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Archive for julho \26\UTC 2014

Todo aquele que costuma ler a Bíblia Sagrada, vê logo que Israel é o povo escolhido de Deus que herdou, do próprio Criador, a Terra de Canaã. Aprendemos a amar essa terra e esse povo através das histórias de Abraão, Moisés, Josué, Davi, João Batista e tantos outros. Cada relato sagrado remete nosso imaginário a inúmeros cenários de milagres como Belém, Nazaré, Caná, o Mar da Galileia, o Monte Sião. E a história bíblica termina com a igreja cristã prosperando em Jerusalém e toda a região de Israel, depois da ressurreição de Cristo.

Mas, quando fechamos as Escrituras e abrimos o jornal, nos deparamos com um Israel totalmente diferente daquele dos tempos bíblicos. Afinal, o que aconteceu neste intervalo de tempo? O que mudou nos últimos dois mil anos para que o cenário se transformasse de maneira tão radical? Como entender o atual conflito entre Israel e Palestina?

Dada a complexidade da situação, tais respostas poderiam facilmente render uma biblioteca inteira para que tudo fosse devidamente explicado. Mas vamos tentar aqui responder às dúvidas mais comuns, de maneira simples e concisa, para que o leitor tenha uma visão geral da situação.

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ISRAEL E A IGREJA PRIMITIVA

Israel no Novo Testamento

Jesus Cristo, o Messias que viria para libertar Israel, mostrou que a tal liberdade prometida não era geopolítica, mas sim espiritual. E assim, os que pretendiam se livrar do domínio do Império Romano, iniciaram eles mesmos uma rebelião de independência contra o regime. Esta rebelião foi violentamente abafada pela milícias romanas, que acabou por destruir completamente a cidade de Jerusalém, o templo de Herodes, os muros da cidade e centenas de casas e edificações. Isto ocorreu no ano 70 e, tamanha foi a destruição, que a população simplesmente abandonou Jerusalém, fugindo para nações vizinhas como Egito, Turquia, Iraque, bem como para países europeus e do continente americano. A região de Israel ficou totalmente desolada e relegada ao esquecimento, assim permanecendo durante séculos.

Para piorar ainda mais a situação, em 135 d.C. o imperador Adriano deu a Israel o nome de Palestina, tradução da palavra hebraica “Pilisheth” ou Filistia, principal inimigo dos israelenses desde os tempos bíblicos, com o propósito de, definitivamente, colocar um fim à identidade da nação judaica.

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A PALESTINA E A CHEGADA DO ISLAMISMO

Praticamente abandonada pelos judeus, povos vizinhos (principalmente árabes) começaram a migrar para a região de Israel (agora conhecida como Palestina), convivendo pacificamente com seus habitantes.

Com a decadência do Império Romano e o surgimento do Islamismo na Arábia com seu ideal de conquistar toda a Terra, Israel foi alvo fácil para os muçulmanos. Encontrando pouquíssima resistência, o califado islâmico  se instalou na região por volta do ano 634.

Sem praticamente nenhuma representação política nacionalista, Israel foi então sendo sucessivamente conquistada por diferentes governos e nações. Esteve sob domínio da Síria, Egito, árabes muçulmanos, dos cruzados, dos curdos, dos mamelucos egípcios, sendo finalmente agregada ao Império Turco-Otomano em 1.517.

 

MOVIMENTO SIONISTA

Pouco mais de 300 anos depois, surge na Europa o movimento denominado de “sionismo”, um incentivo ao retorno dos israelenses de todo o mundo a Sião (nome bíblico para Jerusalém). O movimento ganha força principalmente após o Holocausto de Hitler. Imensos territórios em Israel são pouco a pouco comprados com os fundos do movimento, propiciando aos judeus a oportunidade de fundar verdadeiras comunidades judaicas nessas fazendas. Muitos têm relacionado essa volta dos judeus à alusão da figueira feita por Jesus em Mateus 24:32, afirmando que a geração da restauração de Israel seria a geração da volta de Cristo.  Mas não temos como afirmar isso.

Na 1ª Guerra Mundial, em 1.914, a região foi conquistada pelos países aliados (França, Rússia, Inglaterra, EUA e outros) e, com o fim da guerra e a derrota do Império Otomano, a Organização das Nações Unidas se comprometeu com a criação de um Estado Judeu na região ocupada, na época,  por 95% de árabes.

Milhares de judeus, de todas as partes do mundo, começaram a desembarcar em Israel, em resposta à convocação e incentivos do movimento sionista.

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O NOVO ESTADO DE ISRAEL

De acordo com votação das Nações Unidas em 1.948 para a criação de um “Lar Nacional” para Israel, cerca de 57% do território palestino deveria ser entregue ao povo judeu, mas os países árabes não aceitaram este acordo, declarando guerra no dia seguinte à criação do Estado de Israel, invadindo os limites estabelecidos pela ONU.

O conflito foi vencido pelos judeus que estenderam seus domínios por uma área de 20 mil quilômetros quadrados (75% da superfície da Palestina). O território restante foi ocupado pela Jordânia (que anexou a Cisjordânia) e o Egito (que ocupou a Faixa de Gaza).

Inúmeros conflitos se seguiram e, em 1.967, na Guerra dos Seis Dias, Israel precisou guerrear contra uma liga de 12 países árabes e venceu, conquistando e ocupando os territórios de Gaza (antiga Filistia)Cisjordânia (correspondente aos antigos territórios das tribos de Issacar, metade leste de Manassés Ocidental,  Efraim, Benjamim e norte de Judá).

Guerras e conflitos armados e diplomáticos se tornaram rotina na região. Desde 1.964, movimentos árabes têm se levantado com o objetivo de “libertar aisrael-palestina - demografia Palestina”. Alguns visam apenas conquistar a autonomia árabe sobre os territórios da Cisjordânia e Gaza, enquanto outros não reconhecem o direito de Israel a um Estado e almejam expulsá-lo definitivamente da Palestina. Dentre tais movimentos, destacam-se hoje o Hamas e o Hezbolah.

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ATUAIS CONFLITOS ENTRE ISRAEL E PALESTINA

A atual onda de ataques teve início com a morte de 3 jovens judeus na Cisjordânia, cujos corpos foram encontrados com marcas de tiros no último dia 30 de junho. O governo israelense responsabilizou o Hamas (grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza) pelas três mortes. Num ato de “vingança” a estes crimes, no dia 1º de julho extremistas judeus sequestraram, torturaram e queimaram vivo um adolescente palestino. Um grande contingente do exército de Israel foi mobilizado para as fronteiras de Gaza. Dezenas de membros do Hamas foram detidos, gerando uma onda de revolta e protestos no grupo palestino, que iniciou um intenso bombardeio de foguetes contra o sul de Israel. Em resposta, o governo israelense revidou dando início ao combate mais sangrento na região dos últimos anos.

Segundo o governo de Israel, a estratégia do Hamas é criminosa e brutal. Eles disparam seus foguetes intencionalmente a partir de áreas civis densamente habitadas, sabendo que o exército israelense irá revidar, disparando contra o local de origem do ataque. Como os guerrilheiros do Hamas se escondem em bunkers subterrâneos, usam os civis que vivem na região como verdadeiros “escudos humanos” e, com isso, conseguem mobilizar a opinião da comunidade internacional contra Israel.

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FINAIS DOS TEMPOS?

Vale do Armagedom

Vale do Armagedom

É claro que, absolutamente tudo o que acontece na Terra Santa, imediatamente acende as especulações escatológicas de cumprimentos proféticos. Isso porque há inúmeras profecias que ligam Israel aos eventos apocalípticos.

Entretanto, é preciso ter cuidado. Muitas destas profecias não estão claras quanto aos detalhes e muito do que tem sido dito é fruto de interpretações alegóricas, de acordo com a visão teológica do seu intérprete.

Por exemplo: havia quase um consenso entre os teólogos de que o Iraque era a Babilônia descrita em Apocalipse e Saddam Hussein era o Anticristo. Isto baseado em inúmeros argumentos de dedução lógica comparando-se as atitudes de Hussein e profecias contidas em vários textos bíblicos. Hoje sabemos que todos estavam errados.

É perda de tempo ficar tentando adivinhar o significado das profecias ou forçar sua ligação com acontecimentos no Oriente Médio. O que tiver que vir, virá.

O que sabemos, com certeza, que dentre os eventos dos finais dos tempos, está o governo do Anticristo, um acordo de paz que será quebrado na metade do tempo, a perseguição aos judeus (talvez a todos os cristãos), grandes cataclismas planetários e uma terrível guerra contra Israel, denominada de Armagedom (saiba mais sobre as profecias bíblicas dos tempos do fim no artigo: “Certezas sobre o fim do mundo”.)

Os atuais conflitos com os palestinos podem, sim, ser o início do Armagedom. Como podem, também, ser apenas mais um das dezenas de conflitos e guerras já ocorridos naquela região. Cada acordo de paz firmado na região pode ser, sim, o acordo previsto pelos profetas, como pode, também, ser apenas mais um acordo de tantos outros ocorridos nas últimas décadas.

Penso que Deus planejou as coisas deste jeito, deixando alguns detalhes proféticos em oculto, justamente para que não conseguíssemos prever o tempo exato da volta de Cristo.  É preciso estar pronto sempre, vigiar sempre, e viver sempre na expectativa de que o fim pode chegar a qualquer momento.

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CONCLUSÃO (?)

Do ponto de vista espiritual, o povo de Israel é descendente de Abraão, o povo com quem Deus firmou uma aliança eterna, mas também o povo que rejeitou o Messias, rejeitando também assim o próprio Deus. O povo árabe é igualmente descendente de Abraão, e também foi abençoado por Deus (Gênesis 16.1-16; 17.15-23; 21.8-21), mas escolheu o caminho do islamismo enquanto nação, nomeando Maomé como seu profeta no lugar de Cristo. Claro que, no meio destes dois povos, entre extremistas e fundamentalistas, existem aqueles que desejam a paz, que temem a Deus, e que creem em Jesus Cristo como Salvador e Senhor.  Estamos aqui analisando de forma genérica as escolhas de cada povo.

Do ponto de vista político, Israel acredita que está em seu direito, pois: todo o território lhe foi dado originalmente pelo próprio Deus há mais de quatro mil anos,  eles o conquistaram das mãos dos cananeus (primeiros habitantes da região), uma resolução da ONU concedeu parte do território a eles, e o restante foi conquistado na Guerra dos Seis Dias em 67. Também se acha no direito de manter o cerco a Gaza e Cisjordânia e manter tais territórios ocupados, como uma forma de defesa aos terríveis ataques terroristas que os grupos islâmicos extremistas intentam contra os judeus. E também se acha no direito de, atualmente, bombardear alvos civis em Gaza, já que tais alvos são escudos humanos utilizados pelo grupo terrorista Hamas.

Por outro lado, os palestinos também acreditam que estão em seu direito, pois: os judeus abandonaram a região, que foi então ocupada pacificamente pelos árabes. Também se acham no direito de não reconhecer como legítima a resolução da ONU por ter sido algo imposto e unilateral, sem a aprovação da liga árabe. E também se acham no direito de, atualmente, bombardear Israel, em retaliação ao cerco desumano que lhes é imposto, impedindo a liberdade do cidadão ir e vir em seu próprio país, além de restringir ajudas humanitárias, e controlar a água, a comida e o comércio na região.

Enfim, numa comparação talvez bem grosseira, seria como se índios e brasileiros entrassem em guerra. Quem estaria com a razão? De quem é o direito à terra? O que fazer com os milhares de brasileiros expulsos de suas cidades pelos índios? A situação hoje em Israel é tão complexa que, provavelmente apenas uma intervenção sobrenatural poderá por um fim a tantos dilemas éticos, políticos e religiosos. Ambos estão certos, mas nenhum tem razão. E enquanto isso, no meio do fogo cruzado entre o exército israelense e os grupos árabes terroristas, quem perde é sempre a população.

O desenrolar desta história só Deus sabe. A resposta certa para tantas perguntas também só Deus é capaz de dar com a necessária imparcialidade, justiça e amor.

Que o Senhor tenha misericórdia das milhares de famílias em Israel e na Palestina, que tem sofrido com tanto ódio num clima de guerra que parece não ter fim.

E que tenha misericórdia de nós, abrindo nossos olhos para que estejamos vigilantes e prontos para nos encontrar com Ele no Dia Final.

De uma coisa podemos ter certeza sempre: Jesus Cristo é o único caminho para a vida eterna com Deus.

JERUSALEM

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* Querido leitor, caso tenha ficado alguma dúvida sobre o assunto, por favor, deixe seu comentário e, assim que possível, terei alegria em ajudá-lo. Um abraço. Deus abençoe.

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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Quem dentre vós que tenha sobrevivido, contemplou esta casa em sua primeira glória? E como a vedes agora? Não é ela como nada aos vossos olhos?” – Ageu 2.3

Ageu profetizou cerca de 66 anos depois da destruição do templo. Certamente havia, entre os que o ouviram, alguns homens mais velhos que tinham visto o templo de Salomão em seu esplendor. Esdras 3.12,13 descreve o que aqueles que tinham visto o primeiro templo sentiram 16 anos antes, quando o trabalho de reconstrução começou:

Porém muitos dos sacerdotes, e levitas, e cabeça de famílias, já idosos, que viram a primeira casa, choraram em alta voz quando a sua vista foram lançados os alicerces desta casa” (Esdras 3.12).

Os homens de Esdras 3, choraram porque viram o templo em sua primeira glória. Quando Salomão construiu o primeiro templo, ele não economizou em materiais, e reuniu os melhores talentos que pode encontrar para fazer a obra. Agora, eles olhavam os fundamentos do novo templo e lembravam do antigo e não tinham como comparar. De fato eles diziam: “…em comparação com o antigo templo, este é como nada aos nossos olhos”.
Esta comparação entre os “bons tempos” e o presente – ou entre a obra de Deus em várias ocasiões e lugares – raramente é benéfica.

 

Não foi nada bom para o povo dos dias de Ageu pensar em quão grandioso era o templo de Salomão em comparação com o seu próprio trabalho de reconstrução. Isto lhes foi desencorajador naquele momento. Freqüentemente nossas comparações conduzem-nos ao orgulho ou ao desencorajamento.

Quando nossos dons e recursos são pequenos,nós somos freqüentemente tentados a pensar que não podemos fazer nada de bom para Deus.

Nós olhamos para os outros com grandes recursos e talentos e pensamos que eles são aqueles que Deus pode realmente usar e não pessoas como nós – porque tentar então? Nós pensamos que se nós não podemos construir um templo tão grande como o de Salomão, nós deveríamos nos incomodar, construindo de jeito nenhum.

A verdade disto tudo é que nada que nós fazemos é realmente digno de Deus – todas as nossas obras, inclusive as de Salomão, não alcançam a perfeição da glória dEle. Então, nós realizamos o que nós podemos e confiamos que o Senhor está tão satisfeito com nosso coração e esforço quanto com a grandiosidade do resultado final.

A.W.Tozer, considerando a nossa tendência de competir e fazer comparações, sugeriu a seguinte oração:

Querido Senhor, de agora em diante eu me recuso a competir com qualquer um dos teus servos. Eles têm congregações maiores do que a minha. Que assim seja. Eu regozijarei com seu sucesso. Eles têm maiores talentos. Muito bem. Isto não está no poder deles nem no meu. Eu sou humildemente agradecido pelos seus grandes talentos e pelos meus pequenos também. Eu somente peço que eu possa usar, para Tua glória, este modestos dons que eu possuo. Eu não irei comparar a mim mesmo com ninguém, nem tentar elevar minha auto-estima por algo em que eu exceda um ou outro em Teu santo trabalho. Com isso, eu nego completamente que possua qualquer merecimento próprio. Eu sou somente um servo inútil. Eu me coloco alegremente aos pés da cruz e eu sou o menor do Teu povo. Se eu errar em meu próprio julgamento e realmente subestimar a mim mesmo, eu não me importo. Eu proponho orar pelos outros e regozijar em sua prosperidade como se fosse a minha própria. E de fato é minha se ela é tua também, porque o que é Teu é meu, e enquanto um planta e outro rega, é Tu somente que dá o crescimento.”

Autor: David Guzik
Fonte: Estudos Gospel

 

 

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