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Posts Tagged ‘Heresias’

Nos primórdios da história de Israel, o povo peregrinava pelos desertos do Sinai em busca da Terra Prometida. Eles eram sustentados por Deus através do Maná, uma semente branca e adocicada, que descia do céu, com a qual faziam pães e bolos (Êxodo 16:4, 31).

Certa vez, passando pelo deserto de Meribá, o povo se angustiou com a situação e levantou-se contra Deus, afirmando, dentre outras coisas: “nossa alma tem fastio deste pão tão vil” (Nm 21:5), referindo-se ao Maná.

Quantas vezes temos feito o mesmo, nos enfastiando do Evangelho simples de Jesus, o Pão do Céu, e buscando por algo mais “interessante”. Começamos a observar a “comida” dos outros e, de repente, somos tentados a concluir que a nossa é “sem sal”, não tem graça, é simples demais, fácil demais…

Não abandonamos o Pão, pois sabemos que Ele é verdadeiro, mas só o Pão já não é suficiente. Então entramos assim num sincretismo sem fim, acrescentando à cruz um “tempero” extra para torná-la mais “apetitosa”.

Vai daí, surgem os rituais, as superstições, as penitências, dogmas e tantas outras coisas… Acréscimos ao Evangelho puro e simples de Jesus, o Pão da Vida. Fermento que corrompe a massa e nos afasta de Deus, fazendo com que a nossa fé seja substituída por meras crendices.

No Antigo Testamento, Deus enviou serpentes venenosas para punir o povo que estava “enjoado” do seu maná (Nm 21:6). Que hoje nos arrependamos por achar que o Pão da Vida já não é suficiente para o nosso sustento. E nos ajude a permanecer no caminho estreito que conduz à Salvação.

pao

“E JESUS lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede. Mas já vos disse que também vós me vistes e, contudo, não credes. ” João 6:35-36

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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Qual a principal característica que um ministro do evangelho deve possuir? Qual sua principal marca? O que um servo de Deus deve possuir para que mantenha a integridade do seu ministério?

Não é fácil responder a esta pergunta e talvez exista mais de uma resposta. Entretanto, quando vejo tantos pastores e obreiros do Reino de Deus se perdendo pelo meio do caminho, me obrigo a pensar sobre o assunto, na tentativa de identificar um ponto em comum, a fim de colocar-me em alerta para não tropeçar na mesma pedra.

Na busca de uma resposta a esta questão, vi que muitos têm caído ou se perdido pela mesma razão que fez com que o apóstolo Pedro começasse a afundar: desviar os olhos de Jesus.

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para suas emoções. Cansaço, empolgação, ira, alegria, frustração… todos ser humano normal possui sentimentos, mas não devemos nortear nossas atitudes com base em nenhum deles. O ministro que passa a super valorizar seus sentimentos como se viessem direto do trono de Deus, ignorando por completo sua natureza carnal, perde facilmente o foco do seu chamado, e passa a agir sem sabedoria nem moderação. “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa…” (Jr 17:9). 


Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para bens materiais.Trabalhar para um reino espiritual esperando receber benefícios materiais é uma grande ilusão. O ministro que passa a super valorizar sua situação financeira, acaba se deixando dominar pela avareza e passa a orbitar em torno disso. Comparações de salário com outros pastores, inveja, ambição, busca por rentabilidade e estatus social, tudo isso faz com que os valores do Reino se diluam por entre os cifrões. “É necessário pois, que o bispo seja irrepreensível… e não apegado ao dinheiro.” (1 Tm 3:2,3)

 

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para o conhecimento humano. Estudar, se aperfeiçoar em literatura e teologia, aumentar seu cabedal de conhecimento no campo das ciências humanas e sociais, ou em qualquer outra área é um hábito bastante salutar. Mas o ministro que passa a super valorizar o seu próprio conhecimento e tenta compreender e explicar Deus sob a ótica da sabedoria humana, torna-se insensível à inspiração divina e corrói a essência da própria fé, perdendo-se em heresias, falácias, discussões tolas e falsas doutrinas. “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento” (Pv 3:5).


Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para a sua própriaespiritualidade. Oração em línguas, jejum, meditação, retiros espirituais, momentos de êxtases diante da manifestação de Deus, experiências sobrenaturais… tudo isso é válido e pode fazer parte da vida cristã daqueles que buscam intensamente uma maior intimidade com o Pai. Entretanto, o ministro que passa a super valorizar sua própria espiritualidade, fundamentando nela o seu ministério, torna-se seu próprio deus e gere sua própria Lei, produzindo aberrações sob a ilusão de novas revelações. “Nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1 Co 3:7).

O desvio do olhar não acontece de repente, mas de maneira sutil e quase imperceptível, precedendo o desvio e a queda.

Renovar a percepção de quem somos (barro) e de quem Deus é (o Oleiro Senhor Soberano sobre todas as coisas) é o que nos livrará de cairmos e levarmos outros a caírem também.

Quanto mais vejo as bizarrices se multiplicando no meio evangélico, inclino-me a pensar que a principal característica que um ministro de Deus deve cultivar em sua vida, é a primeira bem-aventurança do primeiro sermão de Jesus: “Bem aventurados os pobres em espírito” (Mt 5:3). O ministro que cultiva a humildade de espírito, reconhece que sua capacidade é limitada e mantém a mente, a alma e o espírito sempre em prontidão para o trabalhar DE DEUS em sua vida.  Dependência total de Deus, eis a essência do caráter de um servo.

Porque DELE e por ELE, e para ELE, são todas as coisas; glória, pois, a ELE eternamente. Amém.” (Rm 11:36).


 

Márcia Rezende

Bacharel em Educação Religiosa

Prª de Educação Cristã na 3ª Ig Batista de Marília

Permitida reprodução sem fins lucrativos desde que citada fonte e autoria.

 

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