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Archive for abril \30\UTC 2017

 

igreja-templo

Se você já é membro de uma igreja e for convidado para outra, fique esperto… Vou lhe contar uma história. Seja paciente e leia até o fim.

Tive o privilégio de trabalhar diretamente na abertura de cinco igrejas (comunidades locais). No Rio de Janeiro: Igreja Batista do Recreio, Igreja Batista do Horto e Congregação Batista Santa Marta e, em Marília: da Igreja Batista Manancial (que começou com um trabalho com crianças todo domingo à tarde no Jóquei) e em minha querida Tib, onde congrego até hoje.

Também participei indiretamente (com suporte e apoio) na abertura de dezenas de outras: Nova Iguaçu, Coelho da Rocha, Figueirinha, V. Real, Júlio Mesquita, Oriente, Lupércio, Rio Preto, etc…

Em cada uma delas, a mesma base estratégica: oração, evangelismo de casa em casa e nas praças, estudos bíblicos, trabalho com as crianças… Começávamos do “zero’ mesmo. Cultos com apenas um violão e, quando muito, um microfone. Numa garagem, debaixo de uma árvore, numa sala cedida por alguém, e sempre sob a bênção de uma “igreja-mãe”. Daí apareciam 2, 3 pessoas. Depois 10, 30, 50… E, tempos depois, uma igreja independente e totalmente estruturada era organizada.

O propósito também era o mesmo em todas elas: levar o Evangelho àqueles que não conheciam Jesus. Plantar uma igreja onde não havia nenhuma outra, para que aqueles que antes não tinham oportunidade de frequentar um lugar de culto, pudessem fazê-lo. ISSO é abrir uma igreja, ok!

Infelizmente hoje temos visto muitos exemplos diferentes. Pessoas que decidem abrir uma nova igreja por “n” outros motivos:

  • discordância com a liderança da igreja anterior
  • ambição pessoal
  • ganho financeiro
  • egolatria…

E usando as estratégias mais espúrias possíveis:

  • técnicas de marketing empresarial
  • divisão da igreja onde era membro
  • convite a famílias e líderes de outras igrejas
  • promessas estapafúrdias…

Um ministério assim, raramente prospera. E por isso temos visto tantas “portinhas” se abrirem e fecharem tempos depois, deixando um rastro de pessoas feridas, que voltam arrebentadas para suas igrejas (quando voltam). A não ser que o líder da nova igreja seja muito carismático e um excelente estrategista. Como é o caso de algumas igrejas neopentecostais que enfatizam a prosperidade e rituais místicos, e hoje são ícones midiáticos de um evangelho distorcido: nasceram tortas, cresceram tortas, e continuam crescendo (tortas). Mas um dia estarão diante do juízo divino prestando contas de cada ação, cada palavra, cada reunião, cada centavo recebido em nome de Deus.

Meu objetivo com este texto é deixar um alerta: SE VOCÊ JÁ É MEMBRO DE UMA IGREJA E FOR CONVIDADO PARA OUTRA, FIQUE ESPERTO. A missão da igreja local é “pescar” pecadores perdidos e não ovelhas descontentes. Então cuidado com o barco onde você está entrando. Use o cérebro maravilhoso que Deus te deu para analisar “friamente” a base deste barco. Observe as seguintes questões:

1. A Palavra pregada é solidamente firmada nas Escrituras ou não passa de discursos triunfalistas, com ênfase no bem estar e sucesso pessoal?

2. Quem o convidou foi um membro da igreja ou faz parte da liderança? Se for um membro da igreja, qual o real propósito: Colocar “lenha na fogueira” diante de um conflito? Provar que a igreja dele é melhor que a sua? “Bater meta” para a multiplicação? Ou, ao perceber que você está deslocado, ajudá-lo a encontrar a vontade de Deus para a sua vida?

3. Se quem o convidou for o líder / pastor / bispo / apóstolo / reverendo / etc. da igreja, aí é fácil perceber se o indivíduo pode ou não ser levado a sério, se o líder é maduro, ético e está com boas intenções, visando o Reino de Deus e não apenas o sucesso egoísta de sua comunidade: Antes de falar com você, ele já falou com seu pastor? É um líder bem quisto e integrado com a liderança de outras igrejas da região? Foi abençoado por sua igreja anterior? Mais do que simpático e envolvente, tem formação teológica, é uma pessoa respeitada e íntegra na sociedade?

A igreja local é parte do plano de Deus para a edificação de seus filhos e como instrumento de propagação do Evangelho e dos valores do Reino na sociedade. Então engaje-se numa comunidade local e dê o seu melhor. Mas cuidado para não entrar num “barco furado”, num ministério que não nasceu no coração de Deus, numa comunidade que não prioriza o Evangelho. HOJE HÁ MUITAS PORTAS COM O NOME DE IGREJA, MAS QUE, DE IGREJA MESMO, SÓ TEM O NOME.

Se sentir que é TEMPO DE DEUS para servir em outra comunidade, não saia maldizendo (popularmente falando: cuspindo no prato que comeu), não fuja, não se esconda, não minta, não faça grupinhos facciosos. Mesmo que você sinta que sofreu alguma perseguição ou injustiça, não saia com pendências. Converse com seu pastor de maneira transparente, explique suas razões, orem juntos e saia pela porta da frente. É o mínimo que se espera de um cristão. E o mínimo necessário para prosperar de verdade na nova igreja. Assim, ninguém se sente traído, e a comunhão permanecerá, mesmo estando em outro ministério.

Simples assim!

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Doctor of Ministry em Bíblia
Marília/SP
 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Opressão gospel

E a síndrome do “mi-mi-mi” se uniu à onda do “politicamente correto”, e ambos convidaram o relativismo e o hedonismo para formarem uma família feliz, e juntos infernizarem a vida dos seres humanos na Terra.

Jesus!!! Parem o mundo que eu quero descer!!!

E neste caldeirão louco em que estamos vivendo, o excesso de informações tenta nos roubar o bom senso, e não poucas vezes nos vemos perdidos em meio a tantas opiniões diferentes. É muito “barulho” mental, e aí fica difícil discernir a doce voz do Espírito Santo tentando se comunicar com o nosso espírito.

Como igreja, uma de nossas responsabilidades é cuidar um dos outros, zelar uns pelos outros, ajudar os que estão mais fracos, levantar os caídos, amar, corrigir quando necessário, confrontar. Tudo isso em sabedoria e amor.

Vai daí, surgem os extremistas! De um lado aqueles que enxergam pecado em tudo e, consequentemente, impõem um rígido padrão de regra e conduta para o resto do mundo. E, de outro, os liberais da turma do “o que é que tem”, que acham que a graça nos absolve antecipadamente de quaisquer erros ou falhas que venhamos a ter e que, por isso, o cristão pode fazer tudo o que tiver vontade de fazer.

As redes sociais engrossam o caldo, com todos querendo expor suas ideias e argumentos contra ou a favor de alguma coisa ou comportamento. E pior, usando a Bíblia como “base” para seus absurdos hermenêuticos.

Gente, já deu, né!

Enquanto os soldados gastam suas energias discutindo sobre comprar ou não no Boticário, boicotar ou não a Rede Globo, proibir ou não os filhos de ler a Turma da Mônica e decidindo se é certo ou errado um cristão ir ao Lollapalooza, a guerra corre solta no mundo real, e pessoas estão se perdendo sem Cristo.

FOOOOCOOOO, please!!!!!!!!! Jesus está voltando! Vamos ensinar nossas crianças a discernirem entre certo e errado, mas sem neuras, e sem colocar sobre elas um jugo mais pesado que o jugo suave e leve do próprio Jesus.

Ninguém vai pro inferno porque leu um gibi do Cebolinha ou porque tatuou o braço. As pessoas vão para o inferno porque nós não falamos pra elas que só Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. E porque não falamos? Porque estávamos ocupados demais polemizando o caso da cantora gospel que foi num show secular.

O MUNDO JAZ NO MALIGNO e precisamos aprender a viver neste mundo, e a nos relacionar com as pessoas deste mundo, sabendo que o mundo jaz no maligno! Deixa eu lhe contar uma coisa: as coisas não vão mudar, este mundo não vai melhorar. O sistema deste século sempre funcionou em favor do pecado, e vai continuar assim. Não estamos aqui para falar mal das trevas, mas para fazer a Luz brilhar através de nós, e assim atrair outros para esse Reino de Luz.

Cada um dará conta de si mesmo a Deus e ponto. Deus levantou os pastores e líderes para cuidarem cada um do rebanho que lhe foi designado. Que a disciplina e a correção permaneçam a nível de igreja local, dentro daquilo que a Bíblia chama de pecado, e não daquilo que Fulano acha que é pecado. 

A opressão gospel neste grande caldeirão virtual tem gerado mais escândalos e afastado mais pessoas do Evangelho que as próprias artimanhas criadas no inferno. Então, que vivamos nossas vidas, vigiando-nos a nós mesmos, deletando o que não edifica e enchendo-nos do Espírito Santo cada dia. Fazendo isso, Ele mesmo nos mostrará onde devemos focar tempo, energia e recursos. Simples assim!

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Ser Igreja

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Educação Religiosa e em Teologia

e Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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