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Posts Tagged ‘Reverência’

CULTO ou SHOW?

O que diferencia culto de show não são as luzes, o tipo de música ou a roupa de quem está à frente. O que diferencia uma coisa da outra é o coração.

Um coração adorador cultua ao Senhor, com ou sem luzes, com ou sem música, com ou sem um ministro talentoso ou “bem vestido”. Já um coração endurecido é sempre crítico e, em vez de adorar, preocupa-se com a aparência e a forma das celebrações. Então, pra estes, é sempre um show, cujo expectador é ele mesmo e não Deus.

Criou-se um estigma de que um culto não pode ter iluminação especial, dança, teatro ou qualquer outra coisa que fuja de um caráter sóbrio. E toda vez que alguém tenta impor suas regras e seu ponto de vista de como o outro tem que se relacionar com Deus, iguala-se aos fariseus do tempo de Jesus.

Se uma igreja tem condições e quer celebrar a Deus com luzes, gelo seco, painel de led, banda, orquestra, grupo de dança ou fogos de artifício, quem pode dizer que isso não é lícito? O culto é pra quem mesmo?

Que aprendamos a respeitar as diferenças. Reverência está na forma como eu enxergo Deus e me posiciono diante Dele, e isso nada tem a ver com luzes, togas ou guitarras.

“Está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura.” João 4:23

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP

 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

 

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O louvor e a adoração a Deus é quase uma atitude reflexa de seus filhos. Isso porque a majestosa presença do Criador transcende tudo o que entendemos por beleza, perfeição, poder. Sozinho ou em grupo, o cristão anseia por expressar a Deus sua veneração. Por isso, quando se reúnem nos templos ou nas casas, grande parte do culto destina-se às expressões de adoração a Deus.

A Bíblia cita vários exemplos de expressão de adoração durante o culto: oração, dança, canto, música instrumental, brados, pulos, palmas, etc, e de tempos em tempos, surgem certas “novidades” causando divergências.

Dentro disso, me perguntaram se é mesmo pecado assoviar para Jesus, já que alguns “teólogos de plantão” têm se levantado contra pessoas assobiando nos momentos de culto.

Como de costume, digo que o importante não é o que EU penso, mas o que a BÍBLIA diz.

A Bíblia diz que Deus espera que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade (João 4:23-24). Deus não se agrada de um ou outro ritual, não está à procura desta ou aquela postura. Ele olha para o coração.

Do coração vem a motivação para a adoração. E a expressão dessa adoração varia de acordo com a personalidade de cada adorador e a cultura de cada lugar. Pr. Augusto Guedes, do Instituto Ser Adorador, explica que “como uma torcida de futebol, todos torcem pelo mesmo time, mas reagem de formas diferenciadas ao externar a sua alegria no momento do gol. O nosso Criador, além de extremamente criativo, é aquele que conhece os corações, os sentimentos e as motivações”.

Dizem que é pecado assoviar porque tal prática “chama demônios”, mas não há absolutamente nada na Bíblia que oriente nesse sentido.

Existem sim, textos bíblicos que falam do assovio como gesto de deboche e desprezo (Jeremias 19:8; Lamentações 2:16; Malaquias 6:16), da mesma forma que existem os que mostram o ato de bater palmas como uma expressão de ira e indignação (Números 24:10 e Jó 34:37).

Paralelamente temos exemplos de palmas usadas para exaltação a Deus (Salmos 47:1) e um texto que diz que O PRÓPRIO DEUS ASSOVIARÁ, CHAMANDO OS SEUS REMIDOS (Zacarias 10:8). Se o próprio Deus pode usar o assovio, obviamente, o ato de assoviar não é pecado.

Especificamente nesses dois casos (palmas e assovios), encontramos na Bíblia exemplos dos mesmos gestos sendo usados com intenções diferentes, gerando diferentes resultados. Não se pode pinçar um texto isolado e fazer dele uma doutrina, como é costume dos menos esclarecidos.

Conclusão: bater palmas, assoviar, fazer “trenzinho”, pular, dançar, erguer as mãos… todos esses são gestos que podem ser usados tanto para culto a demônios, como para extravasar os “desejos da carne” ou como forma legítima de adoração ao Deus altíssimo. Depende do coração e da intenção de cada um.

Num culto coletivo, é preciso cuidar para: por um lado, não escandalizar o próximo, e por outro, não confundir reverência com formalidade.

O respeito, o amor e a tolerância mútua precisam ser exercitados em meio à diversidade. Quando nos dirigimos ao templo para prestar culto ao Senhor, o essencial é estar diante do trono de Deus com um coração quebrantado e puro.

 

Evite, porém, controvérsias tolas, genealogias, discussões e contendas a respeito da Lei, porque essas coisas são inúteis e sem valor. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão” 

(Tito 3:9 e Gálatas 5:1).

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

 

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