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Evangélico, cristão, povo do livro, crente… são muitos os títulos, mas uma só deveria ser a identidade: o amor.
O amor é a marca do discípulo de Cristo, disse o Mestre. E o fruto do espírito é o amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Então, por que é tão difícil para nós, cristãos evangélicos, praticarmos o amor no nosso dia a dia? E mais: por que é tão difícil para nós, cristãos evangélicos, praticarmos o amor para com os nossos próprios irmãos na fé?
Tenho presenciado situações estarrecedoras acontecendo dentro dos nossos santuários. Não me refiro às pseudo igrejas com líderes mercenários que se enriquecem às custas dos sacrifícios dos seus seguidores. Esse tipo de comunidade está fora daquilo que considero Igreja. Refiro-me a grupos evangélicos sérios, comprometidos com a Palavra, que buscam de verdade obedecer a Deus.
Incluo-me nesse grupo e constato: temos recorrido exatamente no mesmo erro dos fariseus do tempo de Jesus: coado mosquitos e engolido camelos (Mateus 23:24). E com essa nossa “cegueira” espiritual, temos permitido que o mundanismo domine nossos corações e atitudes. Vou explicar.
Atitudes mundanas são aquelas que influenciam negativamente o nosso relacionamento com Deus, ofuscam o brilho do Espírito Santo em nós, são obras da carne, resultado do domínio do pecado em nossas vidas.
Mundanismo são posturas que pessoas do mundo, sem Cristo, praticam: mentira, falsidade, egoísmo, indiferença, maledicência, luxúria, prostituição, roubo, orgulho…
Pois bem, quando permitimos que as coisas do “mundo” entrassem nos nossos templos? Quando deixamos de amar.
Assim como os fariseus, criamos para nós mesmos um padrão estético de como um cristão deve ser, e rejeitamos qualquer pessoa que não se enquadre nesse padrão. Note que o padrão é nosso e não bíblico.
Sendo assim, acabamos classificando como mundana qualquer coisa que destoe do nosso gosto pessoal, e da nossa visão de santidade: penteados extravagantes, visual de tribos urbanos, um esmalte chamativo, ouvir música secular, fazer tatuagem, usar acessórios, ir ao cinema, a lista é interminável.
Indignados com tamanha “afronta” desprezamos e menosprezamos os cristãos que têm um estilo diferente do nosso simplesmente por serem diferentes.
Gastamos tempo falando e escrevendo contra eles, completamente cegos ao pecado está em nós: maledicência, fofoca, arrogância, julgamento alheio, desamor, egoísmo…
Gastamos tempo nos preocupando com esse suposto mundanismo invadindo os bons costumes cristãos, e ignoramos quando alguém da igreja comete um pecado de verdade. Não nos importamos se alguém conta uma mentirinha, deixa de ajudar um mendigo, ou vê pornografia na televisão.
Gastamos tempo nos indignando com a aparência dos nossos irmãos e nos mantemos indiferentes e passivos às suas necessidades.
Dessa forma, somos nós, e não “os outros”, somos nós, membros de uma geração intransigente e presa às tradições legalistas, que temos escandalizado o Evangelho e trazido o verdadeiro mundanismo para dentro da Igreja.
“Perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que os teus discípulos não andam conforme a tradição dos antigos? Respondeu-lhes Jesus: Bem profetizou Isaías a respeito de vocês. Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens. Ouçam e entendam isso: Não há nada fora do homem que, nele entrando, possa torná-lo impuro. Ao contrário, o que sai do homem é que o torna impuro. Pois do interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez. Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem impuro.” Evangelho de Marcos, cap.7, vers. 5, 6, 8, 14, 15, 21, 22 e 23.
Que Deus tenha misericórdia de nós, fariseus e zelotes do nosso tempo! Que caiam as escamas da religiosidade dos nossos olhos e que possamos nos converter dos nossos caminhos, reaprendendo o sentido do amor e do fruto do Espírito agindo em nós.
Porque mundanismo não está no brinco, batom, roupa ou cabelo. Mundanismo está no coração.
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Márcia Cristina Rezende Bacharel em Educação Religiosa Marília/SP * Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos mediante citação da fonte e autoria.*
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Parabéns!!!! Era o que jesus chamava de sepulcros caiados não???bjos!!
concordo com o que foi dito, estamos “lavando o copo mas o interior esta cheio de sujeira” muitos cristãos (religiosos) julgam outros cristãos por não seguirem aquilo que para eles é o “certo”, e transformam o que não é pecado em pecado, e o que realmente é pecado ganha força.
parabéns pelo artigo “Mundanismo”. Não é todo dia que a gente encontra gente preocupada com a santidade na e da Igreja do Senhor.
Obrigado por publicar!
Mas, com perdão da curiosidade: Quem é Márcia Rezende?
Eroltilde Cerqueira.
Olá Erotilde! Obrigada por participar… Não são muitos os que gostam de ler textos como este, o que significa que você também se importa com a Noiva de Cristo. Aleluias!
Quem sou eu? rs… Apenas uma serva de Deus, totalmente dependente da graça do Pai… veja mais na página “sobre” deste Blog.
http://serigreja.wordpress.com/sobre/
Abraços!
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