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Archive for abril \04\UTC 2019

 

Fico olhando as galinhas aqui no meu quintal. Fizemos um cercado pra elas, com água, comida e também abrigo contra possíveis predadores. Vira e mexe uma escapa do cercado e, assim que percebe que está fora dele (quando vê suas “irmãs” se fartando com a ração), fica logo desesperada querendo entrar de volta. Embora a escapadela tenha sido fácil, encontrar o caminho de volta é sempre mais complicado, e geralmente precisamos dar uma ajudinha.

Fiquei pensando como muitos de nós fazem exatamente a mesma coisa. Respeitando-se os limites da comparação.

Quantos sentem-se presos a um conjunto de regras de ética e moral impostas pela igreja, e a tal prisão parece que sufoca, oprime, inibe e traz inúmeras privações, a ponto de desejarem, desesperadamente, viver em “liberdade”.

Penso que podemos elencar pelo menos três fatos nesta história:

  1. Na verdade, as tais “regras de ética e moral” não são regras e também não são “impostas pela igreja” (ou pelo menos não devem ser). São princípios que nos fazem ser quem realmente fomos criados para ser. São práticas, estabelecidas por Deus, que garantem nossa própria identidade e nos possibilitam alimento e proteção. É neste lugar seguro que o Espírito de Deus opera com liberdade, supre nossas necessidades e nos protege do maligno e de nós mesmos.
  2. Fora da “grade de proteção” não há liberdade, há morte! E as minhas galinhas instintivamente sabem disso. Desconectados do Corpo de Cristo, aparentemente estaremos livres das prestações de contas, das obrigações, dos compromissos, das “tretas” com os irmãos encrenqueiros, das disciplinas espirituais, das cobranças, dos julgamentos, etc, etc, etc. Mas também estaremos indefesos, expostos ao frio, à chuva, ao sol escaldante, à fome, à sede, à falta de direção e aos ataques daquele que quer apenas nos roubar, matar e destruir.
  3. Sempre saímos por iniciativa própria. Mesmo que estejamos incomodados com o sistema ou com pessoas, a decisão de abandonar o “galinheiro” (rs), ou melhor, o aprisco do Bom Pastor, é sempre nossa. Mas, quando estamos lá fora, não vamos conseguir voltar sozinhos. É preciso então reconhecer o erro e nos render à graça de Deus, que nos conduzirá em seus braços de amor de volta pra nossa casa, de onde nunca deveríamos ter saído.

Então permaneça na Casa do Pai. Ele sabe o que está fazendo…

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liberdade

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Ser Igreja

Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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