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Archive for janeiro \29\UTC 2011

De repente, meu esposo e eu nos entreolhamos e o riso brotou instantanemente: – NÃO, NÃO É POSSÍVEL!! DE NOVO??!!!

Nosso novo vizinho colocara o CD do Lázaro no último volume. Não seria engraçado não fosse o contexto da “bendita” casa…

🙂

 

Na rua onde moro há uma casa “especial”. Perdi a conta de quantas famílias mudaram e desmudaram de lá nos últimos cinco anos. Foram muitas. O mais intrigante é que todas elas tinham algo em comum: frequentavam uma igreja evangélica e gostavam de música alta. Nenhum problema não fosse o vizinho da tal casa, que ODEIA barulho e ADORA confusão. Certa vez ele ameaçou chamar a polícia porque meus filhos estavam brincando em frente à casa dele…

A esta altura você já deve estar imaginando a tortura pela qual o Sr. Florisvaldo (nome fictício) passou nos últimos anos. Pelo menos três bateristas de banda de rock já moraram na bendita casa. Saía um e entrava outro, intercalando com fãs de Cassiane, Voz da Verdade e Rodox. Brigas, discussões, processos, boletins de ocorrência, xingamentos, provocações, a cena é sempre a mesma. E hoje, alguns dias após a chegada do novo morador, o “Ainda bem que eu vou morar no Céu”, do Lázaro, retumbou por toda a rua.

Coincidência ou não, creio que há algo a mais entre o céu e a terra. Talvez um Ser Superior esteja dando ao Sr. Florisvaldo, a oportunidade de aprender a conviver com o diferente e desconfortável, assim como a flor aprendeu, no livro O Pequeno Príncipe: “É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas”.

Isto me faz lembrar da história dos irmão de José, aquele que foi vendido para o Egito como escravo e acabou se tornando Governador de toda a região (Gênesis 39 a 50). Os dez filhos de Israel (Jacó) não se conformavam com o fato de serem preteridos pelo pai, que não disfarçava sua preferência por José. Indignados com situações do cotidiano que faziam com que eles se sentissem menosprezados, alimentaram ressentimento, mágoa e inveja. Sofreram e provocaram muita dor e sofrimento (leia a história). E finalmente, quando tudo acabou bem, eles simplesmente tiveram que enfrentar exatamente a mesma situação: o Grande Governador José, privilegiando o irmão Benjamim em detrimento dos outros dez (Gn 43:34 e 45:22).

Talvez José tenha agido mal dando mais presentes a Benjamim do que aos outros, e o pai Israel tenha agido mal dando mais atenção a José do que aos seus irmãos. Mas o fato é que isso lhes serviu como uma grande lição de humildade e resignação.

Da mesma forma que os irmãos de José e o Sr. Florisvaldo, muitas vezes nos indignamos com atitudes que agridem nossos direitos e nosso amor próprio. Mas o fato é que são justamente tais situações que irão moldar nosso caráter e desenvolver em nós virtudes que, de outra forma, não seria possível. Paciência, tolerância, longanimidade, bondade, mansidão, humildade… são qualidades forjadas em meio a conflitos.

E, o mais incrível, é que algumas situações vão se repetindo ao longo de toda a nossa vida até que, finalmente, nossa ficha cai, e a gente aprende que a mudança precisa acontecer primeiro dentro de nós.

O fato é que a graça e misericórdia de Deus não permitirão que nos livremos de certas situações e/ou indivíduos incômodos, até que aprendamos o que precisa ser aprendido. Então o jeito é agir com inteligência e entender o recado logo na primeira lição. Caso contrário, a casa ao lado do Sr. Florisvaldo ainda vai ser palco de muita confusão…

“Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro” Provérbios 27:17

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
  .
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria do mesmo.

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A primeira imagem que normalmente nos vem à mente diante da expressão “minha vida no altar de Deus” é bela e suave… Imaginamo-nos envoltos na gloriosa majestade de Deus, sentindo-nos abraçados por sua maravilhosa presença. Isso porque em nossos dias, o termo é logo associado ao glamour de uma bela cerimônia de casamento, onde a noiva é recebida pelo noivo no “altar”. Entretanto, a realidade é bem menos afável do que parece. E para aperfeiçoar um pouco nossa compreensão acerca do “Altar de Deus”, nada melhor do que uma leitura minunciosa de Isaías 53.

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O Dicionário da Bíblia de Almeida, define ALTAR da seguinte maneira: “mesa feita de madeira, terra ou pedras, sobre a qual se ofereciam os SACRIFÍCIOS (Êx 27.1; 20.24; Dt 27.5)”. No Antigo Testamento, animais eram sacrificados em expiação pelos pecados das pessoas. De modo geral, estes animais eram mortos, tinham seu sangue retirado e depois eram totalmente queimados sobre o altar.

O capítulo 53 de Isaías mostra-nos claramente a figura de Jesus Cristo sobre um altar. Como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, o Filho de Deus foi desprezado (53:3), rejeitado (53:3), transpassado (53:5), esmagado (53:5), oprimido (53:7), afligido (53:7), condenado (53:8), golpeado (53:8), e derramou sua vida até a morte (53:12), como oferta por uma culpa que não era dele, mas nossa (53:5, 6, 10).

Seu sacrifício na cruz, levando sobre ELE a iniquidade de todos nós (53:6), gerou cura (53:5), paz (53:5), justificação (53:11), salvação (53:11). E embora seu corpo fora eliminado da terra sem deixar descendentes (53:8), sua morte no altar lhe concedeu vida, herdeiros espirituais, e o pleno cumprimento da vontade de Deus (53:10).

Como filhos amados de Deus, cada um de nós é gentilmente convidado pelo Pai a tomarmos a cada dia a nossa cruz (Mt 16:24), e isso nada mais é do que assumirmos nosso próprio lugar no Altar, como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12:1).

Não se trata de auto-flagelação ou algum tipo doentio de masoquismo, mas o de buscar primeiro o Reino de Deus (Mt 6:33). Colocar a nossa vida no altar significa dizer “não” à nossa própria vontade em favor de cumprir a vontade de Deus.

Durante sua vida, Jesus sentiu fome, sede, sono, cansaço, dor, angústia, tristeza, ira… mas ao invés de agir em conformidade com seus sentimentos, vontades ou emoções, fez suas escolhas objetivando sempre a vontade de Deus.

Da mesma forma, nosso desafio diário é renunciar a nós mesmos. Mais do que se emocionar durante uma música de consagração durante o culto, o que Deus espera de mim, de você e de cada um de seus filhos, é que façamos como Cristo: sacrifiquemos nossos desejos e vontades e, por amor a ELE e aos que estão como ovelhas perdidas, nos submetamos completamente em obediência à sua boa, agradável e perfeita vontade (Rm 12:2). Isso vai desde a disposição de acordar um pouco mais cedo para ter um tempo a mais de oração até a de ser torturado e morto em nome da fé.

A vitória do nosso Salvador lhe foi outorgada após o sofrimento da sua alma (Is 53:11). E é o sofrimento da nossa alma no altar de Deus que nos capacitará a, como Cristo, gerarmos filhos espirituais.

Que possamos aprender a nos desprender da busca por experiências sobrenaturais, conforto físico, status social ou conquistas materiais. Nada disso é ruim em si mesmo, mas não podem ser os determinantes da minha conduta. Afinal… “já estou crucificado com Cristo, e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20).

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
3ª Ig. Batista de Marília/SP
  
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria do mesmo.
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Todo ano é a mesma coisa: enchentes, alagamentos, desabamentos, terremotos, maremotos, furacões, nevascas, florestas em chamas, secas implacáveis, mortes, muitas mortes. Ricos e pobres, barracos e mansões, ninguém escapa aos ataques da natureza em fúria.

Além dos desastres naturais, as festas de final de ano, as comemorações em grupo e os passeios de férias, normalmente também chegam à manchetes de maneira trágica, onde muitos são vitimados em incêndios, naufrágios, afogamentos, arquibancadas que desabam, shows que terminam mal, e nos deixam um enorme saldo de mortos e feridos.

Diante de cada nova tragédia o mundo pára, estupefato, diante dos veículos de comunicação; procura-se culpados;  jornalistas saem à busca da melhor reportagem; sensacionalistas de plantão fazem chover comentários em Blogs e Redes Sociais, especialistas procuram justificativas técnicas para o ocorrido; políticos prometem resolver a situação; a solidariedade humana aproveita para sair um pouco do costumeiro esconderijo; e bandidos de todas as categorias descobrem oportunidades de tirar vantagens da situação.

Enquanto isso, a população atingida chora seus mortos e suas perdas e alguns desabafam: “É… se Deus quis assim, né…”

Não, amados, DEUS NÃO QUIS ASSIM!

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NEM TUDO QUE ACONTECE É VONTADE DE DEUS

Deus opera e intervém no Universo e na vida das pessoas (1 Cr 29:11-12) conforme sua boa, agradável e perfeita vontade (Rm 12:2). Entretanto, Deus deu ao homem liberdade para traçar seus próprios caminhos, plantar suas próprias sementes e colher seus respectivos frutos.

Claro que é possível, como aconteceu antes de Cristo, que Deus intervenha na história destruindo reinos e cidades, trazendo juízo sobre o pecado e a desobediência (Gn 6:5-7, Gn 18:20-26; Jr 25:9; Ez 25:16). Mas essa não é a regra, pois vivemos no tempo da Graça. Muito menos cabe a nós a tarefa de julgar arbitrariamente sobre essas questões, rotulando cada catástrofe como castigo divino. Não podemos inferir que desastres, tragédias ou doenças decorram sempre de uma culpa anterior (Lc 13:1-9).

Além do pecado original que tornou maldito o nosso planeta (Gn 3:17-19), durante séculos o ser humano vem inundando o mundo com seu lixo, poluindo céus e terra, ocupando as cidades desordenadamente, exalando fumaça tóxica, desmatando florestas, canalizando rios, exterminando animais, buscando o lucro pessoal acima da segurança coletiva, alterando todo o ecossistema do planeta, ignorando leis. Tudo isso tem um preço.

Deus deu ao homem a tarefa de cuidar do lugar onde mora, esta era a vontade de Deus. Mas o homem não obedeceu.

A vontade de Deus é que o ser humano escolha sempre o bem, ame, respeite, aja com bondade e justiça (Sl 34:14). A vontade de Deus é que todos se salvem mediante o arrependimento e a fé em Cristo Jesus (1 Tm 2:4). A vontade de Deus é que a Terra seja livre do pecado e suas consequencias (Rm 6:22-23).

Mas Deus PERMITE que as tragédias ocorram. Deus é o Criador e Senhor Soberano sobre todas as coisas, e absolutamente nada acontece sem a permissão divina. Satanás não pode agir fora dos limites estabelecidos por Deus (Jó 2:1-7). Nem um só pássaro cai na terra sem a permissão do Pai (Mt 10:29). Deus reina supremo sobre reinos e nações (Sl 93) e nada escapa ao seu senhorio (Sl 24:1).

A outra pergunta que surge então é: se Deus tem poder para evitar as grandes tragédias, porque nem sempre Ele o faz? Porque permite que tantas coisas ruins aconteçam?

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POR QUE DEUS PERMITE O MAL?

Porque Ele é justo, e o que o homem semear, isso ele colherá (Gl 6:7). Como dito anteriormente, o ser humano tem administrado o planeta e a sociedade em que vive de modo egoísta, imediatista e inconsequente. Tal comportamento tem seus frutos que, muitas vezes, são colhidos por pessoas “inocentes”, mas não deixam de ser decorrentes das sementes que alguém, em algum lugar, um dia plantou. Outros acidentes e incidentes acontecem por pura fatalidade mesmo. Não poderia ter sido evitado ou previsto. Acontece porque vivemos num mundo cheio de falhas e injustiças causadas pelo pecado.

Além disso, aflições e dificuldades são uma oportunidade para praticarmos o amor e a solidariedade, nos dão a chance de amadurecer, de desenvolver a nossa sensibilidade, aumentar a nossa fé, produzir humildade (Tg 1:2-4; 1 Pe 1:6-7).

Catástrofes e tragédias também nos aproximam de Deus, lembram-nos de que nada somos e que em tudo dependemos do Pai (Mt 11:28; 1 Co 1:5).

Finalmente, os problemas deste mundo nos fazem ansiar pelo Céu. Cooperam para o desprendimento desta vida que é passageira, e nos lembram que nossa verdadeira vida está escondida com Cristo, em Deus (Rm 8:18; Cl 3:3).

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Sim, no mundo teremos aflições. Ninguém, absolutamente ninguém, está isento de sofrer uma tragédia em sua vida pessoal (Ec 7:15). Entretanto, há uma esperança:

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“DEUS é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; não se abalará. Deus a ajudará, já ao romper da manhã.” Salmos 46:1-5

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 Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
  
Permitida reprodução, sem fins lucrativos,
desde que citada fonte e autoria.

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ESTE ANO TUDO VAI DAR CERTO… 

…SE VOCÊ ESTIVER NO LUGAR CERTO

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Cada novo ano que chega traz consigo o milagre da esperança. Nos atrevemos a sonhar com dias melhores, conquistas, vitórias… Alguns apelam para rituais bizarros, rezam, fazem mandinga, tudo para alimentar a tal esperança de que “este ano, tudo vai ser diferente”.

Mas e se existisse, de fato, alguma coisa que podéssemos fazer para garantir que tudo desse certo? Seria mesmo possível determinar como será o ano que está só começando?

Por incrível que pareça, a resposta é sim, e pode ser encontrada na antiga história do Dilúvio. Não amigos, não se trata de mais um delírio de fé. O Dilúvio nos ensina sim que TUDO pode dar certo, se estivermos no lugar certo. Como uma catástrofe ocorrida há milhares de anos pode nos ajudar de alguma maneira ainda hoje? Leia a mensagem até o final e descubra.

A história do Dilúvio é bem conhecida e está registrada em Gênesis, capítulos 6 e 7. A Bíblia nos diz que a geração de Noé estava repleta de corrupção e violência, trazendo a justiça de Deus por meio do dilúvio, e apenas aqueles que estavam no lugar certo (arca) foram poupados.

Não há dúvidas de que hoje também estamos vivendo “dias de Noé”, cercados por corrupção e a violência, e todas as demais mazelas conseqüentes do pecado. Mas há uma maneira nos manter a salvo de tudo isso, que é permanecermos no lugar certo.

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1. O LUGAR CERTO É JESUS (A ARCA)

 Deus executou o juízo sobre o pecado, mas antes providenciou um meio para a salvação, através da arca. A arca hoje simboliza proteção, segurança, livramento e salvação (Rm 8:1). Noé e a arca representam a salvação em Cristo, conforme 1 Pe 3:20-21.

Noé era justo (Gn 6:9). Seus filhos foram salvos do dilúvio graças à justiça do pai.  A justificação em Cristo, nos faz parte da família de Deus, e é isso que nos torna aptos para a salvação. É uma questão de identidade e não mérito.

Mas cuidado, talvez você pense que já está dentro desta Arca, quando, na verdade, ainda não está. Certamente alguns conterrâneos de Noé ouviram falar da vinda do dilúvio, e pensaram: “eu tenho a minha casa e, caso venha a chuva, eu estarei seguro dentro dela”. Mas note que, na época do dilúvio, havia uma só arca e na arca havia uma só porta (Gn 6:16), e todos que estavam fora dela pereceram (Mt 24:37-39).

Hoje muitos estão dentro da igreja, já foram batizados, mas vivem uma vida espiritual medíocre, como se sempre faltasse alguma coisa. Entra ano e sai ano, mas nada muda, tudo permanece sempre no mesmo nível espiritual. Mateus 7:21 diz que o Reino não é daqueles que professam sua fé apenas com os lábios, mas dos que praticam a vontade de Deus. A Arca não é religião, não é a prática de boas obras, não é assistir cultos, não é trabalhar num ministério, mas estar EM Jesus. Apenas aqueles que recebem a Palavra de Deus e permitem que ela crie raízes e dê frutos serão salvos (Mt 24:13).

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2. ESTAR NO LUGAR CERTO EXIGE ALGUNS “SACRIFÍCIOS” 

É verdade que não existe esperança para quem está fora da arca, mas os que estavam dentro da arca não foram isentos de dificuldades. Vamos pensar em algumas.

Inimizade do mundo. Imagine o que Noé e sua família ouviram dos vizinhos e parentes enquanto a arca estava sendo construída. E, pra piorar, eles entraram na arca, mas durante 7 dias ainda não choveu (v.10). O que Sem teve que ouvir de sua sogra sobre a decisão de entrar com a filha dela naquela arca? Qual teria sido a atitude de Matusalém diante do aviso do Dilúvio? Matusalém (avô de Noé), o homem que mais viveu em todos os tempos, morreu no ano do dilúvio. Seria coincidência ou conseqüência da catástrofe? Certamente eles foram obrigados a suportar atitudes de ridicularização, humilhação e zombaria. Estar em Jesus também implica muitas vezes em ter que suportar incompreensão e ataques por parte daqueles que estão do lado de fora da Arca – João 15:19.

Separação do mundo. Entrar na arca exigiu que eles abandonassem por completo suas atividades, trabalho, lazer. Noé e sua família precisaram renunciar à vida que tinham para que pudessem continuar vivos. Jesus nos convida também a abandonar tudo para segui-lo (Lc 9:23). Esse abandonar significa colocar tudo em segundo plano. Significa também abandonar a vida de pecado em busca de uma vida de santificação. Algumas vezes, isso pode exigir uma atitude radical, como terminar um namoro ou mudar de emprego (Mt 5:29-30), mas as coisas só darão certo se aprendermos a fazer as prioridades corretas.

Perda do controle. A arca não possuía leme, vela nem bússola. Noé e sua família entraram na arca sem saber quando sairiam dela, nem para onde ela os levaria. Estar em Cristo significa confiar Nele – Salmos 37:5. Muitas vezes nós tomamos a iniciativa, fazemos nossos planos e projetos e só depois pedimos para Deus abençoar. Mas é preciso nos lembrar que é Deus quem está na direção. É Ele quem vai fazer os planos e projetos. Estamos dentro da arca, Ele é o chefe. Estamos aqui para cumprir a vontade Dele.

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3. ESTAR NO LUGAR CERTO É GARANTIA DE VITÓRIA

Pare e pense: quem estava na arca estava preso ou estava livre? E quem estava fora dela? Estar solto no mundo pode criar a ilusão de que está em liberdade enquanto quem está em Cristo (na Arca) está preso. Entretanto, um olhar mais apurado vai concluir sem dificuldades de que a verdadeira liberdade, aquela que nos livra da morte, pode ser encontrada só em Jesus.

A vida dentro da arca é uma vida diferente. Viver com Jesus é estar no mundo, mas ao mesmo tempo, estar fora dele.

Se todas as nossas atitudes estiverem sob o senhorio de Cristo (dentro da cobertura da Arca), tudo estará sob sua bênção e proteção.

Para quem está dentro da arca, tudo está sob a direção divina. Não dava pra Noé orar dentro da arca e ir almoçar fora dela, por exemplo. Da mesma forma, para quem está em Cristo, ir à igreja é um ato espiritual, da mesma forma que comer uma pizza depois do culto também o é. Falar de Jesus é um ato espiritual, assim como conversar com os colegas durante um jogo de futebol também o é. O namoro, o trabalho, o relacionamento conjugal, a vida em família, os negócios, as compras, a dieta, tudo o que somos e fazemos é para o Senhor.

Noé e sua família creram (obedeceram) e foram salvos – Hb 11:7.

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CONCLUSÃO 

Não sabemos o que vai acontecer em 2011. Com certeza nossa arca será atacada pelas ondas, pelas opiniões de pessoas, enfrentaremos tempestades, teremos que renunciar a algumas coisas das quais gostamos e perderemos o controle sobre a nossa própria vida… Mas, no fim, se estivermos EM CRISTO, tudo vai dar certo. Deus está no comando e Ele sabe o que faz. 

Deus quer fazer uma aliança com você nesta hora, assim como Ele fez com Noé.

Acima de qualquer projeto que você já fez ou vai fazer para este novo ano, decida em primeiro lugar permanecer no lugar certo. Afinal, tudo vai dar certo se você estiver no lugar certo. E este lugar é JESUS.

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Márcia Cristina C. Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
3ª Igreja Batista de Marília
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Permitida reprodução, sem fins lucrativos,
desde que citada a autoria e fonte.

 

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