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“Tá amarrado” brada o crente valente diante de cada suposta investida do cramunhão, na tentativa de impedir seu agir.
Não se sabe ao certo quando esta expressão tornou-se num conhecido jargão. Tal hábito toma por referência o texto bíblico de Mateus 12:29, quando Jesus indaga: “como alguém pode entrar na casa do homem forte e levar dali seus bens, sem antes amarrá-lo? Só então poderá roubar a casa dele”.
No contexto desta colocação de Jesus, os fariseus o estavam acusando de expulsar demônios em nome de Belzebu, quando então Ele mostrou quão contraditória era tal afirmação, exemplificando que ninguém pode expulsar ninguém em nome da própria pessoa.
Uma ênfase exagerada foi dada à esta ilustração e uma complexa doutrina de libertação foi elaborada baseada neste texto, colocando o ato de “amarrar” satanás como o primeiro passo em qualquer ritual de exorcismo.
Sem pretender aqui fazer uma exegese do texto, nunca é demais lembrar que, muitas vezes a solução é bem mais simples do que imaginamos. Ao invés de gastar energia repreendendo, amarrando e expulsando o diabo, que tal antes olhar para dentro de nós mesmos e, numa sincera avaliação, verificar se a origem do problema não está em nossas atitudes?
Muito cômodo culpar o inferno por nossas escolhas. Mas enquanto não darmos um basta ao pecado que nos domina, perderemos a voz de tanto tentar amarrar satanás, e nada acontecerá.
Pecar ou não, é uma escolha pessoal. E enquanto escolhermos permanecer no pecado, não tem reza, mantra ou palavra de ordem que funcione. Quer afugentar a escuridão? Não adianta gritar, apenas acenda a luz.
Nunca é demais nos lembrar das palavras de Elben M. Lenz em seu livro “Antes de amarrar Satanás…amarre você mesmo”
Fica a dica:
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Antes de amarrar Satanás, amarre a sua língua. Ela é um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Ela contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida.
Antes de amarrar Satanás, amarre os seus olhos. Se os seus olhos forem maus, o seu corpo todo ficará na escuridão, Olhos altivos, olhos de cobiça, olhos cheios de adultério, olhos que nunca olham para cima – precisam ser amarrados dia após dia.
Antes de amarrar Satanás, amarre o seu gênio. Se você não suporta um revés, uma ofensa, uma crítica, uma dor – você é incapaz de viver neste mundo. Você não pode pedir fogo do céu para consumir os que não batem palmas para você.
Antes de amarrar Satanás, amarre o pecado que habita em você. Deixe à mingua o apetite da pecaminosidade latente. Castigue seu corpo e faça dele seu escravo. Ofereça-o em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.
Antes de amarrar Satanás, amarre a sua mente. Ela precisa ficar cativa à Cristo. Você não tem o direito de pensar a seu gosto. Você só pode pensar naquilo que é verdadeiro, nobre, correto, puro, amável e de boa foma.
Antes de amarrar Satanás, amarre a sua incredulidade. Ela é um entrave enorme e uma ofensa contra Deus, pois sem fé é impossível agradá-lo. Você não pode racioncianr corretametne se não incluir os recursos da fé na revelação e nas promessas de Deus.
Antes de amarrar Satanás, amarre a sua preguiça. A preguiça faz cair em profundo sono e inventa mil desculpas para você não se mover. Cuidado com a preguiça mental que não o deixa ler e estudar a Palavra de Deus. Cuidado com a fé sem obras.
Antes de amarrar Satanás, amarre a sua timidez. O exército de Deus não recruta soldados tímidos. Eles não estão aptos para a guerra e ainda contaminam o s outros guerreiros. Ouça a pergunta de Jesus: “Por que você está com tanto medo, homem de pequena fé?”.
Antes de amarrar Satanás, amarre o seu eu. Você não governa mais a sua vida. Você foi crucificado com Cristo. Assim, já não é você quem vive, mas Cristo vive em você. Você não tem direitos. Convém que Jesus cresça e você diminua.
Antes de amarrar Satanás, amarre a sua vaidade pessoal. A soberba é um pecado latente que precisa ser dominado. É um pecado perigoso. A desgraça está um passo depois do orgulho e logo despois da vaidade vem a queda. O problema é grave demais.
Depois de tudo amarrado, sinta-se à vontade para amarrar Satanás, no sentido de resistir as suas artimanhhas e suas investidas periódicas. E faça isso na autoridade de quem já se amarrou primeiro. Sempre em nome de Jesus!
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Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Educação Religiosa
Pastora na 3ª Igreja Batista de Marília
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Permitida reprodução sem fins lucrativos
desde que citada fonte e autoria.
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