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Posts Tagged ‘Perseverança’

Qual a principal característica que um ministro do evangelho deve possuir? Qual sua principal marca? O que um servo de Deus deve possuir para que mantenha a integridade do seu ministério?

Não é fácil responder a esta pergunta e talvez exista mais de uma resposta. Entretanto, quando vejo tantos pastores e obreiros do Reino de Deus se perdendo pelo meio do caminho, me obrigo a pensar sobre o assunto, na tentativa de identificar um ponto em comum, a fim de colocar-me em alerta para não tropeçar na mesma pedra.

Na busca de uma resposta a esta questão, vi que muitos têm caído ou se perdido pela mesma razão que fez com que o apóstolo Pedro começasse a afundar: desviar os olhos de Jesus.

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para suas emoções. Cansaço, empolgação, ira, alegria, frustração… todos ser humano normal possui sentimentos, mas não devemos nortear nossas atitudes com base em nenhum deles. O ministro que passa a super valorizar seus sentimentos como se viessem direto do trono de Deus, ignorando por completo sua natureza carnal, perde facilmente o foco do seu chamado, e passa a agir sem sabedoria nem moderação. “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa…” (Jr 17:9). 


Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para bens materiais.Trabalhar para um reino espiritual esperando receber benefícios materiais é uma grande ilusão. O ministro que passa a super valorizar sua situação financeira, acaba se deixando dominar pela avareza e passa a orbitar em torno disso. Comparações de salário com outros pastores, inveja, ambição, busca por rentabilidade e estatus social, tudo isso faz com que os valores do Reino se diluam por entre os cifrões. “É necessário pois, que o bispo seja irrepreensível… e não apegado ao dinheiro.” (1 Tm 3:2,3)

 

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para o conhecimento humano. Estudar, se aperfeiçoar em literatura e teologia, aumentar seu cabedal de conhecimento no campo das ciências humanas e sociais, ou em qualquer outra área é um hábito bastante salutar. Mas o ministro que passa a super valorizar o seu próprio conhecimento e tenta compreender e explicar Deus sob a ótica da sabedoria humana, torna-se insensível à inspiração divina e corrói a essência da própria fé, perdendo-se em heresias, falácias, discussões tolas e falsas doutrinas. “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento” (Pv 3:5).


Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para a sua própriaespiritualidade. Oração em línguas, jejum, meditação, retiros espirituais, momentos de êxtases diante da manifestação de Deus, experiências sobrenaturais… tudo isso é válido e pode fazer parte da vida cristã daqueles que buscam intensamente uma maior intimidade com o Pai. Entretanto, o ministro que passa a super valorizar sua própria espiritualidade, fundamentando nela o seu ministério, torna-se seu próprio deus e gere sua própria Lei, produzindo aberrações sob a ilusão de novas revelações. “Nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1 Co 3:7).

O desvio do olhar não acontece de repente, mas de maneira sutil e quase imperceptível, precedendo o desvio e a queda.

Renovar a percepção de quem somos (barro) e de quem Deus é (o Oleiro Senhor Soberano sobre todas as coisas) é o que nos livrará de cairmos e levarmos outros a caírem também.

Quanto mais vejo as bizarrices se multiplicando no meio evangélico, inclino-me a pensar que a principal característica que um ministro de Deus deve cultivar em sua vida, é a primeira bem-aventurança do primeiro sermão de Jesus: “Bem aventurados os pobres em espírito” (Mt 5:3). O ministro que cultiva a humildade de espírito, reconhece que sua capacidade é limitada e mantém a mente, a alma e o espírito sempre em prontidão para o trabalhar DE DEUS em sua vida.  Dependência total de Deus, eis a essência do caráter de um servo.

Porque DELE e por ELE, e para ELE, são todas as coisas; glória, pois, a ELE eternamente. Amém.” (Rm 11:36).


 

Márcia Rezende

Bacharel em Educação Religiosa

Prª de Educação Cristã na 3ª Ig Batista de Marília

Permitida reprodução sem fins lucrativos desde que citada fonte e autoria.

 

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Em 1955, um jovem missionário holandês participou de uma excursão à Polônia. Ele descobriu o remanescente de uma igreja atrás da Cortina de Ferro que precisava de exemplares da Palavra de Deus. Este missionário começou então a contrabandear Bíblias em seu fusca azul para todo o leste europeu e antiga União Soviética. E assim o mundo ocidental descobriu que muitos países não aceitavam o cristianismo, e que milhares de cristãos eram duramente perseguidos, presos, torturados e mortos tão somente por professarem a sua fé em Jesus.

A perseguição faz parte da história cristã desde o princípio da Igreja, em Jerusalém, durante o Império Romano. Ao longo dos anos, nações regidas pelo imperialismo, comunismo, fascismo, ditaduras, tiranias, governos muçulmanos radicais, e outros sistemas, têm repelido a fé cristã, lutando por sua extinção. Incontáveis mártires perderam a vida defendendo sua fé: queimados, devorados por leões, serrados ao meio, apedrejados, asfixiados, crucificados, dilacerados, fuzilados, enforcados. Muitos viram seus filhos e sua família serem cruelmente torturados física e emocionalmente. Seres humanos, condenados pelo crime de crer que Jesus Cristo é o Salvador e o Filho do Deus vivo, foram presos, torturados, mutilados, levados a campos de concentração, morreram de frio, de calor, de fome, de desidratação, de inanição. Montões e mais montões de Bíblias foram lançadas no fogo. Templos foram destruídos.

Mas a verdade mais estarrecedora desse quadro é que tais práticas não ficaram na idade média. Isso tudo continua acontecendo, diante de nossos olhos, em pleno século 21.

E o que eu, cristão, brasileiro, posso fazer em favor da igreja perseguida?

Você pode orar por aqueles que estão sofrendo perseguição. A oração pode fazer tudo o que Deus pode fazer. O caso de Alexander é um exemplo lindo da eficácia da oração. Ele foi levado pelo governo soviético a um campo de trabalhos forçados no norte da Sibéria, e certa noite foi abandonado numa cela com a janela quebrada, sem nenhum agasalho, para que seu corpo congelasse. Naquela mesma noite, uma jovem nas Filipinas foi avisada por Deus, em sonho, para orar por Alexander. Ela despertou do sono. Não tinha a menor idéia de quem era esse Alexander, mas reuniu a família e todos oraram por ele. E, de repente, o clamor daquelas orações chegou até a Sibéria, e Alexander de modo sobrenatural, começou a sentir um calor aconchegante, que ele mesmo descreveu como um “calor físico palpável, não do tipo que vem de um aquecedor, mas como quando uma mãe aperta uma criança com frio no peito, e a aquece com a respiração consoladora da compaixão. Era um calor humano muito vivo, que penetrava como que perfurando o coração e fazendo brotar a paz”. A oração daquela família filipina e da igreja espalhada ao redor do mundo, não só poupou a vida de Alexander, mas também lhe abriu as portas da prisão, fazendo com que um condenado a pena de morte fosse liberto inesperadamente, e sem explicações.

Creia no poder da oração e gere liberdade, cura, conforto, sustento, paz e coragem por meio da intercessão pela igreja perseguida.

Busque informações a respeito dos países onde o cristianismo é proibido ou reprimido. Divulgue, proteste, denuncie, contribua financeiramente com organizações que trabalham nesses locais. Escreva cartas de encorajamento a esses cristãos. Se puder, vá pessoalmente a um desses lugares conhecer de perto um pouco do terror que nossos irmãos enfrentam todos os dias. Engaje-se nessa causa!

Enquanto aqui no Brasil a liberdade religiosa tem dado condições para que milhares de charlatões usem a religião de maneira mercenária, prostituindo a igreja de Cristo e criando confusão na mente dos mais desavisados, em países onde os cristãos são perseguidos, o cristianismo cresce robusto, purificado pelo fogo, clandestinamente mas gloriosamente. Aleluia! Nada pode deter o avanço do Evangelho.

Que o conforto dos nossos templos não mine a nossa sensibilidade, e que nos sintamos constrangidos a fazer algo de verdade em favor da Igreja Perseguida. Somos responsáveis uns pelos outros, pois na Bíblia que nós lemos domingo após domingo está escrito que há um só rebanho, e um só Pastor, e que somos membros uns dos outros, irmãos por meio da Graça de Cristo.

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e em Educação Religiosa

Marília/SP

 

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

 

 

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