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Posts Tagged ‘Esperança’

Cadernos

Quando eu era adolescente, tinha vários cadernos, cadernetas e fichários de coleções: enquete, músicas para serenata, receitas, poesia, corinhos, trabalhos manuais, desenhos, etc, etc, etc… – É, a vida sem computadores não era fácil, mas divertida, rs.

No meio de toda a papelada, eu tinha também uma caderneta onde anotava as frases “famosas” e interessantes que lia ou ouvia por aí… Uma dessas frases dizia que a vida do cristão é como uma vela, que ilumina à medida que se consome. Me lembro que na época achei a frase exagerada e depressiva, mas anotei. Hoje eu sei que isso é real. Se deixar gastar e desgastar por amor a Cristo é o sentido da vida do cristão.

Hoje, rumo aos 50 anos de idade (uhulll), sigo com a alma cheia de cicatrizes que vieram ao longo da caminhada. Algumas por imprudência minha mesma (talvez a maioria, rs), outras como fruto das lutas e guerras travadas no dia a dia, e outras surgiram pelo simples fato de eu estar cercada por seres humanos…

Aprendi que, enquanto eu viver, outras feridas virão e precisarão ser igualmente tratadas e curadas.

Confesso que todos os dias eu penso em desistir, aposentar, “mudar de ramo” rs, mas imediatamente me lembro que não tenho esse direito. O “Dono da vela” fez muito mais por mim, e me separou para este trabalho. Por isso, enquanto o meu pavio durar, quero melhorar, quero amadurecer, e quero continuar sendo consumida por esta chama que ao mesmo tempo me sustenta. Até chegar o dia em que Deus limpará de meus olhos toda a lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas terão passado (Apoc. 21:4).

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Imagem 017

Post by Márcia Rezende no dia do seu aniversário de 49 anos. Márcia tem dois filhos (também já casados) e exerce o ministério pastoral juntamente com seu esposo na 3ª Igreja Batista de Marília. Ela trabalha integralmente na obra de Deus desde os 12 anos de idade e ama ver o pôr do sol.

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Happy New Year

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Não é raro os evangélicos olharem com desdém aos supersticiosos que confiam em objetos e comidas para trazer sorte no Ano Novo. Entretanto, muitas vezes fazemos exatamente a mesma coisa, e sem perceber, nos deixamos iludir por outros poderes, e buscarmos a solução dos nossos problemas em outras fontes.

Daí, substituímos o tempo de oração e leitura da Palavra por coisas mais “práticas” e objetivas. Ao invés de buscarmos uma direção diretamente com o Espírito de Deus, achamos mais fácil se aconselhar com o pastor, buscar uma palavra profética com algum “vidente” poderoso, assistir ao DVD de um bispo conhecido, ler livros de auto-ajuda dos grandes gurus do mundo gospel, e assim por diante.

Não sou contra buscar orientação com nossos líderes espirituais, que conhecemos e em quem confiamos. Isso inclusive é uma prática bíblica e bastante aconselhável. A própria Bíblia diz que “Quando não há conselhos os planos se dispersam, mas havendo muitos conselheiros eles se firmam” (Pv 15:22). O problema é quando depositamos toda a nossa confiança em conselheiros humanos, e nos esquecemos do nosso principal Conselheiro, que é Cristo.

Deus está nos chamando para nos voltarmos para Ele. Cantamos alegremente: “Reina em mim com o teu poder, sobre os sonhos meus, sobre o meu pensar, tudo o que eu falar, vem reinar em mim, Senhor”, e é tempo de colocarmos isso em prática no nosso dia-a-dia. Buscar o Senhor e seu Reino em primeiro lugar, e não apenas quando todos os demais recursos tiverem se esgotado.

Tenho pensado muito sobre isso, e procurado não me perder em meio a tantos discursos, pensamentos, doutrinas e estratégias no meio evangélico. Simplicidade e essência têm sido o alvo da minha vida cristã. E, nessa questão, Deus sempre me leva a meditar em três atitudes fundamentais que precisamos exercitar na nossa vida.  Talvez as três atitudes em que se resume a vida cristã. São elas: a fé, a esperança e o amor.

A Palavra de Deus, quando se refere à diversidade dos dons e ministérios na Igreja, enfatiza: “Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.” (1 Co 13:13). Entendo neste texto que, mediante tudo que somos e fazemos como cristãos, o importante é guardar a fé, a esperança e o amor.

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– Tudo começa na fé! Quando uma pessoa aceita Jesus na sua vida, ele nasce de novo, graças à fé. Sem fé, é impossível agradar a Deus. A verdadeira fé se confessa com a boca, com o coração (Rm 10:9-10), e é acompanhada de obras (Tg 2:14-26). Que obras são essas? Atitudes que refletem a sua fé. Por exemplo: se você diz que crê que Deus ouve orações, mas não ora, então você não tem fé. Se você diz que crê que a Bíblia é a Palavra de Deus mas não lê a Bíblia, então você não tem fé. Se você diz que crê que confia em Deus mas não obedece seus mandamentos, então você não tem fé. Jesus é o autor na nossa fé, que vem pelo ouvir a Palavra de Deus.

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ESPERANÇA – A esperança provém da fé (Gl 5:5) mas, ao contrário da fé, na esperança não há certeza. Não temos apenas “esperança de irmos para o Céu”, temos certeza, pois confiamos nas promessas de Jesus. Então, qual a importância da esperança? Porque é ela quem nos dá força para não desistirmos, alimenta a nossa alegria e nos ajuda a enfrentar as dificuldades. Aliás, Deus nos diz que são as tribulações que produzem em nós a esperança. Veja o que está escrito em Romanos 5:3 e 4 “…sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança”. Todos nós desejamos um ano abençoado, próspero, feliz, com muita harmonia, dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender, etc… Mas Deus, em sua misericórdia, permitirá que tenhamos tribulações, mas para cada problema Ele dará também o escape, a força, a solução.

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AMOR – O amor é a essência de tudo. Nele se resume todos os mandamentos: “amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”. A fé e a esperança operam pelo amor (Gl 5:6 e Rm 5:5). Deus nos desafia a amarmos não a bens, a nossa casa, a nossa profissão ou qualquer outra coisa do gênero. Deus nos convida a amá-lo e também a amar todas as pessoas. O amor é a marca do discípulo. Não é conhecimento, não é roupa, não é vocabulário, mas o amor.

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Meu desejo para todos nós no ano que está por vir e também para todos os demais até a volta de Jesus Cristo, é que não percamos o foco. Que não nos deixemos confundir pelo avanço da ciência, da tecnologia e do humanismo. Mas, como os cristãos da igreja de Tessalônica no primeiro século, nos concentremos em manter a fé, a esperança e o amor. Simples assim 🙂 !

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“Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses… Sempre damos graças a Deus por todos vocês, mencionando-os em nossas orações. Lembramos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, o que vocês têm demonstrado: o trabalho que resulta da fé, o esforço motivado pelo amor e a perseverança proveniente da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo.”   1 Ts 1:1-3

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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