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Archive for novembro \30\UTC 2009

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Qual a origem do Natal? Há algum problema em comemorarmos esta data com troca de presentes, árvore enfeitada e Papai Noel?

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natal feliz

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A data exata do nascimento de Jesus é inteiramente desconhecida. A Bíblia relata que quando Jesus nasceu, alguns pastores estavam no campo com seus rebanhos (Lucas 2:8). Dezembro é tempo de inverno na Judéia, e os pastores costumavam recolher seus rebanhos nos currais a fim de protegê-los do frio e das chuvas, por isso é bem pouco provável que tenha sido em dezembro. Há os que acreditam ter sido em Abril, outros em Outubro… mas não há nenhum dado concreto que comprove uma ou outra possibilidade.

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Por que se comemora o Natal de Jesus no dia 25 de Dezembro?

O Natal não é uma festa bíblica, nem foi comemorado pelos cristãos primitivos. Isso porque o costume não era celebrar o nascimento de Jesus Cristo, mas apenas sua morte. A comemoração do nascimento de Jesus foi introduzida no século IV, durante o governo do imperador romano Constantino. No Império Romano, o dia 25 de Dezembro era conhecido e festejado entre os pagãos como o dia do nascimento do deus sol. Com a cristianização do império, passou-se a adotar essa mesma data para comemorar o nascimento do Filho de Deus, como Sol da Justiça, a Estrela da Manhã, a verdadeira Luz do mundo. Alguns outros costumes pagãos foram incorporados à festa, como o uso de árvores, guirlandas, estrelas e troca de presentes.

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É lícito ao cristão comemorar o Natal?

Como não havia esta comemoração nos tempos bíblicos, não há nada de objetivo que a Bíblia diga a este respeito, nem ordenando sua celebração, nem proibindo. Alguns segmentos evangélicos (principalmente judaizantes) têm alertado para o fato de que, por se tratar de uma festa de origem pagã, todo aquele que comemora o Natal em Dezembro estará firmando uma aliança com as trevas e dando legalidade para que o diabo atue em sua vida.

Entretanto, se não há nas Escrituras nenhuma doutrina elaborada a este respeito, cada cristão é livre para ponderar acerca destas questões. O apóstolo Paulo, em sua carta aos Romanos, ensina que não existem alimentos impuros em si, mas se alguém tiver dúvida a este respeito, é melhor abster-se destes alimentos (Romanos 14:14-23). Da mesma forma, algumas práticas podem ou não se tornar em pecado, dependendo da forma como são feitas.

Pessoalmente, não entendo que haja algum problema em o cristão celebrar o Natal, desde que sua consciência não o condene, e que a celebração seja, acima de tudo, em adoração ao único e verdadeiro Deus. Além disso, num mundo cada vez mais individualista, as reuniões em família, confraternização entre amigos, votos de felicidades e troca de presentes são sempre bem vindos, e se constituem em práticas extremamente construtivas e saudáveis.

Se a intenção do nosso coração é celebrar o nascimento do nosso Salvador, e se fazemos isso em espírito, verdade, santidade e amor, não vejo porque Deus rejeitaria nosso culto (“… a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” – Salmo 51:17).

Vários outros costumes criados pelos pagãos foram absorvidos e adaptados pela nossa cultura sem, no entanto, servir de obstáculo à nossa fé ou à adoração do Senhor. Por exemplo: as velas do bolo de aniversário, o vestido branco da noiva, as olimpíadas, o chocolate na Páscoa, e até mesmo o dia dos nossos cultos semanais… (na mesma época da introdução da comemoração do Natal de Jesus no dia 25 de Dezembro, mudou-se também o dia oficial do culto cristão de sábado para o domingo).

Quando a Bíblia fala sobre o cristão comer ou não carne sacrificada aos ídolos, explica que não faz diferença, desde que isso não venha causar escândalo no nosso irmão:

“Quem ama a Deus, este é conhecido por Deus. Portanto, em relação ao alimento sacrificado aos ídolos, sabemos que o ídolo não significa nada no mundo e que só existe um Deus. Contudo, nem todos têm este conhecimento. Alguns, ainda habituados com os ídolos, comem este alimento como se fosse um sacrifício idólatra; e como a consciência deles é fraca, esta fica contaminada. A comida, porém, não nos torna aceitáveis diante de Deus; não seremos piores se não comermos, nem melhores se comermos.” (I Coríntios 8:1, 3-4, 7-8).

Este texto deixa bem claro que o fato de comer carne sacrificada aos ídolos nada interfere em nossa vida espiritual. Creio que o mesmo princípio se aplica em comemorar o Natal ou participar de uma olimpíada que, em sua origem, tratava-se de uma festa em honra aos deuses gregos. Entretanto, se alguém pensa de maneira diferente, e prefere não participar das comemorações tradicionais natalinas, tudo bem, que não participe… Mas também que não proíba ou condene o que comemora, pois não há base bíblica para se afirmar que é pecado ou errado festejar esta data com familiares e amigos.

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Como o Natal deve ser comemorado?

“Quer vocês comam, bebam, ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”, é o que diz a Palavra em I Coríntios 10:31. Assim sendo, é óbvio que na festa do Natal (bem como em nenhuma outra ocasião) não pode haver espaço para a glutonaria, a embriaguez, o consumismo, o materialismo, nem quaisquer outras atitudes que agridem a santidade do Criador.

Precisamos tomar cuidado para que o Natal seja uma festa em honra a Deus, uma celebração Àquele que desceu do Céu e se fez carne para que, através de sua morte, fôssemos justificados. Dentro disso, cada família é livre para determinar como irá comemorar tão importante data.

As crianças precisam aprender que a figura central do Natal não é o Papai Noel, mas o “totalmente amável e totalmente digno” Jesus Cristo, Filho de Deus. Além disso, embora tradicionalmente algumas famílias se reúnam em volta de uma mesa farta para cear e trocar bonitos presentes, também precisamos cuidar para que o foco do Natal não esteja na comida, nos enfeites, ou nos presentes… Como escreveu o Pr. Jaime Kemp: “O Natal não pode ser plenamente entendido se não for à luz de uma cruz erguida num calvário de sofrimento trinta e três anos depois…”

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Conclusão

A Bíblia não apresenta nenhuma doutrina contrária ao ato de comemorar o Nascimento de Jesus em Dezembro, com luzes, enfeites, presentes ou ceia. Assim sendo, não é lícito condenar tal prática em si mesma. O importante é estarmos em paz com aquilo que entendemos como orientação do Espírito Santo para as nossas vidas, sem tentar impor nossas opiniões a outras pessoas.

Gente, Jesus nasceu!!! Tornou-se homem por mim e por você. Não me importa se isso aconteceu em Dezembro ou em Fevereiro… eu quero é comemorar tão grande prova de amor! Simples assim! 🙂

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Que o dia de Natal seja por nós santificado! E que usemos esta data não para polêmicas mas para estreitar nossa comunhão com o próximo e para mostrar ao mundo as implicações eternas do nascimento de Cristo em nossas vidas.

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“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz”.

ALELUIA!!!!

 

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Educação Religiosa
Marília/SP
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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Através de toda a Bíblia, a santificação tem sido um elemento essencial na relação entre Deus e seu povo. Esta qualidade de ser separado do pecado, é uma característica fundamental de Deus, que precisa ser desenvolvida como parte do caráter de seus filhos.

O que vêm à sua mente, quando pensa em santificação? Trabalho árduo na obra de Deus? Experiências sobrenaturais com o Espírito Santo? Compreender com profundidade a Bíblia? Deixar de praticar algumas coisas? Na verdade, santificação nada mais é do que O RESULTADO DA COMUNHÃO ENTRE NÓS E DEUS.

A santificação se inicia quando vamos a Cristo, e se desenvolve à medida que passamos mais e mais tempo com Ele. Quando tentamos alcançar a santidade por nossos próprios esforços, nos tornamos como os “fariseus”, que limitavam seu relacionamento com Deus a rituais de culto e purificação (legalismo). Mas quando dedicamos tempo conhecendo a Deus em oração e meditando em sua Palavra, então seu Espírito age em nós, gera quebrantamento e produz santificação.

É inútil e sempre será muito frustrante qualquer tentativa de mudarmos nosso caráter ou controlarmos nosso temperamento sem o auxílio do Espírito Santo. De nada adianta seguir aquelas famosas receitas de autoajuda do tipo ”10 passos para vencer a ira” ou “7 chaves para derrotar o medo”. Enquanto insistirmos em fazer as coisas do nosso jeito, o máximo que conseguiremos é uma mudança superficial, artificial e temporária. Santificação genuína é um processo que ocorre de dentro para fora.

Isso me fez lembrar um antigo cântico de Josué Rodrigues e Jefferson França Júnior:

Não tenhas sobre ti um só cuidado, qualquer que seja
Pois um, somente um, seria muito para ti
É meu, somente meu todo o trabalho
E o teu trabalho é descansar em mim…

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A santidade se refletirá em nós à medida que aprendemos a usufruir da liberdade em Cristo: alcançando o verdadeiro equilíbrio em amor: sem legalismo nem licenciosidade: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.” (Gl 5:13).

Por que é tão importante vencer o pecado, resistir às tentações e buscar a pureza? Porque Deus é santo, e a única maneira de aprofundar o nosso relacionamento de amor com Ele é vivendo uma vida de santidade. Deus não suporta o pecado, toda espécie de iniquidade agride sua natureza. Então para eu me relacionar com Deus preciso ser santo, e para ser santo preciso me relacionar com Deus. Simples assim!  🙂

Quando amamos a Deus, vivemos em função deste amor, motivados por ele, e não precisamos nos esforçar para alcançarmos a santificação, porque esta é produzida em nós pelo próprio Espírito.

Você quer ser santificado? Então invista tempo em seu relacionamento com Deus, entregue-se a Ele por inteiro, e o mais, Ele fará.

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 Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Educação Religiosa
Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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I Have a Dream

O memorável Pastor Batista Martin Luther King Jr (1929-1968), inconformado com os problemas de sua geração, principalmente no que diz respeito à segregação racial, foi um dos maiores ativistas políticos dos Estados Unidos. em seu mais famoso discurso “Eu tenho um sonho” (título original em inglês “I Have a Dream”), declarou: “Eu digo a vocês hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã, eu ainda tenho um sonho”.

Ousando parafrasear o discurso de Luther King, quando olho para a minha querida cidade de Marília, digo que eu também tenho um sonho…

Sonho que, um dia, a Glória do Senhor encherá a minha cidade, assim como as águas cobrem o mar.

Sonho que o povo que se chama pelo nome de Deus, firmado em amor e unidade, como um só rebanho e um só Pastor, não dará mais importância para as diferenças denominacionais, e se humilhará, orará, buscará a face do Pai e se converterá de todos os seus maus caminhos.

Sonho que o rio de Deus passará por aqui, e suas corredeiras destronarão o poder do mal, limparão toda a imundícia do pecado e trarão saúde e cura para a nossa terra.

Sonho que, um dia, cada pessoa terá um tremendo e maravilhoso encontro pessoal com Jesus, viverá na plenitude do seu Espírito Santo, crescerá na graça e no conhecimento do Pai Eterno, e amará a Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças.

Ainda hoje sonho que não haverá templos suficientes para todos os salvos, e que o nome de Jesus será adorado em espírito e em verdade, em todos os lugares e de todas as formas.

Sonho que todos os bares serão fechados, e que não se encontrem em toda a cidade um só prostíbulo, uma só boate, uma só casa de jogos. Sonho ainda que o nome de Jesus será exaltado e santificado em cada escola,  cada escritório, cada indústria e cada estabelecimento.

Sonho com uma grande fogueira onde serão queimados todos os vídeos e revistas pornográficos, toda imagem de idolatria, todo material de feitiçaria.

Sonho que hospitais e delegacias serão utilizados apenas para medidas de prevenção, a justiça existirá ao alcance de todos os cidadãos, políticos governarão em beneficio do bem comum, autoridades exercerão suas funções com humildade e retidão, e as leis serão estabelecidas com base na Palavra de Deus.

Sonho que, um dia, haverá trabalho para todos e ninguém mais mendigará o pão, nem implorará por dignidade.

Sonho com o dia em que todos terão uma casa para morar. Sonho também que cada casa será um lar onde abundará tolerância, respeito, compreensão, amor, paz, alegria. E sonho ainda que cada lar será uma igreja de onde se ouvirá vozes de júbilo e adoração ao único Deus vivo e Soberano Senhor.

Sonho ainda que nossa cidade caminhará em lugares altos, onde o sobrenatural de Deus será algo natural.

Sonho com o dia em que pessoas do mundo todo ouvirão sobre o quê está acontecendo e virão atraídas pela Glória do Senhor.

Finalmente, sonho que tudo isso aconteça na minha geração, e sonho ainda que as águas do avivamento permaneçam sobre a minha cidade e sobre todo o Brasil por todas as gerações, até que Cristo venha buscar sua Igreja. Pois Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Glória pois a Ele, eternamente. Amém.

Marília, 19 de maio de 2006

 

E você, ouse sonhar também! Peça a Deus que semeie os sonhos dele em seu coração. E, haja o que ouver, continue sonhando, acreditando e caminhando na direção deste sonho! É verdade que nem todos os sonhos se realizarão integralmente, mas todas as grandes realizações nasceram de um sonho. Simples assim! 🙂

Porque a simplicidade do Evangelho nos conduz à essência do Cristianismo: amar a Deus e ao próximo.

 

Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

 

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

 

 

 

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