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Archive for agosto \30\UTC 2014

sombrio

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As vezes o sofrimento é tão intenso e duro, que a nossa única vontade é de sumir! O coração parece pequeno e insuficiente para suportar tamanha dor. A alma dilacerada sangra e grita (às vezes em silêncio). Lágrimas, gritos, uivos… nada é bom o bastante para expressar o que a gente está sentindo. E o corpo parece funcionar à revelia da razão. Você já passou por isso?

A verdade é que Deus é todo bom e todo poderoso, mas o mal existe. E como filhos amados de Deus, experimentamos seu cuidado e proteção, mas não passamos de largo pelas tragédias da vida.

A sensação é que não vamos conseguir continuar. Nos sentamos, como Jó, com um só anseio no coração: sumir!

Mas… não dá para simplesmente sumir. A vida continua e com ela suas exigências e obrigações.

Então, como prosseguir? De onde tirar forças para se levantar e dar o próximo passo?

De um jeito ou de outro, o problema vai ser resolvido, a vida vai se reorganizar, a ferida vai fechar… mas, e enquanto isso não acontece? Como suportar as noites com o filho numa UTI, a traição de um cônjuge, a morte de um ente querido, a dor de uma enfermidade letal, os flagelos de uma guerra?

Chega-se ao ponto em que não há mais forças, nem para chorar, quanto mais para se levantar.

Creio que, antes de tudo, precisamos redescobrir a prática de desabafar com Deus. Dele primeiramente devem ser nossas palavras, nosso choro, nossos questionamentos. Vimos isso acontecendo com Jó, Davi e o próprio Jesus. Em momentos de desespero e dor, o caminho é correr para os braços do Pai e rasgar o coração com o Criador. Ele aguenta! Ele entende! Ele escuta!

Nem sempre é possível compartilhar o motivo da dor com um amigo. Mas, com Deus, é sempre possível.

Então, enquanto a resposta não vem e a tempestade parece só aumentar, o segredo é se esconder em Jesus. Não adianta ficar pensando “quão bom seria se nada disso tivesse acontecido”. O fato é que aconteceu e não tem como retroceder. Então só nos resta buscar refúgio Naquele que pode nos acolher e sustentar. Fazer de Deus a nossa morada, não importando o que há lá fora. Conversar com Deus ou entregar a Ele o nosso silêncio. Mas confiar que Ele está ali, trabalhando em nosso favor.

E então, em meio a tanta escuridão, o Pai chora conosco e nos capacita a continuar.

E você se levantará, dará os próximos passos, e, no fundo, saberá que essa força só poderia ter vindo do Alto.

Anderson Nunes, um pastor amigo, de S. José da Tapera (interior de Alagoas), escreveu: “Deus não faz ATALHOS, mas CAMINHOS PERFEITOS, que por mais longos e difíceis que sejam, sempre são os melhores!”.

Está com vontade de sumir? Desaparecer do mapa? Cavar um buraco e entrar nele? Deposite suas angústias em Deus e, a seu tempo, mansamente, Ele o guiará.

Ficarão as cicatrizes da dor, mas tão somente como testemunha de mais um milagre do poder do Senhor em sua vida… porque no fim, no fim tudo dá certo!

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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