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Este assunto é mais um dentre os vários controversos na igreja cristã contemporânea. Compartilho aqui o meu entendimento sobre a questão. Respeito e entendo perfeitamente, sem nenhum problema, aqueles que pensam de maneira diferente de mim e gostaria de pedir que a recíproca fosse a mesma. 

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MULHERES PASTORAS

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ARGUMENTOS CONTRÁRIOS

Em contrapartida ao extremismo libertino adotado no “mundo gospel” do século 21, tem se levantado um grupo de fundamentalistas ortodoxos que, por zelo da sã doutrina, se posicionam contrariamente a tudo que considerem “modernidades” dentro das igrejas. Reformados famosos como Pr. Paulo Júnior e o Rev. Augustus Nicodemus são alguns referenciais hoje na mídia que seguem esta linha tradicionalista. Tal entendimento é totalmente compreensível e justificável. O medo de um extremo facilmente nos leva para o outro. Assim, discordam, dentre várias outras coisas, do pastorado feminino, sob os seguintes argumentos:

– Jesus não escolheu nenhuma mulher para ser “apóstola” dentre os doze (Mt 10:1-4).

– A Igreja Primitiva não tinha pastoras, bispas, diaconisas nem presbíteras.

– A função de uma mulher (em casa, na igreja e na sociedade) deve estar sempre subordinada à uma autoridade masculina (Ef 5:4).

– O Ministério Pastoral deve ser exercido exclusivamente por homens casados com uma só mulher, ou seja, que não sejam divorciados e recasados (1 Tm 3:1-7).

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ARGUMENTOS FAVORÁVEIS

– Deus não faz acepção de pessoas (Gl 3:28)

– A Bíblia não traz nenhuma proibição ao pastorado feminino.

– O fato de uma determinada função não estar na Bíblia não significa que a mesma seja proibida.

– O Ministério Pastoral é um chamado divino e não podemos nos opor a ele (Ef 4:11, 1 Co 12:18).

– Os mandamentos bíblicos sobre a mulher não poder falar nem perguntar nada em público devem ser entendidos dentro do seu contexto cultural local (1 Co 14:34-35, Rm 14).

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UMA QUESTÃO DE INTERPRETAÇÃO

Dentre os evangélicos tradicionais em geral, vários pontos doutrinários estão acima de qualquer questionamento: Deus criou o mundo, todo ser humano é pecador, o pecado nos separa de Deus, Deus nos ama, Jesus é o único Salvador, adultério é pecado, amar o próximo é um mandamento, orar e ler a Bíblia é fundamental para o crescimento espiritual, etc, etc, etc… Mas em várias outras questões (doutrinárias e eclesiásticas), as opiniões se dividem, porque as Escrituras deixam margem para mais de uma interpretação.

Sobre tais assuntos, penso que TODOS devemos ter humildade para reconhecer nossa pequenez diante da revelação do Altíssimo (Dt 29:29). Deus não cabe em nossas “caixinhas teológicas”, por isso cada um deve buscar entendimento na Palavra e se posicionar doutrinariamente segundo este entendimento sem, no entanto, achar-se o “dono da verdade”, julgando como hereges ou rebeldes todos os que pensam de maneira diferente.

Isto posto, segue abaixo o MEU ENTENDIMENTO sobre o pastorado feminino.

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1. CONTEXTO CULTURAL

Em primeiro lugar precisamos discernir na Palavra, o que é permanente e o que é transitório, o que é um mandamento literal e incondicional e o que é uma orientação temporal específica para um determinado contexto cultural (do qual apenas o princípio espiritual deve ser extraído e aplicado universalmente).

Por exemplo: a Bíblia ordena que devemos deixar a terra descansar por um ano inteiro, a cada sete anos, sem plantar nada nela durante este tempo (Ex 23:10). Numa época sem as técnicas agrícolas que foram desenvolvidas posteriormente, tal prática era estritamente necessária, mas nos dias atuais é totalmente impraticável. Os produtores rurais que não seguem este preceito hoje estriam pecando e sendo insubmissos à sã doutrina? Claro que não! Tal ordenança serviu para aquele tempo, naquelas circunstâncias. Devemos entender da mesma forma, por exemplo, a proibição de misturar dois tipos de tecido na mesma roupa (Lv 19:19) e de comer carne de coelho e de porco (Lv 11), o mandamento de apedrejar os filhos desobedientes (Dt 21:18-21) e o de saudar uns aos outros com ósculo santo (1 Ts 5:26). Para mais esclarecimentos sobre estas questões sugiro a leitura do seguinte estudo: “Quais preceitos do A.T. o cristão deve seguir?”.

É verdade que dentre os apóstolos de Jesus e os pastores e bispos da Igreja Primitiva não havia mulheres, mas também não havia nenhum gentio, nenhum escravo, nenhum negro… Tal fato não pode ser visto como uma doutrina essencial da fé cristã, mas tão somente uma opção por questões socioculturais.

Na cultura judaica (pano de fundo do Antigo e do Novo Testamento), a mulher era considerada inferior ao homem e indigna de ler e estudar as Escrituras, de ser discipulada por um rabino, de oferecer sacrifícios nos templos, de participar das reuniões nas sinagogas.  Sabemos que faz parte do ritual de oração matinal dos judeus a oração: “Senhor muito obrigado por não ter nascido gentio, escravo ou mulher”, tamanha discriminação sofrida pelas mulheres. Logo, é totalmente compreensível que, neste contexto histórico, não tenhamos muitas mulheres exercendo funções de liderança, pois era visto como um escândalo inadmissível para os judeus. Hoje, numa cultura como a nossa, tal justificativa já não se aplica.

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2. NÃO ESTÁ NA BÍBLIA

É verdade que não temos exemplos bíblicos de mulheres pastoras no Novo Testamento. Mas também não temos relato bíblico de secretárias, atletas de Cristo ou decoradores nas igrejas. Não temos exemplos de organizações como Mensageiras do Rei, Culto Infantil nem Cursos como Casados para Sempre. Não havia Concílio examinatório para Ministério Pastoral (nem Seminário Teológico). Não vemos em toda história neotestamentária uma igreja fazendo Acampamento de Jovens ou um Evento para a Terceira Idade. Também não há namoro na Bíblia, não há teatro evangélico, nem vozes femininas ou infantis nos corais (somente os levitas, entre 20 e 50 anos de idade, podiam fazer parte do Coro). Também não havia grupo de louvor nas igrejas neotestamentárias nem comemoração pelo Dia das Mães. E por aí vai… Então, por que  coibir tão somente o pastorado feminino?

As práticas eclesiásticas firmam-se nos princípios eternos da Palavra de Deus ao mesmo tempo em que vão se adequando às necessidades do local em que estão inseridas, de acordo com as estratégias que o próprio Senhor da Igreja apresenta. Surgem novas funções, novos departamentos, novos cargos, novos oficiais, contextualizando-se a práxis sem jamais comprometer a essência do Evangelho.

O fato de não haver mulheres no grupo apostólico, não pode ser entendido como uma proibição ao ministério pastoral para as mulheres, e se o ministério não ficou proibido aos escravos, aos gentios, aos negros e aos gregos, porque ficaria para as mulheres? Se na Bíblia não temos exemplo de pessoas orando de mãos dadas, por exemplo (e não temos mesmo), estaríamos porventura errando cada vez que damos as mãos para orar?

Além disso, se é verdade que não encontramos nas Escrituras o pastorado feminino, também é verdade que não encontramos nenhuma proibição neste sentido. Não existe nada no Novo Testamento que negue a imposição de mãos sobre as mulheres para qualquer ministério na igreja primitiva. Se fosse algo que Deus não aprovasse (como a ordenação de crentes imaturos ou sem idoneidade), certamente isto estaria explícito em Sua Palavra.

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3. UMA QUESTÃO DE SUBMISSÃO

A submissão da mulher é, por vezes, muito mal entendida, gerando combustível para argumentos machistas ou feministas defenderem seus pontos de vista e atacarem os contrários.

A verdade é que a submissão da mulher ao marido é uma proteção maravilhosa dada por Deus. Gera segurança, saúde emocional e equilíbrio em toda a família, pois um marido sábio e temente a Deus exercerá sua liderança em amor, e no Senhor, não impondo à esposa nada que a Bíblia não endosse (Ef 5:22-33; Cl 3:18-19, 1 Pe 3:1-7). Quando este princípio espiritual é quebrado, na insubmissão da esposa ou no abuso do marido, a família sofre e as consequências vêm.

Mas a posição de submissão da esposa na esfera do casamento não significa que a mulher seja inferior ao homem. Ambos são iguais diante de Deus e têm os mesmos direitos civis e religiosos diante da sociedade. As conquistas da mulher, sobretudo no mundo ocidental, são dignas de comemoração. Seu direito a votar, trabalhar, estudar, se expressar e poder escolher com quem se casar foi, sem dúvida, um grande avanço sociológico. E ter mulheres em funções de liderança nas empresas e instituições em geral também representam um abençoado progresso do respeito aos direitos humanos.

O fato de Deus ter dado ao marido a função de líder da família e cabeça da esposa, não significa que a mulher não possa exercer funções de liderança em outras esferas de atuação, portanto, não pode ser usado como justificativa para que não haja mulheres líderes nas diferentes áreas ministeriais da igreja, inclusive a pastoral.  

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4. TÍTULO OU DOM?

O Ministério Pastoral na verdade, é um dom espiritual e não um título eclesiástico. A igreja local apenas reconhece este dom na vida de alguém da comunidade, mas quem vocaciona é Deus, quem chama é Deus, quem capacita é Deus.  

Temos hoje inúmeras pessoas, homens e mulheres, com o título de pastor mas que, na verdade não tem o dom do ministério. Homens e mulheres que obtiveram o título por vontade humana, buscando status, influência, conveniência, dinheiro… Porque têm aptidões de oratória ou liderança… Ou, em alguns casos, porque acreditam que a esposa do pastor, por ser uma carne com ele, também deve ser considerada pastora… Por outro lado também existem inúmeras pessoas, homens e mulheres, que têm o dom pastoral, mas não têm o título. Exercem seu ministério em amor, na comunidade onde congregam, ensinam, aconselham, exortam, conduzem, mas não são chamados de pastores nem recebem nenhum auxílio financeiro por isso.

Então, é preciso que fique bem claro que, antes de qualquer coisa, o pastorado é um dom, como qualquer outro dom. Não há mérito humano nenhum envolvido. É uma escolha de Deus. Então porque não reconhecer este dom nas mulheres, da mesma forma que fazemos com mestres, evangelistas, missionários? E, quando Deus dá este dom a uma mulher, que autoridade tem a comunidade eclesiástica para lhe negar o título?  

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CONCLUSÃO

Deus me chamou para o ministério aos 18 anos de idade. Desde então tenho procurado honrar este chamado. O concílio e ordenação pastoral vieram depois dos 40, em 2010. Nunca me importei com títulos e acho muito triste aqueles que se importam com isso. Mas sou convicta da missão que recebi do meu Bom Pastor e tenho procurado exercer meu ministério com muito temor e humildade.  Como pastora, me considero e sou vista como auxiliadora, tenho funções específicas na comunidade, e não ouso fazer qualquer coisa sem o respaldo do meu esposo e pastor da igreja.

Mas o que realmente me incomoda não é alguém discordar do pastorado feminino, mas sim o fato de muitos verem a figura do pastor sob um ângulo que o Novo Testamento não coloca. Na maioria das vezes, os que se recusam a aceitar que uma mulher pode ser pastora, vivem ainda sob os vícios da igreja estatal antes da Reforma, que via o clero como homens super espirituais, muito acima dos pobres leigos mortais. A doutrina dos “oficiais da igreja” foi construída sob a visão de que pastores e diáconos são diferentes e estão acima dos “crentes comuns”, o que, na minha concepção, é um erro gravíssimo. Em Cristo, somos todos sacerdotes e, ao mesmo tempo, somos todos ovelhas do mesmo Pastor. Todos: pastores, profetas, bispos, diáconos, evangelistas, zeladores, porteiros, músicos, intercessores… todos somos falhos, limitados, pecadores, dependentes da Graça de Cristo e por Ele capacitados ao “sacerdócio real”.  Bem, mas este é assunto para um outro Post rs… 

Dentre os que consideram o ofício de pastor como um título honorífico restrito aos homens, muitos o fazem por zelo, por entenderem ser esta a melhor maneira de interpretar as Escrituras. Outros por resquícios machistas, conservadores e preconceituosos da nossa sociedade. E outros porque são ainda movidos por legalismos religiosos farisaicos da era moderna. Mas o fato é que sempre houve e sempre haverá celeuma sobre estes e outros assuntos. Então, de uma forma ou de outra, que sigamos rumo ao mesmo alvo, que é Cristo, respeitando nossas diferenças e guardando nossas energias para lutar contra nosso verdadeiro inimigo.  A seu tempo, o Mestre virá, separará o joio do trigo, e julgará cada um segundo suas obras.

“Quem és tu, que julgas o servo alheio? É para o seu senhor que ele está em pé ou cai. E permanecerá em pé, porquanto o Senhor é capaz de o sustentar… Portanto, se Deus lhes concedeu o mesmo Dom que dera igualmente a nós, ao crermos no Senhor Jesus Cristo, quem era eu, para pensar em contrariar a Deus? …Ainda que esteja consciente de que nada há contra mim, nem por isso me justifico, pois quem me julga é o Senhor… Porque dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém”

(Rm 14:4; At 11:17; 1 Co 4:4-5, Rm 11:36)

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

 

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O que diferencia culto de show não são as luzes, o tipo de música ou a roupa de quem está à frente. O que diferencia uma coisa da outra é o coração.

Um coração adorador cultua ao Senhor, com ou sem luzes, com ou sem música, com ou sem um ministro talentoso ou “bem vestido”. Já um coração endurecido é sempre crítico e, em vez de adorar, preocupa-se com a aparência e a forma das celebrações. Então, pra estes, é sempre um show, cujo expectador é ele mesmo e não Deus.

Criou-se um estigma de que um culto não pode ter iluminação especial, dança, teatro ou qualquer outra coisa que fuja de um caráter sóbrio. E toda vez que alguém tenta impor suas regras e seu ponto de vista de como o outro tem que se relacionar com Deus, iguala-se aos fariseus do tempo de Jesus.

Se uma igreja tem condições e quer celebrar a Deus com luzes, gelo seco, painel de led, banda, orquestra, grupo de dança ou fogos de artifício, quem pode dizer que isso não é lícito? O culto é pra quem mesmo?

Que aprendamos a respeitar as diferenças. Reverência está na forma como eu enxergo Deus e me posiciono diante Dele, e isso nada tem a ver com luzes, togas ou guitarras.

“Está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.” João 4:23

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP

 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

 

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A Bíblia fala várias vezes sobre a importância da submissão.

Segundo o dicionário, submissão pode ser entendida como uma disposição para obedecer, para aceitar uma situação de subordinação; docilidade, obediência, subalternidade.

Assim, os filhos devem ser submissos aos pais (Ef 6:1), a esposa deve ser submissa ao marido (Cl 3:18) e os cidadãos devem ser submissos às autoridades constituídas (Rm 13:1).

Mas é importante que entendamos que esta submissão não é cega ou incondicional.

Nos primeiros capítulos de Atos, encontramos alguns exemplos muito interessantes de quando a submissão foi condenada e a insubmissão aprovada.

Safira foi submissa ao seu marido Ananias, mantendo-se fiel ao que haviam combinado entre si (mentir para os apóstolos com relação ao valor da venda de uma propriedade deles). Foi punida com a morte. Atos 5:1-10.

Os apóstolos foram insubmissos às autoridades, desobedeceram reincidentemente e afrontaram publicamente os sacerdotes e seus oficiais, ao insistir em ensinar sobre Jesus no Templo. Foram incentivados inclusive por um anjo a continuarem pregando, mesmo após açoites e prisões. Atos 5:17-41

Perseguidos pelas autoridades de Jerusalém pelo fato de serem cristãos, os discípulos se vêem obrigados a fugirem da cidade. Mas, onde chegavam, continuavam anunciando o Evangelho. Atos 8:1-4

Pedro (logo Pedro!) foi insubmisso a uma Lei Judaica. A Lei proibia um judeu de entrar num lar gentio ou de associar-se de alguma forma com os gentios. Porém, orientado por Deus numa visão, Pedro hospeda homens gentios em sua própria casa, e depois permanece hospedado alguns dias na casa de Cornélio, um oficial romano, onde fala sobre as Boas Novas do Evangelho e o batiza, juntamente com familiares e amigos. Atos 10:1-48.

 

O Blog Púlpito Cristão, reproduziu um artigo de Renata Veras, onde afirma que “não podemos usar a submissão como desculpa para uma personalidade passiva o u um estilo de vida igualmente pecaminoso, que confunde submissão com omissão, comodismo, conformismo, preguiça, indiferença, inércia.”

 

A submissão bíblica é sempre “no Senhor”, com discernimento e sabedoria para identificar quando um determinado direcionamento nos levará no sentido contrário da vontade de Deus.

A submissão bíblica é sempre submissa à soberania de Deus, com coragem para agir de maneira contrária à liderança (pais, avós, patrões, governos, pastores, maridos…) sempre que esta liderança estiver contrária à liderança de Deus.

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP

 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

 

Leia também:

 

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A principal busca do verdadeiro cristão…

Não é ter um bom casamento, mas sim ser um cônjuge melhor;

Não é ter um bom emprego, mas sim ser um empregado melhor;

Não é ter muito dinheiro, mas sim usar melhor o dinheiro que tem;

Não é ser promovido, mas sim ser um profissional melhor;

Não é ser reconhecido na mídia, mas sim usá-la para falar da cruz;

Não é ter boa saúde, mas sim crucificar a sua carne para o pecado;

Não é ter filhos obedientes, mas sim ser um filho obediente;

Não é ter um ministério bem sucedido, mas sim ser um ministro fiel;

Não é se dar bem, mas sim ser agradecido em qualquer circunstância;

Não é ficar famoso, mas sim refletir o caráter de Cristo;

Não é se livrar do sofrimento, mas sim enfrentar com dignidade as aflições;

Não é ter um corpo bonito, mas sim fazer sua parte no Corpo de Cristo;

Não é escrever um livro, mas sim ter seu nome escrito no Livro da Vida;

Não é buscar a felicidade pessoal, mas se tornar cada vez mais parecido com Cristo…

 

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Quem encontra tais tesouros, encontra a verdadeira prosperidade. Ainda que viva pobre; seja impopular, traído ou injustiçado; tenha uma enfermidade crônica ou morra precocemente (como inúmeros grandes homens e mulheres da Bíblia), a medida do seu “sucesso” é a que Deus atribui a seu respeito.

Numa sociedade onde tantos falsos profetas pregam que cristão de verdade é aquele que tem prosperidade material, precisamos nos voltar para a Palavra de Deus e resgatarmos a verdadeira identidade do cristão, com suas verdadeiras aspirações e o real significado da palavra prosperidade.

 

“Se esperamos em Cristo só nesta vida,

somos os mais miseráveis de todos os homens.”

1 Coríntios 15:19

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Ser Igreja

 

Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP

 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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O termo “clean” na decoração é usado para definir um ambiente simples, básico e sem muitos detalhes. Adotando da moda o slogan “menos é mais”, o estilo clean é uma tendência, já que une conforto, beleza e praticidade.

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Enquanto orava hoje, me veio à mente a visão de um “coração clean” – um coração com grandes espaços vazios para que o Espírito Santo de Deus “caminhe” livremente por ele, sem impedimentos, sem precisar se “desviar” de entulhos e excesso de móveis em cada canto. Um coração sem coleções de bibelôs e enfeites minúsculos decorativos que juntam poeira e são difíceis de limpar. Um coração que se satisfaz com o básico – o necessário – e não gasta tempo ou dinheiro adquirindo toda novidade que aparece no mercado, só porque tem condições ou o preço esteja bom.

O “coração clean” não se distrai com o supérfluo – ele é focado na essência. Não dá ouvido a fofocas, não participa de conversas infrutíferas e desperdiça o mínimo possível de tempo em entretenimento fútil, redes sociais, TV, internet e todos aqueles vídeos bonitinhos e engraçadinhos que de nada servem.

O “coração clean” pratica o desapego – diariamente se coloca diante de Deus para a limpeza. Sua preocupação está além da pergunta: “É pecado?”. Sua preocupação está em saber se é importante, se faz parte do projeto de Deus para sua vida, se está ou não atrapalhando o fluir do Espírito em sua vida.  E não hesita em “descartar” qualquer prática ou bem que não se enquadre na vontade do Arquiteto naquele momento.

O “coração clean” se deleita com o essencial – ele não precisa de elogios, palavras de afirmação, aplausos, motivação exterior, pregações motivacionais, experiências sensoriais. O “coração clean” tem fome e sede de Deus e se satisfaz Nele e em sua Palavra. Ele sabe que frufrus e rococós só atrapalham. Então, a sua prioridade é diminuir ao máximo possível todo o barulho para poder ouvir o único som que realmente importa: a voz do Espírito Santo.

O “coração clean” mantém cada coisa em seu devido lugar – mantém um relacionamento saudável com a família, amigos, irmãos em Cristo, mas não tem esses relacionamentos como fontes de sua segurança e felicidade. Não é dependente emocional de filhos, cônjuge, amigos, dinheiro ou sucesso.

Deus precisa de um coração leve, solto, livre de amarras e expectativas falsas. Um “coração clean”, com espaço para tudo o que Ele quiser fazer em nós e através de nós.

Carreira, trabalho, prosperidade financeira, um corpo bonito, a casa própria, o carro do ano, popularidade, um ministério bem sucedido, realização pessoal… são sonhos válidos, mas nosso coração não pode estar nessas coisas.

Ah Deus, ajuda-nos a nos livrar emocionalmente de tudo o que não precisamos e a aprendermos que a nossa verdadeira felicidade depende tão somente do Senhor.

Caminhando Jesus e os seus discípulos, chegaram a um povoado, onde certa mulher chamada Marta o recebeu em sua casa. Maria, sua irmã, ficou sentada aos pés do Senhor, ouvindo-lhe a palavra. Marta, porém, estava ocupada com muito serviço. E, aproximando-se dele, perguntou: “Senhor, não te importas que minha irmã tenha me deixado sozinha com o serviço? Dize-lhe que me ajude! ” Respondeu o Senhor: “Marta! Marta! Você está preocupada e distraída com muitas coisas; todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada”.
Lucas 10:38-42

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP
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igreja-templo

Se você já é membro de uma igreja e for convidado para outra, fique esperto… Vou lhe contar uma história. Seja paciente e leia até o fim.

Tive o privilégio de trabalhar diretamente na abertura de cinco igrejas (comunidades locais). No Rio de Janeiro: Igreja Batista do Recreio, Igreja Batista do Horto e Congregação Batista Santa Marta e, em Marília: da Igreja Batista Manancial (que começou com um trabalho com crianças todo domingo à tarde no Jóquei) e em minha querida Tib, onde congrego até hoje.

Também participei indiretamente (com suporte e apoio) na abertura de dezenas de outras: Nova Iguaçu, Coelho da Rocha, Figueirinha, V. Real, Júlio Mesquita, Oriente, Lupércio, Rio Preto, etc…

Em cada uma delas, a mesma base estratégica: oração, evangelismo de casa em casa e nas praças, estudos bíblicos, trabalho com as crianças… Começávamos do “zero’ mesmo. Cultos com apenas um violão e, quando muito, um microfone. Numa garagem, debaixo de uma árvore, numa sala cedida por alguém, e sempre sob a bênção de uma “igreja-mãe”. Daí apareciam 2, 3 pessoas. Depois 10, 30, 50… E, tempos depois, uma igreja independente e totalmente estruturada era organizada.

O propósito também era o mesmo em todas elas: levar o Evangelho àqueles que não conheciam Jesus. Plantar uma igreja onde não havia nenhuma outra, para que aqueles que antes não tinham oportunidade de frequentar um lugar de culto, pudessem fazê-lo. ISSO é abrir uma igreja, ok!

Infelizmente hoje temos visto muitos exemplos diferentes. Pessoas que decidem abrir uma nova igreja por “n” outros motivos:

  • discordância com a liderança da igreja anterior
  • ambição pessoal
  • ganho financeiro
  • egolatria…

E usando as estratégias mais espúrias possíveis:

  • técnicas de marketing empresarial
  • divisão da igreja onde era membro
  • convite a famílias e líderes de outras igrejas
  • promessas estapafúrdias…

Um ministério assim, raramente prospera. E por isso temos visto tantas “portinhas” se abrirem e fecharem tempos depois, deixando um rastro de pessoas feridas, que voltam arrebentadas para suas igrejas (quando voltam). A não ser que o líder da nova igreja seja muito carismático e um excelente estrategista. Como é o caso de algumas igrejas neopentecostais que enfatizam a prosperidade e rituais místicos, e hoje são ícones midiáticos de um evangelho distorcido: nasceram tortas, cresceram tortas, e continuam crescendo (tortas). Mas um dia estarão diante do juízo divino prestando contas de cada ação, cada palavra, cada reunião, cada centavo recebido em nome de Deus.

Meu objetivo com este texto é deixar um alerta: SE VOCÊ JÁ É MEMBRO DE UMA IGREJA E FOR CONVIDADO PARA OUTRA, FIQUE ESPERTO. A missão da igreja local é “pescar” pecadores perdidos e não ovelhas descontentes. Então cuidado com o barco onde você está entrando. Use o cérebro maravilhoso que Deus te deu para analisar “friamente” a base deste barco. Observe as seguintes questões:

1. A Palavra pregada é solidamente firmada nas Escrituras ou não passa de discursos triunfalistas, com ênfase no bem estar e sucesso pessoal?

2. Quem o convidou foi um membro da igreja ou faz parte da liderança? Se for um membro da igreja, qual o real propósito: Colocar “lenha na fogueira” diante de um conflito? Provar que a igreja dele é melhor que a sua? “Bater meta” para a multiplicação? Ou, ao perceber que você está deslocado, ajudá-lo a encontrar a vontade de Deus para a sua vida?

3. Se quem o convidou for o líder / pastor / bispo / apóstolo / reverendo / etc. da igreja, aí é fácil perceber se o indivíduo pode ou não ser levado a sério, se o líder é maduro, ético e está com boas intenções, visando o Reino de Deus e não apenas o sucesso egoísta de sua comunidade: Antes de falar com você, ele já falou com seu pastor? É um líder bem quisto e integrado com a liderança de outras igrejas da região? Foi abençoado por sua igreja anterior? Mais do que simpático e envolvente, tem formação teológica, é uma pessoa respeitada e íntegra na sociedade?

A igreja local é parte do plano de Deus para a edificação de seus filhos e como instrumento de propagação do Evangelho e dos valores do Reino na sociedade. Então engaje-se numa comunidade local e dê o seu melhor. Mas cuidado para não entrar num “barco furado”, num ministério que não nasceu no coração de Deus, numa comunidade que não prioriza o Evangelho. HOJE HÁ MUITAS PORTAS COM O NOME DE IGREJA, MAS QUE, DE IGREJA MESMO, SÓ TEM O NOME.

Se sentir que é TEMPO DE DEUS para servir em outra comunidade, não saia maldizendo (popularmente falando: cuspindo no prato que comeu), não fuja, não se esconda, não minta, não faça grupinhos facciosos. Mesmo que você sinta que sofreu alguma perseguição ou injustiça, não saia com pendências. Converse com seu pastor de maneira transparente, explique suas razões, orem juntos e saia pela porta da frente. É o mínimo que se espera de um cristão. E o mínimo necessário para prosperar de verdade na nova igreja. Assim, ninguém se sente traído, e a comunhão permanecerá, mesmo estando em outro ministério.

Simples assim!

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
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mediante citação da fonte e autoria.

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E a síndrome do “mi-mi-mi” se uniu à onda do “politicamente correto”, e ambos convidaram o relativismo e o hedonismo para formarem uma família feliz, e juntos infernizarem a vida dos seres humanos na Terra.

Jesus!!! Parem o mundo que eu quero descer!!!

E neste caldeirão louco em que estamos vivendo, o excesso de informações tenta nos roubar o bom senso, e não poucas vezes nos vemos perdidos em meio a tantas opiniões diferentes. É muito “barulho” mental, e aí fica difícil discernir a doce voz do Espírito Santo tentando se comunicar com o nosso espírito.

Como igreja, uma de nossas responsabilidades é cuidar um dos outros, zelar uns pelos outros, ajudar os que estão mais fracos, levantar os caídos, amar, corrigir quando necessário, confrontar. Tudo isso em sabedoria e amor.

Vai daí, surgem os extremistas! De um lado aqueles que enxergam pecado em tudo e, consequentemente, impõem um rígido padrão de regra e conduta para o resto do mundo. E, de outro, os liberais da turma do “o que é que tem”, que acham que a graça nos absolve antecipadamente de quaisquer erros ou falhas que venhamos a ter e que, por isso, o cristão pode fazer tudo o que tiver vontade de fazer.

As redes sociais engrossam o caldo, com todos querendo expor suas ideias e argumentos contra ou a favor de alguma coisa ou comportamento. E pior, usando a Bíblia como “base” para seus absurdos hermenêuticos.

Gente, já deu, né!

Enquanto os soldados gastam suas energias discutindo sobre comprar ou não no Boticário, boicotar ou não a Rede Globo, proibir ou não os filhos de ler a Turma da Mônica e decidindo se é certo ou errado um cristão ir ao Lollapalooza, a guerra corre solta no mundo real, e pessoas estão se perdendo sem Cristo.

FOOOOCOOOO, please!!!!!!!!! Jesus está voltando! Vamos ensinar nossas crianças a discernirem entre certo e errado, mas sem neuras, e sem colocar sobre elas um jugo mais pesado que o jugo suave e leve do próprio Jesus.

Ninguém vai pro inferno porque leu um gibi do Cebolinha ou porque tatuou o braço. As pessoas vão para o inferno porque nós não falamos pra elas que só Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. E porque não falamos? Porque estávamos ocupados demais polemizando o caso da cantora gospel que foi num show secular.

O MUNDO JAZ NO MALIGNO e precisamos aprender a viver neste mundo, e a nos relacionar com as pessoas deste mundo, sabendo que o mundo jaz no maligno! Deixa eu lhe contar uma coisa: as coisas não vão mudar, este mundo não vai melhorar. O sistema deste século sempre funcionou em favor do pecado, e vai continuar assim. Não estamos aqui para falar mal das trevas, mas para fazer a Luz brilhar através de nós, e assim atrair outros para esse Reino de Luz.

Cada um dará conta de si mesmo a Deus e ponto. Deus levantou os pastores e líderes para cuidarem cada um do rebanho que lhe foi designado. Que a disciplina e a correção permaneçam a nível de igreja local, dentro daquilo que a Bíblia chama de pecado, e não daquilo que Fulano acha que é pecado. 

A opressão gospel neste grande caldeirão virtual tem gerado mais escândalos e afastado mais pessoas do Evangelho que as próprias artimanhas criadas no inferno. Então, que vivamos nossas vidas, vigiando-nos a nós mesmos, deletando o que não edifica e enchendo-nos do Espírito Santo cada dia. Fazendo isso, Ele mesmo nos mostrará onde devemos focar tempo, energia e recursos. Simples assim!

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Educação Religiosa e em Teologia

e Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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