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Archive for abril \04\UTC 2013

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A cultura ideológica do nosso tempo é, de fato, uma metamorfose ambulante que, de tão ambulante, tornou-se amorfa e paradoxal.

Um exemplo disso é a intolerância tida como politicamente correta por parte dos militantes gays. Em nome da liberdade de escolha e do respeito ao diferente, pregam e agem com arrogância, desigualdade e intransigência.

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bandeira-gay

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Com o fim da ditadura e da censura, o brasileiro se viu livre para expressar sua opinião sobre os mais diversos assuntos:

  • Podemos falar contra os governantes e políticos;
  • Podemos falar contra a escalação do time de futebol;
  • Podemos falar contra a pregação do Edir Macedo;
  • Podemos falar contra o corte de cabelo do Neymar;
  • Podemos falar contra a postura dos talibãs;
  • Podemos falar contra o horário eleitoral obrigatório;
  • Podemos falar contra a escolha do Papa;
  • Podemos falar contra a propaganda de cigarros;
  • Podemos falar contra os evangélicos;
  • Podemos falar contra os corinthianos;
  • Podemos falar contra a lei seca;
  • Podemos falar contra os programas de televisão;
  • Podemos falar contra uma determinada novela;
  • Etc, etc, etc…

Por vivermos num país livre, podemos (ou podíamos) expressar nossa opinião contrária a tudo e a todos.

Ninguém gosta de ouvir uma crítica, mas em respeito à opinião do outro, permitimos que elas existam. Normalmente as críticas não nos  fazem mudar de opinião, pelo contrário, na maioria das vezes servem apenas para fazer crescer a convicção de que estávamos mesmo certos. Mas as críticas têm papel importante nos relacionamentos e na vida em sociedade, elas contribuem para a discussão, o diálogo, o amadurecimento pessoal, a democracia, o estado de direito.

Como Igrejas Cristãs, cremos na Bíblia como guia de fé e prática e nossa pregação inclui o que entendemos ser contrário ao plano original de Deus. Assim sendo, diferenças à parte, pregamos contra o alcoolismo, o adultério, o sexo antes do casamento, a imoralidade, os vícios, a idolatria… Os que praticam tais coisas são livres para continuar praticando, mas nós, como igreja, somos livres para expressar nosso entendimento sobre cada tema.

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pl 122

MAS, quando se trata de opção sexual, o quadro muda por completo. Falar contra os pastores que ensinam sobre dízimo é “liberdade de expressão”, mas falar contra homossexualismo é classificado logo de preconceito e intolerância, e ainda está sujeito a levar um processo sob acusação de homofobia e discriminação. Isso é RIDÍCULO!!

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Aprendamos todos (homos e héteros) que discordar das escolhas uns dos outros é um exercício que faz parte da diversidade humana.  E que aceitar o diferente não implica, necessariamente, em pensar igual.

Claro que não estamos falando aqui em ações e reações ofensivas e violentas. Mas tão somente da tal “liberdade de expressão” e  “liberdade de escolha”.

É preciso respeitar os direitos de ambos os lados da moeda. Aconteceu há não muito tempo: uma pessoa obesa que não fora aceita como recepcionista numa academia de ginástica por estar acima do peso, processou os donos por preconceito (!). Onde fica o direito do empresário de poder contratar alguém de acordo com o perfil que ele escolheu para a sua empresa?

O gay tem direito de ser gay, e eu tenho direito de ser contra. Eu tenho direito de ser hetero, e o gay tem direito de ser contra.

Vamos combinar? Podem criticar a igreja e os evangélicos! Mas nos deixem também continuar falando daquilo que consideramos contrário à vontade de Deus!

Liberdade, tolerância e respeito! Simples assim! 🙂

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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