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Archive for 11 de fevereiro de 2019

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Têm sido frequentes as críticas de uma galera da Teologia Reformada à presença de um Ministro de Louvor liderando o momento de adoração. Segundo eles, o estímulo à adoração não passa de um show gospel com animadores de auditório, que se discorre através de apelos ao emocional em detrimento do espiritual.

Mas, quando leio os Salmos, vejo que esta não é uma “prática moderna inventada por homens vaidosos”:

Aclamem ao Senhor com voz de triunfo!

Batam palmas!

Deem brados de júbilo!

Erguei as mãos!

Tributai ao Senhor glória e força!

Celebrai com alegria!

Adorai ao Senhor na beleza da sua santidade!

Louvai-o com o tamborim e a dança!

Exaltai ao Senhor, nosso Deus!

Cantem louvores ao Criador!

Rendam graças ao Senhor!

…etc, etc, etc.

O que são essas exortações salmódicas, senão palavras dirigidas à congregação motivando a adoração e lembrando a todos os motivos pelos quais deviam adorar ao Senhor e como deveriam fazer isso?

Ficar sentado na cadeira durante um culto julgando a intenção do coração do irmão não me parece algo correto. Só Deus pode dizer se o Ministro de Louvor está agindo exatamente como os salmistas – levando o povo a adorar ao Rei – ou se está buscando louvor para sua própria performance.

Vocalistas, instrumentistas e técnicos têm, muitas vezes, recebido um julgamento maldoso simplesmente por servirem a Deus com excelência. Um cântico de adoração não deixa de ser simples só porque contém solos de guitarras, divisão de vozes e arranjos elaborados. A simplicidade está na intenção do coração, no desejo de fazer Cristo ser adorado através dos dons que Ele mesmo nos concedeu. Uma adoração deixa de ser espiritual e teocêntrica quando o adorador perde o foco e tira Deus do Trono. Mas isso nada tem a ver com a forma. Se a graça divina é multiforme, o corpo de Cristo tem muitos membros, e o Espírito Santo age de diferentes maneiras, também é de se esperar que os adoradores também tenham formas diversas de adorar a Deus. Querer engessar todos num mesmo modelo é cruel e também antibíblico.

Então, glorifico a Deus pelo Ministério de Louvor da igreja onde congrego e de todas as igrejas que levam a sério esta prática, exercendo esta obra com amor e temor. Sou grata ao Senhor por esses “levitas” que, nos cultos congregacionais, nos ajudam a lembrar da majestade do Senhor e nos conduzem a um momento de culto e adoração em espírito e em verdade, com a mente, alma e espírito, usando a razão, o corpo e a emoção. Vocês têm sido instrumentos valiosos nas mãos do Poderoso Senhor, prossigam nesta caminhada! Porque para ELE são todas as coisas!

E se algum desses reformados mal humorados vierem maldizer a maneira como você cultua o seu Deus na sua igreja, lembre-o que o seu louvor não é para agradar a homens, que o Senhor conhece o seu coração e o coração de quem está dirigindo o momento de louvor, e que “cada um dará contas de si mesmo a Deus”.

Ref. bíblicas: Salmos 29:1-2; 47:1; 66:1; 96:1-2, 8-9; 99:5; 100:1; 107:1; 134:2; 148:11-13; 149:1; 150:1-5. Deuteronômio 10:21. João 4:23-24. 1 Pedro 4:10. 1 Coríntios 12.

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Ser Igreja

Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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