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Archive for the ‘Estudos Bíblicos’ Category

  

Antigo Testamento

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PREFÁCIO

Muitos leitores têm dificuldade em compreender a história do Antigo Testamento na Bíblia, pelo fato dos livros canônicos não estarem em ordem cronológica, mas sim organizados em categorias de similaridade: Pentateuco (lei de Moisés), livros históricos, livros poéticos e livros proféticos (profetas maiores e menores). Se, por um lado, esta organização bibliográfica auxilia na compreensão do propósito e estilo de cada livro, por outro, dificulta a compreensão da sequencia dos fatos, fazendo com que as histórias e personagens se confundam em meio a um pano de fundo aparentemente obscuro.

Além disso, por conta de se passar num tempo tão distante do nosso e conter narrativas tão distantes da nossa realidade, muitas vezes o mais cômodo mesmo é abandonar a leitura.

Entretanto, sabemos que “toda a Palavra é divinamente inspirada e útil…”, e aquele que deseja, de fato, conhecer a Palavra de Deus, não pode simplesmente ignorar o Antigo Testamento.

Na tentativa de facilitar o entendimento e dar uma visão panorâmica da história do Antigo Testamento, segue um breve resumo da mesma, contendo os principais fatos e personagens, bem como os locais e datas aproximadas de cada acontecimento.

ATENÇÃO: As frases em itálico correspondem a informações extra-bíblicas, baseadas em pesquisas e estudos históricos e arqueológicos.

Que este resumo do Antigo Testamento o ajude a viajar pelas Escrituras, mergulhando na rica Palavra de Deus e, extraindo dela, o conhecimento necessário para gerar vida em seu coração.

Boa leitura!

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A HISTÓRIA DO ANTIGO TESTAMENTO NUM BREVE RESUMO

1. OS PRIMÓRDIOS

Base bíblica: Gênesis 1 a 11

 

No princípio, num determinado momento de sua eternidade, Deus criou todo o Universo e tudo o que nele há. Criou também o planeta terra, com tudo o que nele há: as plantas, os animais, e também o homem e a mulher, o primeiro casal.

O ser humano foi criado à imagem e semelhança do Criador, e vivia em perfeita comunhão com Deus. Aos humanos foi dada a responsabilidade de governar e cuidar do planeta.  Mas o homem, sendo tentado pelo diabo, caiu em tentação, se rebelou contra Deus e desobedeceu às suas instruções, fazendo com que toda a raça fosse, assim, contaminada pelo pecado, e condenada à morte e à perdição de uma eternidade sem Deus.

Adão e Eva (o primeiro casal) tiveram muitos filhos e filhas. Surgiram as primeiras famílias, primeiras cidades e primeiras civilizações. O número de habitantes foi se multiplicando, e se multiplicando também foi a maldade do homem. Passaram-se muitos séculos e a maldade na Terra chegou a um nível insuportável. Apenas um homem chamado Noé, habitante da Mesopotâmia, foi achado justo. Foi quando Deus decidiu destruir toda aquela geração através de um grande dilúvio. Apenas Noé e sua família foram salvos, graças à uma enorme arca de madeira que ele mesmo construiu, sob a orientação do próprio Deus.

Depois do dilúvio, passaram-se vários meses até que, finalmente as águas baixaram, e a Terra ficou, novamente habitável. Noé, sua esposa, seus três filhos com suas respectivas esposas, e também todos os animais que estavam com eles, puderam sair da arca e recomeçar suas vidas.

Tempos depois, os descendentes de Noé se fixaram na região da Babilônia, e ali, contrariando o que Deus havia lhes dito, decidiram construir uma grande torre e ali permanecerem, ao invés de se espalharem e povoarem a Terra.

Deus então, interviu, e lhes confundiu a língua, dando origem aos primeiros idiomas. Como eles não mais conseguiam se entender, desistiram de construir a cidade e a torre (que ficou conhecida como Torre de Babel), e se espalharam pelos continentes, dando origem às nações.

Os Sumérios (ao sul da Mesopotâmia) foram a primeira grande civilização de que se tem notícia. Inventaram o alfabeto, a roda, o código de Hamurabi (que foi o primeiro código de leis civis), os carros puxados por animais, armas, vários instrumentos musicais, objetos de arte, pintura, adereços, enfim, uma civilização avançadíssima que foi o berço de todo o conhecimento da humanidade. 

A partir de 2.700 a.C. o Egito se alavanca como grande império, constrói suas pirâmides, desenvolve sua própria escrita e técnicas avançadas de mumificação e construção civil.

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2. ERA PATRIARCAL

Base bíblica: Gênesis 12 a 50

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Por volta do ano 2.000 a.C., havia em Ur dos Caldeus (cidade próxima a Babel, hoje localizada no sul do Iraque), um homem chamado Abrão. Deus disse a ele que deixasse sua terra, e fosse para o lugar que Ele mesmo lhe haveria de mostrar, e prometeu que faria dele uma grande nação. Uma nação separada para ser chamada como povo de Deus.

Abrão (que depois teve seu nome mudado para Abraão) então obedeceu, deixou sua cidade, e partiu rumo à terra dos cananeus (que hoje é o território de Israel). Abraão e Sara, sua mulher, peregrinaram pelas terras dos cananeus durante toda a sua vida. Foi neste tempo que as cidades de Sodoma e Gomorra, que ficavam na região sul de Canaã, foram destruídas por uma chuva de fogo e enxofre como resultado da ira de Deus pela a iniquidade daquele lugar.

Abraão teve vários filhos: teve Ismael, com Hagar, a serva de Sara, e também vários outros filhos e filhas com Quetura, sua concubina. Mas o filho prometido por Deus nasceu mesmo de Sara, já em sua velhice, e foi chamado de Isaque.

A promessa de Deus a Abraão, de que dele descenderia um grande povo, e a este povo seria dada a terra onde estavam peregrinando (Canaã), foi feita também a seu filho Isaque. Isaque se casou com uma moça da Caldeia, chamada Rebeca, e tiveram dois filhos, gêmeos, Esaú e Jacó.

Jacó e Esaú se desentenderam gravemente, a ponto de Jacó precisar fugir do país. Ele foi para a Caldeia, onde se casou e viveu durante vinte anos, mas depois deste tempo, pegou toda a sua família, seus servos e seus bens, e voltou para a Terra de Canaã, onde se reconciliou com o irmão, e passou a viver em paz com sua família. Jacó, cujo nome fora mudado para Israel, foi o filho de Isaque escolhido por Deus para perpetuar a sua promessa feita a Abraão. Ele teve 12 filhos.

Os filhos de Jacó tinham ciúmes de José, um dos seus irmãos, por acharem que era o predileto do seu pai, e também devido a alguns sonhos que ele tivera, onde se via governando sobre os irmãos. Então, por vingança, eles o venderam como escravo para alguns mercadores, e estes, por sua vez, o levaram para o Egito, onde o revenderam a Potifar, o capitão da guarda do Faraó do Egito.

Ali José trabalhou algum tempo como “mordomo” da casa de Potifar, mas foi acusado injustamente e acabou sendo preso. Na prisão, destacou-se por seu espírito de liderança e seu dom de interpretação de sonhos.

Anos depois, chamado pelo próprio Faraó, é solto da prisão para interpretar os sonhos que o estavam afligindo, e foi tão bem sucedido que acabou nomeado governador de todo Egito. Naquele tempo, o Egito havia sido invadido pelos Hicsos, e estava sob seu domínio.

Sete anos se passaram, e veio um tempo de grande seca em toda a terra, e graças à administração de José, o Egito era o único lugar do Mundo Antigo onde havia comida. José então manda chamar seu pai, seus irmãos, e todos os seus parentes, para virem morar com ele. Todos se alegraram e se surpreenderam muitíssimo, pois não imaginavam que ele pudesse ainda estar vivo e num cargo de tão alta posição. O Faraó fez questão de dar à família de José, que somava setenta pessoas, a melhor terra do Egito. E ali eles se estabeleceram, em 1.680 a.C.

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3. NO EGITO

Base bíblica: Êxodo 1 a 12

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Dois séculos se passaram desde que José fora nomeado governador. Os hicsos foram expulsos do país e o trono, reconquistado pelos egípcios.

A família de Israel (Jacó) havia crescido muito, se multiplicado e se enriquecido. E temendo que aquele povo estrangeiro continuasse crescendo e dominasse o país, o Faraó do Egito decidiu fazê-los escravos. E assim, os israelitas foram subjugados na terra onde viviam.

No ano de 1.260 a.C., os descendentes de Israel já ultrapassavam os seiscentos mil homens, sem contar as crianças, mulheres e idosos. Tutancâmon e Ramsés II haviam recentemente restaurado a glória do antigo Egito. E então chegou o tempo do cumprimento da promessa de Deus feita a Abraão. Deus levanta um homem chamado Moisés, e o designa como líder para conduzir os israelitas de volta para a terra dos cananeus, onde peregrinaram antes de se mudarem para o Egito.

Auxiliado por seu irmão Arão, Moisés transmite ao Faraó a ordem que recebera de Deus: que ele deveria libertar todos os israelitas, permitindo que saíssem do país. Mas o Faraó se negou a concordar, e em cada uma das dez vezes que ele fez isso, uma terrível praga veio sobre toda a nação. Por fim, depois da décima praga, ele cedeu, e o povo pode partir para Canaã.

Antes que chegassem ao Sinai, Faraó se arrependeu e enviou o exército para recapturar os israelitas e trazê-los de volta. Mas Deus fez com que o seu povo atravessasse a seco o Mar Vermelho, e depois fez com que o mar se fechasse sobre os egípcios, fazendo que todos se afogassem. E assim, eles partiram rumo à Terra Prometida, a fim de conquista-la e ali se estabelecerem como uma nação.

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4. PEREGRINAÇÃO PELO DESERTO

Base bíblica: Êxodo 12 a 40, Levítico, Números e Deuteronômio

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Depois da travessia do Mar Vermelho, direcionados por Deus, eles tomaram o caminho do sul, pelo deserto do Sinai, e caminharam por dias, semanas e meses, sempre guardados pelo Senhor. Chegando ao Monte Sinai, eles acamparam por quase um ano, onde confirmaram sua aliança com Deus e construíram o tabernáculo. Ali eles se organizaram em tribos, conforme a descendência de cada um. E ali também foi estabelecido todo cerimonial de culto e sacrifícios, a nomeação dos levitas como sacerdotes e cuidadores do tabernáculo, e toda a Lei pela qual deveriam se guiar.

Após onze meses acampados, seguiram viagem e chegaram às proximidades de Canaã. Então enviaram alguns homens para espiarem a terra dos cananeus, e trazerem um relatório que os ajudasse a pensar em estratégias para invadir e conquistar aquele lugar.

Mas os espias voltaram com um relatório desanimador. Apesar de toda a exuberância e fartura do lugar, eles concluíram que seria impossível guerrear contra seus habitantes e vencê-los. E assim convenceram todo o povo, que se desesperou e desejou voltar para o Egito. Apenas dois dos espias, Josué e Calebe, pensaram diferente, e tentaram animar a todos, dizendo que a conquista seria sim possível.

Mas o povo continuou a murmurar e quiseram apedrejar a Josué e Calebe. Até que o Senhor apareceu naquele lugar e, devido à postura de rebeldia dos israelitas, determinou que, realmente, nenhum deles, com exceção de Josué e Calebe, entraria na terra prometida. Eles estariam fadados a permanecerem naquele deserto até que todos eles morressem, e seus filhos crescessem e se tornassem aptos a conquistarem a terra no lugar deles.

Assim sendo, foram obrigados a voltar, e ficaram peregrinando pelo deserto por mais de trinta e oito anos, até que toda aquela geração perecesse.

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5.  CONQUISTA DE CANAÃ

Base bíblica: Josué

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Passados quarenta anos desde a saída do Egito, Arão, Moisés e toda a geração de homens e mulheres que atravessaram o Mar Vermelho, pereceram no deserto. Apenas aqueles que ainda eram muito jovens (ou nasceram no deserto), e Josué e Calebe, estavam vivos.

Chegara a hora do povo finalmente conquistar a terra de Canaã e Josué foi o escolhido por Deus para liderá-los nesta tarefa.

Os povos que habitavam naquele lugar eram extremamente maus, iníquos, idólatras e cruéis, e aprouve ao Senhor destituí-los daquele lugar. Por isso aquela terra seria dada aos descendentes de Abraão em cumprimento à sua promessa.

Então Deus fez parar as águas do rio Jordão para que o povo atravessasse e, depois que atravessaram o Jordão, deu-se início às inúmeras incursões pelas cidades cananeias, começando por Jericó em 1.220 a.C., Ai e tantas outras.

Grande parte da terra foi conquistada e parte dos seus habitantes foi exterminado. O território foi repartido entre o povo, de acordo com cada tribo, ou seja, os descendentes de cada um dos 12 filhos de Israel (Jacó). O povo montou o tabernáculo, construiu casas, edificou cidades. Cada um segundo a sua tribo. Mas ainda muita terra e muitos povos restaram para ser conquistados.

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 6. ERA DOS JUÍZES

Base bíblica: Juízes, Rute, 1 Samuel 1 a 7

Depois da morte de Josué, os israelitas se desviaram da Lei do Senhor e se contaminaram com as práticas idólatras do povo cananeu. Cada vez que eles se “esqueciam” de Deus, eram oprimidos e conquistados por um dos povos estrangeiros que ainda habitavam naquela região. Eles então se arrependiam, e clamavam pelo socorro do Senhor. Deus levantava um juiz para governa-los e lidera-los em vitória contra o inimigo. Mas depois que aquele juiz morria, o povo novamente se “esquecia” de Deus, era oprimido, se arrependia, e então Deus precisava levantar um outro juiz para governar sobre eles.

Este ciclo se repetiu durante aproximadamente dois séculos. E grandes homens e mulheres de Deus fizeram toda a diferença como juízes na vida da nação: Gideão, Eúde, Débora, Jefté, Sansão e Samuel são alguns exemplos.

Neste tempo, uma pessoa também ganha destaque, não como líder político ou religioso, mas como exemplo de caráter, humildade e fidelidade: Rute. A estrangeira de Moabe, que se casou com um israelita, da tribo de Judá, e teve sua história imortalizada depois de ter se convertido ao Deus de Israel, e tratar sua sogra com profundo amor e respeito, se tornando a bisavó daquele que seria o maior rei de Israel: Davi.

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 7. REINO UNIDO

Base bíblica: 1 Samuel 8 a 31, 2 Samuel, 1 Reis 1 a 12, 1 Crônicas, 2 Crônicas 1 a 10, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares

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Depois de décadas vivendo num regime teocrático, sob o governo de Deus e a orientação de juízes, o povo desejou adotar o regime monárquico, seguindo o exemplo de todos os demais povos pagãos daquela época. Isto entristeceu o coração de Deus, que mesmo assim permitiu que fossem governados por um rei humano.

Assim, Saul foi coroado como o primeiro rei de Israel por volta do ano 1.000 a.C.. Durante o seu reinado, os filisteus iniciaram uma guerra contra Israel, que foi vencida graças ao seu escudeiro Davi, um pastor de ovelhas e músico, que corajosamente lutou contra o gigante Golias e o venceu com apenas uma funda. Tendo sua fama aumentada depois disto, despertou o ciúmes de Saul, que passou a persegui-lo e ameaça-lo de morte.

Mas Davi fugiu e, após a morte de Saul, ele foi aclamado como o novo rei sobre a nação. Davi foi um grande líder e conseguiu conquistar para Israel todos os territórios que ainda havia para serem conquistados, incluindo a cidade de Jerusalém, que se tornou a capital do reino.

O trono foi sucedido por seu filho Salomão, conhecido por sua sabedoria. Ele concretizou os planos do seu pai, o rei Davi, e construiu um templo em substituição ao tabernáculo como local de adoração a Deus e também o palácio real. Mas Salomão não usou sua sabedoria para servir ao Senhor de todo o seu coração, e se corrompeu adorando a outros deuses.

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8. REINO DIVIDIDO

Base bíblica: 1 Reis 13 a 22, 2 Reis, 2 Crônicas 11 a 36, Isaías, Jeremias, Lamentações, Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias

 

Em 950 a.C., depois da morte de Salomão, a coroa foi passada para o seu filho Roboão, que, agindo de maneira tola, não soube manter a fidelidade de seus súditos, aumentando-lhes ainda mais os impostos já tão pesados. A grande maioria do povo então se levantou em rebelião, numa espécie de golpe civil. Apenas as tribos de Judá (onde ficava a cidade de Jerusalém), a tribo de Simeão e metade da tribo de Benjamim permaneceram fiéis ao reinado de Roboão. Todas as outras demais dez tribos romperam com a linhagem de Davi e escolheram a Jeroboão como seu novo rei.

Assim, o reino foi dividido em dois. As dez tribos do norte se apropriaram do nome de Israel, tendo Jeroboão como seu rei e Samaria como sua capital. O pequeno reino das tribos do sul, denominado Judá, continuaram sob o reinado de Roboão, tendo Jerusalém como sua capital.

Grandes profetas profetizaram neste tempo em Israel e Judá: Elias, Eliseu, Amós, Isaías, Joel, etc…

Enquanto isso, na Grécia, em 846 a.C. Homero recitava seus poemas, e em 753 a.C. nascia a cidade Roma. Mas a nação que se expandia, ganhava território e se despontava como poderoso império neste tempo era a Assíria (região norte da Mesopotâmia – atual Iraque).

O Reino do Norte, governado por reis idólatras e sem temor de Deus, viu seu povo caminhar para cada vez mais longe do Senhor, e no ano 722 a.C. foi invadido e conquistado pelo Império Assírio. Como estratégia de guerra, a Assíria espalhou os israelitas por várias províncias em todo o seu império, e trouxe estrangeiros cativos de outras nações para habitarem na Samaria e demais tribos do Reino do Norte, varrendo do mapa o Reino de Israel como nação e gerando na região um grande sincretismo religioso e miscigenação cultural.

Após a destruição de Israel, Judá permaneceu como reino ainda por várias décadas, resistindo aos ataques das nações inimigas. Reis como Josafá, Ezequias, Josias e vários outros, eram tementes a Deus, e levaram o povo a um relacionamento de quebrantamento e santidade diante do Senhor.

Algumas décadas mais tarde, conforme profetizara Isaías, o império Assírio foi destruído pelos babilônicos. Nínive, a grande capital assíria caiu, e a Babilônia se tornou a grande capital do império do Mundo Antigo.

Em 587 a.C., enquanto construía seus famosos Jardins Suspensos, o imperador babilônico Nabucodonosor conseguiu sitiar, invadir e destruir Jerusalém (incluindo o templo construído por Salomão), isso porque os judeus, assim como seus irmãos do Reino do Norte, haviam abandonado sua aliança com o Senhor.

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9. CATIVEIRO BABILÔNICO

Base Bíblica: Ezequiel, Daniel

Nabucodonosor capturou a grande maioria dos judeus que sobreviveram à guerra e os levou cativos para a Babilônia. Dentre eles Ezequiel, Daniel, Hananias, Misael, Azarias, a família de Ester e Mardoqueu, e outras tantas centenas e centenas de famílias.

Ali, nas províncias da Babilônia, o povo de Deus permaneceu durante setenta anos como cativos. Durante este tempo, Daniel e seus amigos puderam testemunhar do poder de Deus na corte do rei.

Passados cerca de 50 anos desde que os primeiros exilados chegaram à Babilônia, Daniel foi acusado de insubmissão por não se curvar diante do imperador e foi lançado na cova dos leões, da qual o Senhor o livrou milagrosamente. Durante todo o domínio do império babilônico, Daniel foi usado por Deus para falar com cada governante que por ali passou: Nabopolassar, Nabucodonosor, Belsazar e outros.

Os babilônios permitiram que os exilados do reino de Judá formassem famílias, construíssem suas próprias casas, cultivassem pomares e vivessem em comunidade, com seus próprios chefes e sacerdotes. Como não tinham mais o seu templo, eles criaram as sinagogas, que eram locais específicos para oração, leitura e ensinamento da Lei e canto dos Salmos; e um grupo de sacerdotes entregou-se com empenho à tarefa de reunir e preservar os textos sagrados, dentre eles Ezequiel, que, como sacerdote e profeta, exerceu uma influência singular dentre os cativos.

Até que, em 539 a.C., a Babilônia também caiu, vencida e subjugada pelos persas.

Um ano depois, Ciro, o rei persa, publica o édito autorizando os judeus a deixarem o exílio na Babilônia e voltarem a Jerusalém.

10. VOLTA DOS JUDEUS À JERUSALÉM

Base Bíblica: Esdras, Ester, Neemias, Ageu, Zacarias, Malaquias, alguns Salmos

O imperador persa devolveu aos judeus exilados os utensílios do templo que Nabucodonosor lhes havia saqueado e levado à Babilônia, além de doar também uma quantia considerável do seu tesouro para apoiar a reconstrução do templo de Jerusalém. Liberados e incentivados pelo rei Ciro, muitos judeus decidiram voltar à sua terra, que ficara vazia e destruída desde sua invasão há 70 anos.

O retorno dos exilados realizou-se de forma paulatina, por grupos, o primeiro dos quais chegou a Jerusalém sob a liderança de Sesbazar. Tempos depois se iniciaram as obras de reconstrução do Templo, que se prolongaram até 515 a.C. Para dirigir o trabalho e animar os operários contribuíram o governador Zorobabel e o sumo sacerdote Josué, apoiados pelo sacerdote e escriba Esdras, e os profetas Ageu e Zacarias. As dificuldades econômicas, as divisões na comunidade e as atitudes hostis dos vizinhos samaritanos foram os principais problemas que afligiram os que voltaram.

Graças às condições de tolerância e bem estar em que viviam os judeus exilados, muitos preferiram permanecer na Babilônia, agora sob domínio persa. Dentre eles Mardoqueu e Ester, que moravam na província de Suzã, uma das capitais da Pérsia. Graças à permanência deles ali, em 475 a.C. Ester foi escolhida rainha da pérsia, pelo rei Xerxes (ou Assuero) – sucessor de Ciro depois de Cambises e Dário – e exerceu um papel fundamental para salvar todo o povo judeu de uma terrível conspiração.

No ano de 445 a.C. um judeu chamado Neemias, também residente na cidade de Suzã, copeiro do rei persa Artaxerxes (sucessor de Xerxes), solicitou que, com o título de governador de Judá, tivesse a permissão de ir até Jerusalém a fim de ajudar o seu povo. Neemias revelou-se um grande reformador. A sua presença em Israel foi decisiva, não somente para que se reconstruíssem os muros de Jerusalém, mas também para que a vida da comunidade judaica experimentasse uma mudança profunda e positiva.

PERÍODO INTERBÍBLICO

 

As muralhas de Jerusalém terminaram de ser reconstruídas em 443 a.C., sob o governo de Neemias e a liderança espiritual do profeta Malaquias, o último profeta que falou a Israel em sua própria terra. Depois dele, um silêncio profético de 400 anos estende-se até a voz de João Batista, que clamava no deserto: “Endireitai o caminho do Senhor”.

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Veja os principais acontecimentos durante este período de 400 anos:

  • 331 a.C. - Ascensão do Império Grego, com Alexandre, o Grande
  • 320 a.C. - Israel é conquistado pelos Egípcios (Ptolomeu)
  • 250 a.C. - A Bíblia hebraica é traduzida para o grego
  • 202 a.C. - Construção da muralha da China
  • 198 a.C. Os Sírios vencem os Ptolomeus e conquistam Israel  (Antíoco, o Grande)
  • 167 a.C. - Revolta dos judeus Macabeus – independência do povo de Israel
  • 149 a.C. - Início da ascensão de Roma nas Guerras Púnicas contra Cartago.
  • 63 a.C. Os romanos, que a esta altura já dominavam sobre a Grécia, Egito, Macedônia, Gália, Germânia, Trácia e Síria assumem o controle de Israel, sob o comando do General Pompeu.
  • 40 a.C. Herodes, o Grande, é nomeado por Roma como o rei da Judeia, e faz uma grande reforma no templo construído no tempo de Esdras, tornando-o grande e imponente.

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E, no ano 4 a.C. nasce o Messias, Jesus Cristo, na cidade de Belém da Judeia. Finda-se o tempo da Lei, e chega o tempo da nova aliança.

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EM SUMA:

  1. Criação
  2. Pecado
  3. Primeiras civilizações
  4. Multiplicação do pecado
  5. Dilúvio
  6. Recomeço da humanidade
  7. Origem das línguas – Torre de Babel
  8. Origem das nações (descendentes de Sem, Cão e Jafé)
  9. Chamado de Abraão em Ur dos Caldeus
  10. Peregrinação dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó em Canaã
  11. José é vendido para o Egito
  12. Toda a família de Jacó se muda para o Egito
  13. Os descendentes de Jacó tornam-se escravos do Egito
  14. Nascimento de Moisés
  15. As dez pragas
  16. Travessia dos israelitas pelo Mar Vermelho
  17. Peregrinação pelo deserto
  18. Conquista da terra prometida
  19. Divisão da terra entre as 12 tribos
  20. Era dos juízes
  21. Era dos reis – Reino Unido
  22. Reino Dividido
  23. Destruição do Reino do Norte – Israel – pelos assírios
  24. Monarquia – Judá sozinho
  25. Judá – Reino do Sul – é levado cativo para a Babilônia
  26. Volta dos judeus para Jerusalém
  27. Reconstrução do Templo
  28. Reconstrução dos Muros de Jerusalém
  29. Período interbíblico – 400 anos de silêncio de Deus
  30. Nascimento do Salvador

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 “O meu povo perece porque lhe faltou o conhecimento… Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor.”

Os. 4:6 e 6:3

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Ser Igreja

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.

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Jonathan-Edwards

Jonathan Edward, pastor congregacional norte-americano, nasceu em 5 de outubro de 1703, e foi o mais destacado teólogo e erudito da Nova Inglaterra no período colonial do século XVIII. Em 1734 o reavivamento religioso, parte do Grande Despertament, chegou à sua  igreja. Seu famoso sermão “Pecadores nas Mãos de um Deus Irado” (1741), foi proferido durante esse reavivamento. Edwards não era bom orador, mas, enquanto ele pregava, houve pessoas que choravam e clamavam por arrependimento, enquanto que outros se agarravam às colunas da igrejas, como se estivessem sentindo sendo engolidos pelo inferno. Ele teve que esperar as pessoas se acalmarem para terminar o sermão. Na opinião de Wesley L. Duewel, este sermão contribuiu grandemente para a continuação do avivamento.

Segue abaixo, um resumo desta mensagem, tão fundamental em nossos dias.

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… A seu tempo, quando resvalar o seu pé” (Deuteronômio 32.35).

Nesse versículo, israelitas são ameaçados com a vingança do Senhor. Apesar de todas as obras maravilhosas que Deus operara em favor desse povo, este permanecia sem juízo e destituído de entendimento, como está escrito no versículo 28.

A declaração que escolhi para meu texto, “A seu tempo, quando resvalar o seu pé”, parece subentender que aqueles israelitas estavam sempre sujeitos a uma súbita e inesperada destruição, à semelhança daquele que anda por lugares escorregadios e a qualquer instante pode cair.  Outra coisa implícita no texto é que os ímpios estão sujeitos a cair por si mesmos, sem serem derrubados pelas mãos de outrem, pois aquele que se detém ou anda por terrenos escorregadios não precisa mais do que seu próprio peso para cair por terra. E também a razão pela qual ainda não caíram, e não caem, é por não haver chegado ainda o tempo determinado pelo Senhor. Pois está escrito que quando este tempo determinado, ou escolhido, chegar, seu pé irá resvalar.  Sim, não há nada, a não ser a boa vontade de Deus, que impeça os ímpios de caírem no inferno a qualquer momento.

A verdade dessa observação transparecerá nas seguintes considerações:

1. Não falta poder a Deus para lançar os ímpios no inferno a qualquer momento. Não há força que resista ao seu poder.

2. Os ímpios merecem ser lançados no inferno (Jo 3.18). A espada da justiça divina está o tempo todo erguida sobre suas cabeças, e somente a mão de absoluta misericórdia e a mera vontade de Deus podem detê-la.

3. Assim sendo, eles são objetos da ira e da indignação de Deus, que se manifesta através dos tormentos do inferno. A fúria de Deus arde contra eles, sua condenação não demora. O abismo está preparado, o fogo está pronto, a fornalha incandescente está ardendo, pronta para recebê-los. As chamas vermelhas queimam. A espada luminosa foi afiada e pesa sobre suas cabeças. O inferno abriu a sua boca debaixo deles.

4. O diabo está pronto a cair sobre os ímpios, para apoderar-se deles como coisa sua, no momento em que Deus o permitir (Lc 11.21).

5. Existe na própria natureza carnal do homem uma potencialidade alicerçando os tormentos do inferno (Is 57.20). Há aqueles princípios corruptos que agem de maneira poderosa sobre eles, que só dominam completamente, e que são sementes do fogo do inferno. Por enquanto Deus controla as iniqüidades deles pelo seu imenso poder, como faz com as ondas enfurecidas do mar, dizendo: “virão até aqui, mas não prosseguirão.” Mas se Deus retirasse deles seu poder refreador, seriam todos tragados por elas.

6. O fato de não haver sinais visíveis da morte por perto, não quer dizer que haja, por um momento sequer, segurança para os ímpios. Deus tem muitas maneiras diferentes e misteriosas de tirar os homens pecadores do mundo e despachá-los para o inferno.

7. Todo o esforço e artimanha dos ímpios para escaparem do inferno não os livram do mesmo, nem por um momento, pois continuam a rejeitar a Cristo, e, portanto permanecem ímpios.

8. Deus não se sujeita a nenhuma obrigação, nem a nenhuma promessa de manter o homem natural fora do inferno, senão àquelas que estão contidas na aliança da graça – as promessas concedidas em Cristo. Portanto, apesar de tudo que os homens possam imaginar ou pretender sobre promessas de salvação, devido suas lutas pessoais e buscas incessantes, deixamos claro e manifesto que qualquer desses esforços ou orações que se façam em relação à religião, será inútil. A não ser que creiam em Cristo, o Senhor, de modo nenhum Deus está obrigado a conservá-los fora da condenação eterna.

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Esse mundo de tormento, isto é, o lago de enxofre incandescente, está aberto debaixo de todo aquele que não está em Cristo. Ali se encontra o terrível abismo de chamas que ardem com a fúria de Deus, e o inferno com sua imensa boca escancarada. E vocês não têm onde se apoiarem, nem coisa alguma onde se segurarem. Não existe nada entre vocês e o inferno, senão o ar, e só o poder e o favor de Deus podem vos suster.

Vossas iniqüidades vos fazem pesados como chumbo, pendentes para baixo, pressionados em direção ao inferno pelo próprio peso, e se Deus permitisse que caíssem vocês afundariam imediatamente, desceriam com a maior rapidez, e mergulhariam nesse abismo sem fundo. Vossa saúde, vossos cuidados e prudência, vossos melhores planos, toda a vossa retidão, de nada valeriam para sustentar-vos e conservar-vos fora do inferno.

O Deus que vos mantém acima do abismo do inferno está terrivelmente irritado e seu furor contra vocês queima como fogo. Vocês são dez mil vezes mais abomináveis a seus olhos do que é a mais odiosa das serpentes venenosas para olhos humanos. Vocês o têm ofendido infinitamente mais do que qualquer rebelde obstinado ofenderia a um governante. Não existe outra razão porque vocês não foram lançados no inferno ao se levantarem pela manhã, a não ser o fato da mão de Deus ter-vos sustentado.

Oh, pense no perigo terrível que se encontra!  A quem pertence essa ira? É a ira do Deus infinito. Se fosse somente a ira humana, mesmo a do governante mais poderoso, comparativamente seria considerada como coisa pequena (Lc 12.4-5). É à ferocidade de sua ira que vocês estão expostos.

Lemos em Is 66.15 “Porque, eis que o Senhor virá em fogo, e os seus carros como um torvelinho, para tornar a sua ira em furor, e a sua repreensão em chamas de fogo.” Essas palavras são incrivelmente aterradoras. Se estivesse escrito apenas a “ira de Deus”, isso já nos faria supor algo bastante temível. Mas está escrito “o furor da ira de Deus“, ou seja, a fúria de Deus, o furor de Jeová! Oh!, quão terrível deve ser esse furor! Quem pode exprimir ou conceber o que essas palavras contêm?

“Pelo que também eu os tratarei com furor; os meus olhos não pouparão, nem terei piedade. Ainda que me gritem aos ouvidos em alta voz, nem assim os ouvirei.” (Ez 8.18).

“O lagar eu o pisei sozinho, e dos povos nenhum homem se achava comigo; pisei as uvas na minha ira; no meu furor as esmaguei, e o seu sangue me salpicou as vestes e me manchou o traje todo.” (Is 63.3).

“Que diremos, pois, se Deus querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos da ira, preparados para a perdição.” (Romanos 9.22).

“Os povos serão queimados como se queima a cal, como espinhos cortados arderão no fogo. Ouvi vós os que estais longe, o que tenho feito; e vós, que estais perto, reconhecei o meu poder. Os pecadores em Sião se assombram, o tremor se apodera dos ímpios; e eles perguntam: quem dentre nós habitará com o fogo devorador? Quem dentre nós habitará com chamas eternas?” (Isaías 33.12-14).

“E será que de uma lua nova à outra, e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor. Eles sairão, e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e eles serão um horror para toda a carne.” (Isaías 66.23-24).

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É uma ira eterna. Já seria algo terrível sobre o furor e a cólera do Deus Todo-poderoso por um momento. Mas vocês terão de sofrê-la por toda a eternidade. Essa intensa e horrenda miséria não terá fim.

Inúmeras pessoas poderão estar no inferno em breve tempo, antes mesmo do ano terminar. E aqueles que estão agora com saúde, tranquilos e seguros, podem chegar lá antes do próximo amanhecer.

Mas agora vocês têm uma excelente ocasião. Hoje é o dia em que Cristo abre as portas da misericórdia, e se coloca de pé clamando e chamando em alta voz aos pobres pecadores. Queira Deus todos aqueles que ainda estão fora de Cristo, pendentes sobre o abismo do inferno, quer sejam senhoras e senhores idosos, ou pessoas de meia idade, quer jovens ou crianças, que possam dar ouvidos agora aos chamados da Palavra e da providência de Deus.

Portanto, todo aquele que está fora de Cristo, desperte, e fuja da ira vindoura.

“Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar”. (Isaías 55.6-7)

Amém.

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Conheça esta mensagem na íntegra, adquirindo um exemplar do livro na Editora PES.

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Nos primórdios da história de Israel, o povo peregrinava pelos desertos do Sinai em busca da Terra Prometida. Eles eram sustentados por Deus através do Maná, uma semente branca e adocicada, que descia do céu, com a qual faziam pães e bolos (Êxodo 16:4, 31).

Certa vez, passando pelo deserto de Meribá, o povo se angustiou com a situação e levantou-se contra Deus, afirmando, dentre outras coisas: “nossa alma tem fastio deste pão tão vil” (Nm 21:5), referindo-se ao Maná.

Quantas vezes temos feito o mesmo, nos enfastiando do Evangelho simples de Jesus, o Pão do Céu, e buscando por algo mais “interessante”. Começamos a observar a “comida” dos outros e, de repente, somos tentados a concluir que a nossa é “sem sal”, não tem graça, é simples demais, fácil demais…

Não abandonamos o Pão, pois sabemos que Ele é verdadeiro, mas só o Pão já não é suficiente. Então entramos assim num sincretismo sem fim, acrescentando à cruz um “tempero” extra para torná-la mais “apetitosa”.

Vai daí, surgem os rituais, as superstições, as penitências, dogmas e tantas outras coisas… Acréscimos ao Evangelho puro e simples de Jesus, o Pão da Vida. Fermento que corrompe a massa e nos afasta de Deus, fazendo com que a nossa fé seja substituída por meras crendices.

No Antigo Testamento, Deus enviou serpentes venenosas para punir o povo que estava “enjoado” do seu maná (Nm 21:6). Que hoje nos arrependamos por achar que o Pão da Vida já não é suficiente para o nosso sustento. E nos ajude a permanecer no caminho estreito que conduz à Salvação.

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“E JESUS lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede. Mas já vos disse que também vós me vistes e, contudo, não credes. ” João 6:35-36

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Ser Igreja

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Márcia Rezende

Bacharel em Teologia e Educação Religiosa

Marília/SP

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Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.

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Muitos ficam em dúvida quando vão comprar uma Bíblia. Qual tradução é melhor? Existem versões mal intencionadas e traduzidas erroneamente? Qual editora é mais confiável? Estas são perguntas feitas por aqueles que analisam além da cor da capa ou do tamanho da letra, e merecem uma atenção adequada. Hoje há tantos modelos, traduções e versões que muitas vezes fica difícil saber escolher.

Originalmente, cada um dos 66 livros da Bíblia foi escrito em Hebraico, Grego e Aramaico. Fazendo-se necessário traduzi-los para os mais diferentes idiomas, de modo que o maior número possível de pessoas em todo o mundo tenha acesso à Palavra de Deus.

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Por que existem tantas versões diferentes?

A resposta é simples: porque o texto sagrado (felizmente) não é patenteado, o que significa que editoras diferentes tem liberdade para produzir versões diferentes, de acordo com um ou outro método linguístico de tradução.

Além do entendimento da importância de se publicar a Bíblia e tornar a Palavra de Deus cada vez mais acessível ao maior número de pessoas, não podemos fechar os olhos aos interesses comerciais que há por detrás de tantas inovações. Apesar do crescimento do mundo virtual, a verdade é que vender Bíblias hoje ainda dá muito lucro. Daí também o interesse de tantas editoras e publicadoras tirarem o seu “quinhão” neste mercado. Temos hoje a Bíblia do adolescente, Bíblia da família, Bíblia à prova d’água, Bíblia do “Pr. Tal”, Bíblia da descoberta, Bíblia do surfista, Bíblia cronológica, comentada, ampliada, revisada… enfim, a lista é interminável.

Diante disso tudo, o importante é saber que as diferenças são puramente de estilo. Trata-se de maneiras diferentes de se dizer uma mesma coisa, e NENHUMA dessas diferenças envolve doutrinas ou interpretações teológicas.

NÃO existe esta história sensacionalista de que algumas Bíblias são “diabólicas”, hereges, omitem informações, etc, etc, etc… Já li e ouvi muita besteira a este respeito e posso afirmar, sem medo de errar, que isso não é verdade. São afirmações infundadas, demagógicas e, muitas vezes, comerciais. As diferenças entre uma versão e outra se limitam ao campo das “palavras” e não das ideias. Por exemplo: o fato de uma versão citar “Filho do Homem” como uma referência a Jesus, por exemplo, não está de modo algum diminuindo sua divindade, mas apenas apresentando-o em sua forma humana.

Quantas versões existem?

No Brasil, as mais comuns hoje talvez sejam:

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- Almeida, Corrigida, Revisada e Fiel

 - Almeida, Revista Contemporânea (Biblia Thompson)

- ARC (Almeida, Revista e Corrigida)

- ARA (Almeida, Revista e Atualizada)

- Almeida, Revisada e Atualizada (Almeida Século 21)

- King James

- NVI (Nova Versão Internacional)

- NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

- Bíblia Viva

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Note que se trata do conteúdo do TEXTO BÍBLICO e não dos comentários e recursos adicionais, presentes em Bíblias de Estudo e Devocionais. É importante que se entenda que tais comentários são OPINIÕES HUMANAS e que, embora tenham sido supostamente escritas por pessoas capacitadas, não fazem parte das Escrituras Inspiradas, e devem sempre ser lidas com cuidado e senso crítico.

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Entendendo as diferenças

A origem das diferenças consiste principalmente no método de tradução escolhido e no tipo de manuscritos originais usados como fonte. Mas, de maneira bem simplista, e de fácil entendimento para os leitores em geral, podemos classificar todas as versões existentes hoje no Brasil, em três categorias gerais.

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1. Linguagem erudita e formal, que utiliza os termos com tradução literal. Estas versões fazem uso de palavras pouco utilizadas hoje em nosso vocabulário, tais como: concupiscência, libação, messe, ilharga, esquadrinhar, beneplácito, etc. Usam formas verbais de linguagem culta, como dar-se-vos-á e buscar-me-eis. E utilizam pesos e medidas da época: côvado, siclo, efa, gômer, etc. Neste grupo temos a versão Almeida, Revista e Corrigida (da Sociedade Bíblica), Almeida Revista e Atualizada, e Corrigida Fiel (da Trinitariana). Indicada para pessoas que preferem uma linguagem mais rebuscada.

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2. Linguagem atualizada e informal, que utiliza termos que expressam a ideia do texto. Estas versões traduzem o sentido do texto, sem se preocupar com uma tradução literal, palavra por palavra. Utilizam termos conhecidos no vocabulário popular e fazem a equivalência de pesos e medidas para os utilizados atualmente. São de fácil compreensão, embora algumas palavras por serem muito simplificadas não conseguem expressar o sentido do termo original. Nesta linha de tradução, podemos citar a Nova Tradução na Linguagem de Hoje e a Bíblia Viva. Indicada para novos convertidos, adolescentes, e pessoas que preferem uma linguagem de mais fácil entendimento.

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3. Linguagem contextualizada e formal, que se equilibra entre os dois extremos. Trata-se de versões que procuram fazer uma tradução modernizada, sem perder a estrutura formal de escrita. Procura traduzir literalmente cada palavra, com exceção daquelas que hoje tem um sentido diferente. Por exemplo: “rim”, no original hebraico, muitas vezes aparece no sentido de órgão das emoções, que hoje, expressamos como sendo o “coração”. Neste caso a ARC traduz como “rim” mesmo, enquanto a NVI, traduz como “coração”. Neste grupo estão as Bíblias King James (recém traduzida para o português), Nova Versão Internacional, e Almeida Revisada e Atualizada.

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Veja alguns exemplos:

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1. Gênesis 6:16

“Farás na arca uma janela, e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares, baixo, segundo e terceiro.”  Almeida Corrigida e Fiel

“Pouco abaixo do teto, faça uma abertura de meio metro de altura, em toda a volta do navio, para ventilação e iluminação. Num dos lados faça uma porta. E construa três andares no navio – um embaixo, outro no meio e um terceiro em cima.”  Biblia Viva

“Faça-lhe um teto com um vão de quarenta e cinco centímetros entre o teto e corpo da arca. Coloque uma porta lateral na arca e faça um andar superior, um médio e um inferior.”  NVI

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2. Levítico 15:25

“Também a mulher, quando tiver o fluxo do seu sangue, por muitos dias fora do tempo da sua separação, ou quando tiver fluxo de sangue por mais tempo do que a sua separação, todos os dias do fluxo da sua imundícia será imunda, como nos dias da sua separação.” Almeida Corrigida Fiel

“A mulher que tiver hemorragia ou que continuar menstruada além do tempo normal ficará impura como durante a menstruação.”  NTLH

“Quando uma mulher tiver um fluxo de sangue por muitos dias fora da sua menstruação normal, ou um fluxo que continue além desse período, ela ficará impura enquanto durar o corrimento, como nos dias da sua menstruação”  NVI

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3. Deuteronômio 10:16

“Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração e não mais endureçais a vossa cerviz.” ARC

“Portanto, sejam obedientes a Deus e deixem de ser teimosos.” NTLH

“Circuncidai o vosso coração e não sejais mais obstinados.” Almeida Século 21

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4. Salmo 40:1

 “Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.” Almeida Revista e Atualizada

“Esperei com confiança pela ajuda do Senhor. Ele se voltou para mim e ouviu meus pedidos de socorro.”  Biblia Viva

“Coloquei toda minha esperança no Senhor; ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro.” NVI

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 5. 1 João 2:16

“Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.” ARC

“Nada que é deste mundo vem do Pai. Os maus desejos da natureza humana, a vontade de ter o que agrada aos olhos e o orgulho pelas coisas da vida, tudo isso não vem do Pai, mas do mundo.”  NTLH

“Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo.”  NVI

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6. 1 João 5:7

“Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.”  Almeida Corrigida Fiel

“E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade.” ARA

“Há três que dão testemunho:”   NVI (Obs: nesta versão, bem como na NTLH, o sentido do texto se completa apenas no verso seguinte)

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CONCLUSÃO

NÃO existe a “melhor versão” da Bíblia, existe apenas versões diferentes.

A NVI, NTLH e Bíblia Viva são mais contextualizadas e de mais fácil entendimento. Por outro lado, deixam a desejar na poesia e, em alguns casos, empobrecem o texto utilizando palavras um tanto “grosseiras” (na minha opinião). Já as traduções de Almeida Revista e Corrigida, Revista e Atualizada, Corrigida e Fiel, etc… costumam ser mais fieis ao sentido original das Escrituras, mas a terminologia é erudita, com tempos verbais arcaicos, e palavras de difícil entendimento. Portanto, a escolha da “melhor versão” vai depender do gosto pessoal de cada um. O ideal é comparar várias versões de um mesmo texto para melhor compreensão. Alguns sites dispõem deste serviço, como o bibliaonline.net  e o bibliaonline.com.br.

MAS, DE TUDO, O IMPORTANTE É SEGUINTE: devemos ler a Bíblia não se prendendo às letras ou significado isolado das palavras, mas sim procurando o sentido geral do texto, interpretando-o conforme a direção do Espírito Santo. Independentemente da versão que se usa, o importante é se habituar a ler capítulos inteiros, livros inteiros. Isso sim é fundamental para se compreender o sentido da Palavra. Se prender a versículos soltos, agarrando-se a eles como promessas para sua vida é um perigo. Texto fora do contexto vira pretexto.

Em suma: versão formal, literal, dinâmica ou parafraseada, capa dura, capa mole, letra grande, letra pequena… o importante é LER. Escolha uma linguagem e um modelo que mais o agrade, leia a Bíblia e permita que suas palavras gerem vida em seu coração. E não substitua as Escrituras por comentários teológicos ou mensagens de grandes pregadores. Permita que o próprio Espírito fale com você diretamente através da Palavra. Afinal, o Evangelho é simples! Nós é que complicamos.

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
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Muitos não acreditam que este mundo vai de fato, um dia, acabar. Por outro lado, muitos vivem atemorizados e “enlouquecem” a cada nova previsão do fim.

Como cristã, sou guiada pela fé: fé na Palavra de Deus, revelada nas Escrituras. O que a Bíblia ensina sobre o assunto é alvo de inúmeras teorias e interpretações. Algumas profecias são, de fato, de difícil compreensão. Muitas verdades permanecem encobertas ao homem (Dt 29:29). E, nestes casos, julgo ser inútil ficar esquadrinhando letras e vírgulas a procura de respostas.

Entretanto alguns fatos estão bastante claros, cabe a nós conhecê-los e nos prepararmos para os “tempos do fim”. Vamos a eles:

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1. O NOSSO PLANETA UM DIA VAI SER DESTRUÍDO

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Cientistas alertam sobre o aquecimento global e a extinção dos recursos naturais da Terra, mas o planeta não será destruído pelas mãos do homem, embora sua ganância e egoísmo têm contribuído, e muito, para a deterioração da natureza.

O mundo será destruído pelo juízo de Deus através do fogo. A Bíblia diz que no fim de todas as coisas, este mundo não mais existirá. Isto porque a Terra está contaminada com o pecado e chegará o tempo em que o bem triunfará por completo sobre o mal, e toda a iniquidade será punida e extirpada para sempre.

Referências bíblicas: Isaías 34: 4; 2 Pedro 3:7, 10-13; Apocalipse 21:1.

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2. ANTES DO FIM

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O MUNDO NÃO VAI ACABAR ANTES QUE  TODOS OS SINAIS ACONTEÇAM.

Não há como saber quando este mundo vai ser destruído, pode ser neste ano, ou nos séculos vindouros (Mateus 24:36). Mas a Bíblia enumera vários sinais que antecederão o fim, para que permaneçamos alerta e vivendo na expectativa deste fim, quando Cristo triunfará sobre todas as hostes da maldade. Por outro lado, precisamos ter a humildade de reconhecer que há sinais que dificilmente conseguiremos entender com clareza até que se cumpram. Por isso não podemos marcar tempos que só Deus conhece; o Senhor da história não é refém de nossas interpretações, que falham.

Alguns sinais já se cumpriram, ou estão se cumprindo, claramente. Outros ainda não. Cabe a nós ter cuidado de não os ignorar, mas também de não os produzir, fazendo com que fatos se encaixem artificialmente em nossos esquemas e interpretações alegóricas.

O fato é que o fim não virá até que todas as profecias se cumpram.

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Principais acontecimentos previstos na Bíblia como sinais de que o fim estaria próximo:

  • O saber e o conhecimento humano se multiplicarão (Daniel 12:4).
  • Surgirão falsos cristos e falsos profetas (Mateus 24:5 e 11; 1 João 2:18).
  • O mundo será dominado por guerras e rumores de guerras (Mateus 24:6).
  • Haverá um tempo de fome e muitos terremotos (Mateus 24:7).
  • Os cristãos serão perseguidos (Mateus 24:9).
  • O amor se esfriará e a maldade aumentará (Mateus 24:10 e 12).
  • A nação de Israel será restaurada (Jeremias 31:38; Ezequiel 37:21-23).
  • O templo de Jerusalém será profanado (Mateus 24:15, Daniel 9)
  • Surgirão boatos sobre a aparição de Cristo (Mateus 24:24-26)
  • Grandes fenômenos surgirão no céu (Mateus 24:29)
  • O Evangelho será pregado em todo o mundo (Mateus 24:14).
  • A Terra passará por um tempo de grande tribulação (Mateus 24:21; Lucas 21:25-26)
  • O verdadeiro anticristo se insurgirá e governará sobre as nações (2 Tessalonicenses 1:3-10)
  • Haverá uma grande guerra contra Jerusalém (Zacarias 14:2).
  • Fenômenos naturais transformarão a paisagem de Israel (Zacarias 14:4-8).
  • Um reino mundial e eterno dominará sobre toda a Terra, a partir de Jerusalém, suplantando o antigo Império Romano (Daniel 2:40-45).

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Obs: as profecias acima descritas não estão dispostas em sequencia cronológica, já que a ordem que acontecerão não pode ser definida com clareza.

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3.  ACONTECIMENTOS DO FIM

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O MUNDO NÃO VAI ACABAR ANTES QUE TODAS AS PROFECIAS SE CUMPRAM.

Antes que termine definitivamente a presente era, grandes acontecimentos farão parte do cenário mundial. Os últimos anos serão marcados por terríveis tragédias, eventos geofísicos, sinais sobrenaturais e grandes acontecimentos de abrangência planetária.

A maioria dos estudiosos do assunto, afirmam que este tempo será de sete anos, baseados em interpretações das profecias de Daniel (Daniel 9:25-27). Mas, independente de quanto tempo durará esta época, denominada na Bíblia como “a grande tribulação”, serão dias de grande angústia e dor para os que os vivenciarem.

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Principais acontecimentos dos últimos dias:

  • ARREBATAMENTO – Cristo virá nos ares, e chamará para si todos os seus: primeiro os que estiverem mortos e depois os vivos. Todos serão transformados num piscar de olhos, receberão um novo e incorruptível corpo. Cristo levará a todos consigo, os subterá ao seu tribunal para os galardoar  e depois participará com eles de uma grande festa espiritual, chamada de “Bodas do Cordeiro”.

Referências bíblicas: Mateus 24:40-41; João 3:18 e 14:6; 1 Tessalonicenses 4:15-17; 1 Coríntios 15:50-54; Filipenses 3:20; 2 Coríntios 5:10, 1 Coríntios 3:12-15, 2 Tessalonicenses 2:1-3; Mateus 25:10; Mateus 26:17 e 29; Apocalipse 11:18-19 e 19:7.

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  • GOVERNO DO ANTICRISTO – Se levantarão dois homens poderosos no cenário mundial: o anticristo e o falso profeta. O anticristo será um homem sedutor, líder de um bloco formado por 10 nações, que firmará um pacto de paz com Israel durante 7 anos. O falso profeta será o líder espiritual de uma grande religião. Sua autoridade será reforçada com grandes sinais e maravilhas e sua “igreja” se levantará como dominante em todo o mundo. O governo político do anticristo será marcado por dois períodos distintos: no primeiro, ele será aclamado como a solução de todos os problemas da humanidade. Depois, sua verdadeira face maligna se revelará, todos os acordos de paz serão quebrados, e os que não lhe forem leais serão duramente perseguidos e mortos. Também serão perseguidos aqueles que se arrependerem e quiserem se voltar para Deus.

Referências bíblicas: 2 Tessalonicenses 2:3-10; Daniel 9:26-27; Apocalipse 13:1-18.

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  • TERRÍVEIS CATÁSTROFES – Durante a chamada “Grande Tribulação”, severos juízos de Deus se abaterão sobre a Terra. O livro de Apocalipse nos apresenta 3 séries de 7 pragas que abalarão o mundo e os que nele habitam: primeiramente os 7 selos abertos pelo Cordeiro Jesus, depois as 7 trombetas tocadas por 7 anjos, e as 7 taças da ira de Deus que serão lançadas na terra também por 7 anjos. Juízos de Deus no período de Tribulação:

- Falta de paz, guerras (Ap 6:4)

- Carestia, escassez de alimentos (Ap 6:5-6)

- Mortes, pragas, enfermidades, grandes sofrimentos (Ap 6:8; 16:2, 10-11)

- Martírio e perseguição dos santos (Ap 6:9-11; 13:7, 15-18;

- Terríveis fenômenos na natureza, grandes terremotos (Ap 6:12-17, 8:5, 11:13, 11:19, 16:18-21)

- Chuva de fogo e saraiva causando grande destruição (Ap 8:7)

- Queda de uma grande montanha (meteoro?) no mar (Ap 8:8-9)

- Queda de uma grande estrela (meteoro?) nas fontes das águas, falta de água potável (Ap 8:10-11)

Diminuição da luz natural (Ap 8:12)

Sofrimento e tortura aos homens, causados por criaturas horrendas, semelhantes a demônios (Ap 9:1-12)

Morte de um terço da humanidade através do ataque de 200 milhões de cavaleiros (anjos da morte, à semelhança de demônios) – Ap 9:13-21

Numa grande batalha espiritual, Miguel e seu exército celestial expulsarão o demônio dos lugares celestiais. Este e seus anjos são lançados na terra (Ap 12:7-12).

Mortandade das criaturas marinhas (16:3)

Transformação das águas potáveis em sangue (16:4-6)

Aquecimento do sol, provocando graves queimaduras nos homens (Ap 16:8-9)

As águas do Rio Eufrates secarão (Ap 16:12)

Espíritos demoníacos mentirosos são enviados aos reis do mundo inteiro a fim de juntá-los para a “peleja do grande dia do Deus Todo-Poderoso” – a batalha do Armagedom (Ap 16:13-16)

Ocorrência do pior terremoto da história, seguido de uma terrível chuva de granizo (Ap 16:17-22)

  • MILÊNIO E JUÍZO FINAL – No final da Grande Tribulação, a trindade satânica – o anticristo, o falso profeta e o grande dragão (o próprio satanás) – conclamarão voluntários para lutarem contra o exército de Deus. Mesmo mediante tão duro juízo, os corações ímpios e endurecidos não se arrependerão e se aliarão ao anticristo no Armagedom, uma montanha na região de Megido, ao norte de Jerusalém. Jesus virá e vencerá esta batalha sem luta. Lançará o falso profeta e o anticristo no lago de fogo e enxofre, e prenderá Satanás no abismo por mil anos. Durante este tempo, Cristo reinará na Terra juntamente com os santos. Será um tempo de justiça, paz e prosperidade, como jamais antes aconteceu. Passados os mil anos, Satanás será solto por um pouco de tempo, voltará a enganar as nações, e estas, mesmo tendo experimentado as bênçãos do Reino, serão seduzidas pelo mal e farão uma nova investida contra o Reino de Cristo. Finalmente, o Senhor fará descer fogo do céu, e destruirá Satanás e seu exército. Depois disso haverá a última ressurreição, e todos comparecerão diante do grande trono branco. Os que não tiverem seus nomes escritos no livro da vida serão condenados e lançados no lago de fogo.

Referências bíblicas: Apocalipse 19:19 a 20:15; Jeremias 23:5-6; Daniel 7:13-14; Zacarias 14; Mateus 19:28; Atos 3:20-21; 2 Pedro 3:10, 13. Outras possíveis referências ao Milênio: Joel 2:21-24; Isaías 2:1-5, 11:1-16, 14:3-11, 35:1-10, 65:20-25; Jeremias 3:17-18; Miquéias 4:1-3; Ezequiel 36:25-27; Filipenses 2:10-11.

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4. E ENTÃO VIRÁ O FIM

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Depois de tudo isso: cumprimento das profecias, arrebatamento da igreja, grande tribulação, governo do anticristo, milênio de Cristo e destruição definitiva de Satanás é que este “mundo vai acabar”. Os que forem condenados serão lançados no inferno, juntamente com Satanás e seus demônios, onde permanecerão para sempre. E os salvos viverão a Eternidade com Deus na Cidade Santa, a Nova Jerusalém. E finalmente a ordem do universo será restabelecida (Apocalipse 20 e 21; Isaías 34:4 e 51:6; 2 Pedro 3:7-12; Hebreus 12:26-28).

Não estamos nesta vida por acaso, e nossas escolhas não são inconsequentes. A vontade de Deus é que todos sejam salvos. Por isso Ele mandou seu Filho Jesus, para nos redimir e nos levar de volta para Ele.  Ele não deseja que ninguém se perca. Mas não terá outra escolha a não ser exercer seu juízo sobre o pecado e o pecador.

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CONCLUSÃO

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Alguns acreditam que todos estes acontecimentos descritos na Bíblia são simbólicos, ou que já aconteceram no passado. Outros julgam tudo isso complexo demais e preferem não pensar no assunto. Mas a verdade é que precisamos estar preparados! A ignorância sobre a volta de Cristo e os acontecimentos escatológicos é uma estratégia diabólica para nos manter desapercebidos e fracos.

Então, diante de tudo isso, de tudo o que se deve guardar, o mais importante é que Jesus vai voltar para buscar a sua igreja, e que precisamos manter viva esta expectativa, não nos deixando prender às coisas desta vida, e mantendo os nossos olhos fixos nos Céus: “Vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor.  Mas entendam isso: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Assim vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam.” (Mateus 24:42-44). O fim do mundo deve ser motivo de grande alegria para aqueles que amam a Deus, pois será o tempo da vitória completa e definitiva do Cordeiro sobre todo o mal. MARANATA! ORA VEM, SENHOR JESUS!

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Ser Igreja

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Centenas de pessoas separam o dia 02 de Novembro para “velar” seus mortos. A origem desta prática é antiga. Há mais de três mil anos atrás, os Druidas (magos de origem celta) realizavam cerimônias de adoração ao “deus da morte” ou ao “senhor da morte” no dia 31 de outubro, nas quais eram oferecidos sacrifícios humanos. Na tentativa de cristianizar estas comemorações, a Igreja Católica declarou o 1º de novembro como o “Dia de Todos os Santos” e o dia 2 como “Dia de Finados”.

Embora todos nós saibamos que a morte é algo inevitável, não conseguimos encará-la com naturalidade. Somente falar ou pensar sobre isso geralmente é algo que incomoda, dói, gera medo… Isso porque Deus não incluiu a morte em seus planos na criação do homem, ela veio como conseqüência do pecado (“o salário do pecado é a morte” – Romanos 6:23); fomos criados eternos, é por isso que não conseguimos aceitar a morte: fomos criados para a eternidade!

Mesmo sendo algo comum a todos os homens em todos os tempos, há muita dúvida a este respeito, e muitas doutrinas equivocadas são propagadas quanto à morte e assuntos correlacionados. Vamos tentar resumir neste estudo, o que a Bíblia, que é a Palavra de Deus e nossa fonte mais segura de conhecimento, ensina sobre este assunto:

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1. A morte é o fim?

Morte significa separação. A morte física ocorre quando o corpo é separado do espírito. O corpo, sem o espírito, não tem vida, e logo começa a se decompor. Fomos feitos de pó (Gênesis 2:7), e ao pó retornamos (Eclesiastes 12:7).

No entanto, nossa alma é imortal. Jesus claramente ensinou que existe vida após a morte: “Que os mortos ressuscitam, já Moisés mostrou, no relato da sarça, quando ao Senhor ele chama ‘Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó’. Ele não é Deus de mortos, mas de vivos, pois para ele todos vivem (Lucas 20:37).

Então, se a vida continua após a morte, para onde vão as almas dos que já morreram? Reencarnam em outras pessoas ou animais? Vão para o Céu? Para o Inferno? Ficam vagando entre os vivos até que encontrarem o caminho? Vão para alguma espécie de purgatório para se purificarem de seus pecados? Vejamos o que Deus diz sobre isso em sua Palavra.

2. Reencarnação e uma segunda chance

Para alguns é reconfortante acreditar que o espírito de alguém muito querido irá voltar a esta terra num outro corpo ou forma. No entanto, tal teoria está totalmente em desacordo com aquilo que a Bíblia ensina.

Vivemos e morremos neste mundo uma só vez. Observe o texto sagrado: “Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez, e depois disso enfrentar o juízo, assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos (Hebreus 9:27 e 28). Não há margem para dúvida ou outras interpretações: após a morte, ninguém receberá uma segunda chance, mas apenas juízo. Se uma pessoa precisasse morrer muitas vezes, qual seria o valor do sacrifício de Jesus? Teria ele também que morrer muitas vezes? Além disso, a idéia de que nossas almas são aperfeiçoadas através da reencarnação é absolutamente oposta à doutrina Bíblica de que somos salvos pela graça de Deus, mediante a fé em Cristo Jesus e não em consequência de nossas boas ações ou pureza de coração (Efésios 2:8-9).

Não há absolutamente nada na Palavra de Deus que sugira que a alma de alguém que morreu se reencarne ou renasça em outro tempo, com outro corpo.

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3. O que fazer por aqueles que morreram no pecado

Quando a Bíblia fala da situação dos mortos, ela diz que é impossível ao ímpio se livrar dos tormentos após a morte para entrar no conforto dos fiéis: “Quem nele (em Jesus) crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado… E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.” (João 3:18 e Mateus 25:46).

Não há segunda chance, não há meio termo, não há estado intermediário. Jesus é o único caminho para a salvação. Se em vida, a pessoa não se entregou ao seu senhorio, após a morte, entrará imediatamente em tormento.

Jesus nos contou a história sobre um certo homem rico e um outro chamado Lázaro (Lucas 16:19-31). O rico havia ignorado os mandamentos de Deus, enquanto Lázaro lhe foi um servo fiel. Ambos morreram. O rico foi para um lugar de tormento e Lázaro foi levado pelos anjos até a presença de Deus. O texto afirma que o rico (que não estava salvo), estava em grande sofrimento, numa chama e com muita sede. Ele podia ver, sentir e recordar. Podia contemplar os salvos, sem no entanto poder chegar perto do lugar onde estavam. Estava consciente de que deveria ter se arrependido em vida. No entanto, nada mais podia ser feito a respeito.

Em nenhum lugar das Escrituras é possível encontrar base para a existência do Purgatório. PURGATÓRIO NÃO EXISTE! A ideia de que é bom acender velas para iluminar o caminho das almas que estão em tormento só é boa para os fabricantes de vela, porque espiritualmente não possuem valor algum. Aqueles que rejeitaram a graça salvadora de Cristo Jesus serão condenados e ponto.Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo (II Coríntios 5:10).

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4. Vida Eterna no Céu para os que foram salvos 

Haverá uma eterna separação entre os justos (obedientes) e os injustos (desobedientes): “Aquele que crê no Filho de Deus, tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho, não verá a vida(João 3:36) e “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida” (João 5:24).

A mesma história contada por Jesus sobre o rico e Lázaro (Lucas 16:19-31), mostra que Lázaro fora levado pelos anjos até um lugar denominado “Colo de Abraão”, e estava sendo consolado, descansando. Também o ladrão que foi crucificado ao lado de Cristo, mostrou fé e um coração arrependido, e ouviu a promessa: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43).

A condição para herdar a vida eterna não é fazer boas obras, ser muito religioso, ou passar por muitos sofrimentos… Nada do que fazemos ou deixamos de fazer nos torna dignos de herdarmos o Reino de Deus, onde o pecado não entra. Esta condição só é possível através de Jesus Cristo. Só Ele pode nos redimir, nos justificar e nos santificar.

Todos os que, pela fé, aceitarem essa salvação de Jesus, após a morte serão levados pelos anjos a um lugar de repouso e refrigério, onde poderão usufruir da maravilhosa presença de Deus Pai, e de onde nunca mais irão sair. A Vida Eterna é uma maravilhosa certeza de todos os que crêem em Deus e em suas promessas.

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5. E a comunicação com os mortos?

Algumas pessoas acreditam firmemente que os mortos retornam para avisá-las de perigos, ou para guiá-las em suas vidas e decisões, ou até para assombrá-las e ameaçá-las.

O sofrimento causado pela morte de um ente querido é quase insuportável, e na ânsia de minimizar um pouco tanta dor, muitos se enveredam pelo caminho da necromancia (comunicação com os mortos), tentando se comunicar com o espírito daqueles que já morreram. No entanto, todos os esforços para se comunicar com os mortos, sejam diretamente ou através de médiuns, são contra a vontade de Deus e resultarão em condenação.

Quando o homem rico da história contada por Jesus em Lucas 16 pediu que um mensageiro dos mortos fosse enviado para ensinar sua família na terra, Jesus disse que isso nem era permitido, nem necessário (Lucas 16:27-31).

Deus foi muito taxativo sobre este assunto, quando exortou seu povo: “Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria, ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas” (Deuteronômio 18:10-12). A necromancia, portanto, é uma prática abominável diante de Deus.

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CONCLUSÃO

Devido à entrada do pecado no mundo, e no coração do ser humano, a morte passou a fazer parte da nossa trajetória. No entanto, a esperança daquele que crê, está justamente na vida após a morte: a vida eterna com Deus!

Jesus Cristo é o autor da vida, Ele veio ao mundo para destruir as obras do Maligno, enfrentou a morte e venceu, ressuscitou, e prometeu essa mesma vitória a todos os que o seguirem. Aleluia! Então, não se deixe enganar com doutrinas vãs, falsas filosofias, mitos ou superstições. Entregue a sua vida a Cristo, convide-o a ser verdadeiramente o seu Salvador e o seu Senhor.

Porque “pela graça sois salvos, por meio da fé; não pelas obras para que ninguém se glorie”, pois “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho Único para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

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Márcia Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
Marília/SP
 
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Ao contrário do que muitos andam ensinando por aí, Deus nem sempre responde “sim” a todos os nossos pedidos.

Sabemos que muitas coisas podem impedir a eficácia de nossas orações, tais como: falta de fé (Tg 1:6-8), pecados não confessados (Is 59:1-2), distância do Senhor (Jo 15:7), e pedidos mal intencionados (Tg 4:3). Entretanto, Deus pode também, simplesmente responder “não” ao pedido de um filho seu, simplesmente por ser esta a sua vontade.

Foi o que aconteceu com Jesus no Getsêmani (Mc 14:36), com o apóstolo Paulo e seu espinho na carne (2Co 12:7-9), com a enfermidade de Timóteo (1Tm 5:23), com o rei Davi e a morte de seu filho (2Sm 12:15-20), e tantos outros. Nestes casos, não adianta repreender, profetizar, tomar posse ou determinar. A situação foge ao nosso controle, excede nosso entendimento e independe da nossa fé.

Quantas e quantas vezes oramos muito pela cura de uma enfermidade, pela conversão de um ente querido, ou pela solução de um determinado problema, até que um dia acontece o pior, e vemos que aquilo que tanto queríamos não aconteceu. Como aceitar o “não” de Deus se Ele mesmo, em sua Palavra, prometeu nos dar tudo o que pedíssemos?

Primeiramente é preciso lembrar que não podemos nos apegar a um versículo da Bíblia isoladamente. Se em Mateus 11:22 diz que receberemos tudo o que pedirmos com fé em oração, em 1 João 5:14-15 diz que Deus nos atende conforme a sua vontade. Mediante esta realidade, é preciso compreender alguns princípios importantes:

1. A vontade de Deus é sempre boa, agradável e perfeita (Rm 12:2 e 8:28). Nossa visão limitada e imediatista nem sempre consegue enxergar a bondade de Deus em algumas situações de tristeza e dor. Mas o justo vive pela fé, e não por vista. Deus é sempre bom e sempre deseja o melhor para cada um de nós. Mesmo que algumas coisas nos pareçam descabidas e absurdas, é preciso confiar e acreditar que Deus sabe o que faz.

2. Deus é o Senhor e nós os seus servos; Deus é o oleiro, e nós, barro em suas mãos (Is 45:9). Quando Jó questionou a Deus acerca do injusto castigo que lhe fora imposto, o Senhor simplesmente lhe com algumas perguntas que o fizeram lembrar de quem ele era (Jó 38 a 41). Deus é o rei soberano sobre todo o Universo e tem todo o “direito” de intervir (ou não) em cada situação. Não cabe a nós questionar ou discordar de suas decisões. Muitas perguntas continuarão sem resposta. São os mistérios reservados ao Pai (Dt 29:29).

3. A fé não desiste. Resiste. O médico Fernando Oliveira, em seu livro “Quando a bênção não vem”, conta-nos sua experiência de perder a esposa para o câncer após anos de lutas, e adverte: “Nunca devemos deixar de orar pela cura de uma enfermidade. Não podemos nos conformar com a situação, mas prosseguir até o fim, pedindo a intervenção de Deus, crendo que o Senhor dos impossíveis pode reverter aquela situação” (Sl 51:17). “Em Jesus está o amém, o assim seja, o cumpra-se de todas as promessas de Deus. Ele abriu aos homens a possibilidade de desfrutar de todas as promessas. Entretanto, ao Deus soberano está o distribuir dessas promessas, quando e como desejar” (*).

Conclusão: Não temos condições de entender como é administrar o mundo do ponto de vista de Deus, mas em Cristo é possível desfrutar das vitórias nos montes e superar as tribulações dos vales. Deus nunca nos deixa sós e enfrenta conosco o fogo da fornalha quando não nos livra dela (Dn 3). Quando Deus responde “não” e a tão desejada bênção não vem, o Senhor permanece conosco, nos consolando e ajudando a prosseguir pelo “vale da sombra da morte”. Nossa alegria provém do Senhor e não das circunstâncias (Hc 3:17-19). Ele é a nossa força e aquele que nos faz andar vitoriosamente em qualquer situação.

 

* Citação bibliográfica: Oliveira, Dr. Fernando F.M., Quando a bênção não vem. 2ª ed. São Paulo: Abba Press, 2000.

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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e Educação Religiosa
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