chama de amigos. MASSSSS… pertencemos a Ele! Somos escravos!

O escravo não tem vontade própria, não tem vida própria, não tem dignidade própria, não tem direitos próprios.

Nossa sociedade abomina este conceito, não só pela cultura hedonista que predomina neste século, mas também pelas terríveis imagens históricas de negros sendo cruelmente torturados nos troncos e senzalas.

Talvez, justamente por essas questões, sempre me intrigou o fato de Deus nunca ter condenado a escravidão na sua Palavra. Ele nunca aprovou os maus tratos nem os abusos a que os senhores submetiam seus escravos, mas também nunca ordenou o fim da escravidão. Hoje entendo que, talvez, a figura do escravo tenha sido tolerada por Deus tendo em vista seu valor didático, prefigurando Cristo, o servo sofredor, e também a cada um de seus seguidores.

Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus: o qual, tendo plenamente a natureza de Deus, não reivindicou o ser igual a Deus, mas, pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo plenamente a forma de servo e tornando-se semelhante aos seres humanos. Assim, na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, entregando-se à obediência até a morte, e morte de cruz. (Filipenses 2:3-8)

Nosso Mestre Jesus agiu como servo/escravo toda a sua vida, todo o seu ministério. Ele não reivindicou direitos, não deu lugar às fraquezas humanas (cansaço, preguiça, sono, fome…), não fez suas próprias vontades. Ele viveu para servir.

Como cristãos, esta deve ser a nossa conduta: ter um coração de servo. Sim, viver como servos e tudo o que isso implica: nos nossos relacionamentos, nos nossos ministérios, na nossa vida diária.

Foi maltratado por alguém? “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus…”

Foi injustiçado? “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus…”

Está cansado de servir? “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus…”

Ninguém reconhece seu valor? “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus…”

Ficou magoado? “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus…”

Viu um irmão cair? “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus…”

Alguém lhe pediu ajuda? “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus…”

É verdade que às vezes nos cansamos e pensamos em desistir. O caminho é apertado e a porta é estreita, não é fácil dar a outra face, amar os inimigos, crucificar a carne. Mas cada vez que fazemos nossa própria vontade e não a de Deus, cada vez que nos negamos a ser servos, cada vez que agimos movidos por pensamentos do tipo “eu sou crente mas não sou bobo, eu falo mesmo!”, não estamos exercendo nossa liberdade, mas sim fazendo exatamente o que nosso “antigo senhor” gostaria que fizéssemos. Cada vez que nos negamos a ser escravos da justiça, estamos agindo como escravos do pecado. Simples assim!

Então, vivamos com alegria a nossa redenção, escravos, sim, de Cristo, mesmo que isto seja politicamente incorreto.

Para encerrar, compartilho com vocês a história de dois thecos/moravianos, que entenderam o real significado de perder a vida por amor a Cristo:

John Leonard Dober e David Nitschman são nomes que você talvez não reconheça imediatamente. John era artesão e David um carpinteiro. Ambos eram pastores da igreja reformista da Morávia (hoje República Tcheca), a Igreja Moraviana. John e David ouviram sobre uma ilha no Caribe, onde um dono de terras britânico ateu tinha entre 2.000 e 3.000 escravos. Esse dono certa vez disse, “Nenhum pregador ou clérigo pode se estabelecer nesta ilha, se for uma vitima de naufrágio deverá ficar isolado em um quarto separado até que possa partir, porém ele nunca compartilhará nada sobre Deus pra nenhum de nós. Não suporto essa situação”. Imagine 3.000 escravos das selvas africanas levados a uma ilha do Atlântico para viver lá e morrer sem ouvir de Cristo! Dois jovens Morávios ouviram sobre esse fato. Então eles se venderam como escravos para o dono de terras britânico (o dono de terras não pagou nada mais do que pagava para qualquer escravo) e usaram o dinheiro recebido para adquirir as passagens até sua ilha, o proprietário de terras não iria ao menos transportá-los.

Enquanto o navio se afastava do porto na cidade de Hamburgo e se dirigia para o mar do Norte, os Morávios de Hernhoot vieram para ver esses dois rapazes partirem. Eram dois rapazes em seus vinte e poucos anos que partiam para nunca mais voltar, pois não seria um período de apenas quatro anos, eles tinham se vendido como escravos para o resto de suas vidas, para que assim, como escravos, pudessem testemunhar de Cristo para os outros escravos. As famílias choraram, porque sabiam que eles nunca iriam vê-los novamente. Eles se perguntavam sobre a ida deles e questionaram se isso seria algo sábio para se fazer. Enquanto o vácuo entre o navio e o porto aumentava, um dos rapazes, com seu braço unido ao de seu companheiro, gritou as últimas palavras ouvidas pelos familiares e amigos que lá se encontravam:  “Que o cordeiro que foi imolado receba a recompensa de Seu sofrimento!”

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Educação Religiosa e Teologia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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