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Archive for the ‘Estudos Bíblicos’ Category

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Muitos não acreditam que este mundo vai de fato, um dia, acabar. Por outro lado, muitos vivem atemorizados e “enlouquecem” a cada nova previsão do fim.

Como cristã, sou guiada pela fé: fé na Palavra de Deus, revelada nas Escrituras. O que a Bíblia ensina sobre o assunto é alvo de inúmeras teorias e interpretações. Algumas profecias são, de fato, de difícil compreensão. Muitas verdades permanecem encobertas ao homem (Dt 29:29). E, nestes casos, julgo ser inútil ficar esquadrinhando letras e vírgulas a procura de respostas.

Entretanto alguns fatos estão bastante claros, cabe a nós conhecê-los e nos prepararmos para os “tempos do fim”. Vamos a eles:

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1. O NOSSO PLANETA UM DIA VAI SER DESTRUÍDO

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Cientistas alertam sobre o aquecimento global e a extinção dos recursos naturais da Terra, mas o planeta não será destruído pelas mãos do homem, embora sua ganância e egoísmo têm contribuído, e muito, para a deterioração da natureza.

O mundo será destruído pelo juízo de Deus através do fogo. A Bíblia diz que no fim de todas as coisas, este mundo não mais existirá. Isto porque a Terra está contaminada com o pecado e chegará o tempo em que o bem triunfará por completo sobre o mal, e toda a iniquidade será punida e extirpada para sempre.

Referências bíblicas: Isaías 34: 4; 2 Pedro 3:7, 10-13; Apocalipse 21:1.

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2. ANTES DO FIM

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O MUNDO NÃO VAI ACABAR ANTES QUE  TODOS OS SINAIS ACONTEÇAM.

Não há como saber quando este mundo vai ser destruído, pode ser neste ano, ou nos séculos vindouros (Mateus 24:36). Mas a Bíblia enumera vários sinais que antecederão o fim, para que permaneçamos alerta e vivendo na expectativa deste fim, quando Cristo triunfará sobre todas as hostes da maldade. Por outro lado, precisamos ter a humildade de reconhecer que há sinais que dificilmente conseguiremos entender com clareza até que se cumpram. Por isso não podemos marcar tempos que só Deus conhece; o Senhor da história não é refém de nossas interpretações, que falham.

Alguns sinais já se cumpriram, ou estão se cumprindo, claramente. Outros ainda não. Cabe a nós ter cuidado de não os ignorar, mas também de não os produzir, fazendo com que fatos se encaixem artificialmente em nossos esquemas e interpretações alegóricas.

O fato é que o fim não virá até que todas as profecias se cumpram.

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Principais acontecimentos previstos na Bíblia como sinais de que o fim estaria próximo:

  • O saber e o conhecimento humano se multiplicarão (Daniel 12:4).
  • Surgirão falsos cristos e falsos profetas (Mateus 24:5 e 11; 1 João 2:18).
  • O mundo será dominado por guerras e rumores de guerras (Mateus 24:6).
  • Haverá um tempo de fome e muitos terremotos (Mateus 24:7).
  • Os cristãos serão perseguidos (Mateus 24:9).
  • O amor se esfriará e a maldade aumentará (Mateus 24:10 e 12).
  • A nação de Israel será restaurada (Jeremias 31:38; Ezequiel 37:21-23).
  • O templo de Jerusalém será profanado (Mateus 24:15, Daniel 9)
  • Surgirão boatos sobre a aparição de Cristo (Mateus 24:24-26)
  • Grandes fenômenos surgirão no céu (Mateus 24:29)
  • O Evangelho será pregado em todo o mundo (Mateus 24:14).
  • A Terra passará por um tempo de grande tribulação (Mateus 24:21; Lucas 21:25-26)
  • O verdadeiro anticristo se insurgirá e governará sobre as nações (2 Tessalonicenses 1:3-10)
  • Haverá uma grande guerra contra Jerusalém (Zacarias 14:2).
  • Fenômenos naturais transformarão a paisagem de Israel (Zacarias 14:4-8).
  • Um reino mundial e eterno dominará sobre toda a Terra, a partir de Jerusalém, suplantando o antigo Império Romano (Daniel 2:40-45).

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Obs: as profecias acima descritas não estão dispostas em sequencia cronológica, já que a ordem que acontecerão não pode ser definida com clareza.

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3.  ACONTECIMENTOS DO FIM

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O MUNDO NÃO VAI ACABAR ANTES QUE TODAS AS PROFECIAS SE CUMPRAM.

Antes que termine definitivamente a presente era, grandes acontecimentos farão parte do cenário mundial. Os últimos anos serão marcados por terríveis tragédias, eventos geofísicos, sinais sobrenaturais e grandes acontecimentos de abrangência planetária.

A maioria dos estudiosos do assunto, afirmam que este tempo será de sete anos, baseados em interpretações das profecias de Daniel (Daniel 9:25-27). Mas, independente de quanto tempo durará esta época, denominada na Bíblia como “a grande tribulação”, serão dias de grande angústia e dor para os que os vivenciarem.

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Principais acontecimentos dos últimos dias:

  • ARREBATAMENTO – Cristo virá nos ares, e chamará para si todos os seus: primeiro os que estiverem mortos e depois os vivos. Todos serão transformados num piscar de olhos, receberão um novo e incorruptível corpo. Cristo levará a todos consigo, os subterá ao seu tribunal para os galardoar  e depois participará com eles de uma grande festa espiritual, chamada de “Bodas do Cordeiro”. Não está claro na Bíblia se o arrebatamento será um evento separado da segunda volta de Jesus. Se for, pode acontecer a qualquer momento, até mesmo antes do período chamado de “Grande Tribulação”.

Referências bíblicas: Mateus 24:40-41; João 3:18 e 14:6; 1 Tessalonicenses 4:15-17; 1 Coríntios 15:50-54; Filipenses 3:20; 2 Coríntios 5:10, 1 Coríntios 3:12-15, 2 Tessalonicenses 2:1-3; Mateus 25:10; Mateus 26:17 e 29; Apocalipse 11:18-19 e 19:7.

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  • GOVERNO DO ANTICRISTO – Se levantarão dois homens poderosos no cenário mundial: o anticristo e o falso profeta. O anticristo será um homem sedutor, líder de um bloco formado por 10 nações, que firmará um pacto de paz com Israel durante 7 anos. O falso profeta será o líder espiritual de uma grande religião. Sua autoridade será reforçada com grandes sinais e maravilhas e sua “igreja” se levantará como dominante em todo o mundo. O governo político do anticristo será marcado por dois períodos distintos: no primeiro, ele será aclamado como a solução de todos os problemas da humanidade. Depois, sua verdadeira face maligna se revelará, todos os acordos de paz serão quebrados, e os que não lhe forem leais serão duramente perseguidos e mortos. Também serão perseguidos aqueles que se arrependerem e quiserem se voltar para Deus.

Referências bíblicas: 2 Tessalonicenses 2:3-10; Daniel 9:26-27; Apocalipse 13:1-18.

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  • TERRÍVEIS CATÁSTROFES – Durante a chamada “Grande Tribulação”, severos juízos de Deus se abaterão sobre a Terra. O livro de Apocalipse nos apresenta 3 séries de 7 pragas que abalarão o mundo e os que nele habitam: primeiramente os 7 selos abertos pelo Cordeiro Jesus, depois as 7 trombetas tocadas por 7 anjos, e as 7 taças da ira de Deus que serão lançadas na terra também por 7 anjos. Juízos de Deus no período de Tribulação:

Falta de paz, guerras (Ap 6:4)

Carestia, escassez de alimentos (Ap 6:5-6)

Mortes, pragas, enfermidades, grandes sofrimentos (Ap 6:8; 16:2, 10-11)

Martírio e perseguição dos santos (Ap 6:9-11; 13:7, 15-18;

Terríveis fenômenos na natureza, grandes terremotos (Ap 6:12-17, 8:5, 11:13, 11:19, 16:18-21)

Chuva de fogo e saraiva causando grande destruição (Ap 8:7)

Queda de uma grande montanha (meteoro?) no mar (Ap 8:8-9)

Queda de uma grande estrela (meteoro?) nas fontes das águas, falta de água potável (Ap 8:10-11)

– Diminuição da luz natural (Ap 8:12)

– Sofrimento e tortura aos homens, causados por criaturas horrendas, semelhantes a demônios (Ap 9:1-12)

– Morte de um terço da humanidade através do ataque de 200 milhões de cavaleiros (anjos da morte, à semelhança de demônios) – Ap 9:13-21

– Numa grande batalha espiritual, Miguel e seu exército celestial expulsarão o demônio dos lugares celestiais. Este e seus anjos são lançados na terra (Ap 12:7-12).

– Mortandade das criaturas marinhas (16:3)

– Transformação das águas potáveis em sangue (16:4-6)

– Aquecimento do sol, provocando graves queimaduras nos homens (Ap 16:8-9)

– As águas do Rio Eufrates secarão (Ap 16:12)

– Espíritos demoníacos mentirosos são enviados aos reis do mundo inteiro a fim de juntá-los para a “peleja do grande dia do Deus Todo-Poderoso” – a batalha do Armagedom (Ap 16:13-16)

– Ocorrência do pior terremoto da história, seguido de uma terrível chuva de granizo (Ap 16:17-22)

  • MILÊNIO E JUÍZO FINAL – No final da Grande Tribulação, a trindade satânica – o anticristo, o falso profeta e o grande dragão (o próprio satanás) – conclamarão voluntários para lutarem contra o exército de Deus. Mesmo mediante tão duro juízo, os corações ímpios e endurecidos não se arrependerão e se aliarão ao anticristo no Armagedom, uma montanha na região de Megido, ao norte de Jerusalém. Jesus virá e vencerá esta batalha sem luta. Lançará o falso profeta e o anticristo no lago de fogo e enxofre, e prenderá Satanás no abismo por mil anos. Durante este tempo, Cristo reinará na Terra juntamente com os santos. Será um tempo de justiça, paz e prosperidade, como jamais antes aconteceu. Passados os mil anos, Satanás será solto por um pouco de tempo, voltará a enganar as nações, e estas, mesmo tendo experimentado as bênçãos do Reino, serão seduzidas pelo mal e farão uma nova investida contra o Reino de Cristo. Finalmente, o Senhor fará descer fogo do céu, e destruirá Satanás e seu exército. Depois disso haverá a última ressurreição, e todos comparecerão diante do grande trono branco. Os que não tiverem seus nomes escritos no livro da vida serão condenados e lançados no lago de fogo.

Referências bíblicas: Apocalipse 19:19 a 20:15; Jeremias 23:5-6; Daniel 7:13-14; Zacarias 14; Mateus 19:28; Atos 3:20-21; 2 Pedro 3:10, 13. Outras possíveis referências ao Milênio: Joel 2:21-24; Isaías 2:1-5, 11:1-16, 14:3-11, 35:1-10, 65:20-25; Jeremias 3:17-18; Miquéias 4:1-3; Ezequiel 36:25-27; Filipenses 2:10-11.

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4. E ENTÃO VIRÁ O FIM

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Depois de tudo isso: cumprimento das profecias, arrebatamento da igreja, grande tribulação, governo do anticristo, milênio de Cristo e destruição definitiva de Satanás é que este “mundo vai acabar”. Os que forem condenados serão lançados no inferno, juntamente com Satanás e seus demônios, onde permanecerão para sempre. E os salvos viverão a Eternidade com Deus na Cidade Santa, a Nova Jerusalém. E finalmente a ordem do universo será restabelecida (Apocalipse 20 e 21; Isaías 34:4 e 51:6; 2 Pedro 3:7-12; Hebreus 12:26-28).

Não estamos nesta vida por acaso, e nossas escolhas não são inconsequentes. A vontade de Deus é que todos sejam salvos. Por isso Ele mandou seu Filho Jesus, para nos redimir e nos levar de volta para Ele.  Ele não deseja que ninguém se perca. Mas não terá outra escolha a não ser exercer seu juízo sobre o pecado e o pecador.

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CONCLUSÃO

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Alguns acreditam que todos estes acontecimentos descritos na Bíblia são simbólicos, ou que já aconteceram no passado. Outros julgam tudo isso complexo demais e preferem não pensar no assunto. Mas a verdade é que precisamos estar preparados! A ignorância sobre a volta de Cristo e os acontecimentos escatológicos é uma estratégia diabólica para nos manter desapercebidos e fracos.

Então, diante de tudo isso, de tudo o que se deve guardar, o mais importante é que Jesus vai voltar para buscar a sua igreja, e que precisamos manter viva esta expectativa, não nos deixando prender às coisas desta vida, e mantendo os nossos olhos fixos nos Céus: “Vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor.  Mas entendam isso: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Assim vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam.” (Mateus 24:42-44). O fim do mundo deve ser motivo de grande alegria para aqueles que amam a Deus, pois será o tempo da vitória completa e definitiva do Cordeiro sobre todo o mal. Você está pronto? MARANATA! ORA VEM, SENHOR JESUS!

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Ser Igreja

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Centenas de pessoas separam o dia 02 de Novembro para velar e homenagear seus mortos. A origem desta prática é antiga. Há mais de três mil anos atrás, os Druidas (magos de origem celta) realizavam cerimônias de adoração ao “deus da morte” ou ao “senhor da morte” no dia 31 de outubro, nas quais eram oferecidos sacrifícios humanos. Na tentativa de cristianizar estas comemorações, a Igreja Católica declarou o 1º de novembro como o “Dia de Todos os Santos” e o dia 2 como “Dia de Finados”.

Embora todos nós saibamos que a morte é algo inevitável, não conseguimos encará-la com naturalidade. Somente falar ou pensar sobre isso geralmente é algo que incomoda, dói, gera medo… Isso porque Deus não incluiu a morte em seus planos na criação do homem, ela veio como conseqüência do pecado (“o salário do pecado é a morte” – Romanos 6:23); fomos criados para a eternidade, e é por isso que não conseguimos aceitar a morte!

Mesmo sendo algo comum a todos os homens em todos os tempos, há muita dúvida a este respeito, e muitas doutrinas equivocadas são propagadas quanto à morte e assuntos correlacionados. Vamos tentar resumir neste estudo, o que a Bíblia, que é a Palavra de Deus e nossa fonte mais segura de conhecimento, ensina sobre este assunto:

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1. A morte é o fim?

Morte significa separação. A morte física ocorre quando o corpo é separado do espírito. O corpo, sem o espírito, não tem vida, e logo começa a se decompor. Fomos feitos de pó (Gênesis 2:7), e ao pó retornamos (Eclesiastes 12:7).

No entanto, nossa alma é imortal. Jesus claramente ensinou que existe vida após a morte: “Que os mortos ressuscitam, já Moisés mostrou, no relato da sarça, quando ao Senhor ele chama ‘Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó’. Ele não é Deus de mortos, mas de vivos, pois para ele todos vivem (Lucas 20:37).

Então, se a vida continua após a morte, para onde vão as almas dos que já morreram? Reencarnam em outras pessoas ou animais? Vão para o Céu? Para o Inferno? Ficam vagando entre os vivos até que encontrarem o caminho? Vão para alguma espécie de purgatório para se purificarem de seus pecados? Vejamos o que Deus diz sobre isso em sua Palavra.

2. Reencarnação e segunda chance

Para alguns é reconfortante acreditar que o espírito de alguém muito querido irá voltar a esta terra num outro corpo ou forma. No entanto, tal teoria está totalmente em desacordo com aquilo que a Bíblia ensina.

Vivemos e morremos neste mundo uma só vez. Observe o texto sagrado: “Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez, e depois disso enfrentar o juízo, assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos (Hebreus 9:27 e 28). Não há margem para dúvida ou outras interpretações: após a morte, ninguém receberá uma segunda chance, mas apenas juízo. Se uma pessoa precisasse morrer muitas vezes, qual seria o valor do sacrifício de Jesus? Teria ele também que morrer muitas vezes? Além disso, a ideia de que nossas almas são aperfeiçoadas através da reencarnação é absolutamente oposta à doutrina Bíblica de que somos salvos pela graça de Deus, mediante a fé em Cristo Jesus e não em consequência de nossas boas ações ou pureza de coração (Efésios 2:8-9).

Não há absolutamente nada na Palavra de Deus que sugira que a alma de alguém que morreu se reencarne ou renasça em outro tempo, com outro corpo.

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3. O que fazer por aqueles que morreram no pecado

Quando a Bíblia fala da situação dos mortos, ela diz que é impossível ao ímpio se livrar dos tormentos após a morte para entrar no conforto dos fiéis: “Quem nele (em Jesus) crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado… E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.” (João 3:18 e Mateus 25:46).

Não há segunda chance, não há meio termo, não há estado intermediário. Jesus é o único caminho para a salvação. Se em vida, a pessoa não se entregou ao seu senhorio, após a morte, entrará imediatamente em tormento.

Jesus nos contou a história sobre um certo homem rico e um outro chamado Lázaro (Lucas 16:19-31). O rico havia ignorado os mandamentos de Deus, enquanto Lázaro lhe foi um servo fiel. Ambos morreram. O rico foi para um lugar de tormento e Lázaro foi levado pelos anjos até a presença de Deus. O texto afirma que o rico (que não estava salvo), estava em grande sofrimento, numa chama e com muita sede. Ele podia ver, sentir e recordar. Podia contemplar os salvos, sem no entanto poder chegar perto do lugar onde estavam. Estava consciente de que deveria ter se arrependido em vida. No entanto, nada mais podia ser feito a respeito.

Em nenhum lugar das Escrituras é possível encontrar base para a existência do Purgatório. PURGATÓRIO NÃO EXISTE! Perdoem a franqueza, mas embora gostaríamos que fosse diferente, a ideia de que é bom acender velas para iluminar o caminho das almas que estão em tormento só é boa para os fabricantes de vela, porque espiritualmente não possuem valor algum. Aqueles que rejeitaram a graça salvadora de Cristo Jesus serão condenados e ponto.Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo (II Coríntios 5:10).

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4. Vida Eterna no Céu para os que foram salvos 

Haverá uma eterna separação entre os justos (obedientes) e os injustos (desobedientes): “Aquele que crê no Filho de Deus, tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho, não verá a vida(João 3:36) e “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida” (João 5:24).

A mesma história contada por Jesus sobre o rico e Lázaro (Lucas 16:19-31), mostra que Lázaro fora levado pelos anjos até um lugar denominado “Colo de Abraão”, e estava sendo consolado, descansando. Também o ladrão que foi crucificado ao lado de Cristo, mostrou fé e um coração arrependido, e ouviu a promessa: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43).

A condição para herdar a vida eterna não é fazer boas obras, ser muito religioso, ou passar por muitos sofrimentos… Nada do que fazemos ou deixamos de fazer nos torna dignos de herdarmos o Reino de Deus, onde o pecado não entra. Esta condição só é possível através de Jesus Cristo. Só Ele pode nos redimir, nos justificar e nos santificar.

Todos os que, pela fé, aceitarem essa salvação de Jesus, após a morte serão levados pelos anjos a um lugar de repouso e refrigério, onde poderão usufruir da maravilhosa presença de Deus Pai, de onde nunca mais irão sair. A Vida Eterna é uma maravilhosa certeza de todos os que crêem em Deus e em suas promessas.

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5. E a comunicação com os mortos?

Algumas pessoas acreditam firmemente que os mortos retornam para avisá-las de perigos, para guiá-las em suas vidas e decisões, ou até para assombrá-las e ameaçá-las.

O sofrimento causado pela morte de um ente querido é quase insuportável, e na ânsia de minimizar um pouco tanta dor, muitos se enveredam pelo caminho da necromancia (comunicação com os mortos), tentando se comunicar com o espírito daqueles que já morreram. No entanto, todos os esforços para se comunicar com os mortos, sejam diretamente ou através de médiuns, são contra a vontade de Deus e resultarão em condenação.

Quando o homem rico da história contada por Jesus em Lucas 16 pediu que um mensageiro dos mortos fosse enviado para ensinar sua família na terra, Jesus disse que isso nem era permitido, nem necessário (Lucas 16:27-31).

Deus foi muito taxativo sobre este assunto, quando exortou seu povo: “Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria, ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas” (Deuteronômio 18:10-12). A necromancia, portanto, é uma prática abominável diante de Deus.

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CONCLUSÃO

Sobre os nossos queridos que já partiram, fica a dor, a saudade, o vazio, as lembranças… E só mesmo o consolo do Espírito Santo de Deus pode fortalecer e confortar os que ficaram aqui.

Devido à entrada do pecado no mundo e no coração do ser humano, a morte passou a fazer parte da nossa trajetória. Mas a esperança daquele que crê, está justamente na vida após a morte: a vida eterna com Deus!

Jesus Cristo é o autor da vida, Ele veio ao mundo para destruir as obras do Maligno, enfrentou a morte e venceu, ressuscitou, e prometeu essa mesma vitória a todos os que o seguirem. Aleluia! Então, entregue a sua vida a Cristo e convide-o a ser verdadeiramente o seu Salvador e o seu Senhor.

 

Porque “pela graça sois salvos, por meio da fé; não pelas obras para que ninguém se glorie”, pois “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho Único para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia
Marília/SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Ao contrário do que muitos andam ensinando por aí, Deus nem sempre responde “sim” a todos os nossos pedidos.

Sabemos que muitas coisas podem impedir a eficácia de nossas orações, tais como: falta de fé (Tg 1:6-8), pecados não confessados (Is 59:1-2), distância do Senhor (Jo 15:7), e pedidos mal intencionados (Tg 4:3). Entretanto, Deus pode também, simplesmente responder “não” ao pedido de um filho seu, simplesmente por ser esta a sua vontade.

Foi o que aconteceu com Jesus no Getsêmani (Mc 14:36), com o apóstolo Paulo e seu espinho na carne (2Co 12:7-9), com a enfermidade de Timóteo (1Tm 5:23), com o rei Davi e a morte de seu filho (2Sm 12:15-20), e tantos outros. Nestes casos, não adianta repreender, profetizar, tomar posse ou determinar. A situação foge ao nosso controle, excede nosso entendimento e independe da nossa fé.

Quantas e quantas vezes oramos muito pela cura de uma enfermidade, pela conversão de um ente querido, ou pela solução de um determinado problema, até que um dia acontece o pior, e vemos que aquilo que tanto queríamos não aconteceu. Como aceitar o “não” de Deus se Ele mesmo, em sua Palavra, prometeu nos dar tudo o que pedíssemos?

Primeiramente é preciso lembrar que não podemos nos apegar a um versículo da Bíblia isoladamente. Se em Mateus 11:22 diz que receberemos tudo o que pedirmos com fé em oração, em 1 João 5:14-15 diz que Deus nos atende conforme a sua vontade. Mediante esta realidade, é preciso compreender alguns princípios importantes:

1. A vontade de Deus é sempre boa, agradável e perfeita (Rm 12:2 e 8:28). Nossa visão limitada e imediatista nem sempre consegue enxergar a bondade de Deus em algumas situações de tristeza e dor. Mas o justo vive pela fé, e não por vista. Deus é sempre bom e sempre deseja o melhor para cada um de nós. Mesmo que algumas coisas nos pareçam descabidas e absurdas, é preciso confiar e acreditar que Deus sabe o que faz.

2. Deus é o Senhor e nós os seus servos; Deus é o oleiro, e nós, barro em suas mãos (Is 45:9). Quando Jó questionou a Deus acerca do injusto castigo que lhe fora imposto, o Senhor simplesmente lhe com algumas perguntas que o fizeram lembrar de quem ele era (Jó 38 a 41). Deus é o rei soberano sobre todo o Universo e tem todo o “direito” de intervir (ou não) em cada situação. Não cabe a nós questionar ou discordar de suas decisões. Muitas perguntas continuarão sem resposta. São os mistérios reservados ao Pai (Dt 29:29).

3. A fé não desiste. Resiste. O médico Fernando Oliveira, em seu livro “Quando a bênção não vem”, conta-nos sua experiência de perder a esposa para o câncer após anos de lutas, e adverte: “Nunca devemos deixar de orar pela cura de uma enfermidade. Não podemos nos conformar com a situação, mas prosseguir até o fim, pedindo a intervenção de Deus, crendo que o Senhor dos impossíveis pode reverter aquela situação” (Sl 51:17). “Em Jesus está o amém, o assim seja, o cumpra-se de todas as promessas de Deus. Ele abriu aos homens a possibilidade de desfrutar de todas as promessas. Entretanto, ao Deus soberano está o distribuir dessas promessas, quando e como desejar” (*).

Conclusão: Não temos condições de entender como é administrar o mundo do ponto de vista de Deus, mas em Cristo é possível desfrutar das vitórias nos montes e superar as tribulações dos vales. Deus nunca nos deixa sós e enfrenta conosco o fogo da fornalha quando não nos livra dela (Dn 3). Quando Deus responde “não” e a tão desejada bênção não vem, o Senhor permanece conosco, nos consolando e ajudando a prosseguir pelo “vale da sombra da morte”. Nossa alegria provém do Senhor e não das circunstâncias (Hc 3:17-19). Ele é a nossa força e aquele que nos faz andar vitoriosamente em qualquer situação.

 

* Citação bibliográfica: Oliveira, Dr. Fernando F.M., Quando a bênção não vem. 2ª ed. São Paulo: Abba Press, 2000.

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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A primeira imagem que normalmente nos vem à mente diante da expressão “minha vida no altar de Deus” é bela e suave… Imaginamo-nos envoltos na gloriosa majestade de Deus, sentindo-nos abraçados por sua maravilhosa presença. Isso porque em nossos dias, o termo é logo associado ao glamour de uma bela cerimônia de casamento, onde a noiva é recebida pelo noivo no “altar”. Entretanto, a realidade é bem menos afável do que parece. E para aperfeiçoar um pouco nossa compreensão acerca do “Altar de Deus”, nada melhor do que uma leitura minunciosa de Isaías 53.

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O Dicionário da Bíblia de Almeida, define ALTAR da seguinte maneira: “mesa feita de madeira, terra ou pedras, sobre a qual se ofereciam os SACRIFÍCIOS (Êx 27.1; 20.24; Dt 27.5)”. No Antigo Testamento, animais eram sacrificados em expiação pelos pecados das pessoas. De modo geral, estes animais eram mortos, tinham seu sangue retirado e depois eram totalmente queimados sobre o altar.

O capítulo 53 de Isaías mostra-nos claramente a figura de Jesus Cristo sobre um altar. Como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, o Filho de Deus foi desprezado (53:3), rejeitado (53:3), transpassado (53:5), esmagado (53:5), oprimido (53:7), afligido (53:7), condenado (53:8), golpeado (53:8), e derramou sua vida até a morte (53:12), como oferta por uma culpa que não era dele, mas nossa (53:5, 6, 10).

Seu sacrifício na cruz, levando sobre ELE a iniquidade de todos nós (53:6), gerou cura (53:5), paz (53:5), justificação (53:11), salvação (53:11). E embora seu corpo fora eliminado da terra sem deixar descendentes (53:8), sua morte no altar lhe concedeu vida, herdeiros espirituais, e o pleno cumprimento da vontade de Deus (53:10).

Como filhos amados de Deus, cada um de nós é gentilmente convidado pelo Pai a tomarmos a cada dia a nossa cruz (Mt 16:24), e isso nada mais é do que assumirmos nosso próprio lugar no Altar, como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12:1).

Não se trata de auto-flagelação ou algum tipo doentio de masoquismo, mas o de buscar primeiro o Reino de Deus (Mt 6:33). Colocar a nossa vida no altar significa dizer “não” à nossa própria vontade em favor de cumprir a vontade de Deus.

Durante sua vida, Jesus sentiu fome, sede, sono, cansaço, dor, angústia, tristeza, ira… mas ao invés de agir em conformidade com seus sentimentos, vontades ou emoções, fez suas escolhas objetivando sempre a vontade de Deus.

Da mesma forma, nosso desafio diário é renunciar a nós mesmos. Mais do que se emocionar durante uma música de consagração durante o culto, o que Deus espera de mim, de você e de cada um de seus filhos, é que façamos como Cristo: sacrifiquemos nossos desejos e vontades e, por amor a ELE e aos que estão como ovelhas perdidas, nos submetamos completamente em obediência à sua boa, agradável e perfeita vontade (Rm 12:2). Isso vai desde a disposição de acordar um pouco mais cedo para ter um tempo a mais de oração até a de ser torturado e morto em nome da fé.

A vitória do nosso Salvador lhe foi outorgada após o sofrimento da sua alma (Is 53:11). E é o sofrimento da nossa alma no altar de Deus que nos capacitará a, como Cristo, gerarmos filhos espirituais.

Que possamos aprender a nos desprender da busca por experiências sobrenaturais, conforto físico, status social ou conquistas materiais. Nada disso é ruim em si mesmo, mas não podem ser os determinantes da minha conduta. Afinal… “já estou crucificado com Cristo, e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20).

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
3ª Ig. Batista de Marília/SP
  
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria do mesmo.
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EM NOME DE JESUS, EU PROFETIZO!!!…   

M E S M O ? ? ?

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É bastante comum em nossos dias ouvirmos certas palavras de ordem, precedidas pela expressão “eu profetizo”: “EU profetizo que este ano eu vou comprar meu carro”; “EU profetizo que até o final deste mês eu vou arrumar um namorado”; “EU profetizo que todas as minhas dívidas serão pagas”; e assim por diante. Será esta uma prática bíblica?

Tal orientação tem sido a tônica da maioria das igrejas neo-pentecostais, e tem trazido muita confusão no meio evangélico.

Antes de mais nada, precisamos entender que PROFETIZAR significa “falar em nome de Deus”; é transmitir uma mensagem de Deus a outra pessoa; é receber do Senhor uma palavra e transmitir a outra(s) pessoa(s). Exemplos:

“Então o Senhor me disse: Profefize a estes ossos e diga-lhes: Ossos secos, ouçam a palavra do Senhor! Assim diz o Soberano, o Senhor, a estes ossos: Farei um espírito entrar em vocês, e vocês terão vida…”‘ Ezequiel 37:4

“O Senhor me tirou do serviço junto ao rebanho e me disse: Vá, profetize a Israel, o meu povo. Agora ouça então a palavra do Senhor… ” Amós 7:15

“Assim diz o Soberano, o Senhor: acenarei para os gentios, erguerei a minha bandeira para os povos…” Isaías 49:22

Como filhos de Deus, podemos sim entregar nossos pedidos ao Pai e, pela fé, crer que receberemos, mas isso não é profetizar!

As Escrituras afirmam que a fé crê em algo que ainda não existe, vislumbra uma situação como se já tivesse acontecido, antes mesmo de acontecer (Hb 11:1). Assim sendo, podemos sim, declarar, pela fé, que “este ano eu vou comprar meu carro”, por exemplo. Mas de modo algum chamar isso de profecia… Nem tampouco achar que uma determinada declaração, por si só, têm o poder de materializar todas as coisas, mesmo que não estejam dentro dos propósitos de Deus.

É preciso tomar cuidado com o que falamos, afinal, a Bíblia diz que iremos dar conta de cada palavra que saiu de nossa boca (Mt 12:36).

SE Deus realmente lhe deu uma promessa, SE Ele falou ao seu coração e lhe mandou profetizar, então profetiza irmão, sem medo (At 18:9)! Mas caso contrário, não ouse dizer nada de si mesmo afirmando que “Deus mandou dizer”, ou “profetizar”… A Palavra é bem clara e bastante dura com relação a isso:

“ASSIM DIZ O SOBERANO, O SENHOR: AI DOS PROFETAS TOLOS QUE SEGUEM O SEU PRÓPRIO ESPÍRITO E NÃO VIRAM NADA! … SÃO COMO CHACAIS NO MEIO DE RUÍNAS. DIZEM ‘PALAVRA DO SENHOR’, QUANDO O SENHOR NÃO OS ENVIOU… POR CAUSA DE SUAS PALAVRAS FALSAS E DE SUAS VISÕES MENTIROSAS, ESTOU CONTRA VOCÊS. PALAVRA DO SOBERANO, O SENHOR.” Ezequiel 13:3, 4, 6 e 8

Deus deseja que seu povo desenvolva um relacionamento de intimidade e comunhão com Ele, mas esse relacionamento precisa ser permeado de temor. Deus é Senhor e nós somos seus servos – essa verdade precisa estar fortemente gravada em nossos corações. Falar em nome de Deus algo que Ele não mandou dizer é falta de temor ao próprio Deus.

Sim, Deus é amor, mas com Deus não se brinca. De Deus, não se zomba. “Quem quiser amar a vida e ver dias felizes, guarde a sua língua do mal e os lábios da falsidade.” 1 Pe 3:10

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Doctor of Ministry pela FTSA – especialização em Bíblia

Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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Como os judeus comemoram a Páscoa?

A Páscoa é uma festa instituída pelo próprio Deus para o seu povo, por volta do ano 1.400 a.C., quando os descendentes de Israel padeciam como escravos no Egito. Conta-nos a Bíblia que Deus enviou 10 pragas para que o faraó libertasse o povo, e a 10a praga foi um decreto de morte sobre todos os primogênitos. Deus então disse a Moisés, seu mensageiro, que os israelitas deveriam matar um cordeiro, e passar seu sangue nos batentes das portas. Assim, quando o anjo da morte chegasse e visse o sinal, passaria por cima daquela casa e não feriria de morte nenhum primogênito que ali morasse. Daí o nome “Páscoa”, que em hebraico significa passagem ou passar por cima. As famílias deveriam então assar o cordeiro e celebrar, seguindo um ritual estabelecido pelo próprio Deus, repetindo esta celebração todos os anos na mesma data (leia na Bíblia a história completa da origem do povo de Israel até a instituição da Páscoa: do capítulo 12 de Gênesis, até o capítulo 12 de Êxodo).

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A PRIMEIRA PÁSCOA

Segundo as orientações de Deus a Moisés, a festa da Páscoa deveria obedecer rigidamente a alguns preceitos:

  1. No dia 10 daquele mês (Nisã), que ficou estabelecido como o primeiro do ano, cada família deveria separar para si um cordeiro. Se a família fosse pequena para um cordeiro, convidaria outra família para cearem juntos – Ex. 12:3-4
  2. O cordeiro ou cabrito deveria ser escolhido cuidadosamente e apresentar as seguintes características: macho, sem defeitos e de aproximadamente um ano – Ex. 12:5.
  3. No dia 14 de Nisã (ou Abibe), o cordeiro seria morto ao entardecer – Ex. 12:6.
  4. O sangue do cordeiro deveria ser recolhido numa bacia, e passado nos batentes da porta com um molho de hissopo – Ex. 12:7, 22-23.
  5. Enquanto isso, o cordeiro ou cabrito seria assado inteiro, nenhuma parte poderia ser cozida ou deixada crua – Ex. 12:8-9.
  6. À noite, a família reunida comeria o cordeiro assado, acompanhado de ervas amargas e pães ser fermento. Caso sobrasse alguma coisa, deveria ser queimado no fogo antes do amanhecer – Ex.12:8-10.
  7. As famílias deveriam permanecer dentro de suas casas e comerem “apressadamente”, todos prontos e vestidos para a viagem que seria em seguida – Ex 12:11,22.
  8. No dia seguinte (15 de Nisã), teria início a Festa dos Pães Asmos, uma outra celebração que se seguia à Páscoa. Durante 7 dias, todo Israel deveria, não só se abster de qualquer alimento fermentado, como retirar do arraial todo fermento. O primeiro e o último dia (dias 15 e 21) seriam celebrados como o Shabat, dia de descanso e dedicação ao Senhor – Ex. 12:15-17.
  9. A Páscoa e a Semana dos Pães Asmos deveriam ser comemorados todos os anos, nesta mesma data, como um memorial do grande livramento do Senhor aos primogênitos de Israel no Egito – Ex. 12:14,24-27.

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O CERIMONIAL NO TEMPLO

Encontramos na Bíblia várias referências do povo de Israel comemorando a Páscoa em diversas ocasiões depois que saíram do Egito: no Sinai (Nm 9:1-12), chegando na Terra Prometida (Js 5:10-11) e em Jerusalém (2Re 23:21-23, 2 Cr 30:1-3). Entretanto, esta festa só passou a ser de fato celebrada anualmente com seriedade depois do cativeiro babilônico e a reconstrução do templo destruído por Nabucodonozor.

Com o passar do tempo, o cerimonial da Páscoa foi se tornando mais elaborado e agregando outros elementos e exigências à ceia. Observe o quadro abaixo:

Dia 13 (pôr-do-sol do dia 12 até o pôr-do-sol do dia 13)

        • Início dos preparativos para a Festa

Dia 14 (pôr-do-sol do dia 13 até o pôr-do-sol do dia 14)

        • Até 12h =Encerrar todos os preparativos
        • Entre 15h e 18 h = morte do cordeiro

Dia 15 (pôr-do-sol do dia 14 até o pôr-do-sol do dia 15)

        • 18h = Iniciar os rituais da Ceia (acender das velas, orações em família, ceia com pão ázimo, vinho (também sem fermentar), ervas amargas e outros elementos do Pessah.

Dia 17 (pôr-do-sol do dia 16 até o pôr-do-sol do dia 17)

        • O chefe de família levava um feixe de trigo ou cevada para o templo e o sacerdote o levantava perante o Senhor – Festa das Primícias.

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Documentos históricos descrevem como os judeus comemoravam esta festa no Templo de Jerusalém:

No dia 14 de Nisã, pela manhã, todo alimento fermentado era eliminado e os sacerdotes do Templo preparavam-se para a Pessach (Páscoa). Tudo precisava ficar pronto a tempo, pois todo trabalho secular encerrava-se ao meio dia e os sacríficios tinham início às quinze horas. Segundo o Talmude, quando o dia 14 de Nisã coincidia num sábado, todos os preparativos para a Ceia deveriam ser feitos no dia anterior.

Nesse momento, os chefes de família iam ao Templo com o cordeiro ou cabrito para ser imolado. As pessoas se colocavam em fila e um abatedor (shochet) efetuava o abate do animal segundo as leis judaicas.

O sangue era recolhido pelos sacerdotes em recipientes especiais de prata ou ouro, que passavam de um para outro até o sacerdote próximo ao altar, que derramava o sangue na base do altar. O recipiente vazio depois retornava para novo uso.

Em seguida, o animal era pendurado e esfolado. Uma vez aberto, tinha suas entranhas limpas de todo e qualquer excremento. A gordura das entranhas, o lóbulo do fígado, os dois rins, a cauda e a costela eram retirados, colocados em um recipiente, salgados e queimados sobre o altar.

Como não havia lugar suficiente no pátio dos israelitas para acolher todo mundo, esse ritual era realizado em grupos, cada um com aproximadamente 30 homens. O primeiro grupo entrava e, quando o átrio estivesse cheio, os portões eram fechados. Os sacerdotes tocavam três toques no shofar e os levitas entoavam o Hallel (Salmos 113 a 118) em louvor a adoração a Deus. Os cânticos e os toques do shofar eram repetidos (se necessário) até que todos houvessem sacrificado seus animais.

Após as partes da oferenda serem queimadas, os portões eram abertos, o primeiro grupo saia, e entrava o segundo e de igual maneira iniciava-se novamente o processo. E assim sucessivamente. De tempos em tempos, no intervalo entre um grupo e outro, lavava-se o pátio da sujeira que, claro, ali se acumulara.

Depois cada um voltava para casa, levando o animal para ser assado.

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A PÁSCOA EM FAMÍLIA

Enquanto o homem, responsável pela família, ia ao templo levar o cordeiro para ser oferecido no altar, em casa, sua mulher terminava os últimos preparativos para o início da festa.

Um dia antes, muitos seguem a tradição de distribuir dez pedaços de pão fermentado ao longo da casa. A procura por estes alimentos fermentados é feita com uma vela, prestando atenção especial nas ranhuras e lugares onde normalmente se encontra. O chefe da família recolhe este pão em uma bolsa pequena especial e varre as migalhas usando uma pena. Após a procura, o chefe de família pronuncia a seguinte declaração: “Qualquer fermento ou levedura que estão em minha posse e que não vi, nem joguei fora, podem ser considerados como nulos e sem dono como o pó da terra”.

No dia seguinte, as migalhas são queimadas junto com a bolsa e a pena. Todos os utensílios utilizados para fazer pães e bolos são lavados, escondidos ou purificados no fogo. Todo fermento que não pode ser desperdiçado é vendido a uma pessoa não judia, e readquirido após a festa Pessach.

Algumas famílias fazem desta ocasião uma divertida brincadeira para as crianças, que têm de encontrar os pães e alimentos fermentados carinhosamente “escondidos” pela casa. Quando o último alimento fermentado é encontrado e retirado, faz-se uma grande festa!

Às 18h têm-se início à festa propriamente dita, com todos vestidos de branco em volta da mesa. O primeiro rito do Pessach é o acender das velas. Neste jantar festivo, o vinho (mosto) é obrigatório: se alguém não tinha condições de adquiri-lo, o Templo lhe cedia o suficiente para encher as quatro taças do cerimonial. Lembrando que este vinho trata-se, na verdade, de suco de uva, já que o vinho alcoólico é o suco de uva fermentado e, na Páscoa, todo fermento deveria ser extirpado.

Durante a refeição, são cantados pela família os Salmos do Hallel, entrecortados de bênçãos dadas pelo pai de família ou por aquele que faz as vezes dele, sobre as taças de vinho. Os filhos, simulando surpresa, diante deste jantar, fazem perguntas: “Porque esta noite é diferente das outras noites?” “Todas as outras noites comemos pão com ou sem fermento e esta noite só comemos Matzah (pão sem fermento)?” “Todas as outras noites comemos todos tipos de ervas, por que está noite comemos ervas amargas?” “Todas as outras noite nós não molhamos nossas ervas na água salgada, por que esta noite nós molhamos as ervas com água salgada 2 vezes? Nas outras noites comemos sentado ou reclinado porque está só comemos reclinado?” Então o pai explica o sentido dos diferentes ritos e descreve sobretudo as intervenções de Deus em favor do seu povo.

Após a ceia, muitos iam para as ruas festejar, enquanto outros iam para o Templo, que abria suas portas à meia-noite. Com a destruição do Segundo Templo, a celebração da Páscoa passou aser uma noite de lembranças, feita essencialmente em família, sem o sacríficio pascal.

 

Veja um resumo geral da sequência que é observada na ceia de Páscoa, ou Sêder de Pessach, nos dias de hoje:

1. Recitação do Kidush (leitura de Gênesis 2:1-3 e uma oração feita pelos sábios especialmente para este momento, com declarações específicas de bênção sobre Israel, lembrança do êxodo do Egito, palavras em aramaico e a bênção do vinho) e a ingestão do primeiro copo de vinho.

2. Lavagem de mãos. Mergulha-se o salsão, batata, ou outro vegetal, em água salgada. Recita-se a benção e o salsão é comido em lembrança às lágrimas do sofrimento do povo de Israel.

3. A matzá (pão ázimo) é partida ao meio. O pedaço maior é embrulhado e deixado de lado para o final da cerimônia.

4. Conta-se a história do êxodo do Egito e sobre a instituição de Pessach. Inclui a recitação das “Quatro perguntas” e bebe-se o segundo copo de vinho.

5. Segunda lavagem de mãos. O chefe da casa ergue os pães asmos e os abençoa. Eles são então partidos e distribuídos.

6. São comidas as raízes fortes relembrando a escravidão e o sofrimento dos judeus no Egito.

7. É realizada a refeição festiva e é comida a matzá que havia sido guardada.

8. É recitada uma benção após as refeições e bebe-se o terceiro copo de vinho.

9. Hallel – Salmos e cânticos são recitados. Bebe-se o quarto copo de vinho.

10.  Alguns cânticos são entoados e têm-se o costume de finalizar o jantar com os votos de LeShaná HaBa’á B’Yerushalaim – “Ano que vem em Jerusalém” como afirmação de confiança na redenção final do povo judeu.

Além da lembrança da aliança de Deus com Israel, a Páscoa, desde que foi instituída, trazia em si o símbolo profético do Cordeiro de Deus que seria morto para nos livrar da morte. Assim como um cordeiro foi sacrificado no dia da páscoa para a libertação dos judeus do Egito, Cristo foi sacrificado para a libertação dos nossos pecados: “…Ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt.1:21); “…pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados” (Ap.1:5); “…Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado” (I Co.5:7). Cristo se fez oferta de uma vez pelo pecado. Aleluia!

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Sugestão de leituras complementares sobre o assunto:

  • A Palestina no tempo de Jesus. Christiane Saulnier e Bernard Rolland; São Paulo: Paulus, 1983. (Cadernos Bíblicos; 27)
  • As Festas do Senhor. Pr Sóstenes Mendes; BH: Ed Vision Rhema
  • Vida Cotidiana nos Tempos Bíblicos. Tenney, Packer e William White Jr; Ed. Vida
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Leia também:

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Sites para consultas:

Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Educação Religiosa
Marília/SP
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A Páscoa, em sua origem, é uma festa judaica familiar, onde basicamente se comemora o livramento dos primogênitos no Egito, mas foi adotada pelos cristãos porque, justamente durante esta festa ocorreu a crucificação de Cristo (não por coincidência, mas por cumprimento profético).

Os judeus comemoravam a Páscoa da seguinte maneira: um cordeiro era escolhido como oferta pelo pecado (Ex.12:2,6), o animal precisava ser sem defeito nem manchas, e devia assado por inteiro. No dia da Páscoa, dia 14 do mês de abibe – março/abril no nosso calendário (Lv.23:15; Ex.13:4), entre 15:00h e 18:00h, este cordeiro era sacrificado e comido juntamente com ervas amargas e pão sem fermento.

Leia também para entender melhor:

A Páscoa dos Judeus

A Paixão de Cristo

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A fixação da data

Como se calcula, a cada ano, o dia da Páscoa?

A Páscoa é sempre no primeiro domingo depois da primeira lua cheia seguinte à entrada do equinócio de outono no hemisfério sul ou o equinócio de primavera no hemisfério norte (ponto da órbita da Terra em que se registra uma igual duração do dia e da noite: dia 20/21 de Março). Esta datação da Páscoa baseia-se no calendário lunar em que o povo hebreu se baseava, razão pela qual  a Páscoa é uma festa móvel no calendário romano, podendo ocorrer entre 22 de março e 25 de abril.

Várias outras datas são determinadas a partir do dia da Páscoa, tais como Carnaval, Pentecostes e Corpus Christi, dentre outras.

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Símbolos ocidentais

Desde o primeiro século, a celebração da Páscoa no Ocidente agregou dois fortes símbolos: o ovo de chocolate e o coelho.

O ovo simboliza a ressurreição (surgimento de uma nova vida de algo que parece estar morto), e o coelho representa a capacidade da Igreja em multiplicar seus fiéis, devido o coelho ser um animal extremamente fértil. Calcula-se que as lendas relacionadas ao coelho da Páscoa surgiram por volta de 1215, na região francesa da Alsácia. No Brasil, chegaram no início do século 20 por meio dos imigrantes europeus. O chocolate foi uma criação meramente comercial, apenas um subterfúgio para os comerciantes lucrarem um pouco mais nesta época do ano.

É sugerido por alguns historiadores que tais símbolos ligados à Páscoa (ovos de chocolate, ovos coloridos e o coelhinho da Páscoa) são resquícios culturais da festividade de primavera em honra a Eostre, deusa germânica. Um ritual importante ocorria nessa época, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual teria sido adaptado pela Igreja Católica no início do 1º milênio, fundindo-o com a Páscoa.

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Jesus e o cordeiro pascal

De acordo com o Novo Testamento, Jesus Cristo é o sacrifício da Páscoa, conforme profetizado por João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29) e ensinado pelo apóstolo Paulo: “Purificai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” (1Co 5:7).

Jesus é o Cordeiro de Deus que foi morto para salvação e libertação de todo aquele que crê. Para isso Deus teria designado sua morte exatamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a aliança antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a nova aliança, no sangue do próprio Jesus imolado.

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PÁSCOA DOS JUDEUS

PÁSCOA DOS CRISTÃOS

Sangue nos batentes das portas dos hebreus no Egito (“pinceladas” no sentido vertical e horizontal. Este gesto já indicava profeticamente o formato da cruz de Cristo.
Escolha de um cordeiro sem manchas, perfeito Jesus é o Cordeiro de Deus, sem pecado ou dolo (Jo 1:29, II Co 5:21, I Pe 1:18-19)
O cordeiro era sacrificado simbolicamente no lugar dos primogênitos que foram poupados, ou seja, devido à morte expiatória de um animal, os primogênitos que tiveram suas casas pintadas com sangue não precisaram morrer. Jesus tomou sobre ele os nossos pecados, por isso a sua morte precisou ser tão traumática e terrível. Sobre ele, naquela cruz, estava todo o pecado da humanidade (Lv 17:11, Is 53:6, Jo 3:14-15)
O cordeiro era servido juntamente com ervas amargas e pães sem fermento.
  • Ervas amargas = símbolo de tristeza e agonia
  • Fermento = símbolo de pecado
  • Pães asmos = símbolo de limpeza, santidade

A morte de Jesus foi algo terrível para Ele, quase insuportável: dor física, dor emocional, dor espiritual (Is 53:10), sendo que Ele mesmo não possuía em si mesmo pecado algum (pão sem fermento)

Morte do cordeiro entre as 15:00h e 18:00h Jesus foi crucificado para pagar pelos nossos pecados (Hb 9:22, Is 53:4-5, Gl 3:13). Ele morreu depois das 15:00h e foi sepultado antes das 18:00h.
Festa das Primícias três dias depois da Páscoa Ressurreição de Cristo três dias depois da sua morte (Mt 28:7, At 2:24, I Ts 1:10)
O sacrifício do cordeiro precisava se repetir continuamente A morte de Jesus foi suficiente, e não é mais necessário que Cristo morra novamente ou que nenhuma outra pessoa tente outros métodos para conseguir a sua redenção (Hb 9:11-28, I Pe 3:18, I Jo 2:2)

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Nós cristãos, devemos comemorar a Páscoa como os judeus?

Como já foi dito, a Páscoa em si é uma festa judaica. Foi instituída por Deus para o povo de Israel, como um símbolo da salvação messiânica. Assim sendo, nós cristãos brasileiros, não precisamos comemorar a Páscoa, assim como não comemoramos a Festa das Trombetas, a Festa dos Tabernáculos ou a Festa do Purim. Algumas igrejas evangélicas judaizantes têm implantado a celebração da páscoa judaica em seus cultos, inclusive com os rituais culturais que foram acrescidos à festa com o passar do tempo. Entretanto, entendemos que Bíblia é bem clara ao ensinar que nós, cristãos, não precisamos seguir as leis e rituais dados ao povo de Israel – veja Atos 15:1-30; Cl 2:13-17; Gl 3:1-14; Rm 14:14-18.

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É errado comer ovo de páscoa?

Certamente que, pensando no significado transcendental da morte e ressurreição de Cristo, um ovo de chocolate, por mais caro e delicioso que seja, não é nada! Essa deve ser uma decisão pessoal, segundo o costume de cada família. Pessoalmente não vejo problemas em presentear pessoas queridas com chocolate, desde que o verdadeiro sentido da Páscoa seja lembrado, e que as crianças sejam ensinadas a perceberem que a ressurreição de Jesus é infinitamente mais preciosa do que qualquer ovo de chocolate.

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Entre a sexta-feira e o domingo

Muitas igrejas enfatizam em demasia a Via Dolorosa e a crucificação de Jesus, e praticamente se esquecem do principal: sua ressurreição.

A morte de Cristo não deve ser vista com penúria ou pesar, mas como a maior prova de amor de Deus por nós. Jesus foi traído por Judas Iscariotes, acusado pelos fariseus, julgado pelos sacerdotes, desprezado pelo povo e considerado culpado pelos romanos. No entanto, tudo isso aconteceu apenas e tão somente porque Ele mesmo permitiu. Jesus poderia, a qualquer momento, desistir da cruz. Mas, por amor a mim e a você, e em obediência ao Pai, Ele amou e amou até o fim.

Mas a cruz de Cristo não é derrota, antes, é o caminho para a vitória. Vitória não só do próprio Jesus, mas de todo aquele que nele crer. Sim, Ele foi crucificado na sexta-feira de Páscoa, mas ressuscitou no domingo das Primícias! Ele não está na cruz nem permaneceu no túmulo, mas venceu a morte e abriu o caminho para quem o aceitar.

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Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo!  1 Co 15:17-20; 54-57

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Márcia Cristina Rezende
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