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QUANTA LIBERDADE VOCÊ QUER? 
de Dennis Downing

Sexta feira você toma um ônibus para o interior. Você pretende
visitar parentes. É noite. Final de semana. O tráfego é intenso. Como
se não bastasse, começa a chover.

O motorista do ônibus está correndo. Ele anda a 65 Km/h, depois
acelera para 75. Daqui a pouco ele está correndo a 80. A chuva é
intensa. Você está sentado na frente do ônibus e quase não vê a
estrada. Passa cada caminhão quase batendo na lateral do ônibus!

Você começa a ficar com medo. Você fala com o motorista para ele ir
um pouco mais devagar. Ele responde “Não se preocupe! Estou dentro do
limite de velocidade. Nesse trecho aqui posso andar até 90!” E ele
começa a acelerar até 90 por hora.

Você quer que ele corra a 90 nessas condições? Embora ele esteja
dentro da lei, embora ele tenha todo direito de fazer isso, você quer
que ele faça tudo que é permitido?

É sempre bom fazer valer todos os direitos que temos? É sempre bom
usufruir de toda nossa liberdade?

Será que é sempre bom a gente fazer o que quiser, desde que não
quebre as regras? Há muita coisa que, como Cristão, eu tenho
liberdade para fazer. Mas, isto quer dizer que é o melhor?

“Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são
lícitas, mas nem todas edificam.” 1 Cor 10:23

“Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a
liberdade para dar ocasião à vontade da carne (ou à natureza
pecaminosa); ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor.”
Gálatas 5:13

O Jardim

Segredos do coração de Deus para o seu coração

 

Deus, movido por seu imensurável e perfeito amor, comprou-nos, pagando com sua própria vida através de Jesus Cristo e nos fez seu JARDIM, um jardim fechado e regado pelo seu Espírito.

Nesse Jardim, Ele deseja entrar e estabelecer um relacionamento de comunhão com cada uma de nós.  Veja o que diz a Palavra em Cantares 2.11-14:

Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou, e se foi; aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra. A figueira já deu os seus figos verdes, e as vides em flor exalam o seu perfume;  levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem. Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e a tua face graciosa.”

Deus nos ama e tem para nós uma fonte inesgotável de bênçãos. O Criador do Universo é o maior especialista em todas as áreas e quer compartilhar conosco seus segredos. Segredos que podem alegrar o nosso coração, melhorar o nosso dia e até mudar completamente a nossa vida. Ele quer nos revelar, por exemplo, qual corte de cabelo combina mais com o nosso formato de rosto, quer nos mostrar como acertar o ponto daquele prato que tentamos fazer há tempos. Ele quer nos ensinar os segredos de como conquistar o coração dos nossos filhos, como ter uma noite romântica maravilhosa com nosso esposo e também como resolver nossos problemas financeiros. Enfim, todas as respostas para todas as questões da nossa vida estão nas mãos do nosso Amado Senhor, e Ele quer nos contar seus segredos.

Infelizmente, nem sempre isso é possível. Sabe por quê? Simplesmente porque não preparamos o nosso jardim para recebê-lo. E então sofremos, choramos, nos frustramos e decepcionamos por falta de conhecimento.

Quantas vezes Jesus chegou até a porta do seu jardim, mas nem conseguiu entrar tamanha a desordem do lugar. Outras vezes Ele até entrou, mas havia tanto serviço a ser feito, que foi simplesmente impossível desenvolver qualquer tipo de diálogo mais profundo conosco. E então, vagarosamente Ele se virou e pensou: “Que pena, minha filha, eu tinha tantas coisas para conversar com você hoje… Hoje eu iria te dizer como resolver aquele problema que tem lhe tirado a paz… mas não foi possível, não é mesmo? Amanhã estarei de volta, e quem sabe você poderá me receber e ouvir os segredos que tenho guardado para você.” E assim, dia após dia, Ele volta ao nosso jardim, esperando o tempo certo para nos abençoar. Não porque merecemos, mas porque as suas misericórdias se renovam a cada manhã.

O versículo 15 de Cantares 2 diz assim: “Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.”  Precisamos estar atentas e cuidar para que nada danifique o nosso jardim. Raposas e raposinhas simbolizam tudo o que entra no nosso coração e mata nossa comunhão com o Pai, impedindo que Ele nos revele seus segredos.

Existem pelo menos quatro atitudes essenciais que precisam ser cultivadas a fim de preparar o nosso Jardim para receber o Amado: quietude, santidade, confiabilidade e intimidade.

1. QUIETUDE

Segredo se fala baixinho, por isso é preciso silêncio para escutá-lo. Uma alma inquieta e aflita, preocupada com muitas coisas, não consegue ouvir a Deus. Num mundo de informações emergentes e com tantas vozes bramando dentro e fora de nós é cada vez mais difícil separarmos um tempo para estar a sós com o Pai. Mas precisamos aprender a calar a nossa alma e, mesmo por alguns instantes, nos desligar do mundo exterior para beber da fonte que é Cristo. Seja num monte durante a madrugada, seja cinco minutos trancada num banheiro, exercite o silêncio interior e esteja preparada para ouvir a voz do Noivo sussurrando ao seu coração.

2. SANTIDADE

Segredo se fala de pertinho, e como é possível permanecer juntinho de Jesus se estamos cheirando mal?  Deus é santo, e o pecado agride sua santidade, fazendo separação entre Ele e nós. A verdade é que o pecado fede e nos afasta do Espírito Santo. Cabe aqui lembrar que viver em santidade é muito mais do que ser assídua aos eventos da igreja ou orar muito. Não são poucas as pessoas que oram, oram, oram, mas nunca mudam. Vivem uma religiosidade vazia e mascarada. Cristo quer um coração cheiroso, limpo, lavado continuamente pelas águas purificadoras de sua Palavra. Ele não resiste àquele que abre mão de tudo para se deleitar quebrantado em sua presença.

3. CONFIANÇA

Segredo se fala a quem se confia. Quantas vezes traímos a confiança de Jesus contando a outras pessoas os segredos que Ele revelou a nós? Ficamos tão impressionadas com o fato de ouvir algo novo de Deus que queremos que todos saibam o quanto somos “espirituais”. Então saímos por aí batendo com a língua nos dentes, soltando aos quatro ventos algo que o Mestre disse especificamente para nós. Oh, pobres mortais que somos!!! Lembre que Deus nos chama de “jardim fechado” e não público. A menos que tenhamos instruções específicas para transmitir uma determinada mensagem a outra pessoa, que aprendamos a guardar no coração os tesouros que Deus tem nos entregado em nosso jardim.

4. INTIMIDADE

Finalmente, segredo se fala com quem se tem intimidade. E intimidade é algo que precisa ser construído a cada dia. Não é automático. Muitos resumem seus momentos com Deus aos cultos semanais, limitam seu relacionamento com o Pai aos “rolês” de fim de semana, vivendo dia após dia como se Jesus não existisse, ignorando sua presença. Jesus é um Deus pessoal e tem sentimentos. Todas nós sabemos o quanto é importante OUVIR da boca do nosso esposo que ele nos ama, não é mesmo? Não nos contentamos com um mero “Ah, eu não preciso falar porque você já sabe.” Mas muitas vezes fazemos isso com Jesus. Pensamos: “Ah, Ele sabe… Ele sabe que eu estou triste, que eu estou feliz, que eu estou com problemas…” e aí nos calamos e paramos para falar com Ele só em situações formais, nas horas de culto, no momento da intercessão. É verdade que Ele sabe, mas Ele quer ouvir da nossa boca, quer conversar conosco. Ele está ao nosso lado o dia todo, aproveite essa presença maravilhosa e cultive sua amizade com Ele. Converse com Ele sobre o almoço, sobre o ônibus que atrasou, sobre aquela desconfiança que apareceu, o pneuzinho abdominal que aumentou… fale sobre tudo o tempo todo. Ele quer ser seu AMIGO.

Há inúmeros e maravilhosos segredos diretamente do coração de Deus para o seu coração, que Ele mesmo quer lhe revelar no aconchego do seu jardim. Apanhe as raposinhas que tem danificado suas flores e apronte-se para o Amado.

Se o seu jardim está seco e abandonado, ferido com tantas tempestades que têm se abatido sobre ele, nosso Maravilhoso Jardineiro está pronto a soprar sobre ti um novo vento, que levará para longe toda a sujeira que os invasores deixaram, fazendo renascer a esperança e brotar nova vida onde antes só havia galhos secos.

Cuide do seu jardim: cultive a cada dia uma alma quieta, uma vida santa, um coração confiável e um relacionamento de intimidade com o Pai, e se delicie nos fartos banquetes que o Noivo tem preparado para aqueles que o amam.

Vai valer a pena!!!

Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Educação Religiosa

Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

mediante citação da fonte e autoria.


A cada momento da vida do cristão existe a luta entre a carne e o espírito.

Ininterruptamente, nossa carne tenta nos afastar de Deus e o nosso espírito tenta nos aproximar de Deus.

Nem sempre esta luta é clara e temos discernimento suficiente para perceber que determinados desejos ou escolhas foram, na verdade, frutos da nossa carne. E lamentavelmente entristecemos o coração de Deus dando, de lambuja, munição para o diabo atirar contra o Evangelho.

Não se trata de legalismo religioso ou fanatismo ou caxiagem… trata-se de SANTIFICAÇÃO. Crucificar a carne e seus desejos, nos despirmos do velho homem e mortificar nossa velha natureza é exaustivo, mas deve ser uma disciplina constante se quisermos realmente sermos verdadeiros adoradores.

Nesta luta entre carne e espírito, vence o que estiver mais forte, e estará mais forte o que estiver mais bem alimentado.

Exemplos de atitudes e acontecimentos que fortalecem a nossa carne:

  • Palavreado chulo
  • Rir de coisas ruins ou tristes
  • Pensamentos impuros
  • Desejos e/ou práticas sexuais ilícitas
  • Mentira
  • Pornografia
  • Vaidade
  • Futilidade
  • Bebedeiras
  • Vícios
  • Namoro indecente
  • Músicas depravadas
  • Filmes, novelas e programas que propagam a imoralidade
  • Idolatria
  • Misticismo, esoterismo, feitiçaria
  • Dar lugar à ira
  • Provocar dissenções e facções
  • Maledicência e fofoca
  • Inveja
  • Relacionamentos doentios

A lista é grande.  Gálatas 5 e Romanos 6 a 8 têm muito a nos dizer sobre isso.

Dizer não aos desejos da carne é muuuito duro e difícil. Na esmagadora maioria das vezes, o mais fácil é dar lugar ao diabo e concluir “Ah, o que é que tem?” Mas o caminho da cruz é estreito. Não há atalhos.

Algo entristece o coração de Deus? Então simplesmente escolha não fazer. Não há outra solução a não ser resolver de vez o problema, afastando de nós as coisas que nos afastam de Deus.

Que possamos dia a dia permanecermos vigilantes, nutrindo nosso espírito com atitudes corretas de amor, temor e santificação. Cercando-nos de boas intenções, pensamentos saudáveis, pureza sexual, palavras que promovem a graça de Cristo, entretenimento e lazer que alegram o coração de Deus, corpo santo, Bíblia, oração, jejum, cânticos espirituais…

Andar na luz significa viver em comunhão com Deus. E isto nos proporciona tamanho prazer que absolutamente a nada pode ser comparado.

Que sejamos todos verdadeiros adoradores. Não de aparência, mas em espírito e em verdade.

 

Como um dia disse o apóstolo Paulo:

“O que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar Cristo e ser encontrado nele.”

Filipenses 3:7-8


Por Fernando Ortega

Você já sentiu isso?

Tipo, você está no meio do louvor, dai começa a adorar. Coloca seu coração em cada palavra, masssssss……. não sente “aquela unção“…… ou presença de DEUS…. como vc queira chamar.
Dae você começa a se perguntar:

- Será que DEUS está recebendo meu louvor?
- Será que tenho algum pecado a ser confessado?
- Será que DEUS se afastou de mim?

Então te pergunto:
– Porque você perguntando isso?

Você responde:
Ué… porque não to sentindo nada! Acho que Deus não está recebendo minha adoração…..

Béeeeeee!!! Resposta errada!
Quem disse que você precisa sentir algo para adorar a DEUS? Hein? Hein? Heeeein?????

Vou lhes contar um testemunho:
Estava em meu aposento (huahauha que brega! “Quarto” mesmo!). Então como gosto de fazer, deitei no chão e comecei a orar e adorar a DEUS. Passaram-se os minutos e não sentia  ”aquela presença de DEUS”…..
Passado mais um tempo, disse: “Amém, SENHOR…. vou dormir….” – Disse isso, mas o que meu coração dizia era “já q o SENHOR não vem, eu vou dormir…..”

Coloquei o 1º pé debaixo do edredon qndo DEUS resolve me dar uma lição:

- Fê, porque você está indo dormir?
- Ah PAI…. o SENHOR não veio… fiquei orando e adorando e nada……
- E quem disse que não estava aqui?
- Sei lá…. não senti nada…..
- Ah…. quer dizer que você precisa de um toque pra me adorar?
- Não… é que eu……
- Significa q você é como um carro velho que precisa ser empurrado?
- Não PAI…… é que…..
- Então você precisa sentir algo pra me adorar?
- Ok…. entendi……
- Fê, desde que você fechou os olhos eu estou aqui!!

Cara, eu gosto como DEUS trata comigo! Hahaha!! Sei lá… acho cômico as vezes!

Mas depois de ouvir isso DELE, pulei da cama e voltei a orar e adorar. Dai pra frente durou mais de 1 hora!!!

Com essa lição, aprendi: Você não tem que adorar a DEUS pelo o q ELE faz em vc e sim PELO O QUE ELE É!

Se adorarmos a Deus esperando um “toque” Dele, nos estaremos barganhando com Deus em nossa adoração!

Pai, te adoro, mas me toca, faz eu sentir algo tá?

Consegue sentir o quão desprezível isso é?

O que nós queremos fazer com o louvor e adoração é agradar a DEUS certo? (sabendo que nossas vidas por completo devem ser para exclusiva adoração a ELE, quer comamos ou quer bebamos – 1 Coríntios 10:31 )

Ok, agora analisemos o seguinte versículo:

Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. – Hebreus 11:6

Vamos analisar este texto:

Sem fé é impossível agradar-lhe:
Não dá pra montar um estudo sobre fé aqui, mas a fé não se baseia em sentimentos! Não tem nada com emocional. DEUS permite que você veja milagres, coisas aconteçam e até sensações em seu corpo com o objetivo exclusivo de te dar/acrescentar fé. Porque é assim que você verá teu Deus agindo e isso fará você crer com mais convicção NELE. Então se você tiver fé (não baseada em emoções) então você estará agradando a DEUS, logo, adorando a Deus.

…porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe:
Não sei se na sua bíblia está diferente, mas na minha diz “CREIA que ELE existe” e não “SINTA que ELE existe”. Perceba que nessa frase tem o “é necessário“. É de suma importância você crer (não é sentir!) que ELE está onde você está!

…e que é galardoador dos que o buscam:
Se você o buscar de todo o coração, não tem como ELE resistir à sua adoração! (Salmos 51:17). Imagina um pai q ouve sua filhinha dizer:

Papai, ti amuuu!!!

Que PAI resiste a isso? Com certeza ele vai correr ao encontro dela e abraçá-la, beijá-la, apertá-la……

A adoração deve ser baseada em nossa fé e não em nossas emoções! Fé é o firme fundamento e emoção é instável.

Talvez você já ficou chateado(a) porque no acampamento todos foram “tocados” menos você, no culto, os irmãos são cheios e você não, no seu quarto parece que a oração não passa do teto…….

Não seja um carro velho! Não se apoie em suas emoções para adorar a DEUS! Apoie-se na fé! Você não precisa sentir que ELE está com você, você precisa CRER que ELE está ali com você!

Não adore a DEUS barganhando. Não o adore só por causa de SUA maravilhosa presença, não o adore já esperando que ELE vai vir e te tocar, não o adore esperando que ELE vai se manisfestar!!!! Adore pelo o que ELE é! Pelo o seu infinito amor!

Você ficaria feliz se as pessoas te procurassem SOMENTE por algo que você tem, ou seja, por interesse?

Morrer na cruz não foi o bastante pra você?

Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor. – Gálatas 5:6

Fé que opera por amor:
Este é um versículo que o SENHOR me mostrou de forma tremenda! Sua fé, deve agir baseada em seu amor a Ele!! Você crê porque O ama!!!

Se na adoração devemos crer, então creiamos amando ELE!

Uhuuuuuuu!! Cara!! Meu coração se enche de alegria enquanto escrevo isso!!! DEUS é fantástico cara!!! Glória a ELE!!! ELE é lindo, lindo, lindo!!!! E cheroso!!! Heheh!

Na próxima vez que você quiser adorá-lo (agradá-lo), faça-o com fé baseada no amor a ELE e crendo que ELE está no exato lugar onde você está! Tipo ae do seu lado enquanto você lê este estudo!

Que tal olhar pra ELE agora e o adorar???

Fonte: Blog Não Morda a Maçã

Um dos maiores desafios do ministério é se preparar adequadamente para seu exercício.

12 de Junho

DIA DO PASTOR

Falha humana


ERRAR É HUMANO

Sim, errar é humano.

Não reconhecer que errou é canalhice.

Não aceitar que o outro erre é arrogância.

Não admitir a possibilidade de errar é estupidez.

Não corrigir o erro é imbecilidade.

Não enxergar o que deu errado é patifaria.

Justificar o próprio erro é covardia.

Sentir prazer com o erro alheio é mórbido.

Errar de propósito é imoral.

E persistir num mesmo erro… é burrice.



Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Educação Religiosa - Marília/SP

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos

desde que citada fonte e autoria.

 
 
 


O profeta Jeremias nos conta a história de dois homens: o homem-arbusto e o homem-árvore.

Assim diz o Senhor: maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor. Ele será como um arbusto no deserto; não verá quando vier algum bem. Habitará nos lugares áridos do deserto, numa terra salgada onde não vive ninguém.

Mas bendito é o homem cuja confiança está no Senhor. Ele será como uma árvore plantada junto às águas e que estende as suas raízes para o ribeiro. Ela não temerá quando chegar o calor, porque as suas folhas estão sempre verdes; não ficará ansiosa no ano da seca nem deixará de dar fruto.  Jeremias 17.5-8

O homem-arbusto é aquele que apoia sua vida em pessoas, bens ou valores humanos.  Ele estende suas raízes em busca daquilo que o mundo diz que é fundamental: conhecimento, tecnologia, riquezas, saúde, beleza, romance, sexo, status, realização pessoal, religiosidade…

Mas o homem-arbusto não cresce, não dá sombra nem frutos, porque suas raízes estão em lugares áridos. E quem busca segurança em lugares afastados da Fonte de Água Viva, não a encontrará, pois apenas Deus pode suprir as reais necessidades do ser humano.

E o homem-árvore? Ah, o homem-árvore é inteligente, e lança suas raízes onde tem água de verdade. Não se ilude com aparências ou discursos bonitos, mas busca a seiva da vida onde realmente tem vida.

O homem-árvore não fica com medo quando vem o calor. Sim, pois suas raízes estão seguras num ribeiro, mas ele não está protegido por uma redoma. O calor virá. Chegarão problemas, lutas, enfermidades, dificuldades, mas aquele que confia no Senhor não temerá.

Também não ficará ansioso as coisas não estiverem como ele gostaria que estivesse. Virão também fases ruins, “tempos de seca”, mas o homem-árvore não se preocupa, pois a sua confiança está firmada em Deus, e sua maravilhosa graça lhe basta.

Ele não depende do tempo ou das circunstâncias para frutificar. Seu ministério não está firmado em sua religião ou em algum líder espiritual. Ele não espera dinheiro, reconhecimento ou apoio de outras pessoas. Suas raízes estão NAQUELE que o chamou. É DEUS quem lhe sustenta. E é para ELE que o homem-árvore produz. Assim, o fruto é algo natural e quase inevitável.

Agora pare por alguns instantes e responda: onde você têm lançado suas raízes?  Em quê você tem depositado a sua confiança?

No deserto deste mundo, apenas Deus é a Fonte da Água da vida, o resto… o resto é miragem.


Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Educação Religiosa
Marília/SP
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
desde que citada fonte e autoria.



Qual a principal característica que um ministro do evangelho deve possuir? Qual sua principal marca? O que um servo de Deus deve possuir para que mantenha a integridade do seu ministério?

Não é fácil responder a esta pergunta e talvez exista mais de uma resposta. Entretanto, quando vejo tantos pastores e obreiros do Reino de Deus se perdendo pelo meio do caminho, me obrigo a pensar sobre o assunto, na tentativa de identificar um ponto em comum, a fim de colocar-me em alerta para não tropeçar na mesma pedra.

Na busca de uma resposta a esta questão, vi que muitos têm caído ou se perdido pela mesma razão que fez com que o apóstolo Pedro começasse a afundar: desviar os olhos de Jesus.

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para suas emoções. Cansaço, empolgação, ira, alegria, frustração… todos ser humano normal possui sentimentos, mas não devemos nortear nossas atitudes com base em nenhum deles. O ministro que passa a super valorizar seus sentimentos como se viessem direto do trono de Deus, ignorando por completo sua natureza carnal, perde facilmente o foco do seu chamado, e passa a agir sem sabedoria nem moderação. “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa…” (Jr 17:9). 


Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para bens materiais.Trabalhar para um reino espiritual esperando receber benefícios materiais é uma grande ilusão. O ministro que passa a super valorizar sua situação financeira, acaba se deixando dominar pela avareza e passa a orbitar em torno disso. Comparações de salário com outros pastores, inveja, ambição, busca por rentabilidade e estatus social, tudo isso faz com que os valores do Reino se diluam por entre os cifrões. “É necessário pois, que o bispo seja irrepreensível… e não apegado ao dinheiro.” (1 Tm 3:2,3)

 

Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para o conhecimento humano. Estudar, se aperfeiçoar em literatura e teologia, aumentar seu cabedal de conhecimento no campo das ciências humanas e sociais, ou em qualquer outra área é um hábito bastante salutar. Mas o ministro que passa a super valorizar o seu próprio conhecimento e tenta compreender e explicar Deus sob a ótica da sabedoria humana, torna-se insensível à inspiração divina e corrói a essência da própria fé, perdendo-se em heresias, falácias, discussões tolas e falsas doutrinas. “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento” (Pv 3:5).


Grandes homens de Deus começaram muito bem sua jornada cristã, mas se perderam ao desviar o olhar para a sua própriaespiritualidade. Oração em línguas, jejum, meditação, retiros espirituais, momentos de êxtases diante da manifestação de Deus, experiências sobrenaturais… tudo isso é válido e pode fazer parte da vida cristã daqueles que buscam intensamente uma maior intimidade com o Pai. Entretanto, o ministro que passa a super valorizar sua própria espiritualidade, fundamentando nela o seu ministério, torna-se seu próprio deus e gere sua própria Lei, produzindo aberrações sob a ilusão de novas revelações. “Nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1 Co 3:7).

O desvio do olhar não acontece de repente, mas de maneira sutil e quase imperceptível, precedendo o desvio e a queda.

Renovar a percepção de quem somos (barro) e de quem Deus é (o Oleiro Senhor Soberano sobre todas as coisas) é o que nos livrará de cairmos e levarmos outros a caírem também.

Quanto mais vejo as bizarrices se multiplicando no meio evangélico, inclino-me a pensar que a principal característica que um ministro de Deus deve cultivar em sua vida, é a primeira bem-aventurança do primeiro sermão de Jesus: “Bem aventurados os pobres em espírito” (Mt 5:3). O ministro que cultiva a humildade de espírito, reconhece que sua capacidade é limitada e mantém a mente, a alma e o espírito sempre em prontidão para o trabalhar DE DEUS em sua vida.  Dependência total de Deus, eis a essência do caráter de um servo.

Porque DELE e por ELE, e para ELE, são todas as coisas; glória, pois, a ELE eternamente. Amém.” (Rm 11:36).


 

Márcia Rezende

Bacharel em Educação Religiosa

Prª de Educação Cristã na 3ª Ig Batista de Marília

Permitida reprodução sem fins lucrativos desde que citada fonte e autoria.

 

Que alegria é saber que os tempos mudaram!

Não sou do tipo saudosista que supervaloriza as coisas antigas (“no meu tempo…”) e despreza as conquistas modernas.

Minha experiência cristã, por exemplo, é muito mais sólida e rica hoje do que há alguns anos atrás. Fico feliz que o progresso tenha alcançado também as igrejas.

Antigamente (no meu contexto), bater palmas era irreverência, dançar para Jesus era pecado e falar em línguas era tido como desequilíbrio psiquiátrico. Então, louvo a Deus pela abertura que houve no entendimento das igrejas  tradicionais, que perderam o medo do Espírito Santo e se abriram para experiências sobrenaturais de intimidade com o Pai.

Entretanto, tenho que admitir que algumas “modernidades” foram plantadas como joio no meio cristão, chegando a despertar o tal saudosismo dos “bons e velhos tempos” onde, sob alguns aspectos, eram bem melhores.

Transcrevo aqui um texto curioso e interessante publicado no Jornal Comunhão, da CBOESP, edição de fevereiro de 2011, para nossa reflexão.

Que as lembranças do que era bom possam gerar em nós: motivação para voltar às consistentes “veredas antigas” (Jr 6:26), disposição para abandonar os odres velhos que limitam o agir de Deus (Mt 9:17), e sabedoria para discernir uma coisa da outra.

 

ANTIGAMENTE… MAS HOJE…

Por Wanderley Rangel Filho

ANTIGAMENTE “tirar o pezinho do chão” era um apelo para sairmos do comodismo e evangelizarmos de rua em rua. MAS HOJE é apenas um recurso para motivar a moçada a pular, se chacoalhar durante o louvor.

ANTIGAMENTE “ficar” era uma atitude de consagração, como ficar em jejum e ficar orando. MAS HOJE é um estado erótico com beijos e carícias uns com os outros.

ANTIGAMENTE “buscar o Senhor” era um movimento para confissão, quebrantamento e busca da sua vontade. MAS HOJE é um movimento para reivindicação e satisfação das vontades pessoais.

ANTIGAMENTE “vida vitoriosa” era viver em triunfo sobre o pecado e a carnalidade. MAS HOJE é tão somente conseguir promoção, passar na faculdade e comprar um carro.

ANTIGAMENTE a Bíblia na mão era o mais importante, íamos à igreja com ela para abri-la e estudá-la.  MAS HOJE o mais importante é o celular na mão, para ligá-lo e conversar com a galera, seja na hora do culto ou da Escola Bíblica.

ANTIGAMENTE cantávamos “Mas eu sei em quem tenho crido”, afirmando nosso culto racional, consciente na Pessoa do Senhor Jesus Cristo. MAS HOJE cantamos “Mas eu sinto alguma coisa em que tenho crido”, demonstrando um culto alienado, sentimental ao deus desconhecido.

ANTIGAMENTE plenitude do Espírito Santo era ser controlado pelo Espírito de Deus nas relações de amor e serviço com o próximo. MAS HOJE sua evidência está nas sensações somatizadas e individualizadas.

ANTIGAMENTE a igreja era lugar de adoração, comunhão e oração. MAS HOJE é um lugar de shows, entretenimento e satisfação pessoal.

  

“…é preciso que prestemos maior atenção ao que temos ouvido, para que jamais nos desviemos”  Hebreus 2:1

  

 

 

Márcia Rezende

Bacharel em Educação Religiosa

Prª de Educação Cristã na 3ª Ig Batista de Marília

Permitida reprodução sem fins lucrativos desde que citada fonte e autoria.

 

 

Ao contrário do que muitos andam ensinando por aí, Deus nem sempre responde “sim” a todos os nossos pedidos.

Sabemos que muitas coisas podem impedir a eficácia de nossas orações, tais como: falta de fé (Tg 1:6-8), pecados não confessados (Is 59:1-2), distância do Senhor (Jo 15:7), e pedidos mal intencionados (Tg 4:3). Entretanto, Deus pode também, simplesmente responder “não” ao pedido de um filho seu, simplesmente por ser esta a sua vontade.

Foi o que aconteceu com Jesus no Getsêmani (Mc 14:36), com o apóstolo Paulo e seu espinho na carne (2Co 12:7-9), com a enfermidade de Timóteo (1Tm 5:23), com o rei Davi e a morte de seu filho (2Sm 12:15-20), e tantos outros. Nestes casos, não adianta repreender, profetizar, tomar posse ou determinar. A situação foge ao nosso controle, excede nosso entendimento e independe da nossa fé.

Quantas e quantas vezes oramos muito pela cura de uma enfermidade, pela conversão de um ente querido, ou pela solução de um determinado problema, até que um dia acontece o pior, e vemos que aquilo que tanto queríamos não aconteceu. Como aceitar o “não” de Deus se Ele mesmo, em sua Palavra, prometeu nos dar tudo o que pedíssemos?

Primeiramente é preciso lembrar que não podemos nos apegar a um versículo da Bíblia isoladamente. Se em Mateus 11:22 diz que receberemos tudo o que pedirmos com fé em oração, em 1 João 5:14-15 diz que Deus nos atende conforme a sua vontade. Mediante esta realidade, é preciso compreender alguns princípios importantes:

1. A vontade de Deus é sempre boa, agradável e perfeita (Rm 12:2 e 8:28). Nossa visão limitada e imediatista nem sempre consegue enxergar a bondade de Deus em algumas situações de tristeza e dor. Mas o justo vive pela fé, e não por vista. Deus é sempre bom e sempre deseja o melhor para cada um de nós. Mesmo que algumas coisas nos pareçam descabidas e absurdas, é preciso confiar e acreditar que Deus sabe o que faz.

2. Deus é o Senhor e nós os seus servos; Deus é o oleiro, e nós, barro em suas mãos (Is 45:9). Quando Jó questionou a Deus acerca do injusto castigo que lhe fora imposto, o Senhor simplesmente lhe com algumas perguntas que o fizeram lembrar de quem ele era (Jó 38 a 41). Deus é o rei soberano sobre todo o Universo e tem todo o “direito” de intervir (ou não) em cada situação. Não cabe a nós questionar ou discordar de suas decisões. Muitas perguntas continuarão sem resposta. São os mistérios reservados ao Pai (Dt 29:29).

3. A fé não desiste. Resiste. O médico Fernando Oliveira, em seu livro “Quando a bênção não vem”, conta-nos sua experiência de perder a esposa para o câncer após anos de lutas, e adverte: “Nunca devemos deixar de orar pela cura de uma enfermidade. Não podemos nos conformar com a situação, mas prosseguir até o fim, pedindo a intervenção de Deus, crendo que o Senhor dos impossíveis pode reverter aquela situação” (Sl 51:17). “Em Jesus está o amém, o assim seja, o cumpra-se de todas as promessas de Deus. Ele abriu aos homens a possibilidade de desfrutar de todas as promessas. Entretanto, ao Deus soberano está o distribuir dessas promessas, quando e como desejar” (*).

Conclusão: Não temos condições de entender como é administrar o mundo do ponto de vista de Deus, mas em Cristo é possível desfrutar das vitórias nos montes e superar as tribulações dos vales. Deus nunca nos deixa sós e enfrenta conosco o fogo da fornalha quando não nos livra dela (Dn 3). Quando Deus responde “não” e a tão desejada bênção não vem, o Senhor permanece conosco, nos consolando e ajudando a prosseguir pelo “vale da sombra da morte”. Nossa alegria provém do Senhor e não das circunstâncias (Hc 3:17-19). Ele é a nossa força e aquele que nos faz andar vitoriosamente em qualquer situação.

 

* Citação bibliográfica: Oliveira, Dr. Fernando F.M., Quando a bênção não vem. 2ª ed. São Paulo: Abba Press, 2000.

 

Márcia Cristina Rezende

Bacharel em Educação Religiosa

Marília/SP

 

Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos mediante citação da fonte e autoria.

 

 

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