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Archive for março \24\UTC 2011

Qual a principal característica que um ministro do evangelho deve possuir? Qual sua principal marca? O que um servo de Deus deve possuir para que mantenha a integridade do seu ministério?

Não é fácil responder a esta pergunta e talvez exista mais de uma resposta. Entretanto, quando vejo tantos pastores e obreiros do Reino de Deus se perdendo pelo meio do caminho, me obrigo a pensar sobre o assunto, na tentativa de identificar um ponto em comum, a fim de colocar-me em alerta para não tropeçar na mesma pedra.

Na busca de uma resposta a esta questão, vi que muitos têm caído ou se perdido pela mesma razão que fez com que o apóstolo Pedro começasse a afundar: desviar os olhos de Jesus.

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para suas emoções. Cansaço, empolgação, ira, alegria, frustração… todos ser humano normal possui sentimentos, mas não devemos nortear nossas atitudes com base em nenhum deles. O ministro que passa a super valorizar seus sentimentos como se viessem direto do trono de Deus, ignorando por completo sua natureza carnal, perde facilmente o foco do seu chamado, e passa a agir sem sabedoria nem moderação. “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa…” (Jr 17:9). 


Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para bens materiais.Trabalhar para um reino espiritual esperando receber benefícios materiais é uma grande ilusão. O ministro que passa a super valorizar sua situação financeira, acaba se deixando dominar pela avareza e passa a orbitar em torno disso. Comparações de salário com outros pastores, inveja, ambição, busca por rentabilidade e estatus social, tudo isso faz com que os valores do Reino se diluam por entre os cifrões. “É necessário pois, que o bispo seja irrepreensível… e não apegado ao dinheiro.” (1 Tm 3:2,3)

 

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para o conhecimento humano. Estudar, se aperfeiçoar em literatura e teologia, aumentar seu cabedal de conhecimento no campo das ciências humanas e sociais, ou em qualquer outra área é um hábito bastante salutar. Mas o ministro que passa a super valorizar o seu próprio conhecimento e tenta compreender e explicar Deus sob a ótica da sabedoria humana, torna-se insensível à inspiração divina e corrói a essência da própria fé, perdendo-se em heresias, falácias, discussões tolas e falsas doutrinas. “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento” (Pv 3:5).


Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para a sua própriaespiritualidade. Oração em línguas, jejum, meditação, retiros espirituais, momentos de êxtases diante da manifestação de Deus, experiências sobrenaturais… tudo isso é válido e pode fazer parte da vida cristã daqueles que buscam intensamente uma maior intimidade com o Pai. Entretanto, o ministro que passa a super valorizar sua própria espiritualidade, fundamentando nela o seu ministério, torna-se seu próprio deus e gere sua própria Lei, produzindo aberrações sob a ilusão de novas revelações. “Nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1 Co 3:7).

O desvio do olhar não acontece de repente, mas de maneira sutil e quase imperceptível, precedendo o desvio e a queda.

Renovar a percepção de quem somos (barro) e de quem Deus é (o Oleiro Senhor Soberano sobre todas as coisas) é o que nos livrará de cairmos e levarmos outros a caírem também.

Quanto mais vejo as bizarrices se multiplicando no meio evangélico, inclino-me a pensar que a principal característica que um ministro de Deus deve cultivar em sua vida, é a primeira bem-aventurança do primeiro sermão de Jesus: “Bem aventurados os pobres em espírito” (Mt 5:3). O ministro que cultiva a humildade de espírito, reconhece que sua capacidade é limitada e mantém a mente, a alma e o espírito sempre em prontidão para o trabalhar DE DEUS em sua vida.  Dependência total de Deus, eis a essência do caráter de um servo.

Porque DELE e por ELE, e para ELE, são todas as coisas; glória, pois, a ELE eternamente. Amém.” (Rm 11:36).


 

Márcia Rezende

Bacharel em Educação Religiosa

Prª de Educação Cristã na 3ª Ig Batista de Marília

Permitida reprodução sem fins lucrativos desde que citada fonte e autoria.

 

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Que alegria é saber que os tempos mudaram!

Não sou do tipo saudosista que supervaloriza as coisas antigas (“no meu tempo…”) e despreza as conquistas modernas.

Minha experiência cristã, por exemplo, é muito mais sólida e rica hoje do que há alguns anos atrás. Fico feliz que o progresso tenha alcançado também as igrejas.

Antigamente (no meu contexto), bater palmas era irreverência, dançar para Jesus era pecado e falar em línguas era tido como desequilíbrio psiquiátrico. Então, louvo a Deus pela abertura que houve no entendimento das igrejas  tradicionais, que perderam o medo do Espírito Santo e se abriram para experiências sobrenaturais de intimidade com o Pai.

Entretanto, tenho que admitir que algumas “modernidades” foram plantadas como joio no meio cristão, chegando a despertar o tal saudosismo dos “bons e velhos tempos” onde, sob alguns aspectos, eram bem melhores.

Transcrevo aqui um texto curioso e interessante publicado no Jornal Comunhão, da CBOESP, edição de fevereiro de 2011, para nossa reflexão.

Que as lembranças do que era bom possam gerar em nós: motivação para voltar às consistentes “veredas antigas” (Jr 6:26), disposição para abandonar os odres velhos que limitam o agir de Deus (Mt 9:17), e sabedoria para discernir uma coisa da outra.

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ANTIGAMENTE… MAS HOJE…

Por Wanderley Rangel Filho

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ANTIGAMENTE “tirar o pezinho do chão” era um apelo para sairmos do comodismo e evangelizarmos de rua em rua. MAS HOJE é apenas um recurso para motivar a moçada a pular, se chacoalhar durante o louvor.

ANTIGAMENTE “ficar” era uma atitude de consagração, como ficar em jejum e ficar orando. MAS HOJE é um estado erótico com beijos e carícias uns com os outros.

ANTIGAMENTE “buscar o Senhor” era um movimento para confissão, quebrantamento e busca da sua vontade. MAS HOJE é um movimento para reivindicação e satisfação das vontades pessoais.

ANTIGAMENTE “vida vitoriosa” era viver em triunfo sobre o pecado e a carnalidade. MAS HOJE é tão somente conseguir promoção, passar na faculdade e comprar um carro.

ANTIGAMENTE a Bíblia na mão era o mais importante, íamos à igreja com ela para abri-la e estudá-la.  MAS HOJE o mais importante é o celular na mão, para ligá-lo e conversar com a galera, seja na hora do culto ou da Escola Bíblica.

ANTIGAMENTE cantávamos “Mas eu sei em quem tenho crido”, afirmando nosso culto racional, consciente na Pessoa do Senhor Jesus Cristo. MAS HOJE cantamos “Mas eu sinto alguma coisa em que tenho crido”, demonstrando um culto alienado, sentimental ao deus desconhecido.

ANTIGAMENTE plenitude do Espírito Santo era ser controlado pelo Espírito de Deus nas relações de amor e serviço com o próximo. MAS HOJE sua evidência está nas sensações somatizadas e individualizadas.

ANTIGAMENTE a igreja era lugar de adoração, comunhão e oração. MAS HOJE é um lugar de shows, entretenimento e satisfação pessoal.

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“…é preciso que prestemos maior atenção ao que temos ouvido, para que jamais nos desviemos”  Hebreus 2:1

 

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
3ª Ig Batista de Marília
 
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