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Archive for abril \17\-02:00 2010

“Estando Jesus a caminho, uma multidão o comprimia. E estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de hemorragia e gastara tudo o que tinha com os médicos; mas ninguém pudera curá-la. Ele chegou por trás dele, tocou na borda de seu manto, e imediatamente cessou sua hemorragia. “Quem tocou em mim?”, perguntou Jesus. Como todos negassem, Pedro disse: “Mestre, a multidão se aglomera e te comprime”. Mas Jesus disse: “Alguém tocou em mim; eu sei que de mim saiu poder”. Então a mulher, vendo que não conseguiria passar despercebida, veio tremendo e prostrou-se aos seus pés. Na presença de todo o povo contou por que tinha tocado nele e como fora instantaneamente curada. Então ele lhe disse: “Filha, a sua fé a curou! Vá em paz”.  Lucas 8:42-48

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Muito já se falou e pregou sobre a história dessa mulher anônima que foi curada por Jesus ao tocar na borda de seu manto. Mas, como a Bíblia é viva, escrita por um Deus vivo para pessoas vivas, sempre há algo de novo do coração de Deus para o nosso coração.

Quando leio esse texto, vejo claramente três elementos:

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1. O Manancial das Bênçãos – A mulher foi curada quando tocou em Cristo. Por quê? Porque Nele está a fonte de todas as bênçãos. “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” (Tg 1:17). Vivemos num mundo incerto e cruel e, enquanto estivermos vivos enfrentaremos lutas, provações, enfermidades, decepções. Mas, existe um lugar de descanso, um lugar de paz, refrigério, beleza, onde podemos nos achegar confiantemente e receber ali o que precisamos para prosseguir. Neste lugar sempre há cura para o enfermo, descanso para o cansado, paz para o aflito, resposta para o confuso, salvação para o perdido, correção para o errante, força para o desanimado, amor para o carente, direção para o desencaminhado. É Deus “quem perdoa todos os meus pecados e cura todas as minhas doenças, que resgata a sua vida da sepultura e o coroa de bondade e compaixão, que enche a sua vida de bens, de modo que a sua juventude se renova como a águia” (Sl 103:3-5).

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2. Um ser chamado Gente – Aquela mulher sem nome é uma representação de todos nós. Todos nós temos as nossas mazelas, nossas infecções, nossas doenças, feridas, iniqüidades, mágoas da infância, pecados ocultos, rancores, defeitos. Nascemos e vivemos no meio de Gente e só isso é suficiente para nos deixar rugas profundas no corpo e na alma. Estamos todos feridos. Sangramos por causa de abusos físicos e emocionais causados por pessoas que deveriam nos proteger. Sangramos por causa dos golpes que desferimos em nós mesmos nos pensamentos, recalques, complexos, escolhas erradas. Sangramos por causa do pecado que nos rodeia ou de satanás que não nos deixa em paz. Gente carente, sangrando, se esvaindo de si mesmo, e à procura de cura, clamamos pelas ruas “estou aflito e necessitado, e o meu coração está ferido dentro de mim. Vou-me como a sombra que declina; sou sacudido como o gafanhoto. De jejuar estão enfraquecidos os meus joelhos, e a minha carne emagrece. E ainda lhes sou opróbrio; quando me contemplam, movem as cabeças. Ajuda-me, ó SENHOR meu Deus, salva-me segundo a tua misericórdia.” (Sl 109:22-26).

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 3. Uma multidão de estorvos – Entre a mulher gente que precisava de cura e o Manancial das Bênçãos onde estava a cura, havia muitos estorvos: pessoas, debilidades físicas, falta de recursos, preconceito, rejeição, religiosidade, regras, tradições… Hoje também não são poucos os estorvos  que surgem no meio do caminho, roubam a nossa atenção, nos distraem e tentam nos impedir de chegar à nossa cura. A cada dia precisamos sair do nosso “acampamento”, abandonar a rotina e nos assentarmos aos pés do Senhor, tocar na orla de seu manto, sentir seu cheiro, receber de sua seiva. Mas, no meio do caminho, sempre haverão estorvos para tentar nos impedir ou atrasar. Esse trajeto para a cura nunca será fácil. “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos.” (Hb 12:1-3).

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Sempre estaremos doentes e sangrando, sempre haverá um Manancial de Bênçãos em Cristo e sempre haverá estorvos no meio do nosso caminho. Mas assim como aquela mulher venceu a si mesma, superou todos os estorvos, e alcançou a sua bênção, poderemos sempre também fazer o mesmo. “Como pastor ele cuida de seu rebanho, com o braço ajunta os cordeiros e os carrega no colo…” (Is 40:11)

Ninguém notou quando ela tocou em Jesus, mas o seu milagre não passou despercebido, apesar de sua discrição. Quando nos encontramos com Jesus somos transformados, e quando somos transformados não dá para permanecermos escondidos.  Impossível esconder uma luz que está acesa.

Tudo que precisamos está em Deus, à nossa disposição. Busque-o, pois é seu prazer nos banquetear com a sua presença. “Como é precioso o teu amor, ó Deus! Os homens encontram refúgio à sombra das tuas asas. Eles se banqueteiam na fartura da tua casa; tu lhes dás de beber do teu rio de delícias. Pois em ti está a fonte da vida; graças à tua luz, vemos a luz.” (Sl 36:7-9)

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
 
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria. 

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Publicado integralmente em “Outros papos” por Fernanda B. Lobato

http://www.ultimato.com.br/blog/2010/04/06/outros-papos/mentiras-contradicoes-e-ilusoes.html

 

 

Ando meio desapontado com minha geração. O modelo de cristianismo evangélico que prolifera Brasil afora me causa arrepios. O que é motivo de festa para alguns, gera em meu coração desconfiança e inquietação.

Não, não celebro o explosivo aumento do número de evangélicos em nosso país. Não vejo motivos para encher a mão de confetes, pegar instrumentos musicais, reunir amigos e comemorar.

Acreditem, é mais do que hora de pararmos a festa, recorrermos à sobriedade e analisarmos francamente as reais condições do barco em que ousamos entrar. Um diagnóstico preciso pode salvar-nos. É insanidade farrear no convés de uma embarcação cujo casco está furado.

Desesperador é notar que os evangélicos de hoje não exercem a influência social que seus números sugerem. Pesquisas realizadas por institutos respeitadíssimos como o Barna Group, dos EUA, apresentam estatísticas mostrando que os cristãos evangélicos estão a ponto de assumir estilos de vida tão hedonistas, materialistas, egoístas e imorais quanto os do mundo em geral.

Precisamos, urgentemente, de uma reforma espiritual no Brasil. O modelo de espiritualidade onde se venera o carisma e negligencia o caráter deve ser abolido do nosso meio. Da mesma forma, devemos descartar a religião que promove seres hipnotizados por glória e poder.

É também necessário que haja um retorno imediato à santidade. Uma busca incessante pela pureza. Que nossos jovens optem por estilos de vida que irradiem luz; que desistam de protagonizar esta novela evangélica, onde sempre encarnam o papel de OO7, atuando como agentes secretos de Deus aqui na terra; que não sejam escravos do sexo; que abandonem a pornografia e desistam das técnicas de sedução onde precisam entulhar páginas de relacionamento virtual com imagens que apresentam e oferecem seus corpos como poderosos instrumentos sexuais (mesmo que “jurem de pés juntos” que não é por esse motivo que o fazem!).

Choros, cambalhotas, lágrimas, declaração de bênçãos, promessas e mais promessas, sonhos megalomaníacos ou êxtase entorpecente a cada novo culto não garantem mudança reais e significativas. Aliás, não passam de mera inutilidade. Estou farto de ver jovens, a cada novo culto, buscando a “re-re-re-reconciliação” com o Senhor.

Mas não desanimemos: ainda há esperança! É possível mudar este quadro. Retorno à fiel Palavra de Deus, vida diária de oração e comunhão sincera com nossos irmãos: este é o ÚNICO caminho para a reversão dessa triste realidade.

Do contrário, podemos voltar ao nosso barco furado e continuar a festa regada a muita música, confete, “unção” e euforia. Mas atente para esta importante recomendação de bordo: Antes do fim da viagem, reserve alguns instantes e observe o trabalho dos remadores. Note que olham para um lado e remam para o outro. Reproduzir esta prática navegando na vida cristã é arriscadíssimo. Se continuarmos a olhar para o céu com nossa “profissão de fé” enquanto remamos para o inferno com nossas práticas, sofreremos as danosas consequências.

 

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Sou do tempo (e olha que ainda nem cheguei aos 50…) em que as pessoas que “viravam crentes” não tinham muita opção: Batista, Metodista, Presbiteriana, Assembléia de Deus… Era preciso se adequar a uma das poucas denominações existentes na cidade para aprender a Bíblia e cultuar em comunhão com outros irmãos da mesma fé.

De repente (de repente messsssmo) as igrejas foram se dividindo, se subdividindo, se resubdividindo, e assim começaram a brotar novas “igrejas” em todos os lados:

  •  Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal
  •  Congregação Plena Paz Amando a Todos
  •  Igreja Adventista da Sétima Reforma Divina
  •  Igreja Palma da Mão de Cristo
  •  Comunidade Evangélica Shalom Adonai, Cristo!
  •  Igreja Pentecostal do Fogo Azul
  •  Igreja do Amor Maior que Outra Força
  •  Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica
  •  Igreja Evangélica Idolatria ao Deus Maior
  •  Igreja Bailarinas da Valsa Divina
  •  Igreja Abre-te-Sésamo
  •  Igreja Evangélica do Pastor Paulo Andrade, O Homem que Vive sem Pecados
  •  Igreja Automotiva do Fogo Sagrado
  •  Igreja Evangélica Pentecostal Batista Mundial Missão Nikkei
  •  Igreja C.R.B. (Cortina Repleta de Bênçãos)
  •  Cruzada de Emoções
  •  Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta
  •  Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém
  •  Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo
  •  Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’Água
  •  Igreja da Cruz Erguida para o Bem das Almas
  •  Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade
  •  Igreja Cristo é Show
  •  Igreja Atual dos Últimos Dias
  •  Igreja Pentecostal Planeta Cristo
  •  Assembléia de Deus Batista A Cobrinha de Moisés
  •  Igreja MTV (Manto da Ternura em Vida)
  •  Igreja Pentecostal Marilyn Monroe
  •  Igreija (sic) Evangélica Muçulmana Javé é Pai
  •  Igreja Assembléia de Deus Adventista Romaria do Povo de Deus
  •  Igreja Pentecostal do Pastor Sassá
  •  …

 

São “igrejas” e “igreijas” para todos os gostos, bolsos, necessidades e jeitos. Seus freqüentadores são, na maioria, bem intencionados. Pessoas que desejam seguir uma religião, amam a Deus e buscam o caminho certo. Por outro lado, a liderança destas “igrejas” são, na sua maioria, lobos em pele de cordeiro. Chamados por si mesmos para serem servidos – eis a “sublime vocação”. E o que não falta são homens e mulheres querendo um “lugar ao sol” nessa feira.

A pluralidade, sem dúvida, é imensa. Não há uma regulamentação vigente com critérios a serem seguidos por alguém que decidir “abrir uma igreja”. E, enquanto isso não muda, a tendência da pluralidade é crescer a cada dia mais.

Não obstante a imensa diversidade dessa dantesca Feira Igrejeira, num olhar panorâmico consigo enxergar nitidamente três igrejas:

 

1. Igreja Legalista

Nesta igreja, os líderes julgam estar mais pertos de Deus e, por isso, acreditam que conseguem traduzir em palavras exatamente o que Deus espera de seus filhos. Desta forma, são estabelecidas regras para “facilitar” o entendimento da vontade de Deus. Criam-se códigos de conduta; parâmetros morais, éticos e estéticos; padrões de usos e costumes. São os líderes que decidem o que “pode” e o que “não pode”.

Nesta igreja, a aparência de santidade é o alvo. Proíbe-se tudo que seja pretensamente “do mundo”: adornos, enfeites, maquiagem, roupas modernas, televisão, teatro, cinema, futebol, shopping, política, filosofia, psicologia…

O novo convertido recebe uma “cartilha” de como um cristão deve se comportar. Se ele seguir a cartilha, é considerado “espiritual” e promovido a cargos de confiança na igreja. Se algum item é desobedecido, o fiel é disciplinado e fica “de banco” para aprender e dar exemplo a outros. Se não tomar jeito e houver reincidência, é possível que perca a salvação.

2. Igreja Mercenária

Esta igreja proclama em alto e bom som que detém todo o poder no céu e na terra! Milagres, curas, libertação, prosperidade, bênçãos, vitórias, bens, emprego, sucesso, tudo que faz parte da “vida abundante” prometida, promete-se encontrar aqui.

O líder não precisa ter estudo, pois tem “poder”, é o “ungido” do Senhor. E, segundo ele, tem muito mais autoridade na Bíblia do que qualquer teólogo. Descobriu-se um caminho de extorquir dinheiro honestamente: o cara aprende a falar bonito, decora alguns textos da Bíblia, abre uma igreja com um nome convincente, dá-se a si mesmo um título pomposo (pastor, apóstolo, bispo, pai, mestre…), utiliza elementos criativos nos cultos (troca do anjo, campanha do perfume de Ester, óleo ungido de Israel, etc…), apela para o lado emocional do público e convence as pessoas de que tudo vai melhorar se ela semear sacrificialmente.

O que se requer do fiel é que tenha fé. Fé e desprendimento para ofertar com liberalidade. Afinal, é preciso semear para poder colher. Dentro deste raciocínio: quanto maior a oferta, maior a bênção! Verdadeiros impérios são erguidos às custas dessas sementes de fé. E todo o dinheiro arrecadado vai direto para o bolso do “chefe maior”.

3. Igreja Liberal

Normalmente chamada de Comunidade (para atrair as pessoas da comunidadde). Condena o vocabulário “crentês”, e tudo que seja estereótipo do evangélico. Ao contrário dos legalistas, pregam que a mudança produzida pelo Evangelho é interna e que ninguém, a não ser Deus, tem nada a ver com isso.

Para essa igreja, ser cristão é ser como o vento, que sopra aonde quer. O importante é amar a Deus e ao próximo. Beber, fumar, ficar, fazer sexo antes do casamento, falar palavrão, tudo é lícito, desde que sua consciência não o condene. Deus é amor e a sua graça não exige sacrifícios ou renúncias.

Seus líderes são carismáticos, envolventes, intelectualizados, com formação superior. O investimento maior é em relacionamentos. Condenam severamente tudo que lembre, mesmo de longe, uma igreja convencional: terno e gravata, música evangélica, dom de línguas, Marcha pra Jesus, sermão dominical, Escola Bíblica, templo, coral… consideram essas coisas como ritos religiosos e inúteis, práticas de pessoas atrasadas e sem conhecimento.

Identificando o joio

Sabemos quão inúteis são as placas para a salvação do homem. Mas, se a pessoa entrar numa dessas três “igrejas” da feira (legalista, mercenária ou liberal), poderá permanecer iludida pensando ter encontrado o Evangelho e, no final, descobrir que construíra sua casa sobre a areia.

Por isso, busque na Palavra de Deus o significado do Evangelho e, em seguida, compare com aquilo que você tem ouvido do púlpito. Este é o critério! Esta é a fórmula! Não fique em qualquer “igreja”, não acredite em qualquer “pastor”, não dê seu dinheiro a qualquer “profeta”.

Você sabe que é pecador e precisa de Cristo? Então busque a Deus. Mas não o busque  na Feira Igrejeira; ELE não estará lá. Busque-o no secreto do teu quarto. Busque-o nas páginas da Bíblia Sagrada. Busque-o com homens e mulheres que servem a Deus com integridade, e que congregam em Igrejas de verdade.

Igreja perfeita, com homens perfeitos, sabemos que não existe. Mas ainda existe uma Igreja firmada na Palavra. O Mestre Jesus disse que o joio e o trigo deveriam crescer juntos. Ambos são parecidos mas, no devido tempo, o joio será arrancado e lançado no fogo, enquanto o trigo será recolhido e levado ao celeiro do Rei.

Nem todos os caminhos levam a Deus. Procure um lugar onde a Bíblia seja ensinada,  onde Jesus seja apresentado como o único caminho para a salvação e onde você seja respeitado. Esse lugar existe! Chama-se Igreja.

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Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e  em Educação Religiosa

Doctor of Ministry – Especialização em Bíblia

Marília/SP

 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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Ser Igreja

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Não é difícil encontrar ovelhas e pastores que, decepcionados, entristecidos e/ou feridos com o sistema eclesiástico, se revoltam com a igreja e seus crentes.  “Parem o trem, eu quero descer!” gritam na alma em momentos de desespero. Mas alguns realmente pulam do trem, optam por abandonar o sistema, abrir mão dos rótulos, romper com tudo… e hoje fazem parte dos “sem-igreja”.

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Mediante notícias do mundo gospel tais como a do pastor que roubou, do ministro de música que cometeu adultério, ou do seminarista que estuprou, alguns dizem ter vergonha de se denominar “evangélicos” e preferem se identificar como “crentes” (como sei isso fizesse algum tipo de diferença). Outros proclamam a falência do cristianismo. Outros concluem que a vida na igreja não passa de rituais legalistas. Termos como: ativismo, farisaísmo, religiosidade, moralismo e “igreja” (entre aspas) se tornaram chavões destes novos discursos.

É certo que multiplicam-se a cada dia os charlatões que se dizem pastores/bispos/apóstolos/querubins… Certa também é a farta presença da hipocrisia e do legalismo no meio cristão. Mas, significaria isso a falência da igreja institucional? Não! Creio que não.

Num olhar mais profundo e imparcial, é possível enxergar que o problema não está no sistema, mas nas pessoas. É o ser humano que, cada vez mais distante do seu Criador, tem seu caráter maculado e suas atitudes bestializadas. É o ser humano que, cada vez mais egoísta e megalomaníaco, segue com sua espiritualidade coando mosquitos e engolindo camelos (1). É o ser humano que, tentando fugir de si mesmo, pula de religião em religião, igreja em igreja, programa em programa. Não, o problema não está no sistema!

Legalismo e hipocrisia já existiam nos tempos de Jesus (2) , marcaram presença na igreja primitiva (3) e continuarão existindo até a volta de Cristo (4) . Pastores charlatões e lobos em pele de ovelhas sempre brotarão nos solos evangélicos, seja nos grandes templos, seja nas estações, seja nas reuniões de oração dos “crentes-sem-igreja”. Onde houver trigo, haverá joio. Onde houver ovelha, haverá bode. Onde houver árvore, haverá erva daninha. Por quê? Porque onde houver gente, haverá encrenca!

É cômodo culpar o sistema, a instituição, o modelo. Mas trata-se de uma postura omissa, covarde e grande contribuinte para nos tirar do foco. Igreja não é invenção humana! Não é justo apedrejá-la.

Conheço não poucas igrejas sérias e equilibradas, não poucos pastores honestos e consagrados, não poucos seminaristas crentes, fiéis, apaixonados por Jesus. NÃO! A IGREJA NÃO ESTÁ FALIDA!

Amo a igreja a qual pertenço. Amo meu ministério. Amo os momentos de comunhão com o povo de Deus. Sou esposa de pastor e, em meio a tropeços e inquietações – naturais da nossa humanidade – temos procurado vivenciar a simplicidade e a seriedade do Evangelho ensinado por Cristo.

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Vamos unir forças para, na medida do possível, combater sim o joio, os lobos, o farisaísmo, a falsa moralidade, a religiosidade vazia de espiritualidade, sem contudo destruir também a igreja (com ou sem aspas). Através do amor, perdão, santidade, intimidade com Deus e muito, muito trabalho, façamos a nossa parte para iluminar e salgar a terra.

Isso sim, fará toda a diferença!

 

(1) Mateus 23:24

(2) Mateus 23:27-28

(3) 1 Coríntios 3:1-3

(4) 2 Timóteo 3:1-5 

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Educação Religiosa
Marília/SP
 
 Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Ainda não cheguei na casa dos cinquenta, mas estou a caminho e, tal qual o Pr. Menga (autor do texto abaixo), diariamente me aborreço com o que vejo em algumas igrejas e, também sou tentada a gritar: PAREM O TREM…. EU QUERO DESCER!!!!

Entretanto, o amor de Jesus me constrange a continuar lutando por sua Noiva, a igreja verdadeira, homens e mulheres, talvez remanescentes, que insistem em alicerçar sua fé na pureza do Evangelho.

Leia o texto, tire suas conclusões, e escolha seu caminho: combater as posturas contrárias à Palavra dentro da igreja ou fora dela. A decisão é sua.

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.PAREM O TREM…. EU QUERO DESCER!

Já passei da casa do cinquenta anos de vida. Também já passei da casa dos 40 como nascido de novo e confesso que já estou cansado, estafado, muitas vezes decepcionado, fico enojado quase que diariamente, e louco, mas louco mesmo, para ir logo para a minha “casa”, junto ao Pai.

Cansei. Cansei dos pastores mediocres, não no intelecto (isso não!), pois já conheci muitos homens simples e sem educação formal, mas verdadeiras sumidades na sabedoria de vida. Os mediocres a que me refiro são todos aqueles que se acham donos da verdade, donos das ovelhas de Cristo, donos da igreja (“i” minúsculo), donos das “novas revelações”.

Cansei dos néo apóstolos, paipóstolos, néo bispos, curandeiros, néo macumbeiros, das universais, mundiais, internacionais, apostólicas, renascentes e tudo o mais que vier à mente. E olha que não faltam nomes e adjetivos. Como esse meio “néo” é criativo.

Cansei dos teísmos relacionais, abertos e fechados. Cansei dos eruditos, dos intelectuais, dos mestrados, doutorados e ph’s. Veja que escrevo tudo em minúsculo. Faço questão disso, pois nada são além de sepulcros caiados. Poços de vaidade humana, com seus diplomas pendurados nas paredes de seus escritórios, mas sem amor nenhum para dar àquele que pensa diferente dele, que sabe menos que ele.

Cansei das igrejas que só dão valor aos seus métodos e sistemas, aos seus programas e acham que são os melhores. Cansei das igrejas históricas com suas portas fechadas e seu orgulho que é pura vaidade. Cansei das pentecostais, das néo, das emergentes e de todas que acham que tem a resposta e são o caminho a verdade e a vida, quando na verdade são lugar de morte!

Cansei das doutrinas da prosperidade, confissão positiva, auto ajuda, e tudo o mais que vem das mentes de homens associados ao diabo. E olha, você que está lendo isto, não venha criticar, questionar, esbravejar, sem antes estudar as origens de todos esses ensinos falsos. Eu já estudei, já fui longe o bastante pra saber das suas origens.

Cansei dos Malafaia, Estevam, Waldemiro e cia., Edir e cia., R.R. e cia., Feliciano e o movimento Gideões, Cerullo, Murdock, meu Deus, eu ficaria a eternidade listando nomes!

Se este mundo está perdido, não é por culpa do pecado reinante. Sim, é isso mesmo que você leu. A culpa é desta igreja mundanizada e humanista que está ai. A culpa é dos pastores fracos de caráter, que se acham donos da igreja, e só objetivam seu sucesso pessoal, o controle sobre a vida das ovelhas que são de Cristo e não deles, e muito dinheiro em suas contas. Que olham para a Bíblia com a intenção de tirar dela, picotando e torcendo, o respaldo para as suas sandices.

Cansei dos políticos evangélicos, que mentem nos palanques, mentem nos púlpitos, roubam às escondidas, tramam os conchavos, igual aos homens mundanos e ímpios. Como se não bastasse roubar o dinheiro das igrejas, roubam o dinheiro público e ainda agradecem a Deus. Verdadeira podridão!

Eu nem consigo mais terminar este texto que iniciei à quatro dias. Escrevo e paro, escrevo e desisto, escrevo e me canso. Queria poder por pra fora tudo o que sinto. Ah, como gostaria de viver em outra época, e ouvir de perto Calvino, Spurgeon, MacCheyne, Lloyd-Jones, Tozer e tantos outros verdadeiros homens de Deus.

Estou cansado. Vou parar por aqui. Não consigo mais pensar. Por favor, parem o trem que eu quero descer.

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Como os judeus comemoram a Páscoa?

A Páscoa é uma festa instituída por Deus para o seu povo, por volta do ano 1.400 a.C., quando os descendentes de Israel eram escravos no Egito.

Conta-nos a Bíblia que Deus enviou 10 pragas para que o faraó libertasse o povo, sendo que a 10a praga foi um decreto de morte sobre todos os primogênitos.

Deus então disse a Moisés, seu mensageiro, que os israelitas deveriam matar um cordeiro e passar seu sangue nos batentes das portas. Assim, quando o “anjo da morte” chegasse e visse o sinal, passaria por cima daquela casa e não feriria de morte nenhum primogênito que ali morasse.

Daí o nome “Páscoa”, que em hebraico significa passagem ou passar por cima.

As famílias deveriam então assar um cordeiro e celebrar este livramento, seguindo o ritual estabelecido pelo próprio Deus, passando a repetir anualmente esta celebração (leia na Bíblia a história completa da origem do povo de Israel até a instituição da Páscoa: do capítulo 12 de Gênesis, até o capítulo 12 de Êxodo).

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1) A PRIMEIRA PÁSCOA

Segundo as orientações de Deus a Moisés, a festa da Páscoa deveria obedecer rigidamente a alguns preceitos:

  1. No dia 10 daquele mês (Nisã), que ficou estabelecido como o primeiro do ano, cada família deveria separar para si um cordeiro. Se a família fosse pequena para um cordeiro, convidaria outra família para cearem juntos – Ex. 12:3-4
  2. O cordeiro ou cabrito deveria ser escolhido cuidadosamente e apresentar as seguintes características: macho, sem defeitos e de aproximadamente um ano – Ex. 12:5.
  3. No dia 14 de Nisã (ou Abibe), o cordeiro seria morto ao entardecer – Ex. 12:6.
  4. O sangue do cordeiro deveria ser recolhido numa bacia, e passado nos batentes da porta com um molho de hissopo – Ex. 12:7, 22-23.
  5. Enquanto isso, o cordeiro ou cabrito seria assado inteiro, nenhuma parte poderia ser cozida ou deixada crua – Ex. 12:8-9.
  6. À noite, a família reunida comeria o cordeiro assado, acompanhado de ervas amargas e pães ser fermento. Caso sobrasse alguma coisa, deveria ser queimado no fogo antes do amanhecer – Ex.12:8-10.
  7. As famílias deveriam permanecer dentro de suas casas e comerem “apressadamente”, todos prontos e vestidos para a viagem que seria em seguida – Ex 12:11,22.
  8. No dia seguinte (15 de Nisã), teria início a Festa dos Pães Asmos, uma outra celebração que se seguia à Páscoa. Durante 7 dias, todo Israel deveria, não só se abster de qualquer alimento fermentado, como retirar do arraial todo fermento. O primeiro e o último dia (dias 15 e 21) seriam celebrados como o Shabat, dia de descanso e dedicação ao Senhor – Ex. 12:15-17.
  9. A Páscoa e a Semana dos Pães Asmos deveriam ser comemorados todos os anos, nesta mesma data, como um memorial do grande livramento do Senhor aos primogênitos de Israel no Egito – Ex. 12:14,24-27.

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2) O CERIMONIAL NO TEMPLO

Encontramos na Bíblia várias referências do povo de Israel comemorando a Páscoa em diversas ocasiões depois que saíram do Egito: no Sinai (Nm 9:1-12), chegando na Terra Prometida (Js 5:10-11) e em Jerusalém (2Re 23:21-23, 2 Cr 30:1-3).

Entretanto, esta festa só passou a ser de fato celebrada anualmente com seriedade depois do cativeiro babilônico e a reconstrução do templo de Jerusalém.

Com algumas variações, de um modo geral, o faziam da seguinte forma:

Dia 13 (pôr-do-sol do dia 12 até o pôr-do-sol do dia 13) = Início dos preparativos para a Festa.

Dia 14 (pôr-do-sol do dia 13 até o pôr-do-sol do dia 14) = Encerrar todos os preparativos até o meio dia, e executar o sacrifício do cordeiro entre as 15h e 18h

Dia 15 (pôr-do-sol do dia 14 até o pôr-do-sol do dia 15) =  Iniciar os rituais da Ceia no início do pôr-do-sol: acender das velas, orações em família, ceia com pão ázimo, vinho (também sem fermentar), ervas amargas e outros elementos do Pessah.

Dia 17 (pôr-do-sol do dia 16 até o pôr-do-sol do dia 17) = O chefe de família levava um feixe de trigo ou cevada para o templo e o sacerdote o levantava perante o Senhor – Ritual de início da Festa das Primícias.

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Com o passar do tempo, o cerimonial da Páscoa foi se tornando mais elaborado e agregando outros elementos e exigências à ceia.

Documentos históricos descrevem como os judeus comemoravam esta festa no Templo de Jerusalém, durante a Era Cristã:

No dia 14 de Nisã, pela manhã, todo alimento fermentado era eliminado e os sacerdotes do Templo preparavam-se para a Pessach (Páscoa).

Tudo precisava ficar pronto a tempo, pois todo trabalho secular encerrava-se ao meio dia e os sacríficios tinham início às 15h. Segundo o Talmude, quando o dia 14 de Nisã coincidia num sábado, todos os preparativos para a Ceia deveriam ser feitos no dia anterior.

Nesse momento, os chefes de família iam ao Templo com o cordeiro ou cabrito para ser imolado. As pessoas se colocavam em fila e um abatedor (shochet) efetuava o abate do animal segundo as leis judaicas.

O sangue era recolhido pelos sacerdotes em recipientes especiais de prata ou ouro, que passavam de um para outro até o sacerdote próximo ao altar, que derramava o sangue na base do altar. O recipiente vazio depois retornava para novo uso.

Em seguida, o animal era pendurado e esfolado. Uma vez aberto, tinha suas entranhas limpas de todo e qualquer excremento. A gordura das entranhas, o lóbulo do fígado, os dois rins, a cauda e a costela eram retirados, colocados em um recipiente, salgados e queimados sobre o altar.

Como não havia lugar suficiente no pátio dos israelitas para acolher todo mundo, esse ritual era realizado em grupos, cada um com aproximadamente 30 homens. O primeiro grupo entrava e, quando o átrio estivesse cheio, os portões eram fechados.

Os sacerdotes tocavam três toques no shofar e os levitas entoavam o Hallel (Salmos 113 a 118) em louvor a adoração a Deus. Os cânticos e os toques do shofar eram repetidos (se necessário) até que todos houvessem sacrificado seus animais.

Após as partes da oferenda serem queimadas, os portões eram abertos, o primeiro grupo saia, e entrava o segundo e de igual maneira iniciava-se novamente o processo. E assim sucessivamente.

De tempos em tempos, no intervalo entre um grupo e outro, lavava-se o pátio da sujeira que, claro, ali se acumulara.

Depois cada um voltava para casa, levando o animal para ser assado.

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3) O CERIMONIAL EM FAMÍLIA

Enquanto o homem, responsável pela família, ia ao templo levar o cordeiro para ser oferecido no altar, em casa, sua mulher terminava os últimos preparativos para o início da festa.

Um dia antes, muitos seguem a tradição de distribuir dez pedaços de pão fermentado ao longo da casa. A procura por estes alimentos fermentados é feita com uma vela, prestando atenção especial nas ranhuras e lugares onde normalmente se encontra.

O chefe da família recolhe este pão em uma bolsa pequena especial e varre as migalhas usando uma pena. Após a procura, o chefe de família pronuncia a seguinte declaração: “Qualquer fermento ou levedura que estão em minha posse e que não vi, nem joguei fora, podem ser considerados como nulos e sem dono como o pó da terra”.

No dia seguinte, as migalhas são queimadas junto com a bolsa e a pena. Todos os utensílios utilizados para fazer pães e bolos são lavados, escondidos ou purificados no fogo. Todo fermento que não pode ser desperdiçado é vendido a uma pessoa não judia, e readquirido após a festa Pessach.

Algumas famílias fazem desta ocasião uma divertida brincadeira para as crianças, que têm de encontrar os pães e alimentos fermentados carinhosamente “escondidos” pela casa. Quando o último alimento fermentado é encontrado e retirado, faz-se uma grande festa!

Às 18h têm-se início à festa propriamente dita, com todos vestidos de branco em volta da mesa. O primeiro rito do Pessach é o acender das velas. Neste jantar festivo, o vinho (mosto) é obrigatório: se alguém não tinha condições de adquiri-lo, o Templo lhe cedia o suficiente para encher as quatro taças do cerimonial.

Lembrando que este vinho trata-se, na verdade, de suco de uva, já que o vinho alcoólico é o suco de uva fermentado e, na Páscoa, todo fermento deveria ser extirpado.

Durante a refeição, são cantados pela família os Salmos do Hallel, entrecortados de bênçãos dadas pelo pai de família ou por aquele que faz as vezes dele, sobre as taças de vinho. Os filhos, simulando surpresa, diante deste jantar, fazem perguntas:

  • “Porque esta noite é diferente das outras noites?”
  • “Todas as outras noites comemos pão com ou sem fermento e esta noite só comemos Matzah (pão sem fermento)?”
  • “Todas as outras noites comemos todos tipos de ervas, por que está noite comemos ervas amargas?”
  • “Todas as outras noite nós não molhamos nossas ervas na água salgada, por que esta noite nós molhamos as ervas com água salgada 2 vezes?”
  • “Nas outras noites comemos sentado ou reclinado porque está só comemos reclinado?”

Então o pai explica o sentido dos diferentes ritos e descreve sobretudo as intervenções de Deus em favor do seu povo.

Após a ceia, muitos iam para as ruas festejar, enquanto outros iam para o Templo, que abria suas portas à meia-noite.

4) A PÁSCOA JUDAICA APÓS A DESTRUIÇÃO DO TEMPLO

Com a destruição do Segundo Templo, a celebração da Páscoa passou a ser uma noite de lembranças, feita essencialmente em família e sem o ritual do sacrifício (com excessão dos samaritanos que, até hoje, mantém a degola e holocausto do cordeiro anualmente, no dia da Páscoa).

Veja um resumo geral da sequência que é observada na ceia de Páscoa, ou Sêder de Pessach, nos dias de hoje:

1. Recitação do Kidush (leitura de Gênesis 2:1-3 e uma oração feita pelos sábios especialmente para este momento, com declarações específicas de bênção sobre Israel, lembrança do êxodo do Egito, palavras em aramaico e a bênção do vinho) e a ingestão do primeiro copo de vinho.

2. Lavagem de mãos. Mergulha-se o salsão, batata, ou outro vegetal, em água salgada. Recita-se a benção e o salsão é comido em lembrança às lágrimas do sofrimento do povo de Israel.

3. A matzá (pão ázimo) é partida ao meio. O pedaço maior é embrulhado e deixado de lado para o final da cerimônia.

4. Conta-se a história do êxodo do Egito e sobre a instituição de Pessach. Inclui a recitação das “Quatro perguntas” e bebe-se o segundo copo de vinho.

5. Segunda lavagem de mãos. O chefe da casa ergue os pães asmos e os abençoa. Eles são então partidos e distribuídos.

6. São comidas as raízes fortes relembrando a escravidão e o sofrimento dos judeus no Egito.

7. É realizada a refeição festiva e é comida a matzá que havia sido guardada.

8. É recitada uma benção após as refeições e bebe-se o terceiro copo de vinho.

9. Hallel – Salmos e cânticos são recitados. Bebe-se o quarto copo de vinho.

10. Alguns cânticos são entoados e têm-se o costume de finalizar o jantar com os votos de LeShaná HaBa’á B’Yerushalaim – “Ano que vem em Jerusalém” como afirmação de confiança na redenção final do povo judeu.

Além da lembrança da aliança de Deus com Israel, a Páscoa, desde que foi instituída, trazia em si o símbolo profético do Cordeiro de Deus que seria morto para nos livrar da morte.

Assim como um cordeiro foi sacrificado no dia da páscoa para a libertação dos judeus do Egito, Cristo foi sacrificado para a libertação dos nossos pecados:

“…Ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt.1:21); “…pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados” (Ap.1:5); “…Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado” (I Co.5:7). Cristo se fez oferta de uma vez pelo pecado. Aleluia!

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Sugestão de leituras complementares sobre o assunto:

  • A Palestina no tempo de Jesus. Christiane Saulnier e Bernard Rolland; São Paulo: Paulus, 1983. (Cadernos Bíblicos; 27)
  • As Festas do Senhor. Pr Sóstenes Mendes; BH: Ed Vision Rhema
  • Vida Cotidiana nos Tempos Bíblicos. Tenney, Packer e William White Jr; Ed. Vida
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A Páscoa, em sua origem, é uma festa judaica familiar que comemora o livramento dos primogênitos no Egito, mas foi adotada pelos cristãos porque justamente durante esta festa ocorreu a crucificação de Cristo (não por coincidência, mas por cumprimento profético).

Os judeus comemoravam a Páscoa da seguinte maneira: um cordeiro era escolhido como oferta pelo pecado (Ex.12:2,6), o animal precisava ser sem defeito nem manchas, e devia assado por inteiro. No dia da Páscoa, dia 14 do mês de abibe – março/abril no nosso calendário (Lv.23:15; Ex.13:4), entre 15:00h e 18:00h, este cordeiro era sacrificado e comido juntamente com ervas amargas e pão sem fermento.

Leia também para entender melhor:

A Páscoa dos Judeus

A Paixão de Cristo

 .A fixação da data

Como se calcula, a cada ano, o dia da Páscoa?

A Páscoa é sempre no primeiro domingo depois da primeira lua cheia seguinte à entrada do equinócio de outono no hemisfério sul ou o equinócio de primavera no hemisfério norte.

Equinócio é o ponto da órbita da Terra em que se registra uma igual duração do dia e da noite: dia 20/21 de Março.

Ou seja: primeiro se descobre o dia do equinócio, depois quando será a próxima lua cheia e depois, qual o próximo domingo e tcha-ramm…. determina-se o dia da Páscoa.

Esta datação da Páscoa baseia-se no calendário lunar do povo hebreu, razão pela qual a Páscoa é uma festa móvel no calendário romano, podendo ocorrer entre 22 de março e 25 de abril.

Várias outras datas são determinadas a partir do dia da Páscoa, tais como Carnaval, Pentecostes e Corpus Christi, dentre outras.

.Símbolos ocidentais

Desde o primeiro século, a celebração da Páscoa no Ocidente agregou dois fortes símbolos: o ovo de chocolate e o coelho.

O ovo simboliza a ressurreição (surgimento de uma nova vida de algo que parece estar morto), e o coelho representa a capacidade da Igreja em multiplicar seus fiéis, devido o coelho ser um animal extremamente fértil.

Calcula-se que as lendas relacionadas ao coelho da Páscoa surgiram por volta de 1215, na região francesa da Alsácia. No Brasil, chegaram no início do século 20 por meio dos imigrantes europeus.

O chocolate foi uma criação meramente comercial, apenas um subterfúgio para os comerciantes lucrarem um pouco mais nesta época do ano.

É sugerido por alguns historiadores que tais símbolos ligados à Páscoa (ovos de chocolate, ovos coloridos e o coelhinho da Páscoa) são resquícios culturais da festividade de primavera em honra a Eostre, deusa germânica.

Um ritual importante ocorria nessa época, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual teria sido adaptado pela Igreja Católica no início do 1º milênio, fundindo-o com a Páscoa.

.Jesus e o cordeiro pascal

De acordo com o Novo Testamento, Jesus Cristo é o sacrifício da Páscoa, conforme profetizado por João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29) e ensinado pelo apóstolo Paulo: “Purificai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” (1Co 5:7).

Jesus é o Cordeiro de Deus que foi morto para salvação e libertação de todo aquele que crê. Para isso Deus teria designado sua morte exatamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a aliança antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a nova aliança, no sangue do próprio Jesus imolado.

Pascoa - quadro blog

 

.Nós cristãos, devemos comemorar a Páscoa como os judeus?.

Como já foi dito, a Páscoa em si é uma festa judaica. Foi instituída por Deus para o povo de Israel, como um símbolo da salvação messiânica. Assim sendo, nós cristãos brasileiros, não precisamos comemorar a Páscoa, assim como não comemoramos a Festa das Trombetas, a Festa dos Tabernáculos ou a Festa do Purim.

Algumas igrejas evangélicas judaizantes têm implantado a celebração da páscoa judaica em seus cultos, inclusive com os rituais culturais que foram acrescidos à festa com o passar do tempo. Não há nada de errado nisso, entretanto, entendemos que nós, cristãos, não precisamos seguir as leis e rituais dados ao povo de Israel – veja Atos 15:1-30; Cl 2:13-17; Gl 3:1-14; Rm 14:14-18.

.É errado comer ovo de páscoa?

Certamente que, pensando no significado transcendental da morte e ressurreição de Cristo, um ovo de chocolate, por mais caro e delicioso que seja, não é nada! Essa deve ser uma decisão pessoal, segundo o costume de cada família.

Pessoalmente não vejo problemas em presentear pessoas queridas com chocolate, desde que o verdadeiro sentido da Páscoa seja lembrado, e que as crianças sejam ensinadas a perceberem que a ressurreição de Jesus é infinitamente mais preciosa do que qualquer ovo de chocolate.

.Entre a sexta-feira e o domingo

Muitas igrejas enfatizam em demasia a Via Dolorosa e a crucificação de Jesus, e praticamente se esquecem do principal: sua ressurreição.

A morte de Cristo não deve ser vista com penúria ou pesar, mas como a maior prova de amor de Deus por nós. Jesus foi traído por Judas Iscariotes, acusado pelos fariseus, julgado pelos sacerdotes, desprezado pelo povo e considerado culpado pelos romanos.

No entanto, tudo isso aconteceu apenas e tão somente porque Ele mesmo permitiu. Jesus poderia, a qualquer momento, desistir da cruz. Mas, por amor a mim e a você, e em obediência ao Pai, Ele amou e amou até o fim.

Mas a cruz de Cristo não é derrota, antes, é o caminho para a vitória. Vitória não só do próprio Jesus, mas de todo aquele que nele crer. Sim, Ele foi crucificado na sexta-feira de Páscoa, mas ressuscitou no domingo das Primícias! Ele não está na cruz nem permaneceu no túmulo, mas venceu a morte e abriu o caminho para quem o aceitar.

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Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos.

Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.

Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.

E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.

Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo! 

1 Co 15:17-20; 54-57

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Jesus Cristo, o homem que dividiu a História da humanidade foi crucificado no ano 29  da nossa era.

Milhares de pessoas foram sentenciadas a este tipo de morte durante séculos, entretanto a crucificação de Cristo diferencia-se de todas as demais em pelo menos três aspectos: a causa da condenação, seu desfecho e sua conseqüência na vida das pessoas.

Jesus Cristo, o Verbo de Deus, abriu mão de toda a sua glória e fez-se homem!

O Deus encarnado nasceu criança, foi alimentado, cresceu, e viveu uma vida limitada aos limites do homem sobre este solo contaminado pelo pecado. Mas, com uma grande diferença: mesmo sendo em tudo tentado, ele jamais pecou.

Aos 30 anos iniciou seu ministério e três anos depois entregou sua vida para cumprir o principal propósito de seu nascimento: a morte expiatória pelo pecado de toda a humanidade.

O próprio Cristo afirmou que sua morte se daria na Páscoa (Mt 26:2), uma grande festa judaica celebrada anualmente por todo o povo desde sua saída do Egito. Veja os detalhes desta festa no post “A Páscoa dos Judeus”

Os quatro Evangelhos narram a crucificação de Cristo, entretanto não é pequena a controvérsia acerca de duas questões: Jesus foi crucificado mesmo na Páscoa ou um dia depois? E em qual dia da semana isso aconteceu?

Jesus Cristo foi crucificado na Páscoa, numa sexta-feira!

Não tenho dúvidas de que a morte de Cristo cumpriu integralmente todos os sinais proféticos contidos na festa da Páscoa.

E, como o cordeiro pascal era morto na tarde do dia 14 de Nisã e deveria ser totalmente consumido antes do nascer do dia seguinte, creio que assim aconteceu com o nosso Jesus.

Alguns defendem que a crucificação teria sido um dia depois da Páscoa, pois na noite em que Jesus foi traído, pouco antes ele instituiu a Ceia e celebrou a Páscoa com seus discípulos (Mt 26:20-30; Mc 14:17-26; Lc 22:14-23; Jo 13:1-5).

Mas, na verdade, não se tratava da Páscoa propriamente dita, mas os rituais que antecediam a imolação do cordeiro.

Naquele ano (26 d.C.), o dia 14 de nisã caiu num sábado, por isso, as celebrações que antecediam a morte do cordeiro precisaram ser transferidas para o dia anterior, conforme orientação do Talmude, para que não houvesse a violação do sábado.

Nesses casos, toda a preparação da Ceia, os rituais de purificação do fermento, o acender das velas e as orações eram realizadas um dia antes, visto que, no Shabat é proibido trabalhar (o que inclui carregar velas).

Isto fica claro no Evangelho de João, que diz: “Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Estava sendo servido o jantar, e o Diabo já havia induzido Judas Iscariotes, filho de Simão, a trair Jesus.” (Jo 13:1-2).

Note que o texto não deixa dúvidas: um pouco antes da festa da Páscoa, ou seja, a Ceia não foi no dia da Páscoa, mas “um pouco antes”, mais precisamente: um dia antes.

O próprio ritual judaico nos esclarece esta questão. Como a Páscoa coincidira com o Shabat, o ritual teve início na quinta-feira, às 18h e todos os preparativos deviam ser concluídos antes do meio-dia da sexta-feira. Ou seja, até o meio-dia tudo deve estar pronto e todos os rituais realizados. Veja o quadro:

Pascoa 2

.Obs: O que dificulta um pouco a nossa compreensão dos fatos é a diferença da contagem dos dias em relação aos nossos dias. Hoje, o dia começa às 00h00m. Para os judeus, o mesmo tinha início no pôr-do-sol,  ou seja, por volta das 18h.

 

Jesus, após cear no início da sexta-feira judaica (ou quinta depois das 18h), foi preso e interrogado durante toda a madrugada e julgado por Pilatos na manhã da sexta.

Por volta de 9h Jesus foi açoitado e entregue ao governo romano.

Houve mais um julgamento, incluindo os judeus, e após este, Jesus foi crucificado ao meio-dia.

Note que, até aí, a participação judaica aparece sempre. Mas, depois do meio-dia, os judeus (sacerdotes) desaparecem da narrativa. Por que eles não acompanharam a execução?

 Justamente porque os rituais do Pêssach deviam ser terminados antes do meio-dia e eles ficaram impossibilitados de continuar acompanhando o processo de julgamento e execução de Jesus devido a essa lei.

Vejam que Jesus foi entregue pelos líderes judeus ao governo romano logo cedo. A partir daí, ele foi pregado, levantado, morto e enterrado exclusivamente pelo governo romano.

Os únicos judeus que estão junto a Jesus depois do meio-dia são sua mãe, João e as outras mulheres. O restante são todos romanos, que não participavam do Pessach.

Portanto, Jesus foi morto e sepultado na sexta-feira e sepultado às pressas devido ao Shabat (sábado, que tem início às 18h da sexta-feira).

 

Três dias e três noites depois…

O próprio Jesus havia dito de si mesmo: “Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra” (Mt 12:40). “…vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão à morte. E o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará.” (Mt 20:19-20)

Surge daí um detalhe intrigante sobre a sua ressurreição: Se Jesus morreu na sexta à tarde, como ele pôde ressuscitar no domingo de manhã, e ficar 3 dias e 3 noites sepultado?

Esta questão tem sido base para várias conclusões equivocadas. Alguns usam isso para dizer que a Bíblia não é confiável, ou tentam explicar afirmando que Jesus foi crucificado numa quinta-feira e não sexta. Vamos aos fatos.

As línguas originais em que a Bíblia foi escrita – hebraico e grego – também têm suas frases figuradas e expressões idiomáticas, como qualquer outra. E a expressão “um dia e uma noite” é um exemplo disso.

No nosso português, “um dia e uma noite” possui sentido literal, mas para os judeus não. Trata-se de uma expressão idiomática e não um relato minucioso de tempo.

Qualquer parte de um dia era considerado como um dia completo. Conforme consta noTalmude de Jerusalém: “Temos um ensino – Um dia e uma noite são um Onah e a parte de um Onah é como o total dele” (Mishnah, Tractate, J. Shabbath, Chapter IX, Par. 3). O Rabi Eleazar bar Azaria explicou: “um dia e uma noite fazem um ‘onah’ (24 horas), mas um ‘onah’ começado, vale um ‘onah’ inteiro”.

Há vários exemplos na Bíblia onde parte de um dia é contada como se fosse um dia inteiro:

Ester falou que ia falar com o rei depois dos judeus jejuarem por três dias, e ela entrou na presença do rei “ao terceiro dia”, e não ao quarto dia, que seria literalmente depois dos três dias de jejum (Et 4:16; 5:1).

José do Egito deixou seus irmãos presos durante três dias. E “no terceiro dia” José lhes disse… (Gn 42:17-18)

Roboão mandou que Jeroboão voltasse a ele “após três dias”, e Jeroboão obedeceu quando voltou “ao terceiro dia” (2 Cr 10:5,12).

Um jovem egípcio, servo de um amalequita, falou a Davi que “tinha ficado três dias e três noites sem comer e sem beber”, depois explicou que fora abandonado por seu senhor há três dias atrás (e não quatro, se fosse literal). (1 Sm 30: 12-13)

Assim, “um dia e uma noite” era uma expressão idiomática usada pelos judeus para indicar um dia, mesmo quando indicava somente parte dele.

Em outras palavras, a expressão “um dia e uma noite” representava tanto o período total de 24 horas do dia, como apenas uma parte dele.

Jesus falou que ressuscitaria “no terceiro dia” (Mt 16:21; 17:23; 20:19), ou “depois de três dias” (Mc 8:31; 10:34). Até os inimigos de Jesus entenderam o significado das profecias sobre a ressurreição. Para eles, “depois de três dias” significava “ao terceiro dia” (Mt 27:63-64).

Entendendo esta maneira de se expressar, compreendemos que os “três dias e três noites” que Jesus permaneceu no coração da terra foram:

  1. O período que inclui parte da sexta-feira (das 15h às 18h)
  2. O sábado inteiro (das 18h de sexta até 18h de sábado)
  3. E parte do domingo (das 18h de sábado até o nascer do sol de domingo)

 

Tragada foi a morte na vitória

Aleluia! A cruz não conseguiu deter o Autor da Vida! Ele ressuscitou!

Jesus Cristo, o Rei dos Judeus, cumpriu em si mesmo toda a Lei Mosaica.

“Está consumado”, bradou em alta voz no momento em que entregou o seu espírito. Sim, tudo consumado está.

Consumou-se o fim da maldição através daquele que fez-se maldição por nós (Gl 3:13). 

Foi consumado com sangue o salário do pecado (Rm 6:23).

Consumado também foi o castigo que nos traria a paz (Is 53:4-7).

Consumou-se ainda o final da história de Abraão e Isaque, onde Deus poupou Isaque e proveu um cordeiro para ser sacrificado (Gn 22:13).

E consumada também foi a promessa de que a semente da mulher pisaria a cabeça da serpente (Gn 3:15).

Sim Jesus, tudo consumado está! E, tendo cumprido todas as coisas, Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.

A nós, pecadores, resta o caminho do arrependimento e a decisão de nascer de novo espiritualmente, fazendo deste Cristo o Salvador e Senhor de nossas vidas.

Feliz Páscoa!

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Esse texto é uma daquelas pérolas raras que encontramos pela vida. Um deleite para a alma e para o espírito! Foi extraído do livro “Pensamentos para horas tranquilas”, uma compilação de devocionais feita pelo memorável D.L.Moody, e publicado pela CPAD. Depois de ler este pequeno trecho que, na verdade, é uma oração, tive meus sentidos arrebatados por alguns momentos. Refeita e de volta à realidade, percebi que não poderia guardá-lo só para mim, tamanho sua riqueza e profundidade.  Prossigo a vida desejando, dia após dia, suprir-me do Senhor no monte a cada manhã. Que assim seja!

 

“Subas pela manhã… e… põe-te diante de mim no cume do monte.” 

Exodo 34.2

 

 

 

Pai, estou chegando. Nada daquela pobre planura deve manter-me afastado das santas elevações.  Ajuda-me a subir depressa e guarda-me os pés, para que não caiam sobre as rochas duras!  Venho a teu convite. Portanto, não decepciones meu coração. Peço que do céu me tragas mel, sim, leite e vinho, e óleo para deleitar minha alma, e que detenhas o sol em seu curso, ou o tempo será curto demais para eu poder contemplar tua face e ouvir tua doce voz.  Manhã sobre o monte! Isso me fará forte e grato durante todo este dia que começa tão bem.

Joseph Parker

 

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Uma Rosa Vermelha na crucificação…

Este é um hino muito antigo, de autoria desconhecida, mas com uma bela poesia. Foi gravado por Luiz de Carvalho, Mara Lima e outros artistas. Um lindo texto para refletirmos sobre a crucificação de Cristo e,  principalmente, na postura pessoal de cada um de nós diante dessa cruz.

Essa “Rosa” foi esmagada pela minha mão, pela sua mão… O que temos feito com esse sangue que ficou em nossas mãos? Temos crido para a nossa salvação ou sido indiferentes para a nossa condenação? Faça a sua escolha. Eu escolhi JESUS!

*

&

Olhando este mundo Ele viu grande multidão,

Andando sozinho sem nada na mão.

Sua vida foi rosa vermelha cravada na cruz,

Quem passou por Ele sentiu compaixão.

A rosa murchando e sangrando esvaindo-se em dor,

Perdendo a cor, sem respiração.

Mas o seu perfume se apega à mão que a esmagou,

E quem a feriu recebeu o perdão.

 

Agora seu sangue vertendo caindo no chão,

Três dias morrendo, sentiu solidão.

No terceiro dia o mundo encheu-se de flores

e a rosa vermelha de novo brotou.

Jesus é o lírio dos vales Rosa de Sarom

e até seus espinhos são marcas de amor.

E hoje Ele vive a plantar um grande jardim,

se você quiser serás uma flor. ..

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