Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘mundanismo’

*

Evangélico, cristão, povo do livro, crente… são muitos os títulos, mas uma só deveria ser a identidade: o amor.

O amor é a marca do discípulo de Cristo, disse o Mestre. E o fruto do espírito é o amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

Então, por que é tão difícil para nós, cristãos evangélicos, praticarmos o amor no nosso dia a dia? E mais: por que é tão difícil para nós, cristãos evangélicos, praticarmos o amor para com os nossos próprios irmãos na fé?

Tenho presenciado situações estarrecedoras acontecendo dentro dos nossos santuários. Não me refiro às pseudo igrejas com líderes mercenários que se enriquecem às custas dos sacrifícios dos seus seguidores. Esse tipo de comunidade está fora daquilo que considero Igreja. Refiro-me a grupos evangélicos sérios, comprometidos com a Palavra, que buscam de verdade obedecer a Deus.

Incluo-me nesse grupo e constato: temos recorrido exatamente no mesmo erro dos fariseus do tempo de Jesus: coado mosquitos e engolido camelos (Mateus 23:24). E com essa nossa “cegueira” espiritual, temos permitido que o mundanismo domine nossos corações e atitudes. Vou explicar.

Atitudes mundanas são aquelas que influenciam negativamente o nosso relacionamento com Deus, ofuscam o brilho do Espírito Santo em nós, são obras da carne, resultado do domínio do pecado em nossas vidas.

Mundanismo são posturas que pessoas do mundo, sem Cristo, praticam: mentira, falsidade, egoísmo, indiferença, maledicência, luxúria, prostituição, roubo, orgulho…

Pois bem, quando permitimos que as coisas do “mundo” entrassem nos nossos templos? Quando deixamos de amar.

Assim como os fariseus, criamos para nós mesmos um padrão estético de como um cristão deve ser, e rejeitamos qualquer pessoa que não se enquadre nesse padrão. Note que o padrão é nosso e não bíblico.

Sendo assim, acabamos classificando como mundana qualquer coisa que destoe do nosso gosto pessoal, e da nossa visão de santidade: penteados extravagantes, visual de tribos urbanos, um esmalte chamativo, ouvir música secular, fazer tatuagem, usar acessórios, ir ao cinema, a lista é interminável.

Indignados com tamanha “afronta” desprezamos e menosprezamos os cristãos que têm um estilo diferente do nosso simplesmente por serem diferentes.

Gastamos tempo falando e escrevendo contra eles, completamente cegos ao pecado está em nós: maledicência, fofoca, arrogância, julgamento alheio, desamor, egoísmo…

Gastamos tempo nos preocupando com esse suposto mundanismo invadindo os bons costumes cristãos, e ignoramos quando alguém da igreja comete um pecado de verdade. Não nos importamos se alguém conta uma mentirinha, deixa de ajudar um mendigo, ou vê pornografia na televisão.

Gastamos tempo nos indignando com a aparência dos nossos irmãos e nos mantemos indiferentes e passivos às suas necessidades.

Dessa forma, somos nós, e não “os outros”, somos nós, membros de uma geração intransigente e presa às tradições legalistas, que temos escandalizado o Evangelho e trazido o verdadeiro mundanismo para dentro da Igreja.

“Perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que os teus discípulos não andam conforme a tradição dos antigos? Respondeu-lhes Jesus: Bem profetizou Isaías a respeito de vocês. Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens. Ouçam e entendam isso: Não há nada fora do homem que, nele entrando, possa torná-lo impuro. Ao contrário, o que sai do homem é que o torna impuro. Pois do interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez. Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem impuro.” Evangelho de Marcos, cap.7, vers. 5, 6, 8, 14, 15, 21, 22 e 23.

Que Deus tenha misericórdia de nós, fariseus e zelotes do nosso tempo! Que caiam as escamas da religiosidade dos nossos olhos e que possamos nos converter dos nossos caminhos, reaprendendo o sentido do amor e do fruto do Espírito agindo em nós.

Porque mundanismo não está no brinco, batom, roupa ou cabelo. Mundanismo está no coração.

*

______________________

*
Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Educação Religiosa
Marília/SP
*
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.
*
*

LEIA TAMBÉM:

*
*
Anúncios

Read Full Post »

Biblicamente, qual deve ser a aparência do cristão?

O que define em alguém o caráter de Cristo? 

O cristão pode ir ao cinema? Pode dançar? Pode usar boné na igreja? Pintar o cabelo de azul? Fazer tatuagem? A mulher cristã pode cortar o cabelo ou usar batom? O homem pode usar brinco ou deixar o cabelo crescer?

No meu entender, essas e outras discussões apenas afastam o Evangelho puro e simples de sua essência que é amar a Deus e ao próximo. Não podemos limitar o cristianismo uma uma lista de “podes” e “não podes”.

No início da Era Cristã, os fariseus eram especialistas nisso! Eles se julgavam superiores espiritualmente, mestres da Lei, e achavam-se no direito de impor aos outros o que cada um devia fazer para não pecar. Tal postura foi duramente repreendida por Jesus inúmeras vezes .

A prática de “usos e costumes” nas igrejas nunca contribuiu para a salvação ou santificação de alguém. Regras e tradições humanas mudam apenas o exterior, enquanto Deus está preocupado em mudar o coração.

Muitos, por excesso de zelo, preocupam-se com o fato dos “costumes do mundo estarem invadindo a igreja” … Então vamos pensar: como podemos caracterizar algo como sendo “do mundo” ou “de Deus”? Computador é “do mundo”? Batom é “de Deus”? Novela é “do mundo”? Filme é “de Deus”? Percebeu como não é fácil fazer essa classificação assim de maneira superficial e genérica? Tudo vai depender da intenção do coração e do contexto onde tal prática está inserida.

Um determinado filme, por exemplo, pode não ter sido produzido com o propósito de glorificar o nome de Deus, mas nem por isso deve ser rotulado como “do mundo” e pecaminoso. Por outro lado, um mesmo filme pode ser considerado “impuro” para um grupo de cristãos, e “puro” para outro. O que fazer então nesse caso? Cada um siga sua própria consciência e não rejeite seu irmão por pensar de forma diferente. Simples assim! 🙂

Leia a Bíblia, invista tempo em seu relacionamento com Deus, busque intimidade com o Pai. É ELE, e SOMENTE ELE, quem vai lhe dizer se você “pode” ou “não pode”, se convém ou não convém . Não temos o direito de impor nossas opiniões para uma igreja que não é nossa, mas de Cristo. Algumas coisas são pessoais, ou seja, enquanto é pecado para alguns, é lícito para outros. Então, que “cada um que saiba possuir seu próprio vaso para santificação e honra” (1 Ts 4:4).

Julgar, maldizer, criar contendas e blasfemar, estas sim são atitudes mundanas e que entristecem profundamente o coração do Pai.

Então, não perca tempo com “discussões tolas “. Ao nosso redor há milhões de pessoas perdidas precisando de salvação. Concentre-se nisso! “Ide e pregai o Evangelho a toda criatura”. Afinal, “cada um dara contas de si mesmo a Deus.”

“Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que creem em Deus procurem Aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens. Mas não entres em questões loucas, Contendas e Genealogias, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs “Tito 3:8-9

 .

Porque SER IGREJA é vivenciar a simplicidade do Evangelho e a essência do Cristianismo: amar a Deus e ao próximo.

 .

________________

.

Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

.

 

.

LEIA TAMBÉM:

.

 

 

Read Full Post »