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Archive for abril \17\UTC 2012

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Deprimente a estratégia de crescimento de algumas igrejas e ministérios: buscar ovelhas em aprisco alheio.

A gente evangeliza, ensina, batiza, discipula, treina, equipa e aí… quando a pessoa está pronta para começar a frutificar, vem um abençoado de outra igreja e faz o convite para que a pessoa vá trabalhar lá, com a promessa de “cuidar” dela.

Muito cômodo formar células e ministérios com pessoas já “prontas” de outras igrejas, mas e o Reino? Isso é bíblico? Isso é ético? Isso é cristão?

Precisamos entender que criar raízes é algo importante para nosso crescimento e amadurecimento (Hb 13:25). Pessoas estão pulando de igreja em igreja buscando satisfação própria e têm sido roubadas do privilégio de simplesmente servir.

Quando nós tiramos alguém do lugar onde o próprio Deus a plantou, estamos desconfigurando o plano original daquele que é o Senhor da Igreja (1 Co. 12:26-28). O Espírito concede dons espirituais a cada um para o que for útil dentro de determinada comunidade local. É uma grande rede onde a edificação mútua gera a edificação da comunidade que, por sua vez, gera a edificação do Reino (Ef. 4:16). Simples assim!

Enquanto igrejas locais ficam seduzindo os membros umas das outras, as pessoas perdem suas identidades, projetos se frustram, ministérios enfraquecem, o Reino deixa de crescer e o inferno… vibra (Jo. 10:10).

É tempo de voltar às veredas antigas (Jr. 6:16), à simplicidade do evangelho (Mc. 12:30-31), à essência do “ser igreja” (Ap. 2:5)!

Não nos engajamos num determinado ministério para sermos “paparicados” ou termos o ego massageado (1 Co. 10:24-33). Deus nos chama para a guerra, não contra carne e sangue, não contra pastores e líderes, não contra irmãos de caminhada, mas contra principados e potestades do mal (Ef. 6:12).

Que, em nome de Jesus, possamos seguir nessa luta juntos, em favor do Reino, permanecendo cada um no lugar onde fomos chamados (Hb. 10:25).

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

3ª Igreja Batista de Marília

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Permitida reprodução, sem fins lucrativos,

mediante citação da fonte e autoria

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“Tá amarrado” brada o crente valente diante de cada suposta investida do cramunhão, na tentativa de impedir seu agir.

Não se sabe ao certo quando esta expressão tornou-se num conhecido jargão. Tal hábito toma por referência o texto bíblico de Mateus 12:29, quando Jesus indaga: “como alguém pode entrar na casa do homem forte e levar dali seus bens, sem antes amarrá-lo? Só então poderá roubar a casa dele”.

No contexto desta colocação de Jesus, os fariseus o estavam acusando de expulsar demônios em nome de Belzebu, quando então Ele mostrou quão contraditória era tal afirmação, exemplificando que ninguém pode expulsar ninguém em nome da própria pessoa.

Uma ênfase exagerada foi dada à esta ilustração e uma complexa doutrina de libertação foi elaborada baseada neste texto, colocando o ato de “amarrar” satanás como o primeiro passo em qualquer ritual de exorcismo.

Sem pretender aqui fazer uma exegese do texto, nunca é demais lembrar que, muitas vezes a solução é bem mais simples do que imaginamos. Ao invés de gastar energia repreendendo, amarrando e expulsando o diabo,  que tal antes olhar para dentro de nós mesmos e, numa sincera avaliação, verificar se a origem do problema não está em nossas atitudes?

Muito cômodo culpar o inferno por nossas escolhas. Mas enquanto não darmos um basta ao pecado que nos domina, perderemos a voz de tanto tentar amarrar satanás, e nada acontecerá.

Pecar ou não, é uma escolha pessoal. E enquanto escolhermos permanecer no pecado, não tem reza, mantra ou palavra de ordem que funcione. Quer afugentar a escuridão? Não adianta gritar, apenas acenda a luz.

Nunca é demais nos lembrar das palavras de Elben M. Lenz em seu livro “Antes de amarrar Satanás…amarre você mesmo”  

Fica a dica:

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Antes de amarrar Satanás, amarre a sua língua. Ela é um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Ela contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida.

Antes de amarrar Satanás, amarre os seus olhos. Se os seus olhos forem maus, o seu corpo todo ficará na escuridão, Olhos altivos, olhos de cobiça, olhos cheios de adultério, olhos que nunca olham para cima – precisam ser amarrados dia após dia.

Antes de amarrar Satanás, amarre o seu gênio. Se você não suporta um revés, uma ofensa, uma crítica, uma dor – você é incapaz de viver neste mundo. Você não pode pedir fogo do céu para consumir os que não batem palmas para você.

Antes de amarrar Satanás, amarre o pecado que habita em você. Deixe à mingua o apetite da pecaminosidade latente. Castigue seu corpo e faça dele seu escravo. Ofereça-o em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.

Antes de amarrar Satanás, amarre a sua mente. Ela precisa ficar cativa à Cristo. Você não tem o direito de pensar a seu gosto. Você só pode pensar naquilo que é verdadeiro, nobre, correto, puro, amável e de boa foma.

Antes de amarrar Satanás, amarre a sua incredulidade. Ela é um entrave enorme e uma ofensa contra Deus, pois sem fé é impossível agradá-lo. Você não pode racioncianr corretametne se não incluir os recursos da fé na revelação e nas promessas de Deus.

Antes de amarrar Satanás, amarre a sua preguiça. A preguiça faz cair em profundo sono e inventa mil desculpas para você não se mover. Cuidado com a preguiça mental que não o deixa ler e estudar a Palavra de Deus. Cuidado com a fé sem obras.

Antes de amarrar Satanás, amarre a sua timidez. O exército de Deus não recruta soldados tímidos. Eles não estão aptos para a guerra e ainda contaminam o s outros guerreiros. Ouça a pergunta de Jesus: “Por que você está com tanto medo, homem de pequena fé?”.

Antes de amarrar Satanás, amarre o seu eu. Você não governa mais a sua vida. Você foi crucificado com Cristo. Assim, já não é você quem vive, mas Cristo vive em você. Você não tem direitos. Convém que Jesus cresça e você diminua.

Antes de amarrar Satanás, amarre a sua vaidade pessoal. A soberba é um pecado latente que precisa ser dominado. É um pecado perigoso. A desgraça está um passo depois do orgulho e logo despois da vaidade vem a queda. O problema é grave demais.

Depois de tudo amarrado, sinta-se à vontade para amarrar Satanás, no sentido de resistir as suas artimanhas e suas investidas periódicas. E faça isso na autoridade de quem já se amarrou primeiro. Sempre em nome de Jesus!

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
 3ª Igreja Batista de Marília/SP
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Permitida reprodução sem fins lucrativos
desde que citada fonte e autoria.

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Sem Cristo

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Sem Cristo…

a religião é um firmamento sem sol;

o culto público é um escrínio sem jóias;

a vida é uma passagem espantosa para um fim horrendo;

o lar não é uma habitação de paz;

a família não tem laços fortes de amor duradouro;

o negócio não produz lucros proveitosos;

a morte é a queda no abismo insondável;

a eternidade prolonga ais impronunciáveis.

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Sem Cristo…

a saúde não serve de cura para a enfermidade da alma; e a enfermidade é o prelúdio de uma dor sem mitigação.

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Sem Cristo…

a prosperidade é uma maré adversa, e a adversidade é a prefiguração de uma miséria mais profunda.

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O nascimento não é festivo se Cristo não nascer no íntimo.

A vida não é ganho, exceto se for vivida para Cristo.

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À parte Dele…

Deus é adversário;

as Escrituras ribombam condenação;

Satanás espera pela sua vítima;

seu cárcere espera de prontidão.

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Poderia eu saber disso tudo, e não implorar aos homens que façam de Cristo o seu Tudo? (…)

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Cristo é a espada perante a qual tombam por terra as fraudes romanistas e os sofismas da inovação.

Ele é o escudo que resguarda o coração de todos os dardos envenenados do enganador e dos enganados.

Nele há reposta para cada astúcia de cada erro.

Quando Cristo é realmente visto torna-se um forte inexpugnável.

Quando bem aplicado, Cristo despedaça toda a armadura da falsidade.

Ele é a sabedoria de Deus levada ao clímax.

Está bem seguro o homem, no terreno da sabedoria, quando bem versado Nele. ”

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Henry Law, 27/10/1864

Prefácio a 1ª. Edição do livro “O Evangelho em Gênesis”

 
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