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Posts Tagged ‘cristianismo’

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Pois é… O futebol “voltou para casa” e tal legado da Copa não veio (tolinhos de nós por acreditarmos que viria) e o “orgulho de ser brasileiro” foi para o chão ao participar dos bastidores de uma país sede.

A Copa 2014 chegou e o Brasil continua o mesmo, sem infraestrutura, sem transporte público de qualidade, sem aeroportos funcionais, sem saúde, sem segurança, sem educação, sem uma política esportiva inteligente, sem direção.

De modo geral, a Copa nos deixará como legado uma meia dúzia de mega estádios e um bocado de políticos e empresários mais ricos do que antes.

Ah, “Brasil, Brasil, que amas a corrupção e apedrejas os que pregam a moralidade! Quantas vezes Jesus quis reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!”  (cit. Mateus 23:37).

Queria mesmo ter esperança, e procuro-a com força em cada cantinho deste país. Mas confesso que, quando olho para o Brasil, não consigo ser otimista. Parece que temos um gene de desonestidade que nos foi passado desde o “descobrimento”. População em geral compartilha do mesmo desejo de ganho fácil e lucro desonesto que políticos e grandes empreiteiras (e as urnas comprovarão isso daqui a alguns meses). O que fazer? Sentar e chorar? Sair por aí como os black blocs arrebentando tudo? Fazer greve? Orar? Repreender o inimigo? Não sei.

Então, enquanto a resposta não vem, sigo com a minha vidinha de sempre, tentando não me contaminar com essa massa corrupta, e cumprindo o que entendo ser o chamado de Deus para minha vida. Egoísmo? Comodismo? Talvez. Mas é o único caminho seguro que consigo enxergar no momento.

Essa Copa do Mundo no Brasil mexeu com algumas comunidades eclesiásticas, principalmente aquelas que estão inseridas nas capitais onde acontecerão os jogos, seja através de impactos evangelísticos, manifestações políticas ou causas sociais. Há também as que preferem não se envolver com “eventos mundanos” como futebol. E também, acreditem, as que nem sequer sabem o que está acontecendo. Mas, de uma forma ou de outra, tudo voltará a ser o que era antes, depois que os gringos forem embora.

Acredito que cada igreja local tem um chamado específico de Cristo, de acordo com sua vontade soberana. E ser leal a este chamado, independente de qualquer coisa, é o que devemos buscar sempre.

Como igreja, prossigamos, obedecendo ao Senhor, vivendo o Evangelho e testemunhando do seu poder, como canal de transformação em nossa pátria amada Brasil, um brasileirinho de cada vez.

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Ser Igreja

Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

 

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sofrimento

Num tempo onde a felicidade é tida como essencial, o sofrimento acaba sendo sempre mal visto e mal vindo.

Pior ainda é quando acontece algo ruim com alguém que é servo de Deus. É quase impossível que não nos venham os mesmos e antigos questionamentos:

  • Por que Deus não atendeu as orações?
  • Por que Deus permitiu que isso acontecesse?
  • Se Deus pode curar, por que não curou?
  • Se Deus me ama tanto, por que não me deu a vitória nesse assunto?
  • Por que Deus não agiu?
  • Por que o milagre não veio?
  • Por que coisas ruins acontecem a pessoas boas?

O fato é que a nossa forma de raciocínio está equivocada. Não devíamos perguntar “por que coisas ruins acontecem a pessoas boas” porque, na verdade, ninguém é bom.

Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.” Romanos 3:10-12; Salmo 14:1-3

Podemos fazer coisas boas, mas, em nossa essência, somos todos maus. Fomos corrompidos pelo pecado de Adão, e, portanto, nos tornamos merecedores de toda sorte de maldição.

Neste caso, o mais correto seria questionar: “Por que coisas boas acontecem a pessoas ruins?”

Sofrimento e dor são naturais da vida, consequência de nossos próprios erros, dos erros dos outros, ou da própria condição corrompida que o mundo se encontra: “O mundo jaz no maligno” (1 João 5:19).

Mas, Deus não faz separação entre os que são seus e os que não são?

Certamente que sim! Todo aquele que crê em Jesus Cristo, Filho de Deus, como redentor e justificador, é livre da maldição do pecado, e se torna herdeiro dos Céus  e das bênçãos do Pai. Entretanto, precisamos entender que essa condição é resultado da misericórdia de Deus, e não do nosso merecimento.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé;  e isso não vem de vós; é dom de Deus. Efésios 2:8

As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. Lamentações 2:22

Como filhos de Deus, salvos por Cristo, herdamos a vida eterna e temos nossa morada garantida na Nova Jerusalém, podemos contar todos os dias com a força, o consolo e a direção do Espírito Santo, o pecado não pode mais nos dominar, satanás não pode nos vencer ou deter, podemos nos relacionar com o Criador em liberdade e intimidade, e receberemos todas as bênçãos espirituais reservadas para nós, as quais, não podemos sequer imaginar…

Mas, a Bíblia não afirma que Deus ouve todas as nossas orações?

A resposta é sim, mas não sem pré-condições. O problema é que pegamos pedaços das promessas que nos convém e simplesmente ignoramos o resto. Deus ouve TODAS as súplicas daquele que está em tanta sintonia com Sua vontade, que pede tão somente aquilo que Ele mesmo revelou que deseja fazer.

O problema é que nosso coração é enganoso, e pedimos muitas coisas que gostaríamos que acontecesse, mas estão fora dos propósitos de Deus. Em nossa limitação e ignorância, não conseguimos muitas vezes, enxergar POR QUE UMA DETERMINADA SÚPLICA NÃO ESTÁ DENTRO DA VONTADE DE DEUS. E é aí que entra a nossa fé, crendo que Deus é competente, eficiente, e sabe o que faz.

Precisamos entender que TODOS NÓS, incluindo os que habitam no esconderijo do Altíssimo, estamos sujeitos às mazelas deste mundo. As Escrituras afirmam que o sol nasce para todos, “justos” e “injustos”. Da mesma forma, tragédias e dores  também vem sobre todos, “justos” e “injustos”.  A diferença é que, os que estão debaixo da Graça e da Misericórdia de Deus, podem confiar que Ele não os deixará sozinhos.

A dor e o sofrimento aperfeiçoam nosso caráter, exercitam nossa humildade, provam nossa fé e nos fazem ansiar pela Terra Prometida.

A busca obcecada pela felicidade terrena é uma estratégia diabólica para nos afastar da busca pelo que é Eterno. Voltemos nossos olhos para o Céu, onde nossa vida está escondida com Cristo em Deus. Não somos cidadãos desta terra, somos como estrangeiros, de passagem, rumo à nossa vida eterna na Nova Jerusalém.

Somos gratos a Deus que, por sua misericórdia, permite que vivamos experiências boas aqui nesta vida. E prosseguimos para o alvo, em meio à dor e ao sofrimento que nos cerca de todos os lados, sabendo que o nosso Redentor Vive, e em breve esmagará satanás, e derrotará a morte para todo o sempre. Esta é a nossa esperança! Este é o nosso consolo!

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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“Não temais; estai quietos e vede o livramento do Senhor.”
Êxodo 14:13

homem desesperado

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Parece-nos, muitas vezes, que Deus coloca seus filhos em profundas dificuldades, conduzindo-os a algum beco sem saída; armando situações que nenhum juízo humano admitiria, caso fosse previamente consultado.  A própria nuvem os conduz para mais longe. Talvez isso lhe esteja acontecendo neste exato momento.

Parece desconcertante e muito grave; mas está perfeitamente correto. O motivo é mais que suficiente para justificar aquele que o trouxe para esse beco. Trata-se de uma plataforma para que Ele lhe apresente sua graça e poder onipotentes.

Deus não somente há de livrá-lo, como também, ao fazê-lo, ensinar-lhe-á uma lição inesquecível que, mais tarde, reverter-se-á em muitos salmos e cânticos. Você jamais poderá agradecer a Deus por ter Ele agido exatamente como agiu.

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Autor: F.B.Meyer

Fonte: Pensamentos para horas tranquilas, de D.L. Moody

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Ser Igreja

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Dez razões porque nunca tomo banho

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Cresce, a cada dia, o número de pessoas que, decepcionadas com igrejas e seus líderes, decidem buscar a Deus de maneira “independente”, sem vínculo com pastores, bispos, apóstolos, ou quaisquer instituições religiosas. São os chamados “SEM-IGREJAS”.

Todos têm uma “justificativa plausível” para quebrarem o vínculo com uma igreja local. Entendo que alguns líderes tem ferido suas ovelhas e se perdido em meio a tantos ventos de doutrinas. Entretanto, não dá pra viver o cristianismo sozinho. A salvação é individual, mas sua prática é coletiva. Igreja é invenção de Jesus e não dos homens.

As coisas saíram do controle? Ao invés de pular do trem, ajude-o a encontrar os trilhos.

Não são poucos os argumentos curiosos dos “sem-igreja”. O adjetivo “curiosos” se aplica mais pelo seu teor simplório. Para mostrar a inconsistência de alguns desses argumentos, alguém elaborou uma lista bem-humorada chamada “Dez razões por que nunca tomo banho”.

Veja as razões e compare-as com as desculpas dadas para não frequentar uma igreja:

1. Meus pais me forçaram a tomar banho quando eu era criança. Tomei aversão.

2. As pessoas que tomam banho são hipócritas. Elas se julgam mais limpas que as outras.

3. Há muitos tipos de sabonete. Eu nunca saberia, exatamente, qual deles usar.

4. Eu costumava tomar banho, mas tornou-se algo rotineiro e perdeu o encanto.

5. Nenhum dos meus bons amigos toma banho e eu preciso ser igual a eles. Se souberem que tomo banho vão zombar de mim. Preocupo-me mais com a opinião deles do que com minha higiene pessoal.

6. Tomo banho no Natal e na Páscoa. Isso não é suficiente?

7. Começarei a tomar banho quando ficar mais velho. A juventude não é uma época boa para se tomar banho, pois há coisas mais importantes por fazer. O banho atrapalha minhas aspirações de jovem.

8. Não tenho tempo. Ando muito ocupado, trabalhando, estudando, cuidando do meu futuro. Banho pode esperar. Um pouco de sujeira não faz tão mal assim. Na realidade, banho é para desocupados.

9. O banheiro é muito frio. Ou: “O banheiro é muito quente”. Ou, ainda: “É difícil o estacionamento para se chegar ao banheiro”.

10. Os fabricantes de sabonete estão somente atrás do meu dinheiro.

O paralelo é óbvio. As desculpas para não se ir à igreja, em sua maioria, senão totalidade, são totalmente inconsistentes. Da mesma maneira são fracas as desculpas que as pessoas utilizam como justificativa para não dar atenção à sua situação espiritual.

Se um simples banho não comporta desculpas assim tão ocas, imagine a questão da vida eterna e do relacionamento com Deus.

O Pr. Aníbal Pereira Reis, ex-padre, pregando numa ocasião em igreja que pastoreei (PIB de Bauru) perguntou a uma pessoa, ex-colega seu, se ela não queria aceitar Jesus como Salvador. A pessoa respondeu: “Eu tenho minhas convicções! O Dr. Aníbal, que a conhecia bem, olhou-a firmemente e disse: “Convicções ou conveniências? Não entrei em detalhes da discussão, mas guardei a frase: “Convicção ou conveniência?

Muita gente não tem convicção alguma sobre coisa alguma. Apenas nutre conveniências, tendo um credo tipo “picadinho”, pegando coisas daqui e dali, mas sem sequer costurar as idéias, sem ter qualquer visão completa da vida, sem uma cosmovisão. São pessoas que se recusam a pensar e a analisar, indo ao sabor de momentos e conveniências.

De argumentos fracos, suas desculpas parecem as dadas pelo sujeito com vocação para ser Cascão (o personagem de Maurício de Souza que não gosta de banho).

Pois é, você tem algum motivo sério para não cuidar do seu relacionamento com Deus? Ou eles são da mesma espécie das desculpas do avesso ao banho? Não há nenhuma desculpa válida para ignorar-se Deus.

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“Não deixemos de nos reunir como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia.”   Hebreus 10:25

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Autor Desconhecido
Fonte: Isaltino Gomes

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Deprimente a estratégia de crescimento de algumas igrejas e ministérios: buscar ovelhas em aprisco alheio.

A gente evangeliza, ensina, batiza, discipula, treina, equipa e aí… quando a pessoa está pronta para começar a frutificar, vem um abençoado de outra igreja e faz o convite para que a pessoa vá trabalhar lá, com a promessa de “cuidar” dela.

Muito cômodo formar células e ministérios com pessoas já “prontas” de outras igrejas, mas e o Reino? Isso é bíblico? Isso é ético? Isso é cristão?

Precisamos entender que criar raízes é algo importante para nosso crescimento e amadurecimento (Hb 13:25). Pessoas estão pulando de igreja em igreja buscando satisfação própria e têm sido roubadas do privilégio de simplesmente servir.

Quando nós tiramos alguém do lugar onde o próprio Deus a plantou, estamos desconfigurando o plano original daquele que é o Senhor da Igreja (1 Co. 12:26-28). O Espírito concede dons espirituais a cada um para o que for útil dentro de determinada comunidade local. É uma grande rede onde a edificação mútua gera a edificação da comunidade que, por sua vez, gera a edificação do Reino (Ef. 4:16). Simples assim!

Enquanto igrejas locais ficam seduzindo os membros umas das outras, as pessoas perdem suas identidades, projetos se frustram, ministérios enfraquecem, o Reino deixa de crescer e o inferno… vibra (Jo. 10:10).

É tempo de voltar às veredas antigas (Jr. 6:16), à simplicidade do evangelho (Mc. 12:30-31), à essência do “ser igreja” (Ap. 2:5)!

Não nos engajamos num determinado ministério para sermos “paparicados” ou termos o ego massageado (1 Co. 10:24-33). Deus nos chama para a guerra, não contra carne e sangue, não contra pastores e líderes, não contra irmãos de caminhada, mas contra principados e potestades do mal (Ef. 6:12).

Que, em nome de Jesus, possamos seguir nessa luta juntos, em favor do Reino, permanecendo cada um no lugar onde fomos chamados (Hb. 10:25).

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

3ª Igreja Batista de Marília

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Permitida reprodução, sem fins lucrativos,

mediante citação da fonte e autoria

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A vida cristã é repleta de aparentes paradoxos. Digo aparentes pois em Deus não há contradições. A nossa lógica é que está fora do eixo e, por isso, a sabedoria perfeita de Deus nos parece, muitas vezes, loucura.

Dentro da lista dos paradoxos do cristianismo, está o perder para ganhar, morrer para viver, negar-se para se encontrar. C.S.Lewis expõe de maneira brilhante este conceito em seu livro “Cristianismo puro e simples” quando afirma: Entregue-se, pois assim você encontrará a si mesmo. Perca a sua vida para salvá-la. Submeta-se à morte, à morte cotidiana de suas ambições e dos seus maiores desejos e, no fim, à morte do seu cor­po inteiro: submeta-se a ela com todas as fibras do seu ser, e você encontrará a vida eterna. Não guarde nada para si. Nada que você não deu chegará a ser verdadei­ramente seu. Nada que não tiver morrido chegará a ser ressuscitado dos mortos. Se você buscar a si mesmo, no fim só encontrará o ódio, a solidão, o desespero, a fúria, a ruína e a podridão. Se buscar a Cristo, o encontrará; e, junto com ele, encontrará todas as coisas.

Se no tempo de Lewis a humanidade já buscava o cristianismo na tentativa de satisfazer seus interesses e necessidades pessoais, muito mais hoje, com o advento do “neo-pentecostalismo”.

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Multiplicam-se indiscriminada e assustadoramente comunidades cristãs com seus nomes criativos e promessas que vêm ao encontro aos anseios do ser humano pós-moderno: prosperidade a curto prazo, saúde, casa própria, relacionamentos perfeitos sem muito esforço, solução para todos os dilemas da vida. Sem absolutamente nenhuma compreensão do seu estado de perdição espiritual, o fiel é levado a acreditar que o seu relacionamento com Deus pode ser resumido na seguinte premissa: você dá uma oferta em dinheiro para a igreja, e Deus lhe dará tudo o que você quiser.

Tais comunidades cristãs vendem um evangelho barato e distorcido, embrulhado num pacote de presente bastante atraente. Não economizam em divulgar em todas as mídias possíveis sua teologia prostituída. E assim, suas doutrinas vão se popularizando a cada dia mais, fazendo com que estes conceitos façam parte do senso comum acerca do cristianismo.

O Cristianismo tem se fragmentado despudoradamente, e hoje é cada vez mais comum encontrarmos “igrejas” totalmente descaracterizadas do Evangelho, doutrinas contraditórias, líderes espirituais perdidos e cristãos confusos e frustrados…

Um dos motivos de toda essa celeuma no “mundo gospel” é a distância cada vez maior entre a igreja institucional e a essência do Evangelho. Programas, planos, projetos e estratégias cada vez mais sofisticadas têm tomado o lugar da simplicidade pregada por Cristo.

Neste contexto, as pessoas normalmente têm se posicionado de duas formas: parte se convence de que o plano de Deus para a humanidade é abençoar materialmente àqueles que dispõem seus bens para a igreja. E outra acredita que a igreja cristã não passa de uma agência mercenária de estelionato, sem nada a oferecer para sua vida.

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No meio deste fogo cruzado está a igreja remanescente, que luta para não se deixar contaminar por tantos ventos de doutrinas ao mesmo tempo em que, como uma voz solitária no meio do deserto, persevera em apregoar o evangelho da cruz.

É fato que, quando se ouve algo muitas e repetidas vezes, corre-se o risco daquilo acabar se infiltrando em nossas mentes, tornando-se verdade. Daí a necessidade de vigilância constante e constante comprometimento com as Escrituras.

Não é difícil hoje subtrair Jesus Cristo dos púlpitos. Mas, sem Cristo, não há evangelho, não há salvação, não há igreja. Sem Cristo, não há espiritualidade, pois só Nele o espírito, morto pelo pecado, pode ser vivificado.

Precisamos hoje de homens e mulheres intrépidos, que não se incomodem em nadar contra a correnteza, e estejam dispostos a pregar o evangelho puro e simples, sem sensacionalismos, obras mirabolantes ou promessas vazias. Homens e mulheres que insistam na loucura da cruz, na importância de se buscar primeiro o Reino de Deus, no ensino da santificação e de valores como retidão, temor e amor.

É preciso ensinar que a fé não pode ser reduzida a um mero atalho de se conquistar bênçãos. Fé é o caminho através do qual é possível vislumbrar o Criador e nos reconciliar com Ele através de Cristo.

Há mais de um século, Henry Law escreveu: “Sem Cristo, a saúde não serve de cura para a enfermidade da alma; e a enfermidade é o prelúdio de uma dor sem mitigação. Sem Cristo, a prosperidade é uma maré adversa, e a adversidade é a prefiguração de uma miséria mais profunda. O nascimento não é festivo se Cristo não nascer no íntimo. A vida não é ganho, exceto se for vivida para Cristo. À parte Dele, Deus é adversário; as Escrituras ribombam condenação; Satanás espera pela sua vítima; seu cárcere espera de prontidão. Poderia eu saber disso tudo, e não implorar aos homens que façam de Cristo o seu tudo?”.  Isso é religião! Isso é cristianismo! Isso é espiritualidade!

Além de resistir aos ataques maciços dos ventos de doutrinas, podemos também facilmente nos distrair com os acessórios da igreja moderna: edifícios estruturados, templos confortáveis, sonorização acústica eficiente, música de qualidade, sistema informatizado, uma boa gestão administrativa, departamentos, ministérios, eventos, encontros de treinamento, shows, programas, festas… a lista é interminável. Não é difícil se perder diante de tantos recursos e desafios e, mesmo cercados de boas intenções, desviarmos o foco daquilo que é essencial.

Muitos temem que, num mundo dinâmico e repleto de novas descobertas a cada momento, só Cristo não seja suficiente para atrair os pecadores à mensagem da Salvação. Ledo engano.  Eis aí a verdadeira contradição: querem oferecer um cristianismo desprovido de Cristo.

Aqueles que são trazidos para a igreja movidos por promessas de prosperidade ou por um marketing atraente, logo perceberão que suas necessidades espirituais não foram supridas e continuarão numa busca sem fim até que Cristo finalmente lhes seja revelado.

Manter Jesus Cristo como o centro da mensagem do Evangelho é o único modo de manter o Evangelho vivo e eficaz. E crer nesta verdade é a base para se construir um ministério próspero e saudável. Simples assim!

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Márcia Cristina C. Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília – SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Próximo Domingo, cada brasileiro estará se apresentando em uma zona  eleitoral a fim de votar para os cargos de Presidente da República, Senador, Governador e Deputados.

Em meio a tantas falcatruas e imundície no meio político, muitos optam por não se envolver. Mas será esta a melhor opção para nós, cristãos? Será mesmo que não tem mais solução? Será verdade que pior não fica?

A Palavra de Deus nos orienta a glorificar o Senhor em todas as nossas atitudes, e isso inclui comer, beber, namorar, negociar, trabalhar, votar. Por mais que isso pareça antipático para alguns, o exercício da nossa cidadania precisa ser encarado como um ato de adoração a Deus, porque assim o é.

Então, leve a sério essa oportunidade de votar. Graças a Deus não estamos num regime autoritarista e ainda temos o direito de comparecer às urnas para escolher nossos representantes e líderes governamentais. Busque, acima de tudo, a orientação de Deus e use a sabedoria que Ele já lhe deu para não fazer escolhas erradas.

Na prática:

  • Não vote em alguém só para não “perder” o voto.
  • Não vote em alguém só porque é famoso, engraçado ou se diz evangélico.
  • Não vote em alguém que já demonstrou ser desonesto ou corrupto.
  • Não vote em alguém em troca de algum favor pessoal ou comunitário.
  • Não vote em alguém que defende valores e princípios que a Bíblia condena.
  • Não vote em alguém só porque é bonito, simpático ou fala bem.

Escolha alguém que apresente capacidade política e sustente princípios cristãos. Não adianta ser uma pessoa “boa”, mas não ter competência administrativa. Por outro lado, não adianta ser competente, mas corrupto. Sei que não é fácil garimpar pessoas com essas características em meio a tantos candidatos, mas faça a  parte que lhe cabe.

Lembre-se: “Aquele que sabe fazer o bem, mas não o faz, comete pecado”. Não se omita diante da injustiça social, da má administração do dinheiro público ou da corrupção no meio político. Seu chamado é para ser sal da terra e luz do mundo no meio dessa geração.

Que façamos o que precisa ser feito, com alegria e responsabilidade, sem murmurar, dando graças a Deus por todas as coisas. E que Deus abençoe o nosso Brasil!

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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