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Archive for março \31\UTC 2012

Colossenses 3:5-11

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INTRODUÇÃO

• Será que é necessário dizer a verdade em qualquer situação?
• A retenção da verdade é, necessariamente, uma mentira?
Há duas espécies fundamentais de mentira: “jactância, que consiste em exagerar a verdade; e a ironia, que consiste em diminuí-la. Nestes dois casos não se trata de simples mentira, mas de vícios mais graves”.Conforme os dicionários, mentira é engano, impostura, fraude, falsidade, erro, ilusão, juízo falso, fábula, ficção etc. Mentir é contar ao próximo aquilo que se sabe ser falso, como sendo verdadeiro. É interessante lembrar que há, no calendário popular, o “Dia da Mentira”: 01 de abril.

O pior é que a mentira faz parte do cotidiano de muitas pessoas, de uma forma até costumeira ou inconsciente, tornando-se um costume ou um hábito negativo, gerando sérios prejuízos.

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BREVE ANÁLISE DO TEXTO

Paulo, dirigindo-se aos cristãos de Colossos, que estavam ameaçados por ensinos errô­neos difundidos pelos falsos mestres (Cl 2.16-23), apresenta verdades de suma importância, em forma de mandamentos, dentre as quais encontra-se esta: “Não mintais uns aos outros” (v. 9). Esta recomendação está inserida no contexto do “novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (v. 10).O apóstolo realça, neste trecho bíblico, uma série de imperativos relativos à conduta cristã, convocando cada um a demonstrar, na prática, que o cristão está morto para o pecado e vivo para Deus. O desejo e as orientações paulinas dizem respeito àqueles que haviam se convertido do paganismo e que, agora, deveriam revelar uma nova vida, colocando em prática aquela profissão de fé no ato da conversão (Cl 2.13). É nesse sentido que ele fala sobre “fazer morrer a natureza terrena”, “se despojar” e “se despir do velho homem com os seus feitos”, pois agora a vida não é mais como “noutro tempo” (v. 8,9). Na língua original, a idéia paulina refere-se ao ato de despir e ao ato de vestir. Isso porque os cristãos são convocados a demonstrar que não pertencem mais ao “reino das trevas”, mas sim, que foram “transportados para o reino do Filho” (Cl 1.13). Trata-se do grande desafio de renunciar a vida antiga, ou seja, abrir mão dos velhos hábitos e viver o agora, de modo novo. Nesse contexto, ele menciona, de modo inicial, o mandamento: “Não mintais”.

Esse mandamento, que ocorre também em Efésios 4.25, é o assunto central deste estudo, o qual tem como objetivo mostrar que o cristão, que é nova criatura, precisa ter uma postura diferente, eliminando qualquer tipo de mentira em sua vida, revelando-se uma pessoa com­prometida com a verdade.

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TÓPICOS PARA REFLEXÃO

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1. TIPOS DE MENTIRA

Olhando para a própria Bíblia, verifica­mos a menção de alguns tipos de menti­ra, os quais são obstáculos que precisam ser transpostos: Falsas acusações contra o próximo (Pv 6.16-19; Mt 5.11); Mentirinhas”, ou meia verdade (At 5.3,4); Enfeitar ou exagerar a verdade (Pv 30.6); Gabar-se de atitudes que, na reali­dade, não foram executadas (Pv 25.14); Desculpar o pecado praticado (Pv 17.15); Brincadeiras enganadoras e que pre­judicam o próximo (Pv 26.18,19); Deixar de cumprir as promessas fei­tas a Deus e ao próximo (Ec 5.4-6; Tg 5.12); Inversão da verdade divina (Rm 1.25).É preciso ser vigilante nesta área, pois uma mentira sempre leva a outras menti­ras, isso para que se encubra a primeira. Porém, seja qual for o tipo de mentira, ela deve ser enquadrada neste mandamento: “Não mintais”.

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2. PREJUÍZOS DA MENTIRA

São vários os prejuízos que a mentira provoca, e aquele que profere mentiras não escapa deles (Pv 19.5). Torna-se impos­sível mencionar todos eles, mas é preci­so destacar os seguintes:2.1. Prejudica o relacionamento com Deus– Deus é verdadeiro e abomina a mentira, pois ele é a própria verdade (Jo 17.3). Ele não pode mentir (Hb 6.18). A Bíblia afirma que Jesus é a verdade (Jo 14.6) e que o Espírito Santo é o “Espírito da verdade” (Jo 16.13). Portanto, quando a mentira prevalece, o relacionamento com Deus fica prejudicado. O profeta Isaías disse que os pecados fazem separação entre as pessoas e Deus (Is 59.2,3). É impossível relacionar-se bem com Deus, usando de mentira.

2.2. Dificulta o relacionamento com o próximo– A mentira possui a faculdade de colocar as pessoas em situação conflituosa. Ela promove inimizades, con­tendas e separações. Muitos relaciona­mentos interpessoais estão quebrados por causa da mentira (Pv 25.18; 26.18,19,28).

A mentira provoca a perda da confiança mútua, prejudicando o bom relacionamento com o próximo. Isso ocorre entre mui­tas pessoas, que chegam até a dizer: “Agora eu não confio mais em ninguém. Eu não confio mais em você”. Conforme o comentarista Ralph R Martin, “a menti­ra leva ao rompimento da comunhão cris­tã, porque engendra a suspeita e a des­confiança, e assim destrói a vida em co­mum no corpo de Cristo, mediante a qual somos membros uns dos outros”.

2.3. Destrói o próprio mentiroso– Com certeza, o prejuízo mais drástico que a mentira causa é a morte. Isso está claríssimo no episódio bíblico de Ananias e Safira. Este era um casal, até certo ponto bem intencionado. Mas, devido à prática da mentira, ele tombou morto aos pés de Pedro (At 5.1-11). A palavra profética de Oséias apresenta um povo rebelde, cor­rupto e mentiroso, e, por causa disto, ele declara: a “terra está de luto” (Os 4.1-3).

Quantos tentam adquirir riquezas utili­zando a mentira como sua arma princi­pal! Mas a Bíblia diz que isso é laço mor­tal (Pv. 21.6). Aqui está a seriedade deste delito, levando à morte e ao castigo final (Ap 21.8; 22.15). Realmente, a mentira não pode ser to­lerada dentro da comunidade cristã.

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3. A VERDADE NO LUGAR DA MENTIRA

O ensino central deste estudo reside aqui, pois a vontade de Deus, os princípi­os bíblicos e aquilo que promove a felici­dade entre o povo de Deus, é que a ver­dade reine absoluta. O sábio Salomão dis­se que os lábios mentirosos são abomi­náveis ao Senhor (Pv. 6.16-19; 12.22).Pau­lo oferece o seu exemplo pessoal, decla­rando: “Não minto” (Gl 1.20). Jesus dis­se, com clareza, que a palavra do cristão é esta: “sim, sim; não, não” (Mt 5.37). É bom lembrar que a recomendação paulina quanto ao perfil de um oficial de igreja tem muito a ver com uma vida íntegra, verda­deira e sem falsidade; ele diz que os diáconos devem ser “de uma só palavra” (I Tm 3,8).

Fica evidente que toda pessoa que se chama pelo nome de cristão possui o de­ver de refletir a natureza e o caráter do Deus que é verdadeiro, e não a imagem de Satanás, o enganador e o pai da mentira (Jo 8.44). Deus escolhe cada um para ser se­melhante à imagem do seu Filho (Rm 8.29).

Quando a mentira dá lugar à verdade, é possível perceber os resultados: Paz com Deus, com os outros e con­sigo mesmo; União, amor e alegria na igreja; Pleno funcionamento do Corpo de Cristo; Autoridade e capacitação para se pregar o evangelho ao mundo; Progresso humano e a preservação da vida.

Finalmente, não se pode esquecer que é impossível se esconder de Deus. Ele sabe e ouve tudo o que se fala. Por isso, mais cedo ou mais tarde, a mentira será descoberta (Pv 12.19).

 

REFLEXÃO PESSOAL

1. Você tem cumprido a recomendação de Colossenses 3.9, contribuindo, assim, com o bem-estar de sua comunidade?

2. Você já enfrentou alguma situação em que teve dificuldade para falar a verdade? Como você reagiu? A sua atitude foi correta?

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Autor: Josias Moura
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O nome de JESUS não é um amuleto anti-problemas, um mantra contra maus espíritos ou uma palavra mágica para conceder desejos.

O poder que emana do nome de JESUS vem da sua autoridade sobre tudo e sobre todas as coisas, visíveis e invisíveis, nos céus, na terra, e debaixo da terra. Esta autoridade lhe foi concedida, pelo Grande e Único Deus do Universo, porque JESUS amou… e amou até o fim. Por isso, usar este nome em revelia a este amor não é só inútil, é desrespeitoso!

O NOME de JESUS tem poder porque está intrinsecamente abarrotado de  amor.  E render-se a este doce e extraordinário amor é o passaporte para fazer uso deste NOME sem igual.

Quer entender o que há de diferente no NOME de JESUS? Entregue a sua vida a este NOME, confie a Ele seu coração, seus sonhos, seus medos, suas limitações, seus fracassos, suas tristezas… Deixe-se amar por Ele e então, o NOME dele brilhará no céu escuro de sua alma, e inundará todo o seu ser, trazendo-lhe esperança e paz.

Você então será um só com ELE, o NOME, e todo o poder e autoridade DELE estarão ali, disponíveis, à distância de uma oração.

Muito além do que um ritual místico, clamar o NOME de JESUS é crer que ELE é o único caminho na trajetória da verdadeira espiritualidade, que ELE é o unigênito Filho de Deus, com poder não só para perdoar pecados mas para nos livrar da morte eterna – finitude de toda a raça humana.

Ah, o poderoso e terrível NOME de JESUS, diante do qual o inferno estremece, demônios se prostram, o mal recua.

Ah, o doce e meigo NOME de JESUS, diante do qual meu coração derrete, minha alma exulta e todo o meu ser explode de amor.

Não é um amuleto, mantra ou palavra mágica, o NOME de JESUS, ah…. o NOME…. o NOME de JESUS!

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Educação Religiosa
Marília/SP
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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Nem tudo o que parece é, isso todo mundo já sabe. E a Bíblia está repleta de histórias maravilhosas onde somos surpreendidos pelo inusitado (como Deus é criativo!). A história de Balaão é uma delas. Confira em Números 22:21-31.

Durante a pereguinação do povo de Israel pelo deserto, o rei de Moabe, temendo ser destruído pelos israelitas, manou chamar o vidente Balaão a fim de que este amaldiçoasse o povo de Deus. Montado em sua mula (animal bastante usado para transporte na época), Balaão segue viagem decidido a atender o pedido do rei. No meio do caminho um anjo do Senhor aparece na estrada, com uma espada na mão, para impedir que ele prosseguisse. Balaão, o famoso “vidente”, não conseguiu enxergar o anjo e foi salvo por sua jumenta que, identificando o mensageiro celestial, simplesmente empacou.

Quantas vezes, obstinados por um propósito humano e confiantes em nossa própria capacidade, fazemos nossas escolhas independentemente da vontade de Deus e dominados por uma terrível cegueira espiritual não conseguimos enxergar os sinais que o Senhor coloca em nosso caminho para nos livrar do mal.

Nossa limitação nos impede de saber ao certo o que é melhor para nós, mas Deus sempre sabe. Ele, que conhece todas as coisas, é quem tem os planos de paz para nossas vidas e deseja cumprir em nós sua boa, agradável e perfeita vontade.

Ao insistir em fazer as coisas “do nosso jeito”, dentro da nossa lógica e segundo a nossa sabedoria, entramos por um caminho obscuro e perigoso, cujo fim pode ser bastante amargoso.

Não endureçamos o nosso coração. Sejamos sábios e atentos como a mula de Balaão, sensíveis aos anjos que Deus sempre envia ao nosso caminho para nos dar a direção certa.

Quando nossas escolhas e decisões são firmadas em submissão ao senhorio de Cristo em nossas vidas, não há o que temer. Deus sempre sabe o que faz, e tem sempre o melhor para cada um de nós. Vale a pena nele confiar, sempre!

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Antes de murmurar,  agradeça.

Antes de criticar, elogie.

Antes de maldizer, louve.

Antes de trair, ame

Antes de xingar, abençoe.

Antes de julgar, perdoe.

Antes de desfalecer, creia.

Antes de destruir, dance.

Antes de brigar, cante.

Antes de ignorar, ajude.

Antes de romper, abrace.

Antes de desistir, ore.

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A atitude correta diante do pecado que está à porta,

determinará o final feliz de cada história.

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“Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”  (Dt 30:15, 19b)

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Como a grande maioria das mulheres brasileiras, divido o meu tempo entre trabalho (no meu caso, ministério), igreja, família, casa, compromissos pessoais, supermercado, farmácia, médico, banco, etc, etc, etc… Claro que nunca dá tempo de fazer tudo, então vamos focando no que julgamos ser prioritário. No meu caso, o serviço doméstico sempre fica por último, e às vezes o trabalho vai se acumulando. De repente, chega o dia em que não dá mais para adiar.

Hoje precisei limpar dar uma “geral” no fogão. Fogão brilhando, olhei para o lado e notei o quanto o armário estava sujo!! Impossível deixá-lo neste estado ao lado do fogão limpinho. E assim foi, até que azulejos, pia, geladeira e chão fossem todos igualmente limpos.

Horas se passaram e, enquanto isso, o Espírito Santo ministrava ao meu coração: não percebemos o quanto estamos sujos até que começamos o processo de limpeza.

Nossa vida espiritual é assim: se imediatamente após cometermos um pecado o reconhecemos, nos arrependemos e o confessamos, somos lavados e justificados pelo sangue do Cordeiro e seguimos nossa caminhada em santidade.

Mas, se ao invés disso, estamos ocupados demais com outras prioridades e deixamos a limpeza pra depois, a sujeira vai se acumulando, acumulando e acumulando até o ponto em que nem a identificamos mais, ou a bagunça é tamanha que achamos que não tem mais jeito.

Daí o processo de limpeza é mais doloroso, leva mais tempo, dá mais trabalho, cansa, dói.

Que sejamos sábios, humildes e prontos a nos livrar de tudo o que nos afasta de Deus, não em faxinas esporádicas, mas num processo contínuo de restauração, libertação e cura. Simples assim!

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“O sabão lava o meu rostinho,

lava os meus pezinhos, lava as minhas mãos.

Mas Jesus, pra me deixar limpinho,

quer lavar meu coração.

Quando o mal faz uma manchinha

eu sei muito bem quem pode me limpar

É Jesus! Eu não escondo nada! 

Tudo Ele pode apagar.”

 

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.
 

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Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, muito se diz a respeito do papel da mulher na sociedade. Psicólogos, sociólogos, antropólogos, médicos, jornalistas, todos querem expressar seu ponto de vista sobre o assunto. Discute-se vários aspectos interessantes, mas como saber quem está com a razão? Qual realmente é o papel da mulher? Quem tem a resposta?

Na contramão do relativismo pós-moderno, sabemos que existe sim uma verdade absoluta, e que a fonte da verdade sobre a identidade feminina está na Palavra de Deus, o Criador de todas as coisas.

Nós mulheres, só nos sentiremos realizadas se vivermos dentro da identidade para a qual Deus nos criou. Em contra partida, os homens só conseguirão se relacionar com as mulheres de maneira saudável se conhecerem e respeitarem a identidade feminina e as singularidades de cada mulher.

Num mundo confuso entre o machismo e o feminismo, vamos refletir em alguns textos da Bíblia que poderão nos ajudar a compreender qual a verdadeira vocação da mulher. De um modo geral, creio que podemos resumir a vocação da mulher em quatro partes, ou quatro aspectos da identidade feminina.

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1. AUXILIADORA – Gn 2:18

Auxiliar é o motivo para a qual Deus criou a mulher. O mundo estava incompleto sem a mulher. Adão estaria em sérios apuros sem uma companheira. Como poderia ele se multiplicar e cuidar do jardim estando sozinho? E mesmo se Deus criasse um outro homem para ajudar Adão, ele continuaria com problemas. Por quê? Porque o Criador não colocou no homem todas as qualidades e virtudes necessárias. Ele sozinho não conseguiria cumprir os propósitos de Deus, por isso precisava de alguém que o ajudasse em suas fraquezas e limitações. Então Deus criou a mulher.

Auxiliar significa cercar, rodear, envolver, proteger, defender, ajudar. É muito triste quando encontramos mulheres que, ao invés de serem colunas, são estátuas, ou pedras de tropeço. A mulher que não cumpre o seu papel de auxiliadora, mas de obstáculo, está com sua identidade distorcida. Algumas mulheres ficam de longe torcendo para o “barco afundar” só para depois encararem seu companheiro e dizer: “eu não te avisei?”.

Estamos vivendo tempos difíceis, e precisamos de mulheres que se disponham a usar toda a sua capacidade não para se auto-promover ou para manipular, mas para potencializar a capacidade de seus amados: os filhos, o marido, os líderes, a igreja. Somos chamadas para edificar, construir, contribuir (Pv 14:1). Quando a mulher se omite, o mundo sofre. E aí entra a sabedoria dos maridos, que, com humildade devem dar espaço para as mulheres exercerem seu papel de auxiliadora. E já que estamos falando em maridos, cabe ao homem também dar o amor e a segurança necessários para que a mulher exerça um outro traço de sua vocação: a submissão.

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2. SUBMISSA – Ef 5:22-24

A palavra submissão nos dias de hoje é quase considerada um “palavrão” ao ouvido de muitos. O movimento feminista teve seus méritos, lutou e conquistou vários direitos que antes as mulheres não tinham, mas infelizmente, feriu a vocação feminina quando afirmou que homens e mulheres são iguais. Homens e mulheres são diferentes e possuem diferentes papéis no lar, na igreja e na sociedade.

Eu não vejo a submissão feminina como antiquada nem fruto da maldição do pecado. Tenho enxergado a submissão como um verdadeiro presente de Deus na minha vida.

A maioria rejeita a idéia de submissão porque não compreende o que ela realmente significa. Homens e mulheres precisam compreender que submissão não tem nada a ver com inferioridade, omissão, falta de personalidade ou subserviência. Submissão não é sinal de fraqueza. Jesus está submisso a Deus.

Submissão é se colocar na mesma missão da pessoa a quem Deus atribuiu alguma autoridade. Ef 5:21 e 1 Co 7:4 mostram a importância da reciprocidade e igualdade de direitos. Mas aprouve a Deus dar a autoridade no casamento ao homem. E submeter-se a esta liderança gera liberdade para a mulher. A mulher que insiste em ocupar uma posição de independência no casamento passa a carregar um fardo que não lhe pertence. E o homem que permite que isto aconteça é também ferido em sua integridade.

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3. FEMININA – 1 Pedro 3:3-7

Este texto fala de docilidade, beleza, bondade, fragilidade, coragem, esperança. Deus deu à mulher características próprias dela, que o homem não possui. Isso não a torna superior ao homem, mas diferente.

Quando falamos em feminilidade, muitos formam a imagem de uma mulher magra, estilo “patricinha”, com salto alto, bem maquiada e roupas sensuais. Mas não é disso que a Bíblia fala. Note que a Palavra nos chama a atenção para o aspecto interior e não exterior da mulher. Ser feminina é exercer as características femininas que toda mulher já possui. Infelizmente muitas dessas características se perdem ou são recalcadas dentro de nós pela vida e pelas pessoas que nos cercam. Muitas vezes as mulheres se vêem obrigadas a serem duras, e perdem a esperança e o “glamour” devido a forma como foram tratadas pela vida. Por exemplo: cada vez que um homem diz a uma mulher para ela deixar de ser boba e parar de chorar, está agredindo um traço da personalidade feminina, que é a sensibilidade. Cada vez que um homem reclama do tempo que uma mulher gasta fazendo as unhas, está tentando alterar um traço da identidade feminina, que é a estética.

Tudo o que Deus faz é bom. E Deus criou a mulher com a feminilidade que lhe é comum, com o propósito de abençoar, de completar o homem naquilo que ele é fraco ou incapaz. As mulheres são, sim, diferentes, complexas, e isso é fruto do propósito de Deus. Feliz o homem que aprende a usufruir destas características.

Deus deu à mulher uma sabedoria diferenciada, um instinto aguçado, sensibilidade, força; e pobre e fraco é o homem que ignora isso movido por um orgulho besta e sem sentido.

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4. SANTA – Ef  1:11-12

Deus nos criou, homens e mulheres, para sermos “santos”. Ser santo é ser separado, consagrado ao Senhor. É escolher viver sob a luz da palavra de Deus. Deus nos criou para que vivêssemos em comunhão plena com Ele e, como Ele é santo, isso só é possível se nós também estivermos em santidade.

O mundo tem tentado nos afastar de Deus, nos seduzindo através do pecado: sensualidade, libertinagem, maledicência, rebeldia, ira, amargura, mentiras, orgulho, tudo isso são atitudes que fazem bem ao nosso ego,  mas nos afastam de Deus. E, como fomos feitos para o louvor da glória de Deus, se estivermos afastados Dele, estaremos fora dos propósitos para os quais fomos criados. Teremos nos perdido da nossa vocação. E aí, não adianta conquistar tudo o que sonhamos: bens, sucesso profissional, segurança financeira, muitos amigos, se Deus não reinar em nossa vida, todo o resto ficará incompleto. Por outro lado, mesmo que não tenhamos conquistado nada de significativo nesta vida, se tivermos um relacionamento de intimidade e comunhão com Deus, isto nos será suficiente, e nos realizaremos Nele.

A verdadeira beleza da mulher se expressa num vestuário santo, atitudes santas, vocabulário santo. Homens, abram os olhos para isto! Os solteiros, procurem suas esposas nos lugares certos. Os namorados e casados, incentivem suas companheiras a se manterem em santidade, valorizem o caráter reto, a compostura, a honestidade, o leito puro e sem mácula.

Mulheres de Deus, priorizem o Reino de Deus em suas vidas. Sirvam ao Senhor de todo o coração. Maridos, permitam que suas esposas se dediquem à obra de Deus. Muitos homens têm perdido muito porque, por ciúmes, egoísmo ou outros motivos, não permitem que suas esposas ou seus filhos tenham um ministério significativo na igreja.

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CONCLUSÃO

Talvez você esteja refletindo e avaliando sua vida e chega a conclusão que não tem tido muito sucesso na vida e se pergunta: o que fazer? A resposta é: descubra quem você é, e seja de propósito! Descubra sua vocação, sua identidade em Cristo e seja fiel a esta identidade. Deus irá restaurar a sua vida, família e casamento.

Em 1Coríntios 7:20 está escrito: “Cada um permaneça na vocação em que foi chamado.” Mulheres, não tentem ser iguais aos homens, e homens, não tentem alterar a dinâmica do universo feminino: feminilidade, auxílio, submissão e santidade. Somente a mulher que exercita essas quatro virtudes estará completa e feliz e poderá cumprir seu papel na sociedade, impactando positivamente sua família e todos os que estão a sua volta.

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e  Educação Religiosa
Marília/SP  
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Permitida reprodução e distribuição
sem fins lucrativos mediante citação da fonte e autoria.

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Mães que choram

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Evangélico ou cristão? Com ou sem Igreja? Tradicional, pentecostal ou avivado? Hoje a discussão do modus operandi só aumenta enquanto a missão de implantarmos o Reino de Deus se perde no meio da polêmica. Compartilho com vocês, um artigo muito bom a respeito.

 

Por: Claudio Rogerio da Silveira Modesto

Em alguns segmentos o alvo determinado está mais longe de ser alcançado em virtude das questões emocionais que envolvem os membros de uma equipe de liderança cristã.

Eles são incapazes de dissociar a pessoa das atitudes ou comportamentos por ela desenvolvidos. Por isso, muitas organizações e ministérios cristãos entram num ciclo insano e voltam à estaca zero vez por outra. A cultura do cabo de guerra, da disputa, em benefício próprio e da projeção pessoal tem afastado as organizações do seu alvo, dentro de um planejamento estratégico. 

Não foi assim que fomos ensinados por Jesus. Observe o texto de Marcos 9: 38 a 41 e Lucas 9:49 e 50 –Eles nos mostram a limitação de João em concentrar a tarefa entre os membros de sua equipe e ao menor sinal de que outra equipe estivesse trabalhando com um mesmo objetivo ele se posiciona de maneira contrária, sem procurar conhecer os fatos, a motivação e o benefício que a outra equipe poderia adicionar ao contexto. Quando João relata o fato a Jesus ele reage dizendo:

– “Não lhe proibais… Pois quem não é contra nós é por nós” – já no texto de Lucas Ele enfatiza: “Quem não é contra vós é por vós”. A rivalidade entre os que realizam o trabalho de Deus já existia na época de Jesus.  Jesus não estava preocupado com o Modus Operandi a ser aplicado, mas, em que a cultura do seu Reino fosse estabelecida trazendo libertação e levando o cativo, o aflito novamente para sua presença.

Na verdade, não poucas vezes estamos observando uma guerra velada entre os líderes cristãos e pregadores da Igreja deste século. No entanto, sabemos que os sentimentos de rivalidade e concorrência não são compatíveis com os ensinamentos de Jesus. Trazendo clareza aquela situação, Ele faz ecoar a sua voz nos dias de hoje: – Quem não é contra nós é por nós ou quem não é contra vós é por vós!

Uns acreditam que a forma de ser Igreja hoje é falida e arcaica, outros estão levando pessoas à Cristo através da forma de Igreja que aí existe; alguns acreditam que o melhor é se reunir em casas, em pequenos grupos, porém outros preferem realizar grandes eventos, não há problema algum desde que o alvo seja alcançado, ou seja, pessoas sejam transportadas do império das trevas para o Reino de Deus.

Alguns preferem se reunir em hotéis, cafés, outros desenvolvem um trabalho de cura interior e libertação, uns expulsam demônios outros acreditam que as pessoas são libertas sem nenhum tipo de manifestação. Alguns preparam homens e mulheres que se tornarão líderes e pastores que alcançaram muito mais do que se ele estivesse pastoreando uma Igreja somente.

Uns acreditam que é importante serem chamados de apóstolos, profetas, pastores, mestres e doutores; já outros grupos são e vivem como apóstolos e profetas, mas, abominam o título.

À exemplo da atitude de João, devemos nós criar oposição para que alguém realize o trabalho de Deus na terra? Não!

Ouça o que Jesus respondeu a João – Não os proibais! Pois, quem não é contra nós é por nós! Sendo assim, eu encorajo você a realizar o seu chamado e potencializar o chamado do seu companheiro sem agredi-lo com críticas ou até mesmo sem copiá-lo. Deus é suficientemente criativo para fazer você alcançar pessoas através de um chamado pessoal. Vivendo da forma que Deus te chamou para viver e não se incomodando com a forma que os outros encontraram para servi-lo.

Infelizmente se gasta muito tempo procurando modelos a seguir e, muito pouco tempo anunciando e vivendo o evangelho, dando-se ênfase ao MODUS OPERANDI e deixando de lado o MODUS VIVENDI.

Quer um conselho: Não desperdice a tua vida, não jogue fora o teu talento, não permita que o opaco da rivalidade impeça você de resplandecer como luz do mundo que você é. Gaste a sua vida cumprindo o seu chamado.

“Cada um permaneça na vocação em que foi chamado… Irmãos, cada um permaneça diante de Deus naquilo em que foi chamado.” (1 Coríntios 7.20,24)

Fonte: Instituto Jetro

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