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Posts Tagged ‘Justiça’

Hoje, mais do que em qualquer época, nossas atitudes estão limitadas pelos direitos do outro, e qualquer um pode ser processados por infringir esses direitos.

Já foram redigidas uma infinidade de Declarações de Direitos. A lista é grande:

  • Direitos humanos;
  • Direitos dos animais;
  • Direitos da criança;
  • Direitos do adolescente;
  • Direitos do consumidor;
  • Direitos do idoso;
  • Direitos das pessoas deficientes;
  • Direitos das pessoas deficientes mentais;
  • Direitos da água;
  • Direitos sexuais;
  • Direitos da mulher;
  • Direitos civis;
  • Direitos do povo trabalhador e explorado;
  • Direitos dos encarcerados;
  • Direitos dos familiares de encarcerados;
  • Direitos dos homossexuais;
  • Direitos das pessoas portadoras do virus HIV;
  • Direitos dos povos indígenas;
  • Direitos do investidor;
  • Direitos das pessoas pertencentes a minorias nacionais ou étnicas, religiosas e linguísticas;
  • Direitos humanos de indivíduos que não são nacionais do país onde vivem;
  • Direitos dos gêmeos e múltiplos;

O que muitas vezes nos esquecemos, como Igreja de Cristo, é que Deus também tem seus direitos. Condicionados pelo humanismo da cultura atual, formamos nossas crenças e dogmas colocando-nos no centro das atenções, como se Deus fosse “obrigado” a agir como entendemos ser o certo.

Mas Deus é Deus! Ele é o grande “EU SOU”!

Pensando nisso, reproduzo aqui uma Declaração dos Direitos de Deus, escrita pelo Pr. Marcos Granconato, da Igreja Batista da Redenção, na capital paulista.

Muitos hoje tomam posse de supostas “promessas” de Deus, e vivem uma vida cristã invertida, querendo essencialmente serem servidos pelo Soberano. Por isso, é sempre bom lembrarmos quem Deus é, e quem nós realmente somos.

Não é um texto agradável ao nosso ego, mas é essencialmente bíblico e verdadeiro, e apropriadíssimo aos nossos dias.  Boa leitura!

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Declaração de Direitos

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Declaração dos Direitos de Deus

Artigo 1°: Deus tem o direito de permanecer calado (Jó 30.20, Dt 29.29, At 1.8).

Artigo 2°: Deus tem o direito de dar ao homem o que quiser, bem como de tirar das pessoas o que bem lhe aprouver (Jó 1.21).

Artigo 3°: Deus tem o direito de criar indivíduos com defeitos físicos sem revelar as razões disso (Ex 4.11).

Artigo 4°: Deus tem o direito de fazer adoecer e de tirar a vida de pessoas inocentes, inclusive crianças (2Sm 12.15-18).

Artigo 5°: Deus tem o direito de trazer desgraças e calamidades sobre grandes populações, sempre que, à luz de seus desígnios insondáveis e soberanos, julgar isso necessário (Ex 12.29-30; Is 45.7).

Artigo 6°: Deus tem o direito de elevar homens ímpios à posição de líderes governamentais a fim de usá-los para a realização de seus planos perfeitos e sábios (Dn 4.17; Jo 19.10-11).

Artigo 7°: Deus tem o direito de disciplinar seus filhos como e quando quiser (Hb 12.10-11; Ap 3.19).

Artigo 8°: Deus tem o direito de dizer “não” como resposta às orações dos homens (Dt 3.23-26; 2Co 12.7-9).

Artigo 9°: Deus tem o direito de exigir dos seus servos tudo que quiser, sem ter de dar nada em troca e sem prejuízo do disposto no artigo anterior (Gn 22.1-2).

Artigo 10°: Deus tem o direito de rejeitar cultos manchados por irreverência, por desordem e por práticas que ele nunca exigiu de seus adoradores (Is 1.11-15; 1Co 14.40).

Artigo 11°: Deus tem o direito de endurecer o coração de quem quiser (Rm 9.18).

Artigo 12°: Deus tem o direito de criar pessoas destinadas para o castigo (Rm 9. 21-22).

Artigo 13°: Deus tem o direito de fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo do homem perdido (Mt 10.28; Ap 1.18).

Artigo 14°: Deus tem o direito de escolher pessoas para com elas usar de misericórdia (Rm 9.15,18).

Artigo 15°: Deus tem o direito de impor-se acima da vontade humana, desconsiderando-a e desprezando-a sempre que se chocar com seus desígnios imutáveis (Jó 11.10; Is 43.13; 46.10).

Artigo 16°: Deus tem o direito de ser louvado, amado e adorado, inclusive quando exerce todos os direitos elencados nos artigos anteriores (Jó 1.21; Ap 14.6-7).

Artigo 17°: Os direitos supracitados são irrevogáveis e irretratáveis, independentemente do inconformismo dos homens ou mesmo quando ameaçam sua liberdade, devendo ser proclamados e defendidos pela Igreja no exercício de suas atribuições, sob pena de rompimento com o cristianismo histórico.

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Pr. Marcos Granconato

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