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Archive for julho \30\UTC 2013

papaDesde sua nomeação em março de 2013, o Papa Francisco, líder supremo da Igreja Católica, tem colecionado elogios, do clero, dos fiéis, da mídia e da população em geral.

Não há dúvidas de que se trata de uma pessoa carismática, que tem conquistado a todos com sua simplicidade, humildade e preocupação com o próximo. Sua visita ao Brasil foi considerada um sucesso! Por onde passou distribuiu afago, carinho e atenção.

O CRISTIANISMO, mais do que uma religião ou um conjunto de dogmas e doutrinas, é um estilo de vida. Uma vida que tem como alicerce os ensinos de Jesus Cristo no Novo Testamento.

O Catolicismo tem passado por um forte avivamento através do movimento carismático. Mas sem me ater a detalhes de formas e cultos ou diferentes interpretações de alguns ensinos bíblicos, o que me preocupa é a sutil DETURPAÇÃO DA ESSÊNCIA DO CRISTIANISMO por parte de muitos cristãos.

Não nego que sou admiradora do Papa Francisco, e da maneira como, até agora, ele tem conduzido sua liderança. Mas diante de tudo que conheço, com imenso respeito aos que pensam ou crêem de forma diferente, considero dois os equívocos fatais do Catolicismo em geral: colocar Deus em segundo plano (atrás de Maria, dos santos e dos sacramentos) e ensinar que a prática ou não de obras de caridade influenciam diretamente na nossa salvação. 

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O que a Bíblia diz:

A Salvação só pode ser alcançada mediante a graça de Deus, através da nosso arrependimento e fé em Cristo Jesus:

“Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8-9

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14:6

“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos.” 1 Timóteo 2:5-6

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A Bíblia ensina que oremos apenas a Deus.  Na igreja cristã primitiva, nunca houve orações dirigidas a Maria, nem aos santos mortos. Todas as bênçãos e milagres que recebemos vem de Deus, e não de homens.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Disse Jesus, em Mateus 11:28

“E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem.” Atos 10:25-26

“Porque então te deleitarás no Todo-Poderoso, e levantarás o teu rosto para Deus. Orarás a ele, e ele te ouvirá.” Jó 22:26-27

“Não erreis, meus amados irmãos. Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” Tiago 1:16-17

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O Evangelho diz que todos os homens, com a única exceção de Cristo, são pecadores. Maria foi uma mulher temente a Deus, escolhida para gerar o Salvador em seu ventre, mas também era pecadora; e assim como José, João, Pedro, Paulo, Jorge, Francisco, Antônio, e todos os demais “santos” da igreja, precisaram de Jesus para serem salvos, tanto quanto cada um de nós. Nenhum ser humano é digno de receber nossas orações ou veneração. 

“Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, e são justificados gratuitamente por sua graça; tal é a obra da redenção, realizada em Jesus Cristo.” Romanos 3:23-24

“Pois já demonstramos que judeus e gregos estão todos sob o domínio do pecado, como está escrito: Não há nenhum justo, não há sequer um.” Romanos 3:9-10

“Como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram…” Romanos 5:12

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Jesus se fez acessível a todos, e deseja que nós o busquemos diretamente, de todo o coração, sem nenhum tipo de mediador.

Disse Jesus: “Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de minha mão.” João 10:14, 27-28

Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” Hebreus 4:15-16

“Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé” Hebreus 10:19-22

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A veneração à imagens, anjos, cruz e relíquias sempre foi considerada idolatria na Bíblia e na igreja cristã primitiva. Tal prática foi autorizada na Igreja Católica por volta do ano 800 d.C. pela imperatriz Irene.

Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. 1 Coríntios 10:14, 19-20

“Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” Êxodo 20:4-5

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Certa vez, conversando com um seminarista que se preparava para o sacerdócio, perguntei o que ele achava dos ídolos e santos venerados na igreja. Ao que ele me respondeu: “Márcia, a gente sabe que isso tudo não é verdade (referindo-se ao poder de Maria e de todos os santos), mas eu não posso de repente chegar e dizer ao povo que tudo o que eles sempre acreditaram é mentira! Criaria um caos! Eles perderiam seu referencial de vida! Então, o menos complicado é continuar lhes alimentando a fé, e lhes dando uma esperança, uma razão de viver.”

Creio que, infelizmente, esta é a filosofia de muitos líderes católicos. Conhecem a verdade, porque estudam as Escrituras, mas se vêem mais fracos que uma tradição que dura séculos.

Perguntei a este mesmo seminarista se ele não temia o juízo de Deus sobre a vida dele por contribuir com a cegueira espiritual de tantas pessoas. Ele disse que sim, embora não tivesse escolha.

Mas existe sim uma escolha! Não é preciso que “mudem de religião”, mas tão somente que se voltem à essência do Evangelho descrito nas Escrituras, como muitos já tem feito. Como o próprio Papa afirmou em entrevista a um jornalista da Rede Globo: “A igreja sempre precisa ser reformada”. Que esta reforma seja não só moral, política e administrativa, mas também em sua forma de exercício da fé.

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SÓ JESUS CRISTO SALVA!

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Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.  João 14:21

Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.  João 8:12

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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Nos primórdios da história de Israel, o povo peregrinava pelos desertos do Sinai em busca da Terra Prometida. Eles eram sustentados por Deus através do Maná, uma semente branca e adocicada, que descia do céu, com a qual faziam pães e bolos (Êxodo 16:4, 31).

Certa vez, passando pelo deserto de Meribá, o povo se angustiou com a situação e levantou-se contra Deus, afirmando, dentre outras coisas: “nossa alma tem fastio deste pão tão vil” (Nm 21:5), referindo-se ao Maná.

Quantas vezes temos feito o mesmo, nos enfastiando do Evangelho simples de Jesus, o Pão do Céu, e buscando por algo mais “interessante”. Começamos a observar a “comida” dos outros e, de repente, somos tentados a concluir que a nossa é “sem sal”, não tem graça, é simples demais, fácil demais…

Não abandonamos o Pão, pois sabemos que Ele é verdadeiro, mas só o Pão já não é suficiente. Então entramos assim num sincretismo sem fim, acrescentando à cruz um “tempero” extra para torná-la mais “apetitosa”.

Vai daí, surgem os rituais, as superstições, as penitências, dogmas e tantas outras coisas… Acréscimos ao Evangelho puro e simples de Jesus, o Pão da Vida. Fermento que corrompe a massa e nos afasta de Deus, fazendo com que a nossa fé seja substituída por meras crendices.

No Antigo Testamento, Deus enviou serpentes venenosas para punir o povo que estava “enjoado” do seu maná (Nm 21:6). Que hoje nos arrependamos por achar que o Pão da Vida já não é suficiente para o nosso sustento. E nos ajude a permanecer no caminho estreito que conduz à Salvação.

pao

“E JESUS lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede. Mas já vos disse que também vós me vistes e, contudo, não credes. ” João 6:35-36

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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